31 Maio 2010

Professor José Carlos Santos entre os peritos da Horatio

O Professor Adjunto da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, José Carlos Santos, viu confirmado o convite para fazer parte do painel internacional de peritos da Horatio, uma associação europeia de enfermeiros de psiquiatria.

O painel de peritos é constituído por enfermeiros da área de enfermagem de saúde mental e psiquiatria, especialistas internacionais nas áreas da educação, investigação, política, teorias de enfermagem, prática clínica e psiquiatria forense.
Agora com a presença do professor doutor José Carlos Santos, vai ser criado o grupo de estudo dos comportamentos suicidários. Farão ainda parte do grupo, numa primeira fase, além dos europeus, peritos dos Estados Unidos da América e do Canadá.

Na opinião de José Carlos Santos, a necessidade de criar este grupo surge dada a dimensão que os comportamentos suicidários continuam a ter a nível mundial e a necessidade de discutir e organizar a formação e a intervenção dos enfermeiros.

Este subgrupo vai definir políticas de prevenção e plataformas mínimas de intervenção junto dos indivíduos com comportamentos suicidários, famílias e comunidade, numa óptica de enfermagem de saúde mental e psiquiatria.

Apesar de ter sido criada somente em 2006, a Horatio tem sido uma interlocutora importante, junto da União Europeia e da OMS, nas questões ligadas à Saúde Mental e, particularmente, nas questões relacionadas com a Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria.

V Jornadas de Urgência e Emergência - Viseu

Cartaz Web Emerg2010


A FICHA DE INSCRIÇÃO ESTÁ DISPONÍVEL AQUI.





PROGRAMA:

Dia 17 de Junho de 2010, quinta-feira

08h30 Abertura do Secretariado

09h00 Sessão Solene de Abertura

09h45 Coffee Break

10h15 MESA I POLITRAUMATIZADO EM CONTEXTO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Moderadora: Enf.ª Catarina Carvalho

Tríade letal em trauma
- A confirmar

Trauma torácico
- Dr. Luís Filipe Pinheiro (Serviço de Cirurgia do Hospital São Teotónio - Viseu)

Dor no doente politraumatizado
- Dr.ª Ernestina Gomes (Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Geral de Santo António Porto)

12h00 Almoço

14h00 MESA II - GRANDES CATÁSTROFES DO SÉC. XXI - EXPERIÊNCIAS NO TERRENO
Moderador: Enf. Mário Emídio

Experiência em Israel
- Enfermeiro Pedro Vasconcelos (Serviço de Urgência e VMER do Hospital Francisco Xavier)

Experiência no Haiti
- Dr.ª Fátima Rato (INEM Lisboa) - A confirmar

Identificação de vítimas: o papel da Medicina Legal
- Prof. Maria Cristina de Mendonça (Directora do Serviço de Patologia Forense da Delegação Centro do INML e Professora de Medicina Legal da FMUC)

15h30 Coffee Break

16h00 MESA III - O DOENTE CRÍTICO... QUE DESAFIOS?
Moderadora: Enf.ª Teresa Pais

TCE - Descompressão cerebral - quando e como?
- Dr. José Luís Alves (Interno de Neurocirurgia no Centro Hospitalar de Coimbra)

Monitorização e vigilância do doente neurocrítico
- Dr. Manuel Campos (Hospital Geral de Santo António - Porto)

Transporte do doente crítico
- Enfermeiro António Costa (Serviço de Urgência do Centro Hospitalar de Coimbra)

Da Urgência à Reabilitação, que cuidados?
- Enfermeira Luísa Santos (Serviço de Orotpedia do Hospital da Universidade de Coimbra)

18h00 Encerramento



Dia 18 de Junho de 2010, sexta-feira

08h30 Abertura do Secretariado

09h00 MESA IV - DAE`S NA COMUNIDADE
Moderadora: Enf.ª Ana Raquel Ribeiro

Decreto-Lei
- A confirmar

DAE/Rotary Clube de Guimarães
- Dr. Victor Sanfins (Serviço de Cardiologia do Hospital da Senhora da Oliveira - Guimarães)

10h30 Coffee Break

11h00 MESA V - SÉPSIS...UMA AMEAÇA (IN)VISÍVEL!
Moderadora: Enf.ª Catarina Costa

Dos conceitos às recomendações
- Enfermeira Jandira (Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente do Hospital de Vila Real)

Da epidemiologia à precocidade das intervenções

Importância da Via Verde Sépsis
- Dr. Francisco Esteves (Director Clínico do Hospital de Vila Real e Director da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente do Hospital de Vila Real)

13h00 Almoço

14h30 WORKSHOPS

SBV Pediátrico
- Enfermeiro Manuel Cordeiro (Urgência Pediátrica e VMER do Hospital Infante D. Pedro - Aveiro)

VNI (Ventilação não Invasiva)


Secretariado
Escola Superior de Saúde de Viseu
Secretariado de Apoio à Docência
Rua D. João Crisóstomo Gomes de Almeida, nº 102
3500-843 Viseu
Telm.:
- 965 201 525 (Enf.ª Catarina Carvalho)
- 963 225 967 (Enf.ª Catarina Costa)

Email:
vjornadasurgenciaemergencia@gmail.com
www.essv.ipv.pt

Inscrição:
JORNADAS
- Profissionais: 25€
Grupos de 5: 100€
- Estudantes: 15€
Grupos de 5: 50€
WORKSHOPS
SBV Pediátrico
- Profissionais: 40€
- Estudantes: 30€
VNI (Ventilação não Invasiva)
- Profissionais: 40€
- Estudantes: 30€

E venha o ENEE 2011!!

por: Cristina Silva

Et voilá, o Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem (ENEE) 2010 já ficou para trás, qual areia que corre pelo vidro da ampulheta para, num abrir e fechar de olhos, se escoar por entre o filtro das nossas vidas. No entanto, correu célere e sereno mas não impune, deixando, uma vez mais, marcas indeléveis nas memórias e nos corações de todos os presentes.

