30 Setembro 2010

Candidatura à Ordem dos Enfermeiros - Ana Rita Cavaco

link: MUDAR ORDEM DOS ENFERMEIROS



Intentaremos uma acção Judicial contra o Estado Português...

Esgotar o recurso às instâncias Portuguesas para recorrer ao Tribunal Europeu...

26 Setembro 2010

Participa neste concurso de Foto e Vídeo

Concurso de Foto e Video da APER - 2010

23 Setembro 2010

Sindicato dos enfermeiros vai hoje a Belém pedir a Cavaco Silva para não promulgar grelhas salariais


Uma delegação do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) entrega hoje uma carta ao Presidente da República a pedir a não promulgação da proposta de decreto lei sobre as grelhas salariais.

Em declarações à agência Lusa, Guadalupe Simões, da direção do SEP, referiu que o sindicato vai hoje a Belém para exigir a Cavaco Silva a não promulgação do diploma que resultou de um processo negocial "imposto" pelo Governo e que "não reflete aquilo que tem sido o aumento de responsabilidades e competências" dos enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde.

22 Setembro 2010

Técnicos substituem enfermeiros

fonte: Correio da Manhã

Os enfermeiros que trabalham no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) acusam a tutela de os substituir por uma nova carreira: técnicos de emergência pré-hospitalar.

Enfermeiros ouvidos pelo CM afirmam que os novos técnicos "não têm uma licenciatura, mas 1550 horas de formação, o que não confere capacidades de um médico ou enfermeiro".

A Ordem dos Enfermeiros manifestou desacordo e a Ordem dos Médicos rejeita que técnicos desempenhem competências "do foro clínico". Os sindicatos que representam os tripulantes de ambulância aplaudem a iniciativa. O INEM remete esclarecimentos para o Plano Estratégico dos Recursos Humanos da Emergência Pré--Hospitalar.

20 Setembro 2010

Queremos os teus trabalhos

CLICA AQUI e envia já os teus trabalhos/artigos para divulgar/partilhar com outros enfermeiros

16 Setembro 2010

Enfermeiros voltaram a ter acesso aos resultados dos exames dos utentes


Os profissionais de enfermagem a trabalhar nos centros de saúde da Região voltaram a ter acesso aos resultados dos exames (meios complementares de diagnóstico) dos utentes a seu cuidado.

14 Setembro 2010

SESARAM proíbe acesso dos enfermeiros aos dados clínicos dos utentes


A Ordem dos Enfermeiros (OE) contesta a decisão do SESARAM que limitou o acesso dos enfermeiros aos resultados analíticos dos utentes nas várias unidades de saúde da Madeira.

Em comunicado, assinado por Élvio Jesus, representante da Ordem dos Enfermeiros na Madeira, está expresso que "a falta de informação limita o exercício profissional e coloca em risco tanta os utentes como os enfermeiros". "Como pode actuar um enfermeiro face a um doente diabético se desconhece os seus efeitos analíticos?", questiona a OE em jeito de exemplo.

A OE recorda também que nos termos da lei os "enfermeiros têm direito à informação sobre os aspectos relacionados com o diagnóstico clínico" e que estão obrigados ao segredo profissional.

A OE considera que "com esta atitude o SESARAM coloca em causa, não apenas o acesso aos utentes a cuidados de enfermagem seguros e de qualidade como limita o exercício da actividade profissional dos enfermeiros, numa clara violação do nº1 - a) do artigo 75º da Lei nº111 de 2009".

" A Ordem dos Enfermeiros prosseguirá, no cumprimento da missão de que foi incumbida pelo Estado, a desenvolver esforços até que se reponham as condições para a prestação de cuidados seguros a que os utentes têm direito", lê-se no fim do documento.

Osmolaridade de soluções parentéricas e o risco de Flebites


O Blog Visão Enfernal já nos habituou aos seus posts de excelente qualidade. São artigos/posts de elevada importância e que no trazem bases científicas muito úteis para o dia-a-dia.

