31 Outubro 2009

SAPE: Um sistema que tende a estagnar?

por: Engº Domingos Pereira, Serv. de Inf. do CHVNG/E (na foto à direita)
opinião: Fábio Gonçalves

Existem muitos Sistemas de informação em Enfermagem no Hospital VNG/E no entanto existe muito pouca interoperabilidade entre ambos: SAPE, ALERT, PICIS . O SAPE é o que tem mais lacunas porque a apresentação dos dados não é feita de forma adequada para outros profissionais (que não percebem de CIPE), o próprio sistema não é interoperável (não comunica com outros sistemas de informação na partilha de dados ao contrário do ALERT por ex.) e não tem a capacidade de criar indicadores úteis à gestão.

"Os sistemas evoluem por etapas e o SAPE foi uma etapa decisiva na evolução dos Sistemas TIC para a prática de Enfermagem"

As linhas de força para o futuro dos SI passam por:
- progredir na identificação de indicadores de qualidade de cuidados;
- progredir na auditoria à qualidade dos registos;
- que integrem todos os autores em simultâneo (médicos, enfermeiros, outros técnicos)
- que permitam maior interoperabilidade;
- que satisfaçam a geração de indicadores de gestão a especificar e eventual "data mining" sobre os dados gerados;

[Este é o verdadeiro problema pelo qual a ACSS provavelmente nunca investirá no desenvolvimento e evolução do SAPE. NO entanto existem enfermeiros que estão a desenvolver estudos para gerar indicadores de gestão a partir do SAPE. Este estudo (projecto SINAI) está a ser realizado no CHPVVC e conduzido pela Enfª Supervisora Clarisse Martins. Isto é algo promissor porque só assim teremos uma justificação de peso para evoluir o SAPE]

30 Outubro 2009

O que faz um Técnico de Radioterapia



fonte: Associação de Técnicos de Radioterapia

O Técnico de Radioterapia tem uma intervenção interdisciplinar, cujo objectivo fundamental consiste no planeamento e na aplicação das terapêuticas na área da Radioterapia.

Neste âmbito, o Técnico de Radioterapia deve possuir competências em várias áreas, nomeadamente:

Cuidados com o doente:
O Técnico de Radioterapia é responsável pelo conforto físico e psicológico do doente ao longo de todo o tratamento, aconselhando e acompanhando os doentes e respectivos familiares, principalmente no que se refere ao tratamento e seus efeitos secundários. Assim, deve observar continuamente o doente, monitorizando a sua reacção aos tratamentos, reconhecendo alterações significativas e tomando as atitudes adequadas.

Uso das tecnologias de Radioterapia:
O Técnico de Radioterapia é o único especialista dotado de capacidades que lhe permitem efectuar tratamentos que requerem a utilização de radiações ionizantes. É função do técnico preparar as fontes radioactivas e programar os equipamentos de afterloading, aplicar eficazmente as técnicas de tratamento prescritas e compreender a regulamentação na área da protecção radiológica, bem como a sua aplicação, de modo a agir adequadamente, em caso de acidente por exposição à radiação.
O Técnico de Radioterapia é responsável pela localização e marcação das áreas de tratamento, aquisição de imagens, desenho e confecção de moldes e ainda pela realização de verificações de todos os procedimentos efectuados e o seu respectivo registo.

Optimização da dose:
Através da sua perícia, aptidão e conhecimentos técnico-científicos, o Técnico de Radioterapia determina, dentro dos limites cientificamente aceitáveis, a exposição mínima a radiações necessária para produzir uma terapêutica fiável.

Este profissional realiza distribuições de dose, o que requer a manipulação de sofisticados sistemas computorizados e a integração de conceitos fundamentais de radiobiologia e de anatomia seccional.

[Agora substituam a palavra "Técnico de Radioterapia" por "Enfermeiro". Será impressão minha ou encaixaria na perfeição?? Só há um aspecto que não encaixa: "requer a manipulação de sofisticados sistemas computorizados e a integração de conceitos fundamentais de radiobiologia e de anatomia seccional." A enfermagem não se tem adaptado nem tem visão futura para essa adaptação relativamente à formação/interface com a tecnologia e nem o seu paradigma limitado nos permitirá caminhar para o aprofundamento de conhecimentos em radiobiologia e anatomia seccional. Na mente limitada de muitos isto não é enfermagem...Porque razão a enfermagem não caminha em paralelo com esta área de conhecimento?? É altura de promover areas de especialidade que permitam ampliação do nosso campo de intervenção, no sentido de consolidar o papel da enfermagem na saúde. Ou temos visão e limitamos o acesso/desenvolvimento de outras profissões ou acabaremos por perder áreas com enorme potencial ]

29 Outubro 2009

Jornadas: Cuidar para a excelência - Fotos disponíveis

Enfermeiros fazem especialização em partos de baixo risco



fonte: portalHoje.com, Brasil link

Era bom para ser verdade em Portugal. Aqui fica uma boa ideia para a Associação Portuguesa de Enfermeiros Obstetras. Sinceramente ainda não perecebi porque razão ainda não se fez nada nesse sentido.

"Capacitar enfermeiros do Programa Saúde da Família para realizarem partos de baixo risco, proporcionando a humanização e o número de partos bem-sucedidos nos municípios do interior. Este é o objetivo do curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica que será realizado através de convênio entre a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Ministério da Saúde Brasileiro..."



