29 Julho 2010
28 Julho 2010
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Aqui fica um excelente espaço na área da radiologia...link
Etiquetas: radiologia
Cuidar a boca em Cuidados Paliativos
Título: Cuidar a boca em cuidados paliativos:contributo para a promoção da dignidade humana
Autor: Serrano, Maria Fernanda Miranda Coelho, 1969-
Orientador: Botelho, Maria Antónia Rebelo, 1955 e Barbosa, António, 1950
Data 2009
Assunto: Boca, Saúde oral, Doente terminal, Enfermagem, Cuidados paliativos, Teses de mestrado
Descrição: Tese de mestrado, Cuidados Paliativos, 2010, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa
Documento em PDF
Autor: Serrano, Maria Fernanda Miranda Coelho, 1969-
Orientador: Botelho, Maria Antónia Rebelo, 1955 e Barbosa, António, 1950
Data 2009
Assunto: Boca, Saúde oral, Doente terminal, Enfermagem, Cuidados paliativos, Teses de mestrado
Descrição: Tese de mestrado, Cuidados Paliativos, 2010, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa
Documento em PDF
Etiquetas: teses
OE contra INEM
"O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), à revelia do parecer da Ordem dos Enfermeiros (OE), decidiu de forma unilateral e sem qualquer fundamento, afastar os enfermeiros dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).
A OE alertou, em devido tempo, para as consequências de tal decisão, pelos riscos que a mesma comportava para a segurança na prestação de cuidados, numa área tão sensível.
Aquando da tomada de decisão, o Dr. Manuel Pizarro, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde (SEAS), garantiu que, em caso algum, estaria comprometida a transmissão de dados clínicos e que estes seriam sempre validados, em tempo útil, pelo médico regulador presente no CODU.
Lamentavelmente, tal como prevíramos, têm acontecido diversas inconformidades na transmissão de dados clínicos e só a competência dos enfermeiros tem evitado situações com consequências mais sérias. Para além disso, tem vindo a instalar-se um clima de conflitualidade no momento da transmissão de dados clínicos que em nada concorre para um ambiente de confiança, absolutamente crucial, para a prestação de cuidados de emergência.
O INEM veio ontem, através da Circular Normativa nº 3/1010 – DEM, dar o dito por não dito, admitindo a transmissão de dados clínicos a profissionais não clínicos e, mais grave do que isso, admitindo que a resposta pode não ser imediata quando o médico regulador se encontrar ocupado. Tal determinação nega uma das determinantes básicas de qualquer sistema de emergência pré-hospitalar, justamente, a fluidez e celeridade da gestão da informação clínica veiculada.
Em bom rigor, estamos perante uma determinação do INEM que compromete o socorro e que, objectivamente, põe em causa a segurança na prestação de cuidados e a vida das vítimas.
A OE jamais se associará a situações como a descrita e responsabilizará quem de direito, face a qualquer evento adverso que daí possa advir.
Face ao que fica dito, a OE renova a totalidade da sua recomendação anterior, da qual destacamos:
1. Qualquer enfermeiro a exercer funções numa ambulância SIV, deve exigir que a passagem de dados clínicos seja efectuada ao pessoal clínico dos CODU, entendendo a OE que o registo dos dados transmitidos só pode ser efectuado por quem efectivamente os recebe;
2. Qualquer inconformidade, relacionada com esta matéria, deverá ser reportada à OE, utilizando para tal os contactos gerais e/ou o endereço electrónico eph@ordemenfermeiros.pt.
Decorrente das situações que elencámos acima, pedimos hoje mesmo uma audiência urgente à Sra. Ministra da Saúde, Dr.ª Ana Jorge, a quem solicitaremos, uma vez mais, o envio de dados regulares sobre o funcionamento dos meios do INEM para efeitos de monitorização, conforme tinha ficado acordado com o SEAS." link
Etiquetas: ordem dos enfermeiros
19 Julho 2010
Vagas em Medicina vão aumentar... e as de Enfermagem não vão diminuir?
fonte:ALERT® Saúde na Internet
Decisão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior O curso de Medicina poderá abrir, este ano, mais cem vagas, dado que o país precisa de mais médicos no Serviço Nacional de Saúde e a profissão não pode estar “reservada” aos profissionais que já fazem parte da carreira, avisou o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, citado pelo “Jornal de Notícias”.