À parte as questiúnculas levantadas aqui e além contra as escolhas que integraram o cartaz nocturno ou a fraca qualidade dos workshops, que já nem merecem reparo porque, afinal, é impossível agradar a “gregos e troianos”, o S. Pedro lá acabou por dar um ar da sua graça e ajudar à festa dos enfermeiros, que bem merecem uns motivozitos para festejar de quando em vez…

Para a memória ficarão as eternas alvoradas, inquestionáveis imagens de marca do ENEE, que nem aos mais carrancudos conseguem arrancar um laivo de má disposição. Ficará o “velho” Quim (Barreiros, pois claro!), que com certeza nunca imaginou ver a sua “Picada de enfermeiro” fazer tanto sucesso num concerto só. Ficarão os torneios desportivos, a tradicional ida à praia entre risos e bocejos, as inovadoras vuvuzelas (que correm o risco de passar a visitar parques de campismo por esse país fora).

Mas, mais importante do que tudo, ficarão guardados nos corações os momentos de convívio com os utilizadores habituais do parque de campismo, que se juntam aos nossos gracejos e desejam ter outra vez vinte anos (eu já não tenho!). Ficarão as conversas sob o pôr-do-sol na esplanada, acompanhadas por uma mini e um pratinho de tremoços a puxar para o salgado. Ficarão guardados os novos amigos, que ansiamos reencontrar um dia.

A todos os que comigo partilharam mais um ENEE, um beijo com saudade e até para o ano!

Ordem dos Enfermeiros teme que sem enfermeiros as equipas dos cuidados de saúde primários deixem de funcionar.

Contratos dos enfermeiros vão ser prolongados

A ministra da Saúde garantiu hoje que os enfermeiros, tal como outros profissionais de saúde com vínculos precários, no total seis mil, verão os contratos prorrogados de forma automática, caso os concursos ainda não tiverem terminado. Ana Jorge garante que não haverá ruptura de serviços.

“No decreto de execução orçamental foi criada uma situação que permite que estes contratos que terminavam em Julho sejam alargados, enquanto duram os concursos que estão a ser realizados”, afirmou a ministra.

Ana Jorge acrescentou também que “até ao fim dos concursos temos a situação resolvida para todos. E obviamente que vamos encontrar outras formas, para ver no futuro, mas para já não há nenhuma situação de interrupção”.

A ministra reage assim às preocupações da Ordem dos Enfermeiros. A bastonária Maria Augusta Sousa está preocupada com a situação laboral de dois mil enfermeiros que têm vínculos precários de trabalho.

A Ordem dos Enfermeiros sublinha que se estes profissionais não forem integrados no Sistema Nacional de Saúde, há equipas dos cuidados de saúde primários que vão deixar de funcionar.

“Nos temos algumas equipas nos cuidados de saúde primários, por exemplo, se não for garantida a continuidade destes enfermeiros, significa que as equipas não podem funcionar”, explicou a bastonária.

Recrutamento ICBAS - Enfermeiro Veterinário por 1373 euros

Opinião do Blog Doutor Enfermeiro

O Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) - Universidade do Porto - abriu um procedimento concursal, disponível na sua bolsa de recrutamento, para efectuar a contratação de um Enfermeiro Veterinário - considerado Técnico Superior, com um salário-base de 1373 euros!

1 - Não consigo compreender o que é "Enfermagem Veterinária" (esta questão já foi abordada aqui no blog). O conceito Enfermagem é incompatível com Veterinária. Será necessário explicar porquê? As pedras da calçada estão - penso eu - demasiado gastas. O motivo é evidente: ma má compreensã/interpretaão das Ciências da Enfermagem, que foram moduladas e o "coladas" ao campo da Veterinária, para conferir um estatuto credível a esta profissão emergente;

2 - Sem desprezo para os referidos profissionais, como é que um Enfermeiro Veterinário inicia a carreira com 1373 euros?

3 - Há muitos anos que circula o boato da conspiração. Este assume a existência, dissimulada, de um movimento de vários interesses (desde políticos a profissionais), cujo objectivo é impedir/dificultar a evolução da Enfermagem! Nem é preciso reflectir muito sobre esta insinuação: se um técnico de Veterinária, indefinido e hermafrodita, a quem por motivos de marketing associam a matriz Enfermagem, é considerado Técnico Superior e aufere um salário muito superior aos próprios Enfermeiros (apesar da nossa luta), alguém que ouse explicar... como é isto possível?

4 - Ininteligivelmente a balança dos valores/necessidades/importância está invertida!

30 Maio 2010

Workshop CHPVVC - HOTEL AXIS - "Qualificar a Mudança com base em Resultados"

28 Maio 2010

Contributo para o PERHEPH

Contributo Para o PERHEPH

Greve



enfermagemPT: um blogue/site interessado na defesa da profissão

Barómetro Forumenfermagem: Que futuro para a Profissão?


Resultados relativos a enfermagemPT

balanço de opinião = + 40 %

405 opiniões positivas e 24 opiniões negativas

56 % de desconhecimento/sem opinião.



