30 Abril 2010

Tendências e oportunidades - Excelente Visão


fonte: Casa do Enfermeiro

Se há coisa que falta na nossa profissão são centros de análise estratégia que congreguem esforços, vontade e capacidade crítica de forma a impulsionarem a Enfermagem em direcção a novos desafios que permitam a sua consubstancialização no tecido social e económico nacional e, diremos mesmo, internacional. Sentindo esse défice, procuraremos contribuir para algumas análises que ajudem a detectar padrões na sociedade e extrair dos mesmos tendências e oportunidades para a profissão.

Sendo que: apenas 10% das pessoas com mais de 65 anos de idade beneficiam de algum tipo de ajuda (link); que só a área metropolitana de Lisboa já tem 765 mil pessoas sem médico de família (link); que fecharam 9 urgências hospitalares das 15 previstas pelo ex-ministro Correia de Campos (link) e que este serviço é o que recebe mais queixas dos utentes (link); que os médicos tarefeiros custaram 34 milhões de euros ao erário público (link); que o modelo hospital em casa pode vir a ser uma realidade com mais ganhos para os utentes (link) e passível de contratualização num novo modelo de contratualização com os Cuidados de Saúde Primários (link); que os Portugueses não estão muito satisfeitos com a sua saúde (link) e o seu sistema de saúde não está nos melhores dias (link) (havendo quem proponha a sua redução – link – com transferência da prestação para o privado, ainda que este reduza a qualidade do atendimento aos utentes – link –); que as novas tecnologias abrem novas oportunidades em modelos de intervenção (link); que os serviços de urgência dos centros de saúde reduzem os horários de atendimento (link) e que as doenças crónicas representam um desafio cada vez maior para o sistema (link 1, link 2, link 3); colocamos a seguinte questão:

Porque não investir em modelos assistenciais sustentados numa maior autonomia (administrativa, mais do que técnica) dos enfermeiros (cuja formação tem evoluído meteoricamente, ao contrário da de outros profissionais, que estagnou há 30 anos – link), de forma a estes poderem responder efectivamente às necessidades dos utentes num modelo de proximidade que seja contratualizável (link) e sujeito a análises de custo-benefício e benchmarking internacional?

É demais evidente que os utentes necessitam acima de tudo de cuidados de enfermagem e acompanhamento da sua situação, e não de cuidados agudos de forma continuada (fórmula que tem conduzido ao declínio da sustentabilidade do sistema de saúde e aberto a oportunidade a propostas para a sua privatização). Há que investir em modelos de Unidade Local de Saúde, com a criação do enfermeiro de família para os cuidados de saúde de proximidade, e do enfermeiro de referência para os contextos agudos, além de inovar nos interfaces utentes-profissionais e profissionais-profissionais, recorrendo para esse efeito às novas tecnologias.

Está claro que por vezes surgem propostas como esta (link) que por serem mal explicadas implicam que alguém venha pôr água na fervura (link). Mas acima de tudo é importante investir na estabilidade dos profissionais, pois só assim estes podem desenvolver competências e sustentar a sua intervenção em relações de confiança com os utentes (requisito fundamental para a figura de enfermeiro de família e de referência), o que não é compatível com o mercado de recursos humanos na saúde (link) que se tem vindo a desenvolver com a complacência de um Governo totalmente inapto em políticas de saúde.

Poder-se-á mesmo afirmar que este mercado de recursos humanos na saúde é um contribuinte líquido para o aumento de erros na prestação de cuidados (link), havendo quem tenha concluído que enfermeiros com maior autonomia na sua actuação contribuem para a redução destes erros (link). Cá para os nossos lados há quem tenha, nesse sentido, investido na monitorização contínua da qualidade dos cuidados de enfermagem (link).

Porém, como num mundo globalizado não estamos sozinhos, importa analisar as grandes linhas estratégicas para o desenvolvimento na Europa (link 1, link 2), a fim de alinhar as nossas orientações com as dos nossos parceiros. Aliás, se dúvidas houvesse sobre quais as estratégias a adoptar, este exemplo (link) demonstra bem como uma das organizações com mais poder em Portugal opta por investimentos cuja sustentabilidade passa essencialmente pela intervenção dos enfermeiros.

Se tal não for suficiente, fica aqui um diagnóstico (link) que demonstra uma necessidade do mercado da saúde (exemplarmente manipulado pelos seus prestadores) à qual os enfermeiros especialistas em reabilitação (neste caso) poderão dar resposta. Mas porquê a necessidade dos enfermeiros inovarem e adaptarem-se às novas contingências económico-sociais? Simples. Porque as outras profissões fazem o mesmo. Aqui fica um exemplo de pressão sobre os decisores públicos para abrirem mais vagas para psicólogos no sector público (link) o que vai reduzir as potencialidades de intervenção dos enfermeiros especialistas em saúde mental e psiquiátrica.

27 Abril 2010

Escala Waterlow e risco de Úlceras de pressão

fonte: PUBMED - Validity of the Waterlow scale and risk of pressur [Br J Nurs. 2010 Mar 25-Apr 7]

A recent article in the British Journal of Nursing has assessed the validity and predictive efficacy of this tool in a study of 200 patients. The study concluded that the scale had a high incidence of false-positive rates and was unable to discriminate well between those who later did or did not develop a pressure ulcer:

“The ethics of continuing to use a screening tool with limited predictive value requires discussion…in our experience, screening has not led to any reduction in the incidence of pressure injury but, rather, has led to reliance on screening and a de-skilling of nurses. Moreover, routine screening for many other risks, such as falls, delirium and nutrition have become commonplace, consuming considerable nursing resources with little known benefit. If nursing is to be truly research based, we should be guided by evidence of true effectiveness and also take costs into account”.Pressure ulcer incidence is pretty good indicator of the quality of nursing care that has been delivered. In this study risk factors were found to correlate more closely with mobility and nutrition, highlighting the absolute importance of essential nursing care (basic nursing care) in ensuring a reduction in pressure ulcers. Nurses should not overly rely on tools such as the Waterlow scale, but rather recognize such screening as a guide to complement our own professional acumen in the planning and management of best care for our patients.

VER ESCALA

O problema das Urgências


fonte: SaudeSA

1.º - «Os gastos dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em horas extraordinárias totalizaram os 211,1 milhões de euros até ao final de Setembro, o que traduz um acréscimo de 4,6 por cento face aos 201,8 milhões de euros de igual período de 2008.» link

2.º - «O Governo quer acabar com os tarefeiros nas urgências e admite aumentar o número de horas de trabalho dos médicos das actuais 35 para as 40 semanais. As cinco horas por semana a mais seriam para fazer urgências, além das habituais 12.» link

3.º - «Há médicos sem habilitações nas equipas das urgências porque chumbaram nos exames da especialidade de medicina interna", afirmou Pilar Vicente ao CM,adiantando que o problema, que atinge os hospitais de Almada, Amadora-Sintra, Centro Hospitalar de Lisboa (São Francisco Xavier e Egas Moniz) já foi denunciado ao ministério da Saúde.» link

Alguém disse que, nós portugueses, substituímos o conceito de medicina baseada na evidência para o de medicina baseada na urgência. É neste sector que se reflecte a nossa incapacidade organizativa em matéria de cuidados de saúde. Sendo o SU o último reduto de quem necessita de cuidados assistenciais e a eles não consegue aceder por outra via, é nele que se espelha a ineficiência do sistema.Ao SU acorrem doentes que não conseguem resposta atempada do seu médico de família (muitos infelizmente); os que não conseguem aceder a uma consulta de especialidade de outra forma (cada vez mais); os enviados pelos serviços internos do próprio hospital, por necessitarem de observação por outra especialidade não disponível de outra forma; os observados/transferidos em unidades privadas (algumas com urgência aberta e sem internamento); e, finalmente, os que verdadeiramente a ele deveriam recorrer: os acidentados ou acometidos de doença súbita com risco de vida imediato.