Os partos normais humanizados não exigem a presença de um médico nem sala de cirurgia. O enfermeiro obstetra apenas auxilia, oferecendo segurança na hora do parto, quando este for de baixo risco. Esta seria uma oportunidade para virar a página do panorama actual e tentar criar uma rede estruturada para promover o parto no domicílio


Um cenário como este é muito irreal e parece que pelo menos no próximos dez anos isso não acontecerá. Depois de ler este documento ainda fiquei mais decepcionado com a falta de visão da coordenação nacional para a saúde materna

28 Outubro 2009

APER defendeu os enfermeiros de Reabilitação


No dia 21/10 colocamos o seguinte post: http://enfermagempt-noticias.blogspot.com/2009/10/circulares-informativas-que-me.html

Fizemos uma transcrição literal das linhas que mais nos desiludiram, mas para nossa surpresa, no dia 27/10 a circular tornou-se diferente.

Há correcções que definitivamente não podem passar ao lado e esta era uma delas. A aper tomou a iniciativa para defender esta especialidade na voz do enfermeiro Belmiro Rocha
"A Associação Portuguesa de Enfermeiros de Reabilitação (APER) encontra-se atenta ao que se passa com a Enfermagem de Reabilitação, empenha-se para que a mesma tenha a visibilidade e reconhecimento merecidos, agradece à DGS a abertura para a reposição da verdade do terreno e de algo que é mais do que justo para a Enfermagem e, neste caso em particular ,para a Enfermagem de Reabilitação. Agradecemos também a todos os colegas que, apesar de todas as dificuldades e constrangimentos, também se encontram atentos e sempre prontos a dar o melhor no seu dia-a-dia para dignificar a profissão que servem."

Aqui fica o link do documento
E o que fez a Ordem dos Enfermeiros? Tomou alguma posição?? Basta desta Inércia...

26 Outubro 2009

Exame aos movimentos dos olhos é eficaz a detectar AVC



fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.


Um exame rápido aos movimentos dos olhos é mais eficaz do que o exame de ressonância magnética para detectar um tipo de AVC (acidente vascular cerebral), concluiu um estudo publicado na revista "Stroke".
O exame oftalmológico apenas funciona nos pacientes com AVC que apresentem sintomas semelhantes à labirintite (tontura e náuseas, por exemplo).

O estudo, realizado por investigadores da Johns Hopkins University, nos EUA, avaliou 101 pacientes. Utilizando apenas o exame aos movimentos oculares, os cientistas diagnosticaram correctamente todos os casos de AVC, 69 ao todo, e 24 dos 25 casos de labirintite. Os restantes pacientes apresentavam outros problemas neurológicos. Por outro lado, o exame de ressonância magnética (RM) deu falso-negativo em oito dos 69 pacientes com AVC.

Contudo, num segundo exame de RM feito para confirmar os dados, foram verificados os erros do primeiro exame.

O teste oftalmológico é recomendado, dado que os pacientes que estão a sofrer um AVC podem apresentar alterações no movimento dos olhos. Alguns não conseguem ajustar imediatamente a posição dos olhos se a cabeça for desviada rapidamente para o lado, ou apresentam movimentos desconexos quando tentam focar um objecto.

Mesmo reconhecendo que o número de pacientes avaliados é pequeno, os cientistas da Johns Hopkins estão optimistas com os resultados, especialmente com a precisão demonstrada pelo teste oftalmológico e com o facto de ele representar uma redução de custos significativa.

21 Outubro 2009

Circulares informativas que me desiludem

fonte: DGS
opinião: Fábio Gonçalves


"A Direcção-Geral da Saúde, no uso das suas competências técnico-normativas, ouvida a Comissão de Coordenação do referido Programa, entende útil e pertinente a publicação das presentes orientações técnicas sobre “Reabilitação Respiratória na DPOC”.

Pontos Chave:
9.Equipa: São indispensáveis o pneumologista, o fisiatra e o fisioterapeuta. O grupo ideal deve incluir, ainda, psicólogo, enfermeiro de reabilitação, nutricionista, assistente social e terapeuta ocupacional. Um número menor de profissionais pode obter resultados adequados.


XV – EQUIPA E ESTRUTURA DO PROGRAMA DE REABILITAÇÃO
RESPIRATÓRIA
1. Recursos humanos e técnicos:
(...)
c) A equipa deve ser constituída, no mínimo, por médico e fisioterapeuta;
(...)
f)
A equipa de reabilitação respiratória deve estar treinada e dispor de equipamento adequado para a ressuscitação cardiopulmonar.
(...)
h) O equipamento mínimo para a reabilitação respiratória:
- Fonte portátil de oxigénio;
-
Oxímetro de pulso;
- Jogos de halteres;
- Tapetes rolantes e/ou bicicletas ergométricas;
- Cicloergómetros para membros superiores;
- Monitores cardíacos." (...é impressão minha ou alguém quer adquirir mais competências do que deve?...)

