31 Janeiro 2010

Um fisioterapeuta pseudointelectual??

Contacto: 963304478
fonte: Blog Reeducação Postural

Enquanto profissional de saúde que sou, nomeadamente fisioterapeuta, reconheço a importância da aquisição de uma formação de alto custo em saúde com vista ao conjunto das boas práticas terapêuticas por parte de enfermeiros ou técnicos de saúde. Há, no entanto, sem que a especificação da profissão o exija plenamente, uma certa pretensão dita “proselitista” por parte dos enfermeiros hospitalares.

Na realidade, um pouco à semelhança com o que acontece na vizinha Espanha, país onde brevemente os enfermeiros terão o direito de prescrição de medicamentos sujeitos a receita médica, os enfermeiros portugueses têm uma certa aspiração a serem médicos. Só isso justifica a existência de uma licenciatura de quatro anos em Enfermagem, sem contar com a especialização e as potenciais pós-graduações. E também só isso justifica esta nova exigência dos enfermeiros de auferirem de ordenados ao nível de qualquer outra licenciatura.

Reconheço que, enquanto profissional igualmente licenciado, também gostaria de receber um ordenado superior a mil euros mensais, mas também tenho de dar a “mão à palmatória”, admitindo que os novos ordenados que os enfermeiros pretendem receber irão, brevemente, tornar os custos em saúde extremamente proibitivos para o Estado. No mínimo, poderíamos esperar que os enfermeiros licenciados fossem mais produtivos que os enfermeiros não licenciados, mas, na realidade, os estudos e a experiência têm demonstrado que existe uma certa tendência para profissionais altamente graduados e/ou especializados trabalharem menos e exigirem mais.

E para quem duvida deste facto veja-se o que está a acontecer nos diversos hospitais portugueses: tarefas que eram anteriormente desempenhadas por enfermeiros são agora desempenhadas por auxiliares de enfermagem ou de acção médica (algumas dessas tarefas podem ser consideradas como “sujas” ou “desagradáveis”). Os enfermeiros gostariam que tal não acontecesse, mas a verdade é que isso só se verifica precisamente porque os mesmos começaram a exigir remunerações crescentemente elevadas (para além do óbvio facto de não quererem continuar a realizar certas tarefas consideradas como estatutariamente “degradantes”).

Conclui-se, portanto, que as exigências por parte dos enfermeiros farão com que, a longo prazo, os mesmos se tornem crescentemente substituíveis por outros profissionais com menos formação; o que não abona nada a favor dos doentes. E também não abona a favor dos próprios enfermeiros, os quais, à semelhança dos “técnicos de diagnóstico e terapêutica”, já sofrem da realidade do desemprego.

Alguns comentários que este senhor já recebeu... aproveitem e deixem também o vosso comentário

Anónimo disse...
Caro sr. fisioterapeuta, agradeço o seu "apoio". Você é mais um exemplo que é melhor dividir para reinar. Você é um profissional de saúde necessário na equipa de saúde e tal como nós merecia receber mais. E o que você faz? Luta por isso? Não é melhor dizer mal, falando em estudos que vai buscar não sei onde, e basear considerações em observações dos quais o contexto não o parece preocupar...Porreiro Pá... pode ser que o "outro" lhe agradeça! Ou não...


Joao Neves disse...
Como leitor do Expresso é com muita satisfação que realmente verifico, que continua a ser um grande jornal. É muito importante neste País dar voz aos ignorantes e pseudointelectuais para que se possam realizar estudos cientificos de forma a acabar com comentários deste tipo.Pode ficar muito feliz com mais um artigo seu publicado...e que grande artigo amigo...digno de alguém que não faz a minima ideia do que está a falar......ok...pode colocar no seu invejável currículo


Anónimo disse...
Amigo!!!tem algum recalcamento contra os enfermeiros? não se esqueça que a fisioterapia e afins se hoje é licenciatura dave-o agradecer aos Enfermeiros, pois andou sempre a reboque daquilo que os enfermeiros conseguiram. No dia em que os enfermeiros ganharem como licenciados, tenho a certeza que vocês nao se vão armar em Madre Teresa de Calcutá, ou estarei enganado? Esse discurso parece-me mais um momento de graxa em busca de algum convite para um cargo político. tenha juízo, preocupe-se com a sua carreira e deixe a dos outros...


Diogo B. disse...
Caro colega, o seu artigo demonstra uma ignorância constrangedora para quem se diz licenciado e se sente autorizado a fazer juízos de valor sobre outras classes profissionais.É vergonhosa a imagem que está a dar à sua profissão ao comum mortal, pois nem todos têm o privilégio de conhecer fisioterapeutas lúcidos.


joão gaspar disse...
caro Luís Coelho, gostei muito de ler o seu artigo de opinião, e penso que com o seu nível de conhecimentos e capacidade de avaliação, se deve inscrever numa Escola Superior de Enfermagem, que de certo irá ser um bom Enfermeiro, e deixe de dizer barbaridades, pois irá ter dias tão estafantes, que não vai ter tempo para ter ideias "sujas".


Inês disse...
Sugiro que o caro sr. fisioterapeuta antes de escrever um artigo de opinião para a crónica feminina se vá informar realmente do que escreve. Sabe, sr fisioterapeuta, actualmente qualquer cidadão é bem informado, por isso não se arme em charlatão que anda a vender a banha da cobra, que isso já é do século passado. Resigne-se a besuntar o seu neurónio com unguento!

28 Janeiro 2010

"É absurdo terem dor no cotovelo"


«É absurdo» enfermeiros prescreverem medicamentos


Bastonários das Ordens dos Farmacêuticos e dos Médicos manifestaram-se contra essa possibilidade

Os bastonários das Ordens dos Farmacêuticos e dos Médicos manifestaram-se contra a possibilidade de os enfermeiros prescreverem medicamentos, como acontece em Espanha.

Desde 30 de Dezembro de 2009 que os enfermeiros espanhóis podem prescrever medicamentos, para já os sem receita médica e, após regulamentação própria, os sujeitos a prescrição clínica.

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de os enfermeiros portugueses passarem a ter essa prerrogativa, o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos afirmou: «Não vejo qualquer vantagem especial»


«Cada profissional de saúde tem os seus actos e, naturalmente, não vejo que haja vantagens específicas em ter enfermeiros a prescrever medicamentos», disse Carlos Maurício, à margem da conferência «Direito do medicamento e a responsabilidade civil e criminal do médico no âmbito do acto clínico».

O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos considerou ainda que «os medicamentos não sujeitos a receita médica devem ser indicados pelos farmacêuticos», profissionais que, na sua opinião, «têm formação para fazer indicação dos medicamentos aos doentes».

Presente na mesma conferência, o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, discordou também da possibilidade de os enfermeiros poderem prescrever medicamentos, sublinhando que só os médicos têm conhecimento para ver qual o grau de risco de um medicamento.

«Os enfermeiros não têm conhecimento, experiência e capacidade técnica para prescrever os medicamentos», disse, considerando a possibilidade «absurda».

Pedro Nunes sustentou também que «é unicamente algo que os governos aproveitam para poupar algum dinheiro».

BOM, neste momento estas dores de cotovelo não nos interessam...Vamos focar-nos no que interessa . A GREVE e a luta pela igualdade remuneratória perante outros licenciados.

Desabafo de um enfermeiro que assegurou cuidados mínimos

enviado por: Pedro Silva ( FórumEnfermagem)

Como Enfermeiro, estive hoje de greve assegurando cuidados mínimos. Revejo-me integralmente nas reivindicações da classe. Mas pergunto-me como as outras pessoas vêm a nossa classe, a nossa profissão, a nossa posição na sociedade. Será que não seremos o parente pobre de um sistema de saúde que só tem olhos para outros interesses...Sou licenciado. Ganho como bacharel ou nem isso. Deveria fazer 140h por mês e trabalho 160 ou mais. Não recebo nada por essas horas a mais, acumulando horas. Tenho colegas com quase 200h positivas, ou seja, 200 horas que prestaram serviço de qualidade e que não viram compensado o esforço, e porque não dizê-lo, dedicação à causa pública, fazendo os possíveis todos os dias para não faltar nada em termos de cuidados de enfermagem.

Essas 200 horas deveriam ser pagas como extraordinárias, ou melhor ainda, deveriam ser realizadas por um dos 5mil enfermeiros que actualmente não tem emprego. No meu serviço devem-se mais de 2000h. No meu hospital há uns dezenas de serviços e a média é nalguns casos superior.

Devem-se no país, talvez um milhão de horas de cuidados. O que daria trabalho a mais 7000 Enfermeiros.

E já nem estou a falar no aumento do numero de enfermeiros por cada turno, senão o número teria de ser ainda maior. No meu serviço, para 32 doentes, podem estar apenas 2 enfermeiros de serviço. E ao contrário do que por vezes pensamos (os enfermeiros pensam) só temos 2 mãos, 2 olhos, 2 pernas e 1 cabeça. E não somos omnipresentes.

Sou contratado há mais de 4 anos, trabalhando um pouco à margem da lei com contratos de 6 meses 'miraculosamente' renovados. Mas será que algum dia deixarão de precisar realmente dos enfermeiros para termos um contrato tipo 'hipermercado' ou pior?

Depois, nestes 4 anos vi o meu ordenado ser aumentado pouco mais de 40€, ou seja 10€ ano. Não subi nenhum escalão, grau, etc, porque simplesmente não há carreira de enfermagem definida, e como contratado a coisa complica-se. Qual é o meu estímulo todos os dias? Apesar de ainda adorar o que faço, trabalho porque preciso dos €€€€. É frustrante pensar que todos os anos ao contrário do que deveria ser, ganharei menos. Deveria ganhar como licenciado e ganhar horas extras se me fossem exigidas.

Eu que ganho 6,5€ à hora, bem menos que alguns funcionárias da limpeza (sem desprimor para o seu trabalho), não me pagam horas extra. Mas pagar 2500€ por 24h de um médico, já é moralmente e legalmente aceite.Deixemos de ser hipócritas. Sou mal pago. Sinto todos os dias na pele, o peso e o risco desta profissão, que não é dar injecções e medir tensões. Está redondamente enganado quem dessa forma pensa. Somos um elo central nas relações clínicas, um peça chave. Quem esteve internado e já precisou de nós saberá a tudo o que me refiro.

Formação adicional é sempre condicionada pelos serviços e instituições, num país que quer ter miúdos com computadores por todo o lado, num país em que se não formos doutores não somos ninguém, mas apelar a uma formação contínua, tendencialmente gratuita, é só para outras classes. A qualidade afinal é para outros verem. O doente que se trame.