Ver Resultados do Barómetro

22 Maio 2010

Ordem dos Enfermeiros manifesta a sua veemente discordância relativamente ao Plano Estratégico de Recursos Humanos de Emergência Pré-hospitalar

Findo o prazo da consulta pública a que o Plano Estratégico de Recursos Humanos de Emergência Pré-hospitalar esteve sujeito, a Ordem dos Enfermeiros (OE) vem tornar público a sua manifesta discordância relativamente ao documento proposto pelo Dr. Manuel Pizarro, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

Esse desagrado encontra-se plasmado no parecer que a OE elaborou e remeteu para o Ministério da Saúde - no âmbito do processo de consulta pública que culminou ontem, 20 de Maio. Desse documento destaca-se o seguinte:

1. O plano estratégico apresentado pelo Ministério é redutor, pois foca apenas os recursos humanos, ao invés de apresentar uma proposta global que institua «o modelo de Emergência Pré-hospitalar que melhor se adeqúe à realidade do nosso país».

2. A Ordem dos Enfermeiros considera ainda que é «incompreensível e inaceitável que nos recursos actualmente afectos aos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) não seja mencionado o número de enfermeiros que neles prestam serviço desde 2007, assim como a clara e explicita intenção de afastar este recurso qualificado. Note-se que o compromisso assumido pelo senhor Secretário de Estado Adjunto e da Saúde com a Ordem dos Enfermeiros foi o de se proceder à avaliação prévia antes de qualquer decisão. Ora, no documento em apreço não vislumbramos qualquer elemento de análise que faça perigar a nossa profunda convicção de que os enfermeiros nos CODU acrescentam valor ao sistema pela disponibilização permanente de uma resposta qualificada que outros profissionais não clínicos jamais podem oferecer».

3. Da mesma forma, o parecer da Ordem dos Enfermeiros advoga que «não pode ser admissível que no enquadramento geral, tal como está referido para os meios de Suporte Básico de Vida (SBV) e Suporte Imediato de Vida (SIV), quando é feita referência aos meios de Suporte Avançado de Vida (SAV ‐ viaturas rápidas, terrestres ou aéreas), não esteja expresso que estes são tripulados por médico e enfermeiro».

4. Ao apostar-se, ao arrepio do enquadramento legal vigente, na hipotética «transferência de competências dos enfermeiros para outros profissionais» o documento em análise «prefigura uma primeira etapa para a alteração do modelo de prestação de cuidados em ambiente pré-hospitalar». Como consequência, a Ordem dos Enfermeiros antevê «uma regressão nas condições de qualidade e segurança dos cuidados pré-hospitalares».

5. No mesmo contexto, a OE assume a sua «frontal oposição à criação de um grupo técnico para actuar em emergência sem domínio científico e colocando em causa a segurança e a qualidade dos cuidados a prestar aos cidadãos».

6. A Ordem dos Enfermeiros deixa bem claro junto dos responsáveis políticos que «jamais se associará a qualquer estratégia que redunde em prejuízos para a prestação de cuidados aos cidadãos e, por maioria de razão, em área tão sensível como é a área da EPH». E por isso afirma que «utilizará todos os meios ao seu alcance para garantir que os cidadãos continuarão a ter direito à mais-valia decorrente das competências próprias dos enfermeiros no âmbito da Emergência Pré-Hospitalar».

7. Considerando que o perfil funcional do enfermeiro contido no plano estratégico foi elaborado «sem consulta prévia à Ordem dos Enfermeiros, ergue-se a questão da legitimidade da regulação destes profissionais a partir de um plano estratégico de recursos humanos, por uma entidade que não detém competências reguladoras». Assim sendo, a Ordem dos Enfermeiros exige a alteração desse perfil de acordo com as sugestões constantes do parecer.

Considerando a total discrepância entre os compromissos anteriormente firmados com vários responsáveis do Ministério da Saúde, a Ordem dos Enfermeiros remeteu o parecer acima referido para o Gabinete do Senhor Primeiro Ministro, aos Grupos Parlamentares e à Comissão parlamentar de Saúde, estes últimos com pedido de audiência.

Não obstante a análise negativa do documento proposto pelo Ministério da Saúde, a OE continua expectante de que as suas preocupações sejam atendidas e que seja possível elaborar um verdadeiro plano estratégico para EPH. Nesse sentido, a Ordem dos Enfermeiros reforça a sua disponibilidade para dar os contributos necessários.

O parecer enviado ao Ministério encontra-se divulgado na íntegra no site da Ordem dos Enfermeiros em Pareceres > Conselho Directivo > Parecer da OE sobre o Plano Estratégico de recursos Humanos de Emergência Pré-hospitalar. link

Mais de 2.500 enfermeiros podem ser despedidos


Depois dos médicos e dos administradores hospitalares, também os enfermeiros se insurgiram ontem contra as medidas de austeridade decididas pelo Governo.

A serem aplicadas ao sector da saúde "de forma cega e indiscriminada", haverá uma ruptura nos serviços, pondo em causa o Serviço Nacional de Saúde (SNS), alertou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

"Mais de 2500 enfermeiros contratados podem ser despedidos", afirmou o SEP num comunicado, onde manifestou igualmente receio pela "degradação das condições de trabalho dos enfermeiros", antevendo "graves consequências" no normal funcionamento dos serviços de saúde, com repercussões na qualidade e segurança dos cuidados prestados aos utentes.

"Num contexto em que já hoje se verificam graves carências de enfermeiros nos mais diversos serviços de saúde, a ser aplicada esta medida [congelamento das admissões na Administração Pública] (...) redundará na incapacidade dos enfermeiros de continuarem a assegurar o normal funcionamento dos serviços", pode ler-se também no documento.

