31 Julho 2009

Inovaenfermagem

O projecto Inovaenfermagem esteve presente em Durban, apresentado pelo enfermeiro Raul Cordeiro, membro da comissão científica de enfermagemPT.

30 Julho 2009

Aprovado regime da carreira especial de enfermagem



fonte:Público

O regime da carreira especial de enfermagem e os respectivos requisitos de habilitação profissional foram hoje aprovados em Conselho de Ministros. O Governo estabelece, assim, "o regime da carreira de enfermagem nas Entidades Públicas Empresariais (EPE) e nas parcerias em saúde, bem como os respectivos requisitos de habilitação profissional e percurso de progressão profissional e de diferenciação técnico-científica", refere o comunicado da reunião de hoje.Através de dois diplomas é regulada "a carreira de enfermagem no Serviço Nacional de Saúde (SNS)".

Um dos diplomas respeita "às instituições do Sector Público Administrativo (SPA)", enquanto o outro refere-se aos "hospitais EPE, Unidades Locais de Saúde e hospitais do SNS, no âmbito das Parcerias Público-Privadas (PPP) em desenvolvimento".O Governo pretende, com estes diplomas, garantir que "os enfermeiros das instituições de saúde do SNS possam ter um percurso comum de progressão profissional e de diferenciação técnico-científica, o que possibilita também a mobilidade inter-institucional, sem subverter a autonomia de gestão do sector empresarial do Estado ou das PPP".

De acordo com o decreto-lei, "a carreira de enfermagem organiza-se por áreas de exercício profissional e de cuidados de saúde, tais como as áreas hospitalar e de saúde pública, bem como de cuidados primários, continuados e paliativos, na comunidade, pré-hospitalar e de enfermagem no trabalho, podendo vir a ser integradas, de futuro, outras áreas".

O Governo institui ainda "uma carreira especial de enfermagem na Administração Pública, integrando as actuais cinco categorias em duas, remetendo para deveres funcionais comuns conforme o cumprimento dos deveres éticos e princípios deontológicos a que estão obrigados pelo respectivo título profissional, exercendo a sua profissão com autonomia técnica e científica, respeitando o direito à protecção da saúde dos utentes e da comunidade, fixando-se também os respectivos conteúdos funcionais".

A entrada na carreira de enfermagem tem como "condição de admissão a titulação profissional e passa a estar estruturada nas categorias de Enfermeiro e Enfermeiro Principal, as quais reflectem uma diferenciação de conteúdos funcionais, desde a prestação de cuidados de saúde à coordenação de serviços".O Governo estabelece ainda "a previsão de um sistema adaptado de avaliação de desempenho baseado no SIADAP e que pressupõe a diferenciação pela qualificação e pelo mérito". O SIADAP é o Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública.

29 Julho 2009

Processo negocial da carreira de Enfermagem


27 Julho 2009

Uma nova ideia para a estruturação das especialidades

por: Fábio Gonçalves

A pessoa é o foco da nossa intervenção. Sendo um ser bio-psico-social o enfermeiro generalista presta cuidados holísticos. O enfermeiro especialista também segue a mesma filosofia de cuidados mas distingue-se (ou deveria distinguir-se) pela prática de cuidados especializados e num domínio de intervenção mais específico.

Não devemos esquecer que antes de ser especialista eu sou um generalista porque posso trabalhar em outras áreas. Eu organizaria as especialidades segundo o receptor de cuidados, complementando com o objectivo desses cuidados.

Temos que criar especialidades que contemplem o contexto actual da nossa intervenção mas que abram portas para a evolução e criação de novos saberes. Também temos que ser ambiciosos.

A ideia base é mais ou menos a que exponho em seguida, mas carece de uma análise de mais aprofundada e uma fundamentação adequada.
· Enfermeiro Especialista na Prestação de Cuidados
· Enfermeiro Especialista na Gestão
· Enfermeiro Especialista em Formação
· Enfermeiro Especialista na Docência
· Enfermeiro Especialista na Acessoria



Todas as especialidades teriam um REFERENCIAL COMUM (Receptor de Cuidados/Domínio teórico). Na Prestação de Cuidados existiria um segundo referencial que permitiria a distinção entre os especialistas.



I)REFERENCIAL DO RECEPTOR DE CUIDADOS
(Domínio Teórico)

CUIDADOS FOCADOS NA SAÚDE NAS ETAPAS DA VIDA
- Saúde do Recém-Nascido/Criança/Adolescente
- Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica
- Saúde do Adulto
- Saúde do Idoso



II) REFERENCIAL DO OBJECTIVO DOS CUIDADOS
(Referencial Exclusivo à Prática de Cuidados)

a)CUIDADOS FOCADOS NO DOENTE EM SITUAÇÃO CRÍTICA
- Doente Urgente/Emergente e de Pré-hospitalar
- Doente Peri-Operatório
- Doente em Cuidados Intensívos
- Doente com Alteração nos Sistemas Orgânicos/(Tipo Enfermagem Médica/Ponderar outro conceito?)

b)CUIDADOS FOCADOS NA QUALIDADE DE VIDA
- Pessoa em situação de Cuidados Continuados/ Doença Oncológica
- Pessoa em situação de Cuidados Paliativos
- Pessoa no Local de Trabalho
- Práticas Técnicas/Curativas (Poderíamos encontrar outro termo???)
(feridas, suturas, cuidados aos pés, cuidados ao estoma e outras técnicas) (abriria portas para as terapias alternativas, enfermagem podológica, estomatoterapia )
- Enfermagem de Reabilitação
- Saúde Desportiva (Intervenção profilática e de reabilitação em Clubes Desportivos, onde muitos adolescentes têm práticas que se revelam prejudiciais na saúde a longo prazo)
- Pessoa do foro Mental e Psiquiátrico
- Saúde da Criança e Adolescente (repete)
- Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica (repete)
- Saúde do Adulto (Repete)
- Saúde do Idoso (repete)

c)CUIDADOS FOCADOS NA VÍTIMA E APÓS FIM DA VIDA
- Enfermagem Forense (um domínio esquecido? Não cuidamos o corpo depois da morte?)

d)CUIDADOS FOCADOS NO APOIO AO DIAGNÓSTICO MÉDICO
- Enfermagem de Diagnóstico (electrocardiografia, técnicas de cardiopneumologia, preparação para exames, análises, trabalho em centros de diagnóstico, etc)

e)CUIDADOS MEDIADOS POR TECNOLOGIA /COMUNICAÇÔES/INFORMÁTICA
- Tele-Triagem/Tele-Enfermagem e Informática

f)CUIDADOS FOCADOS NA SOCIEDADE/GRUPO
- Saúde da Família
- Saúde Comunitária
- Saúde Pública


EXEMPLO DA DENOMINAÇÃO DE ESPECIALISTAS
"Enfermeiro Especialista em Saúde do Adulto e Doente Perioperatório"
"Enfermeiro Especialista em Saúde do Idoso e Gestão"
(quando existe alguma divergência entre teoria e prática)
ou
Enfermeiro Especialista em Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica
(concordância teórica e prática)
________________________________________________________
Na prestação de Cuidados
ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM
+
UM DOMÍNIO DO REFERENCIAL I
+
OS DOMÍNIOS QUE CONSEGUIR DO REFERENCIAL II
(mas deve adoptar apenas o que mais desenvolve)
________________________________________________________
Na Gestão ou Formação ou Docência ou Assessoria

ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM
+
UM DOMÍNIO DO REFERENCIAL I
E
(GESTÃO OU FORMAÇÃO OU DOCÊNCIA OU ACESSORIA)
Claro que tudo é uma sugestão tendo em conta a minha forma de pensar e ver a enfermagem. Todos estes conceitos teriam que ser mais trabalhados... Por um lado também vão no sentido do que a Ordem tem tentado fazer para estruturar as especialidades.
Gostava de saber a opinião dos leitores e receber sugestões... Posteriormente enviarei à Ordem

26 Julho 2009

Um comentário de um leitor...em relação à remuneração


Esclarecimento precisa-se...

