24 Agosto 2009

Isto é uma vergonha para os enfermeiros deste país...


fonte: Instituto Nacional de Medicina Legal

Curso Superior de Medicina Legal
Despacho nº 18757/2001 (2ª série), de 16 de Agosto
Destinatários - Embora especialmente destinado a médicos peritos, ou candidatos a peritos (de comarcas ou gabinetes) e licenciados em Direito, pode ser também frequentado pelas seguintes licenciaturas: Medicina Dentária, Farmácia, Ciências Farmacêuticas, Biologia, Psicologia, Antropologia, Bioquímica, Química, Engenharia Química, Ciências Criminais e Ciências Policiais. link

Mestrado em Ciências Forenses da Universidade do Porto, Coimbra e Lisboa
Organizado de acordo com as directrizes do Processo de Bolonha – 2.º Ciclo de Estudos Interdisciplinares em Ciências Forenses
Destinatários - Licenciados em Medicina, Medicina Dentária, Direito, Química, Bioquímica, Engenharia Química, Farmácia, Ciências Farmacêuticas, Biologia, Psicologia, Antropologia, Ciências Criminais e Ciências Policiais. link

Enfermeiros a desempenhar funções nestes gabinetes Médico-Legais?? Onde estão?? Nem um... No gabinete de Viana do Castelo [link]até existe um enfermeiro no organigrama mas não há nenhum nome. Em quase todos os gabinetes o suposto enfermeiro é substituido pelos técnicos/auxiliares de medicina Legal.. Porquê??? Porque anda muita gente a dormir ... E não me venham com a treta que esta area não é para os enfermeiros... E é para antropólogos, psicólogos, farmacêuticos?

Linha Saúde 24 quer contratar mais 420 enfermeiros



fonte: RTP

Um reforço de enfermeiros e a abertura de um centro de atendimento de retaguarda em Coimbra são as primeiras medidas projectadas pelos gestores da Linha Saúde 24 para melhorar a resposta às chamadas relacionadas com a Gripe A H1N1. Os custos do investimento para os cofres do Estado ainda não estão calculados, mas a empresa responsável pelo serviço já está a recrutar candidatos. link

À vontade do freguês

fonte: http://esseenfermeiroe.blogspot.com/

...trabalhar com o doente (e não para o doente). Os enfermeiros tendem a passar os limites daquilo que são cuidados de enfermagem para aquilo que é trabalho de criado. Isto acontece, para além de outras razões, porque os limites entre os dois campos não estão bem definidos. Alguns dirão: "o enfermeiro deve ajudar o doente nas tarefas que o mesmo não consegue ou não tem motivação para realizar"; então eu pergunto: e se o doente costumava usar um leque para se refrescar mas agora não consegue?

Será que o enfermeiro, tendo disponibilidade, deve ficar ali a abanar o leque para o doente? Qualquer doente dirá "sim!", eu próprio (no papel de doente) diria, afinal de contas, de criados (quase?) toda a gente gosta. A grande maioria dos chefes dirá: "sim, devemos fazer o doente sentir-se em casa", mas será que devemos cuidar do doente como estando num hospital (ou outra instituição de saúde) ou como se estivesse em casa? Será que isso não é fazer papel de servo?

Onde terminam os direitos do doente e começam os meus? Como será de esperar, a imagem o enfermeiro pouco tem a ganhar com uma mistura com a imagem do criado, servo, escravo (diria até). Então insisto, será que só por ter disponibilidade, o enfermeiro deve satisfazer "todas as vontades" do doente?

22 Agosto 2009

Precisamos de enfermeiros forenses e alguém anda a dormir...


fonte: Enfermagem Forense

[Acho incrível como a incompetência e falta de visão de determinadas pessoas pode apelidar esta necessidade de "coisa de americanos..."]

Nos últimos dias, quase diariamente a comunicação social têm feito sair noticias, sobre alegadas violações, que não foram peritadas pelo INML, em tempo útil. Segundo os mesmos estaria em perigo a recolha de vestigio, o que poderia colocar em causa a investigação criminal destes casos. Pois bem, muito se tem falado sobre a indisponibilidade do INML no periodo nocturno, mas ninguem tem colocado a questão: e os profissionais de saude que trabalham nos serviços de urgência dos hospitais em questão, não deveriam assegurar a preservação de recolha de vestigios? Claro que sim!!Se os profissionais de saude (médicos e enfermeiros) preservarem os vestigios, não sei qual a emergência. Será que até agora tem existido tantos casos que justifique a presença efectiva 24horas por dia de peritos médico-legais no INML?

Noutros paises até quem aborda a vitima de violência Sexual/ doméstica são os enfermeiros, que até por acaso têm especialidade na area forense, mas em Portugal existem enfermeiros que acham que estes temas são "americanisses".

O pior é que estes colegas, estão colocados em posições de destaque da enfermagem e como tal a sua opinião tem peso no momento da decisão. Pois, caros colegas, ou acordamos para a vida ou não vamos a lado nenhum. Se existisse em Portugal enfermeiros com formação na área foresne, decerto saberiam preservar vestigios, nestas situações, e noutras que ocorrem todos os dias, nomeadamente em situações de violência, trauma e mais precisamente morte violenta. Já anteriormente tinha referido a existência de SANE (Sexual Assault Nurse Examiner), mas parece que em Portugal a Ordem dos Enfermeiros continua a achar que é "coisa de americanos e companhia".