“Se não precisássemos de mais médicos” não teriam de ser contratados clínicos estrangeiros, frisou o ministro, assegurando que nenhum português entenderia “se o Estado fizesse o mesmo de há 20 anos: proibir a entrada de estudantes para reservar a profissão para os que já lá estão”. E então pergunto: Se precisassemos de enfermeiros porque razão estão a emigrar (a ser contratados por hospitais estrangeiros?)
Por seu turno, o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, defendeu que, se não forem abertas vagas no internato, o acréscimo de lugares na licenciatura “é um desperdício”(já estão a magicar estratégias), mas o ministro garantiu ter “telefonado” de imediato à ministra da Saúde, Ana Jorge, que lhe terá assegurado não haver limitações no acesso ao internato.
Etiquetas: noticias
Transmissão pelos enfermeiros de dados clínicos para os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) na Emergência Pré-Hospitalar
Tendo em atenção a retirada dos enfermeiros dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), após decisão unilateral do Ministério da Saúde, e perante algumas situações anómalas já detectadas, a Ordem dos Enfermeiros (OE) entende emitir aos enfermeiros que actuam na emergência pré-hospitalar, em particular os enfermeiros que prestam funções nas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), as seguintes orientações:
Considerando, conforme o parecer do Conselho de Enfermagem n.º 1/2010, de 6 de Abril, sobre «Intervenção do Enfermeiro em Emergência Pré-hospitalar: a especificidade do contexto CODU e SIV´s», que:
1 – A especificidade do contexto CODU e SIV decorre do facto de ser «a situação clínica que determina a gestão dos meios e apenas profissionais clínicos podem ajuizar – e do seu juízo decorre a selecção e mobilização criteriosa dos meios e recursos necessários a cada caso. O acompanhamento e encaminhamento dos meios de socorro pré-hospitalar tem de contar com profissionais clínicos, pois a definição dos meios a envolver carece de avaliação clínica prévia.»
2 – «O CODU e as SIV estão directamente relacionados, porque cabe ao CODU a gestão e coordenação dos meios e esta é realizada com base no juízo clínico da situação.» «A melhoria do atendimento e da resposta em contexto de emergência pré-hospitalar, além da articulação de meios e coordenação de acções, requer uma boa avaliação clínica anterior, juízo que pode apenas ser realizado por profissionais clínicos. A resposta em tempo útil é, como é sabido, um dos preditores principais para a sobrevivência e a qualidade de vida após o acidente ou a doença súbita.»
Recomenda-se que:
1. Qualquer enfermeiro a exercer funções numa ambulância SIV exija que a passagem de dados clínicos seja efectuada ao pessoal clínico dos CODU, entendendo a OE que o registo dos dados transmitidos só pode ser efectuado por quem efectivamente os recebe;
2. Qualquer situação anómala, relacionada com esta matéria, deverá ser reportada à OE, utilizando para tal os contactos gerais e / ou o endereço electrónico eph@ordemenfermeiros.pt .
Reiteramos que, como é nosso dever, a Ordem dos Enfermeiros desenvolverá as intervenções necessárias em todas as situações atentatórias da dignidade da profissão ou que possam pôr em causa a qualidade e a segurança dos cuidados prestados aos cidadãos.
