31 Dezembro 2010

Três mil euros para enfermeiros que lavam bem as mãos


fonte: ionline

Uma clínica milanesa oferece três mil euros por ano aos enfermeiros que lavem bem as mãos. O objectivo é combater as infecções hospitalares entre bebés prematuros, divulgou o diário italiano "Corriere dela Sera".

A clínica Mangiagalli garante que as infecções já diminuíram em 30% no último ano desde o início da iniciativa intitulada "Mãos Limpas".

Foram instaladas câmaras de vídeo nas casas de banho, em circuito fechado, de forma a perceber se os profissionais da clínica lavam as mãos antes de tratarem os seus pacientes. Aqueles que o fazem de um modo correcto, são compensados no final do ano.

Fabio Mosca é o promotor da iniciativa e é também o responsável pela unidade de neonatologia daquela unidade. "A terapia intensiva neonatal é um dos departamentos com maior risco de infecções, dado o tipo de pacientes que atendemos: bebés prematuros ou portadores de doenças graves e debilitadoras", esclarece o especialista.

29 Dezembro 2010

Lápis IKEA fazem «sucesso» em cirurgias

fonte: Ciência Hoje

Material é mais eficaz na demarcação de cortes do que marcadores

Apesar do sucesso destes lápis, cirurgiões não esperavam utilizá-lo em operações. Para além de disponibilizar todo o tipo de mobiliário e acessórios de decoração para a casa, a IKEA pode descobrir uma oportunidade de negócio nos lápis que oferta nas suas lojas. Segundo um artigo publicado no "British Medical Journal", os lápis IKEA são melhores na demarcação de cortes em cirugias do que as canetas que tradicionalmente são utilizadas para o efeito.

Karen Eley, do Departamento de Nuffield de Ciências Cirúrgicas da Universidade de Oxford, e Stephen Watt-Smith, do Departamento de Cirurgia Maxilo-facial no Hospital John Radcliffe, em Oxford, dizem que, enquanto a popularidade destes lápis vai aumentanto entre os consumidores, havendo até grupos alusivos a este material na rede social Facebook, o material também se vai revelando uma surpresa no que diz respeito à sua utilidade em cirurgias.

“Por mais populares que esses lápis sejam , ficamos surpreendidos quando nos foi entregue um durante uma cirurgia”, disseram os especialistas, acrescentando que a sua utilização para marcar os cortes em operações cranio-faciais e maxilo-faciais foi bem sucedida, revelando-se ainda melhor do que os marcadores de feltro que costumam ser usados, visto que as marcas destes normalmente são “apagadas” pela irrigação ou pelos tecidos fluídos.

“Infelizmente”, dizem os cirurgiões, as repetidas esterilizações fazem com que os lápis comecem a lascar, mas até esse problema pode ser resolvido com a adaptação de punhos de silicone.Dado o sucesso deste material, os cirurgiões sugerem que os designers do IKEA desenvolvam esta ideia.

28 Dezembro 2010

...um deles director clínico e outro o enfermeiro director...

fonte: Diário da República (link)

O Ministério da Saúde reduziu a composição dos conselhos de administração dos hospitais com gestão empresarial (EPE) e extinguiu a estrutura de missão Parceria.Saúde para reduzir despesas no sector, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.

O conselho de administração passa a ser composto pelo presidente e um máximo de quatro vogais, em função da dimensão e complexidade do hospital E. P. E., sendo um deles, obrigatoriamente, o director clínico e outro o enfermeiro -director.

18 Dezembro 2010

Desconhecem-se casos de pena de prisão para exercício ilegal de funções


fonte: DN

Esta notícia vem a respeito dos falsos enfermeiros que laboravam em lares
Ordem diz que crime tem sido punido com multas, apesar de o código penal prever igualmente penas de prisão.

Rogério Gonçalves não se recorda de casos de prisão para falsos enfermeiros. "Recordo-me apenas de multas e da proibição de realização de actos de enfermagem", refere ao DN. A usurpação de funções é um crime contra a autoridade pública e é punível com pena máxima de prisão até dois anos ou pena de multa até 240 dias.