Vejam o documento integral aqui


[Será que a enfermagem ainda não percebeu que o caminho da autonomia por um lado também nos afasta do papel como actor principal na Saúde???...Na minha modesta opinião, a enfermagem de reabilitação ainda pode perder mais terreno porque se afasta dos serviços de medicina física e reabilitação, dando lugar aos fisioterapeutas... Porque razão não caminhamos a par dos Fisiatras tal como em outras áreas da saúde (cirurgia, cardiologia, obstetricia...)??? A medicina tem um papel preponderante na estruturação dos serviços de saúde (serviço de ginecologia, serviço de pneumologia...) e se a enfermagem não se estruturar em função dessa premissa, perderá mais terreno ainda. Vamos continuar a seguir os teóricos iluministas que definem o futuro da enfermagem e nem sequer tiveram uma experiência profissional digna de ser exemplo para todos nós?? ]

19 Outubro 2009

Portugal é o melhor da Europa na área da e-saúde

fonte: Alert life Sciences Computing S.A

Portugal atingiu a pontuação mais elevada da Europa, “equiparando-se aos países mais ricos”, no item que avalia a introdução de ferramentas de suporte electrónico, segundo os dados de 2009 do Euro Health Consumer Index (Índice Europeu do Consumidor dos Serviços de Saúde – EHCI).

Em seis categorias, que abrangem 38 indicadores de desempenho, Portugal obteve 632 pontos, num total possível de mil, colocando-o em 21º lugar de entre um total de 33 países.

A nota enviada à imprensa por Bruxelas revela que, apesar de “em termos gerais, Portugal apresentar um desempenho fraco nos (itens) ‘Acesso’ e nos ‘Tempos de Espera’” apresenta, contudo, “um desempenho muito bom quanto à introdução de ferramentas de suporte electrónico, como sejam a marcação de consultas online e a informação clínica aos doentes, em que Portugal, de facto, atinge a pontuação mais elevada da Europa”.

Para Arne Björnberg, directora do EHCI, “desde o início do estudo comparativo, em 2006, que Portugal tem sido afectado por problemas no acesso e tempos de espera aos cuidados de saúde”.
“Todavia, é fascinante observar que Portugal tem sido capaz de ultrapassar os países mais ricos da Europa Ocidental através do uso estratégico de tecnologias de informação para melhorar o acesso e a prestação de cuidados de saúde”.

Em termos de liderança do EHCI, a Holanda ocupa o primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo, totalizando 875 pontos, seguida da Dinamarca (819), da recém-chegada Islândia (811) e da Áustria (795).

Teorias da autonomização



fonte: Doutor Enfermeiro

Gosto sempre de um debate saudável com os bons teóricos, apoiantes daquilo que sou contra. Tenho um prazer especial, por exemplo, em discutir as estratégias a seguir para tornar a Enfermagem mais autónoma. Os meus argumentos giram em torno de uma melhor formação científica, técnica e humana, do upgrade funcional (sou fã incondicional do skill-mix: ler "Skill-Mix and Policy Change in the Health Workforce: Nurses in Advanced Roles"), do incremento da complexidade do acto de Enfermagem, das especializações com tradução inequívoca no contexto clínico, do enquadramento evolutivo da profissão, etc. (Por exemplo, o uso de linguagens próprias só nos afasta das outras profissões e da ciência. Neste aspecto, de facto, temos "autonomia" - somos os únicos a falar alhês, quando todos os os outros falam bugalhês. Ninguém nos percebe ou quer perceber...)

Os "contras" teimam com as duas ou três teclas costumeiras. Uma delas é a célebre afirmação "os Enfermeiros não devem adquirir funções que provenham dos médicos" (o que demonstra uma ignorância histórica horripilante e um desconhecimento profissional medonho). A outra é o binómio tratar/cuidar: "o Médico trata, o Enfermeiro cuida". Para muitos "cuidar" significa amor, compaixão, sofrimento pelo próximo, etc... Ora eu cá nunca amei nenhum utente, nem desenvolvo compaixão e muito menos sofrimento. Enfermagem é a minha profissão. Pagam-me para tal. Pagam-me para executar um conjunto de intervenções psico-cognitivas, baseadas na empatia, em várias técnicas das ciências psicológicas, na presença e compreensão, etc. Não sofro. Não me revejo em sentimentos de pena.

Este raciocínio (Medicina = trata/Enfermagem = cuida) é esculpido exaustivamente na mente dos jovens logo que iniciam o curso.

Já no séc. XVI, Ambroise Paré tinha outra opinião: "O papel da Medicina: curar algumas vezes, aliviar frequentemente, cuidar sempre"...

A diferença? Está na essência, no saber saber/fazer, nas funções, na perspectiva...

15 Outubro 2009

Divulgação Eventos/Congressos

















14 Outubro 2009

Circular Normativa sobre a Vacina H1N1


fonte: DGS

Circular normativa para todos os médicos e enfermeiros link

Temas:
- Informação sobre a vacina
- Vacinação em circunstâncias especiais
- Reacções adversas e farmacovigilância
- Aspectos operacionais da Campanha de Vacinação

Muito importante. Divulguem

13 Outubro 2009

Best Jobs in America 2009 - Top 50: Nurse Practitioner



fonte: traduzido de CNNMoney.com

Top 50 rank: 4º Nurse Practtioner

O que fazem? Além de executar tarefas diárias de manutenção, têm a formação médica avançada para diagnosticar e tratar uma grande variedade de doenças. Eles também podem prescrever medicamentos sem consultar um MD.

