29 Abril 2011

Enfermeiros podiam fazer consultas de Revisão Terapêutica

A enfermagem dorme no corredor dos hospitais e centros de saúde, perde tempo com assuntos que não interessam directamente ao cliente nem trazem nenhum acréscimo em papel social ou conteúdo funcional...

Os enfermeiros agora já se começam a preocupar com a prescrição de medicamentos mas indubitavelmente entram na esfera médica e criam uma guerra desnecessária nesta altura do campeonato. Não seria melhor pensarmos em revisão terapêutica, criando consultas especificas para o efeito??? No fundo todos fazemos isso mas vamos lá formalizar este procedimento como uma intervenção autónoma e normal para o enfermeiro...
Até o novo paradigma dos serviços farmacêuticos que está em curso através de muitas entidades formativas ligadas à associação nacional de farmácias se preocupa com esta temática. Nós nem sequer temos experiência em revisão e já queremos intervir na prescrição??? Penso que um passo de cada vez seria importante... enfim, reconheço que sou um pobre indignado com a incompetencia e falta de visão dos nossos representantes...

Para quem nunca ouviu falar de serviços farmacêuticos:
- Consulta de revisão da Medicação
- Consulta de seguimento farmacêutico

fonte: Pharmcare

FábioG

25 Abril 2011

Oásis para enfermeiras...

fonte: Sol

A Arábia Saudita começa a ser um Oásis para as enfermeiras insatisfeitas com a situação laboral em Portugal. Para Riade, a capital do país, emigraram já quatro portuguesas. O objectivo: ganhar muito dinheiro. Por mês recebem acima de 3.200 euros, livres de impostos.

«Toda a gente vai para a Arábia Saudita pelo mesmo motivo: ganhar dinheiro», frisa a pioneira portuguesa, Sofia Macedo. Esta enfermeira de 28 anos mudou-se para Riade em Fevereiro de 2009, para receber um bom ordenado. Acabou por ganhar também um noivo, um engenheiro hidráulico francês, que trabalha na companhia nacional das águas da Arábia Saudita. Mas sobre o desafio de uma mulher solteira namorar naquele país falaremos adiante.

Cansadas do cenário de precariedade, Sofia Macedo, Andreia Viana, Marta de Sousa e Diana Oliveira desvalorizaram as diferenças culturais do mundo árabe e apostaram na estabilidade económica e na realização profissional.

Isentas de impostos e com alojamento e despesas de água, luz e gás pagos, as quatro enfermeiras conseguem ter um nível de vida que dificilmente teriam em Portugal. Dois anos de experiência profissional e domínio do Inglês são os requisitos exigidos.

«Ninguém pode ir para lá sem ter contrato de trabalho; só se é aceite se a agência de recrutamento for bem vista no país», explica Sofia Macedo. É o caso da Professional Connections, empresa através da qual as portuguesas conseguiram contrato de trabalho na Arábia.

Ann Griffin-Aaronlahti, directora da Professional Connections, explica ao SOL que, devido ao rápido desenvolvimento dos cuidados de saúde e dos grandes hospitais da Arábia, entre 1970 e 1980, houve sempre necessidade de recrutar expatriados. Mas, sublinha, «a percentagem de enfermeiras ocidentais tem vindo a aumentar desde 2008».

De 800 para 3.500 euros
Com contratos renováveis de um ano, 50 dias de férias anuais, horas extraordinárias pagas a 150% e viagens gratuitas no início e no final do ano, as quatro portuguesas decidiram aventurar-se num país onde as mulheres não podem conduzir e onde têm de usar abaya (longo vestido preto, que cobre pernas e braços) quando andam na rua.

Em Outubro de 2010, Andreia Viana, que trabalha em cuidados paliativos ao domicílio, trocou os 800 euros, que recebia na Unidade Local de Saúde de Matosinhos, pelos cerca de 3.500 euros de ordenado no Hospital King Faisal, em Riade. «Em seis meses, consegui poupar sete mil euros», conta.

Andreia, de 28 anos, evidencia que foi preciso ficar a uma distância de mais de 5.000 quilómetros de casa para se sentir «completamente realizada». «A vida lá é mais facilitada. Na minha equipa somos sete enfermeiras e sete tradutores e são os tradutores que nos conduzem à casa dos doentes», explica.

Em Portugal, Sofia Macedo ganhava entre 1.200 e 1.300 euros. Em Riade começou por ganhar 3.200 euros e, após ter sido promovida a educadora clínica (cargo que não existe em Portugal), passou a auferir 3.800 euros. «Se fizesse uma vida de trabalho-casa, gastaria por mês só 500 euros».

