31 Outubro 2010

Administração de vacinas em farmácia

O Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde procedeu, através da Deliberação n.º 139/CD/2010, de 21 de Outubro, à regulamentação da administração, em farmácias, de vacinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação (PNV).

A deliberação, destinada a farmácias e ordens profissionais, visa garantir que esta actividade se processa com todas as condições necessárias à segurança dos utentes e dos farmacêuticos, sendo necessário que todas as farmácias adoptem o mesmo procedimento.

Requisitos essenciais:
- Pessoal habilitado - Apenas os farmacêuticos podem administrar vacinas nas farmácias, devendo para tal possuir formação específica reconhecida pela Ordem dos Farmacêuticos.
- Instalações - A vacinação tem de decorrer em instalações adequadas e autonomizadas, nomeadamente, no gabinete de atendimento personalizado.
- Material - O local de vacinação deve possuir equipamento e material adequado à administração das vacinas, designadamente:
- Marquesa ou cadeira reclinável;
- Estrutura adequada à arrumação do material;
- Espaço para preparação das vacinas;
- Contentores para recolha de material perfurante e cortante e de material contaminado;
- Contentor com tampa e pedal para lixo comum;
- Desinfectante de mãos, desinfectante de superfície, álcool a 70º, compressas, luvas e pensos rápidos.


A deliberação menciona também que a farmácia deve dispor dos meios necessários ao tratamento de uma reacção anafiláctica decorrente da administração das vacinas, nomeadamente:
- Adrenalina 1:1000 (1mg/ml);
- Oxigénio com debitómetro a 15 l/min;
- Ressuscitadores auto-insufláveis com reservatório de vários tamanhos e respectivas máscaras faciais;
- Mini-nebulizador com máscara e tubo, de uso único;
- Soro fisiológico (administração intra-venosa);
- Salbutamol (solução respiratória);
- Hidrocortisona e prednisolona (injectáveis);
- Esfigmomanómetro normal;
- Estetoscópio.


Consta ainda da Deliberação n.º 139/CD/2010, de 21 de Outubro, que para cada administração, o farmacêutico tem de registar os dados relativos ao doente (nome e data de nascimento), à vacina (nome, lote e via de administração) e ao farmacêutico (dados profissionais). Estes registos devem ser mantidos na farmácia em suporte de papel ou electrónico.

A publicação da Portaria n.º 1429/2007, de 2 de Novembro, visou concretizar os serviços farmacêuticos que as farmácias poderão prestar aos utentes, no respeito pelas competências atribuídas a outras profissões de saúde.

Mas pergunto: Que respeito têm pela Profissão de Enfermagem quando dizem que os serviços farmacêuticos contemplam:
a) Apoio domiciliário;
b) Administração de primeiros socorros;
c) Administração de medicamentos;
d) Utilização de meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica; (muito abrangente mas algo me diz que nos querem passar a perna);
e)Administração de vacinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação;
f) Programas de cuidados farmacêuticos;
g) Campanhas de informação;
h) Colaboração em programas de educação para a saúde.

Outra questão: Será que o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) tem alguma legitimidade para regular o que quer que seja no âmbito da prestação de serviços de saúde??? Como o nome bem indica só teria algo a dizer no âmbito da venda de produtos e Medicamentos. Isto não seria competência da Entidade Reguladora da Saúde?? Mas também vos digo que na minha opinião a ERS não serve para nada, mas sim para roubar as clínicas e os profissionais sustentando-se à custa de mais um imposto...Eu que o diga... Será que as Ordens Profissionais não têm nada a dizer sobre isto?? Será que a nossa Ordem não deveria intervir?? Pois porque se a nossa Ordem não intervir perderemos mais uma batalha... Realmente é interessante analisar que a enfermagem está sozinha na luta pela sua posição na Saúde... Os farmacêuticos são protegidos pela ANF, pela respectiva Ordem e agora até pelo Infarmed...

27 Outubro 2010

Enfº Deodato - Intervenção nos Prós e Contras sobre o tema do Testamento Vital

Prós e Contras - Debates RTP 1 - Multimédia RTP

Ver a partir do minuto 42´30

24 Outubro 2010

Ordem dos Enfermeiros confiante em resolução de «questões pendentes» com INEM


A bastonária da Ordem dos Enfermeiros classificou esta sexta-feira de «positiva» a reunião mantida com o novo Conselho Directivo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que pareceu «empenhada» na resolução de questões pendentes há muito tempo.

No final do encontro com Miguel Soares de Oliveira, presidente do Conselho Directivo daquele organismo, Maria Augusta Sousa mostrou-se convicta de que, da parte da nova direcção, haverá um «reconhecimento» do papel dos enfermeiros no INEM e uma «clarificação do quadro de competências» de cada um dos intervenientes no sistema, escreve a Lusa.

De acordo com a bastonária, ficou acordado que se irá trabalhar «o mais rapidamente possível» sobre a reorganização global da rede de emergência médica, que permita um reequacionamento dos meios disponíveis para uma melhor utilização dos mesmos.

