30 Setembro 2009

Máfias farmacêuticas


retirado de : Medico Explica Medicina a Intelectuais
Le Monde Diplomatique de 27-Set-2009

"Pouquíssimos meios de comunicação comentaram. A opinião pública não foi alertada. E, entretanto, as preocupantes conclusões do Informe final1 publicado pela Comissão Europeia, no dia 8 de Julho, sobre os abusos em matéria de competição no sector farmacêutico, merecem ser conhecidas pelos cidadãos e amplamente divulgadas.

Por Ignacio Ramonet

O que diz esse Informe? Em síntese? Que, no comércio de medicamentos, a competição não está a funcionar, e que os grandes grupos farmacêuticos recorrem a todo tipo de jogo sujo para impedir a chegada ao mercado de medicamentos mais eficazes e, sobretudo, para desqualificar os genéricos, muito mais baratos. Consequência: o atraso no acesso do consumidor aos genéricos traduz-se em importantes perdas financeiras, não apenas para os próprios pacientes, mas para a Segurança Social a cargo do Estado (ou seja, os contribuintes). Isto também oferece argumentos aos defensores da privatização dos Sistemas Públicos de Saúde, acusados de serem fossos de défices no orçamento dos Estados.

Os genéricos são medicamentos idênticos - quanto aos princípios activos, dosagem, fórmula farmacêutica, segurança e eficácia - aos medicamentos originais produzidos com exclusividade pelos grandes monopólios. O período de exclusividade e protecção da patente do remédio original vence após uma dezena de anos, quando então outros fabricantes têm direito de produzir os genéricos, que custam cerca de 40% mais barato. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a maioria dos governos recomendam o uso de genéricos porque, por seu menor custo, favorecem o acesso equitativo à saúde das populações expostas a doenças evitáveis2.

O objectivo dos grandes laboratórios consiste, por conseguinte, em retardar, por todos os meios possíveis, a data de vencimento do período de protecção da patente. O mercado mundial de medicamentos representa cerca de 700.000 milhões de euros3; e uma dezena de empresas gigantescas, entre elas as chamadas "Big Pharma" - Bayer, GlaxoSmithKline (GSK), Merk, Novartis, Pfizer, Roche, Sanofi-Aventis -, controlam metade desse mercado. Os seus lucros são superiores aos obtidos pelos poderosos grupos do complexo militar-industrial. Para cada euro investido na fabricação de um medicamento de marca, os monopólios ganham mil no mercado4. Além disso, três dessas companhias (GSK, Novartis e Sanofi) pretendem ganhar milhares de milhões a mais de euros nos próximos meses graças à venda maciça da vacina contra o vírus A (H1N1) da nova gripe5.

Essas gigantescas massas de dinheiro dão às Big Pharma uma potência financeira absolutamente colossal, que usam particularmente para arruinar, mediante múltiplos julgamentos milionários perante os tribunais, modestos fabricantes de genéricos. Os seus inumeráveis lóbis também fustigam permanentemente o Escritório Europeu de Patentes (OEP), cuja sede fica em Munique, para retardar a concessão de autorizações de entrada de genéricos no mercado. Além disso, realizam campanhas enganosas sobre esses remédios bioequivalentes e assustam os pacientes.

O resultado é que, segundo o recente Informe divulgado pela Comissão Europeia, os cidadãos têm de esperar, em média, sete meses mais do que o normal para ter acesso aos genéricos, o que se traduziu, nos últimos cinco anos, em um gasto extra desnecessário de aproximadamente 3.000 milhões de euros para os consumidores e em 20% de aumento para os Sistemas Públicos de Saúde.

A ofensiva dos monopólios farmacêutico-industriais não tem fronteiras. Também estariam implicados no recente golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya em Honduras, país que importa todos os seus medicamentos, produzidos fundamentalmente pelas "Big Parma". Desde que Honduras entrou para a Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba), em Agosto de 2008, Zelaya negociava um acordo comercial com Havana para importar genéricos cubanos, com a intenção de reduzir os gastos de funcionamento dos hospitais públicos de seu país. E, na Cimeira do dia 24 de Junho, os presidentes da Alba se comprometeram a "rever a doutrina sobre a propriedade industrial", ou seja, a qualidade de intocável das patentes em matéria de medicamentos. Estes dois projectos, que ameaçavam directamente os seus interesses, levaram os grupos farmacêuticos transnacionais a apoiar fortemente movimentos golpistas que derrubaram Zelaya em 28 de Junho daquele mês6.

Além disso, Barack Obama, desejoso de reformar o sistema de saúde dos Estados Unidos, que deixa sem cobertura médica 47 milhões de cidadãos, enfrenta a ira do complexo farmacêutico-industrial. Aqui, as quantias em jogo são gigantescas (os gastos com saúde representam o equivalente a 18% do PIB) e controladas por um vigoroso lóbi de interesses privados que reúne, além das Big Pharma, as grandes companhias de seguro e todo o sector de clínicas e hospitais privados. Nenhum desses actores quer perder os seus opulentos privilégios. Por isso, apoiando-se nos grandes meios de comunicação mais conservadores e no Partido Republicano, estão a gastar dezenas de milhões de dólares em campanhas de desinformação e de calúnias contra a necessária reforma do sistema de saúde.

É uma batalha crucial. E seria dramático ver as máfias farmacêuticas ganharem. Porque então redobrariam os esforços para atacar, na Europa e no resto do mundo, o avanço dos medicamentos genéricos e a esperança de alguns sistemas de saúde menos caros e mais solidários.

Ignácio Ramonet é diretor do Le Monde Diplomatique
Artigo traduzido do espanhol e publicado por IPS/Envolverde
1http://ec.europa.eu/competition/sectors/pharmaceuticals/inquiry/index.html.
2 Recordemos que 90% dos gastos da grande indústria farmacêutica para o desenvolvimento de novos medicamentos estão destinados a "doenças de ricos", que atingem apenas 10% da população mundial.
3 Intercontinental Marketing Services (IMS) Health, 19 de Março de 2000.
4 Carlos Machado, "A máfia farmacêutica. Pior o remédio do que a doença", 5 de Março de 2007 (http://www.ecoportal.net/content/view/full/67184).
5 Leia-se, Ignacio Ramonet, "Os culpados da gripe suína", Le Monde Diplomatique em espanhol, Junho de 2009.
6 Observatório Social Centro-Americano, 29 de Junho de 2009."

29 Setembro 2009

Enfermeiros queixam-se de "terrorismo verbal"


fonte: JN
por: José Azevedo

Há terrorismo laboral no Hospital de S. Marcos. A acusação foi feita, ontem, segunda-feira, pelo presidente do sindicato dos enfermeiros portugueses, durante um plenário com aqueles profissionais de saúde. José Azevedo dá conta "de outros enfermeiros com posição, credibilidade e respeito a fazerem terrorismo laboral junto de outros colegas, dando-lhes posições erradas sobre a lei e sobre o seu futuro, pressionando-os a aceitarem condições de trabalho e isto não é correcto".

Os sindicalistas vão-se encontrar no próximo dia 7 de Outubro com a nova administração hospitalar para "conversar e dar-lhes conhecimento de algumas coisas que eles desconhecem", nomeadamente, "o novo regime de contratações públicas que agora abrange também os enfermeiros". Ora, este regime implica um acordo colectivo da empresa: "passando para o novo hospital não há direito a dois contratos, mas sim apenas a um que passa a ser individual", refere José Azevedo.

Os enfermeiros do S. Marcos "estão agitados" e a prova é a participação de mais de 150 profissionais de saúde no plenário de ontem. "É normal e cabe-nos a nós explicar e dar orientações do que devem fazer". Apostado em ajudar a nova administração, o sindicato também quer que o novo hospital seja uma "referência nacional até porque tem uma escola de medicina e enfermagem acoplado. Queremos que seja exemplar ao nível da inovação".

No entanto, o presidente do SEP não descarta a possibilidade de haver despedimentos na classe dos enfermeiros: "pode haver aqui, como em qualquer outro hospital", esclarece José Azevedo, acrescentando que "o objectivo é rentabilizar os recursos em função de um determinado orçamento". E o dinheiro pode variar de ano para ano. "Ninguém está seguro", finaliza José Azevedo.