20 Maio 2010

Virtual Reality Enhanced Mannequin for Resuscitation Training

Virtual Reality Enhanced Mannequin (VREM) from Federico Semeraro on Vimeo.

OE sugere elaboração de PEC específico para a Saúde


As medidas de austeridade e a Saúde - Ordem dos Enfermeiros sugere elaboração de PEC específico para a Saúde

A Ordem dos Enfermeiros - atenta à actual situação do País, na qual se suportam as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo - não pode deixar de manifestar a sua profunda preocupação sobre as consequências de tais medidas. Essas consequências terão particular incidência sobre pessoas que possuem menos recursos para fazer face às necessidades do seu quotidiano e onde, entre outras, se encontram as que decorrem do seu estado de saúde.

Os cuidados de saúde correspondem ao conjunto de intervenções exercidas por vários profissionais e, no que aos enfermeiros diz respeito, não pode ser escamoteada a efectiva carência destes profissionais para garantir cuidados em segurança, quer para quem recebe esses cuidados, quer para quem os pratica.

Assim sendo, a restrição total de admissões na Administração Pública, aplicada de forma «cega» na Saúde, com excepção feita aos médicos, é inaceitável. A Ordem dos Enfermeiros alerta, desde já, que o congelamento das admissões de enfermeiros deteriorará a capacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e hipotecará decisivamente as reformas em curso.

A saúde dos cidadãos é um factor determinante para o desenvolvimento do País. Em Saúde, as respostas às necessidades não podem esperar e a cortes «cegos» corresponde um real aumento das despesas. Tal facto implica um aumento do sofrimento humano, dos dilemas éticos dos profissionais e ainda um maior desequilíbrio e despesismo.

Deste modo, a Ordem dos Enfermeiros afirma que as medidas anticrise não podem ser utilizadas para fragilizar a principal estrutura de suporte do nosso Sistema de Saúde, que é o SNS, sob pena de aumento das iniquidades no acesso a cuidados de saúde, nomeadamente dos mais desfavorecidos.

Em consequência, a Ordem dos Enfermeiros entende ser urgente que o Governo, através da Dr.ª Ana Jorge, Ministra da Saúde, e do Dr. Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças, tornem claro para o País:

a) As áreas problemáticas de desperdícios, com a identificação dos objectivos e metas para a sua redução;

b) A definição dos cuidados que não podem ser postos em causa e, consequentemente, dos recursos humanos e materiais que lhe têm de estar afectos;

c) A reorganização dos serviços hospitalares com a rentabilização dos recursos instalados e o necessário investimento para a continuidade da reforma dos Cuidados de Saúde Primários e da Rede Nacional de Cuidados de Continuados Integrados.

Para concluir, a Ordem dos Enfermeiros desafia todos os actores do sector para a elaboração de um Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) para a Saúde que, de modo compreensível, torne claras as razões dos sacrifícios exigidos aos cidadãos.
Esse plano deve ancorar-se em torno dos seguintes eixos:

a) Apresentação de uma estratégia e planeamento precisos relativamente aos objectivos a atingir, aos meios a alocar e aos resultados esperados;

b) Definição clara dos responsáveis pela sua execução e responsabilização dos gestores a todos os níveis do sistema;

c) Definição de uma estrutura de acompanhamento / monitorização que inclua as associações representativas dos profissionais e dos utentes do Serviço Nacional de Saúde.

A Ordem dos Enfermeiros reafirma a sua disponibilidade para cooperar e considera que qualquer indefinição estratégica causará instabilidades profundas no Serviço Nacional de Saúde. Essas instabilidades redundarão na degradação da qualidade e na criação de desigualdades no acesso dos cidadãos a cuidados de saúde. Se tal acontecer, há evidentes responsabilidades políticas do Ministério da Saúde que terão de ser assumidas e que, em tempo oportuno, saberemos denunciar.

O Conselho Directivo da Ordem dos Enfermeiros

19 de Maio de 2010

Enfermeiros trocam a profissão... Será que vamos pelo mesmo caminho???



fonte: angola24horas

O sector da Saúde na província da Huíla, clamam de ajuda, muitos dos enfermeiros estão a desistir desta profissão por causa dos baixos salários e falta de incentivos laborais segundo noticiou uma das rádios em Luanda.

Para os enfermeiros naquele território angolano a vida está cada vez mais difícil para os profissionais da saúde.

Para eles se não houver a intervenção do governo, a situação pode piorar.

Barnabé Lemos, director da Saúde na Huíla, diz já ter conhecimento do sucedido e garantes melhores dias para os profissionais

17 Maio 2010

Quotas de €7,48 para €10 mensais?


As quotas dos membros da Ordem dos Enfermeiros podem passar de €7,48 para €10 mensais segundo alguns rumores mas estarão em discussão no dia 29 de Maio.

Vejam a convocatória para reunião ordinária da Assembleia Geral

Os familiares devem ver o corpo após morte traumática?

fonte: BMJ

Os autores do estudo entrevistaram um total de 80 pessoas de diferentes origens sociais e étnicas que tiveram uma experiência de luto por suicídio ou outro tipo de morte traumática.

Motivações, expectativas e reações estão ligadas e são diferentes entre as famílias e as mortes. Ver o corpo perturba alguns membros da família mais do que outros e leva a que por vezes diferentes membros da família tomem decisões diferentes.

Quase todos aqueles que escolheram ver o corpo, disseram que tinham tomado a decisão certa, mesmo vendo as lesões, hematomas ou sinais de decomposição.