A reunião serviu para debater o papel dos enfermeiros do INEM, com o Plano Estratégico de Recursos Humanos de Emergência pré-hospitalar - recentemente aprovado pelo Ministério da Saúde - e com a transmissão de dados pelos enfermeiros das ambulâncias SIV (Suporte Imediato de Vida).

Questionada sobre se os enfermeiros têm motivos para aderir à greve geral de dia 24 de Novembro devido ao corte de salários na função pública e às medidas de austeridade, Maria Augusta Sousa referiu que a Ordem está «preocupada com as implicações que decorrem dessas medidas para o global dos serviços de saúde e não exclusivamente para os enfermeiros».

«É claro que temos uma preocupação acrescida no que diz respeito aos enfermeiros na medida em que objectivamente há um caminho percorrido e não foi suficientemente reconhecido o valor socioeconómico do que significam os cuidados de enfermagem» no sistema de saúde.

23 Outubro 2010

A falta destes profissionais culmina no aumento dos seus salários

PROCURAMOS AUXILIAR ACÇÃO MÉDICA [full-time]

Candidato com experiência comprovada no meio Hospitalar. Responsável, dinâmico, pró-activo,boa apresentação (factor eliminatório) residência próxima da zona (Carnaxide), Disponibilidade para trabalhar por turnos, 40h semanais de 2ªf a sábado.

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Local de trabalho: Lisboa (Carnaxide) (Carnaxide) Anúncio disponível até 28-10-2010 Informação Adicional/ Morada do Escritório Referência : A263/032294 Empresa : Randstad Portugal Escritório : SRH Lisboa Clinical : Av. da República Nº 26— 4º : 1069 228 Lisboa Telefone : 210105400 Fax : 210105407

Não admira que no prazo de alguns anos estes profissionais ganhem mais do que um enfermeiro....aliás, já existem colegas em condições piores do que isto...

22 Outubro 2010

DGS lança site sobre doenças respiratórias

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) lançou um site sobre doenças respiratórias, com vista à divulgação de informação de forma clara, rigorosa e simples, no âmbito do Programa do Controlo da Asma.

O site divide-se em três áreas diferentes, correspondendo a quatro tipologias de públicos:
- Crianças
- Doentes
- Educadores
- Especialistas em ciências da saúde

A informação divulgada possui o mesmo denominador comum - as doenças respiratórias -, mas tanto as estratégias de comunicação como os níveis de linguagem foram adequados aos públicos-alvo a que se destinam.

Para saber mais, consulte: http://www.doencasrespiratorias.dgs.pt/

50 Enfermeiros ponderam recusa de cuidados

Cerca de cinquenta enfermeiros do Hospital de Aveiro podem vir a fazer greve ou recusar-se a prestar cuidados de enfermagem, se não forem integrados na categoria de enfermeiro especialista, com a respectiva actualização salarial.

A ameaça foi deixada por Pedro Frias, dirigente do Sindicato do Enfermeiros Portugueses (SEP) durante uma iniciativa pública que está a decorrer à porta do Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro. O sindicalista referiu que caso não vejam a sua situação resolvida, os enfermeiros podem avançar para a greve ou mesmo "demonstrarem-se indisponíveis para prestar cuidados da especialidade", uma situação que "poderá levar ao caos em alguns serviços e mesmo ao encerramento de outros".

Em causa estão cerca de 50 enfermeiros com o título de especialista, que "prestam cuidados especializados" em diversos serviços do Hospital de Aveiro e "são remunerados como enfermeiros de cuidados gerais". "São funções diferenciadas e para as quais os enfermeiros tiveram que investir na sua formação", frisou o sindicalista, adiantando que, a diferença salarial, em termos médios, é de cerca de 300 euros por mês.

"Neste momento, estamos a avaliar do ponto de vista legal se os enfermeiros podem recusar-se a prestar estes serviços", explicou o dirigente sindical, acrescentando que também irão pedir um parecer à Ordem dos Enfermeiros.

Nada disto aconteceria se houvesse carência de enfermeiros. De certeza que não existiria um único administrador que ousasse fazer algo do género... dar-se-ia a devida importância aos especialistas e seriam devidamente respeitados... Mas vamos lá formar mais enfermeiros para sustentar a Ordem...

21 Outubro 2010

Enfermeiros querem prescrever medicamentos


A Sociedade Portuguesa de Enfermagem em Saúde Mental (SPESM) defende que é possível Portugal seguir o exemplo da Espanha, Inglaterra e Estados Unidos e dotar os enfermeiros de competências em termos de prescrição de medicamentos em situações específicas, como: a ansiedade, o stress, a insónia, a gestão de sintomas (agitação, delírio, alucinações).

“Esta função nos cuidados continuados teria um impacto significativo na melhoria da qualidade de vida dos doentes e na redução dos custos”, afirma Carlos Sequeira, presidente da SPESM.

Além disso a SPESM sugere ainda que os Centros de Saúde possam disponibilizar consultas de enfermagem de saúde mental que serviriam para fazer um diagnóstico das populações de risco, informar a população sobre questões de higiene mental, intervir nas escolas e nas famílias em situações de negligência, violência física e psicológica, inadaptação, intervir ainda junto dos cuidadores informais com ajudas técnicas e espaço de suporte emocional.

