30 Junho 2011

Tribunal condena Linha Saúde 24

O Tribunal do Trabalho de Lisboa condenou a empresa Linha de Cuidados de Saúde (LCS), que gere a Linha Saúde 24, pelo despedimento ilegal, em Janeiro de 2009, de uma enfermeira que trabalhava nesse centro de atendimento telefónico. A empresa fica obrigada ao pagamento de uma indemnização de quarenta mil euros, dez mil dos quais por danos morais, e terá de reintegrar a enfermeira.

Segundo o despacho judicial, ficou provado que a enfermeira Susana Santos tinha uma "vinculação contratual e não de prestação de serviços", ou seja, não estava a recibos verdes, como a LCS defendeu, porque obedecia a ordens e instruções dos supervisores, cumpria horários, entre outras obrigações contratuais. A enfermeira Susana Santos referiu ao CM estar "muito contente" com a decisão.

O despedimento ocorreu após a solidariedade da trabalhadora pelas denúncias feitas por outra enfermeira, Ana Rita Cavaco, também com processo por "despedimento ilícito". O director-geral da Saúde, Francisco George, que representa o Estado na parceria com o privado, afirmou ao CM que irá "propor medidas de correcção no acordo [com a LCS]". A empresa remete esclarecimentos para hoje.

25 Junho 2011

Aprovação do Internato Médico

Portaria 251/2011 - Aprova o Regulamento do Internato Médico e revoga a Portaria nº 1223-B/82, de 28 de Dezembro.

Só os nossos diplomas da Direcção Enfermagem tardam em sair. Para não falar do NÃO RECONHECIMENTO MONETÁRIO DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA.Grande negócio sindical!

24 Junho 2011

Avaliação de desempenho para Enfermagem

Foi publicada a Portaria n.º 242/2011 que adapta o regime de Avaliação de Desempenho da Administração Pública à especificidade da Enfermagem.

Entrevista a Germano Couto










19 Junho 2011

Paulo Macedo - o novo ministro/economista/banqueiro da Saúde

O escolhido para assumir a pasta da Saúde é licenciado em Gestão de Empresas pelo ISEG. É desde 2008 vice-presidente do Conselho de Administração Executivo do Banco Comercial Português. Até 2007 foi Director Geral dos Impostos e Presidente do Conselho de Administração Fiscal.

O novo da Saúde, Paulo Macedo, actual administrador do BCP, deixou a sua marca no Governo de Durão Barroso em 2004, quando a então ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite o convidou para director-geral dos Impostos. A única ligação de Paulo Macedo ao sector da Saúde está ligada ao BCP, onde foi administrador, por exemplo, da Médis, a empresa que gere seguros de saúde.

Paulo Macedo é vice-presidente do conselho de administração várias empresas do grupo BCP, desde a fundação do grupo à Millennium BCP Ageas, Médis, Ocidental e Pensões Gere.

É um gestor de méritos firmados e com provas dadas, por exemplo, na modernização da máquina fiscal. Experiência nos seguros de saúde: criou o primeiro sistema segurador privado, a Médis, em parceria com hospitais públicos.

Tem dificuldade em trabalhar em equipa: decide sozinho e manda executar. Não faz amigos com facilidade. As regras da gestão privada nem sempre estão de acordo com a natureza dos Serviços Públicos absolutamente essenciais.

O novo ministro vai ter de, rapidamente, encontrar um ponto de equilíbrio entre o Serviço Nacional de Saúde tendencialmente gratuito, como manda a Constituição, e a obrigação de estancar o défice cada vez mais incomportável para o País. A economia portuguesa, sabe-se, não gera receitas suficientes para manter a Saúde como até aqui. Paulo Macedo, além da redução de custos, irá de encontrar novas formas de financiamento: taxas moderadoras diferenciadas conforme os rendimentos de cada utente e seguros obrigatórios. PREPAREM-SE PARA A CRIAÇÃO DE SEGUROS OBRIGATÓRIO NA SAÚDE..

Posição de algumas entidades

João Cordeiro, presidente da Associação Nacional de Farmácias: “É um homem de rigor, que já enfrentou desafios que muitos consideravam impossíveis de vencer. “Tenho uma expectativa muito positiva”.

José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos: “A Ordem gostaria que fosse um médico a presidir à pasta da saúde. Mas não conhecendo pessoalmente, tenho a imagem de uma pessoa exigente, rigorosa, inovadora e dialogante”.