Este estudo mostra que, mesmo quando a morte é traumática, os parentes em luto podem ter muitos motivos para querer ver e tocar o corpo o mais rapidamente possível. Alguns queriam confirmar que não houve erro, e que o seu amigo ou parente estava realmente morto. Alguns sentiram uma obrigação de ver o corpo, outros quiseram cuidar do corpo e outros dizer apenas adeus.

A maneira como os familiares se referem ao corpo pode ser uma forte indicação para saber se a pessoa que morreu mantém uma identidade social para os mesmos. Os profissionais de saúde não devem presumir que os parentes ficarão, necessariamente, traumatizados por ter visto o corpo.

Algumas pessoas podem ver o corpo como uma casca vazia, mas outros mantêm um vínculo com a identidade social da pessoa, e podem ver o corpo como permanente para abrigar um espírito ou, pelo menos, um pouco de energia "persistente". A linguagem utilizada por pessoas que passaram pelo luto oferece uma pista forte para a natureza do seu sentido de relação com o corpo morto.

Por isso, incentivar os profissionais a prestar atenção à forma como os membros da família se referiem ao corpo: se falam sobre ele pelo nome, ou usam um pronome pessoal deve alertar os clínicos para a sensação constante de laço social.

Consultem o estudo

Brincadeiras para descontrair - Super Sexy CPR.

Super Sexy CPR from Super Sexy CPR on Vimeo.

16 Maio 2010

Mobbing nos Enfermeiros

Mobbing

Colaborem no estudo - Mobbing na profissão de enfermagem



investigador: Ana Lúcia João
link: Mobbing na profissão de enfermagem

Ana Lúcia João, enfermeira a exercer funções no serviço de Cirurgia Geral do Hospital Distrital de Santarém, encontro-me a realizar o Doutoramento em "Novos contextos de Intervenção Psicológica em Saúde, Educação e Qualidade de Vida" no Instituto Superior Miguel Torga, em Coimbra.

O tema do meu trabalho de investigação, desenvolvido no âmbito do curso de doutoramento é o "Mobbing na profissão de Enfermagem".A nível conceptual, o mobbing, também designado por assédio moral ou psicológico, caracteriza-se pela repetição, durante um longo período de tempo, de comportamentos hostis e condutas desprovidas de ética, desenvolvidas por um superior ou colega de trabalho contra outros trabalhadores.

Ele poderá ser revelado por actos ou comportamentos que visam a desqualificação e desmoralização profissional, bem como, a desestabilização emocional e moral das vítimas. As consequências deste fenómeno podem ser avassaladoras tanto para a vítima, como para a própria empresa.Assim, com a realização deste estudo, pretendo verificar, em que medida, o mobbing está presente e como se manifesta nos enfermeiros portugueses, bem como avaliar em que grau ele afecta o bem-estar, o equilíbrio psicológico e a integridade dos sujeitos em estudo.

Com um melhor conhecimento da temática em questão, poder-se-á obter uma melhor compreensão da situação difícil vivenciada pelas vítimas e prestar-lhes um apoio mais adequado, bem como actuar na prevenção desta problemática.Este estudo é confidencial e garante o anonimato de todos os que participam nele. Agradeço a sua ajuda na luta contra a violência no trabalho, bem como, a sinceridade no preenchimento do questionário.Muito obrigada pela vossa compreensão e colaboração.Ana Lúcia João

14 Maio 2010

A visão dos Políticos é esta...

A sociedade precisa de nós essencialmente pela nossa componente técnica e não pela nossa ciência holística...

Tal como diz o deputado João Semedo "...médicos são Médicos e os técnicos têm que ser enfermeiros...". É esta a imagem que o poder político tem da nossa classe...

Toda a oposição contra os TEPH

cliquem para ampliar

13 Maio 2010

Alarido!


fonte: Doutor Enfermeiro

Anda para aí um burburinho esquisito. Certas mentes tresloucadas atreveram-se a profanar a classe de Enfermagem. Uns arrimam com afirmações de carácter difamatório, exclamando que as Escolas de Enfermagem andam a formar gente a mais! Uns quantos ingénuos tiveram a insensatez de clamar - pasmem-se! - que há desemprego entre os Enfermeiros! Há ainda quem vocifere que a esmagadora maioria dos recém-licenciados em Enfermagem, atravessam longos interregnos afastados do contexto clínico e que uma fracção substancial talvez nunca conseguirá exercer Enfermagem sequer!

Proliferam também, pelos quatro ventos, vozes inconsequentes que garantem que os Enfermeiros deixaram de ter poder de reivindicação! Certos mentiroso alvitram que os salários têm "caído"...
Lamento, mas este cenário é impossível! Sim, impossível! Se a Bastonária argumenta que os rácios da OCDE roçam, quase, os 10 Enf/mil habitantes e Portugal afigura-se nestas matemáticas com uns paupérrimos 6 Enf/mil habitantes... então como pode ser?

A conclusão é fácil: os Enfermeiros são uns queixinhas! Atingiram (apenas) ainda pouco mais de metade dos rácios de referência e já se queixam? Já se lamentam? Pura ignorância!

Com 60 mil Enfermeiros em Portugal há desemprego? Impossível!

Para nos situarmos próximos da treta da OCDE precisamos de 100 mil Enfermeiros! E vamos com sorte: a Noruega tem 31 Enf/mil habitantes! Portanto, é só fazer as contas, cá o Portugalito tem que dispôr de 310 mil Enfermeiros!

