29 Junho 2010

Médicos consideram que saída dos enfermeiros do CODU é um «erro»

O Governo decidiu dispensar os enfermeiros dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU). O presidente da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência considera a decisão é um «erro».

«A nossa preocupação vai no sentido de se poder iniciar uma tendência de, efectivamente, reduzir, o papel dos enfermeiros no pré-hospitalar», afirmou Vítor Almeida, em declarações à TSF.

O responsável sublinhou que em «teoria», a última palavra vai ser sempre dos médicos.

E se recusarmos a transmissão de dados clínicos aos TOT

imagem de: Cogitare em Saúde
opinião de Pedro Frias

A vergonha continua. O INEM está à deriva e não há quem agarre no leme e ponha ordem na casa. É cada cabeça a sua sentença. A Ministra diz não ter certezas e o Secretário de Estado parece que já as tem todas, mesmo que as suas certezas tenham sido contrariadas na maioria dos pareceres que foram remetidos sobre o Plano Estratégico de Recursos Humanos para a Emergência Pré-Hospitalar. A saída dos enfermeiros do CODU terá, como todos sabemos, graves prejuízos para a emergência pré-hospitalar em Portugal e para os cidadãos que dela necessitarem. Trata-se apenas de mais uma medida cega e indiscriminada de contenção de despesas que não é sustentada em nada, e quando digo nada refiro-me à inexistência de qualquer estudo ou outra qualquer evidência. Aliás, existem até documentos onde as Delegações Regionais assumem que a presença dos enfermeiros nos CODU´s são uma mais valia.

Era bom que o comum cidadão soubesse qual a pertinência de existirem enfermeiros nos CODU´s, que não estamos lá para fazer figura de corpo presente mas sim para transformar dados empíricos em dados clínicos e direccionar para o local o meio mais adequado à situação identificada. Poderão os técnicos operadores de telecomunicações (TOT´s) fazer isto e substituir os enfermeiros??? NUNCA. Apenas um exemplo… Os nossos colegas que lá trabalham sabem e têm dados que lhes permitem demonstrar o que foi o (mau) funcionamento da linha verde AVC quando existiram turnos em que a presença dos enfermeiros não esteve assegurada.

Para mim a solução, se se vier a concretizar a saída dos enfermeiros dos CODU´s, passa pela recusa dos enfermeiros em transmitirem dados clínicos a outros profissionais que não estejam integrados em carreiras de prestadores de cuidados de saúde.

Enfermeiros deixam de integrar equipas do CODU no fim do mês

fonte: PUBLICO.PT

O Ministério da Saúde informou a Ordem dos Enfermeiros que estes profissionais de saúde deixarão de prestar serviço nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes(CODU) a partir do final de Julho, anunciou a estrutura de classe.

A decisão foi comunicada durante uma reunião entre o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, e a Ordem dos Enfermeiros, no âmbito da discussão do Plano Estratégico de Recursos Humanos de Emergência Pré-hospitalar.

“Foi-nos comunicado de uma forma completamente unilateral que não haverá enfermeiros nos CODU a partir do final de Julho. Isto representa um empobrecimento na saúde. Qualquer situação que venha a ocorrer será da responsabilidade do Ministério da Saúde e nunca dos enfermeiros”, sublinhou à agência Lusa a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Maria Augusta Sousa.

Também em declarações à Lusa, Júlio Branco, do conselho directivo da Ordem, referiu que os enfermeiros estão insatisfeitos com a decisão do Governo, uma vez que, no seu entender, “não foram prestadas quaisquer justificações”.

“Já sabíamos há muito da intenção do Governo, mas esperávamos que só tomassem uma decisão depois de fazer uma avaliação rigorosa da actividade dos enfermeiros no CODU. Não honraram o compromisso e tomaram uma decisão não fundamentada. Estamos preocupados porque vai diminuir a qualidade do acompanhamento dos meios de socorro no terreno”, alertou.

Os Centros de Orientação de Doentes Urgentes são centrais de emergência médica responsáveis pela medicalização do número europeu de emergência 112.

Os pedidos de socorro efectuados através do 112, que digam respeito a situações de urgência ou emergência médica, são transferidos para um dos quatro CODU (Lisboa, Porto, Coimbra e Faro), estruturas integradas na orgânica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Compete aos CODU “atender e avaliar no mais curto espaço de tempo os pedidos de socorro recebidos, com o objetivo de determinar os recursos necessários e adequados a cada caso”, segundo o INEM.

O Erro de "Casting" da Enfermagem em Portugal


A meu ver, a turbulência que se vive nessa classe deve-se a um equívoco. E o equívoco começou com o aparentemente inofensivo Tratado de Bolonha. Passou a exigir-se-lhes licenciatura, prolongou-se o curso, exigiram-se formação aos bacharelados, criaram-se especialidades, alimentaram-se expectativas. Agora admiram-se que a nova licenciatura exija ser reconhecida (e já agora paga) como tal? Admiram-se que, enquanto licenciados (e especialistas), os enfermeiros estejam a requerer mais competências, relativamente às que tinham dantes?

O tratamento global do doente é competência da ciência "Medicina". Não me interpretem mal, há muita gente comichosa no meio, e por isso passo a explicar. É natural que todo aquele que tem brio em profissões de saúde, que lidam directamente com o doente, procure aproximar-se ao máximo daquilo que poderemos designar como "competência médica". E os enfermeiros são os mais próximos dos médicos nessa "competência". Criam-se cursos, põem-se os profissionais lado a lado, nem que seja à custa de uma formação de 2 semanas mal contadas no caso das VMER's, e, repito, surge a confusão no espírito de certas almas que vêem nisso a evidência de equivalência, ou pelo menos de aparentar de competências.