Estas e outras propostas serão debatidas no II Congresso Internacional organizado pela SPESM, entre 26 e 29 de Outubro na Casa Saúde S. João de Deus, em Barcelos que tem como foco principal “o diagnóstico” e a intervenção.


SAÚDE MENTAL EM NÚMEROS

Mais de 2 milhões de portugueses sofrem de problemas mentais. Mais de 82 milhões de Europeus sofrem de problemas mentais.

É a maior causa de incapacidade nas sociedades modernas, o que custa já 5% do PIB da união europeia.Actualmente estamos a assistir a um corte nos medicamentos antipsicóticos, ao fecho dos hospitais psiquiátricos, à criação de unidades de cuidados continuados.

O consumo de antidepressivos em Portugal não pára de aumentar. Só nos últimos cinco anos registou-se um aumento de 26,4% no número de embalagens adquiridas nas farmácias (Infarmed). Em 2008 foram vendidas cerca de 6,4 milhões de embalagens, enquanto em 2003 as vendas pouco ultrapassavam os cinco milhões.

Quero dar os parabéns a este nosso colega e amigo, Prof. Carlos Sequeira. Já deu para perceber que as vozes mais relevantes da enfermagem defendem a criação/atribuição de mais competências aos enfermeiros. São pequenos pormenores a ter em conta para planear a enfermagem do FUTURO.

Guidelines Reanimação 2010

fonte e autoria: Conselho Português de Ressuscitação

European Resuscitation Council Guidelines for Resuscitation 2010

20 Outubro 2010

INEM - Novos técnicos custam o triplo dos enfermeiros

Ordem dos Enfermeiros defende que a nova direcção do INEM deve recuar no Plano Estratégico dos Recursos Humanos da Emergência Pré-Hospitalar aprovado este ano.

A formação dos novos técnicos de emergência pré-hospitalar vai custar pelo menos o triplo (cerca de 2 milhões de euros) quando comparada com formações do INEM para enfermeiros e médicos que queiram trabalhar em emergência médica. Só uniformizar a formação dos actuais operacionais dos centros de emergência e do suporte básico de vida, cerca de 843 técnicos, vai custar 1 389 840 euros, segundo a estimativa avançada por um grupo de profissionais ligados ao pré-hospitalar e às formações do INEM, tendo em conta o custo por hora de formações internas e externas.

A uniformização começou este ano, com formadores internos, e soma um total de 472 horas, a que acrescem mais 1000 horas de formação de nível cinco, superior, com um custo estimado de 716 mil euros. Já os moldes da formação adicional que inaugura a carreira de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) - que segundo o plano elaborado pela anterior direcção do INEM e aprovado pelo secretário de Estado Adjunto da Saúde Manuel Pizarro será assegurada por entidades do ensino superior e acreditadas pelo INEM - estão ainda a ser ultimados, mas o currículo apresentado pela anterior direcção teve o parecer desfavorável da Ordem dos Enfermeiros.

Jacinto Oliveira, da direcção da Ordem dos Enfermeiros, adiantou que esta sexta-feira vão reunir-se com o novo conselho directivo do INEM, que iniciou funções a 7 de Outubro. No entender da Ordem, este processo começou pelo fim, por só avaliar a dimensão dos recursos humanos da emergência médica e não que tipo de resposta se quer dar em toda rede, e deveria haver um recuo no plano. O responsável defende que as competências dos diferentes profissionais envolvidos na emergência médica não devem entrar em conflito, conforme acontece na estratégia aprovada. "Havendo já enfermeiros e médicos formados, com este plano está-se a diminuir a qualidade e a incorporar uma despesa dispensável."
Para os enfermeiros do pré-hospitalar ouvidos, além de ser mais cara, a formação prevista para os TEPH não trará qualificações para os actos que lhes são atribuídos no novo plano, como proceder à observação clínica das vítimas, isolar vias aereas, identificar ruídos respiratórios de risco - sobretudo pela falta de experiência em meio hospitalar, onde os enfermeiros têm de estar dois anos antes de fazer emergência pré-hospitalar. "Estamos a falar de pessoas que têm o 9.o ano ou as Novas Oportunidades, fazem 1500 horas de formação e acredita-se que estarão habilitadas a realizar actos complexos e de grande diferenciação como por exemplo espetar uma agulha num pulmão ou fazer uma desobstrução de via área." Há também uma indefinição daquele que será o lugar destes novos técnicos, que passam a apresentar "competências semelhantes às de um médico, de um enfermeiro e de um técnico de cardiopneumologia."
Avançar este ano com a uniformização de formações, no fundo habilitar os técnicos de ambulância de emergência (TAE) e também os técnicos operadores de telecomunicações de emergência (TOTE), coincidiu com a descontinuação da formação interna dos enfermeiros para actuarem nas ambulâncias SIV, apontam ainda. Neste momento só estão a funcionar 28 das 40 previstas. "Se falta entrarem em funcionamento 14 ambulâncias SIV em todo o país, o que é que significa suspender a formação?", questionam.