Nos países com medicina organizada, são estes últimos que praticamente recorrem ao SU. Assim, as equipas médicas na urgência são reduzidas tendo como papel principal o diagnóstico imediato da situação e a estabilização dos parâmetros vitais. Uma vez feito o estadiamento clínico, é aos serviços internos do hospital que compete tratar o doente em causa.

Neste País, não é assim que se passa. Os SU funcionam quase como um hospital dentro de próprio hospital, o que leva frequentemente a ter de aumentar os quadros profissionais ou, última moda, a contratar médicos tarefeiros, para responder às necessidades crescentes do SU.

Neste contexto não admira que os gastos dos hospitais em horas extraordinárias não parem de crescer. E, também aqui, pretende resolver-se um problema essencialmente organizacional pela via administrativa.

Heterogeneidade... patológica!


"Vivemos todos sob o mesmo céu, mas nem todos temos o mesmo horizonte"
Konrad Adenauer

Um dos principais (entre muitos outros) problemas da Enfermagem é a heterogeneidade - de ideias, de estratégias, de formação, de comportamentos, de tudo.

A variabilidade e a diversificação são factores componenciais que fazem parte da matriz de qualquer entidade, estrutura, classe ou organismo. Útil e desejável... até ao limite do patológico.
Surpreende-me como na classe de Enfermagem não há congregação ou convergência relativamente a quase nada! Mesmo no que diz respeito a matérias que, supostamente, ninguém alguma vez suporia que assim fosse!

O universo é pródigo em exemplos de que a verdade absoluta não existe, mas a Enfermagem é igualmente profusa no que diz respeito à anarquia ideológica. Aliás, não é bem anárquica, pende severamente para a selvática. Quando os onze jogadores de um jogo de futebol chutam a bola ao sabor da rosa-dos-ventos, torna-se difícil vencer qualquer jogo! E se alguns desses jogadores, a mio da partida, vestem a camisola do adversário.... então, pergunto, será que vale a pena?

Um exemplo? Há colegas nossos que afirmam, sem pejo ou prolixidades, que os Enfermeiros são bem remunerados... e não concordam com qualquer aumento!

Quando nós, nem sequer nesta matéria, reunimos consenso, expliquem-me, francamente, como vamos orientar o nosso rumo?

25 Abril 2010

Com a mudança, deixou de haver enfermeiros, nutricionistas e psicólogos.



fonte: Renascença

Doentes com HIV insatisfeitos com novo hospital de Cascais. Seropositivos e médicos queixam-se de falta de humanização, a administração desvaloriza.

O novo hospital de Cascais alterou o regime de funcionamento do serviço que atende os doentes de SIDA.
Com a mudança, deixou de haver enfermeiros, nutricionistas e psicólogos. Os próprios médicos têm apenas 35 horas por semana para ver mais de mil doentes.

Utentes seropositivos queixam-se da falta de humanização do atendimento no novo Hospital de Cascais e reclamam o regresso da equipa interdisciplinar que era "como uma família", críticas subscritas por alguns médicos e que a administração desvaloriza. Antes da inauguração, a forma como estava previsto o atendimento a doentes de especialidades como a oncologia e o VIH motivou protestos dos utentes e o chumbo do Tribunal de Contas, que em 2008 alertou para uma "alteração do perfil assistencial a doentes infectados com VIH-Sida".

Entretanto, a administração do novo hospital celebrou um protocolo com a Administração Regional de Saúde, assumindo a responsabilidade por estes doentes, que são actualmente acompanhados nas consultas externas e, quando apresentam problemas de saúde, seguidos nas urgências. O coordenador da consulta de VIH neste hospital, José Vera, disse à Lusa estar preocupado com o actual modelo e especialmente com a impossibilidade de os doentes faltosos - cerca de 20% - serem remarcados, o que "põe em causa o tratamento".

"No anterior serviço, sempre que um doente faltava era chamado e remarcada a consulta. Em alguns casos existia toma [de medicamentos] assistida. Agora, isso é impossível", explicou. Administração garante qualidade. O também responsável pela unidade de tratamento da imunodeficiência afirma que a situação "pode ter repercussões ao nível da saúde pública", tendo em conta o número de doentes seguidos: mais de mil. "Não temos o apoio essencial em termos de enfermeiras ligadas à consulta e de um secretariado específico que conheça os doentes", sublinhou.

Inaugurado a 23 de Fevereiro, o hospital é público, mas tem gestão privada, a cargo dos Hospitais Privados de Portugal, do grupo Caixa Geral de Depósitos. Contactado pela Lusa, o presidente do Conselho de Administração do Hospital de Cascais, José Miguel Boquinhas, disse ter conhecimento das críticas, mas garantiu que "os doentes estão a ser tratados da melhor forma possível".

Esclareceu ainda que, tendo em conta o contrato de gestão, o hospital "nem sequer tem a obrigação de tratar doentes com VIH". "Pelos vistos, tentamos fazer o melhor, mas isso não chega", disse.

O discurso mudou um pouco mas ainda há aspectos a limar...

Fonte: DN Faltam entre três a cinco mil enfermeiros

Em Portugal faltam entre três a cinco mil enfermeiros nos Cuidados de Saúde Primários. Quem o diz é a própria bastonária da Ordem dos Enfermeiros que adianta que, actualmente, saem das universidades portuguesas uma média de 3700 jovens licenciados em enfermagem.

Para contrariar a "falta de enfermeiros em Portugal" [esta expressão ainda é uma influência dos discursos do passado e uma pura mentira], a Ordem, em colaboração com o Ministério da Saúde, entre outros parceiros, está a criar um grupo de trabalho com vista "à construção de um plano estratégico para o sector".

Até porque há problemas que já estão identificados, refere a bastonária Maria Augusta de Sousa. "Temos serviços, como a Ortopedia, em que há um sistema que permite saber as horas com maiores necessidades para os doentes", explica. "E, face ao horário dos enfermeiros, o que se verifica é que há serviços em que era preciso o dobro do pessoal que lá está", salienta ainda. Situações que poderão ser resolvidas, espera, com planos estratégicos para o sector.

De acordo com Maria Augusta de Sousa, apesar de todos os anos se licenciarem cerca de 3700 enfermeiros, devido à dificuldade em encontrar colocação, "há muitos jovens licenciados que acabam por rumar para o estrangeiro". Além disso, segundo um estudo elaborado pela Ordem, em média 45% dos jovens licenciados demoram entre seis meses a um ano a conseguir emprego.

Isto apesar de, segundo esta responsável da Ordem dos Enfermeiros, Portugal ter "um dos níveis de formação mais elevados e mais conceituados na Europa". "Somos reconhecidos em todo o lado", frisa Maria Augusta de Sousa, recordando que "não é por acaso que os enfermeiros portugueses arranjam logo emprego quando vão para o estrangeiro".

As melhoras para a Sra Bastonária


fonte: Correio da Manhã

Maria Augusta Sousa fracturou fémur

Bastonária dos Enfermeiros operada após quedaMaria Augusta Sousa, bastonária da Ordem dos Enfermeiros, foi esta quinta-feira submetida a uma intervenção cirúrgica em Coimbra, depois de ter fracturado o fémur numa queda durante uma iniciativa daquela instituição.