Se tenho um curso de suporte básico de vida, devo-o a mim. 200€ e tem de ser renovado em 2-3 anos. Se tenho um curso de suporte avançado de vida, devo-o a mim. 400€ e> > > renovado em 2-3anos. Se quero ser especialista, terei de ter pelo menos mais 6000€ de propinas para pagar. E depois, esperar que me aceitem numa instituição, que abram concursos, que se desbloqueiem verbas, etc. Um médico depois de médico torna-se especialista praticamente sem ir à escola em 6 anos. A prática é quase tudo. Nós seremos muito diferentes? Se quero tirar uma pós-graduação ou mestrado, arrisco-me a queimar as pestanas e tirar tempo à família, não esquecendo mais 3000€ ou 6000€ de propinas. Em troca recebo mais 0€ ao fim do mês. É isto um estímulo ao desenvolvimento? É assim que a profissão está. É assim que nos sentimos.

E o estimado leitor, que opinião tem dos Enfermeiros?" Recebi este mail e subscrevo-o inteiramente!! É esta a realidade do nosso país e da Enfermagem! É pura, nua e crua!!! Necessita-se de saúde para a Saúde!! e mais acrescento caro colega, eu trabalho num serviço de cuidados intensivos neonatais, onde existem dias, em que se encontram presentes mais médicos do que enfermeiros. sim porque porque a enfermagem tem de fazer gestão das vagas, mas os senhores doutores não!!!! Enfim, e são estes os grandes gestores dos hospitais.

*E ainda há quem diga que os enfermeiros ganham muito dinheiro .... Se as pessoas que o dizem se submetem-se a 1/3 do que a maioria dos enfermeiros se submetem, ja teriam mudado de profissão há SECULOS...

*Actualmente SER ENFERMEIRO É, mais do que tudo, AMOR À CAMISOLA e RESPEITO PELOS UTENTES !!!!*

Videos - Balanço da greve







26 Janeiro 2010

Manisfestação 29 de Janeiro - Vamos dizer OBRIGADO A TODOS NÓS

fonte: FórumEnfermagem

25 Janeiro 2010

FAQ´S PARA A GREVE GERAL

fonte: Doutor Enfermeiro

FAQ's (perguntas frequentes) para GREVE GERAL de 27, 28 e 29!!

1 - Quem pode fazer Greve?
2 – E os que trabalham no Sector Privado, também podem fazer Greve?
3 – E quem exerce funções numa Instituição Pública mas tem uma relação de emprego com uma Empresa Privada de Subcontratação … está “subcontratado” … também pode fazer Greve?
4 – Os não sindicalizados também podem fazer?
5 - Tenho um Contrato a Termo (Vínculo Precário).5.1 – Também posso fazer? Podem cessar-me o Contrato? 5.2 – A pressão para não aderirmos à Greve é legal?
6 – Antes da Greve, estou legalmente obrigado a informar se adiro ou não?
7 – Estou legalmente obrigado a ir ao Serviço?
8 - O que é o Pré-Aviso de Greve?
9 – O que faz e quem constitui o Piquete de Greve?
10 – Enquanto grevista, qual a minha subordinação hierárquica?
11 – Pode a Administração substituir os Enfermeiros grevistas?
12 – Durante a Greve a “Administração” pode colher dados pessoais dos aderentes?
13 – Serviços/Cuidados Mínimos 13.1 – São obrigatórios na Saúde?
13.2 – Quem os define?
13.3 – Onde se concretizam?
13.4 – Qual o número mínimo de Enfermeiros para os assegurar? Quem integra este número mínimo?
13.5 – Enfermeiros em Greve “rendem” Enfermeiros não aderentes?
13.6 – O que são Cuidados Mínimos?
13.7 – Pode-se fazer uma Lista de Cuidados Mínimos?

Respostas a todas estas questões: clicar aqui!

Médicos recusam que enfermeiros prescrevam medicamentos

fonte: Diário Digital

Os enfermeiros espanhóis já podem prescrever medicamentos, uma possibilidade que os médicos portugueses jamais aceitariam por considerarem que estes profissionais não estão habilitados e por defenderem a máxima: «cada macaco no seu galho».

A possibilidade de os enfermeiros espanhóis prescreverem medicamentos, para já os sem receita médica e, após regulamentação própria, os sujeitos a prescrição clínica, data de 30 de Dezembro do ano passado. Em Espanha, os enfermeiros aplaudiram a medida, considerando-a uma concretização do que já acontece na prática, mas os médicos reiteraram a oposição que manifestam há muito tempo.

Questionado sobre a possibilidade de os enfermeiros portugueses passarem a ter esta prerrogativa, o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, alertou para os «enormes riscos» para a população. «Pôr pessoas que não têm qualificação para prescrever a fazer uma coisa para a qual não têm qualificação é muitíssimo arriscado. É a mesma coisa que os médicos pilotarem aviões», disse.

Para o bastonário, se um medicamento não é sujeito a receita médica, é porque não precisa de ser prescrito e se os enfermeiros agora passam a receitar estes fármacos só pode ser para «brincarem aos médicos». Por outro lado, «se os medicamentos são de receita médica, isso significa que só podem receitados por quem tem qualificação: os médicos».

«Não podemos permitir que os enfermeiros prescrevam medicamentos porque não têm habilitação para isso. Trata-se de gente imprescindível, de grande dignidade e com cursos superiores, mas sem habilitação para prescrever medicamentos», sublinhou. O bastonário considera que a situação em Espanha, que se segue a outros países como Inglaterra, é «uma fraude» e garante que, «se o governo português optar pelo caminho do governo espanhol», não terá o apoio da Ordem dos Médicos.

«Isto é claramente uma má medida. É a mesma coisa que os auxiliares de acção médica agora poderem dar injecções. Cada macaco no seu galho», rematou. Para Pedro Nunes, esta possibilidade nem sequer é almejada pelos enfermeiros portugueses. «Os que querem [prescrever medicamentos] são os que, em vez de pensarem na dignidade da sua profissão, querem brincar aos médicos».

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros sublinhou que «os contextos nacionais não são os mesmos» e que os enfermeiros espanhóis não tinham, como os portugueses têm, um quadro regulamentador. É esse quadro (Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros) que define as intervenções dos enfermeiros e no qual se lê que estes «procedem à administração da terapêutica prescrita, detectando os seus efeitos e actuando em conformidade, devendo, em situação de emergência, agir de acordo com a qualificação e os conhecimentos que detêm, tendo como finalidade a manutenção ou recuperação das funções vitais».

Maria Augusta de Sousa recorda que, segundo este quadro regulamentador, «a prescrição do medicamento é da responsabilidade dos médicos», mas que, «em situação de urgência, os enfermeiros prescrevem e administram, não esperam que a pessoa morra para depois irem buscar um médico». Também ao nível das «intervenções interdependentes», a bastonária afirma que existem protocolos, «devidamente estabelecidos entre médicos e enfermeiros», que permitem que os enfermeiros administrem e avaliem, sob o ponto de vista da medicação.

Maria Augusta de Sousa sublinha que «a prescrição terapêutica de medicamentos é da responsabilidade médica» e que só em situações de emergência, e quando o médico não está, é que o enfermeiro actua. Sobre a possibilidade de os enfermeiros virem a prescrever medicamentos em Portugal, a bastonária considera que este «é um caminho evolutivo que, mais tarde ou mais cedo, se clarificará».

LEVEM ESTE CARTAZ E APAREÇAM NO PORTO








Para por nos vidros dos carros na marcha lenta do dia 28 Jan - Repassem este email, aos colegas e amigos
CLIQUEM IMAGEM E IMPRIMAM

PRESSÃO E LUTA EM TORNO DE UMA GRELHA SALARIAL JUSTA E QUE REFLITA O NOSSO VALOR SOCIAL, QUE NÃO DISCRIMINE OS ENFERMEIROS DOS RESTANTES LICENCIADOS DA FUNÇÃO PÚBLICA

EXIGE-SE A PARTICIPAÇÃO DOS ENFERMEIROS EM TODAS AS ACÇÕES QUE SE EFECTUAREM

ALÉM DA PARTICIPAÇÃO NA MANIFESTAÇÃO DE DIA 29 EM LISBOA, TODOS OS ENFERMEIROS QUE ESTÃO EM GREVE DEVEM PARTICIPAR NA MARCHA LENTA QUE A DIRECÇÃO REGIONAL DO PORTO VAI EFECTUAR DIA 28 DE JANEIRO, SENDO A SAÍDA DO - NORTESHOPPING - SRª DA HORA ÀS 8H3O.

ESTA MARCHA TERÁ 2 TRAJECTOS, UNS CARROS “BLOQUEIAM” A VCI, OUTROS A CIRCUNVALAÇÃO E DIRIGEM-SE PARA A FRENTE DO H.S. JOÃO ONDE SE EFECTUARÁ UMA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA QUANTO MAIS FORMOS MAIOR SERÁ A VISIBILIDADE DA LUTA DOS ENFERMEIORS!

O CARTAZ EM ANEXO DEVE SER REPRODUZIDO E COLADO NOS CARROS! PASSA MENSAGEM, REPRODUZ CARTAZETE, COLOCA-O DESDE JÁ NO TEU CARRO! COMUNICA A TUA DISPONIBILIDADE DE PARTICIPARES NESTA MARCHA O MOMENTO EXIGE A INTERVENÇÃO DE TODOS! VAMOS MOSTRAR Á MINISTRA QUANTOS SOMOS!

VAMOS Á LUTA EM TORNO DE SALARIOS DIGNOS! A D.R. PORTO Telefone: 225198607
Enf.ª Maria de Fátima Monteiro – 918682116
Enf.º Gil Vicente - 918790356

Os Enfermeiros não façam de Conta. Sem desculpas. Façam greve!

fonte: Cogitare em saúde / Fórumenfermagem

“É verdade que a Enfermagem já viveu melhores tempos e que neste momento andamos todos muito desanimados e com razão. Já lá vão quase 10 anos de negociações e nada de que nos possamos orgulhar. No entanto penso ter chegado a hora da saturação e dizer basta. Temos de demonstrar que estamos unidos e não permitir que sejamos amordaçados e humilhados publicamente. Não podemos permitir que num país dito democrático coabitam licenciados de primeira e licenciados de segunda.”

Pela primeira vez temos Ordem e Sindicatos a falarem a mesma língua, sem desunião. A mesma Ordem dos Enfermeiros que muitas vezes é acusada de nada dizer emitiu uma tomada de posição defendendo os motivos da greve ( se ainda não leu clique aqui )

Perguntem-se não o que os Sindicatos e Ordem podem fazer por vós, mas sim o que vocês podem fazer para e por eles… !

Nas nossas muitas viagens a Lisboa, os colegas de viagem são quase sempre os mesmos, poucas são as caras novas. Será que nós, os que lutamos, não gostamos de ganhar dinheiro e estar com a nossa família no conforto dos nossos lares? Claro que sim, mas estamos disposto a sacrificar tudo por uma causa em que acreditamos, a Enfermagem.