O INML, quanto a mim está a ser acusado de forma injusta, até porque o seu presidente o Prof. Dr. Duarte Nuno Vieira, tem sido um grande apoiante da integração de enfermeiros na area forense, e inclusivé, defende o papel importante que os mesmos têm na preservação de vestigios, mas também ele, têm "falado para as paredes", porque a Ordem dos Enfermeiros, não mostrou qualquer interesse, neste assunto. Curioso como existe vontade do INML, que inclusivé tem 2 enfermeiros nos seus quadros, em apoiar a nossa classe, e a nós ignoramos este apoio.~

Os hospitais deveriam assumir a sua responsabilidade neste caso e não imputar responsabilidades, porque não existiam perito à noite. Nas mortes violentas (acidentes, atropelamentos, agressões por arma de fogo, arma branca), também reclamam porque o perito não foi ao hospital? Claro que não!! E nestas situações não se preservam e recolhem vestigios?? Antes de criticar, vamos pôr a mão na consciência!!

Prescrever ou não prescrever?


fonte: Doutor Enfermeiro

Está a decorrer no Forum Enfermagem um debate interessantíssimo (acompanhado de votação): Devem os Enfermeiros poder prescrever (terapêutica)? (Clicar aqui para ver o exemplo dos Enfermeiros espanhóis)
Na minha perspectiva a resposta é bastante óbvia: sim!

Muitos colegas ainda não interpretaram bem esta necessidade evolutiva. Uma porção considerável dos nossos colegas, quando pensa no acto de prescrever (a maioria de vós até já o faz, ainda que de forma ilegal e circunstancial), personifica-o na figura do Médico e no respectivo diagnóstico. Eu não concordo. A prescrição por Enfermeiros (com a devida adequação dos planos estudos, ressalvo) deve ser entendida como uma competência que visa munir os Enfermeiros de armas farmacológicas que lhes permitam actuar eficaz e eficientemente perante um diagnóstico de Enfermagem. Tenho reparado que o equívoco consubstancia-se aqui: quando se fala em prescrição, falamos em prescrição direccionada paras as necessidades dos utentes e da profissão! (ex1. alguém com o padrão de eliminação intestinal alterado, ter a possibilidade de prescrever obstipantes/laxantes!; ex2. alguém com queixas álgicas, prescrever analgésicos; ex3. Alguém com manifestação alérgica simples, prescrever anti-histamínicos; etc...). Os actuais SOS's deixados prescritos pelo Médico para que o Enfermeiros possa ter margem de manobra, não são mais de que uma fase pré-prescritora! Mediante o contexto, o Enfermeiro elege o SOS mais adequado. No fundo é uma prescrição pelo Enfermeiro de um conjunto de fármacos que o Médico deixa ao seu dispor. Mas, digo eu, os Enfermeiros devem ter autonomia para os eleger sem que os outros deixem escrito! Ainda precisamos de indicações? Muitos Enfermeiros até dizem ao Médico (para se abrigarem no escudo da legalidade): deixe isto e aquilo em SOS no caso de eu necessitar... Qual é o problema de ver isto assumido de forma autónoma?


Esta nova competência acarretaria mais responsabilidades para os Enfermeiros e, paradoxalmente, delimitaria melhor as responsabilidades/competências dos vários profissionais que compõem a equipa multidisciplinar (na dúvida relativa à prescrição de determinado fármaco, por suspeita de determinada situação e necessidade de estudo, o caso passaria a ser do foro médico)!

Por outro lado, o leque de fármacos disponíveis para prescrição por Enfermeiro seria apenas de algumas dezenas (os adequados e necessários à prática de Enfermagem). Reafirmo a necessidade em adequar a formação dos Enfermeiros ao novo contexto. Inicialmente (estudar possibilidade de alargamento à posteriori, mediante critérios), a prescrição seria apenas do âmbito dos Enfermeiros Especialistas (seria mais uma competência para os diferenciar dos Generalistas e assim aferir melhor a sua mais-valia).


Não faz sentido a uma profissão que deseja ter o mesmo nível de autonomia e dignidade que as suas congéneres, dependa de outros profissionais para validar a continuidade de cuidados. De que vale, por exemplo, aos Enfermeiros organizar congressos, simpósios e formações para sensibilizar os seus pares para a temática da dor (valorizar, avaliar, monitorizar, etc...), se depois, dependemos do médico para a respectiva analgesia farmacológica. Como sabemos as terapêuticas não farmacológicas contra a dor, são limitadíssimas na sua acção. De que serve aos Enfermeiros tudo isto se o médico disser que não? A "dor", por exemplo, poderia ser um magnífico campo de actuação para a Enfermagem se munida dos meios de intervenção eficazes, entre eles a analgesia farmacológica.

Os argumentos filosóficos que muitos teimam utilizar para esgrimir contra esta possibilidade, fazem pouco sentido no Séc. XXI. A Enfermagem não se deseja estática. Urge ser dinâmica, fluída, que responda solida e estruturadamente às necessidades dos utentes, aos problemas com que se depara e à complexidade do sector.