Além do salto económico, a enfermeira portuense cresceu profissionalmente: «Como é um hospital que trabalha com 36 nacionalidades diferentes, é uma experiência muito enriquecedora, pois tudo se faz segundo a melhor investigação do estrangeiro».

Sofia conta que ao Hospital King Faisal - um dos mais prestigiados do Médio Oriente - «chegam, todos os meses, 40 enfermeiros vindos de todo o mundo». E acrescenta ter colegas portuguesas a querer seguir-lhe os passos.


Em casa de solteira, rapaz não entra
Na Arábia, as enfermeiras expatriadas e solteiras ficam a residir no campus do hospital, em acomodações só para mulheres. Ali, rapaz não entra. Já as enfermeiras casadas vivem num compound (área habitacional privada, onde só se entra com autorização). É o caso da alentejana Marta de Sousa, de 33 anos, que vive em Riade com o marido.

Na Arábia, não há cinemas ou discotecas. Nem transportes públicos. Quando necessário, o hospital disponibiliza serviço de transporte. Nos tempos livres, as quatro expatriadas vão a centros comerciais ou a restaurantes - sendo que nestes existe uma área para famílias e mulheres solteiras e outra para homens solteiros.

Marta de Sousa explica, ao SOL, que também é possível «ir às praias privadas em Jeddah, onde se pode vestir biquini, ou fazer mergulho no Mar Vermelho». Além disso, existem passeios no deserto ou festas nas embaixadas. Foi, aliás, numa festa na embaixada dos EUA que Sofia Macedo conheceu François, com quem namora há um ano e meio.

O namoro em terras árabes tem sido um desafio para ambos, até porque o facto de uma mulher solteira sair com um homem pode ser motivo para detenção, por parte da Polícia Religiosa. Sofia já sabe os locais onde a polícia se encontra e, por isso, é cautelosa nos gestos de afecto: «Se se agir naturalmente, eles não pedem os documentos aos casais e como somos os dois brancos, com ar europeu, acabam por não incomodar muito», observa. Sofia admite, porém, que «os entraves são grandes e só quando se gosta muito de alguém é que as relações podem funcionar».

Se não estivesse noiva, a enfermeira portuense ficaria em Riade até se fartar. Mas, como o contrato de trabalho de François termina em 2012, seguir-se-á outro país: «Provavelmente ficaremos em Inglaterra, mas o mundo é uma ervilha e podemos ser enfermeiras em qualquer parte do mundo. Menos em Portugal, para muita tristeza minha».

19 Abril 2011

Um político só percebe o nosso papel quando está doente...

11 Abril 2011

O MDP e a opinião de Rita Cavaco

Projecto MDP



Opinião de Ana Rita Cavaco

1- Não estão garantidas vagas para todos no internato (Há a possibilidade de terem de esperar mais de 2/3 anos para terem acesso), o diploma é muito claro, não garante acesso a todos;

2- É feito por concurso, logo obrigado a prazos e todos os procedimentos legais inerentes, na melhor das hipóteses quem termina a licenciatura em Julho só inicia o internato em Maio com tudo a correr pelo melhor (por exemplo, se houver impugnação do concurso nem em Maio);

3- Os internos no fundo não são internos, têm de fazer um contrato de trabalho com as Instituições de Saúde para onde vão e os valores não estão definidos no diploma;

4- A Ministra da Saúde (na nota justificativa do diploma, procurem no final do articulado) chama os internos de trabalhadores e realça o facto de, com a entrada deles, se reduzirem significativamente as necessidades de contratação de Enfermeiros para o SNS (está mesmo escrito).

5- Alude ainda ao facto de não prejudicar a produtividade dos supervisores clínicos nos serviços onde estão porque os internos vão substituí-los na função de prestação de cuidados que desempenham (também está escrito);

6- Como não vão existir vagas para todos (também está escrito que as vagas são definidas de acordo com as necessidades dos serviços) o mais certo é que depois de um curso superior de 4 anos, com a expectativa de começar a exercer, alguém poderá apresentar uma queixa no Tribunal Constitucional por restrição do acesso à profissão.

O “internato” são contratos de um ano, a 500 euros líquidos por mês. O internato é um exército de enfermeiros a preço de saldo, substituído por outro contingente ao fim de 12 meses. O “internato” é também um castigo discriminatório. Um enfermeiro português não poderá aceitar um convite do estrangeiro sem o “internato”, mas ele não será exigido a nenhum enfermeiro europeu que venha trabalhar em Portugal.