Maria Augusta Sousa, bastonária da Ordem dos Enfermeiros: “Estou convicta de que assumirá, no quadro dos grandes desafios para a saúde, a garantia de que os cuidados de saúde têm que ser dados com qualidade e que não pode haver cortes cegos, porque na saúde quando há cortes cegos significa que sai mais caro mais tarde”.

Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros: “Espero que possa haver uma maior eficácia e eficiência no que diz respeito ao SNS, sendo certo que tudo o que for retirado do SNS para potenciar grupos económicos da área da saúde, nós estaremos contra”.

Pedro Lopes, presidente da Associação dos Administradores Hospitalares: “A minha ideia é que é um homem [Paulo Macedo] com características de rigor e competência, foi o que mostrou na direcção-geral dos impostos, mas é um homem financeiro, não é um homem da área da saúde. Vamos ver o que podemos esperar”.

António Arnault, autor da lei que criou o Serviço Nacional de Saúde: “Porque se escolheu uma pessoa com este perfil? Porque se quer dar à gestão do Ministério um pendor mais económico, o que não é mau em si”.

17 Junho 2011

SEP quer alterar estatutos...? Que parte?

16 Junho 2011

A OPSS reduz saúde a medicamentos???



Enquanto a Saúde em Portugal for centralizada em consultas médicas e medicamentos, andaremos sempre no caminho errado... Reparem bem nas publicidades / associações representativas que aparecem no video e perceberão a tal (in)dependência e isenção da OPSS... Tudo para Inglês ver...

ERS sugere fecho de hospitais e fim do financiamento da ADSE

fonte: enfermeirosPT

15 Junho 2011

O real estado da Profissão







fonte:por:Flávio Faria

Enfermagem Primeiro



Site de recolha de opiniões sobre o que deveria ser a Ordem dos Enfermeiros para os Enfermeiros.






Nos tempos que correm, os enfermeiros têm sentido necessidade de renovação neste organismo regulador.






Eu acredito que a Enfermagem em Portugal tem futuro e tu?






fonte:por:Flávio Faria

11 Junho 2011

ARS Algarve e INEM assinam protocolo para reduzir enfermeiros ?

A ARS Algarve e o INEM assinaram no dia 3 de Fevereiro um Protocolo de gestão conjunta de meios de Suporte Imediato de Vida com vista à partilha de recursos humanos, designadamente enfermeiros, entre os Serviços de Urgência Básica de Loulé e de Vila Real de Santo António e as Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida de Loulé, Vila Real de Santo António e Tavira.

Com este protocolo com o INEM, explicou Dr. Rui Lourenço, «os profissionais das SIV passam a estar integrados no quadro do Serviço de Urgência Básica», permitindo «que se sustente melhor a relação entre a emergência pré-hospitalar e hospitalar» e «que se comece a solucionar, de forma adequada as transferências dos doentes críticos entre os diferentes pontos da rede».

O Dr. Miguel Soares de Oliveira referiu ainda que integrando desta forma os profissionais nos Serviços de Urgência Básica permitirá «usar toda a competência para servir a população» de forma mais abrangente.

[Esta reestruturação já põe em causa a capacidade de resposta das SIV e parece ser uma justificação para diminuir recursos onde eles já são escassos. O SEP já deu o alerta AQUI]

09 Junho 2011

Incoerências

fonte: Pares de três

Tinha para mim desde a crise das vacinas nas farmácias que a Bastonária da OE era uma .......... sem qualquer noção da realidade. Agora acho que é uma ........... sem noção da realidade e que ainda por cima é incoerente.

Para quem não se lembra, aquando da lei que permitia a administração de vacinas em farmácia, a senhora disse que não e bateu o pé, porque era cada macaquinho no seu galho e a administração de vacinas era da competência dos enfermeiros. Citando a senhora na época: "O quadro legal e regulamentar das profissões de saúde define o que é o acto farmacêutico e o que é a intervenção de enfermagem. E a vacinação está nas competências dos enfermeiros e dos médicos, não dos farmacêuticos."

Isto ignorando o facto de que a maioria das farmácias já o fazia, não por vontade própria por por serviço à saúde pública, porque muitas vezes era a única opção de muita gente. Mas pronto, compreendo que os enfermeiros não estejam numa posição fácil, tenho uma amiga de infância que é enfermeira e sei os problemas que atravessam há vários anos, por isso tentei dar o desconto à bastonária cujo interesse deveria ser sempre defender os enfermeiros (se bem que quando ultrapassa a barreira de interferir com a saúde pública a coisa já me faz torcer o nariz, mas adiante).

