30 Novembro 2011

A enfermagem dá saúde a Portugal


Nos tempos actuais, o saber que a enfermagem detém deve ser mobilizado para proporcionar conhecimentos e soluções de cuidados para todos os cidadãos tendo em vista a equidade. A potenciação de projectos de promoção da saúde que levam a menos gastos, ou seja, tornando a Saúde mais eficiente e sustentável, é também uma oportunidade a não perder.

Os enfermeiros devem pensar global e agir local, onde a sua motivação é fundamental para mobilizar projectos com pro-actividade e empreendedorismo. Acredito que os enfermeiros não se rendem às dificuldades. É verdade que a profissão não tem sido devidamente respeitada pelos políticos e gestores deste país. No entanto, a maioria dos cidadãos residentes em Portugal utilizadores dos cuidados de enfermagem sabem bem qual é o valor destes profissionais, sabem que precisam de nós para terem saúde.

Os enfermeiros não irão permanecer passivos a aguardar que os outros façam por si o que desejam; têm e devem ser os enfermeiros, e as suas organizações representativas, onde incluo a Ordem dos Enfermeiros, a dar visibilidade à sua importância e necessidade.É verdade que a maioria dos profissionais não se revêem nesta Ordem. Isto porque existe uma profunda confusão instalada entre o papel regulador da Ordem e o papel de defesa de direitos dos trabalhadores das estruturas sindicais.

Sou de opinião que a falta de comunicação interna dos órgãos da Ordem para com os seus membros é potenciador para este não reconhecimento, embora também alguns enfermeiros, penso que devido a desmotivação, não procurem a informação necessária.

Por fim, a Ordem nem sempre tem feito as melhores escolhas dos caminhos a percorrer nos momentos correctos, como foi o exemplo do aumento de quotas num momento de crise. Estas situações são incompreensíveis para os enfermeiros! É preciso aproximar a Ordem aos enfermeiros, promover a defesa da sua dignidade e valor social em momentos, como os actuais, em que são constantemente ameaçados e, infelizmente, abusados por pessoas e instituições sem escrúpulos. Lamento ainda que o financiamento das instituições de saúde apenas tem em consideração os actos médicos.

O financiamento institucional está desadequado face à realidade actual. Convém esclarecer que a esmagadora maioria dos cuidados de saúde prestados nas instituições é realizado por enfermeiros, sendo que praticamente apenas os cuidados médicos são contabilizados para efeitos de financiamento institucional! A título de exemplo, as consultas médicas, os diagnósticos médicos, as urgências atendidas e as altas dadas, são actos médicos que contribuem para financiar qualquer hospital. Por outro lado, todos os cuidados de enfermagem prestados aos utentes não são considerados nessa contabilização.

Ora, sabendo que existem outros cuidados de saúde prestados nas instituições para além dos médicos, é um erro continuar com esta metodologia. Existem diversos países onde as instituições também são financiadas pelas intervenções dos enfermeiros, pelo que não há necessidade de “inventar a roda”. Porém, também reconheço que esta é uma mudança estrutural, diria mesmo paradigmática, a ser operada.

28 Novembro 2011

Comunicado - Enfermagem Primeiro


Chegou ao conhecimento da candidatura Enfermagem Primeiro® uma mensagem, disseminada por correio electrónico, com questões que mais não visam do que a efectivação de ataques ao bom nome de pessoas e instituições.

Esclarecimentos entendidos convenientes:

O Conselho Fiscal é um órgão de eleição independente e colegial. Todos os enfermeiros candidatos ao CF cumprem os requisitos necessários para se submeterem a este acto eleitoral e uma vez eleitos nenhum individualmente tem poder de decisão.

Trazer esse tipo de questões, de natureza familiar, para a discussão é de mau gosto e apenas pretende desviar as atenções para o que realmente interessa. E o importante é verificar se as pessoas têm competências para o cargo a que se candidatam, e não com quem estão casadas. Além do mais, o Estatuto da OE é claro: o Conselho Fiscal não fiscaliza o Bastonário, mas sim o Conselho Directivo.

A Candidatura Enfermagem Primeiro® não propõe o fim das Assembleias Gerais. A Candidatura Enfermagem Primeiro® quer reforçar a legitimidade das decisões em AG pelo que propõe novas metodologias para incrementar a participação e representatividade dos enfermeiros facilitando o escrutínio da Ordem pelos enfermeiros.