Contactado, o INEM diz que as questões vão ser alvo de uma análise cuidada "tendo em conta os compromissos anteriormente assumidos e também a realidade do momento actual do país". Estão agendadas reuniões com entidades representativas dos vários grupos, respondeu o gabinete de comunicação. Hoje o Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência reúne-se com o secretário de Estado Manuel Pizarro. Em cima da mesa estão os diplomas legais da futura carreira.

Fonte:
http://www.ionline.pt/conteudo/84197-emergencia-pre-hospitalar-novos-tecnicos-custam-o-triplo-dos-enfermeiros

16 Outubro 2010

Alguém sabe que o hiato temporal para o início do exercício profissional está a aumentar... e que a migração é um fenómeno actual na enfermagem???

Se isto for uma novidade para alguém avisem-me por favor...

Eu costumo dizer que ser astuto, inteligente e pioneiro passa por perceber e antecipar decisões antes que a maioria das pessoas se aperceba da realidade dos factos... Ora, a nossa Ordem não pode estar à espera de estudos para comprovar o que já suspeita ou prevê ... é tudo papel para encher prateleiras ou pdf´s para encher memórias de discos que só irão alimentar ainda mais aqueles que nos querem destruir a profissão...

Qualquer organização/entidade que se preze deve cultivar uma cultura organizacional interna/limitada/com base no sigilo e outra externa/partilhável/aberta... Na cultura Interna definem-se os planos futuros e ai guardamos as ferramentas mais inteligentes para combater as dificuldades e atrocidades... E quando as utilizamos, não nos restringimos apenas a uma...mas sim a duas ou três para ferir e distrair o inimigo em duas ou três frentes... E uma das ferramentas acaba por ferir definitivamente e sem defesa o inimigo porque este distraiu-se com as ferramentas/ataques supérfluos.. Na cultura externa cultivamos as mais variadas relações institucionais dando a conhecer uma vertente do que somos e daquilo que queremos que pensem de nós... Mas sem levantar muito o véu...

Na vossa sincera opinião...Quem são os nossos verdadeiros inimigos?? Quem são as entidades que têm atacado a enfermagem?? Eu tenho uma ideia bem formulada e faz parte da cultura interna... Por isso não se diz nem se divulga... Serve como base para a nossa intervenção/acção...

Tenho muita pena da falta de visão da nossa ordem... da falta de atitude na defesa da profissão...da falta de planeamento para o futuro e da falta de imaginação para tentar controlar a entrada de novo alunos na profissão... Os prováveis resultados deste estudo já deveriam ter passado pelas mentes brilhantes dos representantes da nossa Ordem e deveriam ter sido o ponto de partida para planeamento, decisão e criação de legislação... Mas não... Deixaram andar a carroça para ver onde isto ia ou vai parar.... agora as conclusões são muitas e muito bonitas mas de que servem? O que vão fazer??

Qualquer profissão de saúde (com mercado de trabalho abrangente) que não tem capacidade de auto-regulação do número dos seus membros acaba por ser um mercado apetecível para a estrutura mercantil do ensino... E como tal acaba por desvalorizar a profissão....

Ainda me recordo quando questionei uma ilustre representante da ordem se com os estágios tutelados poderíamos encontrar uma estratégia inteligente de limitar o acesso à licenciatura... Disseram-me que não era esse o objectivo... Só vos digo... só perdem tempo com aspectos supérfluos que nada contribuem para mudar o que é crucial... Mas enfim... Desabafos de alguém que está inconformado com a realidade actual e futura da profissão...

14 Outubro 2010

Criação dos Auxiliares de Enfermagem ??

Auxiliares de Enfermagem

Portaria Rectificada - Centros de Enfermagem / Unidades prestadoras de Serviços de Enfermagem

Portaria n1056A_2010

Curso - Como Vacinar em 55 min e roubar competências aos enfermeiros

Formação - Vacinação para Farmacêuticos

Circular Normativa - Criação e Implementação de uma Equipa de Emergência

Recentemente a DGS elaborou a seguinte circular normativa:

Criação e Implementação de uma Equipa de Emergência
Médica Intra-hospitalar (EEMI)

...é preciso lembrar às mentes que com boa intensão, deliberam estas directrizes, que "sem ovos não se fazem omeletes" e sem "apoios" com gestão financeira e de recursos adequada, as instituições de saúde não aplicam essas directrizes de forma eficaz e eficiente.
De qualquer das formas é um documento importante que os profissionais de saúde devem analisar.

10 Outubro 2010

Enfermeiros ao lado da greve geral

09 Outubro 2010

Factores motivadores do abandono da avaliação e registo sistematizado do 5º sinal vital

fonte: Sib.UL

DOR - 5º SINAL VITAL

Em 1995 a American Pain Society (APS), deu o 1º passo na melhoria do tratamento da dor, determinando normas para a avaliação, registo e tratamento da dor, baseadas no relato de dor do doente. Em 1996, a mesma associação, pela voz de James Campbell, citado por MULARSKI (2006:607) afirmou: “…os sinais vitais são levados a sério, …se a dor for abordada com o mesmo zelo que os sinais vitais, teria muito maior probabilidade de ser encarada e ser tratada correctamente.”