E daí a querer-se prescrever, e querer-se diagnosticar, vai um passo, não se explicando bem o que se entende por isso, se de facto uma prescrição ou um diagnóstico tal como levei muitos anos a aprender fazer (em formação pré e, sobretudo, pós-graduada), ou se de seguimento autónomo de protocolos simples (do tipo: tem febre: paracetamol 1g se não houver evidência de contra-indicação) e preenchimento padronizado de programas informáticos (tipo "Manchester", com diagnóstico de sintomas, o mesmo é dizer, com registo da queixa do doente e seu agrupamento mais ou menos tosco em grupos nosológicos que se destinam a triagem de prioridades).

Muita confusão reina por aí, e quem anda no meio também não foge à regra.
Ou seja, o "erro de Casting" (do título), ou o equívoco, é que os enfermeiros que realmente são precisos hoje são os mesmos que se precisavam dantes (aqueles do bacharelato). Sem mais competências (ainda que se possam obviamente optimizar muitas delas), para além das que sempre tiveram, e que são muitas e necessárias (correndo o risco de ficar orfãs, nos tempos que correm, ou nas mãos de pessoas sem formação adequada).

Não é preciso "inventar" médicos alternativos, ou semi-médicos. Já há um curso para "clássicos", com formação pós-graduada e tudo, e que julgo ser bastante bom. Mas enfim, é o que dá fazerem-se "reformas" inúteis, sem se medirem as consequências. Agora, vão ter que lidar com elas, os senhores governantes.

Quem já está a perder com isso tudo são os enfermeiros. Mas quem vai ficar a perder no final é o doente, pelos motivos aflorados supra.

Agulhas vitimam 1900 enfermeiros

Por: Cristina Serra
fonte: Correio da Manhã

Média de 13 acidentes de trabalho por dia. Há casos de Hepatite B e Sida. Na última década quase duplicaram os acidentes com os profissionais. Em 2007 houve 5063 incidentes que levaram à perda de 52 mil dias de trabalho.

Os enfermeiros são as maiores vítimas de acidentes de trabalho no sector da Saúde e a principal acção causadora de acidente é a picada de agulha. Há dois anos, 1991 profissionais foram picados. Estas são as conclusões do último Relatório de Acidentes de Trabalho, do Ministério da Saúde.

O documento revela que, em 2007, registaram-se 5063 acidentes de trabalho, o que dá uma média de 13 acidentes por dia, dos quais 1632 foram picadas de agulha. Perderam-se, nesse ano, um total de 52 702 dias de trabalho devido a ausência por doença.

Há casos de enfermeiros que foram contaminados pelos vírus da sida ou da hepatite B após a picada de agulha ou corte com ferramenta ou utensílio e posterior contacto directo com um doente.

Segundo o relatório, os hospitais foram as unidades com maior número de acidentes de trabalho (4593), em especial nos internamentos e nos Serviços de Urgência.

O número de acidentes de trabalho nos hospitais e centros de saúde quase duplicou na última década, registando-se 3042 acidentes em 1997, enquanto em 2007 esse número atingiu os 5063.

No total, o mês de Março é o que regista maior número de acidentes (463), sendo o dia da semana mais atingido a segunda-feira (925) e o período horário mais afectado o das 08h00 às 12h00 (1734).

Guadalupe Simões, vice-coordenadora nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) afirmou ao CM que este tipo de acidentes só tenderá a aumentar.

'As picadas ocorrem não por descuido, mas por falta de recursos. O ministério tenta manter a qualidade dos cuidados com menos custos e não admite mais profissionais, mais enfermeiros, obrigando a mais horas e sujeitando o profissional e o doente a um maior risco de acidente.'

Segundo a responsável, 'perante a falta de 25 mil enfermeiros nos hospitais e de cinco mil nos centros de saúde, não se pode pedir mais aos enfermeiros'. 'Em média, cada um faz o trabalho de dois profissionais', diz.



APONTAMENTOS
MÉDICOS EM 3.º LUGAR

Os médicos ocupam a terceira posição dos profissionais mais afectados pelos acidentes de trabalho, com 571 casos. Em primeiro estão os funcionários dos serviços gerais, com 1541 acidentes.

INCAPACIDADES

A maioria dos acidentes não provocou qualquer tipo de incapacidade. No entanto, houve um elevado número de incapacidade temporária (1581 casos) e doenças crónicas.

ERRO AUMENTA COM MUDANÇAS NA ORGANIZAÇÃO

O Relatório dos Acidentes de Trabalho constata que 'as profundas mudanças na organização dos processos de trabalho, visando o aumento da produtividade, flexibilidade e redução de custos nem sempre vêm acompanhadas das melhorias das condições de trabalho'. Assim, a percepção das incapacidades e limitações para terminar as tarefas dentro dos prazos gera um ambiente de stress e conduz, por vezes, a um desempenho profissional deficiente, aumentando as possibilidades de erro e a ocorrência de acidentes.

27 Junho 2010

Tabela de Composição dos Alimentos


25 Junho 2010

"Avaliação nutricional em idosos cronicamente acamados"

fonte: SInBAD
autor Gomes, Fátima Maria de Oliveira
orientador Verísssimo, Manuel Teixeira Marques
data 2008

Ver Dissertação de mestrado

"HOPE+ : dispositivos móveis na avaliação de doentes em enfermagem"

autor: Veiga, Ivo Gonçalves da
orientador: Cunha, João Paulo; Oliveira, Ilídio Fernando de Castro
data: 2008
fonte: Sinbad

Ver Tese de Mestrado

INEM bonito por fora... e por dentro???


O INEM renovou a sua webpage. Mudanças de Imagem? Será que esta alteração também se traduzirá na estrutura e organização interna que até agora tem deixado muito a desejar?

23 Junho 2010

Quanto valem os nossos orgãos?

fonte: chacha.com

Pedido de apoio à OE e Sindicatos

Venho desta forma actualizar a Ordem dos Enfermeiros e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses da situação dos Enfermeiros na Delegação Regional de Lisboa do Instituto Nacional de Emergencia Médica.