Pode-se colocar a questão: A quem é que não interessa que os enfermeiros se revejam nas deliberações da Assembleia Geral? A Candidatura Enfermagem Primeiro® suporta a sua campanha nas contribuições de cada elemento desta Candidatura, bem como nas doações de um conjunto de colegas que entenderam assim participar. O profissionalismo da nossa campanha resulta de um ano de planeamento e organização, bem do esforço e dedicação de muitos colegas e amigos. 

O Enfermeiro Germano Couto, embora esteja ao serviço da Ordem dos Enfermeiros a tempo inteiro – 35/horas/semana, tal como todos os outros colegas que estão a trabalhar nas organizações, também tem direito a férias, feriados e descansos. O que se aplica a uns, aplica-se a todos. A diferença aqui reside no facto de o trabalho na Ordem não ter horários nem respeitar feriados ou fins-de-semana, coisa que a maioria dos enfermeiros vêem respeitado escrupulosamente. 

O evento “Palestras Forumenfermagem: Empreendedorismo&Migração” dirigido a jovens enfermeiros foi realizado em articulação com o Fórum Enfermagem, é decorrente do plano de acção para 2011 e já estava programada há muito tempo, pelo que os timings não dependeram exclusivamente da SRN. Importa ainda esclarecer que não houve qualquer patrocínio de cariz monetário ou de outra índole dos membros da SRN, conforme qualquer auditoria o pode comprovar. 

 A Candidatura Enfermagem Primeiro® tem realizado uma campanha de proximidade visitando serviços de grandes instituições hospitalares, públicas e privadas, civis e militares bem como unidades mais pequenas, como USFs, UCCIs, UCCs. Nestas visitas falamos com todos os enfermeiros que são autorizados a receber-nos e quando são impedidos aguardamos por eles no exterior da instituição.

Pretendemos que todos os enfermeiros tenham a oportunidade de conhecer as nossas propostas por isso visitamos os locais de exercício das actividades de enfermagem mais do que uma vez.  A participação na Candidatura Enfermagem Primeiro® é um acto de cidadania de cada um dos seus elementos. Como tal, a participação, ou não, na mesma é algo que cada um decide livremente. É por respeitarmos essa liberdade individual que não a limitamos em qualquer uma das suas formas, nomeadamente a de expressão. Várias candidaturas integradas na Enfermagem Primeiro® apresentam-se a votos com equipas constituídas por colegas que nunca pertenceram aos órgãos da Ordem. Essa é a nossa marca de renovação com equilíbrio.   Enfermagem Primeiro!

Pretendem formar Pseudo-Enfermeiros?

notificação de: Enfº Belmiro Rocha

Aguardamos parecer da Ordem

Módulos
Módulo I. Promoção da saúde e apoio ao paciente
Capítulo 1. O paciente integrado no sistema de saúde português
Capítulo 2. As etapas do ciclo de vida e a saúde
Capítulo 3. Psicologia da personalidade e mecanismos de defesa: ansiedade e angústia
Capítulo 4. A relação do auxiliar de acção médica com o paciente
Capítulo 5. Apoio psicológico ao idoso
Capítulo 6. Apoio psicológico ao paciente com doença crónica
Capítulo 7. Apoio psicológico ao paciente em fase terminal

Módulo II. Intervenções de enfermagem (I)
Capítulo 1. A pele e os anexos cutâneos
Capítulo 2. Higiene e limpeza do paciente
Capítulo 3. O sistema nervoso
Capítulo 4. O sistema endocrino
Capítulo 5. O aparelho locomotor
Capítulo 6. Posições e mecânica corporal. Mobilização de pacientes
Capítulo 7. O sistema cardiovascular
Capítulo 8. Anatomia e fisiologia do aparelho respiratório

Modulo III. Intervenções de enfermagem (II)
Capítulo 1. O aparelho urinário
Capítulo 2. A fluidoterapia endovenosa
Capítulo 3. O sistema reprodutor
Capítulo 4. A gravidez, o parto e o puerpério
Capítulo 5. Preparação do doente para a observação médica
Capítulo 6. A oxigenoterapia e outras terapias respiratórias
Capítulo 7. Enemas, sondas e drenagens
Capítulo 8. A administração de fármacos

Módulo IV. Intervenções de enfermagem (III)
Capítulo 1. Os sinais vitais. os gráficos de registo e o balanço hídrico
Capítulo 2. O sistema digestivo
Capítulo 3. Alimentação e nutrição
Capítulo 4. Cuidados de enfermagem a prestar o idoso
Capítulo 5. Auxiliar de acção médica no serviço de urgência e na unidade de cuidados intensivos
Capítulo 6. Primeiros socorros
Capítulo 7. Cuidados post mortem e técnicas relacionadas. A doação e o transplante de órgãos