Como se tem observado, andamos todos muito preocupados com o salário base para enfermeiros licenciados mas ainda não ouvi falar do salário dos enfermeiros com 17 anos de profissão e tambem licenciados como é o meu caso...

...e que SEMPRE fizeram greves por estas e outras lutas mas o que me parece é que tudo isto vai originar assimetrias salariais fracturantes dentro da própria classe!...

...será que vamos ter enfermeiros recém formados ( que maioritariamente não "lutam" com a desculpa de perda de incentivos) com salários condizentes e nós com salários de "velhos bacharéis"?

Esta ordem é uma anedota...


fonte: Radio Renascença

Os farmacêuticos defendem que devem ser incluídos em equipas multidisciplinares nos hospitais, para aconselhar os médicos para o uso e o risco dos medicamentos.

A bastonária da Ordem, Elisabete Faria, sugere esta medida a propósito do caso dos doentes que cegaram na sequência de um tratamento no Hospital de Santa Maria.

“Este seria talvez um caso em que o farmacêutico poderia ter tido uma intervenção mais activa. Nós consideramos que era fundamental e seria o doente a beneficiar com este tipo de equipa”, afirma Elisabete Faria.

Esta é, de resto, uma reivindicação antiga da Ordem dos Farmacêuticos que aguarda resposta do Ministério da Saúde.

O Doutor Enfermeiro complementa a nossa ideia das especialidades


fonte: Doutor Enfermeiro

Li no Enfermagem PT a resposta da Ordem dos Enfermeiros à questão relacionada com a reorganização das Especialidades em Enfermagem.

"As listas apresentadas, contendo indiferenciadamente títulos profissionais (como é o caso dos Advanced e dos Practitioners) e áreas de especialidade em vários campos de actuação (gestão, ensino, investigação), corresponde à concretização de um modelo profissional."


Não concordo de forma integral com esta (re)organização. Um dos argumentos que contribuíram para esta mudança das Especialidades, foi o facto de existir especialidades demasiado abrangentes (Médico-Cirúrgica) que culminaram numa saber disperso, pouco profundo, com escassas vantagens relativamente a Enfermeiros sem Especialidade, mas com experiência profissional relevante/formação contínua sólida.


Depois das desvantagens de algumas Especialidades recaírem na "abrangência" e na "inespecificidade", propõem-se, agora, Especialidades do tipo "Saúde do Adulto"?? O espectro desta suposta Especialidade ainda é superior à ex-Médico-Cirúrgica!!!


As especialidades não existem para satisfazer as vontades da Enfermagem (e conceitos - muitos deles obsoletos no nosso país - que se baseiam algumas concepções desadequadas e retrógradas), servem para colmatar as necessidades da sociedade e da evolução científica.

Ora, se temos, no mercado, cursos superiores de elevada especialização, quem vai empregar Enfermeiros com conhecimentos demasiados dispersos e pouco específicos?

É que, onde antigamente se necessitava de um Enfermeiro, hoje contrata-se um técnico de Cardiopneumologia. Onde, antigamente, se necessitava de um Enfermeiro, hoje contrata-se um Podologista, etc...

Se as Especialidades não preparam os Enfermeiros para as exigências do contexto (teórico e prático) das intervenções, para que servem?
.
P.s. - Brevemente irei apresentar a minha proposta para as Especialidades em Enfermagem.

[Esperamos pela sua opinião... é algo que desejamos à muito tempo... porque falta em Portugal uma ideia diferente que justifique/crie referenciais para as especialidades.]

24 Julho 2009

Pratica educativa - autocuidado pé diabetico

Pratica educativa - autocuidado pé diabetico

Jardim promete trabalho a 28 jovens enfermeiros


fonte: Diário de Notícias

O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, prometeu esta tarde que, no próximo dia 1 de Novembro, será aberto um concurso com o objectivo de empregar, nos serviços de saúde da Região, os 28 jovens enfermeiros que ontem receberam a carta de fim de curso na Escola Superior de Enfermagem S. José de Cluny (ESEJC).

“Se até ao dia 31 de Novembro, o concurso não for aberto, têm autorização para fazer uma manifestação à porta da Quinta Vigia”, gracejou ainda Alberto João Jardim."

O presidente do GR aproveitou a cerimónia da Escola S. José de Cluny, para anunciar que, no próximo dia 1 de Agosto será aberto um concurso que pretende abranger os 31 jovens licenciados em enfermagem que “ficaram de fora” nas últimas aberturas de vagas. Na cerimónia foram entregues as cartas de curso não só aos recém-licenciados, mas também a 27 finalistas do Complemento de Formação em Enfermagem e aos 26 profissionais que terminaram a pós-licenciatura de especialização de Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria.


[Era destes políticos que a enfermagem precisava...Alguém que diz... e faz...]

Ordem dos Enfermeiros satisfeita com internato para jovens licenciados



A Ordem dos Enfermeiros concorda com a aprovação do diploma que prevê que os jovens licenciados passem a cumprir um tempo de internato para se adaptarem à profissão. Maria Augusta Sousa diz que se trata de um mecanismo de segurança.

O sindicato e a Ordem dos Enfermeiros consideram positivo que os jovens licenciados passem a cumprir um tempo de internato.

Esta quinta-feira, na última sessão desta legislatura, o Parlamento aprovou por unanimidade a alteração ao Estatuto da Ordem que abre caminho para o internato que pode vir a ter a duração de um ano.

A bastonária, Maria Augusta Sousa, lembra que a maior parte dos erros cometidos por um enfermeiros acontecem no primeiro ano de exercício da profissão, o que faz o internato ganhar importância.

Ouvir declarações à TSF

Actualização sobre as negociações da Carreira.




fonte: SEN
por: Enfº José Azevedo


A FENSE, (SIPE+SE) reuniu hoje, 22 de Julho, 10h30 no Ministério da Saúde com a Comissão Negociadora, para reafirmar mais algumas propostas que haviam sido postas em dúvida pelo Ministério.

Ainda vamos ter mais uma reunião entre 24 ou 27 para ultimarmos as negociações. Convém recordar que estão em causa os próximos anos de carreira de Enfermagem, por isso todo o cuidado é pouco e não é obra para se fazer sem as devidas cautelas.