Etiquetas: ordem dos enfermeiros
16 Julho 2010
O remédio errado...
fonte: Casa do Enfermeiro
Qualquer um que trabalhe na Saúde sabe que a coisa corre mal, que o desnorte é total e as medidas avulsas, desligadas e inconsequentes. Portanto, impõe-se "cuidar" (e não "tratar") do Sistema de Saúde, se queremos que ele continue a existir no paradigma do acesso universal e da sustentabilidade integral. No mandato anterior o Governo iniciou algumas reformas, das quais a mais paradigmática terá sido a dos Cuidados de Saúde Primários. Depois, esta teve uma espécie de síncope, que mais se assemelhou a uma paragem cardíaca, tentando-se agora reanimá-la (link). No entanto, o Governo continua a não perceber porque é que as suas reformas não funcionam... Continua a achar que tudo se resume a consultas médicas e a medicamentos, que assim se resolverão os problemas de Saúde dos Portugueses. Não podia estar mais enganado.
Essencialmente, os Portugueses necessitam de cuidados de Enfermagem e de alguém que os acompanhe na gestão das suas doenças crónicas, área onde a Enfermagem reúne as condições para ter uma intervenção de excelência. Como se compreende, então, que para o grupo de coordenação estratégica da 2ª fase da reforma dos CSP o Ministério da Saúde tenha nomeado 6 médicos e 2 enfermeiros (link)? Já não falando da ausência de outros profissionais relevantes para o sucesso desta reforma, esta correlação dentro do grupo mostra bem o desfasamento que existe entre o planeamento central e a realidade e necessidades dos contextos comunitários onde a saúde "acontece". Estamos certos que serão elaborados documentos muito interessantes e realizadas conferências igualmente relevantes do ponto de vista conceptual, mas duvidamos que a Saúde dos Portugueses verifique melhorias. Sim, porque o facto de existirem mais médicos de família ou haverem mais consultas de medicina geral e familiar (com os respectivos incentivos financeiros de custo-utilidade duvidosa) não significam necessariamente uma melhoria objectiva do estado de saúde da população. O que coloca a questão: quais os parâmetros a serem utilizados na avaliação dos directores dos ACES (link)?
Mas também é verdade que a ignorância (ou esperteza) que grassa em muitos dos meios de comunicação social contribui para esta interpretação errónea e dissociada entre as necessidades do Sistema de Saúde e as soluções propostas. Senão vejamos esta notícia sobre a reforma dos hospitais (outra grande reforma da Saúde que vai redondar num flop?) (link). Mais uma vez nomeia-se uma comissão, presidida por um médico (de Saúde Pública, para a reforma dos hospitais!!!), que propõe um novo modelo de governação hospitalar "que integra os gestores tradicionais, mas também médicos e a comunidade, que passam a reequilibrar o sistema". Afirma ainda que "a produção não chega, e por isso soma-se a qualidade dos cuidados, tendo em conta as necessidades actuais - doenças crónicas e continuidade dos tratamentos a cada pessoa". Ou seja, os enfermeiros não interessam para, e pelos vistos nem devem, participar na governação dos hospitais, mas a qualidade, a gestão das doenças crónicas e a continuidade dos cuidados (áreas nas quais é sobejamente conhecido o papel e relevância dos enfermeiros, até porque muitos médicos têm aversão a qualquer protocolo orientado para a qualidade - dizem que atenta contra a sua autonomia) devem ser pilares centrais da reforma. Mas esta gente é esquizofrénica ou tem apenas sede de estatuto e poder?
Sem dúvida que estas duas reformas colocam desafios aos enfermeiros e à própria Enfermagem enquanto construto conceptual, pelo que se impõe fazermo-nos ouvir e defender o nosso papel e espaço de intervenção, evidenciando o que fazemos bem e de que forma isso contribui para ganhos em saúde da população. Isto porque, definitivamente, a medicalização do Sistema de Saúde é um "medicamento" cujo efeito iatrogénico irá acabar por matá-lo (pelo menos já deu cabo da sua sustentabilidade financeira...).
Etiquetas: opinião
13 Julho 2010
Isto é que vai uma crise...
fonte: SaudeSA
Portugal, um dos países da OCDE com maiores gastos em medicamentos (2,2% do PIB), teima em conseguir uma quota de genéricos decente. No nosso país, a quota de mercado não chega aos 20 por cento, enquanto a média europeia é superior a 50 por cento.