ANEXO. Os cuidados pré-operatórios, intra-operatórios e pós-operatórios
Módulo V. Higiene do meio intra-hospitalar e limpeza do material
Capítulo 1. A higiene hospitalar
Capítulo 2. O quarto do utente no hospital
Capítulo 3. As técnicas de isolamento
Capítulo 4. O instrumental e o carro de pensos
Capítulo 5. Limpeza, desinfecção e esterilização do material
Capítulo 6. A recolha de amostras biológicas
Capítulo 7. Os resíduos hospitalares

Módulo VI. Técnicas de apoio médico-dentário
Capítulo 1. A consulta de saúde oral
Capítulo 2. Estrutura e patologia oral
Capítulo 3. Farmacologia e controlo da dor
Capítulo 4. Os materiais e os instrumentos em saúde dentária
Capítulo 5. Fundamentos de radiologia dentária
Capítulo 6. A manutenção da saúde oral

24 Novembro 2011

Um em cada cinco enfermeiros sem emprego

fonte: TVI24

Ordem dos Enfermeiros divulgou um estudo sobre a situação profissional dos jovens Enfermeiros no país

Um em cada cinco enfermeiros está desempregado e os que têm emprego acumulam situações de precariedade laboral, segundo um estudo esta quarta-feira divulgado pela Ordem dos Enfermeiros (OE).O estudo indica que está a aumentar o número de enfermeiros sem emprego, aproximando-se dos 20 por cento (um amento de 1,2% em relação ao ano passado), o número de precários (45%) e o período temporal de acesso à profissão, escreve a Lusa.Três em cada quatro enfermeiros sem emprego não têm qualquer actividade profissional e os restantes estão a exercer outra profissão, sendo que a grande maioria nunca teve uma proposta de emprego nesta área.

O estudo revela ainda que a falta de emprego atinge mais o norte do país (59%) do que o sul (7,7%), com os enfermeiros formados no distrito de Setúbal, Santarém e Évora a apresentarem os melhores níveis de empregabilidade, contrariamente aos profissionais formados no estrangeiro, na região autónoma da Madeira e no distrito do Porto.A maior percentagem de enfermeiros encontra-se em Lisboa (30,2%), seguida do Porto (12,5%) e do estrangeiro (9,6%).

«A emigração continua a ser uma solução para um número relevante de jovens», aponta o estudo, revelando um aumento do número de enfermeiros a emigrar, situado nos 7,7%.A projecção para a generalidade dos enfermeiros formados em 2008, 2009 e 2010 permite calcular que um total de 873 enfermeiros saiu do país à procura de outras oportunidades, sendo Espanha, Inglaterra, Suíça, França e Canadá os principais destinos de eleição.

O estudo revela ainda que a precariedade está a generalizar-se entre os jovens enfermeiros, com um total de 65,51% de respondentes ao inquérito a responder que estão desempregados ou em situação precária.Partindo da estimativa do número de enfermeiros formados nos últimos três, o estudo indica que estarão sem emprego ou em condições precárias em Portugal 7.438 enfermeiros.Relativamente à precariedade, 45,6% têm vínculo laboral precário, 22,8% trabalham com contractos a termo certo, 18,7% estão em regime de prestação de serviços (recibos verdes) e 4,1% em estágio profissional remunerado.

Apenas 0,45% exercem em dois locais a tempo completo (35 horas ou mais), embora uma percentagem significativa revele trabalhar algumas horas extra além do seu emprego principal: 13,22% têm um emprego a tempo parcial além do principal e 0,82% têm dois empregos a tempo parcial além do trabalho principal.O estudo aponta também um aumento de estágios profissionais em «programas cada vez mais desregulados» (17%) e afirma que as instituições exigem experiência profissional e residência próximo da instituição como principais critérios de escolha.

«Há cada vez mais enfermeiros que se sentem discriminados ou sentem a sua dignidade profissional afectada enquanto procuram emprego (42% dos inquiridos)» e a intenção de abandono da profissão é superior à manifestada no ano passado, com 39,66% dos enfermeiros a admitir ponderar ou já ter ponderado essa opção.

O estudo sobre a «Situação Profissional dos Jovens Enfermeiros em Portugal ¿ 2011» constitui a terceira edição deste «instrumento de monitorização» criado pela OE e baseou-se num inquérito aos enfermeiros que se inscreveram na ordem entre 1 de Janeiro de 2008 e 31 de Dezembro de 2010.O número de participantes no estudo tem vindo a aumentar: 45,62% relativamente ao ano passado e 88,9 em relação a 2009).