Hoje li que a mesma bastonária diz que quer que os enfermeiros possam receitar medicamentos, citando-a uma vez mais: “Não se pode pensar que os cuidados de saúde são só cuidados médicos. Não se trata de roubar competências, mas sim de colocá-las ao serviço dos cidadãos”

[Então no que ficamos??? Para ser coerente bastava afirmar que acima de tudo o que interessa é defender e fazer crescer as competências dos enfermeiros... Sou enfermeiro e defendo os interesse dos enfermeiros mesmo que tenha que passar por cima de outras profissões... faço e defendo aquilo que as outras profissões no tentam fazer....Fábio G.]

07 Junho 2011

Madeira com melhores condições de Trabalho


Apresentação da candidatura aos Enfermeiros do Funchal e declarações de Ana Rita Cavaco aos 4 minutos.

Mais uma vez se focou que para a Ordem só devem ir Enfermeiros da Prática Clínica.... APROVADO A 100%

06 Junho 2011

Conclusões do Congresso da Ordem dos Enfermeiros

«Num contexto de múltiplos factores que afectam custos, um maior rácio de enfermeiros por médicos traduz-se em menores custos». Esta foi a principal conclusão da apresentação feita esta tarde pelo Prof. Pedro Pita Barros, docente da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, no âmbito do III Congresso da Ordem dos Enfermeiros, que decorreu a 2 e 3 de Junho, no Centro de Congressos de Lisboa.

De acordo com aquele prelector, este efeito teve por base dados de desempenho do Serviço Nacional de Saúde relativos a 2005 e manifesta-se com clareza nos centros de saúde, sendo que nos hospitais «o efeito vai no mesmo sentido». Por isso, estamos perante «uma evidência preliminar» alinhada com efeitos semelhantes descritos na literatura internacional.

A análise efectuada pelo Prof. Pedro Pita Barros abordou ainda a relação entre o rácio de enfermeiros / médicos e o salário médio destes dois grupos profissionais. E aqui constatou-se que a utilização de um rácio favorável aos enfermeiros é economicamente mais vantajoso.


Difícil cumprimento do acordo com a “Troika”
O Dr. Jorge Simões, Presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), referiu-se hoje ao momento político-económico que se vive. O orador acredita que «o acordo com a “Troika” obriga a uma contracção muito significativa da despesa» e que o próximo Governo terá pouca margem de manobra para alterar o que já foi firmado. Contudo, as possíveis alterações ao acordo não poderão pôr em causa o acesso aos cuidados de saúde, enfatizou.

«É necessário identificar todas as consequências para a Saúde do Memorandum da Troika», acrescentou, acreditando que este entendimento «não põe em causa o actual modelo de sistema de saúde português», o qual assenta num «financiamento primordialmente público».

O ex-assessor do Presidente da República Dr. Jorge Sampaio crê, no entanto, que será difícil cumprir o corte das despesas hospitalares em 200 milhões de euros (entre 2011 e 2012), conforme acordado. Este «emagrecimento público» irá suceder provavelmente à «custa da Saúde», na medida em que dificilmente se conseguirá mais cortes nos encargos com a administração pública (reduções de vencimentos, horas extra, por exemplo).

Rever os actuais subsistemas públicos e reduzir a despesa com meios complementares de diagnóstico e terapêutica em 20% (no espaço de dois anos) são opções que podem estar em cima da mesa, mas o Presidente da ERS preferiria «rever o actual modelo de convenções», embora não esqueça «que o abaixamento do preço das convenções tem riscos». 

A complementaridade «é um caminho irreversível»
A complementaridade na Saúde «é um caminho irreversível» e por isso, as diferentes profissões não se podem esquecer que os diagnósticos são feitos «de acordo com a natureza, disciplina e normas de cada profissão», que há «partilha de saberes» e que as intervenções devem ser multidisciplinares. Só assim se conseguirá uma melhor reorganização dos cuidados. Foi desta forma que a Enf.ª Maria Augusta Sousa concluiu a sua apresentação no âmbito de uma sessão que, esta manhã, reuniu à mesma mesa os bastonários da Ordem dos Enfermeiros (OE), Farmacêuticos, Médicos Dentistas, Psicólogos e o Presidente do Conselho Regional do Sul, em representação do Bastonário da Ordem dos Médicos.