A morosidade nas negociações deve-se a pontos de vista diferentes, entre as partes em negociação:
- Quanto ao reenquadramento dos enfermeiros, num nível superior;
- Às transições das actuais categorias para as futuras;
- A tabela salarial que não pode ter a enorme distância entre uns e outros;A formação em serviço e o fim à exploração dos enfermeiros, que se vão especializando naturalmente, como outros;
- O reconhecimento dessa formação pela OE;
- A responsabilidade própria dos enfermeiros e a sua autoridade técnica e científica, com todas as inerentes implicações;
- O papel dos enfermeiros em relação aos outros e destes em relação aos enfermeiros.

Neste contexto, cada palavra tem um significado próprio e um sentido unívoco, que exigem atenção e determinação, tendo em conta a mudança de nível dos enfermeiros, com a aplicação integral e, sem dúvidas, da carreira técnica superior, desde o primeiro ao último nível.

Estamos à espera de mais uma reunião que supomos ser a última, em tempo útil. Colegas, estejam atentos ao desenrolar dos acontecimentos, pois sem coesão não há condições para fazermos justiça aos enfermeiros. E não é depois do leite derramado que vamos chorar sobre ele: é agora a oportunidade. Tentem entender-nos e ajudar-nos.

Parabéns aos Enfermeiros Portugueses!


A proposta de lei que institui a primeira alteração ao Estatuto da Ordem dos Enfermeiros foi aprovada por unanimidade por todos os partidos com assento parlamentar, na última reunão plenária desta legislatura.

Deu-se assim um passo decisivo e sem precedentes para o desenvolvimento da profissão e para a segurança dos cuidados de Enfermagem prestados aos cidadãos.

A Enfermagem portuguesa está de parabéns. Um agradecimento especial aos colegas que ao longo de vários anos participaram na concretização deste objectivo."

23 Julho 2009

As Especialidades em enfermagem...???


por: Enfª Lucília Nunes

Recordam-se do post:
http://enfermagempt-noticias.blogspot.com/2009/06/especialidadesgeneralidades-de.html

Decidimos enviar à OE no sentido de dar conhecimento das nossas procupações em torno da estruturação das especialidades .
Recebemos a seguinte resposta:

"Agradeço a sua opinião e considero que uma parte importante da resposta que solicita se encontra publicada no suplemento da revista 47, a propósito da individualização da especialidades.

A organizaçao em competências comuns e específicas tem estado a ser desenvolvida, em termos dos perfis dos especialistas. A formulação das competências acrescidas parece atender algumas das preocupações colocadas.

Todavia, suportar a individualização numa matiz, escolher eixos estruturantes e organizadores e desenvolver tipos de competências (relevo para as acrescidas), não se coaduna com a ideia de uma organização em função das especialidades médicas ou dos serviços, por preferir centrar-se nas necssidades em cuidados de enfermagem.

As listas apresentadas, contendo indiferenciadamente títulos profissionais (como é o caso dos Advanced e dos Practiotiners) e áreas de especialidade em vários campos de actuação (gestão, ensino, investigação), corresponde à concretização de um modelo profissional.

Para nós, será:

Títulos
- Enfermeiro
- Enfemeiro Especialista


Áreas de Especialização propostas:

Pessoa - Nas etapas do ciclo vital:
- Saúde Materna, Ginecológica e Obstétrica
- Saúde da criança e adolescente
- Saúde do Adulto
- Saúde do Idoso

Pessoa - Ao longo do ciclo vital:
- Saúde Mental e Psiquiátrica
- Reabilitação
- Pessoa em situação Crítica
- Pessoa em situação de cuidados continuados e paliativos

Grupos - Comunidade:
- Saude da Família
- Saúde Comunitaria
- Saúde Pública

Áreas de actuação (REPE):
- Prestação de cuidados
- Formação
- Gestão
- Docência
- Assessoria

A relação com os contextos será central na definição das competências acrescidas.

Finalmente, quanto ao papel das associações profissionais, e à visão que cada grupo escolheu ter da prestação de cuidados, são da iniciativa privada e regidas pelo direito privado, pelo que, com as finalidade de desevolver uma área de trabalho ou promover os interesses dos sócios num dado campo, podem ser criadas a associações que se entender. Ademais as próprias associações têm um percurso histórico e de enquadramento social e político da profissão."


Cordialmente, Enf.ª Lucília Nunes, Presidente do Conselho de Enfermagem

22 Julho 2009

Ainda sobre a Gripe A


por: Enfª Cristina Silva

Portugal contabilizou hoje mais 13 casos confirmados de pessoas infectadas com o vírus da gripe A, oito das quais com origem no Reino Unido. Desde o início de Maio, altura em que foi lançado o alerta nacional, verificou-se um total cumulativo de 174 casos.

É, neste momento, inquestionável a necessidade de se tomarem medidas universais de precaução um pouco por todo o mundo, que têm vindo a ser largamente difundidas pelos mais diversos meios.
No entanto, parece-me também oportuno reflectir sobre o “outro lado” desta gripe A, que quem se move nos meandros da saúde sabe perfeitamente existir. Nomeadamente, que interesses económicos se esconderão por detrás da tão badalada gripe suína?

No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vítimas de malária, que se podia prevenir com um simples mosquiteiro. No mundo, a cada ano morrem cerca de dois milhões de crianças com quadros de desidratação, que se poderia evitar com um simples soro. No mundo, a cada ano morrem aproximadamente 10 milhões de pessoas com sarampo, tétano e outras doenças para as quais existem vacinas baratas, que deveriam estar ao dispor de todos. No mundo, a cada ano morre meio milhão de pessoas vítimas de gripe comum. Que notícias acerca disto chegam até nós?

Paralelamente, as notícias sobre a gripe suína têm preenchido manchetes, têm inundado as nossas vidas através da comunicação social, têm sido alvo de comentários e pseudo-reflexões apaixonados e arrebatadores.

Creio que está na altura de as pessoas pararem e construírem a sua própria reflexão. É importante recordar as vendas por quantias astronómicas do famoso Tamiflu, nomeadamente na internet; o show-off político de comunicados e mais comunicados com informações e recomendações, uns úteis outros nem por isso; os olhares de viés que sofre quem recorre a um serviço de saúde com sintomas gripais e é de imediato presenteado com uma máscara e votado ao isolamento quando, afinal, gripe há todo o ano.

No fundo, creio que as medidas preventivas para esta tão proclamada pandemia se resumem, tão somente, a cuidados de saúde e de higiene básicos e respeito pela vida em cidadania, que todos nós deveríamos cumprir. Tudo o resto é conversa.

Indicadores de Actividades da Área Cardiovascular


fonte: ACS

A Coordenação Nacional para as Doenças Cardiovasculares divulgou os Indicadores de Actividades, na área cardiovascular, dos hospitais nacionais, relativos a 2008. No documento, podem consultar-se os seguintes Indicadores:
- Hemodinâmica - Cardiologia de Intervenção;
- Unidade Coronária;
- Cirurgia Cardiotorácica; e
- Unidades de AVC.

De uma forma geral, observa-se um aumento no número de procedimentos efectuados, durante 2008, na área cardiovascular. É o caso das coronariografias e angioplastias coronárias.

Observa-se ainda um aumento do número de doentes admitidos em Unidade Coronária (10.644 em 2007; 16.020 em 2008).

Concomitantemente, regista-se um aumento dos doentes admitidos ne stas unidades pela Via Verde (INEM), que passou dos 453, em 2007, para 717, em 2008.