"O seu estado clínico é estável, encontrando-se a recuperar da cirurgia a que foi sujeita, esta tarde, no Centro Hospitalar de Coimbra (Hospital dos Covões)", referiu a assessoria de imprensa da Ordem.
A bastonária sofreu uma queda quando subia para o palco no auditório da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, onde ia discursar.

As actividades programadas no âmbito da Semana da Bastonária no distrito de Coimbra foram, consequentemente, canceladas, exceptuando a celebração de um protocolo, na sexta feira, em Coimbra, com a Administração Regional de Saúde do Centro, no âmbito do Programa Padrões de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem, onde será representada por Jacinto Oliveira, vice-presidente do Conselho Diretivo da OE.

21 Abril 2010

Acham que este tipo de postura/discurso tem algum jeito?

fonte:TSF
opinião por Fábio Gonçalves
SIPE: "Os enfermeiros deviam substituir os médicos na prestação de cuidados de saúde primários. O médico não devia andar a passear pelos serviços e povoações, devia estar no gabinete disponível para quando o enfermeiro entendesse que ele era necessário enviar-lhe o utente que devia ser visto por ele, com o relatório e análises feitas, com o diagnóstico já pré-definido" Ouvir declarações aqui

Caros colegas, eu sou defensor da aquisição de mais competências/autonomia mas não é com esta postura e discurso que vamos lá. Como enfermeiro, dou a razão ao bastonário da OM e sublinho as suas palavras. Da parte da Ordem dos enfermeiros o discurso só veio polir a discussão ao de leve.

Entendo a resignação do SIPE mas para chegarmos ao "modelo de enfermagem americano/inglês", não basta ler uns artigos, debitar uma teorias e afrontar o "golias". Há que ter metodologia e planear esse modelo a longo prazo com formação/atribuição de competências específicas aos enfermeiros mesmo que actualmente pareçam não ter utilidade. Algumas ideias:

1- Criação de bolsas de enfermeiros com formação específica/aprofundada em:
- "prescrição/gestão de terapêutica"
- "execução/análise de exames complementares de diagnóstico"
- "gestão de serviços de saúde"
- etc

2 -Propor alterações na formação de base da licenciatura... exigir/aprofundar mais os conhecimentos (já não é a primeira vez que ouço colegas dizerem que tiraram o curso e não sentiram um grau de dificuldade digno de uma licenciatura) Ou será que somos mesmo inteligentes? Será mesmo um curso fácil?

3- Apostar/propor formação em contexto de equipas. Esta é uma ideia que já pensei em desenvolver/estudar . Porque razão em Portugal a formação médica e de enfermagem é completamente separada. Não conheço uma única escola que leccione os dois cursos em conjunto. Porquê? Digam-me lá se não é o médico o principal profissional com quem trabalham para dar resposta às necessidades do doente...Será que o País/Saúde não teria a ganhar com isto? Médicos e enfermeiros que estudavam e trabalhavam sempre em conjunto/em equipa... As aprendizagens seriam comuns/partilhadas e os ganhos em saúde seriam concerteza muito superiores...

Este modelo em equipas permitiria uma relação de proximidade inegável/dissolução de competências/complementaridade/confiança... Já pensaram alguma vez nisto? As aquisições/competências que hoje temos foram gradualmente delegadas/atribuidas aos enfermeiros pela confiança/capacidade que demonstramos (custa dizer que foi aos médicos mas foi. Ou acham que não?) Será que a história não nos ensina nada? Talvez não... Eu acho que sim...

Antigamente as escolas de Enfermagem e Medicina estavam localizadas principalmente em instalações próximas ou nos Hospitais. Por algum motivo??? Por coincidência? E a formação não era partilhada entre médicos e enfermeiros/(antigas freiras)?

Voltando ao cerne do post, a ideia base é não afrontar mas trabalhar sempre em parceria. Alguém gostou que algumas profissões atentassem às competências dos enfermeiros? Claro que não... Os médicos também pensam assim e é normal a sua reacção... Há que ganhar a sua confiança... Trabalhar em complementaridade, com inteligência, metodologia. Se isso acontecer talvez no futuro se adquira mais competência/autonomia. Não é com guerras corporativistas que se ganha a batalha...


Esta notícia irá correr a comunicação social com uma rapidez incontrolável e é pena que a imagem que passa é negativa. Vejam o exemplo da BOLA - link (foto em baixo).. Que imagem/ideia vos sugere???



Hospital Privado de Guimarães mantém enfermeiros em situação “ilegal e imoral”


fonte: Esquerda.Net

O H P de Guimarães alicia enfermeiros a trabalharem sem remuneração ou contrata-os através de falsos recibos verdes, pagando abaixo do salário mínimo nacional. José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda, pediu explicações ao MTSS sobre esta situação.

No recém aberto Hospital Privado de Guimarães que espera ainda a sua inauguração, a acontecer dia 24 de Junho deste ano, há cerca de cinquenta enfermeiros a trabalhar a falsos recibos verdes. Alguns destes profissionais chegam a trabalhar mais de 300 horas por mês, contabilizando horas extraordinárias e bancos nocturnos, ganhando no máximo 900 euros, através de contratos de prestação de serviços, ou seja, auferindo cerca de 2,80€ à hora, um valor abaixo do salário mínimo.

“Os enfermeiros celebram por isso uma prestação ilegal de serviços com o Hospital Privado de Guimarães”, explica o deputado do Bloco José Soeiro na sua pergunta dirigida ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS).

O “mais extraordinário desta situação”, considera o deputado, é o facto de numa fase inicial o Hospital oferecer aos enfermeiros uma proposta para trabalharem cerca de dois meses sem qualquer remuneração, num regime de “voluntariado” e com a promessa de que poderão mais tarde assinar um “contrato de trabalho”.

O deputado afirma que tem estado em contacto com estes trabalhadores que lhe contaram também que a este período de voluntariado seguem-se mais alguns meses (entre 60 a 90 dias) a ganhar entre 200€ e 300€, para um período de trabalho que pode chegar a 160 horas por mês. Neste caso, informam, passam-se recibos verdes preenchidos com “o valor que o Hospital estabelece, ou seja, sem referência ao horário de trabalho que cumprem nas instalações e sob subordinação hierárquica da instituição”.

José Soeiro considera esta situação “ilegal” porque “se mascara uma situação de trabalho subordinado através de contratos de prestação de serviços”, afirma, referindo-se aos falsos recibos verdes que estes enfermeiros são obrigados a passar.

Além disso, o deputado classificou a acção do Hospital Privado de Guimarães como “imoral”, porque “se exploram as expectativas das pessoas” para as colocar num regime de trabalho não remunerado “com a promessa de que essa é a condição para, mais tarde, poderem ter um emprego naquele Hospital”.


Os enfermeiros têm-se submetido a estas condições dada a exiguidade de emprego existente e dadas as expectativas de celebração de contratos que, contudo, nunca chegam.

O deputado já questionou o Governo, através do MTSS, sobre se este tem conhecimento do que se passa com a contratação dos enfermeiros no Hospital Privado de Guimarães, baseada em “chantagem e exploração” e se a Autoridade para as Condições do Trabalho já efectuou, ou pretende efectuar, qualquer actividade inspectiva.

Além disso, José Soeiro quer saber como será regularizada a situação profissional destes enfermeiros e exige uma garantia do Ministério para que estas situações sejam corrigidas e prevenidas.