Por isso façamos nós a pergunta de porquê é que só os Enfermeiros mais antigos podem ir a Lisboa ? … Questionem-se todos os Enfermeiros em Contrato Precário para que façam vocês mesmo de conta, que há um pseudo-medo, ou vergonha, ou receio ou mesmo um sentimento de indiferença perante as Greves, pois esses sentimentos terminam sendo nada mais que desculpas.

Não é preciso fazer de conta para se perceber que o pluriemprego serve para compensar o que não se aufere como Licenciado. Por isso não façamos nós de conta que o duplo emprego não vai terminar e que sem um ordenado de Licenciado, de futuro teremos muitos mais precariedade na Saúde.
Não faça o Ministério da Saúde de conta que não existem pressões politicas dos hospitais privados, e mesmo outros grupos profissionais para que o nosso ordenado a nossa formação (internato) não atinja o seu devido lugar.

E não façamos Todos de conta pois se não houver uma carreira em que todos os enfermeiros tenham a possibilidade de fazer uma progressão profissional e remuneratória, a Enfermagem está condenada ao abandono e ao desalento.

Não ocultemos nós, que mais que nunca os Enfermeiros do quadro da função pública entendem agora que são um espécie em vias de extinção e que nesta greve ou apoiam os Cits ou seguramente irão orgulhosamente morrer de pé…Entendamos nós as contas aos porquês de existirem Enfermeiros com uma Especialidade reconhecida pela Ordem e a exerce-la,( pois há uma necessidade real no mercado de trabalho), no entanto continuarem sem retorno remuneratório, pois não se abrem vagas nos quadros.
Outra dos assuntos que é preciso ter em conta, esbarra na realidade de termos alguns Enfermeiros Chefes que pressionam os seus Enfermeiros a Não fazer greve ???

Pior e aqui cito Enfermeiro José Azevedo há muitos “Enfermeiros Chefes, não sindicalizados ou não sindicalistas que se afadigam a pedir produtos de consumo exagerados para que nada falte aos doentes nos dias de greve.”

Divulguemos nós para que não se faça de conta, que um Enfermeiro é bem pago, pois a DURA realidade é que o seu ordenado não atinge os mil euros.

Não façamos TODOS nós de conta que a necessidade de se fazer esta Greve e consequentemente se perder dinheiro, não é da culpa do ministério que se recusa a negociar… E não escureçamos a verdade de que para se conseguir o que pretendemos teremos que fazer sentir a nossa ausência..

Não façamos TODOS nós de conta no dia 29 de Janeiro, para que o país, o ministério da saúde e os utentes, parem, escutem e Ouçam o nosso apelo, pois este será dia em que os ENFERMEIROS FAZEM GREVE.

22 Janeiro 2010

Gestores que reduzam dívidas dos hospitais vão ser distinguidos

fonte: Visão
enviado por Enfº Belmiro Rocha

Lisboa, 19 Jan (Lusa) - Os gestores do Serviço Nacional de Saúde com melhor desempenho na redução dos prazos de pagamento a fornecedores serão distinguidos pelo governo, segundo as Grandes Opções do Plano 2010-2013 hoje apresentadas.

Segundo o documento, nesta legislatura irão manter-se os propósitos de elevar a eficácia e eficiência do sistema, sendo disso exemplo a procura da redução dos prazos de pagamento a fornecedores, distinguindo os gestores com melhor desempenho e adequando as práticas ao que é o interesse da saúde dos portugueses.

No plano da sustentabilidade financeira do Sistema Nacional de Saúde, o Governo refere que serão alteradas as regras existentes de alocação de recursos financeiros dentro do conjunto das administrações regionais de saúde, adequar a oferta à procura e ajustar os níveis de produção e de financiamento, sem aumento da despesa.

Enfermeiros entregam 9 mil cartas de revolta


fonte: MSN Notícias

A escadaria do Ministério da Saúde ficou hoje "manchada" de branco quando quatro dezenas de dirigentes e delegados do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) depositaram ali as suas batas em protesto, depois de entregarem 9 mil cartas de enfermeiros revoltados.

Segundo o portal Esquerda.net, os sindicatos de enfermagem entregaram, no Ministério da Saúde, cerca de nove mil cartas de "revolta" e "descontentamento" dos enfermeiros pela proposta salarial apresentada pelo Ministério da Saúde, explicou à Lusa Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).
O portal avança que as cartas foram recolhidas na última semana, nas reuniões que aconteceram em todas as instituições do país, face “à humilhante proposta” apresentada pelo Ministério da Saúde na reunião negocial do dia 8 de Janeiro.

Depois de entregues as cartas, os cerca de quarenta dirigentes e delegados do SEP depositaram as suas batas na escadaria do Ministério da Saúde em Lisboa, em sinal de protesto, diz o Esquerda.net.
A sindicalista explicou que "Pelo dinheiro proposto, os enfermeiros não estão dispostos a trabalhar, independentemente de sabermos as responsabilidades que temos no âmbito do Serviço Nacional de Saúde e na prestação de cuidados às pessoas".

Aliás, é por essas "responsabilidades" que os enfermeiros se recusam a ser tratados de forma diferente de outros funcionários públicos, sublinhou Guadalupe Simões.
À espera de uma contra-proposta global da tutela, depois de entregarem quarta-feira a sua, os enfermeiros garantem estar disponíveis para negociar a qualquer momento.

19 Janeiro 2010

Este é o caminho da privatização da saúde


fonte: Médico explica Medicina e Intelectuais

Isto é apenas um "lamiré" da gestão privada na saúde.

Notícias anteriores referiam a prática de desnatação pela gestão privada do Hospital de Braga... para quê gastar dinheiro em retrovirais para a gajada da SIDA e medicamentos biológicos para a brigada do reumático?

Mas neste corta e corta das despesas, eis que a Comunicação Social levanta mais pontas do véu.
Mesmo tendo em conta um possível efeito placebo, veja-se o que dizem os entendidos e a atitude tomada por alguns neurologistas

Hospital impõe medicamento mais barato Grupo Mello Saúde, que gere o Hospital de Braga,mudou medicação a dezenas de doentes neurológicos,obrigando-os a assinar um "consentimento informado".
Mais de uma dezena de doentes acompanhados pelo Serviço de Neurologia do Hospital de S. Marcos, estão sem receber tratamento há mais de duas semanas. Em causa está a substituição do medicamento Octagam (imunoglobulina humana normal) por Flebogamma, um outro medicamento adquirido pelo Grupo J. Mello Saúde, actual responsável pela gestão do hospital, que os doentes afirmam ter efeitos secundários "insuportáveis".

"Tomei uma vez o novo medicamento e senti-me tão mal que acabei na urgência do hospital", disse, ao JN, Sílvia Rodrigues, doente com Miastenia Grave. Sílvia, tal como outros doentes, faziam o tratamento, em média, cinco dias por mês. "Já devia ter feito a medicação há duas semanas mas não sou capaz de receber o novo remédio, o hospital deu-nos garantias de que poderíamos voltar ao medicamento anterior mas não está a cumprir", afirmou.


Para a troca do medicamento, os doentes tiveram que assinar um "Consentimento Informado" onde autorizam o novo procedimento médico e as consequências ou complicações que possam daí advir. Cada documento, para além da assinatura do paciente, tem também a assinatura do médico que acompanha o tratamento.

No local destinado à descrição do procedimento médico, alguns neurologistas fizeram questão de escrever que a substituição do IGIV Octagam por Flebogamma foi "imposto pelo Conselho de Administração".
Maria Costa e Silva, mãe de Susana Pereira, uma doente de neurologia, corrobora as críticas: "O Hospital de S. Marcos está a obrigar os doentes a responsabilizarem-se pelas consequências de um medicamento que não conhecem e que nunca tomaram". Conceição Pereira recusou assinar o consentimento para a mudança de tratamento. "Estou há quase dez anos a tomar um remédio com o qual me sinto bem e que quase me ressuscitou e agora. Só porque mudou a administração do hospital, tenho que mudar?".
Em comunicado enviado ao JN, a administração do J. Mello Saúde confirma a mudança de medicamento. "O hospital, agora inserido num grupo de saúde que faz periodicamente os seus concursos para a aquisição destes produtos, tem disponível o medicamento em causa (Flebogamma), a imunoglobulina humana, aprovada pelo INFARMED e considerada como bioequivalente à outra marca comercial em uso no país", refere o documento.
"Só conheço o Octagam"

Carlos Fontes Ribeiro, especialista em farmacologia, diz que não há estudos europeus sobre bioequivalência e que, em medicamentos biológicos, não se pode falar em medicamentos "equivalentes ou similares". "Só conheço o Octagam e, quando prescrevo o medicamento, refiro-me sempre como sendo imunoglobulina humana", diz por sua vez José Pereira Monteiro, neurologista no Hospital de Santo António e presidente do Colégio de Especialidade de Neurologia da Ordem dos Médicos.

Sem a medicação que costumavam tomar, os pacientes tentam resistir à doença. "Muitos de nós já fizemos uma reclamação no Livro Amarelo e tentamos reunir com a administração do hospital", frisou Sílvia Rodrigues.

Com a administração do S. Marcos não foi possível reunir, mas um grupo de doentes conversou com o director de serviço de neurologia do Hospital de Braga. "O médico disse-nos que era preciso poupar nas despesas, comparou o hospital com a casa de cada doente e perguntou-nos se, na nossa casa, também não fazíamos poupanças", recordou Sílvia. "Assumida a qualidade do produto, o preço é um factor tido em conta para a escolha em concurso", finaliza o comunicado do Grupo Mello Saúde.

Hospital Particular de Guimarães tenta contratar Enfermeiros por 300 euros

fonte: GuimarãesNegócios

O Hospital Particular de Guimarães , abriu estas inscrições em 2009 , mas ao que parece , não tem tido muito sucesso , as condições oferecidas aos enfermeiros parece ser uma afronta a estes profissionais .

Pelas informações que nos foram fornecidas e as que se espalham pelos fóruns de enfermagem , indicam que numa primeira etapa o Hospital vinha a oferecer contratos do tipo , 4 meses sem remuneração ( como experiência ) ,e só depois passariam a um salário mínimo nacional a recibos verdes.

A novidade aqui, é que os gestores não tendo sucesso terão mudado algumas condições , oferecem agora , 1 mês sem remuneração , 6 meses de 200 a 300 euros e depois logo se verá , uma 'mudança' que parece afrontar ainda mais os profissionais e mais parece ser , um acto de provocação , se os enfermeiros, são licenciados e são remunerados a este fantástico valor , nem me questiono quanto receberão os que lá trabalham e não o são.

Diga-se que esta é uma atitude pouca digna e sem escrúpulos de qualquer instituição pública ou privada, se isto não é uma exploração pública então o que é?!