Porque é bom ser enfermeiro? Graças ao crescimento de clínicas de saúde e à escassez de médicos de cuidados primários, abundam oportunidades para os profissionais da enfermagem em contextos de urgência nos hospitais e unidades privadas. Eles podem especializar-se em áreas como a saúde da mulher ou oncologia. Os mais experientes aproveitam para investir no ensino ou na pesquisa médica.

Os Enfermeiros também são treinados especificamente para ensinar o paciente; prevenção da doença é normalmente uma grande parte de sua prática. "Ajudar as pessoas a perceber que pequenas mudanças nos seus estilos de vida podem fazer uma grande diferença na saúde e torna-se muito gratificante", diz ao New York City a enfermeira Edwidge Thomas.

Desvantagens: dores de cabeça constantes.

Balanço da Semana de Aleitamento Materno


fonte: Ordem dos Enfermeiros

"Um teatrinho de fantoches trouxe à Escola EB1 / JI dos Montes Claros, em Coimbra a história da Carolina, uma menina muito curiosa sobre a alimentação do seu irmão recém-nascido. De uma forma didáctica e divertida, três enfermeiras especialistas em Saúde Materna e Obstétrica sensibilizaram um grupo de 44 crianças para a importância da amamentação em geral, nomeadamente para os benefícios do aleitamento exclusivo do bebé até aos seis meses de idade."


12 Outubro 2009

Farmácias vão cobrar testes e conselhos


fonte: JN

Associação estuda pagamento de actos farmacêuticos prestados além da dispensa de medicamentos. link

11 Outubro 2009

Parteiras ao poder!


fonte: Revista Pais e Filhos
comentários por Fábio Gonçalves

O papel das parteiras junto da mãe e do bebé.

Elas podem seguir a gravidez de baixo risco, podem orientar a preparação para o nascimento, podem acompanhar os partos normais, podem até cuidar do recém-nascido nos primeiros dias de vida.

Defendem o mínimo de intervenção durante o parto e o respeito pelas decisões das mulheres. É caso para dizer: dêem-lhes mais poder!

Actualmente, os profissionais de saúde que seguem o parto chamam-se enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica (EESMO). Um nome comprido que acaba, muitas vezes, por ser abreviado para enfermeiros-obstetras ou enfermeiros-parteiros.

As parteiras e os parteiros “de antigamente”, esses, estão verdadeiramente em vias de extinção. A última fornada saiu da Faculdade de Medicina de Coimbra em 1982, altura em que o Governo encerrou os cursos de parteiras, para dar lugar a uma nova geração de profissionais, com formação em enfermagem (quatro anos) e uma formação especializada em saúde materna e obstétrica (18 a 22 meses). [quem dera que ainda houvesse esse tipo de enfermeiros...]

Apesar das diferenças de formação, «parteira» é a designação que continua a fazer sentido para nomear os profissionais de saúde ligados ao parto. Não está, de forma nenhuma, em desuso.

Maria de Lurdes Francisco, enfermeira-obstetra há 26 anos, defende que «o poder das parteiras conquista-se na prática durante o dia-a-dia» e lembra o seu próprio exemplo:
«Lutei muito para conseguir criar uma consulta de vigilância pré-natal no Hospital de S. João dirigida por enfermeiros. Quando comecei, em 1995, foi muito difícil. Foi preciso alterar comportamentos e acreditar que era possível reformular a consulta».

Agora, trabalham oito enfermeiros na vigilância pré-natal, seguindo cerca de 800 mulheres por mês. Na opinião de Maria de Lurdes Francisco, a mais valia das enfermeiras prende-se com a formação e conhecimento específicos, mas, sobretudo, com a «disponibilidade» e «capacidade de ouvir».

«As mulheres precisam de ser ouvidas e as enfermeiras estão preparadas para isso. Muitas vezes, nas minhas consultas nem digo nada, só oiço. Elas têm muita informação e só querem confirmar as suas competências. Isso dá-lhes segurança», conta a enfermeira, que, além da consulta no Hospital de S. João, acompanha partos de baixo risco e orienta a preparação para o nascimento num consultório privado.

Maria de Lurdes Francisco critica ainda aquilo a que chama a cultura do médico: «A enfermeira-obstetra tem mais competências para fazer a vigilância da gravidez do que o médico de família, mas em Portugal ainda se pensa que só os médicos é que sabem», analisa, apelando à mudança de mentalidades por parte das mulheres. «Querem fazer muitos exames e muitas ecografias e isso nem sempre é necessário.»

Do lado oposto, as mulheres que querem um parto com o mínimo de intervenção optam cada vez mais por ter os filhos em casa. Em Portugal, o número de partos domiciliários ainda não é significativo, mas Dolores Sardo, presidente da Associação Portuguesa de Enfermeiros e Obstetras (APEO) e docente na Escola Superior de Enfermagem do Porto, admite que «se houver uma rede de suporte, essa possibilidade pode ser reabilitada».

No entanto, faz questão de frisar que a humanização do parto não é necessariamente sinónimo de nascer em casa. «Acho que podemos fazê-lo também nos hospitais», continua Dolores Sardo, explicando que para isso os enfermeiros precisam de ser mais autónomos. «A APEO tem-se debatido por mais autonomia junto da Ordem dos Enfermeiros, mas as coisas demoram o seu tempo». [esperem sentados...]