20 Abril 2010

Um terço dos enfermeiros reformados trabalha no privado

fonte: DN
por HELDER ROBALO

No ano passado, 2047 enfermeiros aposentados disseram à Ordem que pretendiam continuar no activo

Mais de dois mil enfermeiros aposentados continuam a trabalhar, mas no privado. Desde 1999, segundo dados do Ministério da Saúde, reformaram-se 7461 enfermeiros. A 31 de Dezembro do ano passado, quase um terço dos que se aposentaram na última década (2045) comunicou à Ordem dos Enfermeiros que pretendia continuar a trabalhar. Tal como sucede com os médicos, muitos vão trabalhar para o privado, acumulando a reforma com o novo vencimento. Muitos acompanham as equipas cirúrgicas em que estavam integrados.

Para a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Maria Augusta de Sousa, "podem existir duas explicações para estes números em 2009", que representam um aumento de cerca de 187% face ao número do ano anterior, quando estavam contabilizados 714 enfermeiros reformados activos. "Por um lado houve alterações ao regime de reformas que levaram muitos enfermeiros a pedir a aposentação antecipada, alguns com perdas", diz. Outra razão prende--se com o facto de, em 2008, a Ordem "ter feito um pedido de actualização dos dados dos seus associados", refere Maria Augusta de Sousa.

Segundo os dados do Ministé-rio da Saúde e da Caixa Geral de Aposentações (CGA), desde 1999 aposentaram-se 7461 enfermeiros. Só em 2009, segundo as listas da CGA publicadas em Diário da República, foram 741 os profissionais que se reformaram.

Para a bastonária, "muitos são contratados pelos hospitais privados". Outros "vão trabalhar para lares de terceira idade, por exemplo". Para o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, "esta é uma situação em tudo semelhante à dos médicos". "Muitos vão com as equipas cirúrgicas em que estavam integrados para os privados", confirma José Correia Fernandes.

As alterações das regras de aposentação na função pública explicam alguns ciclos de reformas. Em 2003, por exemplo, os dados da tutela apontam para a aposentação de 1086 enfermeiros.

Este valor, diz a bastonária, é também justificado por, "nesse ano, muitos profissionais terem atingido a idade de reforma. "Tínhamos um regime de 42 horas semanais que permitia uma majoração do tempo de trabalho, o que pode levar a esse pico", refere. Tendo em conta que em 2003 as regras de aposentação obrigavam a um mínimo de 57 anos de idade e 35 de carreira, e "como o grosso dos enfermeiros iniciou a carreira em 1974, muitos atingiram os requisitos por essa altura", esclarece Maria Augusta de Sousa.

"As condições de aposentação degradaram-se muito e, com todas estas alterações, há uma sensação de perda de autonomia e de condições de trabalho", acrescenta Guadalupe Simões. A coordenadora do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) garante que "estes profissionais que vão para o privado ou se aposentam fazem falta, pois são enfermeiros com muita experiência e podem ensinar os mais novos".

Quanto ao futuro, a coordenadora do SEP e a bastonária temem que se assista, já este ano, a novo pico de reformas, com as mudanças das regras de reforma. "Hoje há um certo descontentamento dos profissionais, um cansaço acumulado", diz Maria Augusta de Sousa.

Uma boa ideia mas só faltam 2 ORDENS para tb "dar graxa" à Ministra

OF = MS - OE - OM

Farmacêuticos aplaudem centro de conferência de facturas

18 Abril 2010

Diferentes tempos de Antena na Greve de Enfermeiros

fonte: Cogitare em Saúde

Já várias vezes aqui nos queixamos de que alguns media deliberadamente, não passam determinadas noticias , os motivos esses, serão vários, apenas imaginamos alguns . Agora conseguimos comprovar quais os Media televisivos que mais falaram sobre a ultima greve dos Enfermeiros. Cliquem aqui

Assim na semana da Greve dos Enfermeiros ficamos a saber que a SIC foi quem mais falou da Greve , seguida da TVI e depois da RTP , a última a Televisão do estado ( Haverá coincidências)!

Recordo que última greve dos enfermeiros houve uma adesão de 90% e a RTP foi quem menos noticiou . Será que há dúvidas sobre a manipulação das notícias? A Verdade é que na noticia da compra dos submarinos esta tendência se manteve! Resumindo a televisão do estado é a que menos tempo disponibiliza…

Aproveito para informar ainda que no caso dos Prós e Contras ( link) enviamos um email para o Provedor do Telespectador, criticando a discriminação que os Enfermeiros e outros técnicos de saúde foram alvos no ultimo debate.

Aproveitem para ir ao México




Sabíamos que o ONU está ao serviço dos EUA. Sabemos agora que a "respeitável" Organização Mundial de Saúde" está ao serviço das grandes multinacionais farmacêuticas. A montanha pariu um rato: obrigaram os governos ( incluindo o nosso) a importar milhões de vacinas para agora ficarem nas prateleiras!

Os profissionais de saúde foram os primeiros a recusar tomá-la.Um autêntico flop ! Já com a gripe das aves foi a mesma coisa, muitas vacinas, espalhar muito o terror, planos de contingência e... já ninguém fala nela...

A situação passa-se em Alenquer... Oferecer viagens a quem compre vacinas ???






Barómetro Forumenfermagem


A lei da oferta e da procura de enfermeiros acaba neste tipo de vergonhas


fonte: http://beparlamento.esquerda.net

Soeiro quer esclarecimentos sobre situação de enfermeiros no Hospital de Guimarães

No Hospital Particular de Guimarães há cerca de cinquenta enfermeiros a trabalhar a falsos recibos verdes. Alguns destes profissionais chegam a trabalhar mais de 300 horas por mês, contabilizando horas extraordinárias e bancos nocturnos, ganhando no máximo 900 euros, através de contratos de prestação de serviços, ou seja, auferindo cerca de 2,80€ à hora, um valor abaixo do salário mínimo.

Os enfermeiros celebram por isso uma prestação ilegal de serviços com o Hospital Privado de Guimarães. O mais extraordinário desta situação é que, numa fase inicial, este Hospital oferece aos enfermeiros uma proposta para trabalharem cerca de dois meses sem qualquer remuneração, num regime de “voluntariado”, com a promessa de que, aceitando este trabalho voluntário, os trabalhadores poderão ter mais tarde um “contrato de trabalho”.

A este período de voluntariado seguem-se mais alguns meses (entre 60 a 90 dias) a ganhar entre 200€ e 300€, para um período de trabalho que pode chegar a 160 horas por mês. Neste período, os enfermeiros passam “recibos verdes” no valor que o Hospital estabelece, ou seja, sem referência ao horário de trabalho que cumprem nas instalações e sob subordinação hierárquica da instituição. Todos os enfermeiros passam por esta situação, que vai sendo tolerada dada a exiguidade de emprego existente e dadas as expectativas de celebração de contratos, que todavia nunca chegam.

Assim, o Bloco de Esquerda questiona o Governo, através do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, sobre se tem o Governo conhecimento da situação dos trabalhadores do Hospital Privado de Guimarães? Considera o Governo admissível esta prática de chantagem e de exploração dos e das enfermeiras por parte daquele Hospital? Tem o Governo conhecimento de práticas equivalentes? Que medidas pretende o Governo desenvolver no sentido da regularização da situação profissional das trabalhadoras e dos trabalhadores em causa?

A Autoridade para as Condições do Trabalho já efectuou, ou pretende efectuar, qualquer actividade inspectiva? Que mecanismos tem o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social para garantir que situações como esta são corrigidas e prevenidas? Veja aqui as perguntas ao Governo.

14 Abril 2010

Suspendam orientações relativas à GRIPE A



fonte: Direcção-Geral da Saúde

Perante a confirmação do declínio da actividade gripal, suspendem-se, a partir de agora, as orientações excepcionais que visaram assegurar o distanciamento social e o reforço das medidas de higiene, como, por exemplo, a utilização de desinfectantes, sem prejuízo de ulteriores desenvolvimentos que a evolução da situação epidemiológica venha a determinar.