Certamente já preparámos soluções cujas concentrações nos colocaram dúvidas relativamente à possibilidade de serem administradas por via endovenosa periférica atendendo à sua concentração de compostos que são adicionados. Primeiro vamos abordar conceitos essenciais para percebermos termos que irão ser obrigatoriamente utilizados:

•Osmose corresponte à passagem de água através de uma membrana semi-permeável à água (não ao soluto) de uma solução mais diluída para uma menos diluída (corresponde ao movimento de água entre soluções por forma a que a concentração de água entre ambos os fluidos se torne equivalente).
•Pressão osmótica é uma medida que corresponde à pressão necessária para impedir o movimento por osmose entre duas soluções separadas por uma membrana semi-permeável (neste caso permeável apenas para a água e não para as partículas do soluto). O soluto exerce pressão sobre o solvente, criando um gradiente de pressões que se deverá igualar no final em ambos os lados.
•Mol (M) é a quantidade de matéria de um sistema que contém tantas entidades elementares quanto são os átomos contidos em 0,012 quilograma de carbono-12; seu símbolo é "mol.


Conhecidos estas medidas, vamos seguir para o tema que central deste post:

•Osmol (Osm/Osmol) corresponde à quantidade de moles de um composto que interfere na pressão osmótica de uma solução. A milésima parte do Osmol é conhecida como mOsm (miliosmol).
•Osmolaridade mede a quantidade de partículas existentes num determinado solvente. Mais concretamente define o nº de partículas osmoticamente activas por litro de solução (Osmol/L), partículas estas capazes de criar gradientes osmóticos. Logo quanto maior a osmolaridade de uma solução, maior será a quantidade de partículas que possui, menor será a concentração de água (as partículas ocupam o espaço que seria ocupado pela água) e por isso cria maior resistência à perda de água.
•Osmolaridade não deve ser confundida com osmolalidade. Ambas assumem uma medida de partículas osmoticamente activas, contudo a osmolalidade refere-se às mesmas num Kg de de água (Osm/Kg) ao passo que a osmolaridade num Litro de água (Osm/kg).
•Continuando, uma solução diz-se isosmótica quando a sua osmolaridade é igual à solução de referência, neste caso a bibliografia assume os 300 mOsm/L, o equivalente ao meio extracelular (a literatura aponta também para um intervalo de valores relativamente à osmolaridade do meio intravascular, nomeadamente entre 285-310 mOsm/L). Acima deste valor é hiperosmótica, abaixo hiposmótica. A solução de NaCl 0,9% (erradamente intitulada como Soro Fisiológico, um assunto que poderá ser explorado eventualmente mais tarde neste blogue) possui 308 mOsm/L.
Estes conceitos são fundamentais para conhecer o básico do equilíbrio hidroelectrolítico do corpo humano, contudo o objectivo deste post é agora relacionarmos estes dados com a segurança que conferimos ao doente em termos de soluções a serem administradas por via parentérica, e não aprofundarmos os conhecimentos relativos à desidratação, tonicidade ou gap aniónico.

Em meio hospitalar, com grande frequência, são usadas soluções com aditivos, para além de nutrições parentéricas com elevados valores de osmolaridade. Soluções infundidas com elevada concentração final potenciam lesões vasculares, podendo ocorrer perda de células do endotélio venoso, reacção inflamatória local, edema ou trombose, culminando com muita frequência em flebites.

A Infusion Nurses Society (INS) estadia o risco de se desenvolver flebite atendendo à osmolaridade da solução:
•Risco baixo: < 450 mOsm/L
•Risco moderado 450-600 mOsm/L
•Risco alto > 600 mOsm/L (em soluções hiperosmóticas deste calibre deverá ser ponderada a utilização de acesso venoso central;

Existem estudos que apontam para risco alto entre os 600-900 mOsm/L, contudo optei por inserir um standard assumido por uma instituição de renome cujo objectivo da mesma é o estudo da administração de soluções por via parentérica).