23 Novembro 2011

José Azevedo - Entrevista

Candidato à Ordem dos Enfermeiros acusa ULS de usar menos enfermeiros que o necessário

fonte: Rádio Brigantia
Nota Biográfica do Candidato

Muito preocupado. Foi desta forma que o candidato da lista C a presidente do conselho directivo regional da secção Regional do Norte da ordem dos enfermeiros ficou ao visitar, ontem, as unidades hospitalares de Bragança e Mirandela da Unidade Local de Saúde do Nordeste.

Renato Barros diz ter encontrado uma classe desmotivada pela não renovação dos contratos e denuncia que está a haver défice de enfermeiros nos hospitais da região.

Renato Barros afirma mesmo que pode estar em causa a prestação de cuidados de saúde básicos aos doentes.
“Nunca pensei encontrar um cenário tão mau como aquele que encontrei. Em Bragança encontrámos um serviço de cirurgia com 25 camas mas apenas dois enfermeiros”, sublinhou.

Exemplo da desmotivação dos enfermeiros passa pelo recente despedimento de cerca de três dezenas de enfermeiros, que preocupa Renato Barros.

“Vamos, numa próxima visita, tentar junto da administração perceber melhor o que se está a passar. Há situações dramáticas”, frisou.

As preocupações manifestadas pelo enfermeiro Renato Barros que tem percorrido a Região na divulgação do seu projecto regional e do projecto nacional que subscreve. Este, liderado pelo Enfermeiro Manuel Oliveira como Candidato a Bastonário e denominado “Pela Enfermagem, Um Compromisso” e que no norte assume-se “Pela Enfermagem, Um Compromisso com o Norte”.

Escrito por CIR

Enfermagem Primeiro - FAQ´s

O Candidato a Bastonário responde a muitas questões.

Qual a vossa posição sobre as quotas? link
Como olham e pensam acompanhar outras actividades dos Enfermeiros em áreas específicas e de risco? link
Qual a vossa posição relativamente ao Modelo de Desenvolvimento Profissional? link
Porque é que a Ordem dos Enfermeiros não intervém para reduzir os numerus clausus? link
Qual a vossa opinião sobre a disparidade de currículos e critérios de ingresso para os cursos de Enfermagem de base e especialidades? link
Qual a vossa opinião sobre a disparidade de vencimentos entre os Enfermeiros que estão no público vs privado? link
Acham que os especialistas que não sejam pagos como tal devem exercer a especialidade? link
Qual a vossa opinião sobre a precariedade a que os Enfermeiros são actualmente sujeitos? link
Qual a vossa opinião sobre o facto de um número significativo de especialistas estar a exercer como generalistas? link
Qual a vossa opinião sobre o valor dos vencimentos dos Enfermeiros? link
Que incremento pensam dar ao papel da Ordem dos Enfermeiros? link
Que mais-valias pensam criar para os Enfermeiros por serem membros da Ordem dos Enfermeiros? link
O que acham relativamente à acumulação de empregos? link
O que acham da nova carreira? link
Como vão regular a qualidade dos Enfermeiros que entram na profissão? link
Como vão lidar com as usurpações de funções? link
O que vão fazer relativamente às funções de gestão na Enfermagem? link
Que mudanças vão introduzir no funcionamento da Ordem dos Enfermeiros? link
Como pensam promover a investigação no seio da profissão? link
Qual a vossa opinião sobre a prescrição por Enfermeiros? link
O que vão fazer relativamente às dotações seguras? link
O que vão mudar relativamente aos pareceres "nim" que a Ordem dos Enfermeiros emite? link
Qual a vossa posição relativamente às especialidades? link
Qual a vossa opinião sobre a relação entre a especialização e o Modelo de Desenvolvimento Profissional? link
O que vão fazer quanto ao desemprego? link
Como vão acabar com os "feudalismos" na Ordem dos Enfermeiros? link
O que vão fazer para melhorar a qualidade da intervenção pública da Ordem dos Enfermeiros? link
Quais serão algumas das vossas bandeiras políticas? link
Qual a vossa opinião sobre os Enfermeiros que aceitam trabalhar por valores/hora ou vencimentos indignos para a profissão? link
Como pensam resolver o problema dos Enfermeiros militares? link
Como pensam defender a dignidade e escopo de intervenção da profissão, nomeadamente ao nível das funções dos Enfermeiros? link
Como pensam valorizar a profissão, tanto a nível económico, social e político? link
Qual a vossa opinião sobre as actividades formativas da Ordem dos Enfermeiros, nomeadamente os seminários e congressos que organiza? link
Qual a vossa opinião sobre as relações pouco claras entre Ordem dos Enfermeiros e os partidos, as instituições de ensino e os sindicatos? link
Que vão fazer para promover a autonomia da Enfermagem? link

17 Novembro 2011

Candidata não aceite à Ordem diz que recebeu nota disciplinar sem referir o motivo

Uma enfermeira que viu a Ordem da classe rejeitar a sua candidatura a bastonária revelou nesta quarta-feira que foi notificada de que a organização profissional lhe levantou um inquérito disciplinar sem dizer o motivo.