17 Janeiro 2010

Greve dos Enfermeiros apoiada pelos concidadãos

fonte: Blog O incrível

Quem me conhece sabe que, por princípio, sou contra as greves laborais (aqui). Sendo um direito dos trabalhadores, inalienável, sabemos que muitas vezes é usado pelas centrais sindicais essencialmente como um instrumento de mobilização e de agitação laboral e, por isso, nem sempre pelos melhores princípios.Grande parte das vezes temos a percepção que a utilização do instrumento "greve" serve na essência os propósitos da chamada esquerda comunista e da extrema-esquerda.

Estou obviamente a referir-me aos chamados partidos de "contra-poder" que por vezes servem essencialmente para agitar de forma controlada as grandes massas de trabalhadores com propositos unica e exclusivamente políticos.Dito isto, e como não há regra sem as boas excepções, não posso desta vez deixar de estar de acordo com a greve anunciada pelos Enfermeiros Portugueses.

As razões para esta greve são múltiplas e nunca como agora este profissionais de saúde tiveram tantas razões para se manifestar. Sendo uma das profissões mais relevantes na prestação dos cuidados de saúde pela efectivação diária dos seus múltiplos e diferenciados desempenhos em todas as instituições de saúde (e só quem alguma vez necessitou alguma vez na sua vida de cuidados diferenciados de enfermagem consegue dar a relevância ao que acabei de afirmar), temos assistido ao longo da última década a uma tentativa progressiva mas intencional, por parte de variados governos no "Poder", para a diminuição do prestígio destes profissionais.

Sabendo que nos últimos anos os profissionais de enfermagem, em geral, foram capazes de fazer um enorme esforço de adaptação aos padrões de exigência de uma sociedade moderna, exigia-se por parte dos órgãos de poder mais consideração e atenção aos problemas desta relevante profissão. Ninguém hoje duvida que uma das profissões que mais esforço fez nos últimos 15 anos para aumentar os seus níveis de formação académica e, consequentemente, aumentar as suas competências profissionais foram os enfermeiros.

E, neste ponto, estou a falar particularmente dos 2º e 3º ciclos de estudos superiores. Não me refiro aos já vulgares níveis de Licenciatura ou chamados de 1º ciclo. Quem conhece os meios académicos sabe que é extremamente vulgar encontrar alunos licenciados em enfermagem nos chamados 2ª e 3º ciclos de estudos superiores. O que revela o profundo interesse destes profissionais na melhoria da sua formação científica e profissional.No entanto e apesar da descrição anterior, ao longo destes anos, o poder político em geral não foi capaz ou não quis reconhecer mérito a este grupo de profissionais. Para além destes, outros conhecidos grupos de pressão tudo fizeram para que, dentro e fora das instituições de saúde, a autonomia e o potencial de decisão aos profissionais de enfermagem fosse progressivamente diminuido.

Como exemplo basta lembramo-nos da lei de gestão hospitalar que alterou a presença destes profissionais nos conselhos de Administração e em Órgãos de decisão.Nada disto faz qualquer sentido e dificilmente se conseguem explicar estes acontecimentos especialmente pelos problemas conhecidos e sempre presentes neste sector. Para quem não entende o que quero dizer basta dar um exemplo: avaliem o último indicador que referencia a dívida pública dos hospitais. Já alguém fez ousou fazer um estudo que permita avaliar o valor das perdas pelo não aproveitamento do conhecimento instalado destes profissionais nas organizações de saúde?

Deixo a sugestão a todos.Todos os dias ouvimos notáveis deste país a apelar, e bem, à necessidade de formação académica e profissional dos trabalhadores portugueses. Todos os dias os ouvimos falar sobre a importância do "know-how" para os trabalhadores e para as empresas. Sabemos a relevância do conhecimento para o sucesso das organizações e para a melhoria da competetividade do nosso país. Ninguém coloca hoje em dia estas ideias de lado e quase ninguém fala de outra materia nos media.

No entanto, quando objectivamente se pode avaliar e verificar todo o esforço de uma profissão na melhoria da sua formação científica e profissional ao longo de mais de uma década, assistimos em sentido inverso a uma tentativa de "destruição" dessa mesma profissão. Digo "destruição" sem remorsos dado que os envolvidos se sentem traídos no enorme esforço em tempo e dinheiro que fizeram ao longo dos anos, se sentem traídos na falta de reconhecimento profissional por parte dos órgãos de poder político (e não só), se sentem traídos pelo não reconhecimento da sua actividade dentro das instituições, se sentem traídos na natural necessidade de ambicionarem melhorar os seus padrões de vida e se sentem em muitos casos traídos pelos seus próprios pares.

Como se pode compreender que os enfermeiros portugueses sejam os únicos profissionais que não são remunerados de acordo com o seu nível académico? Alguém consegue responder a esta questão de forma lógica? E, sendo muitos deles Mestres e Doutorados nas melhores Universidades do País e em várias áreas da saúde como se justifica não fazerem parte dos órgãos de decisão? O preconceito histórico continua enraizado na cultura portuguesa face a esta profissão. As culturas institucionais de poder, por mero preconceito histórico, continuam de forma sustentada e intencional a querer subjugar estes profissionais sem se terem dado conta que tudo mudou e continuará a mudar à sua volta.

Têm que conseguir destruir os seus "mitos" relativamente a esta profissão sob pena de ser continuar a perder uma importante base de trabalho no sector da saúde. Em vez de procurarem considerar estes "players" como elementos úteis, capazes de fazer a diferença e funcionar como fortes aliados na definição de políticas de saúde mais eficientes e eficazes, estes mesmos órgãos de poder preferem, e em sentido radicalmente oposto, minimizar os elevados níveis de formação negligenciando de forma absurda tanta riqueza a que hoje a literatura define como "capital humano".

Impensável numa sociedade que quer pertencer ao primeiro Mundo! Infelizmente a proposta da actual Ministra da Saúde corrobora tudo o que acabei de escrever. Digamos que perante o descrito a proposta de Ana Jorge é, no mínimo, muito criticável. Razão pela qual, desta vez, estou do lado de quem tem todo o direito de se fazer ouvir perante tamanha afronta à dignidade e ao esforço destes profissionais.

Fonte: http://oincrivel.blogs.sapo.pt/4817.html

Médicos contra a coordenção de UCC's por enfermeiros

enviado por: Enfº Belmiro Rocha
COORDENAÇÃO DAS UNIDADES DE CUIDADOS NA COMUNIDADE

O SIM enviou, nesta data, à Senhora Ministra da Saúde, o ofício abaixo.Assunto: Coordenação das Unidades de Cuidados na ComunidadeExcelência,A imprensa de hoje refere-se, amplamente, a afirmações supostamente produzidas por Vossa Excelência, de que destaco: "as equipas dos cuidados na Comunidade são equipas multiprofissionais, coordenadas por enfermeiros, mas também com dietistas, psicólogos, médicos que podem ser responsáveis pelo acompanhamento e controlo dos diabéticos na sua área de influência e no diagnóstico precoce.

Esse acompanhamento pode ser já feito hoje".A serem verdade as referidas afirmações, até poderiam entender-se à luz do estipulado nos artigos 11° e 15°/1/b), Decreto-Lei n° 28/2008, de 22 de Fevereiro, não fora o facto, inultrapassável, de se ter verificado, recentemente, a publicação do Decreto-Lei n° 176/2009, de 4 de Agosto, do Decreto-Lei n° 177/2009, de 4 de Agosto, do Acordo Colectivo de Trabalho no n° 41, BTE, de 8 de Novembro e de Vossa Excelência ser co-subscritora do Acordo Colectivo da Carreira Especial Médica, publicado como Acordo Colectivo de Trabalho nº 2/2009, no Diário da República, 2ª Série, de 13 de Outubro.Em todos os referidos diplomas e ACT's, respectivamente nos seus Artigos 9°/3 e Cláusulas 3ª/3 se refere, com grande clareza:

"...o médico exerce a sua actividade com plena responsabilidade profissional e autonomia técnico-científica, através do exercício correcto das funções assumidas, coopera com outros profissionais cuja acção seja complementar à sua e coordena as equipas multidisciplinares de trabalho constituídas."

Não foi por acaso que o antecessor de Vossa Excelência, Prof. António Correia de Campos, não submeteu o diploma dos ACES à negociação com os Sindicatos Médicos, como, estamos certos, não foi por acaso que Vossa Excelência empreendeu a reforma do regime legal da Carreira Médica no sentido e nos termos em que o fez.

Assim, com incongruência, vem Vossa Excelência afirmar publicamente que os médicos podem fazer parte de equipas coordenadas por enfermeiros. Não podem, nem devem. E enquanto Vossa Excelência não se entender na reforma que pretende levar a cabo, se a sua se a do seu antecessor, o anacronismo e a tensão entre profissionais de saúde será a regra. Sendo clara a orientação deste Sindicato para com os médicos, subscrevemo-nos,

16 Janeiro 2010

Oxigenoterapia





15 Janeiro 2010

Carlos Martins (SEP) fala sobre a humilhação por parte do Governo






O Forumenfermagem.org divulga, algumas informações e iniciativas que acreditamos serem damaior importancia para o sucesso da luta que se avizinha:

1 - Colegas, informemos os utentes das razões do nosso descontentamento:
(clicar imprimir, afixar)

2 -Inscrevam-se até dia 25 nos trasportes que os sindicatos disponibilizam para estarmos TODOS presentes em Lisboa no dia 29 de Janeiro. Organizem em cada serviço uma lista de quem vai e façam chegar ao SEP pelos contactos (mail, telemóvel) que constam no documento

3 - Colegas, imprimam esta CARTA DE INDIGNAÇÃO, que todos devemos assinar e fazer chegar ao SEP (entreguem a um delegado da vossa instituição), para entregar no MS no dia 21 de Janeiro


4 - Colegas, organizem-se de forma a NÃO DAR MAIS DINHEIRO ao MS.

É melhor acumular manha e tarde num dos dias de greve e folga noutro, do que estar a trabalhar de horario nos dias todos da Greve. No primeiro caso, não será descontado do ordenado o dia em que o enfermeiro grevista está de folga.


EXEMPLO 1 - Enfermeiro faz greve com horário M (27), T (28), M (29) - desconta no ordenado 3 dias de trabalho

EXEMPLO 2 - O mesmo enfermeiro faz greve, mas troca atempadamente e fica com horário - M/T (27), Folga (28), M (29) - só vai descontar no ordenado 2 dias de trabalho.EXEMNP
Nos casos em que seja possível,os enfermeiros deverão trocar entre si atempadamente, de forma a diminuir o seu prejuízo financeiro.


Lembrem-se o fundamental é causar impacto no sistema, e não perder dinheiro.

Os enfermeiros chefes também estão em cheque com esta proposta do MS, logo deverão aderir à GREVE e facilitar as trocas dos enfermeiros.
É FUNDAMENTAL QUE O SERVIÇO PARE NOS 3 DIAS DE GREVE.