A admissão de doentes nas Unidades de AVC evoluiu de 3.410, em 2007, para 6.911 em 2008, sendo que 1.159 entraram no sistema através da Via Verde (o valor para 2007 foi de 502).

Consultar Indicadores de Actividades - Julho 2009 [PDF 1,4 Mb]

Alteração estatutária aprovada na especialidade


fonte: Ordem dos Enfermeiros

É com imensa satisfação que informamos que a proposta de Alteração do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros foi aprovada na especialidade em sede da Comissão Parlamentar do Trabalho, Segurança Social e Administração Pública. Esta discussão e votação ocorreu ontem, 21 de Julho. Foi, assim, dado mais um passo neste processo.

A votação na generalidade deste projecto de decreto-lei irá acontecer amanhã, 23 de Julho, na reunião plenária da Assembleia da República.

Enfermeiros congratulam-se por vacina da gripe A não ser dada nas farmácias


fonte: Público

Ordem reage às declarações da Ministra da Saúde

A Ordem dos Enfermeiros felicitou hoje a ministra da Saúde, na sequência das suas declarações sobre a vacina para a gripe A (H1N1). Ana Jorge afastou a hipótese de as farmácias administrarem as doses quando elas chegar a Portugal, em Dezembro ou Janeiro.

A decisão “merece uma apreciação positiva por parte da Ordem dos Enfermeiros (OE)” por “manter a vacinação contra esta patologia nos serviços que constituem o Serviço Nacional de Saúde”, diz a ordem, em comunicado. E acrescenta: “O Ministério está a criar as condições necessárias para que a administração da vacina em causa ocorra com toda a segurança para os cidadãos e profissionais de saúde”. Por outro lado, a Ordem dos Enfermeiros diz esperar que “a decisão agora assumida em relação à vacina para a gripe A (H1N1) corresponda ao início de uma nova forma de encarar a problemática da vacinação”.

A hipótese de as farmácias administrarem a vacina é avançada no plano de contingência da Associação Nacional de Farmácias, mas a ministra afasta, para já, esse cenário. "A vacina é gratuita para toda a gente e será, em princípio, distribuída pelos serviços públicos de saúde", notou Ana Jorge, em declarações aos jornalistas à margem da participação na sessão de abertura do I Encontro Nacional de Estudantes de Medicina no Estrangeiro.

Recorde-se que no ano passado as farmácias puderam, pela primeira vez, passar a administrar algumas vacinas. Uma decisão que foi bem acolhida pelos farmacêuticos mas muito criticada pelos enfermeiros que alegaram que não estava a ser garantida a qualidade do serviço aos utentes, dizendo que o acto de vacinação não se esgota na injecção e que têm de ser previstas possíveis reacções adversas que merecem supervisão.

Além da vacina da gripe sazonal, as farmácias passaram a poder ministrar as vacinas contra as hepatites A e B, febre-amarela ou cancro do colo do útero, não incluídas no Plano Nacional de Vacinação.A vacinação foi o primeiro serviço a ser prestado nas farmácias, mas há outros cuidados de saúde que vão ser assumidos, como o apoio domiciliário, a administração de primeiros socorros e de medicamentos ou a utilização de meios auxiliares de diagnóstico. A ideia foi avançada ainda na altura do antigo ministro da Saúde, Correia de Campos.

21 Julho 2009

Enfermeiros da Andaluzia começam a receitar medicamentos



fonte: El confidencial
enviado por: Salvador Postigo

"El Consejo de Gobierno de la Junta ha aprobado el decreto que autoriza a los profesionales de enfermería a indicar productos sanitarios y medicamentos que no están sujetos a prescripción facultativa, algo de lo que se beneficiarán más de un millón de pacientes crónicos y de cuidados a domicilio.

La norma, pionera en España y enmarcada en la Estrategia de Cuidados de la Consejería de Salud, incrementa el ámbito competencial de este colectivo y favorece una respuesta más ágil, cómoda y segura para aquellos ciudadanos que requieren cuidados a domicilio o tienen mayor relación clínica con los enfermeros, según el Gobierno andaluz."

De acuerdo con el decreto, los profesionales de enfermería podrán indicar sobre el uso de un total de 96 medicamentos comercializados en 400 presentaciones diferentes, así como de productos sanitarios para el cuidado de las heridas -como vendas, gasas, apósitos o estériles- para la incontinencia urinaria.

La indicación se realizará a través de un documento denominado "orden enfermera", que ya está disponible en los centros de salud y que podrá tener formato de papel y digital.fonte:

Escolas de enfermagem exigem modificações à proposta de novo estatuto



fonte: Público
na foto: José Amendoeira

Escolas de enfermagem exigem modificações à proposta de novo estatuto

As escolas superiores de enfermagem e saúde, que integram o Fórum de Ensino da Enfermagem (FEE), exigem modificações na proposta de lei do Governo para a alteração do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros. A proposta vai amanhã a votação na Comissão do Trabalho, Segurança Social e Administração Pública da Assembleia da República, tendo o FEE considerado hoje que a proposta de lei "viola a autonomia" das escolas, "discrimina os licenciados em enfermagem pelas escolas portuguesas e desrespeita o sistema de garantia de qualidade dos processos formativos".

É ainda expressa "apreensão" pelo facto de, na elaboração deste novo estatuto, as escolas "não terem sido ouvidas", disse o presidente da Comissão Permanente do Fórum de Ensino da Enfermagem, José Amendoeira, responsável pela Escola Superior de Saúde de Santarém. A mesma posição foi já expressa, em comunicado, pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), bem como por diversos presidentes de institutos politécnicos e reitores de universidades que atribuem graus académicos na formação em Enfermagem.

Os subscritores destas posições, que já foram ouvidos pelos vários grupos parlamentares e pela Comissão do Trabalho, Segurança Social e Administração Pública durante o período de audiências públicas que terminou na passada sexta-feira, pretendem que seja alargado o período de discussão pública deste novo diploma para "acautelar situações que possam vir a ser problemáticas para o ensino da Enfermagem".

Em causa está a alteração introduzida pelo novo estatuto e que prevê que a Ordem dos Enfermeiros possa emitir pareceres vinculativos sobre "a criação e estrutura geral de novos cursos de Enfermagem". Uma situação que, segundo José Amendoeira, viola o artigo 76.º da Constituição da República, porque "limita a autonomia científica e pedagógica" das instituições de ensino superior.

A proposta de estatutos prevê ainda um período de exercício profissional tutelado com duração até nove meses e que, só após a realização deste período, qualquer licenciado em Enfermagem pode ascender ao título de enfermeiro ou enfermeiro especialista. Uma mudança que, para José Amendoeira, "não se compreende" porque conflitua com a certificação dada aos cursos de Enfermagem pela Agência de Acreditação e Avaliação das Instituições de Ensino Superior, à qual compete certificar os cursos e, automaticamente, atribuir aos cursos a garantia de qualidade que permite aos licenciados o título profissional."Vai-se certificar aquilo que já foi acreditado, pondo assim em causa e desrespeitando o trabalho desenvolvido pela Agência de Avaliação, na qual a Ordem dos Enfermeiros participa", refere o comunicado do FEE.