Se ao médico cabe tratar a patologia, ao Enfermeiro cabe cuidar da pessoa. Há muitos anos atrás, o cuidar talvez não implicasse a dinâmica farmacológica. Hoje implica. Não se cuida apenas da parte sentimental/relacional/psicológica de alguém! Cuidar como um todo implica cuidar da dimensão bioquímica, fisiológica, funcional, etc... Deslindar a etiologia, os fenómenos patogénicos, etc, isso, o médico faz! Nós - os profissionais de Enfermagem - cuidamos, atenuamos a dor, a agonia, a sensação de mal-estar, os vómitos, as náuseas, a inflamação, a desidratação, obstipação, a insónia, a dificuldade em ventilar, etc... notem, todos estes aspectos são inerente às Necessidades Humanas Básicas! Até a imagiologia deve estar dentro do alcance do Enfermeiro. O utente tem gonalgias? Enfermeiro requisita raio-x. Inflamação traumática ocasional? Artroses? Anti-inflamatórios. Algo mais? Patologia que necessita de estudo? Vai ao médico, claro. Outro exemplo: o utente tem queixas inespecíficas. O Enfermeiro requisita análises. Alterações simples são do foro da Enfermagem (desidratação, expoliação de electrólitos por diarreias, vómitos, etc), se necessita de estudo, é enviado ao Médico - "o Sr. tem anemia. Vou enviá-lo para Médico para esclarecer a situação" (tudo isto implica uma necessária alteração na formação dos Enfermeiros!). O utente fica com a consciência que o Enfermeiro cuidou dele. Escutou, interessou-se, investigou e enviou ao médico quando achou necessário e imprenscindível. A sociedade passará a valorizar o Enfermeiro como profissional de proximidade, a que se deve recorrer sempre que necessário! Tão simples que é (se pensarmos que o caminho não deve ser este, há-de surgir um técnico qualquer que palmilhe o caminho). O Sistema de Saúde torna-se-à descentralizado, com mais capacidade de resposta e moldabilidade, com profissionais mais satisfeitos e motivados.

A Enfermagem, caso não tenham reparado, mudou (e muito!) nos últimos 60 anos! Se os Enfermeiros de então tivessem agarrados a paradigmas desse tempo, hoje nenhum de nós faria o que faz!

Li o comentário de um colega que dizia: "E o paracetamol e o brufen da praxe qualquer utente vai à farmácia e compra sem precisar de nós". Boa perspectiva, digo eu!

Se tiver dúvidas, com medicação a tomar, que vá à Farmácia. Se tiver lombalgias, vá ao Fisioterapeuta. Se tiver uma unha incarnada, vá ao Podologista. Se quer uma saber porque é que precisa de determinado exame de diagnóstico, vá ao Médico. Se quer saber o que pode comer, vá ao Nutricionista. Se quer fazer um ECG, vá ao Técnico de Cardiopneumologia. Se tem uma ferida, vá buscar uma guia ao Médico. E o Enfermeiro? A lógica diz que os utentes, progressivamente, deixaram de recorrer aos Enfermeiros e deixarão de os perspectivar a sua utilidade. Voltaremos ao estereótipo pensos e injecções...

Outro colega opinava assim: "discordo completamente em os Enfermeiros prescreverem medicação. Isso não passa por os Enfermeiros quererem tornar-se uns médicos pequeninos...!"

Para este colega tenho um recado: prezado colega, não algalie, não vá ser confundido com um mini-urologista. Não proceda a intubações naso-gástricas, não vá ser confundido com um mini-gastroenterologista. Não puncione, não vá ser confundido com um mini-internista. Não colha sangue, não vá ser confundido com um mini-hematologista. Não olhe para os monitores cardíacos, não vá ser confundido com um mini-cardiologista. Nem sequer ouse pegar num urinol, não vá ser confundido com um mini-AAM. Esqueça o diálogo e as intervenções relacionais, não vá ser confundido com um mini-psicólogo.

Quem não compreende isto, não pode compreender o que é a Enfermagem! Imensos países já adoptaram esta prática e os estudos realizados até agora revelam sucesso (e a satisfação dos utentes)! (Há, inclusivamente, directivas europeias que permitem a certos Enfermeiros Especialistas (EESMO) requer exames complementares de diagnóstico, por exemplo. Portugal, incompreensivelmente, está apático, ou melhor, os Enfermeiros portugueses...)

O Netherlands Institute for Health Services Research (Holanda) tem um lema: "A pill from the nurse is just as safe as a pill from the doctor*" link
.
* Tradução: Um fármaco prescrito por um Enfermeiro é tão seguro como um prescrito por um médico.

21 Agosto 2009

Blog Professor Robson: CALCULADORAS MÉDICAS: Cálculos rápidos e precisos de equações clínicas usadas em diversas especialidades

http://professorrobsoncosta.blogspot.com/2009/01/calculadoras-medicas.html

20 Agosto 2009

Enfermeiros com medo???



fonte: Correio da Manhã

O medo dos enfermeiros e médicos em enfrentar os casos suspeitos de gripe A, nos últimos meses, levou a que usassem de forma indiscriminada máscaras, luvas e batas.

Ao que apurou o CM, neste momento há muitos centros de saúde que se debatem com escassez desse material de protecção, receando que se esgote numa altura em que aumentam os casos diagnosticados. Ontem, mais 215 pessoas foram infectadas.
[Onde foram buscar estes dados? Em que centros de saúde??]

Enfermeira denuncia problemas e adulteração na Linha Saúde 24


fonte: Rádio Renascença

Uma das enfermeiras fundadoras da Linha Saúde 24, afastada há quase um ano por ter denunciado anomalias no funcionamento daquele serviço, afirma que pode já ser tarde para colocar a linha a funcionar em condições.

Perante a situação de pré-pandemia da gripe A e com a escassez de profissionais disponíveis, Ana Rita Cavaco considera que estamos perante uma situação de difícil solução, pela qual responsabiliza a ministra Ana Jorge.

O desinvestimento na linha com os despedimentos de enfermeiros e supervisores qualificados e a adulteração do próprio sistema de recepção de chamadas telefónicas, são denúncias feitas por Ana Rita Cavaco.

“Em Dezembro do ano passado, a Linha chegou a perder mais de e 400 chamadas diárias. Nós continuámos a alertar que esta situação ia piorar. Na altura, o Ministério para além de ter dito que não havia problema nenhum na Linha, compactuou com uma coisa ainda mais caricata… naquela altura era possível ver as chamadas perdidas e a solução do Ministério e da empresa foi retirar esse número, porque não vendo esse número também não há notícia” – afirmou a ex-funcionária.