Por favor, Escolinhas de Enfermagem: toca formar mais, que a romaria ainda vai longe! Ordem dos Enfermeiros: urge escrever uma cartinha ao Mariano Gago a explicar a necessidades de não-sei-de-quê-não-sei-que-mais-pré-pé-peu-pardais-ao-ninho, não?

Há gente que avisou, avisou, avisou, mas não. Sem qualquer enquadramento legal relativo a dotações, andamos a atrás dos gigantes.... 59,999 Sanchos Panças e uma Dona Quixota!

Um recado: rácios e dotações não são a mesma coisa!Pelo menos, fruto do suor e de tanto pregar aos peixinhos, já muita gente parece ter compreendido, porquê que os rácios da OCDE, ou até da OMS, não são extrapoláveis para Portugal!

PERHEPH - Carta ao Secretário de Estado Adjunto e da Saúde

Ex.mo Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Saúde
Ministério da Saúde

C/C da Ordem dos Enfermeiros C/C das restantes Associações Profissionais de Enfermagem

Chamo-me Belmiro Manuel Pereira da Rocha, sou Enf.º com a Cédula Profissional n.º 4-E-18532 da Ordem dos Enfermeiros, tenho a categoria de Enf.º Chefe a exercer funções CHVNG/E, EPE. Venho por este meio proceder à minha participação cívica com uma análise do Plano Estratégico de Recursos Humanos de Emergência Pré-Hospitalar que por determinação do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, está em consulta pública até 20 de Maio de 2010.

Antes de mais, gostaria de felicitar a estratégia utilizada, de colocar a consulta pública o Plano Estratégico de um aspecto tão fundamental como são os recursos humanos de uma área tão sensível, como é a Emergência Pré-Hospitalar. Quero acreditar que a nossa opinião conta efectivamente e que este momento não é simplesmente para “entreter” ou dar uma falsa imagem de “oportunidade de participação” sobre algo que já está decidido.

A minha análise, embora como profissional de saúde é também como Cidadão, não tem perspectiva corporativista, tanto mais que não trabalho nessa área e serei seguramente um potencial utilizador/cliente desses serviços, num futuro que espero não seja próximo.

Assim, neste Plano gostaria de dizer que o mesmo, na óptica de Donabidien faz uma ênfase na Estrutura, pouco aborda em relação a Processos e nada ou quase nada aborda quanto a Resultados das intervenções efectuadas ao longo destes anos, na sequencia deste Modelo. Gostaria de ver abordada a eficácia da Tx de Cobertura, a Qualidade dos Cuidados prestados, a avaliação de desempenho dos profissionais envolvidos, a satisfação dos utentes e profissionais, ganhos em saúde sensíveis a estas intervenções, etc.Logo, este documento está muito pouco fundamentado para as mudanças que se pretendem posteriormente apresentar em Plano de Operacionalização.

O facto de os Enfermeiros no INEM estarem em regime de mobilidade, o não incremento da sua fixação no quadro do INEM já por si só é indiciador da Politica que se pretende efectuar no próprio INEM em relação aos Recursos Humanos. A evolução para um Modelo progressivamente Profissionalizado tem a minha concordância mas não tem que ser sem contar com a participação mais activa e efectiva das reais potencialidades dos Enfermeiros, não precisamos de criar um novo Grupo Profissional. Pelo contrário. Estamos disponíveis e já com os Saberes pretendidos (nomeadamente aos TEPH), tanto mais que aos novos profissionais é proposto uma formação nível 5, (preferencialmente) de ensino superior e quem sabe um dia deste, de grau de complexidade elevado e carreira especial.

Então pergunto: Porque não o Enfermeiro, que já tem estas características, perfil e competências? Não se percebe, como os Enf.ºs da SIV, que têm formação em SAV não podem avançar com as medidas necessárias, mas propõe-se um profissional com um conjunto de saberes fazer, que lhes é pedido para fazerem o que os Enfermeiros sabem muito bem fazer! Não percebo o (pouco) descrito no perfil funcional do Enfermeiro, face ao dos outros Profissionais. Então por ex. o Enf.º não realiza formação e investigação? não emite pareceres? colocamos outro profissional a fazer o trabalho do Enfermeiros? e não falo só do que está assinalado como “em avaliação”, pois existem mais saberes descritos no documento que eu questiono sobre se o TEPH deve ou não realizar.

Entendo que pode e deve existir esta uniformização dos TAE, TOTE, TEM e TAS em TEPH mas não com grande parte daqueles conteúdos funcionais descrito nos Saberes das Competências deste Técnico, descritas nas páginas 17 e 18 do documento. Entendo que face ao descrito no documento apresentado, ao que se pretende do TEPH, ainda se reforça mais a existência dos Enfermeiros no INEM, logo todas as Ambulância de Emergência Profissionalizadas deviam ter um TEPH e um Enfermeiro. Se fosse a resumir num parágrafo este Plano, diria que o mesmo por um lado é a “Morte” anunciada dos Enfermeiros no INEM (a curto prazo dos enfermeiros nos CODU’s – com 2 parágrafos apenas e sem qualquer fundamentação - e a médio/longo prazo nas restantes unidades funcionais do INEM, ficando estes numa perspectiva cada vez mais residual) e por outro lado o aparecimento de um profissional (Enfermeiro Não Enfermeiro – TEPH) com uma ênfase demasiado elevada.

Mais diria que esta atitude é claramente Politica, assente meramente em vontades, não sustentada em dados/resultados concretos, avaliação objectiva e fundamentada de situação, não justificando porque se muda ou quer mudar de um Modelo para outro Modelo. Não é que seja contra a mudança, simplesmente não está provado que este Modelo de Recursos Humanos esteja a funcionar mal, não está provada a necessidade de mudança de Modelo de Recursos Humanos e essencialmente não estão a ser aproveitadas as potencialidade dos Enfermeiros nesta área, em prol de mais e melhor Saúde para/dos Cidadãos, essa sim a verdadeira razão da nossa existência e intervenção.