Ou seja, para se prevenirem situações desta natureza é fundamental conhecermos a osmolaridade da solução a administrar ao doente. Como podemos calcula-la? Usando esta fórmula (segundo a INS):


Compreensivelmente executar este tipo de cálculos em meio hospitalar traduz-se em perda de tempo útil, bem como um processo pouco exequível uma vez que que seria necessário referenciar em tabela o peso molecular de todas os compostos usados em solução. Por esse motivo, disponibilizo um website muito interessante (recomendo vivamente que seja explorado com alguma minúcia, pois apresenta outras ferramentas bastantes interessantes) que inutiliza este cálculo, executando-o quase instantaneamente:

Para finalizar devo dizer que a literatura é unânime: formação de flebites é de causa multifactorial. A osmolaridade é um dos critérios a ter em conta, contudo a principal causa aponta para o pH (curiosamente em Inglês se escreve PHlebitis), para além do ritmo de administração da solução ou características individuais da pessoa em questão.

Deixo uma quesstão no ar: que estratégias simples poderão ser utilizadas para minimizar (p. ex.) as flebites recorrentes provocadas pela administração de cefalosporinas ou Nutrições parentéricas?

Referências
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http://www.globalrph.com/index.htm
http://www.globalrph.com/osmocalc_valid.htm
http://www.rxkinetics.com/iv_osmolarity.html
http://www.nutritionjrnl.com/article/S0899-9007%2898%2900037-9/abstract
http://www.medscape.com/viewarticle/511168
http://www.ctins.org/Marc%20Stranz%20Understanding%20pH%20and%20Osmolarity%20INS%202008.pdf
http://www.ins1.org/i4a/pages/index.cfm?pageid=1
http://en.wikipedia.org/wiki/Osmolarity
http://fisiologia.med.up.pt/Textos_Apoio/Membranas/Membranas.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mol
http://2.bp.blogspot.com/_5uwRrhKbtF8/RuSkICmvauI/AAAAAAAABbk/5XnTL932mjg/s320/osmose2-animado.gif

12 Setembro 2010

A Organização Interna e a Governação dos Hospitais

fonte: Portal da Saúde
ver documento: link

O Programa do XVIII Governo Constitucional definiu como prioridade desta legislatura a reforma da organização interna dos Hospitais.

Neste sentido, foi designado um Grupo Técnico a quem foi solicitado que, com independência, produzisse um relatório que, para além do diagnóstico da realidade hospitalar, propusesse uma nova matriz organizacional dos hospitais do SNS, tendo por base os princípios de melhoria do acesso, de incremento da qualidade dos serviços prestados e da satisfação efectiva dos utentes e dos profissionais.

O Relatório do Grupo Técnico para a Reforma da Organização Interna dos Hospitais encontra-se em consulta pública até ao próximo dia 15 de Setembro de 2010, podendo os contributos ser enviados para o seguinte endereço de email: participacao.hospitais@ms.gov.pt.

O empenhamento de Todos neste processo de participação e de mudança é muito importante.

Juntos construímos um SNS mais forte.

11 Setembro 2010

O Erro nos Cuidados de Enfermagem a Indivíduos Internados em Cuidados Intensivos


O estudo intitulado O Erro nos Cuidados de Enfermagem a Indivíduos Internados numa Unidade de Cuidados Intensivos – Estudo de caso sobre as representações dos actores de uma unidade pós cirúrgica de um hospital português de Ana Mansoa, foi desenvolvido no âmbito da obtenção de grau de mestre em Saúde e Desenvolvimento pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical. A sua orientação foi coordenada pelo Professor Doutor Paulo Ferrinho.

Resumo
Estima-se que em Portugal existam entre 1330 e 2900 mortes anuais devido a erros cometidos por equipas prestadoras de cuidados médicos, mais mortes do que por acidente de viação, 1145 no ano 2006, ou devido ao vírus da imunodeficiência humana (VIH), 873 no mesmo ano.

Vários autores afirmam que os enfermeiros são responsáveis por mais efeitos adversos evitáveis do que qualquer outro profissional de saúde, por representarem uma percentagem significativa dos recursos humanos da saúde e por passarem uma grande parte seu do tempo com os utentes.

A complexidade das funções desempenhadas, o stress, a imprevisibilidade e a elevada tecnologia que caracterizam uma unidade de cuidados intensivos são reconhecidos como factores indutores de erros humanos e do sistema.