Para a Enf.ª Maria Augusta Sousa, não há uma definição exacta de complementaridade em Saúde, mas a ideia que está na sua base é a de que «em Saúde, não é possível ter respostas sem a intervenção de vários profissionais, que têm de ser complementares e autónomas». A terapêutica decorrente do diagnóstico médico compete ao médico. Quem faz diagnósticos de Enfermagem – como por exemplo a identificação da necessidade de uma cadeira de rodas – «deve poder prescrever» essa «ajuda técnica» porque assim fará uma intervenção completa e «terá condições para afirmar que a sua intervenção teve mais-valias».

Também Orlando Monteiro da Silva, Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, não vê razão para que os enfermeiros, farmacêuticos e psicólogos não possam prescrever, desde que essa prescrição se faça dentro «do âmbito da sua intervenção», tal como acontece com os médicos dentistas. Aliás, a realidade deste grupo profissional poderá ser tida como exemplo «de que a “subsidiariedade” entre profissões pode funcionar».

A complementaridade é algo que foi aceite pelos restantes intervenientes na sessão, até porque está directamente relacionada com a sustentabilidade do sistema.

Contudo, o Prof. Pereira Coelho, Presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, afirmou que da pesquisa efectuada relativamente a países onde foram implementados protocolos de intervenção e equipas de «skill mix», «houve um aumento de custos». O mesmo prelector referiu que esta é uma discussão que tem de ser feita – e por isso a Ordem dos Médicos está disponível para «discutir modalidades de cooperação». Todavia, é uma reflexão que não pode estar «condicionada por factores económicos».

Já o Prof. Telmo Baptista, Bastonário dos Psicólogos, considera que as várias profissões deveriam «desenvolver algoritmos de actuação com orientações sobre as diferentes intervenções», não esquecendo nunca que a pessoa deve estar no centro das atenções. Estes modelos de intervenção permitem introduzir «racionalidade, evitando duplicações e sobreposições».

Por sua vez, o Prof. Carlos Maurício Barbosa, Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, propôs que se fale da «capilaridade do sistema», como consequência da complementaridade. Essa capilaridade deverá ter início nos Cuidados de Saúde Primários – por oferecerem cuidados de maior proximidade com os cidadãos – e depois evoluir para as unidades hospitalares e para os Cuidados Continuados. Mas isso implica que haja «articulação entre profissionais, gestão integrada da doença e da terapêutica».

Prescrições por enfermeiros
A questão do reforço de competências por parte dos vários profissionais de saúde foi igualmente um tema em destaque no primeiro dia do III Congresso da Ordem dos Enfermeiros. «Recusamos qualquer lógica de substituição de uns profissionais por outros. Mas sabemos que é possível fazer caminho no sentido de aproveitar mais o que cada um pode oferecer de melhor, recriando novas formas de organização dos cuidados», afirmou a Bastonária da OE, no decurso da sessão oficial de abertura e perante uma plateia de cerca de 1.000 participantes e de individualidades do sector da Saúde.

Para a Enf.ª Maria Augusta Sousa, a Enfermagem e os enfermeiros portugueses têm um «potencial que, quando desperdiçado, é a saúde dos portugueses» que sai a perder».

Mais: «Não podemos, em Portugal, continuar a alimentar uma cultura de consumo em saúde porque a Saúde não é um negócio», enfatizando a necessidade de «compromissos de ordem política». Nesse sentido, a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros anunciou a realização de reuniões com vários partidos políticos, tendo-os desafiado «para a celebração de um pacto político para a Saúde» que envolva todos os profissionais.

Perante a mesma plateia de congressistas, a Ministra da Saúde começou por salientar que «o enfermeiro tem uma valorização como nunca teve no contexto das profissões da Saúde em Portugal». A Dr.ª Ana Jorge enalteceu também o papel desta classe profissional na «construção daquela que é uma das maiores conquistas da nossa democracia» (o Serviço Nacional de Saúde) e que tem contribuído decisivamente para a melhoria dos indicadores em saúde nas últimas década em Portugal.

«Os enfermeiros têm tido sempre a capacidade de se adaptar às mudanças e de muitas vezes estarem à frente dessas mesmas mudanças», defendeu a governante, numa clara alusão à discussão que os enfermeiros estão a encetar em torno das prescrições.

