31 Março 2011
O espertalhão José Gonçalo explica porque os Enfermeiros são os mais elogiados
Os enfermeiros são o grupo profissional de saúde que é menos visado nas reclamações dos utentes e um dos que mais elogios recebem, de acordo com as queixas deixadas no Livro de Reclamações das instituições de saúde, avança a agência Lusa. Continua aqui
fonte: TVI 24
Opinião de José Gonçalo 2011-03-31 21:22
Sou responsável por um Gabinete do Cidadão
Meus caros enfermeiros, não se iludam. Passo a explioar: sou responsável por um Gabinete do Cidadão há 10 anos e o que noto na relação entre os enfermeiros e as reclamações é que como a maioria das pessoas que recorre aos serviços de saúde é para procurar um médico, o primeiro impacto, sobretudo personalizado, que as pessoas experienciam é com a classe médica. Ora geralmente uma pessoa depois de reclamar do médico, dificilmente reclama do enfermeiro que em geral contacta a seguir, já que a maioria dos actos praticados pelos enfermeiros obriga a prescrição do médico. Ao mesmo tempo, os médicos são também os mais elogiados o que prova o que acabei de explicar. Desenganem-se os enfermeiros que querem aproveitar esta notícia para mais uma vez se vangloriarem e atirarem areia para os olhos de quem é leigo. Não é por serem mais competentes, é apenas uma consequência da estrutura hierárquica e organizacional dos serviços de saúde, em que os enfermeiros continuam a ocupar uma posição secundária face aos médicos. Para além disso, não podemos esquecer que grande parte das reclamações, principalmente nos hospitais, envolvem os diagnósticos clínicos que são da exclusiva competência dos médicos. Os enfermeiros desenvolvem um conteúdo funcional mais prático e mecanizado, e por isso também menos complexo.
Etiquetas: opiniões deploráveis
25 Março 2011
A palermice Reina na Terapia da Fala
Os terapeutas da fala começaram a acordar. Já nós andamos há centenas de anos a reabilitar doentes nas várias vertentes e estes intelectuais acham-se uns espertinhos a ponto de por em causa a nossa competência. Não tenho nada contra eles mas não aceito este tipo de comentários corporativos...
As competências do enfermeiro de reabilitação:O nosso trabalho contempla/começa com avaliação: cognitiva, da deglutição, da fala, da força muscular, da amplitude articular, do tónus muscular, da dor, do controle de esfincteres, da função cardio-respiratória, das barreiras arquitectónicas, da necessidade de produtos de apoio/ajudas técnicas, da dependência nos autocuidados e recursos pessoais e familiares.
Ora disto se depreende que aos fazermos diagnósticos da situação não vamos pedir a vossas excelências para implementar intervenções. Nós elaboramos/implementamos de imediato um plano de cuidados de reabilitação que contempla obviamente: reabilitação cognitiva, da fala, da deglutição....
Mas eu pergunto-lhes... Como é que um terapeuta da fala desenvolve o seu trabalho na reabilitação da deglutição/disfagia se nem sequer sabe/pode intubar/extubar um utente??? Nem lidar com uma PEG...??
Como é que o terapeuta da fala reabilita a fala num traqueostomizado se nem sequer sabe lidar com uma traqueostomia, não sabe o que é um Cuff, se fenestrada ou não....?
E dizem que a comunicação é vossa competência? Isto é ridículo. Não tenho nada contra o vosso trabalho, façam-no onde quiserem mas por favor não o venham fazer na Enfermaria e colocar o nosso trabalho em causa. Meus amigos, nós estamos e sempre estivemos 24h com os utentes e é mais do que óbvio que sempre implementaremos intervenções de reabilitação nestes domínios.
Etiquetas: fala, reabilitação
10 Março 2011
Enfermeiros vão aumentar nos Centros de Saúde
Até 2015, o número de enfermeiros a trabalhar no SNS vai subir. Nalguns casos, como o dos cuidados primários, o número “deve mesmo duplicar, de forma a que haja dois enfermeiros por cada médico de família”, diz a bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE), Maria Augusta Sousa.
Há 7.508 profissionais nos centros e mais de 34 mil nos hospitais. A Ordem e o Ministério da Saúde chegaram a um documento final sobre dotações no SNS, que vai ser testado nas cinco regiões de saúde este ano. Segundo excertos do Guia de Recomendações para o cálculo da dotação, a que o DN teve acesso, foram definidas fórmulas para calcular as necessidades a vários níveis. Nos cuidados primários fixou-se um enfermeiro por 1.550 utentes ou 350 famílias: nos hospitais, número de horas de cuidados por dia de internamento em vários serviços.