Recorrendo a uma abordagem do tipo qualitativo, procurou-se compreender o erro em enfermagem numa Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) dando voz aos actores directamente envolvidos. O método seguido foi o estudo de caso, através do qual se pretendeu conhecer em profundidade o fenómeno em estudo, utilizando como técnica o grupo focal, procedendo-se à posterior análise de conteúdo das gravações transcritas.

Foi possível constatar que os enfermeiros dão principal relevância aos erros de execução, comunicação e violação de procedimentos, considerando na sua maioria que os erros de execução se devem geralmente a lapsos e falhas, enquanto os erros de planeamento e violação de procedimentos têm origem essencialmente em falhas de informação e conhecimento. Embora pareça existir uma visão sistémica do erro, as consequências surgem frequentemente associadas ao profissional implicado.

Estudo completo:

I Jornadas da Anepes - 1 e 2 de Outubro

INSCRIÇÕES ANEPES - Associação Nacional de Enfermeiros Promotores do Envelhecimento Saudável

I Jornadas Anepes 2010

09 Setembro 2010

Fim do RHA (regime de horário acrescido)

fonte: Correio da Manhã

M.A.S, Bastonária, sobre o fim do regime de horários acrescidos
“É um prejuízo nos cuidados à população”. [Preocupação com o utente? Por favor, preocupe-se essencialmente connosco e com a defesa da nossa classe... Nesta altura deveria ter um discurso que pelo menos justificasse o seu ponto de vista, mas nada... Coitadinha da população... Tenho tanta pena...
Parece-me que esta decisão (acabar com o RHA) tem apenas como base o objectivo de reduzir o lado da despesa em saúde (acaba-se com os suplementos remuneratórios que não são proporcionais ao número horas de trabalho. Ora, na perspectiva dos nossos decisores, para quê pagar x vezes mais por mais 7 horas de trabalho se podemos ter outro profissional e pagar menos?? Claro que reduzir o horário acrescido é a etapa 1 e depois colocar outros profissionais é a etapa 2. Quando chegar a etapa 2, o orçamento não permitirá abrir mais concursos e não serão prenchidas as necessidades em cuidados...Com isto consegue-se uma "dupla" redução da despesa. Bom é isso que eles pretendem e a nossa Ordem concerteza só irá dar mais um banhinho de água tépida.

Mas voltando ao assunto...O RHA é algo curioso e gostava de perceber os moldes reais da sua etiologia... Faz sentido que uma empresa pague x vezes mais por hora a um funcionário se pode ter outro igual por um preço mais baixo??? Isto é concerteza uma estratégia de gestão enviesada por interesses particulares em detrimento do património da instituição/empresa. Percebo que a lei do mercado da altura e a soberania da enfermagem na gestão das unidades de saúde ditou esta regra para encher carteiras e tentar fixar profissionais.... Mas hoje em dia não faz sentido... Deveriamos optar por uma filosofia totalmente diferente na saúde... Sou a favor do limite máximo de 45 horas semanais (somando todos os locais de trabalho) para garantir qualidade aos cuidados prestados e saúde ao profissional.... E quando falo nisto quero dizer que um enfermeiro não deveria fazer mais do que esse horário na prestação de cuidados directos ao cliente mesmo acumulando (até aceito acumulação mas noutras áreas/funções de forma a garantir um descanso efectivo do profissional)....Pois, porque em Portugal posso ter um limite de x horas num contrato de trabalho mas ninguém me proibe de acumular essas 42 h em mais locais totalizando por exemplo 90 horas semanais... Acham que isto faz sentido e que nestas condições se pode prestar cuidados em segurança??? Se existisse um limite de 45h nem sequer faria sentido falar em RHA e poderiamos falar num vencimento digno e justo que fosse comparativamnte digno com outras profissões. Este tipo de lei proporcionaria realmente um teatro laboral mais eficiente e produtivo porque concerteza não existiram aqueles individuos que trabalham longas horas apenas pelo dinheiro apresentando baixos níveis de produtividade. A actual lei só estimula o "estar por estar" para ganhar...