Esta iniciativa dá ênfase à importância da abordagem da dor, equiparando-a com os outros quatro sinais vitais (temperatura, respiração, tensão arterial e pulsação), devendo os profissionais de saúde tomar iniciativa de prestar cuidados adequados sempre que o doente referir dor. Mas não vi em nenhum local que deveria ser considerado um SINAL VITAL. Considero que o conceito em si não é sustentável nem faz qualquer sentido...Uma coisa é ser um sinal Vital e outra é ter a mesma importância...

Sinal Vital deveria ser algo que dependendo do seu valor objectivamente parametrizável pode colocar a vida em risco... FC=30; TA=60/30mmHg; FR=8; Tax=34,8ºC... Agora dizer que tenho Dor =8 é tão subjectivo e até se aplica quando tenho uma dor de dentes...

A “Dor como 5º sinal vital” é para esta associação um conceito e não uma norma de abordagem. A avaliação da dor não deverá estar dependente da avaliação dos sinais vitais, mas sim da situação de dor em si (NPC, 2001:21).

A avaliação e registo da dor como 5º Sinal vital foram iniciados em 1999 pela Veterans Health Administration (VHA). Utilizando para a avaliação a escala numérica (0 a 10), MULARSKI (2006). Para a implementação desta iniciativa houve a obrigatoriedade de promover acções de ensino para profissionais em sala de aula e o provimento de materiais suplementares, que serviram de suporte para a mudança. Com esta iniciativa esperava-se que uma avaliação e consequente registo de dor superior a 4 tivessem como consequência, uma pronta intervenção que promovesse o eficaz controlo da dor.

Mas parece que o que eu penso e acredito até se vai evidenciando através de estudos... Os profissionais também não estão convencidos que a dor seja um Sinal Vital... Mas talvez um sinal de Conforto/Qualidade...

Aqui fica uma Tese desenvolvida para justificar os motivos que levaram ao abandono da avaliação e registo sistematizado do 5º Sinal Vital no Serviço de Cirurgia I do Hospital de Santa Maria.

Autor: Cardoso, Isabel Maria Coelho
Orientador: Costa, Paulo Matos
Data: 2009
Resumo: A finalidade deste estudo foi investigar quais os motivos que levaram ao abandono da avaliação e registo sistematizado do 5º Sinal Vital no Serviço de Cirurgia I do Hospital de Santa Maria. Assunto Medição da dor
Descrição: Tese de mestrado, Medicina (Ciências da Dor), Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2009
A primeira norma para a prática clínica no controle da dor surgiu em 1992, introduzida pela Agency for Health Care Policy and Research (NPC, 2001:75).

Trabalhar no estrangeiro? Dicas para entrevista...

fonte: Diáspora de Enfermeiros

Once you've successfully secured an interview at the location of your choosing, you will need to prepare for your interview. Interviewing for a nursing job is widely the same as any other interview, but a nurse-to-be has to keep in mind a few extra things:
- Explain past experience and how it is relevant.
- Emphasize your team and communication skills.
- Give examples.
- Be prepared for situational questions.
- Ask about patient load/staffing.
- Do not ask about vacation time or student loan payoff.
- Show why you are unique.
- Mention plans for continuing education.

Explain past experience and how it is relevant
What most interviewers are looking for in a nursing candidate is experience. It is for this reason that you should have many examples of past work, preferably typed onto a sheet of paper so you don't lose track, to share with your interviewer.

After you explain where you used to work, tell your interviewer how that work will help you in your work at his/her company.

Emphasize your team and communication skills
Nearly the entire work day for a nurse is spent dealing with patients or other personnel working at the company. When interviewing for a nursing job, be sure to emphasize the skills you have gained that deal with communication and being a team player.

The best way to do this is to give examples. Talk about problem patients you may have had in the past as well as conflicts with coworkers that you successfully resolved.

Be prepared for situational questions
When interviewing for a nursing job, situational questions will undoubtedly come up. For example, your interviewer may give you a situation in which a patient is refusing to take his or her medication. You would then have to describe your solution to the problem and your reasoning. This is an effective way for interviewers to see your problem solving skills in action and to test your feelings on ethical issues.

Ask about patient load/staffing
You definitely want to find out how many patients you will be responsible for per shift. Follow that question with a question about how many nurses you will be working with. It will be important for you when you finally decide where it is you want to work. You basically want to find out the overall flow of the company.

Do not ask about vacation time or student loan payoff
These are things that can be discussed after you get the job. Your interview should focus on you, your strengths, and your skills; anything else can be worried about later.

Show why you are unique
Chances are that you will be one of many prospective nurses interviewing for the nursing job. Before your interview, take time to brainstorm some things that make you unique. Think about past experience you might have had, including volunteer work.

Mention plans for continuing education
If you plan on earning a higher degree, say so. Interviewers will see this as ambition and drive to be better and will see you in a much more positive light.