Mando este mail com conhecimento de todos os Enfermeiros envolvidos assim como de outros colegas que têm acompanhado todo o processo ou poderão ajudar-nos.


CODU:
Actualmente existem 21 Enfermeiros a assegurar a escala de CODU mas a maioria faz apenas 1 a 3 turnos mensais. Sendo o CODU um 'duplo', os Enfermeiros têm de dar resposta ao seu local principal de trabalho e, nesta altura do ano, a necessidade de realizar turnos extras nos hospitais é acrescida. Além disso, todos os Enfermeiros CODU exercem cuidados em VMER's ou SIV's (sendo esta experiência hospitalar e pré-hospitalar que lhes confere competências para prestação de cuidados no CODU). Como tal, as disponibilidades são reduzidas.

As disponibilidades e motivação do grupo têm vindo a decrescer. PORQUÊ? porque continuamos sem estar regulamentados, porque continuamos sem saber como será o mês seguinte, porque nos sentimos abandonados e porque os Enfermeiros CODU externos (a recibos verdes) estão sem receber há 6 meses. 6 meses!! ou seja, este ano ainda não receberam.
Ora, se os operadores, médicos e psicólogos, quer internos quer externos, recebem mensalmente, porque não recebem os Enfermeiros??

Teremos nós, classe profisional diferenciada e única na prestação de cuidados que efectuar voluntariado num instituto publico e ainda estar sujeita a toda esta instabilidade??

O grupo está actualmente a ponderar a continuidade da nossa presença no CODU Lisboa e como tal, em nome do grupo, peço-vos ajuda para exercer a devida pressão no sentido da nossa regulamentação, estabilidade e pagamento de honorários.

Acrescido a isto, existe um grupo de pelo menos 16 Enfermeiros já formados desde o início do ano para exercer cuidados de Enfermagem no CODU Lisboa mas que ainda não ingressaram a escala. A permissão da sua entrada permitiria assegurar a operacionalidade a 100% além de motivar os actuais elementos do grupo.

Porque não ingressaram a escala?? Até Maio não foi autorizado pelo CD não sendo fonecido qualquer justificação plausível visto os gastos mensais do INEM não se alterarem com a entrada de novos elementos. Os Enfermeiros recebem por turno efectuado, sendo o valor igual de manhã, tarde, noite, semana ou fim de semana. Quando explicado ao CD a possibilidade de INOP's por dificuldade em assegurar a escala a resposta foi sempre a mesma :'Se fica inop, ficou'

Se bem me recordo, a tutela deu indicação expressa para a manutenção dos Enfermeiros no CODU...
Em Junho, foi autorizada a ingressão dos Enfermeiros novos na escala mas concomitantemente afirmado que: 'podem vir à vontade, não garantimos é que sejam pagos'!! Dito isto, fácil é perceber porque continuamos os mesmos (poucos) resistentes a assegurar a escala mensal de CODU Enfermeiros em Lisboa.


SIV's:
A DRL tem 4 ambulâncias SIV. Sendo que para assegurar a operacionalidade destes meios 24h/dia, seriam necessários 5,5 a 6 Enfermeiros em cada SIV. 24 Enfermeiros????Isso queríamos nós! ... são só mesmo 10!!!!

Além dos sucessivos atrasos nos pagamentos das horas extra e de qualidade, sendo mensalmente necessário exercer pressão no DRH para resolução de algumas situações (estando ainda expostos a respostas da Dª Anabela Veríssimo - directora dos recursos humanos - 'eu sei que estamos em dívida mas têm que se aguentar') os Enfermeiros SIV estão a ficar esgotados!!!

Exemplificando, no próximo mês, em 4 ambulâncias SIV existirão 127 turnos que, ao serem assegurados, serão em horas extraordinárias! Isto perfaz um total de 1524 horas!! Sim, não me enganei, 1524h e isto porque não se encontra (felizmente) nenhum Enfermeiro de férias.

Questiono-vos até quando conseguiremos aguentar?? O CD do INEM fala em abrir concurso mas nada se vê!! A Srª Ministra diz que o INEM funciona bem...

Não sabemos que mais fazer, não aguentamos mais e não conseguiremos garantir a operacionalidade destes meios, quer CODU, quer SIV's.

Apelo-vos para que nos auxiliem pois as nossas competências como Enfermeiros de Cuidados Gerais fazem de nós os profissionais mais qualificados para realizar acompanhamento de meios no CODU assim como para prestar cuidados directos ao doente crítico segundo protocolos com validação médica. A nossa formação académica, a nossa experiência hospitalar e pré-hospitalar, o nosso investimento pessoal em auto-formação e formação certificada, a nossa capacidade de aplicar um processo de Enfermagem e prestar cuidados holísticos e individualizados ao doente/família independentemente da sua circunstância, a nossa sensibilidade/juízo clínico, a nossa competência pedagógica e o nosso conhecimento de todo o SNS tornam-nos pilares fundamentais para o bom (ou menos mau) funcionamento da emergência pré-hospitalar em Portugal.

Os senhores ocupam cargos distintos em instituições que existem porque pessoas como nós acreditam na nossa Classe e têm brio na sua prestação de cuidados. Não permitam o deterioramento da qualidade a que os nossos doentes têm direito. Não permitam que os Enfermeiros CODU e os Enfermeiros SIV terminem.

Com os melhores cumprimentos.
Em nome dos Enfermeiros CODU e Enfermeiros SIV da DRL do INEM

Debate na AR. MS trata enfermeiros abaixo daquilo que trata outros profissionais com menos responsabilidade...