Fundamentalmente, isto resulta da incapacidade do Governo em impor a obrigatoriedade da prescrição por DCI de forma a permitir a dispensa do medicamento mais barato (genérico) pelas farmácias comunitárias.
Um estudo recente da Cefar, concluiu que por farmácia, em média, no ano de 2009, foram prescritos:
• 9,9% medicamentos apenas por DCI.
• 51,0% medicamentos por marca com autorização de substituição;
• 39,1% de medicamentos por marca sem autorização de substituição.
Face a esta e outras situações bem conhecidas, enquanto não houver coragem por parte do governo, vamos continuar a enfrentar a crise a poupar no farelo.
Etiquetas: opinião
09 Julho 2010
Catástrofe humanitária no Haiti, relato da Enfermeira Isabel Ferreira
fonte: COGITARE EM SAÚDE
Um bem Haja Enfª Isabel. Tive o privilégio de te conhecer pessoalmente. Concerteza isto é uma excelente experiência para a VIDA. Desejo-te a maiores felicidades. Enfº Fábio Gonçalves
Etiquetas: experiências pessoais, vida real
03 Julho 2010
"Morte e cuidar em ambiente hospitalar : como lidar com a morte do outro"
fonte: SInBAD
autor Lopes, Ana Carina dos Santos
orientador Rodrigues, Manuel Fernando Ferreira
data 2010
Ver Tese de Mestrado
Etiquetas: teses
Qualidade do 112 está em risco sem enfermeiros
fonte: DN
Profissionais admitem abandonar serviço antes do fim de Julho
A Ordem dos Enfermeiros garante que a qualidade global do serviço prestado pelos quatro centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) vai diminuir com a saída, no final de Julho, dos cerca de 90 enfermeiros que trabalham no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado da Saúde e tem o apoio do presidente do instituto e da Ordem dos Médicos.
Entre os enfermeiros afectados pela decisão, que não implica despedimentos pois a maioria trabalha em hospitais, o clima é de tensão, até pelo acumular de indecisões sobre a sua permanência no INEM nos últimos meses. Um enfermeiros do CODU confidenciou que os profissionais estão "numa situação insustentável e que os enfermeiros externos não recebem há seis meses".
Após a tutela ter anunciado que só continuariam no serviço até final de Julho a revolta aumentou. "Se não estamos a ser pagos então mais vale acabar já", frisa a mesma fonte, assegurando ser esse o entendimento, pelo menos, dos enfermeiros do CODU Centro e do de Lisboa e Vale do Tejo/Alentejo.
No serviço os enfermeiros prestam apoio às equipas de emergência no terreno recebendo e validando os dados da urgência e fazendo o encaminhamento para a unidade clínica mais próxima e adequada. "Fazem ainda o acompanhamento do protocolo até ao hospital, além de prestarem apoio nas vias verdes do AVC e Coronária", explica o mesmo enfermeiro.
Júlio Branco, do conselho directivo da Ordem dos Enfermeiros (OE), faz "uma avaliação muito negativa da decisão" e lembra que tinha sido assumido pela tutela que "não haveria decisões sem ser feita a avaliação exaustiva do serviço prestado pelos enfermeiros no CODU". O que não aconteceu. "Estamos perante critérios políticos e economicistas que não são aceitáveis", diz Júlio Branco. "A qualidade global do serviço vai diminuir", garante, adiantando que vão ser dadas instruções aos enfermeiros que trabalham nas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida para "transmitirem os dados clínicos apenas aos médicos e que relatem à OE todos os problemas".
Apesar desta oposição, a decisão da tutela conta com o apoio do presidente do INEM e do bastonário da Ordem dos Médicos. Para Pedro Nunes não faz sentido que sejam os enfermeiros a tomar decisões sobre situações que serão os médicos a tratar. "Vai haver em breve um número grande de médicos que permitirá assegurar o serviço no CODU", diz. E não vê "qualquer perigo para os utentes."
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