Porém, medidas como a lavagem das mãos e outras de higiene individual e colectiva continuam a ser recomendadas.

Estas recomendações decorrem da necessidade de implementar o PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento) e reduzir custos na Saúde? :)

Vem aí o ENEE 2010



por: Cristina Silva

Aproxima-se a passos largos mais um Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem (ENEE). Agora que o sol começa a dar um ar da sua graça, já apetece pensar em mais uma grande semana de convívio, repartida entre o habitual programa científico e as noites de música e diversão, aqui e além pintalgados de momentos ímpares e irrepetíveis.

O ENEE é por muitos considerado o maior evento da FNAEE, organizado por uma COENEE (Comissão Organizadora do Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem) constituída anualmente. Esta é essencialmente formada por uma ou mais Associações de Estudantes, que podem, eventualmente, trabalhar em conjunto com outras entidades na área da Enfermagem, de modo a optimizar o evento. São parte integrante do ENEE um conjunto de actividades lúdicas, com competições desportivas, concertos, discoteca, barraquinhas (ambiente tipo semana académica) e uma parte científica, com conferências e workshops.

Ao longo dos últimos anos o ENEE tem crescido em qualidade e em quantidade, e é sem dúvida um privilegiado ponto de encontro dos estudantes de enfermagem e enfermeiros de todo o país.
Mais importante do que os colegas que se conhecem ou que se reencontram, mais importante do que os concertos a que assistimos, mais importante do que os copos que se bebem aqui e ali em jeito de comemoração por estes dias de “férias” … São os momentos que passamos realmente junto daqueles de quem gostamos!… Aqueles em que conversamos, aqueles em que rimos, aqueles em que, qual sauna pura e dura, permanecemos horas sem fim na tenda, aqueles em que tomamos banho de água gelada porque a fila para o chuveiro parece nunca mais acabar, aqueles em que, sobre os penhascos, acendemos uma fogueira que brilha até ao nascer do sol…
Para aqueles que nunca participaram, o ENEE é muito mais do que possam imaginar, é uma experiência única e irrepetível. Ainda vão a tempo de perceber o que com isto quero dizer. Para os convivas do costume… Lá nos encontraremos!
Aproveitem e façam a inscrição em http://www.enee2010.com/

21 de Maio - Workshop de Enfermagem - CHPVVC


por: Manuel Lourenço
página do evento : link

No dia 21 de Maio de 2010 vai-se realizar o Workshop de Enfermagem do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde cujo tema é "Qualificar a mudança com base em resultados".

As prelecções debruçam-se sobre vários focos de atenção da prática dos enfermeiros e a apresentação e análise de indicadores dos cuidados de enfermagem, enquadrados no programa de melhoria contínua dos cuidados de enfermagem em curso no CHPVVC.

13 Abril 2010

O Henrique Raposo e os Enfermeiros


fonte:http://www.activismodesofa.net

As crónicas do Henrique sempre foram provocatórias q.b., disparando com uma arrogância intelectual de direita moderna em todas as direcções. Tal não é mau por si só. É uma questão de estilo. Mas a crónica que foi escrita sobre os enfermeiros foi de um mau gosto tremendo. Não só por lançar acusações lamentáveis a toda uma classe, mas sobretudo por o fazer do alto de um pelouro de académico e cronista que parece estar acima do mundo real.

A tal ignorância que por exemplo considera uma greve de 4 dias como uma antecipação das férias da Páscoa. Ora o académico e cronista parece esquecer-se que 4 dias de greve são 4 dias sem vencimento, o que para quem tem responsabilidades de vida real (filhos, contas para pagar, essas coisas mundanas…), não é algo que se assuma de ânimo leve. Enfim, é o tal mundo real que por vezes parece escapar ao jovem académico e cronista.

Costumo ler as crónicas diárias de Henrique Raposo no Expresso Online por normalmente demonstrarem uma inteligência provocatória que nos consegue espicaçar, regra geral através da discordância completa. Mas esta crónica dos enfermeiros foi excessiva, não me lembrando de outra forma de expressar um conselho ao Henrique que não esta com traços salazarentos: um pouco mais de “respeitinho” pelos srs. enfermeiros, sff.

(Imagem: Jemima's Journal)

12 Abril 2010

SINAPEM contra-ataca


fonte: http://bombeirosparasempre.blogspot.com

O Sindicato Nacional dos Profissionais de Emergência Médica – SINAPEM, vem em defesa dos Técnicos Operadores de Telecomunicações de Emergência – TOTE, que desempenham funções nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes – CODU, da dependência do INEM, desmentir declarações cujo conteúdo afectam a reputação, dignidade, bom nome e fundamentalmente o elevado grau de profissionalismo dos referidos técnicos.

Foram proferidas frases como:
- “Inem substitui enfermeiros por técnicos (vulgarmente conhecidos por telefonistas) para poupar 350 mil euros em horas extras”.

- “…tais técnicos não têm competência para fazer juízos clínicos relativos a dados transmitidos”.

- “Houve uma taxa de 50% de erros de encaminhamento de doentes para a Via AVC porque as chamadas passam a ser atendidas por técnicos”.

- “ as chamadas via 112 vão ficar em espera”

- “ …25% das chamadas não são atendidas e haverá um aumento significativo”


Tais referências para além de terem um teor leviano e ditas em tom pretensamente alarmante, são inverídicas e erróneas. Inseridas numa corrente de opinião que visa de forma deliberada e desonesta desprestigiar os visados técnicos, os quais com ampla experiência profissional, com provas dadas e meritoriamente enaltecidas desde a criação da Emergência Médica em Portugal. É fácil demonstrar o desconchavo, ignorância e a falta de seriedade intelectual do Sr Coordenador Nacional dos Enfermeiros Portugueses, Carlos Martins e da Sra Presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Guadalupe Simões, enquanto autores das referidas frases.

Para que seja reposta a verdade, permitam-nos que faça uma breve alusão às competências da classe que tentam desprestigiar, a de TOTE, tendo como suporte o Manual de Organização CODU – Regulamento Interno dos CODU´s.

As únicas duas classes previstas com competência e funções nestes centros são os TOTES e os Médicos. Ambos têm formação específica, para efectuar o atendimento, triagem e aconselhamento de pré-socorro, bem como a selecção e accionamento dos meios de socorro mais adequados a cada ocorrência, preparando a recepção hospitalar dos doentes.

- A recepção do alerta, através do interrogatório telefónico assertivo e com técnicas de comunicação, constitui um componente fundamental de qualquer Sistema de Emergência, na medida em que a sua eficácia faz depender a vida do doente, seguindo rigorosamente os protocolos em vigor com uma terminologia claramente perceptível para o contactante. É a 1ª imagem de profissionalismo na abordagem de quem solicita socorro.

Quem a desempenha é o TOTE, com a supervisão dos médicos reguladores.
- O aconselhamento consiste em manobras simples ou determinados procedimentos que podem ser facilmente executados por quem se encontra junto da vitima – “lifesaving”
Quem o desempenha é o TOTE, com a supervisão dos médicos reguladores.

- Accionamento dos recursos humanos e materiais considerados necessários a cada situação usando as plenas potencialidades dos meios de telecomunicações ao seu dispor. Assegura e orienta os meios envolvidos nas acções de socorro e apoia os outros intervenientes no sistema da emergência médica.