21 Junho 2010

Jornal do Centro de Saúde - Maio 2010


Jornal do Centro de Saúde

20 Junho 2010

"Relação supervisiva no processo de morte em pediatria : ajudar os que ajudam a lidar com a morte de uma criança"

autor: Campos, Cátia Filipa Guedes de

A Morte é o maior mistério da vida, o que mais nos faz pensar no sentido da nossa existência. Na área da saúde este tema é bastante contraditório uma vez que os enfermeiros são formados para cuidar. Embora cuidar seja também preparar para a morte, subentende-se que seja tão-somente promover a vida. Quando a criança é o nosso foco principal da morte, o tema torna-se ainda mais conflituoso e marcante uma vez que contraria o desenvolvimento de todo o ciclo vital, que pressupõe que todos nascemos, crescemos, tornamo-nos adultos e morremos. A realidade é que os enfermeiros são os profissionais de saúde que passam mais tempo a cuidar de doentes que caminham para a morte, e sentem-se ansiosos, desconfortáveis e constrangidos, vendo-se muitas vezes forçados a distanciarem-se dos pacientes que se encontram a morrer. Consideramos como objectivo principal deste estudo compreender de que forma a supervisão pode contribuir para o desenvolvimento de competências para lidar com a morte de uma criança. É um estudo de natureza correlacional descritiva em que a abordagem metodológica utilizada é quantitativa. Foram aplicados questionários a 204 alunos de quatro Escolas Superiores de Enfermagem de diferentes zonas do país, e a 66 enfermeiros dos Hospitais de Aveiro e Pediátrico de Coimbra, sendo que a amostra é maioritariamente feminina. Os resultados obtidos permitiram concluir que os estudantes de enfermagem e os enfermeiros são pouco ansiosos, sendo que os estudantes têm um nível de ansiedade mais elevado do que os profissionais. Verificamos também que não existem diferenças estatisticamente significativas entre enfermeiros e estudantes de enfermagem relativamente à valorização da supervisão clínica no desenvolvimento de competências para lidar com a morte de uma criança. Concluímos igualmente que são os enfermeiros que têm mais medo e preocupação em relação à morte do que os estudantes de enfermagem. Consideramos ser pertinente um maior investimento na formação inicial dos enfermeiros, para que futuramente, a competência e confiança na prestação de cuidados, a doentes que se encontram em fim de vida, possa ser enriquecido e facilitado. Acreditamos também, que a aposta em acções de formação, ou mesmo reuniões, para a partilha informal de experiências vividas e sentidas no quotidiano profissional dos enfermeiros, constituem um determinante contributo, não só para a carreira profissional como também para a formação de carácter e personalidade do enfermeiro.

Não desistimos....

19 Junho 2010

A Formação em enfermagem. Que conhecimento? Que contextos? Um estudo etno-sociológico

fonte: http://hdl.handle.net/10400.15/90

Tese de Mestrado
Repositório Científico do IP de Santarém


Temas abordados
- A FORMAÇÃO DE ENFERMEIROS EM PORTUGAL NAS ÚLTIMAS 5 DÉCADAS
- O(s) modelo(s) de formação em enfermagem
- A AUTONOMIZAÇÃO DO DOMÍNIO DA ACTIVIDADE DE ENFER-MAGEM
- A ORGANIZAÇÃO COMO CONTEXTO DE FORMAÇÃO/ SOCIA-LIZAÇÃO

Entre preparar enfermeiros e educar em enfermagem. Uma transição inacabada 1950-2003. Um contributo socio-historico.

fonte: http://hdl.handle.net/10400.15/92

Repositório Científico do IP de Santarém
Tese de Doutoramento

18 Junho 2010

Desenvolvimento de competências dos enfermeiros

fonte: http://hdl.handle.net/10400.15/91

Repositório Científico do IP de Santarém -
Tese de Doutoramento
Apresentação

A INÚTIL"(professora) escreveu a Miguel Sousa Tavares..... mas podia ter sido um enfermeiro

Por acaso é uma Professora a responder, mas podia ser um Enfermeiro quando MSTavares escreveu sobre os Enfermeiros.....

Sobre os Professores

É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou 'os professores os inúteis mais bem pagos deste país.' Espantar-me-ia uma afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui aluna, logo de 'inúteis', como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de forma diferente para estar de acordo com o sistema?

O senhor tem filhos? - a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam, teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes que 'são os inúteis mais bem pagos do país.'? Não me parece... Estudam os seus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura! Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que os professores 'inúteis' são obrigados a atribuir. A alarvidade que escreveu, além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à educação e ao ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento de causa. Sei que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso não emito julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a professora explique de novo?

Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum dos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou a escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler, com atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que não. É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.

Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que 'os jogadores de futebol são os inúteis mais bem pagos do país.'? Alguma vez lhe ocorreu escrever que há dirigentes desportivos que 'são os inúteis' mais protegidos do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os advogados 'são os inúteis mais bem pagos do país'? Ou os políticos? Não, acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados.
Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do (falso) sucesso para posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos, 'os inúteis mais bem pagos do país', que se arvoram em salvadores da pátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.

Assim sendo, Sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha é bem necessária antes de 'escrevinhar' alarvices sobre quem dá a este país, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si, democracia deve ser estar do lado de quem convém.

Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina um texto da sua sábia mãe:'Perdoai-lhes, Senhor Porque eles sabem o que fazem.'

Ana Maria Gomes
Escola Secundária de Barcelos

Sindicatos divididos? Por favor...primeiro entendam-se e definam estratégias comuns...

fonte: DN
por AMADEU ARAÚJO

Greve de hoje vai tem a adesão do SEP, que não é acompanhado pelas outras estruturas. Impacto nos serviços é uma incógnita.

Os enfermeiros param hoje pela terceira vez desde Janeiro, mas a classe está dividida. O maior sindicato, o dos Enfermeiros Portugueses (SEP), marcou a paralisação contra o encerramento das negociações pelo Ministério da Saúde, mas nem o Sindicatos Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) nem o dos Enfermeiros do Norte (SEN) alinham no protesto.