O presidente do FEE considera ainda que esta proposta de estatutos "discrimina os licenciados em enfermagem pelas escolas portuguesas" porque lhes exige este período de exercício profissional, uma condição não exigida aos enfermeiros de outros países da União Europeia que queiram trabalhar em Portugal. "Aos enfermeiros estrangeiros basta-lhes provar que sabem português", disse José Amendoeira.
[Srª Bastonária, tem o nosso apoio . É triste ver gente que dá a cara só para defender umbigos economicistas. Este senhor não é enfermeiro???]

18 Julho 2009

Assim é que eu gosto de ver a nossa bastonária a falar...

fonte: Expresso

Ordem contra "intromissão inadmissível" de escolas no regulamento de acesso à profissão

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros acusa as instituições de ensino de enfermagem de "inadmissível intromissão" no processo de discussão do modelo de acesso à profissão, que deverá ser votado no Parlamento na próxima semana.

"É um abuso, quando há pressões e ruído naquilo que deveria ser a decisão dos deputados para se garantir que a alteração aos estatutos da Ordem permita criar os instrumentos necessários para melhorar a segurança dos cuidados de saúde. Apelamos aos deputados para que não se deixem influenciar por situações descabidas", disse à lusa a bastonária Maria Augusta Sousa.

Em causa estão as críticas feitas na semana passada pelas escolas de enfermagem e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) à alteração do estatuto [da OE] que abrange o "modelo de desenvolvimento profissional", que regula o acesso ao exercício da profissão.

A Ordem, que atribui os títulos profissionais, quer que, uma vez finalizado o curso, o aluno seja sujeito a um período de exercício profissional tutelado, antes de aceder à profissão, o que as escolas qualificam de "estágio suplementar" que vem duplicar aquele que já está previsto.

"Uma coisa é dominar um curso, de onde se trazem os conhecimentos, outra é a experiência e aprendizagem em contexto de trabalho. Os alunos não tomam decisões profissionais porque nem sequer podem responder por elas", contraria a bastonária, que acusa as instituições de ensino de "inadmissível intromissão directa" num assunto de regulação profissional.

"É de formação profissional que se trata, não de algo de supletivo. É garantir que jovens profissionais que terminam a sua formação académica se inscrevam na Ordem e possam ter um tempo de prática profissional devidamente acompanhada", sublinha.

A alteração está em apreciação em comissão e deverá ser votada dia 23, pouco antes da Assembleia "ir de férias".

"Foi um processo longo, que passou pela assembleia geral da Ordem, obrigou, e bem, a um trabalho conjunto entre Ordem e Ministério da Saúde. Estamos convictos que da parte dos grupos parlamentares vai haver bom senso para perceber o que está em causa", adianta.

A bastonária afirma ter da ministra da Saúde "informação de que tudo faria para que [o processo] não pare" , em cima da recta da meta.

A bastonária afirma mesmo que pode haver "interesses corporativos e particulares das instituições de ensino subjacentes" às críticas.

Caso a aprovação não aconteça, a Ordem garante que irá "responsabilizar junto da opinião pública" os responsáveis.

No domingo, a Ordem irá publicar uma "carta aberta aos cidadãos" em vários jornais diários em que chama a atenção para a situação, que diz colocar em causa a segurança e qualidade dos cuidados de saúde prestados à população.

[Eu sugiro que essas escolas de enfermagem e o CCISP vão discutir a proposta deles para Changchun, China. É um parque carismático e muito bonito. Procurem no google]

17 Julho 2009

Foi entregue petição na AR


Em representação dos mais de 10.000 signatários da petição "Todos pela Carreira de Enfermagem", os Enfermeiros Pedro Machado, Pedro Silva e Sérgio Sousa, estiveram hoje, dia 16 de Julho de 2009, de manhã no Ministério da Saúde, reunidos com a Chefe do Gabinete Filomena Parra, para entregar a petição.

Esta é uma iniciativa cívica independente, que surgiu a partir dos responsáveis por vários blogues e sites de Internet cujo interesse é a Enfermagem (doutorenfermeiro.blogspot.com, forumenfermagem.org, cogitare.forumenfermagem.org, enfermagem21.blogspot.com, enfermagempt.bravehost.com)

16 Julho 2009

Politécnicos contra MDP para não perderem financiamento



fonte: Destak opinião de Fábio Gonçalves

Escolas de enfermagem contra ano de estágio

As escolas de enfermagem discordaram hoje da criação de um ano de estágio suplementar à actual licenciatura, segundo uma proposta socialista, porque consideram que a medida vai afastar candidatos, num dos países europeus com menos enfermeiros por habitante.

Tanto o responsável pela escola de enfermagem integrada na Universidade de Évora, Manuel Lopes, como o vice-presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCISP), Rui Teixeira, discordaram deste ponto de alteração ao Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, proposto pelo Partido Socialista (PS), em análise hoje na Comissão do Trabalho da Assembleia da República.

As escolas de enfermagem foram ouvidas na AR depois de nos últimos dias os deputados terem recebido a Ordem dos Enfermeiros e Sindicatos do sector, que concordaram com esta alteração por considerarem ser uma forma de garantir a qualidade dos profissionais de enfermagem formados em todas as zonas do país.

Tanto Manuel Lopes como o responsável pelo CCISP consideraram que mais um ano de estágio é "perfeitamente excedentário" quando já se encontra em funcionamento a Agência Nacional de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior, criada para "obter esse controlo de qualidade".

"Nós somos os primeiros a pedir que comecem a actuar rápido. Quanto mais rápido a Agência começar a distinguir as escolas que têm falta de qualidade das outras, melhor para todos os que se preocupam com essa qualidade", disse Manuel Lopes perante os deputados.

Manuel Lopes considerou que a medida vai provocar "uma baixa na procura destes cursos, o que levanta mais um problema num país onde a rácio de enfermeiros por habitantes já é das mais baixas da OCDE na Europa".

Por seu lado, Rui Teixeira salientou que os cursos de enfermagem em Portugal já têm, em geral, uma qualidade comprovada por avaliações internacionais, nomeadamente da European University Association (EUA).

"Esta medida pode significar também, obviamente, um controlo da Ordem dos Enfermeiros no acesso à profissão, mas nós não concordamos com isso", salientou Rui Teixeira.

Segundo este responsável, os cursos de enfermagem em Portugal têm cerca de 2000 horas de formação teórica e entre 2400 a 2700 horas de formação prática "em contexto de trabalho real, nos centros de saúde e centros hospitalares", pelo que com mais um ano de estágio os enfermeiros portugueses estarão ainda mais em desvantagem em relação aos de outros países europeus.

"Há países da Europa onde o ensino da enfermagem nem sequer é superior, há países onde os cursos exigem 180 créditos, quando em Portugal se exigem 240 créditos, e esses enfermeiros estrangeiros podem exercer em Portugal", explicou.

O CCISP já pediu uma audiência ao Primeiro-ministro, José Sócrates, para expor estas preocupações.
Todos os anos, são formados em Portugal cerca de 3700 enfermeiros.

"Estes senhores vêm com argumentos que só traduzem a sua preocupação monetária em torno da formação. Os politécnicos sabem muito bem que os cursos de enfermagem são os que mais atraem alunos, logo o financiamento por parte do Estado (em função das vagas preenchidas) está garantido. Esse Sr Rui Teixeira esta muito mal informado quanto aos rácios e vê-se que não sabe nada sobre o desemprego em enfermagem. Caros colegas não podemos deixar que estes caríssimos intelectuais da educação venham comprometer o futuro de uma profissão porque só estão interessados em manter o financiamento dos seus politecnicozinhos."