Estou disponível para clarificar, fundamentar e colaborar no que o Ministério da Saúde entender sobre esta e outras matérias.

Grato pela atenção
Belmiro RochaTLM:
964071304
belmirorocha@gmail.com

12 Maio 2010

Gosto deste tipo de postura!!! TRATAR?

Enfermeiros querem mais responsabilidade no tratamento de doenças crónicas (gosto mais deste discurso direccionado para a prática, para a realidade e com pouco ênfase no conceito holístico da palavra CUIDAR - não querendo retirar o seu valor)

O Dia Internacional do Enfermeiros é assinalado, esta quarta-feira, com reivindicações da Ordem para um maior reconhecimento profissional e mais responsabilidade no acompanhamento de doenças crónicas.

«Hoje, os enfermeiros têm um nível de competência e qualificação mais elevada e são um garante de qualidade nos cuidados que podem prestar aos cidadãos. Gostaríamos por isso que fosse reconhecido o valor social justo desta profissão», disse a bastonária.

Maria Augusta Sousa defende que um aumento de responsabilidades destes profissionais no tratamento e acompanhamento de doenças crónicas, o que, na sua opinião, melhorará a qualidade da resposta oferecida aos doentes. (mas podia desenvolver melhor isto para eu perceber em termos concretos o que pretende)

«Não temos dúvidas de que se o processo de tratamento e acompanhamento destas doenças (prática, clara e isenta de teorias holísticas) estivesse sob a responsabilidade dos enfermeiros, seria um ganho importantíssimo para todos», afirmou, citada pela Renascença, que dá a notícia.

II Jornadas de Ortotraumatologia do Alto Minho


07 Maio 2010

Enfermeiros fora do CODU? Não podem existir dois galos no mesmo poleiro...


A presença de enfermeiros nos CODU não surge tecnicamente sustentada, uma vez que existe já um profissional diferenciado a superintender o CODU ‐ o Médico Regulador. A coexistêcia destes dois profissionais (médicos e enfermeiros) nã encontra paralelo nos restantes países europeus.

Não existindo enquadramento ténico que justifique a manutençã0 da situaçã0 actual, o CODU deve retomar a situação pré‐existente em 2007, conforme ao Manual do CODU em vigor, devendo os enfermeiros que hoje aí exercem funções ser realocados, passando a integrar as tripulações dos meios ‐ ambulâcias SIV/VMER e helicóteros SAV.

A fusão entre TAE e TOTE permite obter ganhos significativos na qualidade do atendimento nos CODU, por via da rotação de profissionais entre o atendimento telefónico e o exercício de funções de socorro no terreno. Por outro lado, esta fusão permite criar um universo de recrutamento de profissionais mais abrangente, tornando também a carreira mais aliciante.

A polivalência funcional deste profissional ‐ TEPH ‐ é uma mais valia, permitindo‐lhe exercer funções quer no terreno, quer no CODU, de forma rotativa, de modo a que ao fazer triagem, esteja ancorado na experiência que ganha no terreno e vice‐versa. Esta triagem constitui um instrumento fundamental para assegurar o funcionamento da emergência médica e optimizar os meios operacionais.

Esta versatilidade de funções permite ainda aos ténicos que se encontrem, temporária ou definitivamente, impossibilitados de irem ao terreno, continuarem em plena actividade, exercendo funçõs no CODU.

Propõe‐se, desta forma, criar uma nova carreira profissional, de nível 5 (se houvesse necessidade disto) a de Ténico de Emergêcia Pré‐Hospitalar (TEPH), com uma componente formativa mais exigente, assegurando a presença, em todas as situações, de profissionais com formação polivalente, que lhes permita garantir as funções fundamentais: dominar a triagem, ir ao terreno e ser capaz de lidar com as situações clíicas do âmbito da emergêcia pré‐hospitalar.

A implementação desta carreira – primeiro no INEM e, posteriormente, ainda que com adaptações, em todo o SIEM – permitirá uniformizar o socorro e melhorar a sua qualidade.
Pior do que tudo, põe-se em causa a possibilidade que o TEPH administre terapêutica, faça acessos venosos... mas vejam a página 17 com detalhe... e contribuam porque este documento está em discussão pública...
As estruturas sindicais, ordem, associações devem tomar uma posição mas qualquer um pode contribuir com sugestões/críticas para info_portal@sg.min-saude.pt

Leiam o documento integral aqui. Dá vontade de perguntar onde está a galinha para por Ordem nisto. Nem acredito no que li...

06 Maio 2010

SNS, propostas de mudança

fonte: Saude SA

Algumas propostas de mesinha-de-cabeceira. Para mudar o rumo do SNS (presunção e água benta). Sem qualquer organização ordinal. Nestes tempos de recurso ao clonazepam para um sono tranquilo. Sem agências de rating.

1. Aprovar uma tabela remuneratória única para todos os médicos, em regime de 40 horas (mais 5 obrigatoriamente em SU), vinculativa dentro das instituições do SNS. O que se pouparia em horas extra, serviços a la carte de médicos indiferenciados, contratos individuais escandalosos, etc., daria para pagar bem melhor aos profissionais do SNS. (A prova de poder poupar-se gastando mais. O princípio da roldana, ou isso...).