"Não sabemos qual será a adesão. Não temos qualquer expectativa. É uma incógnita", reconheceu a dirigente do SEP, Guadalupe Simões. "A revolta nos enfermeiros é grande, mas é possível que muitos não queiram fazer greve", admite. O SEP justificou a paralisação com a "falta de acordo com o Ministério da Saúde e a não aceitação da proposta de aumentos faseados para os profissionais que ingressam na profissão". O SEP defende que o salário base, em início de carreira, comece nos 1510 euros, e estava disposto a conseguir esse ganho de forma faseada "em três anos". Proposta que o Ministério não aceitou pelo que o SEP decidiu "protestar pela interrupção das negociações".

Já o SIPE não vai aderir ao protesto e insiste na "via negocial", adiantou o presidente. Fernando Correia esclareceu que "não é possível acompanhar esta greve porque o SEP aproximou as propostas salariais das do Governo e isso afastou muitos profissionais".

O dirigente esclareceu que "o essencial é o reconhecimento da especificidade da profissão e o tratamento equitativo com outras profissões de formação académica do mesmo nível". E defendeu "uma grelha salarial compatível com o da actividade médica, visto os níveis de responsabilidade serem simétricos".

Fernando Correia alertou para o desgaste deste novo protesto da classe. E lembra "as consequências do aproveitamento da capacidade de luta dos enfermeiros que, pela sua repetição, resulta em fracasso por não se atingirem os objectivos preconizados".

Fernando Correia, que não põe de parte "formas de luta bem diferentes das habituais", quer "manter aberta a via negocial concreta e eficaz para conseguir dar resposta às reivindicações". O SEN, que com o SIPE compõe a Federação dos Sindicatos de Enfermagem, também se demarcou da greve.

Na quarta-feira, o Ministério encerrou as negociações e manteve a proposta de aumento para os que entram na carreira, dos 1000 para 1200 euros até 2012.

16 Junho 2010

Merece consequências políticas: Ana Jorge e Companhia

Acabou a negociação da Carreira e os enfermeiros (excepto chefes e supervisores) ficam sem obter os ganhos significativos como seria de esperars e tinha sido prometido quando se instituiu a licenciatura em Enfermagem como formação de base. Outras matérias ficaram por negociar. A desigualdade e discriminação em relação aos técnicos superiores do SNS vão manter-se nos próximos anos. Sejamos honestos, é preciso admitir que saímos derrotados apesar da mobilização que foi conseguida nas últimas greves e manifestações.

O problema é político pois a tutela não terá a mesma linha de negociação com respeito a outras classes profissionais com representação e influência política dentro do Ministério da Saúde, e que lhes estão prometidos aumentos na ordem dos 100 milhões de euros em 2011. Portanto o tratamento do MS é discriminatório. Seria necessário ter enfermeiros em cargos de destaque no Ministério da Saúde para haver uma visão política real do que é a profissão de Enfermagem. Quanto tempo mais iremos esperar? Teria sido benéfico acabar com a visão antiquada e obsoleta da divisão do trabalho e responsabilidades das classes profissionais na saúde. Terminou a expectativa de ver a Enfermagem reconhecida e dignificada no SNS.

Será redutor falar apenas nas (in)consequências remuneratórias inerentes a esta negociação que agora acaba. Contudo há esta matéria foi central em todo o processo. Agora ficou claro que a licenciatura que custou tempo e dinheiro aos enfermeiros não irá ter a merecida compensação económica pelo acréscimo de competências. Os rácios para enfermeiro principal provavelmente nunca irão ultrapassar nas instituições, o mínimo agora estipulado (10%). A formação de especialidade não irá dar progressão imediata de escalão. Confirma-se derrota dos enfermeiros e do seu sistema de formação de base e especializada, tal e qual o conhecemos. Qual a motivação para investir tempo e dinheiro em mais formação contínua e de especialidade? Fica o mote para o debate

O Ministério conseguiu! Acabou o sonho e floresce em paralelo a revolta e a desmotivação...daqueles que efectivamente prestam cuidados de saúde fundamentais aos cidadãos!

A administração do Forumenfermagem.org

15 Junho 2010

American Nurse Salary


"There are more than 200,000 registered nurses in America and 60 percent of them are employed by hospitals across the nation. According to the Bureau of Labor Statistics, the average annual salary of registered nurses was USD 62,000 annually. 50 percent of such nurses earned between USD 51,000 to USD 76,000 while the highest 10 percent earned more than USD 92,000 annually."

E em Portugal só nos querem dar 1200 euros/mês, ou nem isso....

Enfermeiros mantêm manifestação e greve

por HELDER ROBALO
fonte: DN

Cedências feitas do Ministério da Saúde não agradam a sindicato, que mantém protesto de sexta-feira. INEM pode sofrer alterações

Os enfermeiros portugueses vão mesmo avançar com a greve e manifestação em Lisboa agendada para a próxima sexta-feira, depois de a reunião de ontem com o Ministério da Saúde se ter revelado infrutífera. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) desconvocou a greve agendada para hoje, amanhã e quinta-feira, mas, segundo Guadalupe Simões, do SEP, "apenas para não pedir sacrifícios desnecessários aos associados", uma vez que a tutela deu ontem como concluídas as negociações.

Segundo Guadalupe Simões, "o ministério deu por concluído o processo negocial, não se aproximando das posições do sindicato". Os enfermeiros queriam situar o salário em início de carreira nos 1510 euros, mas, na proposta apresentada ao ministério defendiam que o acerto fosse feito em três anos, face ao actual cenário de crise.

Segundo o SEP, a tutela "não se aproximou destas posições". Guadalupe Simões diz que as únicas cedências do Governo - que o DN tentou ouvir sem sucesso - foram ao nível do "início da carreira de enfermeiro principal que passou da posição remuneratória 48 para a 49". Além disso, a tutela "aproximou posições no que se refere aos rácios de enfermeiros que podem atingir a categoria de enfermeiro principal", bem como assumiu novos compromissos "em relação à avaliação de desempenho".

