27 Novembro 2010

Dados da Greve

22 Novembro 2010

Parteiras querem receitar medicamentos

As enfermeiras parteiras reivindicam a autonomia para prescrever medicamentos e passar exames a grávidas, tal como contemplado na directiva da UE

As enfermeiras parteiras portuguesas vão exigir que a Ordem dos Enfermeiros contemple a autonomia destas profissionais especializadas para prescreverem medicamentos e exames na área da vigilância pré-natal e pós-parto em casos de gravidez considerada normal.

Dolores Sardo, da Associação de Enfermeiros Obstetras, disse à Lusa que estes profissionais especializados querem «assumir na plenitude a vigilância pré-natal, pois vêem relegado para segundo plano este conhecimento, sendo as mulheres vigiadas por enfermeiros e médicos de família, pessoas sem formação específica nesta área».

«Quando falamos de prescrição, não queremos ser médicos, mas enfermeiros especialistas que, à semelhança de outros colegas de países europeus, têm autonomia para prescrever determinados medicamentos, exames, protocolos de ecografias e drogas protocoladas, necessários à vigilância da gravidez normal, sem patologia».

A enfermeira refere que já foram feitas «diligências para chamar a atenção da bastonária da Ordem dos Enfermeiros e do colégio da especialidade para pôr em pleno esta área de actividade, que está contemplada na directiva europeia como função autónoma da parteira».

Esta reivindicação é um dos temas da 3.ª Conferência das Parteiras Europeias, que decorre até sábado no Funchal, com a participação de cerca de uma centena destes profissionais de saúde de 23 países.

(Aplaudo este tipo de iniciativas... Mas de uma forma ponderada e em articulção com a Ordem dos Médicos... Não queremos criar guerras institucionais mas sim lutar pelos interesses do utente, pela qualidade e acesso aos cuidados de saúde...)

Aumento das quotas e aprovação das competências dos especialistas

fonte: OE

Decorreu uma Assembleia Geral Extraordinária da Ordem dos Enfermeiros (OE), no Auditório do Colégio São João de Brito, na qual foram aprovados os nove pontos da ordem de trabalhos.

O ponto 1 que consistia na proposta de aumento de quotização, conforme decisão da Assembleia Geral de 29 de Maio de 2010, foi aprovado por maioria de votos, com 121 votos favoráveis, 7 abstenções e 33 votos contra. Foi, então, decidido o aumento progressivo da quotização à OE até 2014, que se traduzirá num aumento de 52 cêntimos em 2011, face aos actuais 7,48 euros mensais, um montante que não sofria alterações desde 1999. Em 2012, a quota sofrerá um acréscimo de 50 cêntimos; no ano seguinte (2013) terá um aumento de 50 cêntimos e, em 2014, de um euro. Assim, em 2014 a quotização situar-se-á nos 10 euros mensais, com o intuito de conferir sustentabilidade financeira à instituição.

(Caros amigos, nos dias que correm e tendo em conta o potencial da comunicação através da Internet considero que tomar decisões baseando-se apenas nos membros que aparecem numa AG está ultrapassado... De que vale reunir cerca de 150 pessoas (maioritariamente de Lisboa) para tomar uma decisão aplicável a 60000 pessoas... Tudo bem... Mas sabem qual a opinião dos outros 59850 enfermeiros??? Se soubessem nem sequer levavam esse tópico a discussão... Ninguém se lembrou de fazer questionários online a todos os membros?? Porque não há mais transparência? Quais são as despesas reais da Ordem.... Não seria muito mais profícuo saber a opinião real de todos os enfermeiros(apresentando/demonstrando balanços contabilísticos da Ordem) e depois ponderar alterações ou não em função desses resultados. Só nesta situação estariam a tomar uma decisão ponderada e real que fosse de encontro às expectativas dos enfermeiros. Sim porque gerir uma Ordem é querer estar com os enfermeiros, perceber e conhecer a opinião dos enfermeiros e defender os seus interesses.