«A prestação de cuidados de saúde não começa nem acaba apenas nos médicos», disse a Dr.ª Ana Jorge, que se referiu insistentemente à importância da complementaridade e interdisciplinaridade do trabalho dos profissionais de saúde se se quiser colocar «o doente no centro da prestação de cuidados».

Na tarde de 2 de Junho, na sessão dedicada «A intervenção dos enfermeiros na reorganização dos serviços de saúde», a Enf.ª Lucília Nunes, Presidente do Conselho de Enfermagem da OE, identificou sete tipos de prescrições na área da Enfermagem: de cuidados, resultantes dos diagnósticos de Enfermagem; de exames complementares decorrentes das intervenções dos enfermeiros; de dispositivos; de meios de apoio / ajudas técnicas; de terapêuticas farmacológicas em emergência; de tratamento com terapêutica não farmacológica; e a prescrição relativa à decisão da implementação de protocolos ou planos de intervenção.

Ao longo dos dois dias, mais de 20 conferencistas passaram pelo Auditório I do Centro de Congressos de Lisboa, debatendo temas como «a inclusão do cidadão na decisão em saúde», «Enfermagem de Família», «Gestão de doença crónica» e «O enfermeiro na gestão dos serviços de saúde».

fonte: Ordem dos Enfermeiros

04 Junho 2011

A Ordem de ser devolvida a quem presta cuidados

A candidata a bastonária da Ordem dos Enfermeiros Ana Rita Cavaco disse que a segurança e a qualidade dos serviços de saúde prestados aos doentes está em causa, responsabilizando pela situação a falta de intervenção deste órgão representativo da classe.

Ana Rita Cavaco, 35 anos, anunciou no Funchal a sua candidatura a bastonária da Ordem dos Enfermeiros e apresentou as suas propostas a estes profissionais de saúde que trabalham na Madeira, numa ação que decorreu na biblioteca do Hospital dr. Nélio Mendonça, na capital madeirense.

Aos jornalistas salientou que este projeto representa “uma grande viragem porque é uma candidatura com pessoas que trabalham todos os dias nos hospitais e centros de saúde”, ao contrário do que acontece com a atual Ordem que é composta “hoje maioritariamente por professores, pessoas que estão no ensino, afastadas da prática clínica”.

Destacou existir a necessidade de “regular o exercício da prática diária dos cuidados prestados”, sublinhando ser preciso que “os cidadãos e o poder político percebam que não é possível trabalhar num serviço de hospital com dois enfermeiros para 30 doentes, pois isso coloca em causa a segurança das pessoas e dos cuidados e a qualidade dos serviços”.

“Em 13 anos de existência de Ordem e oito anos de mandato dos que lá estão, estas são questões que nunca foram abordadas desta forma”, declarou, acresccentando que a tónica tem de ser no “exercício dos cuidados” prestados.

Segundo Ana Rita Cavaco, “os enfermeiros precisam que a Ordem seja devolvida a quem presta cuidados”.

Uma TV Enfermagem (webTV) para transmissão de informação, a criação de um canal do utente que faça chegar as opiniões e sugestões da população, a resolução da situação dos enfermeiros militares e da “perigosa” questão da implemntação dos internatos, uma maior aposta na qualidade do ensino da profissão e nas novas tecnologias para aproximar os profissionais de todo o país da Ordem, foram algumas das propostas que apresentou na Madeira.

Em termos regionais, a candidata admitiu que, “apesar dos problemas serem comuns, na Madeira há uma diferença: existem mais enfermeiros e não têm as ruturas e faltas de material que existem no Continente, estão ligeiramente melhores que no Continente”.

As eleições para a Ordem dos Enfermeiros acontecem em dezembro próximo, mas Ana Rita Cavaco já começou a apresentar o seu projeto, apelando ao contributo dos profissionais e tendo programado diversas deslocações a diferentes pontos do país.

Acompanhamento dos doentes em ambulância de emergência

INEM reconhece aos doentes transportados em ambulância de emergência o direito de serem acompanhados por familiar.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) passou a reconhecer aos doentes transportados em ambulância de emergência o direito de serem acompanhados por familiar ou pessoa de sua relação. O objectivo é promover uma maior abertura ao cidadão dos serviços prestados pelo INEM.

Esta decisão, em vigor desde o dia 1 de Junho, tem por objectivo humanizar os cuidados de emergência médica, nomeadamente durante o transporte de doentes urgentes ou emergentes.