Admitindo que os enfermeiros se sentem defraudados com o desfecho, o SEP desmarcou a greve prevista para hoje, amanhã e quinta-feira. "Já que o ministério deu por terminadas as negociações não podemos pedir mais sacrifícios aos enfermeiros", explicou a sindicalista. Apelando, porém, "à mobilização para a manifestação em Lisboa na próxima sexta-feira, bem como para a greve marcada para esse dia".

O presidente do INEM admite que estão a ser ponderadas mudanças nos actuais meios de socorro, não descartando a hipótese de suspender ou fechar serviços. "Pode haver necessidade não só de relocalizar alguns meios, como também alterar os horários de funcionamento de outros ou até suspender e encerrar outros", disse Abílio Gomes à TSF. Uma declaração feita depois do alerta do SEP para a "situação caótica" do INEM. O SEP diz que a grave carência de enfermeiros levará a que, em Junho, "alguns meios [estejam] inoperacionais, nomeadamente as ambulâncias de Suporte Imediato de Vida que funcionam em Moura e Elvas".

Ministra acredita num «entendimento» com os enfermeiros

A ministra da Saúde, Ana Jorge, admitiu hoje “acreditar ser possível chegar a um entendimento” com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que mantêm convocada uma manifestação nacional para os próximos dias.

Em declarações à agência Lusa, à margem das comemorações nacionais do Dia Mundial do Doador de Sangue, este ano a decorrer em Tramagal, Abrantes, Ana Jorge afirmou que o Ministério que tutela não apresenta propostas “inflexíveis”, adiantando estar sempre disponível para negociar “tendo em atenção o período difícil que se vive e aquilo que o Governo quer fazer, em termos de reconhecimento da importância da enfermagem”.

A governante, que chegou esta manhã de Buenos Aires, Argentina, afirmou à Lusa que da reunião de trabalho que decorreu na semana passada “resultaram alguns avanços”, tendo acrescentado “acreditar” ser possível chegar a um entendimento com os responsáveis do Sindicato dos Enfermeiros, na reunião agendada para segunda feira.

Em causa estão questões como a avaliação de desempenho, acordo coletivo de trabalho, regulamentação da carreira e grelhas salariais.

12 Junho 2010

Médicos aceitam congelar os salários este ano

fonte: DNPORTUGAL
por DIANA MENDES

Após meses de contestação, tutela e sindicatos adiaram a discussão das grelhas salariais por causa da crise. Ao que tudo indica, reinício da negociação não será antes de 2011.

Os médicos aceitaram congelar as negociações das tabelas salariais com o Ministério da Saúde devido à situação de crise financeira que o País atravessa, o que significa que há grande probabilidade de o acordo só chegar em 2011. Durante seis meses, os sindicatos contestaram a ausência de uma proposta de grelha salarial, mas assumem agora que "houve um entendimento tácito neste congelamento, perante as medidas de contenção financeira anunciadas", refere ao DN Paulo Simões, do Sindicato Independente dos Médicos (SIM).
O acordo, assumido nas últimas reuniões da negociação das carreiras médicas, não prevê a exclusão de aumentos salariais. "Ninguém tem interesse em deixar cair as tabelas. Para os médicos há interesse em haver aumentos por escalão e, para o Ministério, há interesse em alargar o horário de trabalho das 35 para as 40 horas, já que vai permitir cortar despesas como as horas extraordinárias", frisa Carlos Santos, do mesmo sindicato.

Não há ainda uma data prevista para este aspecto ser retomado, mas o responsável admite que "antes de 2011 dificilmente se retomará esta discussão. Só quando o País tiver melhores condições".

Este ponto é essencial em toda a discussão das carreiras, por isso, este será apenas um adiamento. Paulo Simões, do SIM, refere que neste momento "não há dinheiro para suportar estas alterações aos vencimentos por escalão. Sabemos que anualmente iriam ter um custo de cem milhões de euros", avança. Esta é precisamente a verba que a ministra Ana Jorge quer poupar até ao final do ano com as medidas de contenção já anunciadas - cortes em horas extras, gastos com medicamentos, reduções de preços dos remédios, entre outras.
O Ministério da Saúde disse ao DN que as negociações com os enfermeiros e médicos estão a decorrer de acordo com o calendário", mas escusou-se a comentar aspectos que estão na mesa de negociações.

Os enfermeiros mantêm a negociação salarial e a contestação associada (ver texto ao lado). A hipótese de congelamento não foi equacionada: "Estaríamos dispostos a adiar a negociação se o Ministério dissesse que as nossas reivindicações são justas e que teriam resposta mais tarde", diz Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Novo escalão a cada três anos

Uma das questões que faltam debater, a avaliação de desempenho, é mais um aspecto que depende da nova tabela salarial. "Vamos dar alguma folga ao Governo e mudar as prioridades. Antes disso vamos negociar outros aspectos da carreira médica, nomeadamente os serviços mínimos, que estão quase fechados, a avaliação de desempenho e os concursos públicos."

Se os serviços mínimos em caso de greve são assunto quase encerrado, mantendo-se as condições do regime anterior, espera-se que os concursos públicos também sejam concluídos rapidamente. Já a avaliação de desempenho poderá ser menos célere, mas os sindicatos já avançaram com as suas propostas.

"Haverá contratos-programa relativos à produção nas unidades de saúde. Caso o cumpram ou o ultrapassem, irão receber uma pontuação. Ao fim de dez pontos mudam de escalão e serão, obviamente, compensados por isso", explica Carlos Santos.

Esta alteração "vai permitir mudanças de escalão em cerca de três anos, se os objectivos forem cumpridos. Até agora, como não havia avaliação, os médicos recebiam um ponto por ano e mudavam ao fim de dez".