27 Setembro 2009

Urso Robot Enfermeiro


RIBA [Robot for Interactive Body Assistance], desenvolvido por pesquisadores no Japão, do Instituto de Pesquisa Química e Física [RIKEN], e Tokai Rubber Industries, Ltd.

Simpático e eficiente, o urso robot, foi criado para auxiliar os enfermeiros, levantando os pacientes dentro e fora de suas camas e cadeiras de rodas, assim como dentro e fora do banheiro, podendo levantar as pessoas com até 61 kg.

Com o corpo inteiro coberto por uma pele macia, moldada a partir de uma espuma de uretano, desenvolvida pela TRI, RIBA dará maior conforto e segurança aos pacientes.

RIBA, é uma versão atualizada do RIKE’s – RI-MAN [robot auxiliar de enfermagem] desenvolvido em 2006, que só foi capaz de levantar bonecos de 18 kg.

O Japão, que enfrenta uma escassez iminente de enfermeiros, com uma população que só envelhece, estuda várias formas de compensar os inevitáveis desafios que as instituições médicas vão encontrar nos próximos anos. Portanto, a tecnologia, foi considerada como a solução para este problema, e uma grande quantidade de investigação governamental e privada, já está sendo dedicado para desenvolver robot capazes de trabalhar em hospitais, nos próximos cinco anos.

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26 Setembro 2009

GRIPE A - Um grande stress para o SNS

fonte: Sapo Vídeos

Tranquilos e serenos.... sem bandeiras ou apitos.


fonte: Doutor Enfermeiro

"Governo assinou (...) acordo relativo à contratação colectiva da carreira médica" link
.
"Governo e Sindicatos assinam acordo histórico" link

"(...) O acordo de contratação colectiva da carreira médica, que culmina com sucesso uma negociação iniciada há vários meses, reforça o papel desta carreira na revitalização do Serviço Nacional de Saúde e na garantia da qualidade dos cuidados de saúde que, como tem sido desde sempre assumido, é uma prioridade deste Governo.(...)Um dos pontos fundamentais deste acordo é o alargamento da carreira médica a todas as instituições e estabelecimentos integrados no SNS, independentemente da sua natureza jurídica, marcando assim uma adequação do trabalho médico às novas realidades e desafios assistenciais e um contributo indispensável para a qualificação e satisfação profissional da classe médica.De igual modo destaca-se o consenso obtido em torno da jornada de trabalho das 40 horas, que será implementado posteriormente."
A comparação é inevitável. Sem tumultos ou burburinhos está negociado e assinado o acordo de contratação colectiva da carreira médica. Envolto de um silêncio estranho, cortou-se a grande fatia do bolo. Agora, as migalhas ficam para a disputa entre todos os outros.

No regime de 40 horas/semana os Médicos serão remunerados, no início da tabela, pelo nível 47 da Tabela Remuneratória Única (TRU). Quase 3000 euros.

É uma vergonha insultuosa se o nível de entrada na Tabela Salarial dos Enfermeiros for estabelecido abaixo do nível 21 (1510,43 euros). Uma vergonha!

Para ser feita justiça e conferida dignidade, os Enfermeiros carecem de: entrada salarial mínima pelo nível 21 da TRU, progressão mais rápida e transições salariais reais e imediatas!

Na minha (humilde e modesta) perspectiva o adiamento das negociações salariais para o período pós-eleitoral é um sinal de boa-fé do Ministério da Saúde e em particular da Ministra Ana Jorge.

Por ingerência do Ministério das Finanças seria certo e sabido que as ansiadas reivindicações salariais não seriam atendidas (devido ao momento político e ao stand-by da máquina ministerial). Se não existisse qualquer abertura à respectiva negociação, então não haveria qualquer interesse em prolongar a mesma para uma fase em que já será possível discutir avanços remuneratórios.

É paradoxal, mas os Enfermeiros já venceram guerras mais difícieis. Aguardemos com serenidade, mas preparados para grandes lutas (a conjuntura é penosa e o excesso de oferta a raíz de todos os males...).
Considerar que o sucesso de uma negociação é da responsabilidade de meia dúzia (com todo o respeito) de Enfermeiros, configura-se numa denominação - comodismo severo.

25 Setembro 2009

Forumenfermagem esmiuça alguns factos politicos a ter em conta...

enfermagemPT é uma entidade isenta mas procura informar os seus leitores para um voto consciente e livre. É preciso percebermos o que foi realizado e o que pode ser realizado à luz dos programas eleitorais dos diferentes partidos. Assim expomos os programas eleitorais dos 3 maiores partidos políticos relativamente à Saúde e Enfermagem.
Aproveitamos também para divulgar uma análise do Forumenfermagem relativamente à política do PS. Ver Newsletter

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24 Setembro 2009

Pedimos desculpa

por: Fábio Gonçalves

Em nome de todo o grupo quero pedir desculpa a todos os leitores pela possível conotação política que foi dada a um dos nossos posts.

Somos uma entidade independente, idónea e isenta. A tal opinião vinculada traduziu apenas a forma de pensar de uma pessoa e não do grupo enfermagemPT ou dos enfermeiros portugueses.

Como somos uma comunidade aberta, publicamos artigos de vários membros. Por erro editorial não avaliamos bem o conteúdo e consequências do referido artigo mas já o retiramos.

Apelamos a cada enfermeiro que avalie todo o trabalho realizado pelos partidos políticos no âmbito do desenvolvimento da enfermagem e saúde em Portugal e vote conscientemente e de livre vontade.

23 Setembro 2009

Farmacêuticos e enfermeiros em guerra pelo direito de administrar vacinas



fonte: abola.pt

A Ordem dos Enfermeiros (OE) apresentou esta terça-feira uma acção judicial contra a «prática ilícita e usurpação ilegal das competências dos enfermeiros». Uma atitude considerada «corporativista» pela Ordem dos Farmacêuticos (OF), que reclamam o direito de administrar vacinas.

De acordo com o site do ‘Diário de Notícias’, a acção da OE foi interposta no Tribunal Administrativo e além da OF é igualmente dirigida contra a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.No entanto, foi por ter tido «conhecimento de farmácias em que a administração de vacinas foi efectuada por farmacêuticos ou técnicos de farmácia», que os enfermeiros decidiram avançar com a acção judicial.Uma acção considerada «corporativista» pela OF, que considera que a administração de vacinas não é uma prática exclusiva dos enfermeiros.

22 Setembro 2009

Negociações sobre Carreira para depois das eleições

fonte: Lusa

As negociações entre o Ministério da Saúde e os enfermeiros sobre a grelha salarial e a transição para a nova carreira de enfermagem foram adiadas para depois das eleições legislativas, disse hoje à Lusa um dirigente sindical.

Os sindicatos dos enfermeiros reuniram-se segunda-feira à noite com a ministra da Saúde, Ana Jorge, para discutir o projecto de diploma "Grelha Salarial e Transição dos actuais Enfermeiros para a nova Carreira de Enfermagem".

"A ministra da Saúde afirmou que, até às eleições, não tem qualquer proposta de evolução por parte do Ministério das Finanças para todas as carreiras que estão em negociação", disse à agência Lusa José Carlos Martins, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Ordem dos Enfermeiros interpõe acção contra usurpação de competências



fonte: Público

Em causa vacinação nas farmácias

A Ordem dos Enfermeiros interpôs junto do Tribunal Administrativo uma acção administrativa comum contra a “prática ilícita e usurpação ilegal das competências dos enfermeiros” a propósito da administração de vacinas por “profissionais não legalmente habilitados” nas farmácias.

Em comunicado, a Ordem dos Enfermeiros explica que tomou esta atitude por entender que “tal situação foi e é susceptível de lesar o interesse colectivo da comunidade a que os enfermeiros estão vinculados pelos seus valores e quadros legais e éticos”.A acção administrativa comum foi igualmente dirigida contra a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), enquanto “entidade administrativa reguladora do sector a quem compete intervir e adoptar as medidas administrativas necessárias e a pôr termo a àquela prática ilícita e lesiva”.