Colegas CONTRATADOS, o MS comprometeu-se nas negociações a aplicar a mesma GRELHA SALARIAL, para a carreira que vos irá englobar.


Os COLEGAS contratados devem aderir à Greve, pois o que está em causa é a sua valorização salarial.

Na mesma lógica do ponto 4, quando fôr possível, os colegas grevistas do Quadro da Função Pública, podem trocar com CONTRATADOS de forma a ficar com turnos destes, de forma a estes não perderem o subsídio de assiduidade.

LEMBREM, O PRINCIPAL É PARAR O SERVIÇO. Para isso a adesão tem de ser de 100% em cada serviço, em cada turno dos dias de greve.

RECORDEM AINDA que em algumas instituições os contratados têm um número limitado de dias em que podem faltar sem perda do subsídio. INFORMEM-SE NO VOSSO SERVIÇO DE PESSOAL, E JUNTO DO VOSSO DELEGADO SINDICAL.

Acordo com professores trama enfermeiros



fonte: SOL
por: Graça Rosendo

O acordo entre o Governo e os professores tem custos que impedem aumentos noutros grupos profissionais. As primeiras ‘vítimas’ serão os enfermeiros, a quem a ministra da Saúde entregou uma proposta que é inferior àquela com que iniciou as negociações, avança a edição do SOL desta sexta-feira.

O ministro Teixeira dos Santos explica que o acordo na Educação «foi uma decisão política».
Os custos orçamentais do acordo obtido na semana passada com os sindicatos dos professores estão já a comprometer outras negociações que o Governo tem em curso, com outros corpos especiais da Administração Pública.

As primeiras vítimas podem já ter sido os enfermeiros, que esta semana anunciaram a realização de uma greve como forma de protesto contra a nova proposta de tabela salarial feita pela ministra da Saúde, Ana Jorge.

Entregue aos sindicatos no passado dia 8 – precisamente um dia depois do acordo com os professores –, a proposta fica longe das expectativas dos enfermeiros e é pior do que aquela com que a própria ministra iniciara as negociações em Setembro, nas vésperas de eleições legislativas e autárquicas.

14 Janeiro 2010

A SRN OE é um exemplo p/ o que a "restante Ordem?" deveria fazer



"A Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros, ao abrigo das alíneas a) e l) do nº 2 do Artigo 3º do seu Estatuto, vem por este meio demonstrar a sua solidariedade para com os enfermeiros e respectivas estruturas representativas, e tornar público o seu repúdio pela actual proposta ministerial quanto à Carreira de Enfermagem, a qual coloca em causa a dignidade e o prestígio da profissão, visto não tratar com a necessária equidade e igualdade todos os profissionais com o mesmo nível de qualificações.

Relembramos a imprescindível intervenção dos enfermeiros no Sistema Nacional de Saúde e a importância dos mesmos na qualidade e segurança dos cuidados prestados aos cidadãos deste país. O constrangimento quanto à falta de respeito pelos enfermeiros pode, eventualmente, conduzir os mesmos a uma potencial desmotivação com as consequências que daí advêm.

A Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros disponibiliza-se, dentro das suas competências, para prestar todo o apoio necessário às partes envolvidas.

O Conselho Directivo Regional
Porto, 13 de Janeiro de 2010"

Leiam com muita atenção - Propostas Remuneratórias

fonte: Fórum Enfermagem

13 Janeiro 2010

Nova forma de discriminar ... ou não!

12 Janeiro 2010

Spots publicitários: Redenced-enfermeirosPT


Site oficial da Rede: http://www.enfermeirospt.com/



Copyright PIXAR STUDIOS 2009

GREVE a 27, 28 e 29 de Janeiro

fonte: Diário Digital

Enfermeiros agendam greve para 27, 28 e 29 de Janeiro. O Sindicato dos Enfermeiros agendou esta segunda-feira uma greve para os dias 27,28 e 29 de Janeiro, avança a TSF. Os profissionais do sector contestam a proposta apresentada sexta-feira pelo Governo que o sindicato classifica de «uma vergonha».

O pré-aviso de greve será entregue esta terça-feira, adiantou a presidente do sindicato, Guadalupe Simões.
Segundo a dirigente sindical, a proposta da tutela implica que os enfermeiros que futuramente entrem na profissão aufiram menos do que actualmente, o que provocou «revolta» no sector.

«Estamos a fazer reuniões em todos os hospitais e centros de saúde, pelo que a senhora ministra da Saúde e este Governo podem ter a certeza que os enfermeiros, caso esta situação não seja alterada, nos dias 27, 28 e 29 estarão em greve e a queimar as suas fardas à porta do Ministério da Saúde», sublinhou Guadalupe Simões.

PF: APOSTEM NOS BLOCOS, NAS URGÊNCIAS, NAS CONSULTAS EXTERNAS

11 Janeiro 2010

Ministério reduz salário dos enfermeiros



fonte: CM

Aqui se reflecte a lei de mercado: +oferta - procura = redução de salário
Mas continuem a mandar vir mais enfermeiros porque isso é o que faz falta para pagar quotas...

"O Ministério da Saúde quer reduzir o salário dos enfermeiros no ingresso da profissão baixando os actuais 1020 euros para 995 euros.


Trata-se de uma das propostas sobre o projecto de diploma relativo às grelhas salariais e ao regime de transição das carreiras e que deixou revoltados os enfermeiros. O protesto pode traduzir-se em formas de luta que poderão passar pela greve nacional.


A vice-coordenadora nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), manifestou ao CM o sentimento que impera na classe na sequência da proposta do Ministério: "Revolta." A dirigente sublinhou que a proposta apresentada pelo Ministério é "inaceitável e discriminatória". "Os professores, médicos, quadros superiores da saúde são licenciados como os enfermeiros e ganham muito mais. O Ministério não valoriza o papel do enfermeiro." Os quatro sindicatos do sector reúnem-se hoje para acertar as formas de luta ".

Hã? Estão a brincar com os Enfermeiros? (ronda negocial de 8 de Janeiro)


fonte: Doutor Enfermeiro

O Ministério da Saúde (MS), resolveu, reduzir ainda mais a valorização remuneratória dos Enfermeiros!! Desvaloriza a profissão, a sua dignidade e conteúdo funcional!

À anterior e humilhante proposta salarial (inferior aos restantes licenciados, como os Professores por exemplo!), o MS propôs agora diminuir ainda mais esses valores (por exemplo, o valor apresentado para a entrada na grelha de licenciados, é inferior à actual grelha de bacharel!):.

Volta a propor que a Posição 1, de Ingresso na Profissão, seja o Nível 11 (995,51) até 31/Dezembro/2013.

Até esta data os Enfermeiros ingressam na Profissão auferindo salário inferior ao actual (1 020,06);

Volta a propor que o Ingresso na Profissão seja pelo Nível 15 (1 201,48), agora a partir de 1/Janeiro/2014 e para o futuro;

Na Categoria de Enfermeiro, diminui o Topo (Posição 10) do Nível 48 (2 900,72) para o Nível 43 (2 643,26);

O Topo da Categoria de Enfermeiro fica “mais longe” do Topo da Carreira Técnica Superior;

Na Categoria de Enfermeiro Principal, diminui o Nível da Posição 1, de 48 (2 900,72) para 43 (2 643,26);

MS desvaloriza prestação de cuidados especializados e “acréscimos funcionais”;

Ao voltar a recolocar a Transição de alguns Enf.ºs Chefes e Supervisores para Enf.ºs Principais, o MS impõe administrativamente (por transição automática) a descategorização/mudança de área funcional destes colegas. Ou seja, o MS impõe a mudança da área da Gestão (Enf.ºs Chefes e Supervisores) para a área da Prestação de Cuidados (Enf.ºs Principais);

MANTÉM A PROPOSTA: NA TRANSIÇÃO PARA A NOVA CARREIRA, OS ENFERMEIROS MANTÉM O SEU ACTUAL SALÁRIO - não há revalorização salarial!!!!!;

Não apresenta qualquer proposta:

De valorização económica dos Enfermeiros Especialistas (como é possível?);

De Grelha Salarial para os Enf.ºs Chefes e Supervisores (Categorias Subsistentes);

De remuneração para os “Enf.ºs em Chefia” (Serviços e Departamentos) que no futuro exercem estas funções em comissão de serviço.

Apresenta uma inadmissível proposta de Rácios para Enf.º Principal, sem qualquer fundamento e totalmente desenquadrada das necessidades dos Serviços, atendendo ao seu conteúdo funcional (al. a) a d) do n.º1 do art.º 10.º do DL 248/2009);

A proposta do MS é inqualificável, designadamente, porque:

Recoloca em discussão matérias negociadas e acordadas anteriormente;

Decorrente do Acordo de Julho/2009, a sua primeira proposta de Grelha Salarial (de 7/Setembro/2009) era melhor que a actual!
..
Citando o Enfermeiro José Carlos Martins, Coordenador Nacional do SEP, isto "só por cima do nosso cadáver"...

Após a reunião do dia 11 (FENSE + MS), todos os sindicatos vão concertar formas de luta!

10 Janeiro 2010

Email de Despedida do Enf. Rui Miguel (CODU Coimbra)

fonte: Bombeiros para Sempre

Como sabem, o Enfermeiro Rui Miguel, abandonou por iniciativa propria a gestão das SIV´s no CODU Centro, deixando aquelas viaturas entregues não se sabe bem a quem nem de que forma. Criando assim um vazio que o proprio INEM pautou.

De qualquer forma, aqui fica o email de despedida do Enfermeiro Rui Miguel a todo o pessoal do INEM, e ao qual o bombeirosparsempre teve acesso (a sua publicação apenas sera feita porque entendemos que esta mensagem se encontra cheia de "recados", pelo que assim poderão chegar mais longe do que se esperava):

"Acabou...Hoje termina o meu percurso como funcionário do INEM! Vesti esta camisola com satisfação, com muita dedicação, mas acima de tudo com muito orgulho. Foram momentos inicialmente incríveis! Foram momentos ultimamente desesperantes! Interrompi a minha vida profissional para responder a um desafio. Um desafio aliciante do ponto de vista pessoal e profissional. Foi difícil a decisão em aceitar o convite, mas não era possível dizer não à “Dama de Ferro”!

Passaram dois anos e meio! Parece que foi ontem! Não havia SAE na região centro. Apenas duas ambulâncias de SBV em Coimbra. Tivemos que colocar em marcha um processo de construção que partiu do nada. Foram dias, tardes e noites seguidas no encalço dum objectivo: “pintar o Pais de amarelo!”. Este era o desejo desse grande Homem (com um H bem grande!) que dá pelo nome de Dr. Luís Manuel Cunha Ribeiro.Com ele vieram duas pessoas que a história jamais apagará, Nelson Pereira e Miguel Oliveira.Com ele o INEM assume verdadeiramente o papel de responder perante a emergência pré-hospitalar de forma profissional.Com ele vieram os TAE, os Enfermeiros, os Psicólogos, as ambulâncias SBV, as ambulâncias SIV, as VIC, as viaturas NRBQ, o Hospital de Campanha, as Viaturas Todo-o-terreno, etc.