Desfeita a mistificação, não tenhamos medo de discutir a “segurança”. O erro é sempre uma possibilidade, uma ameaça à prestação de cuidados de saúde. Claro que tem de ser combatido.

Há serviços com políticas activas para diminuir o risco. Mas o Estado também devia assumir esse combate. Os serviços têm de oferecer aos doentes o número de enfermeiros indispensável ao volume e à complexidade do trabalho. Neste aspecto, temos vindo sempre a piorar.

Durante oito anos, perante o grave problema das vagas por preencher nos serviços de saúde, a OE calou-se sempre. O “internato” será apenas mais um paliativo, para que o Governo adie a contratação de enfermeiros e para a OE prosseguir o seu simpático papel de avestruz.

Mais informações em
http://www.facebook.com/group.php?gid=317526618304#!/group.php?gid=317526618304, página de candidatura e www.mudaroe.com


Opinião de Fábio Gonçalves

Não concordo com ARC. O documento/projecto da OE operacionaliza melhorias para o futuro. É isso que interessa. Não se esqueçam que vamos criar grupos coordenadores como elo de ligação com entidades de relevo e para planeamento do MDP: teremos uma estrutura preponderante/decisiva no âmbito da Enfermagem. Só tenho pena que também não haja abertura para a Ordem dos Médicos. (Penso que a Enfermagem tem perdido muito nestes anos por se fechar em si mesma e não colaborar activamente com uma Ordem complementar à nossa, quer em politicas de saúde quer na prática clínica. Urge a definição de políticas/projectos de complementaridade.)


Deixo o desafio a Ana Rita Cavaco para que crie um documento de correção/aperfeiçoamento do MDP e o leve a discussão integrando a sua perspectiva... Seria interessante... ARC focaliza o papel da Ordem na articulação com a Agência de Acreditação e Qualificação do Ensino Superior para regular o Ensino em Enfermagem mas é mais do que sabido que esta entidade está dominada pelas Escolas e pelos seus interesses. Interessa-nos portanto ter um papel preponderante/decisivo na profissão e sua regulamentação mesmo que posteriormente venha a comissão Europeias impor directivas contrárias. Depois resolvemos isso. Penso que o MDP é bom e claramente poderá ser sempre melhorado....




Não podemos analisar este MDP aplicado ao presente mas sim ao futuro... Só terá resultados a longo prazo... Quero dar os parabéns a quem o estruturou/pensou. Há aspectos que estão bem pensados mas que obviamente não devem ser explicados em público antes de definitivamente aprovados sob pena de começarem a surgir contra-correntes mais inteligentes.


Desafio a ARC a pensar neste tema não deixando que o seu pensamento seja enviesado pela necessidade de ser contra a actual Ordem ou MDP (por ser uma obra desta Ordem).  Porquer normalmente isso é muito comum na política... Sendo de outro partido serei peremptoriamente contra e encontrarei sempre forma de argumentar contra...


Envio um abraço a ARC e quero clarificar que a minha opinião não é contra ou a favor de nenhum grupo/candidato à Ordem. Ainda estou ISENTO até encontrar alguém que satisfaça completamente a minha forma de pensar.


Um grande abraço

09 Abril 2011

Vamos lá dizer quem e onde, sem papas na língua

Neste Dia Mundial da Saúde, a Ordem dos Enfermeiros apela ainda ao fim dos interesses instalados, de modo a melhorar o Serviço Nacional de Saúde.

Portugal começa a viver uma situação social complexa, com os grupos mais vulneráveis (como idosos e crianças) a chegarem às urgências dos hospitais mal alimentados e com falta de cuidados. (oh meus caros, isto sempre aconteceu e até agora ninguém se preocupou, mas é bom não ficar indiferente a isto). O alerta é dado à Renascença pela Ordem dos Enfermeiros.

“Os grupos mais fragilizados hoje aumentam a sua fragilidade por várias ordens de razão”, a primeira das quais “a alimentação”, que “é um problema que começa a ser sério para muitos cidadãos”, refere a bastonária Maria Augusta Sousa. Em segundo lugar, acrescenta, aparece “o problema da gestão dos medicamentos: hoje, temos um conjunto muito vasto de pessoas que tem uma lista de medicamentos para fazer” e que terá de escolher que medicação é que, no próximo mês, vai fazer e qual a que deixa de lado. Maria Augusta Sousa pede, por isso, aos políticos que os recursos financeiros, cada vez mais escassos, tenham por destino o reforço da reposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que, de uma vez por todas, haja coragem para afrontar os interesses instalados.