Será que a Ordem não tem estratégias mais adequadas para fezer chegar a informação a todos os seus membros?? Acho que a Ordem tem que investir mais na comunicação com os seus membros, para que as suas decisões sejam fundamentadas, conhecidas e apoiadas por todos... este tipo de reuniões unilaterais, restritas a grupos (devido á falta de informação) só traz mais divergências e falta de reconhecimento... Ordem... )

13 Novembro 2010

Enfermagem Forense: Associação Europeia de Enfermeiros Forenses

fonte: Enfermagem Forense

No passado mês de Outubro foi constituido o Comité da IAFN que irá coordenar a Associação Europeia de Enfermeiros Forenses. Este comité é presidido por Sheilla Early, e tem na sua constituição um enfermeiro do Reino Unido, um enfermeiro da Holanda, uma enfermeira da Bélgica, uma enfermeira da França, uma enfermeira da Suécia, um enfermeiro da Espanha e um enfermeiro de Portugal.

Este grupo de trabalho irá elaborar as guidelines que servirão de orientação para criação de enfermeiros forenses na Europa.

Eu sempre defendi a criação desta especialidade porque temos enfermeiros de referência para podermos desenvolver esta área em Portugal... Mas a nossa Ordem teima em não a contemplar...

Talvez por desconhecimento ou porque esta área de actuação não se identifica com o modelo/ciência de enfermagem actual... Os nossos ilustres pensadores querem encontrar um fio condutor para explicar e e contextualizar a prática de enfermagem e acham que a ciência forense não cabe neste modelo... Como contextualizar a prática de enfermagem que cuida essencialmente do corpo/cadáver e das vitimas?? Isto iria ser muito complicado... Caros pensadores... CONTEXTUALIZEM A CIÊNCIA DE ENFERMAGEM EM FUNÇÃO DO OBJECTIVO E DA PRÁTICA ASSOCIADA... NÃO PELA PESSOA AO LONGO DO SEU CICLO DE VIDA E TRETAS AFINS....

Publicação em DR dos níveis remuneratórios da carreira motivam FENSE a recorrer à via judicial

Foi publicado em DR, o Decreto-Lei 122/2010 de 11 de Novembro, que reflecte um claro retrocesso na carreira.
0509905101


Por sua vez o FENSE já fez um comunicado.
Comunicado Fense Grelha Carreira Publica 2010

10 Novembro 2010

II Jornadas de Enfermagem do CHLC

07 Novembro 2010

Descubra as diferenças :Ordem dos Médicos e dos Enfermeiros


Enfermagem não restringe as Vagas de acesso, sendo que todos os anos as escolas de enfermagem abrem as suas portas a uma multidão de novos alunos que actualmente se irão formar para o desemprego, mantendo-se Ordem e Sindicatos em absoluto silêncio.

Olhando para o lado verificamos que certas Ordens e Sindicatos são mais pro-activos e coorporativistas na defesa da profissão. Podemos não gostar, é criticável ( sem dúvida) , mas têm sido assim que a qualidade formativa se mantido em certas profissões ( medicina, por exemplo). Mas se precisarem de outros exemplos, apontamos para os Advogados e para o o seu exame à Ordem onde 98% reprovam …
A Ordem dos Médicos assume publicamente que exerce o seu lobby… ”Todos os médicos estrangeiros que no dia 26 de Outubro, realizaram os «exames de estado» para requerer o título nacional à Ordem e depois exercer em Portugal chumbaram na prova .

A Ordem dos Médicos conseguiu mesmo impor, junto Ministério do Ensino Superior, uma limitação à inscrição automática dos médicos do Leste. Neste momento, os clínicos só se podem inscrever se aceitarem o estatuto de medicina tutelada. Ou seja, inscrevem-se na Ordem como se tivessem acabado de sair da faculdade, sendo-lhes exigida a realização do internato e do posterior exame de especialidade.

Enfermagem vive actualmente sem liderança e demasiada centrada nas competências “escolares”, sendo certo que a prática clínica e as suas competências são descuradas. E se tudo isto por vezes nos deixa incrédulos descobrimos que “O que falta a Enfermagem é ....aumentar as quotas de pagamento mensais???