10 Outubro 2009

Adelaide de Sousa fala do seu parto em casa...

fonte: Caras
tomamos conhecimento pelo: Cogitare em Saúde
opinião de Fábio Gonçalves



- Se fosse hoje, repensaria a opção de ter o bebé em casa? - Repensaria. Provavelmente, deixaria que o processo iniciasse em casa, mas depois iria para o hospital. Foram 36 horas de trabalho de parto contínuo, mas na verdade teve 80 horas de duração, porque começou numa quinta-feira à noite, com a ruptura da bolsa, interrompeu-se durante um dia e meio, e depois recomeçou no sábado à noite, e não parou até eu ter atingido o meu limite, na segunda-feira de manhã, e ter ido para o hospital porque já não aguentava mais. in Caras

A Actriz refere que esteve a ser seguida pela Doula – Sónia Sousa e pela Enfermeira Parteira – Ana Ramos e após tanto tempo de trabalho de parto a Enfermeira Parteira não acompanhou a Utente ao Hospital. [Isto é lamentável... Penso que acima de tudo devemos responsabilizar-nos por aquilo que fazemos e assumimos...]

Eu não sou a favor de criarmos um bode expiatório que possa punir a referida parteira. Para quê?? Isso só traz insegurança e falta de confiança em conquistar novos saberes e campos de intervenção (é disto que a nossa enfermagem carece a 100%)...

... Precisamos de uma Ordem que nos defenda também... Por um lado devemos avaliar bem as condições e o contexto da intervenção da enfermeira mas por outro devemos fazer disto um exemplo para tentar criar protocolos de intervenção, tentar defender um domínio de actuação,assumir o papel da enfermagem materna...É esta a questão fundamental... "falta-nos" essa coragem e visão no futuro...

É preciso incutir nas futuras mães que deveriam optar pelo parto em casa e caso ocorram complicações até x horas deve ir ao hospital para peceber o que pode estar a correr mal...
Defendo que os partos em casa só devem ocorrer se a vigilância em consultas médicas prever um parto normal e aparentemente sem complicações...

Os enfermeiros podem e têm competências para intervir numa situação de parto... Não vamos deixar que os médicos venham dizer que é um risco, que pode por em risco a vida da mãe e do bebé... porque isso é o que eles querem...

09 Outubro 2009

Bastonária da OE comenta na TVI24...

retirado de: Doutor Enfermeiro e colocado por: Fábio Gonçalves

video

Efectivamente e objectivamente... Maria Augusta de Sousa escolheu os seguintes temas para comentar.
- Segurança da vacina da Gripe A;
- Famílias perdem 17 mil milhões de euros com a crise
- Pobreza envergonhada;
- Comemorações de 5 de Outubro;
- Prémio Nobel da Medicina.

[Reparem na cara do jornalista quando pergunta: "...porque escolheu estas 2 notícias?"..temas 2 e 3]

08 Outubro 2009

Alguém não sabe o que diz...


fonte: http://www.a-gripe.com


Ordem dos Médicos critica «excesso de alarme» sobre gripe A

Pedro Nunes criticou, esta terça-feira, «o excesso de alarme e zelo» na resposta à gripe A, considerando tratar-se de uma «doença banal e pouco letal»...


[Mas por outro lado...]


Ordem dos Enfermeiros diz que gripe A requer cuidados acrescidos

Maria Augusta de Sousa não concorda com a desdramatização da gripe A lançada, terça-feira, pelo bastonário da Ordem dos Médicos, considerando que "esta gripe requer cuidados" acrescidos face à sazonal...

Crise de identidade na Enfermagem

fonte: porque deixei de ser enfermeiro

A Enfermagem atravessa uma crise de identidade, ou se quiserem um deserto, que tem na sua base uma OE obsoleta, desconectada da realidade, onde promove acções de formação sobre a importância do aleitamento a crianças de 4 anos, em vez de gestantes!

A Lei sobre a Educação Sexual das Escolas já saiu, mas não está definido quem a fará, mas a OE em vez de defender que devem ser os Enfermeiros, mais se alheia à tomada de uma posição. Logo não faltará no futuro elementos NÃO ENFERMEIROS a reivindicar a Promoção da saúde como sendo sua!
Incentivem os Enfermeiros a aconselhar os utentes, que para sua segurança não devem fazer pensos ou injectáveis nas farmácias!

Revoltem-se contra o facto dos técnicos de laboratório estarem a fazer colheitas de sangue, usurpando dessa forma as nossas funções!

Denunciem o facto dos técnicos de Rx administrarem corticóides por via EV, aquando da realização de TACs com contraste.

REFLICTAM sobre o número de Enfermeiros que todos os anos se formam a nas Escolas a GRANEL.

Reflictam sobre o desemprego que reina na classe e sobre a EXPLORAÇÃO a que são sujeitos os recém-formados!

06 Outubro 2009

III Encontro de Enfermagem de Reabilitação


Organização: FSE

1as Jornadas de Enfermagem "Cuidar para a Excelência" - UGITC - CHVNGE



A Unidade de Gestão Integrada do Tórax e Circulação (UGITC) do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho,EPE, constituída pelos serviços de Cardiologia, Pneumologia, Cirurgia Torácica e Cirurgia Vascular, com a colaboração do Centro de Formação, a 22 e 23 de Outubro de 2009, vai realizar as 1as Jornadas de Enfermagem “Cuidar para a Excelência” .

