30 Junho 2009

Novo modelo de gestão hospitalar mais eficiente que «Entidade Pública Empresarial»

Estudo da FMUP comprova urgência em implementar modernização do sistema

«Hospital Fundação Estatal» é o modelo proposto pelos especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) que defendem uma terceira vaga de reformas no sector hospitalar português. Um estudo promovido por Guilhermina Rego e Rui Nunes, professores da FMUP, demonstra que o novo modelo – um protótipo de gestão hospitalar aplicado com grande sucesso no Reino Unido, por exemplo – é mais eficiente do que o vigente (Entidade Pública Empresarial).

Assim, e com base na experiência internacional existente, os autores da pesquisa sugerem a implementação gradual desta nova proposta de gestão dos hospitais públicos em Portugal. O relatório final, que constará no site “www.sbem-fmup.org” a partir de hoje, será enviado ao Governo, à Comissão de Saúde da Assembleia da República, aos parceiros sociais e às associações de doentes e está aberto a discussão pública até ao final de Julho. Na opinião dos docentes trata-se de uma das principais reformas do sector da saúde que urge implementar para a modernização do sistema. “O Serviço Nacional de Saúde é uma importante conquista civilizacional mas necessita de uma profunda reforma conceptual e administrativa de modo a ser possível garantir a sua sustentabilidade económica e financeira”, pode ler-se no relatório.

De acordo com os especialistas, o “Hospital Fundação Estatal parece ser uma alternativa credível aos actuais modelos de gestão hospitalar, nomeadamente aos de Entidade Pública Empresarial e aos que se encontram integrados no Sector Público Administrativo, podendo mesmo configurar-se como uma evolução no plano organizacional do Sector Empresarial do Estado”.


Vantagens do novo modelo

As vantagens do modelo Hospital Fundação Estatal assentam, em primeiro lugar, na probabilidade de um “melhor desempenho económico e financeiro por parte deste tipo de hospital, dado que as regras e princípios de gestão característicos da iniciativa privada podem aqui ser plenamente desenvolvidos e aplicados, com evidentes ganhos de eficiência e de combate ao desperdício”.

No plano organizacional, “a superioridade deste empenho refere-se ao facto de que o Hospital Fundação Estatal permite uma participação acrescida da sociedade, de grupos representativos dos doentes e dos profissionais de saúde quer na gestão quer na definição das grandes linhas estratégicas do hospital”, refere o estudo.

Quanto à governação do Hospital Fundação Estatal, a proposta acautela também que os dinheiros públicos sejam empregues na procura da satisfação das necessidades dos cidadãos/contribuintes/utentes. A existência de um Conselho de Curadores – que define as grandes linhas de orientação estratégica do hospital – e de um Conselho de Administração – encarregue da sua gestão operacional – é o garante da existência de um sistema moderno de gestão em consonância com as mais modernas teorias da ‘Corporate governance’ (nomeadamente a estrutura dual), defendem os professores da FMUP.

O modelo fundacional propícia também a promoção de outros valores sociais, tal como o imperativo de prestação de contas à sociedade através da libertação pública dos indicadores de desempenho (public accountability) e corresponde a uma verdadeira descentralização administrativa, sendo este um imperativo para uma verdadeira reforma estrutural do Estado Social.

Mais moderno e sustentável Simultaneamente, os autores propõem a criação de uma Lei-Quadro das Fundações Públicas de Direito Privado onde seja harmonizado o seu estatuto; esteja previsto que os seus orçamentos sejam predominantemente alimentados por dinheiros públicos; se determine que os seus órgãos de gestão sejam, em parte, nomeados pelo poder político e em parte pela sociedade civil; e se regulamente os aspectos básicos do regime a que devem obedecer este tipo de fundações, qualquer que seja a sua área de actuação.

“Deste modo o Serviço Nacional de Saúde será no futuro mais moderno e mais sustentável, porque adopta um dos modelos mais evoluídos no plano da gestão hospitalar, com resultados comprovados no plano internacional e tem uma nova cultura na administração da saúde permitirá gerar ganhos de equidade e assim contribuir para a viabilidade futura do Modelo Social Europeu”, concluem.

Note-se que Portugal é um dos países da União Europeia que mais gasta com a saúde. Ainda assim, de acordo com Rui Nunes, “os problemas de sustentabilidade financeira mantêm-se e os índices de satisfação dos utentes e dos profissionais de saúde não atingem os níveis esperados”.

Médicos a dispensar genéricos nos consultórios?



fonte: DN Notícias

Os médicos querem dispensar medicamentos genéricos nos hospitais, consultórios e centros de saúde. link

Um contra golpe surpreendente e audacioso que deve ter deixado sem respiração o patriarca das farmácias. Que, por mais que puxe pela cachimónia, dificilmente encontrará forma de subir a parada. link

ANDAMOS A DORMIR - Criação dos paramédicos


A Anteph e o Stae não param de sonhar com a criação da carreira de paramédico. Têm feito o possível e o impossível enquanto determinadas pessoas andam a dormir.