Com ele o INEM assume verdadeiramente um cariz nacional e internacional. Assume papel de destaque cá dentro e alem fronteiras.Podemos dizer que existe na história apenas dois “INEM´s”. Um com o Dr. Cunha Ribeiro e outro sem ele. Esta é a realidade.Era um INEM com um sorriso nos lábios!Era um INEM onde se trabalhava com gosto e com respeito! Muitas vezes com discordância, mas com espaço para discordar. Muitas vezes com asneiras, mas com espaço para corrigir. Muitas vezes com ideias erradas, mas com ideias. Muitas vezes com percalços, mas partilhados e discutidos, etc.

Hoje... bem hoje é melhor não dizer nada.Volto para casa!Volto para o “meu hospital” com a certeza do meu dever cumprido.Volto com a consciência do trabalho realizado.Volto com a certeza do respeito por todos sem excepção. Um respeito enorme pelo INEM! Tentei ser sempre mais um no trabalho desenvolvido.Tentei sempre exigir responsabilidade com responsabilidade.Tentei sempre exigir trabalho com trabalho.Pedi dedicação, dei dedicação.

Defendi o INEM até ao fim com sentido de responsabilidade, com frontalidade, mas com muita honestidade. Por vezes recebi injúrias, calunias, difamação e muita mentira (principalmente nos últimos tempos). Mentira de onde certamente não esperava!Fui sempre sincero nas minhas ideias, nas minhas decisões, nos meus actos. Esta é a minha forma de estar na vida! Acredito que por vezes isso faça alguma confusão a pessoas mal formadas, pessoas capazes de tudo para atingir os seus objectivos.Só havia uma decisão a tomar! Estava a mais!Regresso à Figueira mas mantenho o gosto pela emergência. Vou continuar atento, participativo e interventivo sempre que considerar em consciência que devo!Vou continuar a lutar pelos ideais que defendo, mas com respeito pelos outros.Vou colaborar com esta Instituição sempre que me for solicitado.

Não me vou despedir de ninguém em particular. Sei que é uma etapa que termina, mas sei, sinto que voltarei um dia, quem sabe?!...Despeço-me com um até já...Desejo muitas felicidades a todos e votos de um Feliz Ano Novo de 2010, com particular ênfase para os “meus meninos”.Obrigado pela dedicação!Obrigado pela entrega!Obrigado pelo empenho!Continuem o desafio de socorrer quem precisa. Um socorro eficaz e dedicado mas fundamentalmente responsável!Lutem pelo vosso espaço (Enfermeiros, TAE) com responsabilidade e empenho, mas com respeito mútuo.

Não quero terminar sem contar um sonho que tive, e por tão insólito que foi, gostaria de partilhar convosco!Um determinado dia dei por mim a sonhar que era um “pirilampo” (vejam bem!). Fugia e de inicio não sabia porquê. Estava assustado! De repente percebi! Uma feroz cobra predadora me seguia. Isso durou tempos intermináveis. Num momento de desespero e já sem forças parei e perguntei à cobra:-Posso fazer três perguntas?
-Podes!
Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou “comer”, podes perguntar. Respondeu ela num modo muito rude.
-Pertenço à tua cadeia alimentar?
-Não. Respondeu
-Fiz-te alguma coisa?
-Não.
-Então porque é que me queres comer?
-PORQUE NÃO SUPORTO MAIS VER-TE “BRILHAR”!!!!!!!E é assim...Tenham cuidado com as cobras com que tropeçam diariamente!Um abraço!...Rui Miguel, Enfº."

09 Janeiro 2010

ARS- Norte abre concurso para 561 postos de trabalho em Enfermagem

ARS- Norte abre concurso para 561 postos de trabalho em Enfermagem - COGITARE EM SAÚDE

07 Janeiro 2010

Pela Mudança de Escalão - Assinem a Petição e divulguem

link: http://www.peticao.com.pt/enfermagem

Destinatário: Ao Exmº Coordenador do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP)

Enfermagem: Pela Mudança de Escalão

Considerando que:
1 — A progressão dos Enfermeiros hospitalares faz-se ao fim de 3 anos, de acordo com o art.º 17º, do DL nº 437/91, de 08/11.

2 — Os artº's 17º e 59º, do DL nº437/91, de 08/11, não foram revogados pela Lei nº 12-A/2008, de 27/02, significando que o processo de progressão dos enfermeiros se mantém em vigor e já que não foi cumprido o disposto no nº1, do art.º 101º, ou seja, decorreram os 180 dias, aí citados, sem que a nova carreira de enfermagem tenha sido regulamentada e sendo a sua aprovação feita depois desse prazo.~

3 — O tempo de serviço entre 01/09/2005 e 31/12/2007, por razão de congelamento (nº1, art.º 1º, da Lei nº 43/2005, de 29/08), não conta para progressão na carreira, mas não existe qualquer referência ao tempo de serviço prestado entre a última progressão e o dia 31 de Agosto de 2005, o que significa que será contado, acrescentando-lhe o tempo de serviço prestado a partir de 01/01/08, desde que totalize três anos, tendo os enfermeiros direito a progredir para o escalão seguinte, antes da entrada em vigor da nova carreira.

4 — A avaliação do desempenho dos enfermeiros é feita por períodos de três anos, conforme a alínea b), do nº1, do art.º 46º, do DL nº437/91, de 08/11, processo que decorre – e tem decorrido – normalmente e se alguma anomalia existiu, foi o congelamento da progressão dos escalões e consequente não contagem do tempo de serviço no período compreendido entre 01/09/05 e 31/12/07, não se compreendendo que esse congelamento se mantenha ainda actualmente

Assim, os enfermeiros abaixo assinados, solicitam às direcções dos SEP e SIP que estabeleçam de imediato os procedimentos devidos, quer com o Governo, quer com as diferentes instituições hospitalares, no sentido de todos os enfermeiros avançarem na progressão na carreira actual já que o Governo tudo fará para que não haja subida de nível remuneratório aquando da transição para a nova carreira.

Pelos enfermeiros através do Germano - é disto que nós precisamos



fonte: Qualidade Online

Pelo Cidadão, através dos Enfermeiros

Foi num ambiente de requinte e de enorme tradição, nas instalações da Secção Regional do Norte (SRN) da Ordem dos Enfermeiros, que a Revista da Qualidade conheceu um pouco mais o quotidiano de uma classe, a dos enfermeiros, que é hoje reconhecida por todos os quadrantes nacionais como fundamental na prestação de cuidados de saúde com qualidade.

Recebidos com a simpatia e a delicadeza do nosso anfitrião, o enfermeiro e presidente do Conselho Directivo Regional da Secção Regional do Norte Germano Couto, que iniciámos esta conversa que, acima de tudo, teve o desiderato de confirmar aquilo que muitos já conhecem, ou seja, que à classe dos enfermeiros inúmeros desafios se colocam de futuro, onde o nosso entrevistado, na presidência deste organismo da Ordem dos Enfermeiros há quase dois anos, nos revelou como tem sido calcorreado este caminho, que, apesar de difícil, tem tudo para ser um sucesso, assim estejam reunidas as distintas condições para que a classe dos enfermeiros solidifique a sua posição na sociedade portuguesa.A meio do primeiro mandato, segundo Germano Couto o balanço efectuado é “francamente positivo”, embora tenha a humildade para reconhecer que os primeiros tempos foram complicados.

“Todos os elementos, cerca de 38 enfermeiros, que compõem os órgãos desta Secção, estão nesta função pela primeira vez, logo tivemos que ultrapassar um processo de adaptação no sentido de uma aprendizagem de toda a dinâmica da Ordem dos Enfermeiros na sua totalidade e da Secção Regional do Norte na sua particularidade”, explica o nosso entrevistado, lembrando que os principais desideratos do plano de actividades foram cumpridos e só não foram atingidos na totalidade “por vicissitudes externas à nossa vontade”, afirma o nosso interlocutor, assegurando que esta fase de aprendizagem será fundamental para melhorar no futuro, ou seja, até final do mandato que terminará em finais de 2011.

Convém ainda salientar que a SRN efectuou um estudo de satisfação aos membros da instituição, num universo de 18325 enfermeiros, através de uma amostragem aleatória, no sentido de compreender o grau de satisfação relativamente ao desempenho dos membros dos órgãos da SRN por parte dos membros. Qual o resultado obtido? “Extremamente positivo. Cerca de 65 por cento dos enfermeiros demonstraram satisfação com o nosso desempenho, o que significa que estamos no trilho correcto”, assegura Germano Couto para quem a qualidade é considerada uma utopia, mas “é também a estrela que nos norteia”.

Quando iniciou este enorme desafio, em Janeiro de 2008, Germano Couto sabia que o cenário não se avizinhava fácil, logo era necessário incutir em todos os membros da SRN um nível superior de proximidade. Assim, a comunicação estreita era vital. Esta «ponte» comunicacional encontra-se neste momento a ser edificada, através de instrumentos tão simples e importantes como a Newsletter da SRN, que, no passado apresentava um cariz institucional e hoje é enviada individualmente para cada membro da Secção Regional do Norte. “A comunicação é uma das grandes apostas, até porque era uma das principais lacunas detectadas, principalmente aquando da campanha eleitoral, e que pretendemos colmatar”.

Consciente da era em que vivemos, a globalização, Germano Couto decidiu também, em conjunto com os seus pares, consolidar a aposta na página Web da SRN, “actualmente «actualizada» praticamente em tempo real. Temos ainda o cuidado de informar, através dos meios de comunicação ao nosso dispor, todos os membros, bem como a sociedade e os cidadãos porque este é o fito do nosso desempenho. Não estamos presentes «apenas» pelos enfermeiros, actuamos para os cidadãos, através dos enfermeiros. Esse é o desiderato da Ordem dos Enfermeiros”, assegura o nosso entrevistado.


“Não podemos colocar em causa a segurança dos cuidados”
A Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros aporta na sua área de intervenção jurisdicional cinco distritos: Porto, Vila Real, Braga, Viana do Castelo e Bragança, embora, do ponto de vista político, não se limite unicamente aos distritos anteriormente referidos, pois o nosso entrevistado, enquanto presidente da SRN tem «assento» no Conselho Directivo da Ordem dos Enfermeiros como vogal, logo com qualificação na contribuição das políticas direccionadas para a saúde nacional. A enfermagem, no domínio nacional, tem evoluído em diversos aspectos, desde logo se analisarmos a vertente da formação académica, que, refira-se, não é uma área de intervenção directa da Ordem dos Enfermeiros.