Programa

Centro de Formação
Rua Conceição Fernandes4434-502 V. N. de Gaia
Tel/Fax: 227865127 E-mail:
df@chvng.min-saude.pt

05 Outubro 2009

Vacinação contra o vírus H1N1 inicia a 26 de Outubro


fonte: Portal da Saúde

Campanha de vacinação contra o vírus H1N1 tem início no próximo dia 26 de Outubro.

No próximo dia 26 de Outubro terá início a campanha de vacinação contra o vírus H1N1.
Portugal, tal como os restantes países europeus, vai receber as vacinas por tranches, considerando as disponibilidades de produção da indústria farmacêutica.

Isto determina que a campanha de vacinação decorra por fases. A vacinação será realizada exclusivamente nas instituições do Serviço Nacional de Saúde, nos centros de saúde, onde se administram habitualmente todas as vacinas.

A razão desta opção é por se tratar de uma campanha e podermos garantir a segurança em todo o circuito da vacinação (rede de frio, grande experiência dos enfermeiros e capacidade de monitorização e avaliação).
Numa primeira remessa, estão disponíveis para Portugal 49 mil doses.

Por isso, nos grupos considerados prioritários foi ainda necessário definir os primeiros a vacinar, em função da sua vulnerabilidade e/ou do seu papel vital na resposta à pandemia da gripe A.
Para esta definição foram ouvidas, no âmbito da DGS e da Comissão Técnica de Vacinação, sociedades científicas e peritos das diferentes áreas médicas.

Assim sendo, a vacinação será iniciada contemplando:
- Profissionais de saúde, nomeadamente médicos e enfermeiros, que sejam considerados imprescindíveis e insubstituíveis, pela especificidade das funções que desempenham nos seus locais de trabalho. Só desta forma é possível assegurar o funcionamento dos serviços de saúde essenciais, face ao período previsível de aumento de procura de cuidados de saúde.

- Grávidas no segundo e terceiro trimestres de gravidez, com patologias graves associadas. Profissionais que desempenhem actividades essenciais, imprescindíveis e insubstituíveis, pela especificidade das funções ao normal funcionamento da sociedade.

Em função da disponibilidade da vacina por parte da empresa produtora, progressivamente serão vacinadas as pessoas vulneráveis incluídas nos grupos pré-definidos:
Grávidas do 2.º e 3.º trimestres, pessoas com doença crónica, doença cardíaca, respiratória, imunodeprimidos, obesidade, diabetes, etc.

Restantes profissionais de saúde e outros profissionais prioritários.
A definição mais pormenorizada de todos os grupos vai estar disponível no Microsite da Gripe da Direcção-Geral da Saúde e no Portal da Saúde.

Critérios de inclusão nos grupos prioritários para vacinação - PDF - 45 Kb

Resposta da Ordem dos Farmacêuticos à nossa Ordem


fonte: Ordem dos Farmacêuticos

Administração de injectáveis por farmacêuticos

A Ordem dos Farmacêuticos tem vindo a registar as posições públicas assumidas pela Ordem dos Enfermeiros em relação à administração de injectáveis nas farmácias. Como atestam os pareceres técnicos e jurídicos que a Ordem dos Farmacêuticos tem na sua posse, não existe qualquer ilegalidade na prática deste acto por farmacêuticos.

Na defesa intransigente dos interesses dos farmacêuticos e da própria actividade farmacêutica, a Ordem dos Farmacêuticos reafirma a sua convicção em relação às questões levantadas pela Ordem dos Enfermeiros sobre a administração de injectáveis nas farmácias.

Suportada em pareceres técnicos e jurídicos, a OF realça que a administração de injectáveis não é um acto exclusivo de nenhum dos profissionais de saúde. Naturalmente, entende também que a prática deste acto deve estar suportada em formação específica e no aperfeiçoamento desta competência, no entanto não está de todo restrito aos enfermeiros, sendo também uma competência dos médicos, por exemplo.

O argumento de que esta prática não está incluída no Acto Farmacêutico não justifica a impossibilidade destes profissionais o executarem, uma vez que o Acto Farmacêutico diz apenas respeito a competências exclusivas dos farmacêuticos.

Analisem o Artigo 77º - Acto Farmacêutico

- Opinião do Doutor Enfermeiro
"Eu ainda não vi pareceres técnicos ou jurídicos alguns. Se forem iguais aqueles que a Ordem dos Farmacêuticos produz em menos de 24 horas, como no caso da "Farmácia do Santa Maria", então nem há caldo para entornar.
De acordo com a argumentação da OF, pode deduzir-se que a Saúde é uma anarquia completa, não havendo respeito algum pelas competências específicas de outras classes profissionais (mesmo as inerentes à respectiva formação e treino), pois como em Portugal não está legislado o Acto Médico nem o de Enfermagem, predomina a chico-esperteza, podendo qualquer um dar azo à sua habilidade...
Quanto ao Acto Farmacêutico que, segundo a OF, "diz apenas respeito a competências exclusivas dos farmacêuticos", tal não passa de uma rabugenta história de amor. Parte das competências lá descritas são partilhadas por vários profissionais de saúde, incluindo Enfermeiros, Médicos, Veterinários, Técnicos disto e daquilo e até "donas de casa"..."