Correio da Manhã – A actual realidade do País justifica os cortes nos horários acrescidos dos enfermeiros?

MAS – A questão parece-me óbvia: quantas menos horas de enfermagem são feitas menos cuidados de proximidade são executados junto das populações. Representa, claramente, um prejuízo nos cuidados de saúde. [A multidisciplinaridade nas próximas décadas encarregar-se-á de apetrechar as unidades de saúde de todo o tipo de profissionais e acabar com as unidades baseadas na actividade médica/enfermagem que actualmente persistem. Por isso não me venha dizer dizer que serão executadas menos actividades de proximidade. Isso é ter uma visão muito redutora do mundo da enfermagem em que vive a não compreender a sua complementaridade/campo de actuação perante outras profissões que estão a emergir. Só teria o discuro da nossa M.A.S se realmente nenhum profissional nos pudesse substituir parcialmente/totalmente... Ai sim, de certeza que o utente ficaria a perder....A solução da enfermagem é definir legalmente a sua componente técnica no âmbito da saúde (porque isto é o que é palpável, executável, medido, contabilizado, valorizado economicamente) e não se preocupar com devaneios filosóficos só para tentar criar uma ciência.... ]


CM– Mas não há já carência de profissionais, especialmente sentida nos centros de saúde? Como encara os cortes?

MAS– É verdade que esta é uma medida dificilmente concertada e negativa, porque seria necessário um reforço de enfermeiros nos centros de saúde, no entanto, os números apresentados nos concursos são baixos para as necessidades que existem. [Cara colega, a lei do mercado e o orçamento em saúde impera qualquer teoria que queiram ou defendam... Esta será sempre a regra e não vale a pena lerem rácios da OCDE, justificarem com horas em cuidados de enfermagem... ]


CM– O que é que a Ordem pode fazer?

– Esta é uma matéria que deve ser discutida no âmbito do Plano Nacional de Saúde, não faz sentido um número baixo de enfermeiros nos cuidados de saúde primários [centros de saúde], porque pode estar aqui em causa a estabilidade e objectivos de saúde a cumprir. É necessário uma clarificação. [Eu respondo... Se não se concentrarem na defesa do campo de actuação de enfermagem e clarificação legal da sua actuação técnica, não poderão fazer nada que realmente tenha valor a longo prazo ,dignifique e proteja a classe do assalto multidisciplinar... que adianta ter objectivos no PNS que vários profissionais podem atingir em simultâneo??].

05 Setembro 2010

Evidências

Evidências

OMS destaca quedas como segunda principal causa de morte por lesão acidental ou não intencional no mundo.

fonte: Portal da Saúde

A OMS chama a atenção para o facto de as quedas serem a segunda principal causa de morte por lesão acidental ou não intencional em todo o mundo, logo após os acidentes rodoviários.

Globalmente, as quedas são um problema de saúde pública, sendo que ocorrem cerca de 424 mil quedas fatais anualmente. Mais de 80% das mortes relacionadas com a queda ocorre em países de baixos e médios rendimentos. Em todas as regiões do mundo, as taxas de mortalidade são maiores entre os adultos com idade superior a 60 anos.

Embora não fatais, cerca de 37,3 milhões de quedas, por ano, são graves o suficiente para exigir atenção médica. A maior morbilidade ocorre em pessoas com mais de 65 anos, jovens adultos com idades entre os 15 e os 29 anos e crianças com 15 ou menos anos. Os custos financeiros associados às lesões relacionadas com quedas são substanciais.

Embora qualquer pessoa que caia corra o risco de ficar com lesões, a idade, o sexo e a saúde do indivíduo podem afectar o tipo e a gravidade dos ferimentos.


Idade
A idade é um dos principais factores de risco no que toca a quedas. As pessoas mais velhas têm um risco maior de morte ou lesões graves decorrentes de uma queda e o risco aumenta com a idade. Este nível de risco pode ser, em parte, devido a alterações físicas, sensoriais e cognitivas associadas ao envelhecimento, em combinação com ambientes que não estão adaptados para o envelhecimento da população;
Outro grupo de alto risco são as crianças. Quedas na infância ocorrem, em grande parte, como resultado das suas fases de desenvolvimento, curiosidade inata e níveis crescentes de independência que coincidem com comportamentos mais desafiadores.