Finally, be honest. Don't be superficial, and don't tell them things because you think they want to hear them. If you've taken nursing exams, such as the NET or TEAS, these scores may also be brought up in the interview.

Good luck!

Conselhos de administração dos hospitais-empresa passam a 5 elementos


Os hospitais são uma das áreas onde o Executivo tem tentado cortar mais despesa, uma vez que o Ministério da Saúde é um dos mais gastadores.

Gestores hospitalares passam de sete para cinco.

As administrações dos hospitais empresa (EPE) vão sofrer um corte de dois membros na sua composição. Ontem, em Conselho de Ministros, o Governo decidiu limitar a um máximo de cinco pessoas o número de gestores hospitalares nos EPE, menos dois do que a composição actual. Mais uma medida de austeridade anunciada para tentar cumprir as metas do défice orçamental de 7,3% este ano e de 4,6% no próximo.

"Consequentemente, são alterados os estatutos dos hospitais entidades públicas empresariais, de modo a adequá-los às alterações agora efectuadas", acrescentou na conferência de imprensa o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.

Este corte nos conselhos de administração é mais uma das medidas englobadas no plano de austeridade delineado pelo Governo e que visa a redução das despesas do Estado na Saúde. Ontem, foi também publicada a portaria que define a redução dos medicamentos em 6%, já a partir de 15 de Outubro, no entanto, o Governo deixou de fora os remédios não comparticipados.

07 Outubro 2010

Entrevistas Para Nursing Homes em Outubro

Como já se aperceberam, estabelecemos uma parceria com a BPL no sentido de divulgar ofertas de emprego internacionais. Aceitamos esta parceria partindo da premissa que os nossos leitores e candidatos teriam um acompanhamento contínuo e prioridades/vantagens no processo de selecção e recrutamento.

Neste momento estamos a colaborar no recrutamento de enfermeiros para NursingHomes no Reino Unido.
Candidata-te aqui

Entrevistas Para Nursing Homes Em Outubro

A experiência de sentir-se respeitada durante o trabalho de parto no hospital


Autor: Ramalho, Alice Anabela, 1943-

Orientador: Basto, Marta Lima Botelho, Maria Antónia Rebelo, 1955-

Data: 2009

Resumo: O objectivo deste estudo foi compreender a experiência vivida de sentir-se respeitada durante o trabalho de parto no hospital. As participantes foram 32 mães que experienciaram a vivência no período de Janeiro de 2006 a Julho de 2007. A recolha de dados foi obtida por entrevista fenomenológica. A análise qualitativa dos depoimentos, sob uma abordagem fenomenológica, seguiu o método proposto por Amedeo Giorgi. Foram identificados quatro temas principais: paradoxos e aparentes enganos: ser e não ser existencialmente respeitada; cuidar/cuidado; partilha do poder e o tempo do processo. Os achados foram discutidos face à literatura utilizada no referencial teórico, que aborda algumas ideias de Martin Heidegger, bem como de outros autores que se fundamentaram nele. O estudo possibilitou compreender alguns aspectos do existir dessas mães nas relações estabelecidas com os profissionais de saúde, apreendendo os significados atribuídos por elas à experiência de sentir-se respeitadas e às repercussões dessa realidade nas suas vidas e na vida de suas famílias.

Assunto: Cuidados de enfermagem, Fenomenologia, Hospitais, Mães, Trabalho de parto

Descrição: Tese de doutoramento, Enfermagem, 2010, Universidade de Lisboa, com a participação da Escola Superior de Enfermagem

Influência dos cuidados de enfermagem de reabilitação no controlo em cuidados paliativos

fonte: Sib.UL

Autor: Braga, Ricardo Jorge Vicente de Almeida, 1978-
Orientador: Costa, Luís António Marques da, 1961-
Data: 2009
Assunto: Cuidados paliativos, Assistência paliativa, Dispneia, Enfermagem em reabilitação
Descrição: Tese de mestrado, Medicina (Cuidados Paliativos), 2010, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa

Mudança de Direcção no INEM

fonte: TVI24
imagem: Abilio Gomes

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem a partir de quinta-feira um novo presidente, o médico Miguel Soares de Oliveira, anunciou esta quarta-feira o Ministério da Saúde.

Miguel Soares de Oliveira, médico, mestre em medicina de emergência, foi director regional do INEM, coordenador regional das Vias Verdes do Acidente Vascular Cerebral e do Enfarte Agudo do Miocárdio e coordenador da Comissão Regional do Doente Crítico, no âmbito da Administração Regional de Saúde do Norte, refere o Ministério da Saúde em comunicado.

Na Direcção Geral da Saúde, Miguel Soares de Oliveira foi o responsável pela criação da Via Verde da Sépsis e das Equipas de Emergência Médica intra-hospitalar e, ainda, pela implementação da iniciativa da Organização Mundial de Saúde «Cirurgia segura salva vidas».

Além de Miguel Soares de Oliveira, que preside, o Conselho Directivo do INEM será também composto por José Pedro Lopes, engenheiro, que transita da equipa anterior, e por Júlio Candeias Pedro, administrador hospitalar, licenciado em Enfermagem e Gestão de Recursos Humanos e até agora vogal do Conselho de Administração do Hospital do Litoral Alentejano.