Quem a desempenha é o TOTE, com a supervisão dos médicos reguladores.
De salientar estas pessoas detentores de formação especificamente direccionada à prática da emergência médica com cursos na ordem das 500 horas, quer de central quer na prestação de socorro à vitima no local.

Também referir que 60% dos TOTES têm frequência ou grau académico superior, com uma vasta experiência profissional incomparável com qualquer classe, tendo sido pioneira na iniciação de funções a par com os médicos na criação do 1º CODU em Portugal – em 1987.

Quanto à integração dos enfermeiros nos Codu´s fez-se em meados de Dezembro de 2007 com a criação das ambulâncias SIV – Suporte Imediato de Vida – ambulâncias estas tripuladas por uma equipa constituída por um técnico e um enfermeiro e convergiram aquando a reestruturação dos serviços de saúde.

Estas ambulâncias tem rigorosos protocolos de actuação, a que têm de obedecer, não podendo administrar um fármaco sem que seja validado previamente pelo médico regulador e daí a presença de um( note-se 1) enfermeiro no Codu para fazer a “ponte” entre estas (preferencialmente) e o médico, a par com os TOTES( que são por turno cerca de 16) que fazem e fizeram desde sempre o acompanhamento de todas as situações e respectivo registo dos dados clínicos de todos os outros meios com competência para exercício da emergência em Portugal. Meios Inem (Helicópteros, Vmer´s, Sbv, Motas, etc); Bombeiros, Cruz Vermelha Portuguesa.

Mas, pela optimização dos recursos humanos e técnicos, bem como a racionalização dos recursos financeiros a que o INEM se propôs, tornando-se numa estrutura adaptada à complexidade e responsabilidade da urgência/emergência, com eficácia e eficiência nas suas múltiplas vertentes, entendeu ser desnecessário o recrutamento de enfermeiros em regime de horário extraordinário (sim, horas extras, porque era assim o regime aplicável à função dos enfermeiros nos Codu´s), quando os médicos podiam por si só actuar desde o início da ocorrência até ao fim, assim como o fazem com as Vmer´s( viatura médica de emergência e reanimação, tripuladas por um médico e um enfermeiro) com o apoio dos TOTES como em qualquer outra situação.

Assim como o critério de encaminhamento e activação da Via Verde AVC sempre foi da inteira responsabilidade dos médicos em perfeita articulação com os TOTES. Nunca os enfermeiros tiveram qualquer capacidade de decisão nesta matéria.

Em regime de horário extraordinário? Agora, o INEM consegue assim resolver uma questão fundamental – O não enquadramento legal de enfermeiros nos Codu´s, coisa que nunca existiu.

Pois como se constata, o enfermeiro nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes tem uma função totalmente dependente ou dos 16 TOTES ou dos 2 Médicos reguladores.

Daí questionamos: - Qual a necessidade de manter uma classe que não tem autonomia funcional e remunerada?

10 Abril 2010

Entidades formadoras crescem à custa de recém-licenciados sedentos em constituir um currículo para disputa de emprego

por: Enfª Cristina Silva

Uma Formação aqui, outra acolá

Tenho vindo a verificar, e não consigo dizê-lo sem uma ponta de amargura, que a nova vaga de recém-licenciados em Enfermagem já não se encontra apenas à mercê dos empregadores/ instituições de saúde que tão bem os sabem explorar com contratos e condições de trabalho indignos da sua formação e mais indignos ainda da sua Humanidade. A par disto, tem vindo a emergir uma nova galinha-dos-ovos-de-ouro-exploradora-da-fragilidade-dos-novos-licenciados-em-Enfermagem: são as entidades formadoras, que vão crescendo à custa de um novo público sedento de constituir um currículo que lhe permita consolidar alguma vantagem em futuras situações de “disputa” de emprego.

Nada contra a aquisição/ actualização de conhecimentos e a premente necessidade de um cada vez maior investimento em formação! No entanto, é dever de todos os que as procuram exigir e contribuir para a criação de formações sólidas e credíveis, que contribuam, de facto, para o nosso crescimento como profissionais e como pessoas.

Uma análise cuidada ao panorama actual de formação, obviamente com mais evidência em algumas instituições formativas do que noutras, sugere que maior parte das designações adoptadas para os cursos são, de todo, inapropriadas, não se enquadrando minimamente nos parâmetros definidos para os eventos. É só escolher um nome bonito… E esperar que “cole”!

Para além disso, os programas são não raras vezes pouco condizentes com aquilo a que a entidade se propõe formar, ficando muito aquém do desejável em termos formativos, quer no que diz respeito à sua estrutura, quer aos conteúdos. Quando ajustados, são frequentemente desrespeitados – interessa mais “dar duas de treta” e fumar um cigarrinho com os formandos do que cansar a cabeça a partilhar conhecimentos.

O horário (ou número de horas) definido para a maior parte das formações é também claramente absurdo, o que pode ser comprovado pelo facto de estas se iniciarem mais tarde do que o previsto, terem intervalos maiores e terminarem mais cedo... Às vezes, quase apetece pedir metade do valor da inscrição de volta!!

E poderia continuar, mas não vou fazê-lo sob pena de descredibilizar algumas (poucas) instituições que oferecem formação de qualidade.

É minha intenção que estas palavras sejam observadas por todos os que as lerem essencialmente como uma chamada de atenção que ajude a optimizar recursos e seleccionar formações futuras, em jeito de crítica construtiva. É importante que se credibilize o trabalho dos enfermeiros, tanto como profissionais como formadores, mesmo no círculo inter-pares. Só desta forma poderemos garantir o crescimento da Enfermagem.

Educação sexual em meio escolar

fonte: Portal da Saúde

Aqui está um área em que os enfermeiros devem apostar para evitar que outros profissionais tomem a dianteira.

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Os enfermeiros só exigem o que lhes é justo! - Resposta ao Jornalista Henrique Raposo

fonte: Expresso

Direito de resposta ao artigo "A lata dos enfermeiros, segunda parte", publicado no dia 30 de Março no site do Expresso, da autoria de Henrique Raposo.

Entendeu o Jornalista Henrique Raposo escrever sobre os enfermeiros e a luta que desenvolvemos entre as 12 horas do dia 29 de Março e as 8 do dia 1 de Abril. Escrever sobre a profissão de outros não é problemático ; mas escrever como foi o caso, sem qualquer rigor mais do que colocar em causa os enfermeiros e a profissão de enfermagem, põe em causa o trabalho dos restantes colegas jornalistas que, sobre a greve dos enfermeiros, fizeram um trabalho exemplar.

Porque o seu desconhecimento sobre a profissão de enfermagem é por demais evidente e para que, no futuro, no respeito pelo que é obrigado a fazer - informar os seus leitores - importa que saiba:

I. A greve dos enfermeiros iniciou-se às 14 horas de segunda-feira e apenas no horário programa da tarde, o que significa que na maior parte dos hospitais a greve só se iniciou às 16 horas e, na generalidade dos centros de saúde porque os horários programa só incluem o período da manhã, ainda que assim o quisessem, os enfermeiros estiveram impossibilitados de aderir à greve. E perguntar-se-á o Sr. Jornalista, agora, a razão pela qual a greve foi convocada desta forma. A resposta é simples. Porque com o sentido de responsabilidade que sempre temos, decidimos que depois de um fim-de-semana deveríamos permitir a existência de um período de tempo em que os serviços pudessem se reorganizar, restabelecer stocks de medicação, de roupa, etc. Com o mesmo objectivo a greve terminou às 8 horas de Quinta-feira. Neste contexto, cai por terra a sua apreciação leviana de que os enfermeiros iriam ter "uma semana" de férias como ousou escrever ainda que saiba (espero) que os enfermeiros trabalham por turnos e PRESTAM SERVIÇOS MINIMOS quando em greve.