Abordagem interessante sobre "nurse ratios"

enviada por enfº Belmiro Rocha:

Farmácia trocou medicamento



retirado de: Doutor Enfermeiro

"Dois profissionais da farmácia do Hospital de Santa Maria- um responsável de turno e a manipuladora dos medicamentos - já foram constituídos arguidos pela Secção de Homicídios da Polícia Judiciária de Lisboa pelo crime de ofensas à integridade física por negligência no caso dos doentes que cegaram após intervenção cirúrgica. Os funcionários poderão incorrer numa pena de prisão até um ano ou na pena de multa até 120 dias." link

"A Autoridade Nacional do medicamento (Infarmed), recorde-se, também detectou “não-conformidades” nos procedimentos hospitalares."

Intrigantemente... "os mesmos erros não foram detectados pela vistoria da Ordem dos Farmacêuticos. Os peritos concluíram, a 6 de Agosto, “não se ter verificado qualquer incorrecção por parte dos farmacêuticos, nem qualquer alteração aos procedimentos estabelecidos”"...

Não enviem sms a conduzir - é pior que telefonar

enviado por Cristina Silva
fonte: Correio da Manhã

Ver filme

Vacina da gripe A divide médicos e enfermeiros


fonte: JN
por: Gina Pereira


Dúvidas quanto à segurança e efeitos secundários deixam muitos profissionais renitentes à vacinação

Os profissionais de saúde estão incluídos no primeiro grupo de risco prioritário para a vacinação contra o vírus da gripe A (H1N1), mas há muitos médicos e enfermeiros renitentes em ser vacinados. O Ministério da Saúde desvaloriza as dúvidas.

Numa ronda por vários sindicatos dos médicos e enfermeiros portugueses, o JN constatou que há opiniões diversas em relação à vacinação e que, a avaliar pelos depoimentos recolhidos, há muitos profissionais que não estão decididos a vacinar-se por terem dúvidas em relação à segurança e aos efeitos secundários da vacina.

Pilar Vicente, médica nos hospitais civis de Lisboa e dirigente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, garante que "a maior parte" dos médicos não quer ser vacinada e que até têm sido "desaconselhados por grande parte dos colegas que trabalham na área do medicamento". A "desconfiança" dos médicos assenta no facto de a vacina ter sido concebida "à pressa" e na convicção de que "não foram corridos todos os passos e realizados todos os testes que são habituais na experimentação e na confirmação da sua segurança".

A médica diz, inclusive, que já foram publicados em revistas médicas inglesas (cita o New England Journal of Medicine) artigos que dão conta de efeitos adversos relacionados com perturbações neurológicas e alterações do sistema nervoso periférico e central para justificar as "fortes desconfianças" da comunidade médica em relação à vacina.

A dirigente sindical compreende a decisão do Ministério da Saúde de incluir os médicos e enfermeiros no grupo prioritário de vacinação, mas entende que ninguém os pode obrigar a ser vacinados. Pilar Vicente acredita na responsabilidade individual de cada um deles e que, caso tenham sintomas da doença, "serão os primeiros a abster-se de ir para o serviço e a ficar em casa por precaução para não contaminarem ninguém".

O bastonário da Ordem dos Médicos também entende que "cada médico deve tomar a sua própria decisão" e que, tal como os doentes, "não podem ser tratados à força". E embora diga que "as recomendações da Direcção Geral da Saúde são para cumprir", "isso não significa que seja obrigatório os médicos vacinarem-se".

No Hospital de Aveiro, onde trabalha Sérgio Esperança, presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Centro, também há médicos que têm manifestado algum "receio" em relação à vacina por temerem reacções auto-imunes. Mas o dirigente acredita que estas questões estão salvaguardadas, visto que as vacinas foram autorizadas pela Organização Mundial de Saúde e pela Agência Europeia do Medicamento.
Guadalupe Simões, presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, diz que a questão também preocupa os enfermeiros, que estão divididos em relação à vacinação. "Há algumas reservas", diz, citando "estudos que suscitam dúvidas" em relação a efeitos contraditórios da vacina e recusando que os enfermeiros sejam obrigados a vacinar-se.

Contactada pelo JN, fonte do Ministério da Saúde desvalorizou as dúvidas dos médicos e enfermeiros e mostrou-se confiante de que não haverá um "não massivo" à vacinação. "Os profissionais de saúde são extremamente conscientes e, no momento certo, saberão tomar a sua decisão", disse.

02 Outubro 2009

418 mil doses... Quantas foram administradas? ...e por quem?


fonte: Associação Nacional de Farmácias

Na primeira semana da campanha “Gripe Sazonal. Vacine-se na sua Farmácia”, 31,8 por cento das vacinas contra a gripe sazonal dispensadas nas farmácias foram administradas no mesmo local, num total de 418 mil doses de vacinas dispensadas.

De acordo com o Centro de Estudos e Avaliação em Saúde da ANF (CEFAR), que avaliou o serviço de vacinação contra a gripe sazonal nas farmácias portuguesas, em anexo, estima-se que o número de vacinas administradas seja já superior ao do ano passado. O sucesso da campanha é indissociável da acessibilidade e distribuição geográfica das farmácias, que, deste modo, contribuem para aumentar a cobertura vacinal da população.