Miguel Soares de Oliveira substitui na presidência do INEM o coronel Abílio Gomes. [O Sr trouxe o desnorte total ao INEM...]

Mandato terminava em Fevereiro

Após ser conhecida a decisão do Ministério da Saúde, a agência Lusa contactou uma fonte oficial do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que se limitou a dizer: «A actual direcção do INEM não comenta». Referiu, no entanto, que o mandato do conselho directivo «só terminava em Fevereiro» de 2011.

Nas justificações para a alteração do Conselho Directivo do INEM, o Ministério tutelado por Ana Jorge começa por afirmar que «a emergência pré-hospitalar conheceu um forte desenvolvimento nos últimos anos, materializado no crescimento de meios operacionais, de recursos humanos e da resposta aos cidadãos».

Refere depois que «o INEM entra agora num novo ciclo em que o essencial da acção deve centrar-se na consolidação dos meios, na formação e na diferenciação profissional».

Assim, segundo o Ministério da Saúde, «este novo enquadramento necessita de uma abordagem diversa ao nível da gestão» e «a execução de novas orientações aconselha a introdução de alterações na composição do órgão directivo da entidade que coordena a emergência pré-hospitalar» em Portugal.

O Ministério da Saúde manifesta «o seu apreço pelas qualidades profissionais e pessoais dos anteriores titulares e pela dedicação com que desempenharam as suas funções enquanto dirigentes do INEM».


03 Outubro 2010

FENSE rejeita processo legislativo proposto pelo Governo

Os Sindicato Independente Profissionais de Enfermagem – SIPE e Sindicato dos Enfermeiros – SE (FENSE) informam que depois de reunidos com o Ministério da Saúde aos dias 27 de Setembro de 2010, para intervenção quanto a possível legislação referente a avaliação de desempenho dos Enfermeiros, bem como estrutura da Direcção de Enfermagem, decidiram rejeitar o projecto legislativo apresentado pelo Governo.

A causa da rejeição centrou-se num breve simulacro legislativo, espécie de cheque em branco, no qual se poderia escrever qualquer valor, se tivéssemos acordado a aceitação da proposta do Governo.

Dada a importância da avaliação do desempenho para a profissão, aliás, exemplarmente defendida e proposta pelos Enfermeiros, muito antes deste ou quaisquer outros governos terem tido a iniciativa de engendrarem a perversão do sistema de avaliação para pôr os trabalhadores uns contra aos outros, já os Enfermeiros criaram modelos exemplares, universalmente reconhecidos e aceites com vista a uma avaliação honesta e isenta, tendente a identificar e valorizar os valores positivos e negativos.

Por razões de carácter profissional defendemos incondicionalmente que a avaliação dos Enfermeiros deve destinar-se fundamentalmente a avaliar pessoas, cujo objecto de trabalho são igualmente pessoas, em situação de dependência e fragilidade extremas, pelo que o método de avaliação deve ser expurgado da tentativa de compensações espúrias que violem a parte fundamental do trabalho dos Enfermeiros, bem como a integridade pessoal e solidariedade social do utente.

Isto coloca a obrigação de assumirmos, na condição de representantes dos Enfermeiros, a rejeição de aplicabilidade do processo de avaliação constante do Siadap, visto que o trabalho do Enfermeiro tem que ser avaliado de acordo com componentes específicas com a natureza da Profissão onde a deontologia já é, por si só, um conjunto normativo que impõe aos Enfermeiros deveres quer quantitativos quer qualitativos. Por isso, nos comprometemos a retratar em projecto de diploma, a entregar até aos dias 30/10/2010, no qual têm de estar salvaguardadas as especificidades próprias do Enfermeiro.

Quanto à Direcção de Enfermagem é para nós estranho o interesse demonstrado pelo Ministério em circunscrever e normalizar, regulando a Direcção de Enfermagem, sabendo nós que se trata de um órgão, com amplos poderes de actuação, de acordo com as circunstâncias que impõem discernimentos próprios e soluções autónomas.

Pelo que se nos impõe duas cautelas especiais:

– Quem e como deve ser seleccionado para o desempenho desta categoria;

– Quais os poderes e competências que a lei lhe confere para poder administrar, com eficiência e eficácia o sector mais estrutural da Saúde como é o da Enfermagem.

Não faz sentido encher a boca com autonomia e carácter próprio da profissão de Enfermagem e depois elaborar um conjunto de princípios redutores e condicionadores de uma actuação livre e independente.

Adicionalmente para demonstrar as razões do nosso desacordo, deixamos este documento para vossa análise.

Em anexo segue também a acta da reunião com o Ministério. Para a visualizar, por favor clique aqui .

O Chefe e o Anti-Chefe


Há dias, uma estudiosa perguntou-me se conhecia algum texto acerca dos critérios para escolher um chefe de enfermeiros, na era actual, com o fim de conseguir a máxima eficácia na organização e desenvolvimento profissional da Enfermagem; estava a fazer um estudo sobre a organização da Enfermagem e pretendia destacar o papel do chefe.