A acção da Ordem dos Enfermeiros surge após ter tido “conhecimento de farmácias em que a administração de vacinas foi efectuada por farmacêuticos ou técnicos de farmácia”.Apesar de reconhecer que “a possibilidade de a vacina contra a gripe sazonal ser administrada em farmácias está prevista por lei”, a Ordem dos Enfermeiros recorda que “os cidadãos que optarem por essa via devem solicitar que a administração de vacinas, assim como de outros medicamentos prescritos pelos seus médicos assistentes, seja realizada por enfermeiros”.

A Ordem recomenda ainda que “os cidadãos escolham apenas as farmácias que integram enfermeiros nas suas equipas multidisciplinares, os quais, dentro de um conjunto alargado de intervenções de enfermagem, prestam primeiros socorros, administram medicamentos e vacinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação”.
[É este tipo de atitude que a Ordem deve ter e manter... ]

Há médicos e enfermeiros que vão recusar ser vacinados



fonte: Diário de Notícias
por:PATRÍCIA JESUS

Apesar de serem um dos grupos prioritários para a vacinação contra o H1N1, nem todos os profissionais de saúde querem ser imunizados. O pneumologista Filipe Froes afirma que também existe desinformação entre os médicos

Há médicos e enfermeiros que não querem ser vacinados contra a gripe A. Apesar de serem um dos grupos prioritários, os profissionais de saúde têm mostrado reservas, argumentando com os possíveis efeitos secundários da vacina, que só chegará a Portugal no Outono - depois de americanos e britânicos já terem vacinado milhões de pessoas.

"Há alguma resistência. Acredito que quase metade dos enfermeiros não tenciona vacinar-se", admite Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros. Estudos internacionais, realizados em Hong Kong e no Reino Unido, chegaram ás mesmas conclusões.

A resistência de médicos e enfermeiros é também visível pela reduzida adesão à vacina contra a gripe comum: na campanha de 2007/2008 apenas 45% dos médicos e 54% nos enfermeiros que trabalham nos centros de saúde foram vacinados. Nos hospitais públicos, as percentagens são ainda mais baixas - 28% nos médicos, 37% nos enfermeiros e 36% nos outros profissionais.

Para Carlos Santos, do Sindicato Independente dos Médicos, "na maioria dos casos os clínicos não tomam a vacina contra a gripe normal por desatenção". Mas acredita que a nova vacina vai ter mais adesão. Mas também há aqueles que temem os efeito secundários, alerta. "Todos os medicamentos têm efeitos secundários", acrescenta.

"É verdade que há médicos e enfermeiros que não se querem vacinar, mas não podemos confundir as convicções pessoais com evidência científica. E esta prova a utilidade da vacina", defende o pneumologista Filipe Froes, lembrando que também há desinformação entre os profissionais de saúde. O consultor da Direcção-Geral de Saúde (DGS) diz também que os médicos devem tomar a vacina sobretudo para proteger os doentes.

Aliás, a DGS já revelou que, em primeiro lugar, serão imunizados os que trabalham nos cuidados intensivos, depois todos os outros que lidam com os doentes. No entanto, "ninguém pode ser obrigado a vacinar-se", lembra Pedro Lopes, presidente da Associação de Administradores Hospitalares.

Por outro lado, Filipe Froes acredita que a atitude em relação á vacina da gripe A está a mudar, á medida que surgem estudos sobre a sua segurança. Segundo garantiu ontem a directora-geral da Organização Mundial de Saúde, "até agora, as vacinas revelaram-se muito eficazes". Margaret Chan avisou, no entanto, para a necessidade de continuar alerta, porque o vírus pode sofrer mutações. Três mil milhões de doses poderão ser produzidas cada ano, garantiu a responsável, acrescentando que a China já começou a vacinar a sua população. Os primeiros a serem imunizados foram estudantes que vão participar nas festas do 60º aniversário do regime. As autoridades querem vacinar 65 milhões (5% da população) até Janeiro.

Manif de Enfermeiros na Luz (mais uma a demonstrar a união da classe)...


fonte: Doutor Enfermeiro

por: Tiago Manuel Amaral


"Boa noite colega!

Desculpe o incómodo nas férias mas precisava de uma ajuda. Divulgação de uma acção: Dia 26 Setembro às 21h15' o Benfica joga com o Leixões no Estádio da Luz. Estou a organizar uma "Onda de Enfermeiros" no jogo.

Passo a explicar: todos os colegas que estejam interessados em ir ver o jogo terão de ir de branco e com faixas iremos marcar a nossa presença junto da comunicação social num dos clubes mais mediático de momento.. o Benfica.

Já falei com o colega Rui Santos do SEP em Lisboa e está tudo encaminhado para a divulgação e apoio. Precisava de saber quem está interessado até ao próximo dia 22 Setembro uma vez que o objectivo seria juntar-nos a todos e para tal devemos que comprar os bilhetes com alguma antecedência.
Quem estiver interessado fica com a indicação para enviar nome e número de tlm até às 17h de dia 24 Set (via e-mail) de forma a agilizar a situação do lugar. Entrarei em contacto no próprio dia.
Obrigado. Cumprimentos.

Tiago Manuel Ferreira do Amaral
Enfermeiro (INEM, CODU LVT/CHLC, HSJosé) Lisboa,
PORTUGAL
E-mail: tmfda@megamail.pt
TLM: 91 450 78 10"

21 Setembro 2009

Quase 50% formados sem trabalho ao fim de 6 meses


fonte: Lusa

Um estudo sobre a situação profissional dos jovens enfermeiros em Portugal, conduzido pela Ordem, concluiu que perto de metade dos formados em 2008 ainda não tinham emprego seis meses depois.

O estudo, a que a Lusa teve acesso, foi promovido pela Ordem dos Enfermeiros com o objectivo de recolher informação sobre o início de vida profissional e condições de empregabilidade dos jovens enfermeiros em Portugal.

Com base nas 730 respostas obtidas, a investigação apurou que «perto de metade dos enfermeiros formados no ano anterior não tinha encontrado emprego ao final de seis meses e, destes, 77 por cento nunca receberam qualquer oferta profissional».

20 Setembro 2009

Maria Augusta defendeu a nossa LUTA!!!

Manifestação - 18 Set 2009



enviado por: Pedro Miguel Machado (Fórum Enfermagem)


Entrevista Guadalupe Sic Noticias: http://videos.sapo.pt/bvosbbSRT9w3R9RD73hu

19 Setembro 2009

Mudanças??


Quando vi este congresso organizado pela ordem fiquei estupefacto... Sinal de mudança?
Passamos da "Era da Ética" e dos congressos enfadonhos (fui a todos) para temas de maior pertinência e utilidade prática aos enfermeiros. Algo está a melhorar... Existem pessoas com melhor visão para a enfermagem na secção regional do norte.

Vejam o programa

Gostava de ter sempre 8:47min

Gostava de ter sempre tempo para entubar assim...E um auxiliar também dava sempre jeito...

Curso de Emergência, Trauma e Catástrofe


O Grupo de Trauma e Emergência tem o prazer de informar que se encontram abertas as inscrições para o:

Curso Emergência, Trauma e Catástrofe (CETC)
29 de Outubro a 1 de Novembro 2009 50 horas 500 Euros
Local: Bombeiros Voluntários de V.N.Famalicão
Limite: 40 formandos por curso

Público-alvo: Médicos, Alunos de Medicina, Enfermeiros, Alunos de Enfermagem, Bombeiros, TAE´s (Técnico de Ambulância de Emergência)
Creditação: Grupo Trauma e Emergência/DGERT (Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho),NSC – National Safety Council e AAOS – American Academy of Orthopedic Surgeons em SBV e DAE e pelo GTE
Horário: 4 dias/50 horas

Tendo como referencia o panorama internacional, com a constante constatação de situações de catástrofe, nasce em Abril de 2005 a ideia de conceber um curso que permita aos vários agentes da protecção civil adquirir conhecimentos que lhes permitam responder de uma forma efectiva a situações de catástrofe, bem como aos principais desvios de saúde que se podem encontrar nessas situações.

Baseado nas principais Guidelines internacionais, o curso decorre perante um cenário de Catástrofe, e percorre toda a abordagem necessária, à resolução dos diferentes cenários quer no âmbito da própria catástrofe em si, quer no âmbito de situações de trauma e/ou médicas, em diferentes vítimas e em diferentes situações.