A corrida ao canudo trouxe a Enfermagem uma viagem atribulada sendo que apontamos algumas razões para este cenário actual :

1. A Ordem dos Enfermeiros, diz de forma continuada que não pode interferir nas escolas de enfermagem e com esta atitude nada faz para restringir as Vagas. Vejam o exemplo da Ordem dos Médicos (LINK)
2.Falta de visão de certas pessoas quer na Ordem dos Enfermeiros, quer Sindicatos que parecem alheadas dos problemas reais e da profissão. Falamos novamente da Ordem dos Enfermeiros, mas ressalvamos excepcções, pois quer na Ordem quer nos Sindicatos há pessoas com muito valor, mas o sistema está instalado. O sistema têm que servir de justificação para que a insistência da Ordem dos Enfermeiros em querer Aumentar de Quotas de 7,48euros para os 10euros mensais correspondendo a um aumento de 33%. …(Link para quem quiser ler mais )
3.As Escolas de Enfermagem funcionam visando o lucro fácil e que para isso abrem mão da essência de Enfermagem e entram no jogo do vale tudo. Só isso pode justificar aberrações tais como um Enfermeiro Especialista em Saúde Comunitária ser responsável por um aluno de especialidade de Pediatria, por exemplo. Mas há outros exemplos… Como é que se justifica que um aluno chegue ao 4º ano sem algumas das experiências/competências clínicas/ práticas e conhecimentos que nós ( no meu tempo, caramba estou a ficar velho) tínhamos que ter adquirido no 1º ano…
4.Ausência de um fio politico e corporativista na defesa da profissão. Parece que não existe e o núcleo Sindicatos e Ordem têm medo de assumir isto, temos que regular a profissão. Temos uma qualidade formativa inferior agora… Temos excesso de vagas tendo em consideração o mercado de trabalho e as ofertas de trabalho.
5.Por último, aponto para a imobilidade e para a continuidade real e Monárquica que certos Sindicatos de Enfermagem perpetuam. Temos à frente de Sindicatos, sempre as mesmas pessoas, algumas estão lá há mais de 30 anos e de lá governam o seu reino. Ora não quero com isto retirar o seu valor passado e presente para a profissão, mas têm que haver renovação de ideias de geração.

Termino relembrando que Enfermagem continua a ser um curso com carreira de Bacharel e que actualmente se vive um cenário de crise económica razão pela qual é um crime pedir mais dinheiro aos Enfermeiros para se fazer o mesmo. Pedir mais dinherio leva a que “sejam expectáveis resultados concretos e valores reais. Se não o fizermos deixaremos de ter dinheiro”

05 Novembro 2010

Intervenção Avançada em Feridas - VII Jornadas


























link: http://www.viijornadasdeenfermagem.pt.vu/






04 Novembro 2010

Entrevistas em Dezembro - Trabalhar no Reino Unido

Nursing Homes - UK - Dezembro 2010

Também te podes candidatar aqui

01 Novembro 2010

Prescrição de fármacos e MCDT's por enfermeiros - Diferentes abordagens à "coisa"

Exemplo 1:
O sr X tem o diagnóstico de pneumonia por aspiração, com o pulmão direito mais afectado. Comorbilidades: AVC isquémico; EAM; DM Tipo II.

MCDT's passíveis de prescrição: ECG, TC CE; Rx tórax; Análises com hemograma, marcadores cardíacos,colheita de culturas etc etc; Terapêutica: Antibioterapia, Inaloterapia, etc etc; Avaliação: Pneumonia resolvida ou não resolvida

Nota: Simplifiquei a questão por motivos óbvios que serão facilmente perceptíveis adiante

Nesta forma de abordagem e visão da "coisa" obviamente que ser o enfermeiro a prescrever qualquer exame ou terapêutica será a de substituir o médico... E nesta? (se a nomenclatura não for a mais adequada perdoem-me mas quero provar apenas um ponto de vista)

O sr X está alectuado cronicamente na sequência de sequelas de um AVC (afasia, hemiparesia esquerda) e desde há 5 dias está com disfagia. Há 2 dias está com dispneia, ortopneia, febre, aumento da expectoração.
Comorbilidades já descritas em área de registo do médico ( confirmar em caso de necessidade)
Plano terapêutico médico já descrito.

Possíveis diagnósticos de enfermagem (só referirei alguns):
- Dispneia
- Limpeza ineficaz das vias áereas
- Disfagia
- Défice em todos os autocuidados
- Stress do cuidador
- Etc Etc Etc

Intervenções... E aqui é que a coisa muda de figura...
Quanto à dispneia:
Imaginemos que não tinha sido pedido o Rx tórax... Tal seria importante apenas para o diagnóstico médico? Não!