“Não é possível continuarmos a ter um conjunto de blocos operatórios no país que terminam o seu funcionamento às duas da tarde com as mesmas pessoas que vão trabalhar noutra instituição e que deviam estar no serviço de saúde”, contesta a bastonária. (QUEM E ONDE???)

Apesar da crise, a capacidade instalada continua subaproveitada e a Ordem dos Enfermeiros defende que chegou a altura de dizer “basta”.

Dia 7 assinalou-se o Dia Mundial da Saúde

05 Abril 2011

Ana Rita pede chumbo ao Internato



Não partilho da mesma opinião que Ana Rita Cavaco. É óbvio que aqui estão em jogo interesses corporativos e que não podem ser nunca analisados na perspectiva do ensino mas sim dos profissionais e do mercado de trabalho. Nenhuma profissão se auto-regula se depender do ensino (e muito menos quando se fala de ensino privado).  A situação actual na enfermagem é um exemplo concreto dessa regulação no passado... E no que deu??? Nem é necessário argumentar...

Penso que o MDP vem introduzir uma regulação consistente e resolver o problema de base se for feito adequadamente e com um propósito apenas. Mas os nossos teóricos em vez de se focalizarem no MDP para resolver esse problema só pensam na superpotência formativa/certificadora que pretendem criar.... Percebo perfeitamente o intuito e apoio o MDP mas sejam práticos e vamos focar-nos no que interessa na perspectiva do mercado de trabalho.

Abraçar o Ensino e partilhar a opinião dos Professores, Universidades, Politécnicos até pode ser uma  estratégia para angariar votos mas de certeza que os mais de 50000 enfermeiros deste País  não aceitarão esta posição. Alguém que se candidata à Ordem deve estar exclusivamente do lado dos Enfermeiros que prestam Cuidados de Saúde. Não apoio o MDP na perspectiva de alimentar os bolsos dos supervisores/orientadores/escolas (pois porque o único interesse desta gente mediocre é esse). Mas falarei disto no próximo post.

Fábio G

Como este bebé se consolava com algumas Revistas !!!!

03 Abril 2011

Consultores da DGS - Só 2 enfermeiros


Aqui fica um exemplo claro de que ninguém percebe nem nunca perceberá o valor preponderante da Enfermagem na Gestão, Organização e Consultoria em Serviços de Saúde. A Enfermagem também tem um papel importante nesta área  mas o esqueleto de Consultores não demonstra isso.

Só temos dois Enfermeiros e em áreas que considero menos relevantes. Desde já quero dar os parabéns a estes profissionais.
- Estatísticas de Saúde: Enfª Andreia Silva da Costa (CV)
- Qualidade: Enfª Susana Maria Sardinha Vieira Ramos (CV)

Porque razão a Ordem não demonstra mais capacidade para intervir nestes domínios (mas alto lá...coloquem/encaminhem pessoas da prática para estas funções... não apenas teóricos). Até pensei que a Consultoria em Ética ficaria a cargo de um enfermeiro (de tanta ética que transborda da Ordem...e das suas revistas...)

Esta lista de consultores deixa transparecer o poder/papel preponderante dos médicos, economistas e licenciados em comunicação nas decisões em Saúde. Penso que em cada área caberia concerteza um enfermeiro de referência (o enfermeiro daria um excelente contributo em algumas áreas).

Pensem nisto meus amigos, porque é aqui que temos que assumir as rédeas e mostrar competências...
Um abraço a todos
FábioG

01 Abril 2011

Novo horário imposto por INEM ameaça assistência


O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) alertou hoje que as alterações de horários «impostas» pelo INEM, com redução dos turnos, colocam em risco a assistência às pessoas e aumentam os custos de funcionamento.

Em comunicado, o sindicato afirma que o conselho diretivo do INEM propôs a redução dos turnos das atuais 12 horas para oito horas, considerando as funções dos enfermeiros nas ambulâncias de suporte imediato de vida (SIV).

Segundo o SEP, a proposta do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) está fundamentada no «elevado risco e penosidade» que representam tais turnos e numa «suposta imposição legal».

Questiono se esta notícia tem fundamento ou se há aqui alguma atitude corporativista para manter ordenados e regalias aos enfermeiros do INEM. Sou uma pessoa imparcial e compreendo o ponto de vista do INEM mas também não aceito que os sindicatos boicotem um serviço só porque não lhes agrada as alterações impostas. Mas obviamente que não tenho argumentos para contestar esta notícia.. Alguém nos pode esclarecer ou falar sobre isto???