Durante quatro dias, o curso permite uma aproximação à resposta que pode ser dada “in loco” no local da catástrofe, bem como numa situação de actuação em hospital de campanha. Este curso tem uma grande componente prática, absorvendo cerca de 75% do total de horas da formação.

Para formalizar a sua pré-inscrição visite http://www.grutraueme.pt/index.php?pagina=26 em ou peça informações pelo Email: icristinafsilva@gmail.com ou hernanifontes@gmail.com

Forma de pagamento: possível em três prestações, uma na altura da inscrição, outra durante o curso e a outra até um mês após o término do curso.

11 Setembro 2009

Enfermeiros não fazem greve...

fonte: Rádio TSF

Hoje ia muito descansado no meu carro quando ligo o rádio na TSF e ouço..

"Enfermeiros não fazem greve...apenas uma manifestação...."

Impossível ficar indiferente - Chicken ala Carte

10 Setembro 2009

18 de Setembro frente ao MS


“Falta de enfermeiro é um ultraje ao ser humano”


fonte: Semanário da Cidade de Tomar

Um ultraje ao ser humano” assim disse Custódio Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de Paialvo depois de ter observado vários utentes à espera de um enfermeiro que acabaria por não chegar à extensão de saúde como havia sido anunciado. Recentemente foram vários os dias em que a falta de um profissional de enfermagem se fez notar uma vez que, diz Custódio Ferreira, a enfermeira que ali presta serviço está a viver uma gravidez de risco e ficou em casa.

Entretanto os utentes foram informados que, na segunda e terça-feira, estaria um outro profissional naquela extensão de saúde.

Enfermeiros preparam protesto para antes das eleições Legislativas

09 Setembro 2009

Carreira de Enfermagem - Última Hora


enviada por Enfª Deolinda (CHPVVC)

Sindicatos de Enfermagem contestam proposta de grelha salarial proposta pelo Ministério da Saúde e a ausência de resposta a várias matérias.

Na sequência do acordo firmado no passado dia 31 de Julho entre o Ministério da Saúde e todos os sindicatos de enfermagem, estava previsto a concretização do inicio do processo negocial relativamente às questões salariais e transições no passado dia 26 de Agosto.

Ministério da Saúde adiou a reunião para o dia 7 de Setembro.

Na reunião apresentou uma proposta que continua a não contemplar ganhos económicos imediatos.
Ministério da Saúde/Governo vão ter que justificar as razões pelas quais estão a tratar de forma diferente os enfermeiros relativamente a profissionais de outros sectores. Em concreto, uma das grandes exigências dos enfermeiros é que seja valorizada, na transição para a futura grelha, as qualificações académicas que obtiveram desde 1998 e que, noutros sectores profissionais, se traduziu no imediato reposicionamento em escalões da carreira técnica superior.

Mais grave, a proposta do Ministério da Saúde “atira”enfermeiros com mais de 10 anos de serviço efectivo para uma posição remuneratória inferior relativamente a enfermeiros que no futuro venham a ser admitidos nas instituições de Saúde.

Neste contexto, os 4 Sindicatos de Enfermagem vão reunir no próximo dia 11 de Setembro às 10 horas e, em CONFERÊNCIA DE IMPRENSA anunciarão formas de luta.

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Sexta-feira, 11 de Setembro, 15 horas
SEDE do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses
Av. 24 de Julho, 132, 2º andar

Todas as mulheres saudáveis podem ter um parto em casa



fonte: Revista Pais e Filhos
por: Verena Schmid


Perdeu a conta aos partos a que assistiu em 25 anos. Sempre fora do hospital. Verena Schmid, fundadora da Escola Elementar da Arte de Partejar, em Itália, é defensora acérrima do parto em casa. Diz-lhe a experiência que, para ajudar uma mulher a dar à luz, é preciso conhecer as suas forças e as suas fraquezas. E, para isso, o mais importante é saber escutá-la.


Que tipo de formação precisam as parteiras de ter para acompanhar partos em casa?
Precisam de voltar ao modelo de cuidado das parteiras, que consiste em olhar para a mulher do ponto de vista da saúde e não da patologia. E precisam de seguir a mulher durante a gravidez, caso contrário não conhecem os seus recursos. Isso para nós é uma condição. Não assistimos um parto em casa sem seguir a gravidez. Sem saber quais são as forças e as fraquezas da mulher. Nós aprendemos a usar as mãos para ver onde está o bebé, como está a crescer e como está a mulher a adaptar-se. Se houver algum problema, procuramos ajuda médica apropriada e trabalhamos em conjunto. Mas apenas cerca de 10 por cento das mulheres precisa de cuidados médicos. O problema é que as parteiras de todo o mundo estão treinadas para o modelo médico. Por isso, só falam de riscos, de intervenções, etc. E o que vemos em todo o mundo é que os partos estão a tornar-se cada vez menos saudáveis devido ao sistema médico. A maior parte das mulheres é sujeita a episiotomia, epidural, cesariana. Isto não é saúde. Assim, a maioria das gravidezes está agora em risco, não por serem de risco, mas porque se tornaram de risco devido à intervenção médica.

Que condições precisam de estar reunidas para que uma mulher possa ter um parto em casa?
A mulher tem de ser saudável e precisa de estar motivada. É preciso uma casa e água.

Ainda há muito a ideia de que é preciso ter uma ambulância à porta de casa.Não! Acho mesmo que isso é impossível. Como é que se pode ter uma ambulância 10 ou 20 horas à porta de todas as casas onde estão a nascer bebés? Se for preciso uma ambulância - e isso é muito, muito raro - chama-se. Numa situação de hemorragia da mãe ou se o bebé entrar em sofrimento, pode chamar-se a ambulância e tê-la meia hora ou uma hora depois. É suficiente.

A que distância deve estar a casa do hospital?
Cerca de 30 minutos a uma hora. Mas, durante a minha experiência, e já lá vão 25 anos, nunca transportei um bebé para o hospital. Porque consigo prever se algo pode correr mal e, nesse caso, vamos a tempo para o hospital. Nunca precisei, por isso, de reanimar um bebé em casa. E tive três casos de hemorragia na mãe, em 25 anos. Mas transportámos as mulheres para o hospital e correu tudo bem.

Quantos partos em casa já assistiu?
Não sei exactamente porque nunca os contei. Além disso, às vezes sou a primeira parteira, outras vezes sou a segunda. Não sei.

E apenas teve três casos de hemorragia?
Sim, mas porque conseguimos prever. Durante o parto não fazemos intervenções médicas, não aceleramos, não damos ocitocina artificial, não dizemos para fazer força, não obrigamos a placenta a sair, por isso é muito raro haver hemorragias. Não é normal as mulheres terem hemorragias durante o trabalho de parto. Acontece, muitas vezes, por causa das intervenções. Nos meus casos, aconteceu duas vezes porque a placenta tinha uma parte que estava muito colada ao útero. Noutro caso, o útero deixou de contrair depois do parto. Esta situação também pode precisar de cuidados médicos, porque, depois do parto, o útero tem de se manter contraído para evitar hemorragias. Mas são situações muito, muito raras.
E os bebés que nasceram em casa nunca tiveram problemas?
Não. Todos nasceram bem de saúde.

Em relação à dor, alguma vez foi preciso transferir uma mulher para o hospital porque ela queria epidural? Isso é outra questão. A dor é um grande problema nos hospitais por causa das excessivas intervenções médicas e porque a mulher não se pode mexer e é obrigada a estar deitada. Tudo isto faz com que a dor seja muito maior do que no parto normal. Em casa, as mulheres podem andar livremente, podem usar água, são apoiadas. A dor não é uma questão para elas.

Nunca?
Nunca. Elas sabem que não podem ter medicação em casa. Nunca transferi uma mulher para o hospital porque queria medicação. Nós ajudamo-las a relaxar durante todo o processo e, mesmo que tenham dor, sentem que conseguem aguentar. Não têm medo. Sentem-se motivadas.