O sr X precisa de alternar posição na cama como forma de manter a expansibilidade pulmonar preservada mas... Será conveniente posicioná-lo em qualquer posição? Que ajuda precisamos de ter à tomada de posição? Não precisaríamos de ter uma imagem do rx tórax para saber que pulmão está mais afectado para prevenir eventuais complicações de... por exemplo posicionar o sr X em decúbito lateral direito pois quando em decúbito lateral esquerdo (dado ter pulmão direito muito afectado pela pneumonia) entra em hipóxia? É ou não importante ter acesso a imagem pulmonar no processo de tomada de decisão duma intervenção de enfermagem? Não numa perspectiva de diagnóstico médico mas sim numa de escolher a melhor intervenção...

O utente , não consegue expelir as secreções , está com hipóxia:
necessita de cinesioterapia respiratória, aspiração nasotraqueal de secreções e adequado posicionamento no leito (ou cadeirão).

Algumas questões... A monitorização de SpO2 é uma forma de avaliação de um sinal vital, a gasometria arterial também o é , o que muda? Uma é invasiva e a outra não...

A realização da gasometria serviria para aferir a eficácia das intervenções de enfermagem , (imaginemos que não era possível a leitura de SpO2) e não propriamente para fazer um diagnóstico médico

A aspiração de secreções é invasiva, mas também o é e colocação de um stent coronário , o que muda? A competência para o fazer (tudo o que implica tomada de decisão...)
Com certeza não são as únicas intervenções como é óbvio mas não é isso que está aqui em discussão.

Quanto à disfagia:
O sr X não consegue deglutir qualquer tipo de alimento existindo por isso o risco de nova aspiração:
Uma possível intervenção seria a colocação de dispositivo de alimentação entérica por exemplo SNG, nasojejunal, etc etc. É um processo invasivo mas serve para exactamente para ajudar no cumprimento do objectivo que é eliminar o risco de aspiração (ou ajudar uma vez que por si só não o consegue fazer)

É um procedimento invasivo mas o mesmo raciocínio se pode aplicar a qualquer outro procedimento invasivo...

Stress do cuidador:
O sr X é cuidado pela filha que deixou de trabalhar para cuidar do pai e está deprimida, saturada etc etc. É um problema social ou de saúde? Depende da perspectiva... Tanto poderia ser o psicólogo como o assistente social a lidar com este problema mas o que melhor pode resolver o problema é o enfermeiro... É ele que sabe que estratégias específicas pode adoptar para que a filha do sr X o pode ajudar:
- Maior acompanhamento no domicílio.
- Rever conhecimentos sobre os cuidados de que o sr X necessita e formais mais simples e igualmente eficazes de o conseguir.
- Activar equipa de cuidados na comunidade para ajudar nos cuidados ( a prestá-los ou a acompanhar os cuidados prestados pela filha do Sr X)

Com isto quero dizer o quê?Os enfermeiros interceptam a esfera de actuação de diferentes profissionais mas no entanto a aversão ao confronto refere-se principalmente à prática dos médicos, no entanto no caso de outros profissionais tal aversão não se dá... É um pouco injusto para esses profissionais que não médicos não?

Quanto à prescrição de fármacos ou MCDT's... sempre numa perspectiva de atingir um objectivo
que é o ajudar na obtenção de resultados de enfermagem, segundo os diagnósticos de enfermagem e não como ajuda ao diagnóstico médico ou propriamente tratamento da doença...
Porquê algaliamos, colocamos acessos venosos periféricos e não também gasometrias por exemplo? É uma técnica também e o raciocínio que leva a que uma seja feita por enfermeiros serve para todas as outras: competência e oportunidade... Isto é tudo uma questão de perspectiva...

Quanto à possível invasão da esfera de outros profissionais é tudo uma questão de oportunidade e competência... Se no momento da necessidade da pessoa o enfermeiro for o elemento mais qualificado e necessário , assim como qualquer outro profissional, este deve prestar o cuidado necessário sempre enquadrado numa perspectiva de enfermgem, segundo uma avaliação, diagnóstico, intervenção e resultado de enfermagem... Se for outro profissional... que o seja...

É uma questão de ajustar o sistema de saúde (profissionais e instituições) às necessidades da população e que o profissional que seja mais oportuno e custo/efectivo a fazê-lo...

É aqui que reside a chave do problema e o problema em si...