II. "Fazer reivindicações sem sentido é o desporto do nosso sindicalismo". Não sei que sindicalismo é que o sr. professa mas não será certamente o sindicalismo que o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses desenvolve e, mais uma vez, a sua argumentação revela tanto de desconhecimento como de falacioso. Importa que saiba que o vencimento que invoca de 1500 euros para um jovem médico, em pré-carreira, que não desenvolve exercício autónomo.... não toma decisões, ou seja, está a concretizar mais uma parte da sua aprendizagem, é na realidade, de 1850 euros. O contraponto disto são os enfermeiros que quando iniciam as suas funções já o fazem de forma autónoma, são capazes de decidir e de assumir a responsabilidade pelas decisões que tomam. O Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros - Decreto de Lei nº 161/96 de 4 de Setembro - é muito claro: "Enfermeiro é o profissional habilitado com um curso de enfermagem legalmente reconhecido, a quem foi atribuído um título profissional que lhe reconhece competência científica, técnica e humana para a prestação de cuidados de enfermagem gerais ao indivíduo, família, grupos e comunidade, aos níveis da prevenção primária, secundária e terciária." Afirma ainda o Sr. Jornalista que "um licenciado na função pública não pode ganhar 1200 logo à partida (se ganhar o país enlouqueceu)." Parto do pressuposto que não é licenciado e infelizmente fico com a certeza que enquanto cidadão desconhece as leis do país (sabe que tem o dever de as saber) mas pior é ser jornalista e... não as saber. Que informação fidedigna poderão esperar os leitores do Jornal Expresso, vindas de si? Sr. Jornalista, o início da Carreira Técnica Superior da Administração Pública são 1201,48 e o Governo anterior legislou - Lei 12-A/2008 de 27 de Fevereiro - e reafirmou na Lei do Orçamento (2009) que "nenhuma entidade empregadora pública pode oferecer menos que aquele valor a um licenciado". Sr. Jornalista, o "país só está louco" porque se permitiu que o valor da Carreira Técnica Superior diminuísse dos 1360 euros para estes míseros 1201 euros. O País está louco porque permitimos, TODOS, que o valor do trabalho diminua de forma administrativa... O País está louco porque temos pessoas que se julgam competentes para escrever o que pensam, sem saberem o que estão a pensar... Escusado será dizer que, se é licenciado, e no mínimo não está a ganhar 1201,46 então, lute por isso.

III. "Ressentimento classista contra os médicos". Porque razão haveriam os enfermeiros de terem ressentimentos contra os seus colegas de trabalho??? Os enfermeiros desenvolvem intervenções autónomas ou interdependentes no âmbito das suas qualificações. Prescrevem cuidados de enfermagem e são os únicos responsáveis por eles. Ainda, os "enfermeiros têm uma actuação de complementaridade funcional relativamente aos demais profissionais de saúde, MAS dotada de idêntico nível de dignidade e autonomia de exercício Profissional "(artº 8º, ponto 3, Dec-Lei nº161/96). Significa isto, que nas equipas pluridisciplinares existe campos de intervenção dos diferentes profissionais com um único objectivo: reabilitar a pessoa doente. Mas mais, os enfermeiros têm uma visão da pessoa doente de forma holística, no seu todo, integrado na família e na comunidade. Nós não nos limitamos a olhar para a situação patológica que levou ao internamento de uma pessoa. Por isso, importa falar com o doente e com os seus familiares. Importa conhecer os seus hábitos de vida e tentar minimizar o seu desconforto e fragilidade enquanto internado. Por isso os enfermeiros estabelecem contacto com os seus colegas, nos centros de saúde quando há previsibilidade de alta de um doente. Porque importa saber quais as condições das famílias para receberem um familiar doente e para que os cuidados de enfermagem possam ter continuidade, independentemente, do local onde são prestados. Por isso, a maioria das visitas domiciliárias deste país são feitas por enfermeiros, apesar da ausência de quaisquer condições, na maior parte dos casos. Mas os enfermeiros VÃO e ESTÃO e FAZEM e SABEM FAZER! O único ressentimento que poderíamos ter é a subvalorização de todas as carreiras do sector da saúde e o ressentimento de ainda haver, em pleno século XXI, pessoas como o sr. Jornalista cuja concepção das profissões e dos seus profissionais é feita à luz de valores culturais há muito ultrapassados.

IV. Finalmente, caro sr. jornalista existem a trabalhar no Serviço Nacional de Saúde 39600 enfermeiros. No 1º Congresso de Enfermagem, em 1972, dizia o Dr. Adelino Amaro da Costa, em representação do governo de então, que Portugal deveria fazer um esforço para em 1980 ter cerca de 40.000 enfermeiros no SNS (Serviço Nacional de Saúde). Sugestivo não? Saberá o sr. uma das razões de tal afirmação? Certamente que não mas com uma ajuda na reflexão será fácil: os enfermeiros são os que, por estarem mais próximos das pessoas e por desenvolverem o que acima descrevi - têm uma visão holística da pessoa, intervindo durante todo o seu ciclo vital, do nascimento até à morte - significa que cuidam das pessoas ainda que saudáveis, ensinando-as a terem hábitos de vida saudável, ou seja, actuam na prevenção. Esta intervenção autónoma e fundamental dos enfermeiros permitiu, também, que todos os indicadores do nosso Serviço Nacional de Saúde melhorassem significativamente colocando-o entre os melhores do mundo. Isto mesmo foi reafirmado pelo responsável da OMS-Europa, aquando da sua visita a Portugal há três semanas a mais. Também disse que para a sustentabilidade do SNS era necessário admitir mais enfermeiros e isto, por um lado, Portugal continua a apresentar a média mais baixa da Europa a 15 de 1 enfermeiro/1000 Habitantes e por outro, porque a orientação major da Organização Mundial de Saúde para as próximas décadas é... a prevenção!

V. Neste contexto, Sr. Henrique Raposo uma pergunta terei que lhe fazer tendo em conta que a sua preocupação apenas se prendeu com o valor salarial dos enfermeiros, comparando-os com outros: SE EM PORTUGAL CONTINUA A EXISTIR UMA CARÊNCIA ESTRUTURAL DE ENFERMEIROS; SE OS ENFERMEIROS QUE EXERCEM FUNÇÕES NOS HOSPITAIS, nomeadamente nos serviços de internamento de Medicina, Cirurgias e Ortopedias, ESTÃO A SER UTILIZADOS A 153% e em alguns casos a 200% (dados do Ministério da Saúde); SE na rede dos Cuidados Continuados, na maior parte dos casos, existe 1 enfermeiro por turno, para 10, 20 doentes totalmente dependentes (na sua maioria); SE NOS CENTROS DE SAÚDE FALTAM CERCA DE 5000 ENFERMEIROS (de acordo com a orientação da OMS de 1 enfermeiro para 200 famílias);

VI. Se ainda assim, o nosso SNS está entre os melhores do mundo apenas poderá tirar uma conclusão: que os enfermeiros sendo o maior grupo profissional do sector da saúde, ainda que a carência exista, são também os que mais concorrem para a obtenção de ganhos em saúde da população portuguesa e... por isso os maiores geradores de riqueza.