O juiz desembargador Eurico Reis explica que a usurpação de funções é analisada caso a caso, havendo inúmeras circunstâncias que podem agravar ou reduzir a sanção. "É preciso sempre ter em conta que actos foram praticados e o risco dos mesmos, tal como as consequências. Por outro lado, tem de se ponderar o tempo que a pessoa as desempenhou e o que fez para tentar aprender a realizá-las correctamente", refere.

São situações que podem atenuar, mas "nunca esquecendo que se está perante um acto ilícito e que tem de ser punido". O enfermeiro Rogério Gonçalves ressalta que, de facto, os casos de ilegalidade têm vindo sistematicamente a ser condenados. "É importante que se haja jurisprudência que permita recordar que estes actos têm de ser realizados por enfermeiros", afirma.

A usurpação pode verificar-se após realização indevida de funções públicas, de índole militar ou segurança, mas também nos casos em que é necessário haver um título - caso da enfermagem que obriga a ter uma licenciatura e a inscrição na Ordem. Para que se considere a prática deste crime, a pessoa tem de arrogar tácita ou expressamente que preenche os requisitos para desempenhar estas funções, refere o código penal.

Se uma pessoa for demitida ou suspensa de funções públicas e continuar a desempenhá-las também estará a cometer o mesmo crime, refere a lei.

Eurico Reis refere que esta norma "existe para proteger as profissões, especialmente quando necessitam de uma licenciatura. Nestes casos as pessoas que cumprem a lei gastaram dinheiro e tempo na sua formação e depois estão nas mesmas circunstâncias que pessoas que não estão habilitadas".

Mesmo que haja atenuantes, "temos de sancionar sempre estes comportamentos". Se há casos em que não há problemas para terceiros, é preciso ponderar aqueles que trazem riscos. "A pena tem de ser à justa medida. Caso se opte por uma multa, o código penal prevê que se tenha em conta a situação económica do envolvido".

10 Dezembro 2010

Reunião entre SEP e INEM


1 – SALÁRIOS EM ATRASO

1.1 – CODUs
Já foi autorizado o pagamento de todas as verbas em atraso (63.037,20€: 38.199,60€ referentes aos Enfermeiros do CODU/Lisboa e 24.837,60€ referentes aos Enfermeiros do CODU/Coimbra). Tudo será pago até final de Dezembro.
1.2 - Outros

Os procedimentos (e/ou a sua ausência) inerentes ao processo de gestão de vários pagamentos dificultam o processamento remuneratório “num tempo razoável”. Estão a alterar o processo e vão normalizá-lo.
O SEP defendeu que, mesmo na consideração da estrutura orgânica deste Instituto e das várias relações jurídicas de emprego dos enfermeiros, não existe nenhum impedimento para que os pagamentos se processem:
- Vencimento (incluindo “Recibos Verdes”) – mensalmente
- Horas de Qualidade – no mês seguinte à sua realização
- Trabalho Extraordinário - no mês seguinte à sua realização, ou, em certas circunstâncias, no máximo, dois meses após a sua realização
- Ajudas de Custo/”Itinerários” – dois meses após a sua realização


O INEM:
- Está a trabalhar a “normativização” do processo neste sentido.
- Está a efectuar o levantamento dos pagamentos em atraso.
- Até final do ano, em função do cabimento/disponibilidade orçamental, pagarão: a totalidade das verbas ou uma parte (até ao mês y).


Após o levantamento da totalidade das dívidas, o INEM informará o SEP sobre o processamento do pagamento.


2 – CONCURSO
O SEP manifestou a sua estranheza pelo facto do Concurso, aberto para 53 Postos de Trabalho, enquadrar apenas 51 Enfermeiros (havendo 76 Enfermeiros admitidos ao Concurso) com “Nota Positiva” (Lista de Classificação Final), suficiente para lhe ser proposto um Contrato de Trabalho em Funções Públicas (CTFP) por Tempo Indeterminado. Num quadro, acrescente-se, em que, eventualmente, alguns dos classificados com “Nota Positiva” poderão não aceitar o Posto de Trabalho.


O SEP defendeu:
- A imediata apresentação de Propostas de CTFP por Tempo Indeterminado aos 51 “classificados positivamente”.
- A imediata abertura de novo Concurso, até final do ano, com vista à ocupação efectiva dos 53 Postos de Trabalho.