“A classe dos enfermeiros tem neste momento a licenciatura como grau de formação desde 1999, embora seja necessário alguma cautela pela desregulação na abertura, especialmente na última década, de escolas superiores de enfermagem”, salienta Germano Couto, assegurando que não existe da sua parte e do organismo a que preside, uma vontade de colocar em causa a necessidade de um maior número de enfermeiros formados. “Apenas coloco em causa a propriedade de algumas escolas superiores de enfermagem quanto ao ensino ministrado, pois poderão não possuir a qualidade desejável para formar e qualificar enfermeiros capazes de aportar à saúde a qualidade necessária.

É fundamental primeiro estruturar a formação em qualidade e não pensar apenas em quantidade”, afirma. Ainda dentro deste tema, o presidente da SRN referiu que esta «responsabilidade» cabe ao Ministério do Ensino Superior, tendo este organismo sido, por diversas vezes, alertado, para a cautela que era necessário ter na abertura “apressada de determinadas escolas. Não colocamos em causa a necessidade de formação de um número superior de profissionais de enfermagem, mas temos de pensar que existe neste momento um vasto número de enfermeiros no desemprego que poderiam não estar se o mercado «absorvesse» consoante o necessário e não apenas de acordo com a oferta do mercado de trabalho actual.

Temos muitos contextos em Portugal onde a presença de enfermeiros é inferior ao necessário e os cuidados de saúde são colocados em causa às populações ou então os cuidados de saúde estão a ser exercidos por outros, que não enfermeiros, e aqui somos obrigados em referir que existe um crime pela usurpação de funções”, afirma convicto o nosso interlocutor. A formação é assim uma das principais preocupações de Germano Couto, até porque, a região Norte, alberga actualmente cerca de 1/3 das escolas superiores de enfermagem do país, “daí o desemprego no norte do país ser superior relativamente ao território nacional. Também esses mesmos enfermeiros estão arredados da formação contínua por falta de capacidade de investimento, sendo, portanto, profissionais que dificilmente podem progredir na sua profissão nos seus mais variados aspectos”.

A grande massa dos enfermeiros opera actualmente, em cerca de 70 por cento, nos hospitais, embora esta seja apenas uma amostra da possibilidade de locais em que estes profissionais podem colocar os seus conhecimentos em prática, mais uma vez pela própria mutação do mercado, ou seja, “estão a surgir, cada vez mais, novas estruturas que irão absorver enfermeiros como as unidades de cuidados na comunidade e das unidades de continuados integrados, lares de idosos, entre outros. Além disso, o surgimento da denominada Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados pode funcionar como uma «alavanca» na empregabilidade dos enfermeiros, isto se de facto este organismo funcionar convenientemente e a estrutura política cumprir o que prometeu no que confere a dotações seguras”, augura Germano Couto, reprovando contudo algumas situações identificadas.

“Detectamos, em locais onde a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados existe, a tendência de não possuir recursos humanos necessários, ou seja, têm lotações aquém do desejável, pondo em causa a segurança dos cuidados de saúde e do próprio cidadão, algo que não pode acontecer”. Mas como se explica que existindo uma taxa de desemprego em enfermagem elevada, determinadas unidades de saúde não aportem nos seus serviços profissionais como os enfermeiros? “Apenas encontro uma razão, ou seja, questões económico-financeiras. Pretendem obter lucros através da não contratação de profissionais habilitados para o efeito ou então pela substituição dos enfermeiros por outros profissionais não habilitados, com uma remuneração inferior”, afirma o presidente da SRN, assegurando que já foram detectadas e denunciadas situações análogas.


Escasseia a dignidade na profissão
Assim, na opinião do nosso entrevistado, os cuidados de saúde em enfermagem na região Norte aportam a qualidade desejável, sendo contudo necessário melhorar a mesma na denominada gestão de topo. “Como podemos exigir a um enfermeiro qualidade no seu trabalho quando o número de doentes que tem sob a sua responsabilidade excede o número desejável?

Como podemos exigir a um enfermeiro qualidade quando a sua remuneração é exígua para prestar cuidados de saúde de qualidade por falta de motivação?”, questiona o nosso interlocutor, assegurando que neste momento escasseia a dignidade perante a remuneração que se oferece à classe dos enfermeiros, referindo que actualmente os enfermeiros preferem trabalhar em condições menos dignas do que o desemprego. “Não podemos apontar o dedo aos enfermeiros, mas às entidades reguladoras, porque isto passa-se na zona Norte, mas também no resto do país, exceptuando os arquipélagos, onde o panorama, atendendo às próprias estruturas regionais é distinta”.


“Com o EPT a possibilidade de erro será regulada e controlada”
Mas poderá ser o Modelo de Desenvolvimento Profissional o mecanismo que poderá «esfumar» as vicissitudes anteriormente referidas? “Tenho essa esperança. O novo Estatuto foi alterado pela Lei nº 111/2009 de 16 de Setembro e irá permitir o desenvolvimento deste novo modelo, regulando assim o acesso à profissão com mecanismos até hoje inexistentes.

O único instrumento que a Ordem dos Enfermeiros detinha assentava na verificação das habilitações académicas e profissionais do recém-licenciado e a validação da cédula profissional, deixando nas mãos do enfermeiro a responsabilidade dos actos que pratica”, afirma. A partir de 2010, surgirá um novo mecanismo apelidado de Exercício Profissional Tutelado, vulgo internato para a área médica, em que o enfermeiro terá que confirmar e desenvolver competências perante um supervisor clínico, “também enfermeiro”, num período entre nove meses a um ano. “O enfermeiro em regime de internato será reconhecido pela Ordem dos Enfermeiros, não podendo contudo exercer sob autonomia própria.

Se no final desse EPT – Exercício Profissional Tutelado o enfermeiro manifestar as competências que desenvolveu ser-lhe-á atribuído o título definitivo de enfermeiro”.Desta forma, “a possibilidade de erro será regulada e controlada”, pois está provado, segundo estudos científicos, que os primeiros seis meses do exercício a nível profissional na área de saúde são mais propícios ao erro. “Com o EPT iremos reduzir a probabilidade de equívocos. “Não pretendemos colocar em causa as escolas superiores de enfermagem nem as qualificações obtidas, mas não sendo o EPT considerado um estágio, mas um exercício profissional tutelado, o enfermeiro será remunerado pelo Estado”.

Os contextos onde o EPT será exercido, hospitais, centros de saúde, entre outros, serão reconhecidos, panorama que permitirá regular o desemprego nesta área, pela Ordem dos Enfermeiros e por um organismo, a ser designado pelo Ministério da Saúde. “As escolas superiores de enfermagem terão também que se adaptar, em termos de numerus clausus, para receber os novos candidatos à licenciatura, para que haja um número semelhante ao nível de saídas e vagas para EPT, à imagem do que é realizado na vertente da medicina”.


“A Ordem dos Enfermeiros deve ser mais interventiva”
A Ordem dos Enfermeiros aporta na sua orgânica cinco secções regionais: Norte, Centro, Sul, Madeira e Açores, sendo que a competitividade, na opinião de Germano Couto, é salutar desde que seja coadjuvada por um «regime» de parceria. “Tentamos adaptarmo-nos à Ordem dos Enfermeiros, nos seus órgãos nacionais, assim como às outras secções, e o inverso também”, refere, mencionando contudo que existem divergências, mas que “não têm sido obstáculos no desenvolvimento do nosso trabalho”.

A Ordem dos Enfermeiros ainda é uma entidade bastante jovem, celebrando em Abril próximo 12 anos de existência, não tendo por isso, a «voz» de outras instituições análogas com décadas de história e existência. Apesar da juventude da mesma, o trabalho deve ser reconhecido e segundo Germano Couto à Ordem dos Enfermeiros escasseia apenas a comunicação para o exterior. “A Ordem dos Enfermeiros deve ser mais interventiva e incisiva em termos políticos e de lobby. Deve lutar pela melhoria das condições de trabalho e de formação para que os enfermeiros obtenham, indirectamente, maior reconhecimento socioeconómico e emprego pleno, para prestar cuidados qualificados ao cidadão.

Não pode estar tão encapsulada dentro de si própria e é nesse aspecto que a Secção Regional do Norte tem tentado contrariar”.


Apelo à responsabilização da classe.
Segundo o presidente da Secção Regional do Norte, a sociedade tem despertado, cada vez mais, para o papel fundamental prestado pelos profissionais de saúde. Sendo um despertar lento, tem sido também “estruturado, selectivo e profundo. A maior parte dos cidadãos reconhecem o enfermeiro como um elemento estrutural ao Serviço Nacional de Saúde e para isso tem também contribuído a Ordem dos Enfermeiros.

Obviamente que este trabalho não pode ser assegurado somente pela Ordem. Os enfermeiros, na sua globalidade, têm, por si mesmo, de evidenciar a sua qualidade na prestação de cuidados de saúde. Estou optimista e sinto que os enfermeiros caminham no sentido de uma maior responsabilização, que lhes permitirá maior autonomia e visibilidade relativamente à sociedade. É um processo de amadurecimento e desenvolvimento que está em pleno desenvolvimento”, assegura o nosso entrevistado.

A terminar, Germano Couto assegura que os desafios vindouros são ambiciosos, deixando um apelo a todos os enfermeiros, pois só unidos “poderemos caminhar rumo ao sucesso, fortalecendo assim a posição e a profissão como referência na saúde em Portugal”, conclui o nosso entrevistado.

05 Janeiro 2010

Carta atrasada ao Pai Natal


enviado por um leitor anónimo


"Querido Pai Natal,
> > Sou eu, quem manda nos enfermeiros. Como tens passado? Andas melhor das lombalgias?
> > Desculpa ainda não ter mandado nenhum Enfermeiro para te administrar uns anti-inflamatórios, mas, acontece que não há ninguém disponível…

Além disso o rácio da OCDE é de 12 Enfermeiros por cada Pai Natal…. o
> > que é quase impossível de te conceder, pois nos dias de hoje encontrar
> > Enfermeiros disponíveis para trabalhar, é como encontrar uma nota de
> > 20 euros aqui na Sede…

Este ano portei-me bem, por isso a minha lista de presentes vai ser
> > mais comprida do que o costume. Não sei te lembras, mas no ano
> > passado, só pedi uma coisita: “mais Enfermeiros”! Realmente tive mais
> > Enfermeiros, o problema é que preciso ainda de
> > mais… pois, como deves saber, as despesas não são pagas
> > com ar e vento, não é?

Sabes, tive um sonho: sonhei que Portugal um
> > dia terá muitos Enfermeiros. Tantos, que os rácios não serão
> > traduzidos mais pela razão enfermeiro/utente, mas sim por
> > utente/enfermeiro. Quero mais Enfermeiros!
> >
Noutro dia foi ao hipermercado. Estava muito calor lá dentro e
> > senti-me mal. Uma empregada simpática (do hipermercado), perguntou
> > pelos altifalantes se havia algum médico ou Enfermeiro lá presentes
> > para ajudar… Não apareceu nenhum médico, mas enfermeiros estavam
> > muitos. Acho que só o homem do talho é que não era Enfermeiro… ou
> > melhor naquele talho, porque no talho do supermercado cá
> > perto de casa, o rácio é de 4 enfermeiros por posta de carne, o que já
> > é bom! Pelo menos está dentro dos rácios da União Europeia!