Para isso, precisam de alguma preparação especial? A preparação para a dor no parto hospitalar passa muito por lembrar-lhes que vão ter epidural.Sim e se a mulher não tiver a motivação necessária para lidar com a dor, a dor torna-se maior. Principalmente, se começar a sentir dor e não puder receber logo a epidural, se for preciso esperar. Ela sofre muito durante este período porque não tem ferramentas para lidar com a dor. Sofre mais do que as mulheres que passam por um parto normal. Há um estudo sobre síndrome pós-traumático depois do parto, que concluiu que as mulheres que recebem epidural sentem-se muitas vezes abusadas e em choque, enquanto as mulheres que tiveram um parto normal nunca se sentem assim. Isto significa que algo de errado se passa com as mulheres que recebem a epidural.

Mas a epidural pode ser benéfica para algumas mulheres. Ou não?
Só se estiver muito ansiosa com o parto. Nestes casos, a epidural pode ser terapêutica. Mas as parteiras têm outras ferramentas que podem aliviar a mulher desta tensão, sem recorrer à epidural.

De que forma?
Podemos aplicar-lhe uma massagem profunda, que a ajudará a dormir, para recuperar energia, e voltar ao ritmo normal adequado ao parto. Além disso, quando se passa pela experiência da dor normal do parto, não a dor que se vive nos partos hospitalares, depois de o bebé nascer, a mulher sente-se num verdadeiro êxtase. Com a epidural não se vive esta experiência. É impossível. É a outra parte da dor. A felicidade que se sente depois.

Quais são os verdadeiros riscos de um parto em casa?
Todas as mulheres saudáveis podem ter um parto em casa. As evidências científicas actuais dizem que as mulheres grávidas saudáveis devem ser afastadas dos grandes hospitais e ser vigiadas através de cuidados básicos. Porque o processo fisiológico normal é seguro. Interromper este processo é que é um risco. Claro que a parteira tem de estar atenta aos sinais de risco e se a mulher precisar de cuidados médicos deverá ser transferida para o hospital, mas o parto em casa é seguro. Claro que não assisto uma mulher que tem diabetes, hipertensão ou outro problema de saúde, ou que não sente que tem as capacidades necessárias. Mas essas são muito poucas.

Mesmo que a mulher precise de uma cesariana, é sempre possível prever a tempo de ir para o hospital?
Apenas um por cento das grávidas saudáveis precisa de cesariana. E, neste momento, temos uma taxa de 36 por cento. Por isso, 35 por cento das cesarianas efectuadas não são necessárias. Se o bebé não dá a volta – motivo de muitas cesarianas – é porque a mulher está tensa e, involuntariamente, fecha a pélvis. O parto em casa poderia não ser indicado. Mas, nós podemos ajudá-la a abrir-se, a soltar-se, para que o bebé dê a volta. E, assim, este risco não existe.

Falou-me há pouco de ser a segunda parteira. Deve haver mais do que uma parteira no parto em casa?
É mais seguro. Trabalhamos em equipa. Os nascimentos podem demorar muito tempo. Se passo dois dias com uma mulher em trabalho de parto fico muito cansada e não consigo estar atenta a tudo. Se formos duas, podemos alternar e descansar. Se houver uma emergência em casa, é sempre melhor estarem presentes duas profissionais de saúde. Enquanto uma chama o médico, a outra fica com a mãe ou com o bebé. Preferimos ser duas. Às vezes, começa uma e a outra só chega durante a segunda fase do trabalho de parto, outras vezes estamos as duas.

No parto em casa, a auscultação fetal é intermitente. Acha que o CTG é completamente dispensável?
Já não existem evidências científicas que suportem a utilização do CTG em grávidas saudáveis. Basta ouvir o coração do bebé com um estetoscópio fetal [instrumento em forma de funil que, numa extremidade, se encosta à barriga da grávida e, na outra, ao ouvido da parteira] ou com o doppler [aparelho electrónico que reproduz o batimento cardíaco do bebé quando encostado à barriga da mãe]. Em partos normais, o CTG não deveria ser usado nem nos hospitais.

Por causa das possíveis interpretações erradas?
O único efeito do CTG é provocar mais cesarianas. Quando se fazem cesarianas na sequência de um resultado do CTG que indica que o bebé pode não estar bem, geralmente, o bebé está sempre bem. Não é uma boa ferramenta para saber se o bebé está em sofrimento.

Que ferramentas é que uma parteira precisa para acompanhar um parto em casa?
Precisa de saber usar as mãos, de poder de observação e precisa de conhecer o funcionamento do processo fisiológico. Se for um parto normal, a parteira pode seguir a evolução do trabalho de parto apenas ouvindo e observando a mulher, sem toques vaginais ou outras intervenções. Basta estar atenta ao comportamento da mulher, aos seus sons, aos seus movimentos, para saber de onde vem a dor e em que fase está o parto. E a mulher, assim, está sempre livre para se movimentar. Outra coisa muito importante, é que o parceiro pode estar sempre com a grávida no seu quarto. O parto pode ser um evento muito sexual e o casal precisa da sua privacidade. A parteira pode estar num quarto ao lado e só ser chamada quando a sua presença for necessária. Mas, claro, que se sentir que algo não está bem vai lá e avalia a situação.

Quando começou a acompanhar partos em casa?
Comecei quando terminei o curso, em 1979. Eu e algumas colegas sentimos que precisávamos de ver um parto normal, o que não era possível nos hospitais. Então, fomos à procura de mulheres que quisessem parir em casa, para podermos ver como era. Encontrámos imediatamente mulheres que aceitaram e aprendemos com elas o que é o parto. Na altura, não havia parto em casa em Itália. O processo era todo medicalizado. Foi uma coisa inovadora.

E desde o início sentiu que havia uma boa recepção por parte das mulheres?
Sim. Acho que em todo o lado há mulheres que querem ter os filhos em casa, desde que possam ser acompanhadas por uma parteira.O grande erro, quando se fala de parto em casa, é pensar que é perigoso e que existem muitos riscos. Primeiro, devemos falar de recursos. Conhecendo os recursos da mulher e do bebé é possível prevenir complicações e manter a gravidez e o parto saudáveis.

E como se identificam esses recursos?
Olhando para as competências da mulher, percebendo como ela se sente, como o seu sistema biológico funciona, ajudando-a a lidar com ele. Durante a gravidez, as hormonas convidam a abrandar o ritmo e à abertura emocional. Isto acontece para ajudar o bebé a crescer. As parteiras podem aconselhá-la a mudar o estilo de vida, adaptando-o à gravidez. Podem ajudá-la a adoptar uma atitude mais saudável e isso ajudará o bebé a crescer também mais saudável. E este acompanhamento continua depois do parto, que é um tempo muito importante. Vamos a casa todos os dias durante duas semanas. Ajudamos a mãe e o bebé a encontrarem uma relação, a estabelecer a amamentação, etc.

Se um casal estiver indeciso entre ter um filho em casa ou não, como pode aconselhá-lo?
Acredito numa decisão informada, claro. Mas, primeiro, pergunto qual a motivação. Por que querem um parto em casa? É importante que a motivação não seja uma ideia abstracta de um parto romântico, mas que seja baseada numa experiência de parto que eles sintam ser adequada para si e para o seu filho, porque estão confiantes no corpo. Depois, informo-os da forma como um parto em casa se processa. Em relação à segurança, existe muita investigação e posso aconselhá-los a ler os estudos que comparam o parto em casa com o parto no hospital em mulheres saudáveis. Todos concluem que o parto em casa é tão ou mais seguro do que o parto no hospital do ponto de vista da taxa de mortalidade. Mas é preciso ter consciência de que às vezes o bebé pode morrer, seja no hospital ou em casa. Por isso, o parto nunca é completamente seguro. Mas, neste aspecto, não é diferente ser em casa ou no hospital. Muitos médicos não concordam com esta abordagem e dizem que o parto em casa é perigoso, porque sentem que não podem controlar. Eles precisam de controlar a mulher. Para nós, as parteiras, é mais importante que a mulher se controle a si própria, que possa sentir o seu corpo, o seu bebé e usar a sua intuição. E isto é um factor de segurança.