Ana Rita Cavaco mostra-se surpreendida com as mais recentes declarações da ministra, por isso, lança a pergunta: “porque é que há dois meses renovou o contrato com esta mesma empresa que gere a Saúde 24”.

Ana Rita Cavaco e outros ex-funcionários da linha saúde 24 prometem manter-se atentos ao evoluir da situação.

SANE...


fonte: Doutro Enfermeiro
(xxxxxxxx@gmail.com) Enviada: quarta-feira, 19 de agosto de 2009 12:24:47Para: doutorenfermeiro@hotmail.com

"Vítima de violação aguarda doze horas por exame do Instituto de Medicina Legal" link
Boa tarde, antes de mais sou Enfermeira. Venho por este meio sugerir-lhe que olhe para esta noticia que nada tem de agradável para a vítima em questão...mas como sei que tem num dos links do seu blog, um link sobre Enfermagem Forense (não sou a autora mas uma pessoa interessada e ligada a área por paixão e com alguma formação na área forense)...queria lançar o mote: se este caso acontecesse nos Estados Unidos iria estar um SANE - Sexual Assault Nurse Examiner - pronto para poder ir fazer o exame à vítima sem tanta horinha de espera...

Espante-se que os altos mandatários da nossa tão querida Ordem, há algum tempo questionados sobre a necessidade de se criar este tipo de especialidade por cá, referem que a nossa realidade em nada se assemelha à dos norte americanos....que os Enfermeiros não tem nada a ver com isso...lamentavelmente estamos a ficar bastante parecidos com o pessoal do país do Tio Sam e não podemos dar a resposta devida...tanto nos ensinam o mão-na-mão e o apoio emocional...mas para ver que se houvesse Enfermeiros competentes especializados nestas áreas e realmente reconhecidos, esta rapariga de certeza que não teria sofrido os horrores que passou nos corredores das urgências do HSM...

Qualquer bom advogado do agressor pode ilibar esse individuo invalidando qualquer prova colhida, pois a vítima esteve tanto tempo em contacto com tantas pessoa que as provas podem estar todas contaminadas, ou até se podem ter perdido provas importantes ,porque a vida não é como no CSI...enfim...os velhos do restelo existem e são os nossos pares, pois honra seja feita ao Instituto Nacional de Medicina Legal que tem colaborado na realização de pós graduações nesta área (e não a pseudo pós-graduação de Leiria que tem 2 meses de duração e 14 horas lectivas de Enfermagem...).

Desculpe o atrevimento. Com os melhores cumprimentos

Os meus cumprimentos ao Enf. Albino Gomes, que é um dos profissionais de Enfermagem que mais se dedica a estas questões em Portugal.
[Tomamos a liberdade de enviar esta mensagem à Ordem dos enfermeiros]

19 Agosto 2009

Ordem exige posição firme do governo em relação à linha S24


fonte: Lusa
por: Cristina Cardoso


Enfermeiros exigem "posição firme" do Governo em relação à Linha Saúde 24, devido à gripe A H1N1

A Ordem dos Enfermeiros (OE) considera "inaceitável" que o aumento das chamadas para a Linha Saúde 24, devido à gripe A, não tivesse sido acautelado e exige que a ministra da Saúde tome uma "posição firme" junto da empresa.

Num comunicado hoje divulgado, a OE lamenta que o previsível aumento de chamadas devido à gripe A (H1N1) "não tivesse sido acautelado há algum tempo atrás, com o necessário reforço dos profissionais que asseguram, 24 sob 24 horas, o atendimento telefónico de solicitações relacionadas com processos de saúde ou de doença".

Congratulando-se com as críticas da ministra Ana Jorge ao funcionamento do serviço, a Ordem dos Enfermeiros considera que, porém, "a acção do Ministério não deve ficar apenas pelas palavras, mas por uma atitude mais firme junto da empresa a quem foi contratualizado um serviço que não está a ser prestado nas condições acordadas.

18 Agosto 2009

Existem enfermeiros que também opinam assim??


fonte: Doutor Enfermeiro

"A definição de Enfermagem não é para toda a vida. Creio que a Enfermagem é modificada pela época em que é praticada e depende, em grande parte, do que fazem os outros profissionais de saúde." - Virgínia Henderson -

Para que todos os colegas que não têm uma visão abrangente/longitudinal da Enfermagem e para quem diz que os Cuidados de Enfermagem são apenas "isto" ou "aquilo"... ou para quem opina assim:

"Esta discussão é uma vergonha (...) Dr Enf. "Se implica prescrever/administrar algo que o médico não prescreveu, faço". ALGO, depende! Se são cuidados de enfermagem autónomos, PERFEITO! Se estamos a falar de cuidados interdependentes, temos pena! Mas o Enfermeiro não pode prescrever, nem administrar por exemplo medicação. A mim irrita-me ver coisas destas escritas (...)."

Eu também tenho pena. Seguindo esse raciocínio (se os Enfermeiros há 50 anos pensassem assim, hoje a Enfermagem não existia tal como a conhecemos), os Enfermeiros ainda nem uma caneta teriam no seu bolso.

Estamos no Séc. XXI (diferentes contextos, complexidade crescente, outras necessidades, outra formação...) e existe algo a que nós chamamos... evolução.

Tenho mesmo muita pena de quem pensa que a Enfermagem será para sempre como é hoje...