Mas para isso tinha como ponto de partida, conhecer como se chega a chefe, hoje, ou antes disso: o que é um chefe.

Reflecti um pouco sobre a possível ajuda que lhe podia dar, no plano útil e prático e esbarrei no que se pode considerar um chefe de enfermeiros, antes de discernir sobre a sua escolha, ou eleição.

Uma segunda dificuldade será a de saber se a chefia é um cargo ou uma categoria: se é cargo é porque alguém “en-carga” ou encarrega de qualquer coisa;

Se é categoria é uma competência própria, numa determinada linha hierárquica. É conquistada por mérito próprio, em provas públicas, num processo concursal. A legitimidade dos actos do chefe, com categoria própria, advém-lhe de dentro de si.

Por contraste, com este chefe, temos o de “cargo” que desagua no “encarregado”, no responsável, no coordenador ou outra pantominice qualquer.

Enquanto o chefe com categoria age por si, ou deve agir, para estar de acordo com a sua categoria; o chefe com “cargo”, age por outrem, por competência delegada, como por exemplo o encarregado de turno ou responsável de turno.

O chefe com categoria pode escolher os seus encarregados em quem delega alguma das suas competências, mas os encarregados não delegam no chefe de categoria própria.

Em função do que digo acima, já posso formular um esboço de critério, para ajudar a nossa estudiosa curiosa; o processo mais ideal para seleccionar um chefe de enfermeiros é o concurso de provas de porta aberta ou públicas. Só este deixa o chefe de mãos livres para atacar os problemas com sabedoria e isenção; sabedoria, porque provou tê-la; isenção, porque está de consciência livre e limpa.

O anti-critério do processo concursal é o da escolha, feita por alguém não enfermeiro, para o “profissional” ser coordenador de enfermeiros, não de acordo com o que devem ser as especificidades a desenvolver por eles, mas de acordo com os interesses de quem encarrega o encarregado de qualquer cargo de chefia indirecta.

São suspeitos de crime profissional, porque contra a própria profissão, todos os que se prestam a serem escolhidos por outros que não enfermeiros, para qualquer cargo, necessariamente fictício, porque se limitam a retransmitir a luz que lhes vem de outros, abafando a sua luz própria.

Sugerimos à nossa estudiosa a aberração dos Agrupamentos de Centros de Saúde, onde vai encontrar um seleccionado por outro, como vogal duma pseudodirecção clínica, onde faz o papel de bibelô. Infelizmente há quem se sinta feliz e contente nessa situação ou cargo, sem cuidar de investigar as origens deste presente envenenado.

Se são familiares de membros políticos de Câmaras Municipais, de preferência da linha socialista, ou de outra qualquer actividade das tipificadas nos “Jobs for the boys”, só têm metade da culpa, porque a outra cabe a quem empurrou para o cargo; se são supervisores desactivados, já é mais perigoso, pois deviam ter tido a capacidade de discernimento, para não caírem na ratoeira que Piscos e Zarolhos, armados em chicos-expertos, conseguiram engendrar.

Pior do que este tipo de escolha é das enfermeiras/os que andam arvoradas em ERA e não ERA a divulgarem, não papel autónomo dos seus colegas Enfermeiros, mas sim o que a metodologia de outros lhes impinge, para irem de porta em porta vender o gérmen da destruição da Enfermagem, enquanto tal.

Por falta de espelhos para especularem acerca da figura que andam a fazer, ou por falta de tempo para discernirem sobre o seu triste papel, que exercem com gozo tamanho, nunca vão saber por que foram escolhidas para tais cargos.

Fica como suplemento a recomendação à nossa estudiosa colega, de que deve tentar fazer algumas entrevistas aos vários tipos de escolhidos ou eleitos pelos “outros”. Espero que não lhe aconteça como a Antero de Quental ao entrar no “Palácio da Ventura”:

«Abrem-se as portas d’ouro, com fragor…

Mas dentro encontro só, cheio de dor,

Silêncio e escuridão – e nada mais!»

O verdadeiro chefe com categoria é o fulcro de toda a actividade organizada da Enfermagem.

Não é por acaso que os outros, os assaltantes da Enfermagem, começam por destruir o que ainda temos de estrutural, com a combinação e cumplicidade de alguns dos que já abdicaram de ser inteligentes.


Cordiais Saudações Sindicais,

O Presidente da Direcção – José Azevedo

Sócrates garante que corte nos salários são só para a função pública

fonte: PUBLICO

José Sócrates esclareceu hoje que a redução dos salários só se aplicará à administração pública, assegurando que a questão não se coloca nos privados. O primeiro-ministro, em entrevista à TVI, acrescentou que nesse sentido a legislação do Orçamento do Estado será alterada para permitir “que se reduza os salários da administração pública”.

02 Outubro 2010

fonte: Público

O presidente cessante da ERS defende que a responsabilidade da gestão devia estar nas mãos dos centros de saúde e que os enfermeiros podiam substituir os médicos em certas funções...