- Plano de Estudos do Curso de Requalificação em Técnico de Emergência Pré-Hospitalar

- Proposta para a Carreira de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar

Analisem bem este plano de estudos.... O que tem feito a Ordem??? Caros colegas, analiso este problema com muita preocupação... Não adianta querermos apenas evitar que seja criada esta carreira... temos sim é que provar que ela não faz falta porque nós enfermeiros estamos cá e as nossas competências chegam para dar conta do caso...

Mas analisando a nossa dita "ciência", os nossos modelos holísticos, as especialidades generalistas, a falta de REPES com mais conteúdos funcionais práticos, chego à conclusão que temos que criar especialidades que mudem um pouco o paradigma geral da nossa profissão [senão teremos vários técnicozinhos que também vão querer ter as suas carreiras no futuro...]

29 Junho 2009

Fotos dos eventos disponíveis


Já estão disponíveis a fotos dos seguintes eventos:

- "3º Simpósio PPST", Portalegre, 20 de Junho;

- Congresso "O Doente Emergente", Vila do Conde, 27 e 28 de Maio.

Uma imagem... uma realidade escondida...


Quando olham para a imagem em que pensam??

Manual traduzido ajuda mães imigrantes a cuidar dos bebés


fonte:ALERT Life Sciences Computing, S.A.

A dificuldade de comunicação dos profissionais de saúde com as mães imigrantes foi o mote para o desenvolvimento do primeiro manual de saúde materna, traduzido em seis línguas.

Dirigido às mães imigrantes residentes em Portugal, “Como cuidar do seu bebé” é um manual pedagógico bilingue disponível em português e uma das seguintes línguas: francês, inglês, romeno, russo, chinês e ucraniano.

O livro foi apresentado na semana passada, em Lisboa, e será distribuído gratuitamente nos estabelecimentos de saúde de todo o país.

O manual, escrito pela pediatra Cândida Mendes em conjunto com quatro enfermeiras, pretende ensinar as mulheres sobre como cuidar do seu bebé, nomeadamente sobre como desinfectar o cordão umbilical, mudar a fralda, dar banho, amamentar, lidar com cólicas e quais são as manobras de desengasgamento.

O livro alerta ainda para a necessidade do “teste do pezinho”, realizado habitualmente nos Centros de Saúde nos primeiros dias do bebé. O manual será distribuído às mães já muito próximo do parto e nas maternidades do país, aos obstetras e pediatras, para que sejam distribuídos a todas as mães que entram nos serviços se saúde.

O projecto conta o apoio do Alto Comissariado da Saúde, do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, da Sociedade Portuguesa de Neonatologia e da Angelini Farmacêutica.

Desfibrilhadores podem ser utilizados por não-médicos



fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

As regras para a utilização por não-médicos dos aparelhos desfibrilhadores, usados para reanimação em caso de paragem cardíaca, e a sua disponibilidade em espaços públicos, como estádios ou centros comerciais, foram aprovadas na sexta-feira passada pelo governo.

No final da reunião do Conselho de Ministros, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, explicou à agência Lusa que o objectivo é "aumentar o uso" do desfibrilhador automático externo, tendo em conta que este aparelho só é útil se for usado rapidamente, nomeadamente em caso de paragem cárdio-respiratória.

"Pretende-se, desta forma, facultar o acesso generalizado a meios de socorro fundamentais para a diminuição de um considerável número de mortes evitáveis por eventos cardiovasculares", é afirmado no comunicado final da reunião do governo, ao qual a agência Lusa teve acesso.

Com esta aprovação, estão criadas as condições necessárias para que equipas "devidamente treinadas" de não-médicos possam usar o equipamento, apesar de a "supervisão médica continuar a ser indispensável".

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) será o responsável pela formação dos técnicos, sendo também a entidade com que se devem articular à distância, em caso de assistência, os utilizadores não-médicos do desfibrilhador. O INEM será também o responsável pelo licenciamento da utilização de desfibriladores, quer no âmbito do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) quer em locais de acesso público.

O SNS continua a degradar-se

fonte:Partido Comunista Português - Politica de Saúde
por: Cogitare em Saúde



Nos enfermeiros a carência deriva apenas da política de restrição de trabalhadores na administração pública, que para além de ajudar ao desemprego, deixa os serviços de saúde em difíceis condições para dar resposta à população.Considerando dados de produção da Administração Central dos Serviços de Saúde, podemos concluir que faltam nos hospitais portugueses, pelo menos 15 mil enfermeiros. Já nos centros de saúde e aplicando as regras da OMS, para que todos os portugueses tenham enfermeiro de família, serão precisos mais 5 mil enfermeiros. Faltam por isso no total 20 mil enfermeiros.

Os enfermeiros em falta em relação aos necessários são 35% em todo o SNS, 42% nos centros de saúde e 33% nos hospitais. E isto enquanto milhares de enfermeiros estão no desemprego e o Governo aposta na sua precariedade e na negação dos direitos mais elementares na sua carreira.