Em declarações à agência Lusa, Ana Rita Cavaco contou que recebeu a notificação “dia 6 ou 7” deste mês, com data de dia 3, dois dias antes de ter visto recusada a sua candidatura às eleições para a Ordem dos Enfermeiros, marcadas para 12 de Dezembro. “Já mandei um mail a pedir que me informassem a razão do inquérito, mas não recebi qualquer resposta”, garantiu, considerando que não poderá ser por razões profissionais, pois nesse caso teriam que ter sido também notificados os seus superiores hierárquicos.

A bastonária da Ordem, Maria Augusta de Sousa, contactada pela Lusa, disse que o assunto, por ser matéria disciplinar, está sob a alçada dos conselhos jurisdicionais nacional ou regional, pelo que não se pode pronunciar. “Nem posso, nem devo”, afirmou, acrescentando que é matéria que “entra numa lógica de segredo de justiça”. Ana Cavaco considera que a convocatória para ser ouvida no próximo dia 21 “só pode ser por delito de opinião”.

“Sou frontal, digo o que penso”, afirma, antes de acusar os actuais dirigentes da Ordem de terem integrado uma delegação de 27 pessoas à África do Sul para um congresso internacional de enfermeiros. Isto aconteceu numa altura em que a Ordem decidiu acabar com as mesas de voto que funcionaram em eleições anteriores em hospitais de maiores dimensões, passando a funcionar apenas nas sedes das representações regionais ou por correspondência. Maria Augusta de Sousa considera “falaciosa” a argumentação da colega e diz ser “pouco compreensível misturar duas coisas que não são comparáveis”.

A alteração no processo eleitoral foi aprovada em Assembleia Geral de acordo com as regras instituídas e a deslocação à África do Sul foi para participar no Conselho Internacional dos Enfermeiros, da qual a organização profissional portuguesa é membro permanente, explicou. “Ninguém foi passear”, garante a bastonária, acrescentando que as pessoas que se deslocaram à África do Sul foram apresentar trabalhos e participar nas discussões e foram as consideradas adequadas. “Há regras próprias e isso foi explicado em Assembleia Geral”, garantiu.

fonte: Público

10 Novembro 2011

Carta de Ana Rita Cavaco

Caros Colegas e Amigos, A actual Ordem dos Enfermeiros tem medo de ir a votos comigo. Há mudanças urgentes na nossa vida profissional, vamos fazê-las em conjunto.Não nos demovem do nosso propósito: Defender Orgulhosamente a profissão que escolhemos.

A semana passada o Conselho jurisdicional da Ordem dos Enfermeiros levantou-me um procedimento disciplinar sem que me tenham informado de qual a acusação. É apenas uma grande medalha que me dão! Nunca pautei as minhas acções ou a minha vida pelo medo, quer a recusa ou o procedimento disciplinar não me demovem de ir até ao fim. Somos milhares na defesa das propostas que apresentamos em http://www.mudaroe.com/

Em tribunal está já a nossa contestação, porque a Ordem dos Enfermeiros não está acima das leis da república, no site estão todas as listas da nossa candidatura às secções regionais e todos os órgãos nacionais. É apenas sobre mim, como candidata a bastonária, que recai a recusa que o tribunal irá decidir.

Dia 12 de Dezembro, apesar de a Ordem ter fechado as mesas de voto nos Hospitais, apelo para que se revoltem e votem por correspondência e nas secções regionais. Eu posso ser a cara do projecto, mas acreditem nas nossas listas, são todos como eu, tenho o maior orgulho na equipa que escolhi. Vamos dar-lhes o maior cartão vermelho que alguma vez viram.Vamos devolver a Ordem a quem ela realmente pertence, a todos nós, Enfermeiros.

Vamos em Frente que o tempo e a democracia urgem, contem sempre comigo, Ana Rita Cavaco

08 Novembro 2011

Ana Rita Cavaco - Impugnação pela OE à Candidatura a Bastonária da OE

Ver vídeo: http://bit.ly/tSKzfX