10 Junho 2010

Sobre a suspensão da greve dos Enfermeiros nos dias 9, 11 e 14

A Ordem dos Fisioterapeutas: será uma ilusão? Um manifesto

por Fisioterapeuta Luís Coelho

Peço-vos: não se acerquem da ilusão que um certo “utilitarismo maioritário” tem concebido relativamente a uma futura Ordem dos Fisioterapeutas. No plano teórico, a Ordem será muito bem vinda, e todos devem contribuir para a “petição”. Mas, no plano prático, as coisas não são assim tão simples.

Na realidade, a Associação Portuguesa de Fisioterapeutas pede aos seus associados para subscrever uma petição, que, se for a bom porto, permitirá tornar os fisioterapeutas “bem colocados” da APF num órgão ainda mais poderoso: uma Ordem. A APF precisa dos seus associados como combatentes em nome de um órgão que irá, supostamente, tornar os fisioterapeutas profissionais mais autónomos e reconhecidos.
Em tempos, os enfermeiros também tinham a mesma ilusão. Mas, como veio a verificar-se, a Ordem dos enfermeiros tornou-se um organismo totalmente anémico, incapaz de exercer qualquer tipo de pressão, ou de realizar qualquer tipo de acto licencioso capaz de “ajudar” verdadeiramente os profissionais. Perguntem aos enfermeiros se se sentem “reconhecidos” pela sua Ordem...

Assumindo que a “nossa” Ordem não irá cair na pura “ineficiência” dos “enfermeiros”, devo dizer que a Ordem dos Fisioterapeutas, um pouco à semelhança dos sindicatos, só poderá vir a favorecer todos aqueles fisioterapeutas “velhos do Restelo” que se encontram bem colocados nos Hospitais e Centros de Reabilitação. Já a grande maioria dos jovens fisioterapeutas, muitos deles a ganharem a recibos verdes, e eventualmente a trabalharem em conjunto com auxiliares de fisioterapia e médicos fisiatras nas clínicas existentes, não conhecerão qualquer tipo de vantagem com uma pretensa Ordem; esta só fará com que aumente o nível de conflito (já existente) entre os diversos profissionais, os quais têm que inelutavelmente trabalhar como equipe.

Pergunto: quem fará parte da administração da Ordem? Provavelmente os membros da Associação. Pergunto: que vantagens possuo em fazer parte da APF? Descontos nas suas próprias formações? Acordos inúteis com outros Organismos? Divulgação de cursos ao preço de 200 euros? Divulgação de um Boletim que já quase nem é impresso?

Pergunto: Que fez a Associação para impedir a abertura indiscriminada de escolas de Fisioterapia? (Teremos consciência de que os membros da APF são, na sua maioria, professores nessas diversas escolas?...)... Que fez a APF para divulgar o mundo da Fisioterapia nos meios da Intelligentsia portuguesa? (Sozinho, publiquei mais artigos na Comunicação Social do que todos os membros da APF, presidente incluída, em conjunto). Que fez a APF para divulgar a verdade deste mercado grosseiro das múltiplas formações pós-graduadas? (Antes pelo contrário, ajuda e apoia um mercado que explora os jovens fisioterapeutas)... Podia continuar eternamente... Claro que a pergunta “final” é óbvia: Se a futura Ordem vai ser constituída por membros da APF, quem me garante que a Ordem vai fazer mais do que a APF tem feito?...

Já sei o que vão responder... A Ordem possui maior poder e legitimidade de intervenção que uma simples Associação. Daí a necessidade de criar uma Ordem, a qual possuirá maior poder “persuasivo”. Que grande ilusão!... A Ordem visa dar poder a quem quer poder! A Ordem visa dar lóbis e “cadeiras douradas” aos que já estão bem instalados! Pois, na realidade, nem sequer as entidades patronais se preocupam com a nossa suposta Ordem. Não são as nossas Cédulas reconhecidas unicamente pelo Ministério da Saúde?... Cédulas algumas em que os nossos colegas são identificados como “Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica”...
A realidade real das coisas tem demonstrado que as Ordens em geral não passam de organismos de abuso de poder, muitas vezes completamente descaracterizados e distantes da realidade dos profissionais. A “Elite” quer existir às nossas custas, mas não poderá resolver a nossa situação.

Acho que, no fundo, é mais fácil, para o nosso reconhecimento e autonomia, provar junto das nossas entidades patronais, principalmente se forem médicos, as nossas verdadeiras capacidades intelectuais e pragmáticas. É o que tenho feito junto dos meus “patrões” e todos os outros colaboradores, o que me permitiu, com o tempo, crescer na “empresa”. E digo-vos que a directora clínica da Clínica onde trabalho (médica fisiatra) tem demonstrado muitas vezes mais reconhecimento pelo meu trabalho e qualidades do que a simples recepcionista ou a mulher da limpeza...

Pensemos menos em formações! Pensemos menos em Ordens ou Sindicatos! Pensemos menos em soluções de “outros” relativamente à nossa vida. Pensemos mais nas nossas próprias qualidades heurísticas, na nossa capacidade competitiva, na nossa capacidade para conseguir “crescer” e mostrar que somos mais eficientes que muitos “outros”. Este tipo de “combate constante e competitivo” não existe para aqueles que já estão bem instalados (e encostados) nos diversos hospitais que por aí abundam...

Não coloquemos muita fé numa suposta Ordem. Esta gosta, muitas vezes, de exercer o seu poder de forma supostamente arbitrária. O nosso reconhecimento e autonomia estão dependentes, acima de tudo, das nossas capacidades, as quais devem basear-se num exercício de Liberdade (responsável). A Ordem dos Fisioterapeutas não será eficiente. Se o vier a ser, então transformar-se-á em mais um organismo de mero exercício de Autoridade.