Os rácios da OCDE mudam constantemente?

fonte: Jornal Avante

Faltam muitos enfermeiros no SNS

«O País não tem enfermeiros em excesso» foi a conclusão enunciada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, numa conferência de imprensa, dia 10, em Faro, efectuada no âmbito da acção «Maratona da denúncia pública».Num balanço sobre «o estado de saúde do Algarve» integrado nesta «maratona», caracterizada pela saída semanal de notas à imprensa, o SEP/CGTP-IN apresentou dados oficiais do próprio Ministério da Saúde que comprovam antes que Portugal tem falta de enfermeiros.

No «Relatório do sistema de classificação de doentes, baseado em níveis de dependência em cuidados de enfermagem», de 2006, citado pelo SEP, é revelada a necessidade de serem cumpridos 10,5 milhões de horas de cuidados de Enfermagem, quando apenas estão a ser actualmente prestados sete milhões de horas. «Isto significa que 3,5 milhões de horas de cuidados não estão a ser efectivamente prestadas aos internados nos hospitais», acusou o sindicato que recordou um outro documento, da Direcção-Geral de Saúde, intitulado «Centros de Saúde e Hospitais – Recursos e Produção do SNS 2006», onde se refere a falta de 15 mil enfermeiros, apenas nos hospitais.Por isso o sindicato considera que «a realidade do desemprego na enfermagem é um absurdo», se forem consideradas as carências apresentadas nos serviços e instituições públicas de saúde.

No Algarve, o sindicato detectou a falta imediata, no mínimo, de 318 enfermeiros nos serviços públicos da região. Enquanto, nos países da OCDE, o rácio de enfermeiros por mil habitantes é de 9,7, no Algarve ele «rondará os 3,4». Para chegar ao mesmo nível teriam de ser colocados, só naquela região, mais três mil enfermeiros, conclui o sindicato.

15 Julho 2009

Entrega da Petição no Ministério da Saúde: 16 de Julho, 10h15m

fonte: Forum Enfermagem

A actual proposta de carreira do Ministério da Saúde vem reforçar as PREOCUPAÇÕES QUE EXPLICITAMOS NA PETIÇÃO.

Por exemplo:

Transição Salarial – MS MANTÉM A PROPOSTA DE, NA TRANSIÇÃO PARA A NOVA CARREIRA, OS ENFERMEIROS MANTEREM O SEU ACTUAL SALÁRIO. O MS propõe que os Enfermeiros que tenham sido reposicionados na nova carreira abaixo do Nível 15 (Enf.ºs dos escalões 1 e 2 de Enfermeiro e 1 de Graduado) atinjam este Nível (15) nos dois anos subsequentes à data de entrada em vigor desta nova Carreira

Iremos a Lisboa e CONVIDAMOS todos os colegas que estejam interessados a comparecerem em frente ao Ministério para a entrega da Petição .

Fiquem com os Links da Notícia:

Jornal Correio da Manhã - “Dez mil querem discutir carreira
Diário Digital - “Dez mil Enfermeiros assinam petição online
Jornal Sol - “Dez mil Enfermeiros assinam petição online para concluir negociações da carreira
Jornal Correio do Minho - “Dez mil Enfermeiros assinam petição online para concluir negociações da carreira
Jornal Destak - “Dez mil Enfermeiros assinam petição online
Portal RCM Pharma - “Dez mil Enfermeiros assinam petição online para concluir negociações da carreira
Rádio Diana FM - “Dez mil Enfermeiros assinam petição sobre carreira profissional
Jornal i - “Dez mil Enfermeiros assinam petição online pelo fim da reestruturação da carreira

14 Julho 2009

Pedro Nunes desvaloriza a enfermagem...


fonte: TSF

"(...) o conceito de licenciado hoje com Bolonha, pode ser alguém que não conseguiu entrar para a Faculdade de Medicina e andou por uma Universidade privada, imagine para um politécnico para fazer Enfermagem, e ao fim de três anos tem um licenciatura, e depois as condições de acesso a Medicina para licenciados previligiarem, por exemplo, essa profissão, e essa pessoa que não conseguiu vaga para entrar, vai entrar e passar à frente de muitos colegas (...)"

Ouçam aqui as palavras do Bastonário

13 Julho 2009

Teste os seus conhecimentos - ECG


Que condição sugere o traçado electrocardiográfico?

12 Julho 2009

Vagas para enfermagem não correspondem à procura do mercado



fonte: http://www.abola.pt/

Vagas no Ensino Superior ascendem às 52 mil

Os candidatos ao Ensino Superior têm este ano mais 1.100 vagas – entre universidades e politécnicos, há 51.918 em 1.099 cursos. O número de lugares tende a aumentar todos os anos. Nos últimos cinco, foram criadas 5.245, o que representa um crescimento de 11 por cento. Se olharmos para 2008, o aumento é de 2,2 por cento. Nos politécnicos, para este ano, há 24.801 vagas. Nas universidades, o número de lugares é de 27.117.

Na globalidade das universidades públicas, existe apenas mais uma vaga para Medicina. Pelo contrário, as licenciaturas em Enfermagem na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e de Lisboa, com 320 e 300 vagas, fazem parte do lote em que a oferta à entrada do Ensino Superior não corresponde à procura do mercado de trabalho, à saída.
“Um desajuste entre formação e mercado de trabalho”, diz bastonária dos enfermeiros - RTP
É desta forma que a ordem dos enfermeiros avalia os números de vagas disponíveis no concurso de acesso ao ensino superior. Amanhã começa a primeira fase. Só em Coimbra e Lisboa estão disponíveis mais de 600 vagas. A bastonária Maria Augusta de Sousa diz que é um número excessivo. No “top-5” da lista dos cursos com mais vagas estão as licenciaturas em enfermagem.

[Agora não percebo... Então faltam enfermeiros ou não faltam... A bastonária sempre disse que faltavam... Ou será que só agora está a repensar que é o mercado de trabalho que dita a necessidade de enfermeiros e não os rácios da OCDE??? ]


Proposta para a Carreira de Enfermagem resultante das reuniões dos dias 9 e 10 de Julho.



fonte: Doutor Enfermeiro

Após as contra-propostas dos Sindicatos, o Ministério da Saúde (MS) comprometeu-se a apresentar um novo documento nas próximas reuniões, agendadas para o dia 22 de Julho (FENSE).

O resultado desta ronda negocial estão disponíveis do blog-acessório Doutor Enfermeiro Docs. O Projecto de Carreira para os Contratos de Trabalho em Funções Públicas está disponível para consulta aqui, e para os Enfermeiros dos Hospitais EPE e PPP aqui.(As progressões e transições continuam aquém das expectativas da justiça equitativa relativa a outros licenciados da Administração Pública)

As propostas para a Tabela Salarial podem também ser consultadas. A antiga proposta do MS aqui, a contra-proposta da CNESE (SEP + SERAM) aqui, contra-proposta da FENSE (SE + SIPE) aqui, e a última proposta do MS (10 de Julho) aqui.