O INEM:
- Também estranhou a classificação positiva de, apenas, 51 Enfermeiros. Julga que terá a ver com os termos do Aviso de Abertura do Concurso.
- Vai apresentar de imediato – semana de 22 a 26/Novembro – a Proposta de CTFP por Tempo Indeterminado aos 51 Enfermeiros “Classificados Positivamente”, na consideração da sua classificação e opções pela área geográfica/Delegação Regional;
- Após a “estabilização”/assinatura dos CTFP dos Enfermeiros enquadrados neste Concurso na consideração que (para 2010) tem 53 Postos de Trabalho de Enfermeiro (no Mapa) para ocupar, cabimento orçamental e “autorização das finanças”, o CD abrirá de imediato (princípio de Dezembro) um NOVO CONCURSO PARA A OCUPAÇÃO EFECTIVA DOS 53 POSTOS DE TRABALHO.
- Entretanto, aos Enfermeiros (12) integrados neste Concurso e que não detêm o “Curso SIV”, vai ser ministrado de imediato.


3 – HÉLIs (S.ta Comba Dão)
O INEM afirmou desconhecer os compromissos assumidos pelo anterior CD e Sr. Secretário de Estado, na reunião realizada no dia 2/Agosto com o SEP e outras Organizações.
O SEP entregou ao CD a síntese informativa relativa à citada reunião.


O INEM:
- Irá fazer o levantamento/ponto de situação sobre os referidos compromissos;
- Dado o SEP, em conjunto com outras Organizações, já ter solicitado reunião ao Sr. Secretário de Estado, esta matéria será abordada nesse contexto


4 – DISPOSITIVO PRESTADOR / ENQUADRAMENTO DOS ENFERMEIROS / OUTROS PROFISSIONAIS


4.1 - Enquadramento dos Enfermeiros no Dispositivo
O SEP reafirmou a importância dum Plano Estratégico para a área da Emergência (ao invés do famigerado “Plano de Recursos Humanos…”) que suscite a necessária discussão integrada de todos os segmentos que deve comportar.


Neste quadro e de forma parcelar o SEP realça:
- Importância dos Meios SIV e VMER constituírem Postos de Trabalho do Serviço de Urgência;
- Insustentável manutenção da actual “relação de emprego” de alguns Enfermeiros dos Hélis e SIVs (“recibos verdes”);
- Importância dos Enfermeiros, que integram estes Meios (SIV, VMER e Hélis) e independentemente das suas entidades empregadoras, desenvolverem o seu exercício profissional em Serviços/Unidades/Departamentos cuja área de acção seja o “Doente Critico” (aquisição, manutenção e desenvolvimento de competências com vista a elevados níveis de peritagem na prestação de cuidados);
- Necessidade de Protocolos Institucionais que explicite as várias componentes da necessária articulação dos diferentes Meios/Instituições/INEM (ex: integração dos Meios, recursos de suporte à prestação, gestão da organização do trabalho dos Enfermeiros e outros profissionais, financiamento do meio/contratualização, aspectos remuneratórios dos profissionais, etc);
- Reorganização geodemográfica dos Meios SIV e VMER, em articulação com a Rede de Urgência e mediante definição de prévia matriz organizacional face às necessidades em saúde;
- Importância da presença de Enfermeiros:
- Nos CODUs com vista a restabelecer e aumentar os níveis de qualidade na resposta (capacidade de decisão clínica para activação de Meio ajustado à situação, acompanhamento, monitorização e Vias Verdes);
- Nos serviços Back-Office (formação, articulação e supervisão com impacto na melhoria da Qualidade)


4.2 – Outros Profissionais

O SEP reafirmou a sua posição relativamente a esta matéria:
- Todos os trabalhadores da Saúde (logo, também do INEM), face à sua actividade e ao “contexto” em que exercem, devem ter a formação necessária ao seu exercício e desenvolvimento profissional e uma Carreira Profissional;
- O SEP está em profundo desacordo com a criação de uma nova profissão (TEPH) cuja formação, consequente qualificação e consequente exercício de funções colida com as funções actualmente prosseguidas pelos Enfermeiros;