17 Agosto 2009

Enfermeiros no Pré-hospitalar melhoram qualidade dos serviços



fonte: Doutor Enfermeiro

"There is some rivalry between nurses (...) and paramedics. However, the increasing number of nurses in pre-hospital emergency care is contributing to the quality of the service by raising the competence level of thteam as a whole." link

Poucos países existem, em todo o mundo, cujo sistema de assistência pré-hospitalar assenta apenas em "Paramédicos" (Técnicos de Emergência). O recurso a estes profissionais têm origem em dois cenários: escassez de Médicos/Enfermeiros (em época de escassez muito acentuada, os Paramédicos eram contratados nos Estados Unidos, para os Serviços de Trauma, Urgência e Cuidados Intensivos para servirem de Auxiliares de Enfermagem) e motivos económicos (mais baratos). Na esmagadora maioria dos países desenvolvidos (e classificados com os melhores sistemas de assistência pré-hospitalar! - ver França, Itália, Suécia, etc...).

Nos países onde pelas razões atrás referidas foram obrigados a recorrer a este tipo de mão-de-obra, o papel do Enfermeiro Pré-Hospitalar cresceu muito nos últimos dez anos, e muitíssimo nos últimos cinco. Nos Estados Unidos (ver Advisory Opinion: Pre Hospital Nursing), os Enfermeiros já tripulam todos os meios de socorro diferenciados (Mobile Intensive Care) e, em Inglaterra, os Enfermeiros dos quadros das várias entidades assintenciais têm vindo a aumentar (todos os privados têm Enfermeiros! ver Nurses in Pre-hospital Care) de ano para ano.

À medida que aumenta a complexidade do pré-hospitalar aumentam em proporção exponencial o número de profissionais de Enfermagem! Estudos recentes apontam a vantagem do modelo de emergência Franco-Alemão:


"Triage decisions of prehospital emergency health care providers, using a multiple casualty scenario paper exercise." (...) "There is little difference in the accuracy of triage decision making between the professional groups, with doctors and nurses scoring marginally better than paramedics" (British Medical Journal, 2002).

Não existe um único argumento de índole qualitativo que apoie a existência de Paramédicos relativamente aos modelos assentes em Médicos/Enfermeiros.

"The education and training of a Registered Nurse (RN) in the pre-hospital environment goes beyond the knowledge base of the Emergency Medical Technician (EMT), Intermediate Emergency Medical Technician (IEMT), and Certified Emergency Paramedic (CEP). A pre-hospital nurse curriculum builds on general nursing knowledge and experience and proceeds with further specialized knowledge, skills, qualifications, and clinical competencies in specific areas." link
[Aconselhamos o envio deste artigo para o Sr Abílio do INEM, Manuel Pizarro (Secretário de Estado da Saúde) e Ana Jorge (Ministra da Saúde). A justificação das vantagens de colocar enfermeiros no pré-hospitalar (em vez de técnicos) passa por apresentar estes estudos às pessoas certas e que têm uma voz preponderante nesta área] Alguém tem os contactos destas pessoas?? Agradecemos ajuda...

16 Agosto 2009

Atitude dos estudantes de enfermagem face à Dádiva de Sangue

Atitude dos estudantes de enfermagem face à Dádiva de Sangue

14 Agosto 2009

Só sendo Médico, Enfermeiro ou um vírus, é que é possível resolver algo com o MS


fonte: Sindicato Nacional dos Farmacêuticos

O Sindicato Nacional dos Farmacêuticos, a Ordem dos Farmacêuticos, a Associação Portuguesa de Analistas Clínicos e a Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares subscreveram em conjunto um Comunicado que foi divulgado aos orgãos de comunicação social.

Após uma reunião do SNF com o Gabinete da Ministra da Saúde no passado dia 6 de Agosto, cujo tema foi "Enquadramento da carreira farmacêutica" e onde não foram identificados quaisquer pontos discordantes entre o Ministério da Saúde e o SNF relativamente ao projecto de Carreira apresentado por este sindicato, apenas a vontade politica do Governo ou a falta de coragem para assumir claramente uma posição sobre esta matéria, pode impedir a finalização deste processo negocial.

Assim o SNF em conjunto com as outras três principais instituições representantes dos farmacêuticos que trabalham no SNS decidiram emitir uma posição pública denunciando esta situação.

Consulte aqui o comunicado de imprensa enviado para a comunicação social.

Começa assim: ..."Aparentemente, só sendo Médico, Enfermeiro ou um vírus, é que é possível resolver algo com o Ministério da Saúde."

Será isto o cerne da enfermagem?

fonte: Blog Esse Enfermeiro é...
http://esseenfermeiroe.blogspot.com/

... ouvir quase todos os dias o comentário: "eu não queria ser enfermeiro(a), eu sei que são precisos e ainda bem que há quem queira ser, mas eu não conseguia, é preciso gostar muito..."
Quais são as ilações que eu tiro destes comentários frequentes?

Porque é que as pessoas não querem ser enfermeiro(a)s? Se em tempos idos era por "falta de coragem para ver sangue ou picar pessoas", hoje é por "não terem coragem para tomar conta das pessoas dependentes, mudar-lhe a fralda, dar-lhe de comer, ser maltratado e responder com um sorriso". Os enfermeiros deixaram de ser "os das picas" para passarem a ser "os das fraldas" (ou outra coisa menos bonita, que não vou aqui dizer). A enfermagem passou a ser vista como uma profissão suja; que dignificação pode daqui advir para a imagem dos enfermeiros?

De quem é a culpa desta mudança? Não será dos enfermeiros que começaram a achar que deviam ser menos tecnicistas (e até deixaram ir "as picas" para os farmacêuticos), para serem mais "humanistas" e se especializarem em técnicas como a "mudança da fralda" ou o "levar a comida á boca do velhinho"? Dos enfermeiros que pedem aos familiares para sair da enfermaria para "mudarem as fraldas"?