Na última proposta da Tabela Salarial apenas se constata um discreto aumento do topo máximo da categoria de Enfermeiro (400 euros), mas a estrutura da tabela e a entrada inicial ainda não estão de acordo com as pretensões da classe de Enfermagem, nem consentâneas com a formação/grau académico.

11 Julho 2009

Discussão em AR da alteração dos estatutos da nossa Ordem

fonte: OE

O plenário da Assembleia da República procedeu hoje à discussão da proposta de Lei nº 268/X que procede à primeira alteração do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros.

A Ordem dos Enfermeiros (OE) esteve presente na pessoa da Bastonária e dos Vice-Presidentes do Conselho Directivo e um representante do Conselho de Enfermagem.

A proposta foi apresentada pelo Secretário de Estado da Saúde, em nome do Governo, e todos os Grupos parlamentares, à excepção dos Verdes, intervieram no debate.

É de realçar que, em todas as intervenções, foi feita uma referência positiva ao desenvolvimento da profissão e ao papel insubstituível dos enfermeiros para garantir aos cidadãos cuidados de Enfermagem e de saúde de qualidade.

Todos reconheceram que, a proposta ora em discussão procura responder aos novos desafios que se colocam à profissão, assim como dotar a OE de mecanismos adequados à evolução verificada.

Existe um claro apoio à proposta apresentada, tendo sido expressa a necessidade de terminar este processo em tempo útil nesta legislatura. Pelo que se deverá proceder, no quadro da discussão na especialidade, ao seu aprofundamento e aperfeiçoamento, até à sua votação final no próximo dia 23.

Com esta nova etapa a Ordem já solicitou audiência urgente, a todos os grupos parlamentares, para apresentação da sua posição sobre questões relacionadas com os contributos de responsáveis da área do ensino, nomeadamente dos Institutos Superiores Politécnicos e professores de Enfermagem, conforme pode ser verificado nos resultados da Apreciação Pública realizada e divulgados no Site da Assembleia da República.

Ronda negocial de 9/10 de Julho.



O Ministério da Saúde propôs a entrega de uma nova proposta baseada nas respectivas das estruturas sindicais (incluindo revisão salarial). .

A gripe A lançou a confusão para os lados do Ministério, pelo que a revisão das carreiras das várias classes profissionais tem experimentado sérias dificuldades de andamento.

Corre um boato que dá como certo o adiamento das negociações para Novembro. É falso.

Para já, os Enfermeiros aguardam nova proposta. Entretanto, dia 16 de Julho, será a entrega da petição assinada por mais de 10 mil Enfermeiros, que reivindicam uma nova carreira ao nível dos restantes licenciados da Administração Pública.

Proporcionalmente, foi uma das maiores petições levadas a cabo por uma classe profissional em Portugal.

10 Julho 2009

Os serviços de enfermagem escondem redes de conflitos...

fonte: Blog "Porque deixei de ser enfermeiro..."
por: Guilherme do Carmo

Em qualquer local de trabalho torna-se essencial um ambiente minimamente saudável. Num serviço de prestação de cuidados ao utente mais ainda se tornará, por razões evidentes. Com um ambiente cordial e harmonioso a eficiência será potencializada, assim como o atendimento e bem-estar do utente.

É sabido que o conflito é comum nas relações inter-pessoais, devido à complexidade das diversas situações com que diariamente nos deparamos, o que não é compreensível é o conflito criado sem sentido.

Enumeras foram as vezes que os enfermeiros desta equipa relataram no seu seio, como forma de descomprimir, situações lamentáveis e evitáveis, criadas nas tais relações inter-pessoais. Quase nunca estas situações, muitas vezes com graves contornos, são expostas a quem de direito, por receio de que o ambiente de trabalho se deteriore ainda mais, ou até porque as pessoas não se querem incomodar ainda mais.

Os enfermeiros encontram-se no meio de uma cadeia de classes, por conseguinte, estabelecem um maior volume de interacções profissionais. Consequentemente, são os que mais sentem a pressão do possível conflito, são os que mais o vivenciam e são os que mais sentem necessidade de uma intervenção exterior.

No nosso meio, a relação médico enfermeiro será indubitavelmente a mais decisiva, porém, lamentavelmente, é a que mais atritos gera. Não se pretende denunciar esta ou aquela situação lamentável, nem se pretende denunciar este ou aquele médico que tiveram atitudes infelizes. Pretende-se alertar as pessoas que têm a capacidade de mudar o rumo da situação, para evitar que estes episódios sejam frequentes e que evoluam para desfechos ainda mais infelizes, como por exemplo, possíveis agressões físicas, (como já aconteceu).

Os TAE... e as substituições no INEM


fonte: Doutor Enfermeiro

09 Julho 2009

Ordem dos Enfermeiros apoia reintrodução dos Auxiliares de Enfermagem em Portugal?


fonte: Blog Doutor Enfermeiro

Portugal é dos únicos países do mundo que detém uma classe de Enfermagem all-graduate, ou seja, só existe um classe de Enfermeiros (diplomados, no nosso caso licenciados). Não existe Auxiliares ou Técnicos de Enfermagem. Os mais novos não se recordam, outros talvez nem saibam, mas em tempos os auxiliares foram uma realidade, mas foram os seus cursos foram extintos há mais de 30 anos.


Conhecer a nossa história é importante para a contextualização...
"As antigas Auxiliares de Enfermagem, recorde-se que a sua criação, em Portugal, remonta a 1947, tendo sido então uma solução adhoc para suprir a falta de enfermeiros diplomados. Esta situação não é especificamente portuguesa, aconteceu na maioria dos países europeus." link

Durante os anos 50, torna-se cada vez mais difícil satisfazer a procura de Enfermeiros hospitalares. O problema agrava-se nos anos 60 quando as Escolas de Enfermagem foram integradas no ensino superior. As estudantes de Enfermagem passam a estagiar menos tempo nos hospitais e a dedicar-se mais aos livros e às aulas. A falta de pessoal de Enfermagem nos hospitais agudiza-se, o que leva à criação de curtos programas de formação para auxiliares de enfermagem. O número de Auxiliares de Enfermagem, com formação profissional, em breve será superior ao das registered nurses (RN)." link

"Em Portugal, entre 1965 e 1974, o número de auxiliares de enfermagem que se formavam anualmente era cinco vezes superior (cerca de mil) ao número de Enfermeiros com o curso geral (cerca de 200)." link

"A pressão sindical acentuou-se com a Revolução do 25 de Abril. de 1974. Numa conjuntura favorável às reivindicações igualitárias, o Curso de Auxiliares de Enfermagem acabou por ser extinto, tendo os Axiliares, com três anos de serviço no mínimo, sido promovidos ou integrados na carreira de Enfermagem (como enfermeiros de 3ª classe)." link

"Apesar dos problemas que a Enfermagem portuguesa continua a enfrentar, é inegável que o seu estatuto socio-profissional, nos últimos trinta anos, se aproximou do estatuto dos Médicos" link

Após várias décadas, a Ordem dos Enfermeiros (OE) anseia pela reintrodução dos Auxiliares de Enfermagem. Imensos países, entre eles o Reino Unido (com várias classes de Enfermagem), discutem precisamente neste momento as vantagens e desvantagens do retorno à Enfermagem all-graduate (link 1; link 2).