GéneroEm todos os grupos etários e regiões, ambos os sexos correm o risco de quedas. Em alguns países, verificou-se que os homens são mais propensos a morrer de uma queda, enquanto as mulheres sofrem mais quedas não fatais. As mulheres mais velhas e as crianças mais jovens são especialmente propensas a quedas e lesões mais graves.

Outros factores de risco
Profissões que implicam alturas elevadas ou outras condições de trabalho perigosas;
Uso de álcool ou outras substâncias;
Factores socioeconómicos, incluindo a pobreza, habitação sobrelotada, situações monoparentais, maternidade em idades jovens;
Condições médicas subjacentes, nomeadamente neurológicas, cardíacas ou outras condições incapacitantes;
Efeitos colaterais da medicação, sedentarismo e perda de equilíbrio, especialmente entre os idosos;
Pouca mobilidade, cognição e visão, sobretudo entre aqueles que estão institucionalizados;
Ambientes inseguros, especialmente para aqueles com pouco equilíbrio e visão limitada.
De acordo com a OMS, as estratégias de prevenção das quedas devem ser abrangentes e multifacetadas e enfatizar a educação, formação, criação de ambientes mais seguros, dando prioridade à investigação relacionada com a queda e a definição de políticas eficazes para reduzir o risco.

Para saber mais, consulte:

Número de enfermeiros no bloco de partos viola regras

fonte: DN

Ordem reuniu-se ontem com direcção do hospital e ameaça avançar com queixa.

A maternidade do Hospital de Viseu está a funcionar com um número reduzido de enfermeiros. Há turnos em que apenas dois especialistas estão de serviço, o que viola as normas que prevêem que para 2000 mil partos haja quatro. A situação já se arrasta desde Agosto e a Ordem dos Enfermeiros fez ontem um ultimato ao hospital: ou repõe os profissionais ou avança com uma queixa às entidades reguladoras da saúde.

Em Agosto, o Hospital de Viseu decidiu reduzir o número de enfermeiros, por cada turno de serviço. "No turno da manhã e da tarde estão três e dois no da noite, o que está em total desacordo com o parecer da Ordem dos Enfermeiros sobre as condições para o funcionamento das maternidades que prevê que os recursos mínimos nas salas de parto sejam de quatro enfermeiros por dois mil partos ano", diz o vice-presidente da Ordem. Jacinto Oliveira adianta que "só este número de enfermeiros é capaz de assegurar uma prestação do serviço com qualidade e segurança."

Mas na maternidade os profissionais lembram, sob anonimato, que "a sala de partos tem oito quartos e cada enfermeiro deve, de forma individual, prestar assistência a uma só parturiente". Os enfermeiros "prestam ainda serviço na urgência de obstetrícia, em internamentos motivados por interrupções voluntárias da gravidez, patologias da gravidez, cesarianas electivas e falsos trabalhos de parto".

Jacinto Oliveira alerta que "o que está em causa é a segurança dos doentes que fica comprometida com o reduzido número de enfermeiros". O vice-presidente lembra que "as dotações da sala de partos não estão em conformidade com os normativos em vigor" e avisa que "a Ordem, enquanto associação de direito público, tem uma palavra importante a dizer sobre a qualidade de serviço". Por isso, garante, "se as condições mínimas não forem asseguradas," a Ordem irá "avisar" as autoridades reguladoras da saúde.

A decisão foi tomada pela administração do hospital que ontem reuniu-se com a Ordem dos Enfermeiros.

José Gomes, enfermeiro director e antigo presidente do Conselho Jurisdicional da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros, diz que no hospital "não houve despedimentos, mas apenas reafectações de enfermeiros". O responsável promete "uma solução que venha de encontro às condições estabelecidas pela Ordem da classe", que será "decidida em breve pelo Conselho de Administração" do Hospital.

02 Setembro 2010

Em defesa da honra da Enfermagem