2. Separar o acto de triagem do SU do episódio de urgência (entre outras coisas, remunerando-os diferenciadamente), permitindo o reencaminhamento (com definição de prazos) para a consulta aberta do CS ou para qualquer uma das consultas externas do Hospital. Reduzir-se-iam imenso as horas extra.(Mas as procuradorias? Teriam que fazer horas extra?).

3. Entregar a «Medicina Preventiva» aos enfermeiros em CSP. O estímulo a estes profissionais que isto representaria, e a poupança em vencimentos a médicos e em contratos individuais ou de prestação de serviços destes, levaria a uma poupança descomunal. Acabaria também esta vergonha mitológica da falta de médicos. (Não adianta saber supostamente mais, sem tempo para fazer, pois não?).

4. Reorganizar os serviços, nem que por força da Lei da Mobilidade; a partir de um momento em que há um Hospital do Norte, com área de influência (para esta especialidade) de cerca de 300000 habitantes com 30 psiquiatras e 24 internos, e outro com uma área de influência de quase 800000 habitantes com 12 psiquiatras e 6 internos, está tudo dito. Nomeadamente em relação à pretensa falta de médicos. (Isto, eu sei, é provavelmente impraticável. Estragaria muita privada. E há deuses no Olimpo que só se avistam).

5. Dar poder organizativo e remuneratório a estruturas intermédias de gestão, como por ex. os CRI, em contexto hospitalar. («CRI-as», digo eu)

6. Extinguir a ADSE (já estou preparado para as críticas; em todo o caso, qualquer seguro de saúde com cerca de 300 milhões de aporte e 1000 milhões de gastos já teria sido extinto há muito) e, dito isto, acabar com esta parafernália de instituições privadas, verdadeiras sanguessugas do OE e do SNS, sobredependentes deste subsistema. (Talvez descobrir que, em Portuga, só em certas «linhas» há mercado para os hospitais privados)

7. Aproximar o método de assiduidade dos médicos àquele dos enfermeiros (isto seria facilitado pelos CRI); apesar do trabalho não ser maioritariamente por turnos, se este fosse organizado por módulos com controlo de assiduidade faseado (internamento, consulta, hospital de dia, urgência, etc.), evitavam-se inúmeros incumprimentos e ajudaria a acabar com esta vergonha de SIGIC e recuperações de listas e afins... (incluem-se cirurgias nas Misericórdias em dia de urgência na SPA/PE…)

8. Acabar com qualquer tipo de suplemento por assiduidade (se ainda fosse decremento por falta dela...).

9. Isto exigiria uma nova reforma da AP, mas deveria ser possível, num futuro sistema de avaliação, o que de novo poderia ser facilitado por uma organização de proximidade, um médico (ou qualquer outro profissional da AP) regredir na carreira, dentro de uma mesma categoria obtida por concurso, por incumprimento das funções atribuídas, da mesma forma que é defensável e instituído que progrida no caso de cumprimento satisfatório destas. (E ainda me acho eu de esquerda. Tenho que fazer o political kompass de novo...)

10. Acabar com a possibilidade de um médico trancar uma receita, desde que o farmacêutico fosse obrigado a ceder o genérico aprovado mais barato, ou na famosa «ausência de stock», a Farmácia tivesse que colocar a diferença. Em alternativa, concursos anuais, com um só genérico comparticipado que teria que ser cedido. (Já vejo os bichos papões. A aproximarem-se. Tenebrosos).

11. Nem quero falar das margens de lucro das farmácias. Andamos todos incomodados com a falta de concorrência nos combustíveis, mas pactuamos silenciosamente com a completa, total e absoluta (passe o pleonasmo) ausência de concorrência entre farmácias. Ou alguém na blogosfera consegue comprar o brufen mais barato na farmácia X? (Concorrência limitada aos unguentos, não, obrigado).

12. Cada utente ter, em vez do cartão de saúde, um qualquer sistema de armazenamento portátil de informação, onde ficassem registados actos médicos/cirúrgicos prévios, medicação e exames complementares. (Não perdessem os portugueses tantas vezes estas coisas)

13. Incluir no currículo escolar noções básicas acerca do âmbito, funcionamento e relevância do SNS como elemento social agregador. (isso e a agricultura de subsistência, como fez a Dinamarca).

14. E, depois disto tudo, da reorganização dos serviços, de um horário alargado, de uma tabela remuneratória decente, de um sistema de avaliação eficaz, do protagonismo dos enfermeiros em CSP, depois de descobrirmos todos que o nº de médicos é suficiente, exigir a exclusividade de funções (não só aos médicos, como é evidente). (E acabar com médicos como eu, que não dão atenção nenhuma à privada)

E isto, de preferência, antes de 2110, quando formos cidadãos prováveis de uma qualquer Federação de Estados Europeus.
Este ramerrame em que vivemos só vai levar a um fim: o do SNS, pelo menos como o conhecemos, cuidamos e queremos melhor.

PS: depois de escrever este texto, não sei por que motivo, fiquei com uma sensação estranha. Aquela com que fico quando ouço o «movimento perpétuo» dos Deolinda. A de não sermos suficientemente merecedores do «movimento perpétuo» do Paredes…

AM

02 Maio 2010

Participem



No Fórumenfermagem estão a recolher possiveis questões para colocar a estes deputados. Contribuam.

01 Maio 2010

Contraproposta da CNESE ao MS: carreira de enfermagem

Já está disponível a contraproposta da CNESE (Comissão Negociadora Sindical dos Enfermeiros) ao Ministério da Saúde relativa à carreira de Enfermagem que inclui a possibilidade de faseamento remuneratório.