A vacinação e dispensa de vacina, mediante prescrição médica, na mesma farmácia, alia o conforto à segurança e evita a deslocação a outro serviço de saúde.Para além do serviço de administração da vacina, as farmácias fazem também aconselhamento e, sempre que necessário, referenciam para consulta médica os doentes pertencentes a grupos de risco.

[Quem administra estas vacinas todas?? Os farmacêuticos, os técnicos de farmácia?? Aqui está um facto estatístico para a nossa ordem avaliar e se preocupar em vez das formações de aleitamento a crianças de 8 anos...]
Segundo o respectivo estudo, estima-se que 31,8% das vacinas vendidas tenham sido administradas nas farmácias. link

Médicos querem salários idênticos a juízes e diplomatas



fonte: DN

Mal o novo Governo tome posse, os sindicatos dos médicos querem iniciar negociações sobre avaliação de desempenho e remunerações

Logo que o Governo tome posse, os dois sindicatos médicos esperam iniciar conversações com o Ministério da Saúde para finalizar o Acordo Colectivo de Trabalho. Em causa estarão agora duas das matérias mais complexas: as remunerações e a a avaliação de desempenho daqueles profissionais de saúde. E no que toca a salários, os sindicatos são claros: "Não concebemos não ter uma diferenciação idêntica à de outros licenciados da Função Pública. E vamos exigir remunerações equiparadas às dos juízes e diplomatas", disse ao DN Carlos Arroz, dirigente do SIM - Sindicato Independente dos Médicos.

Para assegurar uma base negocial razoável com o próximo Governo, os sindicatos alertam desde já "que só aceitam aumentar o ritmo de trabalho de 35 horas para 40 horas semanais se a remuneração for adequada". Este foi um aspecto que segundo Carlos Arroz ficou salvaguardado na negociação das carreiras, fechada com o Executivo ainda em exercício.

Um acordo que os dois sindicatos (FNAM - Federação Nacional dos Médicos e o SIM) propuseram ao Governo negociar, sem incluir remunerações e avaliação, as duas matérias mais polémicas. "Porque senão não teríamos sequer conseguido fechar o acordo de carreiras no decurso desta legislatura", explicou ao DN o dirigente da FNAM, Mário Jorge.

Isto porque as remunerações e avaliação de desempenho são matérias que envolvem não só o entendimento entre vários ministérios, incluindo-se entre eles o das Finanças, como os diplomas exigem a promulgação do Presidente da República.

Motivos mais do que suficientes para que os sindicatos achassem que a conjuntura política, a escassos meses das eleições legislativas, não seria a melhor para discutir essas questões.

Agora, defende Carlos Arroz, "o País vai ter de decidir de uma vez por todas o que quer pagar aos seus médicos, cuja formação demora entre 11 a 13 anos".

O sindicalista, sublinhando ainda que um médico "não leva menos tempo a formar do que um juiz ou diplomata, por isso não se entende que devam ganhar menos". Assim, defende remuneração idêntica para diferenciação técnica e de vida académica semelhante.

Os sindicatos relembram que a questão das remunerações não interessa só aos médicos, mas também ao País e aos cidadãos. Porque dignificando-se a classe está a contribuir-se para a melhoria da qualidade do serviço prestado ao utente no Serviço Nacional de Saúde.

Enquanto o novo Governo não toma posse, o acordo colectivo de trabalho já seguiu para publicação, e "no máximo de 60 dias" a contar da data em que forem publicados deverão começar a ser negociados as remunerações e o novo modelo de avaliação de desempenho.

Para que se garanta a aplicabilidade dos diplomas, até agora fechados, está prevista a criação de duas comissões, uma paritária, para interpretação da Lei e para resolver lacunas que venham a revelar-se na prática (ver caixa) e outra arbitral.

Esta última tem por finalidade "dirimir conflitos, individuais ou colectivos, entre entidades empregadoras e trabalhadores médicos", diz o o Acordo Colectivo de Trabalho sobre carreiras. Das deliberações desta comissão cabe ainda recurso para o tribunal competente.

Alegado violador de enfermeira detido


fonte: TVI 24
PJ apreendeu o carro e uma pistola de 7.65 mm que terão sido utilizados na prática do crime

A Polícia Judiciária (PJ) deteve o alegado violador de uma enfermeira do Hospital Fernando Fonseca, na Amadora. A enfermeira, de 25 anos, foi abordada pelo alegado violador, que desconhecia, no parque de estacionamento daquela unidade de saúde, na noite de 22 de Setembro.

No entender da Judiciária, «os actos criminosos em referência foram causadores de alarme social no local e junto da comunidade onde ocorreram».

Em comunicado citado pela «Lusa», a PJ refere que o homem tem 27 anos e está indiciado pela prática de crimes de rapto, violação e roubo. O suspeito foi detido na zona de Torres Vedras.
A PJ apreendeu um veículo automóvel e uma pistola 7.65mm que terão sido utilizados na prática do crime e, ainda, alguns bens roubados à vítima.

A administração do Hospital Amadora-Sintra já tinha sido alertada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses para a necessidade de aumentar a segurança, em especial no parque de estacionamento.
Agora, e após o incidente, a administração pediu a PSP para «fazer rondas permanentes em carro caracterizado».