Dados Biográficos da Autora

Quem é Verena Schmid
Nasceu em Florença, Itália, há 60 anos e é parteira independente desde 1979. Em 1985 fundou a «Associação para o parto no domicílio – Marsúpio», um centro de parteiras especializadas em parto em casa. Em 1995, fundou a «Escola Elementar da Arte de Partejar», uma escola única na Europa que ensina a fisiologia do parto a parteiras de vários países (tem aulas em italiano, alemão e em inglês). Antes disso, criou a revista «Donna e donna» (Mulher e mulher), dedicada a profissionais, que actualmente conta com duas mil assinaturas mensais. Escreveu vários livros (nenhum ainda publicado em Portugal) e tem sido uma impulsionadora activa do parto natural na Europa. Tem três filhos. O primeiro nascido no hospital (antes de se ter tornado parteira), o segundo nascido em casa e outro adoptado.

Formação sobre parto natural
Verena Schmid esteve em Portugal para orientar duas formações para profissionais de saúde, numa organização da Bionascimento. Um dos cursos abordou o parto natural, o outro teve como tema «o parto em casa, cuidados holísticos para situações de emergência». Ambas as formações tiveram todas as vagas preenchidas. No total, participaram 35 enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica (entre os quais apenas um homem) e duas médicas de clínica geral. O balanço, na opinião de Verena Schmid, foi bastante positivo: «Acho que as parteiras portuguesas ficaram muito contentes com este novo modelo de cuidados. Identificaram-se com ele, porque vai de encontro ao modelo feminino de parto que todas temos dentro de nós e que não é expresso no modelo médico. Pareceram-me muito entusiasmadas e acho que vão tentar usá-lo mesmo nos hospitais».

Especialistas defendem parto em casa


fonte: http://saudavelenatural.wordpress.com/


Dar à luz um bebé no domicílio com o auxílio de uma enfermeira especializada é tão seguro como o nascimento num hospital e, para além disso, este tipo de partos domiciliares planeados acarretam uma menor taxa de complicações, são as conclusões de um estudo publicado no “Canadian Medical Association Journal”.

Para este estudo, os investigadores da University of British Columbia, Canadá, analisaram um total de 13.000 nascimentos ocorridos entre o início de 2000 e o final de 2004, os quais foram divididos em três grupos distintos: partos domiciliares com a presença de enfermeiras especializadas, partos hospitalares com a presença do mesmo grupo de enfermeiras e nascimentos hospitalares assistidos por médicos.
O estudo revelou que a taxa de mortalidade por 1.000 nascimentos foi de 0,35 no grupo de partos domiciliares, 0,57 em partos hospitalares com a presença de enfermeiras especializadas e 0,64 entre os que tiveram a assistência médica.

Os investigadores constataram que as mulheres que deram à luz no domicílio tinham menos necessidade de sofrer intervenções ou uma menor probabilidade de sofrerem de problemas relacionados com laceração do útero ou hemorragia vaginal.

Segundo o estudo, estes bebés tinham também menos necessidade de oxigenoterapia ou de reanimação.
Patricia Janssen, a líder do estudo, espera que os seus resultados tenham algum impacto no preconceito contra o parto no domicílio.

08 Setembro 2009

Enfermeiros e ministério iniciam hoje negociações sobre salários e nova carreira


fonte: Público

Os sindicatos dos enfermeiros iniciam hoje com o Ministério da Saúde o processo negocial do diploma sobre salários e transições para a nova carreira de enfermagem.A presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) adiantou que os enfermeiros esperam que o Ministério da Saúde apresente uma proposta e que, essencialmente, "se possa fazer uma discussão em torno daquilo que são as exigências dos enfermeiros no que respeita à transição para a futura carreira".

"As questões salariais não se prendem tanto com o Ministério da Saúde, mas mais com o Ministério das Finanças", justificou Guadalupe Simões.Mas, acrescentou, "independentemente de um ou de outro ministério, a verdade é que o Governo assumiu um compromisso com os enfermeiros que foi a resolução da injustiça que está criada pelo facto deste profissionais terem adquirido o grau académico de licenciado em 1998, terem feito um ano de formação acrescida para terem essa equivalência e ainda não serem remunerados como tal".

No dia (11 de Agosto) em que os sindicatos dos enfermeiros assinaram os acordos que regulam o regime da carreira especial de enfermagem e os respectivos requisitos de habilitação profissional, a ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou que iria "trabalhar" no sentido de concluir até às eleições legislativas as negociações relativas às remunerações e à avaliação de desempenho. Este processo de revisão da carreira já levou os sindicatos dos enfermeiros a convocarem três greves nacionais desde o início do ano.

GRIPE A - Ministra da Saúde admite alarmismo exagerado


fonte: EL PAÍS

Trinidad Jiménez, ministra da Saúde espanhola, reconhece que gripe A não tem piores consequências do que gripe sazonal O presidente da Ordem dos Médicos de Espanha, Juan José Rodríguez Sendín, denunciou hoje que existem interesses económicos por detrás da criação de "uma epidemia de medo" causada por uma "doença fantasma", noticiou o diário espanhol "El País".

Já ontem, o conselho-geral da Ordem dos Médicos de Espanha tinha advertido, num comunicado de imprensa, que se está a criar "um alarme e uma angústia exagerada à volta da gripe A". Mas esta manhã Rodríguez Sendín foi mais duro nas críticas que proferiu durante uma conferência de imprensa. "Existem interesses económicos, que são evidentes, e inclusive políticos", acusou o responsável.

"Com os dados à frente" confirma-se que o vírus da gripe A regista taxas de mortalidade e complicações "bastante mais leves e toleráveis" do que as que a gripe sazonal manifesta todos os anos, acrescentou Rodríguez Sendín. Assim, "95% dos pacientes irá passar pela doença sem problemas" e "não há razão para serem mais vacinados" do que já são para resistir a uma gripe normal, tranquilizou o responsável.

Após ouvir as críticas dos médicos, a ministra espanhola da Saúde,Trinidad Jimenez, teve de admitir um alarmismo exagerado e desproporcionado à volta do vírus H1N1. "Talvez estejamos a exagerar um pouco à volta de uma doença que, segundo as informações que dispomos, não tem efeitos muito maiores do que a gripe sazonal", reconheceu a responsável. Jimenez até elogiou os médicos que tomaram a iniciativa de transmitir "uma mensagem de tranquilidade" "muito razoável".

[Esta é a única notícia que enfermagemPT publicou sobre o tema... Chega de alarmismos exagerados em torno de uma doença propagada pelos interesses económicos...]

06 Setembro 2009

É por isto!

fonte: http://ciodeenfermagem.blogspot.com/

-(minha colega)Hum... E as negociações para a carreira, como vão?
-(eu)Parece que houve novo adiamento de reunião. Dia 7 segundo leio...
-Possa tanto atraso, tanto adiamento, não sei o que andam a fazer!
-Nós não sabemos, mas não é tão simples quanto se possa pensar, penso eu!
-(...)-Andamos aqui a esfalfar e a dar o litro para isto.
-Havemos de lá chegar. Confiança e trabalho como em tudo. Apesar de já trabalharmos e sermos dedicados. Não sei é porquê que não auferimos como licenciados desde o momento em que o curso passou a licenciatura?
-(agora outra colega tb se mete) E eu que andei no raio do Complemento e não deu em nadinha. Tempo perdido e ouvi falar de coisas sem aplicação na prática. Não teve jeito nenhum. Foi como diz a outra: que maçada!
-(de novo a outra colega) AI isso é que era bom. Olha eu..., que já trabalho há "x" anos (+ de 10) e um catraio qualquer que acaba de sair do curso, assinava contrato e ia ganhar mais que eu, ou igual. Isso era só o que faltava, não querias mais nada!
- Então, se tem a formação para tal, e as responsabilidades inerentes, também não é justo que seja inferior a ti!

É por isto.Muitas vezes, durante o curso, ouvia que os piores inimigos dos enfermeiros eram os próprios colegas. Esta falta de visão irrita-me solenemente.Este modus operandi de certos colegas antigos deixa muito a desejar, assim não vamos lá.Querem o €€€ mas se implicar estudar, operacionalizar/investir em formação, adquirir maiores competências, até fogem com o rabo à seringa [administrada pelo enfermeiro].

05 Setembro 2009

Informações dúbias

fonte: http://ciodeenfermagem.blogspot.com/

"...Um momento em Linha, por favor não desligue"
- Então já sabes alguma coisa?
-Não o enfermeiro pediu um momento em linha. Deve ter ido pesquisar...
-Ele é enfermeiro, não é? Então, foi mas é perguntar ao médico o que fazer.