A OE não quer a sua reintrodução de forma voluntária (para já...), mas antes como consequência da flagrante e gritante ingenuidade, falta de inteligência e estratégia. Quando a OE não sabe o que diz (eu farto-me de ensinar - link 1; link 2; link 3; link 4; link 5; link 6; link 7; link 8; link 9), o remetimento ao silêncio é opção mais prudente. É que - parece que ainda não perceberam bem o alcance da estupidez - não se cansam de apregoar e mostrar bem patente que os náufragos se orientam melhor que os órgãos sociais da OE.

O jornal "i", resolveu noticiar algo que já tem barbas - um relatório da OCDE onde se constata que "Portugal está bem de médicos" mas que "faltam Enfermeiros". Antes de mais temos que saber o que comparamos e em que circunstâncias o fazemos. Se comparamos Portugal com o Reino Unido, por exemplo, então Portugal está bem de Médicos. Se a comparação tiver como alvo a Itália, então estamos mal de médicos. No Reino Unido os médicos escasseiam, em Itália abundam (desemprego).

No caso dos Enfermeiros, a comparação é ainda mais errónea (!), isto porque se compara Portugal (sem Auxiliares/Técnicos de Enfermagem) com a Europa (bem dotada de Auxiliares/Técnicos), onde o desemprego e abundância de Enfermeiros granjeia.

Ora se não podemos estabelecer uma comparação entre a alhos e bugalhos, também não podemos comparar rácios de países onde são contabilizados para os rácios Enfermeiros, Auxiliares/Técnicos, Health Care e Nurse Assistants, etc , e Portugal. É uma pura ilusão com uma realidade não extrapolável para o nosso país.
Se o relatório da OCDE sustenta que a média europeia de pessoal de Enfermagem é de 9.6/mil habitantes, em Portugal teríamos de empregar quase 100 mil Enfermeiros para atingir números semelhantes!

Se o subemprego começou quando atingimos a fasquia dos 45 mil e o desemprego emergiu aos 50 mil, como seria a conjuntura com 100 mil Enfermeiros no "mercado"?

A OE ao, sistematicamente, insistir em vivenciar este cenário irreal, está a estimular as mesmas políticas que os outros países encetaram, nomeadamente a reintrodução dos Auxiliares em Enfermagem.

Se com menos de 40 mil Enfermeiros no SNS, o Governo não querem reconhecer o nosso direito legal de auferir um salário semelhante aos licenciados da Administração Pública, o que dizer se fossemos 100 mil?


Não se esqueçam colegas, nos países onde a classe de Enfermagem é maior em termos numéricos, os seus membros são menos diferenciados e habilitados, pior remunerados e as suas condições de exercício profissional mais degradantes (nesta linha de raciocínio, os Auxiliares de Enfermagem são bem vindos - permitem que os Enfermeiros sejam mais bem remunerados; se dediquem à Enfermagem, delegando sob supervisão funções que não exijam destreza/conhecimento/capacidade técnica; impedem a banalização da profissão; orientem a sua prática para a complexidade, propiciando o desenvolvimento de novos campos de acção!).

Com um discurso monótono e desadequado como este, a OE vai convencer que a estratégia política não vai abonar a nosso favor... os os resultados estão à vista: os técnicos paralelos à Enfermagem surgem a um ritmo alucinante, deixando os Enfermeiros cada vez mais privados de emprego... Há cada vez mais Enfermeiros para cada vez menos vagas disponíveis!

03 Julho 2009

Queres ser solidário com o IPO



São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO a fazer tratamentos de quimioterapia.

Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se rapidamente. Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é apelidada de *Movimento Pijaminha* pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos!

As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos, meias, robes e fatos de treino. Para todos a vida não está fácil, mas dentro das possibilidades de cada um há sempre espaço para participar, comprando ou obtendo junto de amigos e familiares agasalhos que já não sirvam.

No ano passado foram entregues 76 pijamas e o IPO ficou muito satisfeito com esta dádiva. Este ano vamos repetir a façanha, e se possível ultrapassar este número. Se divulgarem já estão a ajudar!!!

02 Julho 2009

Maria Augusta no Concelho Directivo do ICN


fonte: Ordem dos Enfermeiros

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE), Enf.ª Maria Augusta Sousa, foi hoje, 30 de Junho, eleita para o Conselho Directivo do Conselho Internacional de Enfermeiros (International Council of Nurses – ICN). O anúncio do resultado das eleições foi feito na sessão de encerramento do Conselho de Representantes Nacionais (CNR) – a Assembleia-Geral do ICN – que decorreu nos últimos quatro dias em Durban, África do Sul.

A Enf.ª Maria Augusta Sousa entende que o ICN deve assumir a liderança na promoção da solidariedade e do mandato social da Enfermagem, apoiando as associações nacionais de enfermeiros e dando voz aos que não são ouvidos.

No mesmo escrutínio foi também escolhida a nova presidente da instituição, a Enf.ª Rosemary Bryant, da Austrália, até aqui 2ª vice-presidente, vencendo a Enf.ª Edith Allwood-Anderson, da Jamaica. Além disso, foram também eleitos os restantes membros para o Conselho Directivo do ICN.

Desta forma, o Conselho Directivo do ICN passa a ser composto por:
Presidente - Enf.ª Rosemary Bryant (Austrália)
Conselho Directivo – Enf.ª Elizabeth Oywer (Quénia), Enf.º Rudolph Cini (Malta), Enf.º Peter Požun (Eslovénia), Enf.ª Anna Karin Eklund (Suécia), Enf.ª Julita Sansoni (Itália), Enf.ª Maria Augusta Sousa (Portugal), Enf.ª Sylvia Denton (Reino Unido), Enf.ª Marlene Smadu (Canadá), Enf.º William Holzemer (Estados Unidos da América), Enf.ª Beatriz Carvallo Suarez (Colômbia), Enf.ª Maria Angela Elias Marroquin (El Salvador), Masako Kanai-Pak (Japão), Marion Guy (Nova Zelândia) e Teresa J. C. Yin (Taiwan).

O mandato dos novos órgãos sociais do ICN decorre entre 2009 e 2013, estando as próximas eleições marcadas para o CNR que irá decorrer em Maio desse ano em Melbourne, Austrália.

Em paralelo com o encerramento dos trabalhos do CNR decorreu o primeiro dia do 24º Congresso do ICN, o primeiro a realizar-se em África e que conta com mais de cinco mil delegados inscritos, cerca de 3330 oriundos do continente africano.

Um médico a fazer GREVE DE FOME EM DIRECTO


fonte: http://grevedefomeemdirecto.blogspot.com/

O médico Gilson João dos Santos Alves colega pede à Administração do Hospital de S. João, E.P.E. que o reintegre imediata e incondicionalmente o nas suas funções clínicas e reponha a legalidade; que ponha fim ao assédio psicológico, perpectrado unicamente para obrigar o funcionário a desistir dos seus projectos e abandonar o local de trabalho.

As atitudes do Hospital de S. João, E.P.E.. neste caso são inadmissíveis num estado democrático e de direito. Nenhum funcionário deve ser perseguido e afastado por manifestar as suas opiniões e por exigir horários dignos. Setenta e duas horas em 4 dias é inadmissível e, põe, acima de tudo, o doente em risco por motivos meramente económicos.

Assinem a petição de apoio que ele tem no seu blog.