Não ficarei surpreendido se/quando assistir ao aparecimento da "especialidade em mudança de fraldas" ou "mestrado em cuidados de higiene no chuveiro". Será isto o cerne da enfermagem? Será que é necessário um profissional licenciado para mudar uma fralda, levar a comida á boca ou levar ao chuveiro QUALQUER doente? Para terminar, porque é preciso gostar de ser enfermeiro para se ser "bom enfermeiro" e não é preciso gostar para se ser bom professor? Somos uma profissão baseada na ciência ou nos sentimentos?

Os TAE's...


fonte: www.enfermeiros.pt
por: José Azevedo

Fomos surpreendidos com mais uma manobra de aproveitamento do grupo TAE. Já falam em “carreira especial” e tudo.O MS está muito pródigo para todos, que não sejam os enfermeiros. Com efeito, prometeram-lhes contratar mais 500 elementos e a carreira. Aqui é que a porca torce o rabo.

A designação de “carreira especial”, expressão que supomos da exclusiva responsabilidade do dirigente do Sindicato dos Tae, vão juntando a de “paramédicos”.

O presidente do INEM vai consultando escolas com falta de alunos (ele e nós sabemos quais), que divulgaremos a seu tempo, quando o escândalo estiver prestes a ser público, se o for o que duvidamos, pois os enfermeiros dessas escolas, a quem estão a pedir colaboração, estão a perceber a manobra.

Não vai ser um processo fácil nem exequível, pois se fazem falta condutores de ambulâncias, ou maqueiros, para ajudarem a manobrar as macas, contratem-se 500 ou 1000; querem uma carreira, pois faça-se-lhes uma carreira.Porém, fazerem de enfermeiros, a Classe não o vai permitir, pois tem uma Ordem, que vai servir para marcar o terreno a estes aventureiros, que até têm a coragem, digo mesmo atrevimento, de copiar o programa de um curso, decalcando o programa dos cursos de enfermagem.

Também estamos em boa altura de dizer aos responsáveis por tudo isto que se querem fazer paramédicos terão de fazê-los, só para substituírem o médico e não como tem sucedido, com outros que se chamam paramédicos, mas, depois roubam conteúdos aos enfermeiros e não aos médicos, donde provêm (?).

Claro que se as escolas de enfermagem, integradas ou não, em universidades, não usarem a desculpa depenada, em voga, aquando das vacinas nas farmácias, que eram obrigadas a fazer aquilo, (preparar com conhecimentos de enfermagem, os balconeiros de farmácia), se não punham-nas na rua, é coisa que não nos convence. Portanto, se os enfermeiros docentes, ou não docentes, se não prestarem ao papel, seja a que pretexto for, de promoverem o curandeirismo, essa fraude, que se vislumbra, para a assistência na emergência, que se pretende implantar, no INEM e não só, à sombra dos mais humanos princípios, então o processo da carreira fica circunscrito a área que compete a esses trabalhadores, minimamente diferenciados: têm de saber conduzir bem e pegar nas macas, como manda a prudência e a preparação técnica garante. Tudo isto sem entrarem no âmbito da Enfermagem. Se o fizerem, mesmo que não seja do nosso agrado, teremos de denunciar o Estado Português e os seus legítimos responsáveis, por este atropelo, que nada justifica.

Diziam, na hipótese de greve dos TAEs, que se recusavam a transportar suspeitos de gripe A. Mas são os INEMs que transportam esses doentes?

Além das ambulâncias o INEM também vai estender a carreira aos bombeiros voluntários, que de voluntários já nem o nome têm? O namoro às escolas de Enfermagem, para dar cursilhos a TAE, é golpe baixo, que nem o boxe consente.

Circula a tese, que não perfilhamos, mas também não excluímos, por ser demasiado horrenda, “que seria uma forma de os médicos, suficientemente inexperientes, em medicina, e medrosos, perante a desenvoltura técnica dos enfermeiros, demasiado experientes, em situações de urgência, preferirem pessoal mais mal preparado e mais subserviente e medico dependente".

Se o “emergente” não resistir a este trato de polé (não vamos explorar, embora o possamos fazer, nesta altura, as broncas assistenciais com as VMERS de Lisboa, que não tinham enfermeiros e que só a situação de emergência permitiu ficarem sem análise e julgamento adequados), o problema é dele, do sinistrado, pois devia ter tido mais cuidado com o físico, se não queria cair nestas ratoeiras, aparentemente eficazes.E não basta pôr válvulas de segurança e limitadoras de pressão, para reduzir inevitáveis estragos com o uso de balões de respiração manual assistida, por manápulas insensíveis. Não basta apertar o balão; é preciso saber, quando e como; de contrário ventrículo rebenta.

Não devem ser os enfermeiros a afiarem a faca para os degolarem. Por isso se devem acautelar e não se envolverem neste golpe sujo e desnecessário, que não vamos deixar impune, dentro e fora do país. Que ninguém duvide deste aviso e da sua eficácia.

Esperamos que cada um saiba ocupar o seu lugar, sem medo de pressões, para fazerem o que não devem. O assédio não é só sexual. Se assim for, isto é; se alguém forçar enfermeiros a ministrarem o seu saber e arte a estes curandeiros, em potência, cá estamos nós para os defendermos.Não faz sentido estar a adoptar, hoje, medidas do tempo em que havia escassez de enfermeiros, que desculpava muita anomalia. Outro tipo de exploração, mas igualmente reflectida, nos mesmos enfermeiros, é formar muitos para o desemprego. Pagam os cursos a peso de ouro, para conseguirem, em muitos casos, um lugar no desemprego. Não é por acaso que o patrão do INEM não organiza um serviço de enfermagem, claro e sem ambiguidades ou misturas. Também ele tinha muito a aprender e a emergência a beneficiar com isso. Tal como as outras modalidades de assistência, também esta merece organização e não caos, sobretudo, porque exige muita perícia, para fazer coisas certas, no momento exacto e, sobretudo, para a ignorância não permitir fazer o que não se deve fazer, num grau de instabilidade extrema do doente.