Ouvir isto, enquanto, de facto, se tiram ilações, procedimentos, e outros que demais fazem parte para melhor atendimento ao utente, mas que raio andamos nós aqui a fazer. Nada mais fácil, com a sapiência que me foi concedida e recorrendo a todos os artefactos e armamento que a enfermagem me dotou, retorno ao atendimento... E com esses recursos, até agora, sempre, mas sempre, começam a tratar por Sr Dr! Não há hipótese! Daí esclareço, que sou enfermeiro. O caricato é que os médicos nem sequer usam metade deste tipo de recursos. Porque faz parte da enfermagem. Sempre fez, até que actualmente anda meio mundo virado para os saberes que anteriormente eram só nossos. E o que antes era alvo de ironia, agora é objecto de desejo. E porque não, vamos partilhar saberes. Fico a reflectir, que as pessoas devem esteriotipar que os enfermeiros são rudes!, mal educados! agressivos. Alguns até podem ser, mas tal como os, médicos, e em todas as as outras profissões, há os rudes, mal educados, péssimos profissionais, etc..

Enfermagem pós-moderna?


fonte: Doutor Enfermeiro

Comentador (HESE, EPE (Évora)) disse...

"No meu serviço, trabalhamos 2 pessoas para 27 doentes, no turno da tarde... Somos também 2 (DOIS) em dia de SIGIC... claro que na Noite somos (sou) 1 (UM; ONE;)!"


Comentador anónimo disse...


"Coisas dessas ou semelhantes vão acontecendo por todo o lado. E nem imaginam o que se ganha com o SIGIC...

Mas os Enfermeiros continuam a fazer cliques nas estúpidas intervenções do SAPE a afirmar que tudo o que estava planeado foi feito, há quem passe mais tempo no computador do que com os doentes, aliás se colocarem cinco Enfermeiros no turno da tarde de um dia e noutro 2 verificar-se-á que (pelos registos) fizeram o mesmo trabalho! É que o pessoal a fazer cliques com o rato é bom, pelo menos no meu hospital!!
Assim não vamos a lado nenhum, na enfermagem o centro dos cuidados e das prioridades está a deixar de ser o doente.

Eu já trabalho há mais de 25 anos e garanto aos mais novos que a generalidade dos Enfermeiros eram bem mais respeitados antigamente, nos tempos em que era o tal modelo bio-médico e que o que interessava era o doente e não se escrevia quase nada. Claro que se tem que se escrever, outros tempos, mas depois de ler um plano de Enfermagem que uma jovem colega airosa me mostrou fiquei sem saber se devia rir ou chorar:

- Vigiar a acção do doente (que raio de intervenção esta...);

- Manter o cadeirão travado (parece que o pessoal é mesmo burro e deixa os cadeirões todos destravados, ainda bem que escrevem isto e parece-me que em todos os doentes... ainda para mais é uma intervenção muito específica da Enfermagem quem quiser travar um cadeirão chame um Enfermeiro - só não sei se existe a intervenção destravar o cadeirão???).
Deixo só estas duas pérolas da Enfermagem moderna, mas a folha que tenho em meu poder tem mais e tirei estas como podia tirar outras, são quase todas uma verdadeira palhaçada e parece uma lista de tarefas de AAM...

Será que os doentes ganham algo com isto?

O tempo que passam a clicar nisto em todos os turnos (!!!!) a todos os doentes (!!!) talvez desse para vigiar mais e melhor os doentes, para travar cadeirões e destravar outros, orientar as AAM em muitas das actividades banais e rotineiras que aparecem, estudar um pouco em casa e no trabalho aproveitando o potencial dos computadores e da internet a sério e apostar a sério na formação em serviço. É que, com a minha idade, qualquer dia posso precisar de um Enfermeiro a sério!"

Tem razão sim senhor. Muita razão. Invenções acéfalas são uma consequência da ânsia desmesurada em nos afastar da ciência e do modelo bio-médico (que não é necessariamente sinónimo de desumanização, anti-holismo, etc.)!

É que, colegas, os Enfermeiros já não são (nem nunca foram) os únicos adeptos do holismo! Já é possível ver leccionadas estas matérias em quase todos os cursos de saúde (incluíndo cursos técnicos e medicina)! Se era este o caminho para nos afirmarmos como autónomos, a paragem do autocarro... está cheia. O caminho passa por aqui, mas não é o destino.



Alguns Comentários:

1#
No meu serviço se não efectuamos os registos (as tais bolinhas CIPE/SAPE) por limitação de tempo corremos o risco de sermos enxovalhados pela nossa chefe. Compreende-se perfeitamente que um enfermeiro tenha uma média de 13 doentes (manhã), 17 (tarde) e 20 (noite) e consiga fazer registos, alterar o plano e OLHAR PARA OS DOENTES! Das duas uma: ou faço registos bonitinhos para evitar não conformidades ou então PRESTO CUIDADOS com cabeça, tronco e membros!
Inclusivé chego a ouvir pérolas deste género: "Se (na manhã) não se der a "volta" das 15h não há problema; o que interessa é completar o CIPE/SAPE".
Está certo!
Até já estou a ponderar deixar de dar terapêutica das 15h para ter tempo de colocar umas intervençõezinhas novas...

Fora estes comentários infelizes de alguém que não presta cuidados (nem está numa maca há espera deles!) acho que o CIPE/SAPE é um mais valia por ser uma linguagem universal e por simplificar a elaboração do plano de cuidados. Agora, cabe a cada um filtrar o que acha mais importante para si. Por exemplo: que raio de intervenção é esta "Prestar os cuidados da tarde" (inserida no fenómeno higiene)?

2#
Acrescento ainda aquela intervenção do "optimizar a fralda"!
E tudo o resto parecem é intervenções para os auxiliares.
E ciência? O aborto é um tipo de nascimento com característixcas muito especificas de facto!!!
Aliás, esses cliques na medicação p.e., de nada confirmam.
Assinala-se ou regista-se a medicação que não foi administrada e porquê, em vez de clicar em tudo, e dp passar o turno ao colega o pq de não ter administrado (efeitos secundários, etc.)!
E concordo com o nosso holismo e as teorias "humanitárias", porque no fundo sempre tivemos razão, por isso é que "eles" vêm buscar o nosso trigo para amassar o seu próprio pão! Agora, não se deve entender este humanismo com o simples e aberrante "dar a mão". É prático, simples e extremamente eficaz.

Mas deixar o bio-médico para trás, é enterrar a enfermagem.
De facto, se não formos activos para tratar o doente, então para nada servimos.
E há intervenções que devido a responsabilidades que não se têm, mas que se querem, e devido a éticas da treta e afins, se relegam essas mesmas actividades para quem é da competência (p.e.: médico coloca CVC, é médico que retira. Enf recusa retirar CVC pq não é empregado. MAs pela história da enfermagem, se calhar agora o enf retirava o dito cujo, e daqui a alguns anos até colocava! Assim se passa em muitas nefrologias, onde enfs canalizam acessos centrais).
A autonomia essa via em muitos enfermeiros há 30 anos. E suturavam, abriam, cortavam, tratavam, colocavam gessos, enfim, todo um rol de actividades que todos pensam que ainda hoje se faz, mas que dp do curso ficam a pensar onde é que está a enfermagem!


4#
Srª Enfª, permita-me discordar da ideia de que o modelo biomédico não é anti-holista, pois na verdade segui-lo é continuar a promover nas ciências da saúde uma visão fragmentada, centrada no tratamento médico e perfeitamente à margem da Declaração de Veneza.

Dizer que o paradigma holístico não é exclusivo da enfermagem é uma redundância visto que todos sabemos que estamos a falar de formas de pensar cuja génese vem da Antiguidade; não foram os enfermeiros que o inventaram, mas souberam (e bem) integrar os seus pressupostos naquilo que define as Ciências de Enfermagem, com benefícios para o cidadão, para a profissão e para a saúde em geral; incorporar uma visão holística/ecológica/sistémica nos cuidados não é nada de ridículo; é um desafio que nos responsabiliza perante a sociedade e nos compromete perante o cidadão. Não esqueçamos porém que isso obriga a que usemos essa mesma visão não apenas quando olhamos de dentro para fora da profissão, mas também de modo a que quando os outros olham de fora para dentro percepcionem a nossa razão de existir, e especialmente que quando olhemos de dentro para dentro sejamos capazes de compreender a necessidade de desenvolver a nossa actividade de forma equilibrada entre aquilo que é intrínsecamente técnico, o que se crê objectivamente científico e tudo o resto que faz parte das misérias e das alegrias humanas.