VII. Neste contexto, só exigimos o que é justo e, neste caso que a riqueza que produzimos nos seja redistribuída e, para que registe, sob a forma da valorização do nosso trabalho de acordo com as qualificações que temos desde 2000 - LICENCIATURA - à semelhança com o que já aconteceu com outros sectores profissionais

VIII. OS ENFERMEIROS têm o DIREITO de exigir e CONSEGUIR que a sua CARREIRA, Especial e de GRAU DE COMPLEXIDADE 3 (o mais alto da Administração Pública) se inicie ao nível remuneratório de outras carreiras semelhantes, não só pelo atrás expresso mas também porque têm uma profissão cuja natureza é de risco e penosidade. Não será do seu conhecimento mas há evidência escrita e publicada que os enfermeiros são de entre todos os profissionais da saúde, aqueles que, em média, não atingem os 65 anos de idade, MORREM ANTES; são os que apresentam mais problemas osteo-articulartes; maior incidência de abortos espontâneos; maior incidência de infertilidade masculina e feminina; problemas gástricos; problemas relacionados com o sono; depressões; saberá, por acaso, que é dos cursos onde existe maior taxa se abandono no primeiro ano devido ao confronto com a morte, na maior parte das vezes, o 1º confronto de um jovem com a morte

A Direcção Nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

08 Abril 2010

Transplantação de órgãos - Enquadramento ético e legal

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Transplantação de órgãos - Enquadramento ético e legal http://d1.scribdassets.com/ScribdViewer.swf" style="outline:none;" > http://d1.scribdassets.com/ScribdViewer.swf"> http://d1.scribdassets.com/ScribdViewer.swf?document_id=29587278&access_key=key-5u8j3anh7dqibjeqd3q&page=1&viewMode=list" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="600" width="100%" wmode="opaque" bgcolor="#ffffff">

07 Abril 2010

Ana Jorge fala sobre a saúde em "Sinais de Fogo"

Ordem dos Enfermeiros acusa Presidente do INEM de atitude "eticamente reprovável"

06 Abril 2010

Desafio RFM/LG Nova Voz Fingertips - Um colega nosso participou no desafio

Enviem as vossa opiniões...

Fotos - Fórum Saúde Materna e Obstétrica - 23 e 24 Março 2010 - Lousada

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Fotos - Jornadas da APEG - 8 e 9 Março 2010 - Porto

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05 Abril 2010

A lata dos enfermeiros! - Jornalismo deplorável


fonte: expresso
por: um jornalista estagiário oligofrénico

I. A lata dos enfermeiros continua . Para começar, uma greve séria não tem quatro dias. Uma greve séria não é marcada para os quatro dias imediatamente anteriores ao feriado da Páscoa. Assim, até parece que os senhores enfermeiros marcaram umas férias antecipadas. Caro enfermeiro, se não quer ser confundido com o lobo, não lhe vista a pele.

II. Fazer reivindicações sem sentido é o desporto do nosso sindicalismo. Os enfermeiros não são excepção. Agora, Suas Excelências querem ganhar 1200 euros logo no início de carreira. Não se percebe porquê. Em primeiro lugar, um licenciado na função pública não pode ganhar 1200 logo à partida (se ganhar, o país enlouqueceu mesmo). Em segundo lugar, se ganhar 1200 euros, um enfermeiro fica a ganhar quase tanto como um médico em início de carreira. E, lamento, isso não faz sentido.

III. A diferença entre os 1500 euros do jovem médico e os 1000 euros do jovem enfermeiro é a diferença justa. Aliás, parece-me que já beneficia, e muito, o enfermeiro. Porque a responsabilidade do médico é, obviamente, superior à do enfermeiro. Dentro do hospital, o médico é superior ao enfermeiro. Lamento, mas as coisas são assim, por mais lógicas corporativas que os enfermeiros invoquem. O corporativismo sindical não pode abolir as óbvias diferenças técnicas e de responsabilidade que existem dentro de um hospital.

IV. Quando se fala com os enfermeiros, parece existir sempre uma espécie de ressentimento "classista" contra os médicos. É como se os enfermeiros estivessem a gritar contra os médicos: "olhem, olhem, nós agora também somos licenciados, e sabemos tanto como vocês". Será por isso que os enfermeiros não fazem o trabalho "sujo" nos hospitais? Será por isso que tem de haver aquele batalhão de auxiliares para as tarefas sujas e simples? O dr. enfermeiro já é demasiado fino para limpar o rabo aos velhinhos? É isso?

04 Abril 2010

José Carlos Martins - SEP - na RTP

03 Abril 2010

1200 vs 1500?

fonte: Doutor Enfermeiro

Há quem se sinta confuso acerca das justas exigências dos Enfermeiros. Afinal, qual é o valor da reivindicação salarial para o início de carreira?
Com esta greve muito se ouviu na comunicação social sobre isto. Um dos valores mais falados foi 1200 euros - este o valor mínimo a que o estado se obriga a pagar a um licenciado.

Os Enfermeiros pretendem apenas os 1200 euros?
Não. A proposta de todos os sindicatos continua a ser 1500 euros!

A Ministra só fala em 6000 Enfermeiros. E os outros?
Mera cortina de fumo, um engodo. Joguetes estatísticos e matemáticos sem valor. Os Enfermeiros exigem transição para todos os licenciados em Enfermagem!

A proposta de aumento salarial deve ser faseada?
Esta é a minha opinião pessoal, notem bem - o Ministério teve 12 anos para negociar e fasear à vontade (não chega?). Nada fez. Apresenta milhões e milhões de euros em dívida para com os Enfermeiros. Eu não aceito faseamento algum.

Os Professores viram as suas exigências concretizadas. Os Médicos preparam-se para ver as suas. E os Enfermeiros? O "PEC" não permite? Por favor, chega de abuso e má fé. .Comparemos para consubstanciar raciocínios: um Professor, em qualquer ponto da sua carreira, considerando o factor idade como semelhante, aufere entre 35 a 40% mais do que um Enfermeiro. Justo? Se apregoamos igualdade para com os outros licenciados na Administração Pública, temos mesmo de estabelecer analogias.

Vamos ajudar o Bruno Patrão

http://www.esposendetv.com.pt/?ver-video&vd=6950445c82

Contactos para dar apoio

ESPOSENDE RUA BOMBEIROS, 3 A4740-236 ESPOSENDE
T: 253 963 113 F: 253 966 568

02 Abril 2010

Radicalização??? Ganhe juizo Sra Ministra e tenha respeito por nós...

Ouçam a entrevista Guadalupe Vs Ministra

01 Abril 2010

Greve: Muita tinta correu na comunicação Social

A Greve teve as suas consequências
"Protesto adia cirurgias em hospitais do Alentejo..."
"O segundo dia de greve dos enfermeiros obrigou ao cancelamento de mais de 330 cirurgias em dez centros hospitalares"
"Cirurgias foram todas canceladas nos Açores"

Alguns tentaram desvalorizar sem sucesso
"Paralisação não foi sentida pelos utentes"
"Ministério diz que anterior greve dos enfermeiros teve mais impacto"

O Ministério mantêm a sua posição
"Ministra diz ser "impossível" seis mil enfermeiros receberem de imediato 1200 euros"
"Arrastar das negociações com os enfermeiros tem como consequência o atraso dos aumentos salariais para os próximos três anos."
"Não podemos aumentar já os enfermeiros"

Descontentamento evidente dos Enfermeiros

"Adesão dos enfermeiros demonstra enorme descontentamento"
"Enfermeiros acusam ministra da Saúde de desonestidade intelectual"
"Enfermeiros continuam a aderir em massa à greve"

A Luta continuará até o ministério perceber que a Saúde em Portugal irá parar se tomarmos uma posição drástica
Sindicato não afasta nova greve

PF, vamos ignorar a lei e fazer uma greve que ponha em causa os serviços estruturais do SNS, mas por tempo indeterminado....