Seja qual for o quilate dos oportunismos e oportunistas, é aos enfermeiros que compete defenderem a sua profissão, ameaçada por bicho careta. Revoltemo-nos e demonstremos, por todos os meios ao nosso alcance, os erros nas políticas da saúde, que nos afastam, deliberadamente, do centro das operações. São os enfermeiros que recebem os sinistrados nas urgências. É deles a primeira hora, num serviço de urgências, bem organizado. São os profissionais mais indicados para anteciparem essa recepção, através da assistência pré‑hospitalar, facilitando a recuperação, que começa no local do sinistro.

Mas todos sabem isto, onde podemos incluir, supomos, o presidente do INEM, tão bem como nós; a questão é outra, por isso a devemos atacar pronta e frontalmente.

11 Agosto 2009

ECG, Monitorização e ritmos

Já não precisamos de ir à escola para tirar a Especialidade



Ora, isto é algo que sempre esperei ouvir... Chega de encher os bolsos dessas faculdades que querem viver à custa dos enfermeiros...

Faltam negociar remunerações



fonte: Expresso

O coordenador do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses considerou hoje como "muito importante" o acordo alcançado com a tutela sobre o estatuto da carreira destes profissionais, lembrando, no entanto, que ainda há "aspectos sensíveis por negociar", como as remunerações.

O Ministério da Saúde (MS) e os sindicatos dos enfermeiros assinaram hoje, em Lisboa, os acordos que regulam o regime da carreira especial de enfermagem e os respectivos requisitos de habilitação profissional. "Este acordo é muito importante porque foi estabelecido com todos os sindicatos do país", explicou José Carlos Martins, considerando ser "extremamente positivo" que nos próximos anos "todos os enfermeiros na área do Serviço Nacional de Saúde (SNS), independentemente do patrão e da relação de emprego, vão ter as mesmas perspectivas e percurso de desenvolvimento".

Falando à agência Lusa, à margem da sessão formal da assinatura do acordo, o responsável do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) precisou que o acordo estabelecido com a tutela estrutura as carreiras em duas categorias: "a de enfermeiro e enfermeiro principal, sendo que o enfermeiro principal, além de prestar cuidados especializados, também fica com funções de assessoria de risco e outras".

José Carlos Martins disse que o acordo alcançado sobre a estrutura das carreiras, as categorias, as comissões de serviço e a manutenção de uma parte da legislação "culmina um processo de luta", mas lembra, no entanto, que ainda há "aspectos sensíveis por negociar".

"Na avaliação de desempenho, concursos e horários mantém-se a legislação em vigor até ser revista proximamente. As negociações sobre as remunerações começam já no dia 26 de Agosto", adiantou.
Questionado sobre se este acordo acaba com as divergências existentes entre a tutela e os sindicatos, o responsável lembrou que as negociações sobre os salários são "um dos pontos mais sensíveis".

"É natural que haja guerra em torno da exigência de uma remuneração justa e adequada àquilo que é o papel e a função dos enfermeiros", antecipou.

Sobre se vão ser precisas mais greves, concentrações e manifestações para que as negociações cheguem a bom porto, o responsável do sindicato foi peremptório: "Nos não o desejamos mas não hesitaremos em recorrer a greves e manifestações caso a tutela não se aproxime das nossas posições."

Por sua vez, a ministra da Saúde, Ana Jorge, explicou que com este decreto-lei o Governo pretende garantir que os "enfermeiros das instituições de saúde do SNS possam ter um percurso comum de progressão profissional e diferenciação técnica-científica", e que passe também a existir "equiparação entre os profissionais na carreira de enfermagem no sector público e empresarial".

Sobre as negociações relativas às remunerações e à avaliação de desempenho - que serão definidas em diploma próprio -, Ana Jorge garante que vai "trabalhar" no sentido de as concluir até às eleições.

Técnicos do INEM sem carreira ? Será verdade?


fonte: ionline

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) está a prestar socorro de forma ilegal. Os cerca de 700 Técnicos de Ambulância de Emergência (TAE) não têm carreira nem a situação profissional regularizada na função pública. A denúncia é do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE).

No inicio do ano, o Governo não incluiu os TAE do INEM no regime geral da função pública. O objectivo era agilizar a integração dos técnicos num regime de carreira especial prometido pelo Ministério da Saúde até ao final desta legislatura. Mas, ao que o i apurou, o Governo recuou na intenção e não vai criar a carreira, por uma questão de timing político.

A falta ao prometido está a criar uma onda de revolta entre os TAE do INEM que ameaçam recorrer à greve de zelo e mesmo ao abandono da profissão se não tiverem respostas do Governo. O STAE admite que, se tal acontecer, a situação pode lançar o caos no socorro do INEM, uma vez que o instituto não pode fazer contratações e já labora, neste momento, com a falta de mais de 200 TAE.

“Foi-nos prometida a carreira. Governo e sindicato estavam de acordo e trabalharam juntos e agora, de repente, soubemos que não vamos ter nada. É incompreensível”, disse ao i Ricardo Rocha, presidente do STAE. Os 700 técnicos representam 80 por cento do socorro pré-hospitalar realizado nas principais cidades do país. Ricardo Rocha admite que a “greve pode prejudicar o serviço”, mas que os técnicos irão “recorrer a todas as formas de luta disponíveis”.