Só para concluir diria que a tendência actual da Enfermagem portuguesa não se enquadra naquilo que se supõe ser a pós-modernidade, pois se assim fosse estaríamos perante horizontes bem mais alargados e espíritos muito mais tolerantes à diferença.


E qual a necessidade de estar sempre a meter a bolinha na cabeceira elevada todos os turnos? Passa-se muitas vezes a vida a validar o que na realidade não se faz e devia fazer...o que interessa é o que está nos registos.

Eu quero ver quando houver um problema a sério, como vão justificar que afinal não fizeram isto e aquilo, mas estava registado...inventam tanto!!

A intervenção de manter a pele seca é também brilhante, princpalmente quando logo aparece outra a dizer para aplicar creme hidratante. Eu até percebo que tenha alguma utilidade num contexto específico, num caso específico...será que há enfermeiros que não sabem que se deve secar bem a pele, principalmente nas pregas cutâneas e é preciso escrever isto todos os turnos, quase a toda a hora!!!

Depois há quem entre com EAP, ICC, IHC e tenha 2 litros de água para beber por dia pois faz parte do carimbo informático...eu cá acho que este SAPE/CIPE estupidifica muitos enfermeiros!!

5#
Os "cuidados da tarde" inseridos na higiene são o que antigamente se fazia (em muitos) serviços de internamento: cuidados de higiene sumários para maior conforto do doente acamado, realizados no turno da tarde.

Isso agora é ridículo porque o correcto é, quanto muito, mudar fraldas. Mudar ou trocar, de preferência virando o doente de lado sem o avisar e puxar a fralda suja (que nunca se rasga nem faz abrasões na pele) para não perder tempo. Quanto muito usar toalhetes ou uma esponjinha húmida para não dizer que não se passou nada na pele cheia de urina seca ou empapada no suor.

Ridículo mesmo é ter uma pessoa que urina para a fralda, lavar a sua pele com água verdadeira e sabão, secar, passar um creme, colocar uma fralda nova, e... cúmulo do ridículo... antes de mudar a roupa da cama, limpar o colchão de modo a tirar os restos de porcaria que ali se vão depositando de turno para turno.

Quando não se percebem os fundamentos, dificilmente se compreende a razão de ser das coisas.

6#
Não podia estar mais de acordo. Sou recém licenciado e desde praticamente o início do curso que sou da mesma opinião. Iniciei o meu contacto com a área da saúde como socorrista da cruz vermelha, e a determinada altura decidi fazer o curso de enfermagem porque para além de sentir necessidade de mais e melhor conhecimento, do tipo que é fundamentado com bases científicas e teorias validadas pela evidência, admirava alguns dos enfermeiros do pré-hospitalar com que me cruzava no dia-a-dia pela sua aparente capacidade técnica e conhecimento (apesar de muitos me tratarem, passe a expressão, como "um monte de merda" apenas porque não pertencia à grande classe da enfermagem a que me habituei a chamar de "iluminados" por essa e outras razões). Com o andar do curso, e a passagem pelo diversos ensinos clínicos, acabei por constatar que a realidade era muito diferente. Uma realidade em que o conhecimento científico era menosprezado em prol de planos de cuidados da treta e estudos de caso todos diferentes, mas infelizmente todos iguais. Esqueçam lá a anatomia, a fisiologia / fisiopatologia ou a farmacologia / farmacoterapia. O que interessa é a relação de ajuda, e a comunicação, e os trabalhos de investigação (qualitativos claro!) à base de questionários mais cruzinha menos cruzinha. Infelizmente não foram poucas as vezes que vi o meu esforço para adquir e manter o tal conhecimento de que falo, completamente frustrado com análises arrogantes da minha personalidade, sempre demasiado intromissivas na minha vida privada, como se a enfermagem se tratasse de uma espécie de percurso religioso e não uma profissão onde se exige que as pessoas saibam o que estão a fazer... É claro que não incluo nesta descrição a totalidade dos enfermeiros que conheci, até porque, apesar de tudo continuo enfermeiro. Mas a verdade é que sinto que cada vez mais a enfermagem é vista exactamente da maneira com que ninguém parece concordar, ou pelo menos admitir, como uma espécie de profissão auxiliar de quem realmente sabe o que os doentes (perdão clientes. ou devo dizer utentes? ou...???)precisam: os médicos. É triste, mas é assim. Por muitos exemplos nobres que possam apresentar, de enfermeiros que isto e enfermeiros que aquilo, a realidade é que ser enfermeiro hoje é cada vez mais ser um profissional vazio de competências valorizadas por uma autonomia responsável e certificada por um conhecimento inequívoco e transversal a toda a classe, uma realidade onde não se realizam colheitas ou se fazem ecg's porque é um trabalho menor, e onde não se colocam CVC's ou drenagens pleurais porque é trabalho de muita monta e ai jesus ter de saber essas coisas todas que os médicos e os seus superiores, os cirurgiões, aprendem nessa catedral que é a escola de medicina (ai que é tão difícil ler livros e assim...).
No fundo, administra-se, limpa-se, e avisa-se o médico quando é preciso(até porque para o resto existem os verdadeiros técnicos de saúde: médicos; cardiopneumologistas; nutricionistas; dietistas; analistas... enfim, aquela malta que teve matemáticas, bioquímicas e outras coisas horríveis e mázonas na faculdade... e alguns mesmo á séria assim com primitivas e ciclos de cori e não sei mais quê... valha-me deus!!!).

7#
De facto a CIPE tem mtas lacunas de implementação m axo k q e a forma de dar visibilidade a nossa profissao, seja ela positiva ou negativa...pk a CIPE tb vai permitir identificatr k n foram feitas X intervenções pk n houve recursos temporais ou de pessoal. logo n devemos assinar so pk gostamos de clicar no botaõ do rato, alias em termos juridicos e uma ilegalidade porque as pessoas estão a registar algo k n efectuaram. Claro k n ajuda ter um superior hierarquico que nos diz k os cliques são mais importantes que os cuidados de enfermagem, talves qd esse alguem tiver internado se lhe possa dizer k n lhe podemos dar a volta das 15h pk temos de fazer registos, talvez ai essa pessoa percebesse...

03 Setembro 2009

Prometemos mais protestos...

Um vazio em termos de grelha salarial...


fonte: Correio da Manhã
Representantes dos quatro sindicatos dos enfermeiros concentraram-se ontem à porta do Ministério da Saúde para contestar o adiamento da reunião com a ministra para discutir questões salariais.

“Estava marcada para 24 de Agosto, mas a ministra decidiu adiar a reunião para 7 de Setembro. Não aceitamos que estas negociações, sobre as grelhas salariais, não aconteçam até ao final desta legislatura. A reunião tem de se realizar antes das próximas eleições”, afirmou Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros de Portugal, entendendo como preocupante a decisão de Ana Jorge “em função daquilo que tinha sido assumido pelo Ministério da Saúde”.

Perante a possibilidade de o Presidente da República, Cavaco Silva, promulgar a carreira de enfermagem até dia 10, Guadalupe Simões teme a existência “de um vazio em termos de grelha salarial que impeça os enfermeiros de receber os vencimentos”.

01 Setembro 2009

2ª FASE DO PROCESSO NEGOCIAL “COMEÇA” MAL!

Após o Acordo que Sindicatos de Enfermagem e Ministério da Saúde assinaram no passado dia 31 de Julho esperava-se que, tal como consta do mesmo, a 1ª reunião sobre as questões salariais se iniciasse no dia 26 de Agosto.

Ministério da Saúde adiou a reunião para o dia 7 de Setembro às 17 horas!

CNESE e FENSE não permitirão adiamentos, razão pela qual no próximo dia 2 de Setembro, concretizam uma concentração de dirigentes sindicais em frente ao Ministério da Saúde, a partir das 15 horas.