Só nos serviços abrangidos pelo Sistema de Classificação de Utentes em Enfermagem “foi identificada a necessidade de mais 3.500 profissionais”. E há alguns com maiores necessidades, como as enfermarias e a neurotraumatologia. O próximo passo será “criar um grupo de trabalho para monitorizar as experiências-piloto e definir números exactos para os serviços”. A fase de testes vai começar este ano nas ARS.
Etiquetas: noticias, ordem dos enfermeiros
09 Março 2011
07 Março 2011
Portugal lidera ranking de fraudes no sector da Saúde
Segundo dados revelados pela Rede Europeia de Combate á Fraude e Corrupção, Portugal é o país da Europa com mais fraudes no sector da Saúde, sendo lesado em mais de 839 milhões de euros todos os anos. Portugal lidera o ranking dos 23 países europeus abrangidos pelo estudo, logo seguido pela Finlândia, com prejuízos na ordem dos 722 milhões e pela Iralanda, com 709 milhões. A Alemanha e a Espanha são os países com menor número de fraudes no sector da Saúde, registando 13 milhões e 4,33 milhões, respectivamente.
De acordo com o mesmo estudo, as fraudes ocorrerem a vários níveis, desde os doentes, médicos, fornecedores de serviços, farmacêuticos, laboratórios e instituições da área da saúde.
Porque SERÁ??? Procurem a(s) palavra(s) no texto porque concerteza encontrarão...
Uma oportunidade/investimento imprescindível para a Enfermagem de Reabilitação
FALTA DE TERAPEUTAS DA FALA ATRASA RECUPERAÇÃO DE DOENTES
Associação pede especialistas nos serviços de pediatria, neurologia e otorrinolaringologia.
A falta de terapeutas da fala nos hospitais públicos atrasa o início dos tratamentos de muitas vítimas de AVC, que só começam as sessões quando terminam o internamento hospitalar e recorrem ao privado, falhando assim um “tempo primordial para o sucesso terapêutico”, noticia o SOL. O alerta foi lançado pela presidente da Associação Portuguesa de Terapeutas da Fala (APTF), Catarina Olim, que lamenta que a maioria dos hospitais não tenha o número de profissionais necessários para responder às necessidades de quem mais precisa. “Temos muito poucos terapeutas da fala a trabalhar no SNS. Há vários hospitais que não têm nenhum e outros que têm um terapeuta apenas numa unidade”, explicou a responsável, dando como exemplo mais comum a presença destes especialistas apenas na unidade de medicina física e reabilitação, ficando a descoberto a pediatria, a neurologia e a otorrinolaringologia. A intervenção atempada dos terapeutas da fala faz a diferença nos resultados dos tratamentos de vítimas de AVC. De acordo com Catarina Olim, “um doente que sofra um AVC deve começar a intervenção de imediato”, sendo que “o primeiro mês é essencial”.
Caros amigos enfermeiros, tenho uma opinião muito concreta/radical sobre o que deveria ser enfermagem na sua componente prática. Tudo o que não é Medicina deveria ser Enfermagem. Duas áreas de complementaridade onde não caberiam outras disciplinas. Respeito obviamente essas disciplinas que crescem mas a falta de diálogo das mesmas para com a Enfermagem dá-me mais força para as desconsiderar. Pelo menos tenho essa experiência.
Esses profissionais sustentam-se de pedaços de conhecimento não aproveitado pela Enfermagem mas que pela necessidade social das suas técnicas/tratamentos têm crescido. Ora para que serve a Ordem? Precisamos de um referencial teórico para justificar todas as actividade/potencialidades do enfermeiro e suas especialidades? Por mais que queiram só estão a limitar a Enfermagem ao conhecimento medíocre (que obviamente já existe em muitas enfermarias deste país.) Como sempre disse, as especialidades (para além do referencial teórico já definido pela Ordem) também têm que ser sustentadas pelo local/especificidade do SERVIÇO onde trabalhamos.
Neste caso, um Enfermeiro de Reabilitação não tem conhecimentos suficientes para reabilitar a fala, a deglutição, a função motora/muscular da face/cabeça?? Ou também vão dizer: "não tenho conhecimentos para isto... Não é da minha competência..." ??? Ora é isto que é preciso incutir nos jovens enfermeiros... a competência de enfermagem só pode ser limitada pelo competência médica (quer isto dizer que só devemos limitar a nossa actividade/competências a partir do momento em que isso já está contemplado na actividade médica...). Penso que me fiz entender...
01 Março 2011
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