“Muitos colegas estão psicologicamente agastados com a situação. Investiram tudo na carreira que iriam ter no INEM e agora estão desiludidos. Há duas semanas que o STAE tenta contactar o Ministério da Saúde. “Ligamos para lá e ninguém aceita falar connosco nem devolvem as chamadas”, acusa.

Há duas semanas, Manuel Pizarro, informou o presidente do INEM, Abílio Gomes, que afinal não seria possível criar a carreira dos técnicos que antes prometera. Abílio Gomes, que sempre apoiou os técnicos, ficou incrédulo. Fontes do INEM contactadas pelo i, acusam o “loobie dos enfermeiros”de ter “sabotado a carreira dos técnicos”. Com a criação da carreira, os novos técnicos, após uma formação de 1475 horas, passavam a poder administrar medicação, fazer acessos venosos nos doentes e reanimação cardíaca avançada, como acontece em vários países europeus. Mas os enfermeiros nunca admitiram que os TAE, ainda que supervisionados por clínicos, praticassem actos médicos em emergência pré-hospitalar.

O INEM tem recorrido amiúde à contratação de profissionais que vai buscar a empresas de trabalho temporário. “Fazem out sourcing porque não podem contratar ninguém. É um esquema. Não existe quadro nem carreira”, diz ao i um técnico.

10 Agosto 2009

Só nos dá mais força para continuar...


Algumas estatísticas

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Será que isto não nos dá ainda mais força para continuar e dar visibilidade à enfermagem Portuguesa??

A aprovação de 1/2 da carreira - Justificação da decisão tomada

06 Agosto 2009

Só não há dinheiro para os enfermeiros...

enviado por: Enfº Belmiro Rocha

PROFESSORES
“O Conselho de Ministros aprovou hoje alterações ao Estatuto da Carreira Docente, entre as quais a redução, no total, em cinco anos do tempo de permanência nos primeiros escalões da categoria de professor.” http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1394844&idCanal=58


POLÍCIAS
Em primeiro lugar haverá o suplemento da condição de membros das forças de Segurança que entre 2010 e 2012 vai ser aumentado de 14,5 por cento para 20 por cento, o que implica um aumento da remuneração global em 5,5 por cento até 2012", anunciou o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, no final da reunião de Conselho de Ministros. http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1394848&idCanal=62

Mais um motivo para as nossas lutas agora em Setembro, só não há dinheiro para os Enfermeiros ???

Acabou-se a carreira de enfermagem


por: Enfº Zé Maria

Acabou-se a carreira de Enfermagem, não tenhamos mais ilusões. Negociar a tabela salarial? Isso ainda vai ser pior. Nunca se viu alterar uma carreira e deixar para depois de sabe-se Deus quando, a actualização da tabela salarial, isto para não falar da vergonha que vai ser a nova carreira.Achamos que somos muito importantes dentro do sistema de saúde, mas depois somos tratados desta forma e pior ainda, perante a inercia de quem nos representa.

Sou sindicalizado desde que exerço a minha actividade mas vou deixar de o ser, pois não será mais à custa de 1% do meu vencimento que pessoas como as que temos no sindicato possam destruir aquilo que muitos construiram durante tantos anos.Tenham vergonha e demitam-se e venham para o campo para serem vocês próprios vitimas da desgraça que acabaram de construir.Sou enfermeiro há acerca de 18 anos e pela primeira vez sinto que valemos muito pouco:
- somos licenciados e não ganhamos como tal
- qualquer outro nos substitui e nada se faz
- Reclamou-se tanto contra os enfermeiros chefes, mas agora podemos ser chefiados por lambe botas e nada vamos conseguir fazer
- No meu serviço a minha enfermeira chefe é mais nova do que eu, tem um percurso académico que a habilita a ser enfermeira principal, mas a nova carreira não lhe permita porque o seu vencimento base é pouco mais de 1700€. Passou por um concurso foi nomeada e agora cai no saco de tantos outros que não quizeram ou não conseguiram ou simplesmente decidiram que nada faziam?
- São estes enfermeiros chefes mais novos que têm uma postura de proximidade com a equipa, com os doentes e na orientação e gestão dos cuidados que serão mais penalizados, porque aqueles de que todos nos queixamos esses vão ser enfermeiros principais, e amigos vão continuar a minar todo o sistema.
- Mais uma vez estamos enganados, fomos todos enganados pelos colegas dos sindicatos e agora vamos ter uma carreira que não serve para nada.Adeus Enfermagem...

Gostei de te ter conhecido.....
Razão tinha a minha avó qundo me dizia - Tu queres ser enfermeiro? Vai para professor, Médico ou Padre, são sempre as pessoas mais importantes da terra. Paz à sua alma

02 Agosto 2009

Enfermeiros aprovam 1/2 da carreira



fonte: DN Sapo

Os sindicatos dos enfermeiros assinaram o acordo sobre as carreiras com o Ministério da Saúde. A dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Guadalupe Simões, disse que estava satisfeita com o acordo, relativamente às questões estruturais da carreira.

Apesar de haver algumas reservas em relação a alguns aspectos do acordo, Guadalupe Simões considera que o SEP concordou com o que era "mais importante para a carreira", e admitiu que o Ministério fez algumas alterações em relação à proposta inicial. No dia 26, "vamos partir para a segunda etapa da negociação, em que vamos discutir questões relacionadas com as grelhas salariais, as regras da progressão na carreira ou a avaliação de desempenho".