Pela Lei n.º 33/2009, de 14 de Julho, foi reconhecido e garantido a todo o cidadão admitido, num serviço de urgência do Serviço Nacional de Saúde, o direito de acompanhamento por uma pessoa por si indicada. Assim, considerou o INEM imprescindível estender a aplicação da lei mencionada ao transporte de doentes em ambulância de emergência do Instituto.

Assim, e zelando pela necessidade de aumentar o acesso à informação, poder de decisão e capacidade de participação na gestão da doença dos utentes e seus acompanhantes, o INEM passa a permitir que os doentes sejam acompanhados por pessoa próxima. Para que os cuidados de emergência médica sejam eficazes, o acompanhamento não deverá comprometer as condições e requisitos técnicos da sua prestação.

Ao acompanhante será solicitado que mantenha uma conduta com urbanidade e que respeite e acate as instruções e indicações da tripulação de serviço. Compete ao chefe de equipa decidir, informar e explicar ao doente e acompanhante os motivos que legitimam ou impedem o respectivo acompanhamento e a sua manutenção.

Esta decisão já foi comunicada à Liga dos Bombeiros Portugueses e à Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), dado que 243 ambulâncias do INEM são operadas por corpos de bombeiros e Delegação de Faro da CVP.

03 Junho 2011

Prescrição de medicamentos em debate

O III Congresso da Ordem dos Enfermeiros arranca hoje com a prescrição de medicamentos como um dos temas em destaque. A questão, que já se arrasta há algum tempo, divide os vários profissionais de saúde, a Ordem dos Médicos a considera que tal possibilidade é inaceitável e contra os interesses dos doentes. Nos dois dias do congresso, os profissionais de enfermagem vão ainda pedir um reforço das suas competências.


Prescrição de medicamentos é um dos temas em debate
De acordo com o jornal Público, além da prescrição de certos medicamentos, os enfermeiros pretendem mandar fazer exames complementares de diagnóstico, prescrever ajudas técnicas e dispositivos médicos.

Em declarações ao Público, Maria Augusta Sousa, bastonária da Ordem dos Enfermeiros dá o exemplo dos doentes crónicos, “se o enfermeiro verifica que a terapêutica de um doente crónico está de acordo com a prescrição médica e não necessidade de reavaliação do diagnóstico, faz sentido o doente perder uma manhã num centro de saúde, apenas para o médico copiar uma receita?”.

No entanto, a prescrição de medicamentos seria feita apenas com base em protocolos, regras bem definidas e situações específicas.

A Ordem dos Enfermeiros pretende assim rentabilizar ao máximo as competências de cada profissional de saúde.

“Não podemos pensar que os cuidados de saúde são só cuidados médicos. Não se trata de roubar competências, mas sim de coloca-las ao serviço do cidadão”, defende Maria Augusta Sousa , que sublinhou que “atualmente os enfermeiros já podem receitar medicamentos, em situações de emergência, se não fizerem até incorrem numa ilegalidade”.

A ideia, longe de ser consensual em Portugal, já é uma realidade em países como Espanha, Inglaterra e Estados Unidos.

Durante o congresso a Ordem dos Enfermeiros, quer avaliar qual o valor dos cuidados de enfermagem e de que forma devem ser integrados no financiamento das unidades de saúde.


Médicos contra tal possibilidade
José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, sublinha que a hipótese de os enfermeiros poderem prescrever medicamentos é “inaceitável e contrária aos interesses dos doentes”.

O bastonário da Ordem dos Médicos, não entende a razão que leva os profissionais de enfermagem a querer “extravasar as suas competências, sem que tenha havido um diálogo institucional prévio”.

01 Junho 2011

Enfermagem no Desporto

O papel do enfermeiro no desporto passa por diversos factores como recuperação de lesões e integração dos desportistas na sua actividade diária. Ver Parte I e Parte II

Hospitais EPE já evitam doentes mais caros

A privatização da saúde e as suas consequencias estão à vista. A ERS anuncia algumas medidas.

Aproveito para referir que a ERS tem feito mais em dois anos dos que as Ordens Profissionais em 10 anos. A nossa proclamada Ordem que tanto diz que defende os interesses do utente, acaba por nem defender os utentes, nem os enfermeiros. Aquilo que a ERS faz actualmente já deveria ter sido uma iniciativa conjunta das Ordem dos Médicos e dos Enfermeiros (se trabalhassem em parceria). Se as Ordens profissinais não definirem claramente a sua importância e papel na Saúde, acabarão por ser substituidas pela ERS em muitos domínios.