"Supervisão em enfermagem neonatal: pais e enfermeiros como parceiros no desenvolvimento de competências"

fonte: SinBAD
Ver Estudo

Os cuidados de enfermagem neonatais baseiam-se no Modelo de Parceria de Cuidados, em que os pais progressivamente desenvolvem competências cuidativas. Cabe aos enfermeiros a supervisão deste complexo processo, paralelo a uma prática reflexiva que permita o desenvolvimento de competências profissionais. Realizámos um estudo de natureza exploratória e correlacional, com metodologia predominantemente quantitativa e com uma parte qualitativa. O objectivo geral é: correlacionar a auto-avaliação das competências parentais nos cuidados ao recém-nascido de risco com a satisfação dos pais e com a avaliação dos enfermeiros, no âmbito da prática de enfermagem familiar.

Foi aplicado um questionário a 101 pais de recém-nascidos internados numa Unidade de Cuidados Intermédios de Neonatologia, próximo do momento da alta, para que realizassem a auto-avaliação de competências nos cuidados ao recém-nascido e avaliassem a satisfação com os cuidados de enfermagem. Incluiu uma escala que desenvolvemos para os pais se auto-avaliarem e uma escala de satisfação que foi por nós traduzida. Os enfermeiros realizaram um questionário para avaliarem as competências parentais e um questionário acerca da prática de enfermagem familiar, cuja escala foi também por nós traduzida.

Os resultados obtidos permitem concluir que os pais auto-avaliam elevados níveis de competência nos cuidados ao recém-nascido de risco e sentem-se bastante satisfeitos com os cuidados de enfermagem. Verificou-se que a autoavaliação de competências parentais está relacionada positivamente com o tempo de internamento, com a avaliação dos enfermeiros e com a satisfação com os cuidados de enfermagem e que está relacionada negativamente com as semanas de gestação do recém-nascido. Relativamente à prática de enfermagem familiar, não se verificou relação entre esta e as características profissionais dos enfermeiros. Os resultados obtidos através da análise de conteúdo revelam as sugestões dos pais para a melhoria dos cuidados e as vantagens, desvantagens e procedimentos que os enfermeiros reconhecem na prática de enfermagem familiar.

Este estudo reforça o papel pedagógico do enfermeiro e alerta também para a importância da auto-supervisão e da prática reflexiva. O desenvolvimento de um programa de formação contínua acerca desta temática e o estabelecimento de grupos de supervisão clínica foram considerados como aspectos a desenvolver nesta unidade. A inclusão de sugestões dos pais foi também considerada fundamental. Futuramente, consideramos positivo aplicar este estudo noutras unidades de cuidados neonatais, para uma compreensão mais abrangente da supervisão neonatal.

08 Junho 2010

Sindicato dos Enfermeiros suspende 3 dias greve

As negociações com o Ministério da Saúde vão continuar.

“O Ministério da Saúde tinha por intenção encerrar o processo negocial, tendo hoje, em plena reunião, apresentado uma nova proposta, que não altera no essencial as propostas anteriores. Nós iremos apresentar uma nova contra proposta”, disse José Carlos Martins, coordenador do Sindicato dos Enfermeiros portugueses.

“Suspendemos a greve na quarta, sexta e segunda e teremos nova reunião na segunda-feira“, acrescentou José Carlos Martins.

Em causa para o protesto dos enfermeiros está aproposta do novo regime da Carreira de Enfermagem.

Os enfermeiros ameaçaram com uma greve alternada de 15 dias que começaria na quarta-feira, mas cujos primeiros três dias foram agora cancelados. A convocação da greve para os dias 15, 16, 17 e 18 deste mês mantém-se.

Neste quadro:

1 - Decidimos suspender a greve, SÓ, nos dias 9, 11 e 14/Junho
2 – Dia 9/Junho, a CNESE entregará nova Contraproposta
3 – Dia 14/Junho, pelas 10h00, haverá nova reunião negocial

VAMOS MANTER A MOBILIZAÇÃO PARA A GREVE, a partir de 15/Junho
VAMOS FAZER A INSCRIÇÃO PARA A MANIFESTAÇÃO DE DIA 18/Junho
VAMOS ESTAR ATENTOS À INFORMAÇÃO DE DIA 14/Junho ao final da tarde

06 Junho 2010

Como criar um serviço de cuidados de saúde - Sessão Informativa a 23 de Julho de 2010

Ver condições em: http://www.enfermeirospt.com/ » Recrutamento / Adesão

Como criar um serviço de cuidados de saúde - Sessão Informativa a 23 de Julho de 2010

Formulário de Inscrição

05 Junho 2010

MS marca reunião com CNESE antes da Greve

Às portas da Greve Geral dos Enfermeiros (7 dias + manifestação nacional), o Ministério da Saúde convocou nova ronda negocial para 7 de Junho. Será que nos vão propor uma carreira justa? Algum jogo para evitar a greve??

02 Junho 2010

A empresarialização do sector hospitalar público: a desregulação do mercado de trabalho médico e os desafios sindicais para a sua re-regulação


Neste artigo analisa-se as implicações do processo de “empresarialização” dos hospitais públicos em Portugal para a configuração do mercado de trabalho das profissões de saúde. Trata-se de um processo de descentralização organizacional que, por sua vez, tem provocado uma desregulação do padrão de relações de emprego com base em estatutos da função pública. Há uma reconfiguração dos mercados internos de trabalho dos hospitais que resulta da coexistência de relações de emprego de tipos distintos, nomeadamente do estatutário público e do contratual individual. A partir deste contexto laboral damos especial atenção às consequências da desregulação decorrente da descentralização das competências de gestão hospitalar para a acção sindical dessas profissões, destacando principalmente a dos médicos.

Fonte: Instituto Universitário de Lisboa

"Não cabe à equipa de enfermagem a designação dos enfermeiros que assegurarão os cuidados mínimos a prestar..."

ACSS Solicita definição de Serviços Mínimos

01 Junho 2010

VII Jornadas de Enfermagem de Queimados - 17 de JUNHO

                                            Inscrições aqui