O INEM:
- Face à sua recente tomada de posse, há vários “aspectos” que estão “em aberto”, “em discussão”. Designadamente:
- Provável alteração do Plano Estratégico de Recursos Humanos
- Presença dos Enfermeiros nos CODUs
- Refere acompanhar a generalidade das ideias expressas pelo SEP relativamente a necessária reorganização do Dispositivo.
- Não está/nunca esteve em causa a presença de Enfermeiros nas SIVs.
- Estão a refectir/discutir vários aspectos relativos aos Protocolos. Antes de qualquer decisão reunirão com o SEP (Janeiro).
- Relativamente aos TEPH, têm um Grupo de Trabalho, constituído por elementos do INEM e da Ordem dos Enfermeiros, com vista à discussão das referidas matérias. A perspectiva é finalizarem este trabalho até final do ano. Antes de qualquer decisão reunirão com o SEP (Janeiro).

09 Dezembro 2010

Élvio apela ao caminho de uma "maior autonomia"


Élvio Jesus referiu que, em muitos países da Europa, é cada vez mais comum os enfermeiros prescreverem medicamentos. "Cada vez temos as situações mais sinalizadas e acontecendo que muitos dos nossos cidadãos, do ponto de vista da doença, estão praticamente identificados, não faz sentido que, por cada vez que precise de mudar um medicamento, tenha de ir consultar imediatamente um especialista, sobrecarregando o sistema e tornando-o perigosamente insustentável num futuro imediato", exemplificou.

Dada a relação de proximidade que se estabelece com o doente, Élvio Jesus acredita que a profissão de enfermeiro "será sempre de dificuldade e de menos apoio por parte dos interesses dominantes e do poder político".

"Há qualquer coisa que tem de mudar, um discurso por esta via toda cada vez vai querer mais médicos no sistema, não discutindo a importância que eles têm no sistema, e cada vez os privados e a indústria farmacêutica vão querer oferecer mais serviços e assiste-se a esta condição de termos capacidade instalada privada desnecessária no país, o que leva a um aumento da procura", verificou.

O responsável garantiu, por fim, que o sistema de saúde vai ter de repensar se quer manter a situação actual, uma vez que Portugal é "o único país do mundo onde existem mais médicos nos cuidados de saúde primários do que enfermeiros", e espera que esta "ineficiência técnica" não perdure por muito tempo, embora admita que "a realidade da Madeira é um pouco mais equilibrada".

Ministério extingue Alto Comissariado da Saúde

fonte: Público

A fonte do ministério explicou à Lusa que “há muito se ponderava a extinção do Alto Comissariado da Saúde no âmbito do processo de reestruturação dos serviços centrais do MS, reforçada agora pela necessidade de contenção de custos e eficácia de gestão que o novo contexto financeiro exige”. Uma extinção que, todavia, não estava prevista no Orçamento de Estado para 2011 recentemente aprovado. Aliás, o Alto Comissariado até teve luz verde para o seu orçamento no próximo ano.

Na carta entregue em mão à secretária da ministra da Saúde por volta das 12H00 de hoje, e a que o PÚBLICO teve acesso, Maria do Céu Machado explica que decidiu pedir a demissão face à "situação de incerteza quanto ao destino" do Alto Comissariado. Uma situação que "não garante a estabilidade" que considera "imprescindível para o bom desempenho das funções" em que se empenhou, acrescenta.

Segundo a fonte do MS, o Alto Comissariado da Saúde manter-se-á em funcionamento até à conclusão do Plano Nacional de Saúde que ocorrerá, no máximo, no primeiro trimestre de 2011. O PÚBLICO tentou confirmar a extinção do Alto Comissariado junto do ministério, mas nenhuma das três assessoras de imprensa respondeu, entretanto.

Maria do Céu Machado, que está à frente deste organismo desde Novembro de 2006, reuniu-se na sexta-feira com a ministra da Saúde e nesse encontro foi discutida a possibilidade de extinguir o organismo. Mas a decisão apenas deveria ser anunciada na quinta-feira.

O Alto Comissariado é responsável pela elaboração do Plano Nacional de Saúde, pelo planeamento estratégico e avaliação e ainda pelo pelouro das relações internacionais.

03 Dezembro 2010

Pensar o Futuro da Enfermagem - Germano Couto

Enf_-Germano-Pensar-o-futuro