Por Cá(*) vai tudo bem. Tenho mais empregados novos! Até o
> > jardineiro tem o curso de Enfermagem! Isto só traz vantagens: noutro
> > dia vi-o pela janela a dar um sermão de ética aos peixinhos do lago
> > aqui do jardim!

Isto faz-me lembrar uma coisa ridícula que me
> > aconteceu noutro dia: veio cá um “totó” à dizer que era Enfermeiro e
> > que estava no desemprego… Perguntei-lhe logo se era para os apanhados!
> > Ele disse que não! Vê-se logo que ele não percebia nada de rácios,
> > enfim… aparece-me aqui cada um! Onde já se viu um enfermeiro
> > desempregado?

Ando um pouco triste. O meu gato anda doente. Levei-o a
> > um Enfermeiro veterinário, daqueles que eu ainda me manifestei contra,
> > mas de nada valeu, ou melhor ninguém me ligou, ele até era bom rapaz….
> > Era ainda estagiário, andava a estudar o modelo de Nancy Roper para
> > cães e não me pôde ajudar muito!

Sabias que já dei um nome ao meu
> > gatinho? Chama-se “rácio”. Gosto de animais. Na semana passada comprei
> > um papagaio. Ensinei-o a falar, já sabe dizer “quero mais
> > Enfermeiros”! Agora ando a ver se ele aprende a dizer “quero
> > inflacionar as quo....”! A menos com os meus animais de estimação tenho
> > paz.

Nem me quero lembrar do outro dia, em que fui visitar um hospital
> > e tive de fugir pela janela, pois quando olhei para traz vinham umas
> > centenas de Enfermeiros a correr em direcção a mim com cara de poucos
> > amigos! Livra!! Não os entendo. O que é que eles querem? A maior parte
> > deles ganha melhor que uma mulher-a-dias (sem desprimor para estas)!!

Ouvi dizer que o Tony Carreira vai ser Enfermeiro? Era bom. Ele canta
> > bem! Os cuidados intensivos de muitos hospitais precisam de mais
> > alegria! Lembras-te do Zé Cabra? Esse já é enfermeiro numa daquelas
> > urgências que vai encerrar! Curioso… pensando bem, não vi
> > manifestações da população lá da zona… ele até dava shows para os
> > restantes Enfermeiros nas passagens de turno!

O que é um show, é o novo carro do meu vizinho. Um BMW!!! Olha, ele é
> > enfermeiro! O carro é lindo, precisa é de uma pintura e estofos novos.
> > Foi comprado num daqueles leilões da Polícia Judiciária! Mas está bom:
> > só teve 5 donos prévios! Estes carros dos anos 70 têm chapa grossa!
> > Deita fumo, isso dá-lhe estilo! Isto só prova o poder de compra dos
> > Enfermeiros! O mecânico da esquina (que também é Enfermeiro) diz que é
> > bom material!

> > Bom, não te quero aborrecer mais, mas este ano queria ainda mais
> > Enfermeiros! E se fosses amigo, deixavas abrir mais duas ou três
> > escolitas de Enfermagem. Tenho uma amiga ali perto de Pitões das
> > Júnias (fronteira com Espanha) que diz que lá ainda não há escolas de
> > Enfermagem. Foi uma desatenção minha! Há lá estábulos porreiros! Davam
> > bons campos de estágios de obstetrícia: treina-se nos cavalos! É tudo
> > a mesma coisa! O estágio de ortopedia podia ser na mercearia do ti
> > Rodrigo! As escadas são escorregadias, e muita gente parte lá as
> > pernas e braços! Vai ser uma maravilha!

> > Abraços.

> > P.s. Pai Natal, é verdade que estás a pensar em ingressar em Enfermagem?"


"A independência de pensamento é a mais orgulhosa das aristocracias."
( Anatole France )

03 Janeiro 2010

Auscultação pulmonar

Aqui fica um excelente filme. A auscultação pulmonar é uma técnica muito básica e simples de efectuar pelo enfermeiro. Mas actualmente os alunos saem da escolinha sem qualquer formação nesta área. Parece-me ridículo o enfermeiro não ser capaz de distinguir (sem a medicodependencia) um episódio de asma de um edema pulmonar, ou avaliar coisas tão simples como uma hipoventilação de um campo pulmonar. Questiono: que medidas tomará em seguida o enfermeiro sem a presença de um médico?? Provavelmente nenhuma.

O caminho faz-se caminhando e se queremos mais reconhecimento temos que demonstrar competencias mais complexas do que muitas que temos. Será que alguém me vai dizer que isto não é enfermagem também???

02 Janeiro 2010

Medicodependencia - O cerne do problema


fonte: Bombeiros para sempre

Como é sabido da praça pública, ate porque foi amplamente noticiado nos meios de Comunicação Social, um caçador morreu enquanto caçava com um tiro perdido.

Bom, para o local foram accionados pelo CODU, os bombeiros voluntários de Vila Flor e a SIV do INEM, sediada em Mirandela.

Ao chegar ao local a Enfermeira do INEM, solicitou ao CODU Norte o accionamento do heli daquele organismo, pois o estado clínico da vítima era muito grave. Ao que o bombeirosparasempre conseguiu apurar o médico regulador do dito CODU foi peremptório: “o heli só levanta depois da vítima ser avaliada por um médico e não por um enfermeiro”

E assim foi… passados largos minutos a VMER, então accionada pelo CODU chega ao local. Feita a avaliação pelo médico da VMER, foi decidido accionar o heli…A vítima viria a falecer á chegada do heli de salvamento e transporte ao local onde se encontrava a vitima, como foi anunciado por um jornal nacional.

É para isto que as SIV´s servem? Se é... então acabe-se já com elas... pois neste moldes só andam a gastar dinheiro aos contribuintes deste país...Há coisas fantásticas… não há?

Nova Tabela Salarial proposta para Docentes...

fonte: Doutor Enfermeiro

Enfermagem Forense: Especialidades da Enfermagem Forense



fonte: Enfermagem Forense

Existem diversas especialidades na area da enfermagem foremse. As mais conhecidas são o SANE (Sexual Assault Nurse Examiner) e o FDNI (Forensic Death Nurse Investigator).

Mas existem outras areas de intervenção muito importantes.

Enfermagem Forense Correcional- Prestam cuidados de enfermagem a individuos sob custódia judicial (em tribunal, prisão, casas de detecção juvenil). Os enfermeiros efectuam exames fisicos de rotina, administração de medicação e realização de pensos.

Enfermagem Clinica Forense - Os enfermeiros da clinica forense, trabalham nas salas de emergência, e realizam exames de pericia a crimes sexuais; tratamento de psiquiatria forense e investigação da morte. Contribuem ainda na investigação e consultoria de cuidados.

Enfermagem Gerontologia Forense - A enfermagem de gerontologia forense, ajuda na investigação de casos que envolvam abuso, negligencia ou exploração de idosos. Trabalham ainda na manutenção dos direitos legais e humanos dos idosos. Estes enfermeiros trabalham em hospitais, lares e outras instituições que se dedicam aos idosos.

Enfermagem Psiquiatria Forense - Os enfermeiros avaliam e escolhem os doentes para tratamento, providenciando os cuidados de reabilitação e supervisionam as acções dos doentes na comunidade. Os enfermeiros de psiquiatria forense, tambem podem examinar e tratar os doentes inimputaveis. Podem ainda assistir os colegas que tenham sofridos algum trauma psicológico.

SANE - Os enfermeiros avaliam as lesões que a vitima sofrau, localiza, recolhe e envia os vestigios forenses relativos a crimes sexuais. Providenciam informação sobre a vitima e possivel agressor. Em tribunal, o enfermeiro representa a vitima com o seu testemunho, baseado nas evidencias recolhidas e documentadas.

O Blogue Médico Explica Medicina A Intelectuais Foi Constituído Arguido

fonte: link

Fernando Esteves, o conceituado jornalista da revista Sábado, paladino da Liberdade de Expressão, autor de inúmeros trabalhos académicos e científicos, sobre Jornalismo, incluindo os comentários que se podem encontrar neste blogue, decidiu que os jornalistas não podem ser criticados pela qualidade das peças que escrevem.

Ameaçou e pôs o DIAP à procura do autor do blog. Mais fácil, seria enviar um email e o(s) autor(es) sobejamente conhecidos em Portugal pelos cargos que já ocuparam em várias instituições, também autores de diversos artigos se identificariam perante as entidades investigatórias.

O processo corre na 5ª secção do DIAP de Lisboa, nº 376/09.4TDLSB. E mais não digo, por estar em segredo de justiça.

Mas digo ao senhor Fernando Esteves, que nem ele, que foi considerado pela Associação Portuguesa dos Médicos de Clinica Geral o Melhor Jornalista de Saúde num destes anos (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!), nem qualquer outra pessoa calará este blog e os seus autores.

O aceitar a Liberdade de Expressão e a crítica, são valores dos quais não abdicarei nunca. Acredito que haja jornalistas que se considerem intocáveis, como o senhor Fernando Esteves, ao qual sempre foi dado neste espaço a liberdade de opinar e o direito de resposta, mesmo quando não o pedia e não exigia sigilo, insultava este blogue e os seus autores da forma que insultou, e que não divulgo por se encontar em segredo de justiça.

Mas, uma mais-valia da blogosfera é a sua memória, o que se escreveu, está lá, permanece vivo!
Este blogue nasceu em 19 de Julho de 2003, esteve para morrer várias vezes por falta de tempo do seu autor inicial, mas NUNCA MORRERÁ PORQUE UM JORNALISTA NÃO GOSTE DO QUE AQUI SE ESCREVE. NUNCA!

Ganhou prémios, foi referenciado, foram solicitadas entrevistas ao seu autor.

Mas, os prémios, não os listei, as referências, não as guardei, e as entrevistas recusei.
Não pretendo, nem os co-autores, glória, nem reconhecimento, apenas pretendemos Explicar Medicina A Intelectuais, porque "Tanto dislate se ouve e lê, por vezes publicado inconscientemente, que decidi esclarecer quem me procurar, para que os jornalistas (e outros intelectuais!) sejam um meio para os 'media' fomentarem a literacia científica."

É esta frase que encima o blogue há mais de seis anos. E infelizmente os dislates continuam...
Pela Liberdade de Expressão, consciente e responsável na blogosfera!
Venceremos as sinistras forças do obscurantismo cultural!

É inacreditável que isto exista... Recordem-se que esta revista também já deu o seu pontapé na dignidade e respeito pelos Enfermeiros.