Outra das razões para a degradação do serviço às populações foi a política de concentração de serviços, com encerramentos baseados em razões economicistas e em falsos critérios técnicos, para favorecer a política da obsessão do défice. Assim aconteceu com inúmeras extensões de saúde, com serviços de atendimento permanente, com urgências hospitalares, com maternidades e blocos de partos. Em muitos sítios o serviço público foi substituído pelo privado, que passou a ser a única solução para as populações.

Incentivos para enfermeiros prometidos para Julho

fonte: JN

O Secretário de Estado da Saúde garante solução para prémios para enfermeiros e administrativos nas unidades de saúde familiar. E assegura que os utentes estão mais satisfeitos

A"Monitorização da satisfação dos utilizadores das unidades de saúde familiar" realizada pela Universidade de Coimbra concluiu que 73% dos utentes estão contentes.

Manuel Pizarro, fala em ganho em relação a estudos anteriores. E entrega a defesa da reforma dos cuidados primários à Organização Mundial da Saúde, cujo relatório mundial de 2008 "valoriza a experiência como um dos projectos mais interessantes no mundo". Em entrevista de balanço, deixa a promessa de que os incentivos financeiros aos enfermeiros e administrativos das USF de modelo B vão ser pagos em Julho. A satisfação global média dos utentes das USF está nos 73%.

28 Junho 2009

Revolução na Saúde Inglesa - Enfermeiros na Gestão

fonte: Blog The Witch Doctor
por Doutor enfermeiro

"We want to put Nurses in control"
- Gordon Brown, Primeiro Ministro Inglês -

"The Prime Minister’s Commission on the Future of Nursing and Midwifery explicitly aims to help put nurses in control of services and the direction of policy. It is a recognition of the government’s belief that nursing is the most ‘forward thinking’ group of healthcare professionals"

"Nurses can further improve safety, champion high quality patient care and give nurses and midwives more freedom to manage, commission and run their own services"

25 Junho 2009

Redução da Jornada para 30 horas/semana no Brasil

fonte: DCI - Comércio, Indústria & Serviços (Brasil)


A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, nesta quarta-feira (24), o Projeto de Lei 2295/00, do Senado, que reduz a carga de trabalho máxima dos enfermeiros de 40 para 30 horas semanais, com 6 horas diárias.

"Os enfermeiros executam tarefas cansativas, trabalham em plantões e, assim como outros profissionais da área de saúde, têm direito a jornada de trabalho reduzida." O exercício da enfermagem é extenuante e implica vários riscos para a saúde dos profissionais. A redução da carga horária significará redução do nível de estresse e resultará na melhoria e na humanização dos serviços prestados pela categoria"

O deputado André Zacharow (PMDB-PR) apresentou voto contrário ao projeto. Segundo ele, os hospitais privados terão custos maiores, que serão repassados para os pacientes. Ele afirmou que muitos enfermeiros vão usar a redução da jornada para ter dois empregos.

A saúde sob mira...

fonte: Jornal da Madeira
por: Gilberto Teixeira

As mudanças provocam sempre engulhos, porque mexem fatalmente com certos comodismos e interesses. Seja onde for e com qualquer pessoa. Mas desde que esta equipa da Saúde tomou posse, e nomeou novos responsáveis em várias áreas, o independente do outro lado da rua, lançou-se numa cruzada impiedosa contra as reformas que estão ocorrendo nos Hospitais, Centros de Saúde e outros departamentos.

Em busca do escândalo e da “desgraça” sindicalistas tiveram o desplante de caracterizar o nosso sistema de Saúde como tendo regredido 30 anos! Que meiguice! O desmentido por parte de quem sempre assumiu publicamente as suas responsabilidades na gestão da Saúde, não foi publicado na edição seguinte do independente, talvez por falta de espaço, mas aguardou um dia no congelador para ser amputado e não ser divulgado na íntegra. Critérios jornalísticos.

Neste jornal esse comunicado, foi publicado na íntegra e é para isso que servem os jornais. Dar notícias, que são verdadeiras, e não suspeitar, presumir e alarmar e depois “censurar” as respostas dos atingidos. Ainda que ninguém esteja isento de erros.Como o assunto não pegou, e os desenvolvimentos seguem uma eventual via litigiosa que é legítima e deve ser assumida como tal, passaram para outra fase, que é a dos enfermeiros e do descontentamento dos mesmos pelas decisões da Direcção Clínica. Outra novela que mete falta de pessoal de enfermagem aludindo a profissionais no desemprego.

Os argumentos são o que são e cada um sabe de si. Mas se há classe com emprego garantido, e nalguns casos, quanto a mim, muito bem, fazendo duplo emprego, é a dos enfermeiros. A Saúde é um bem público, requer respostas complexas e específicas e daí as controvérsias na organização da assistência médica.Só que chega a ser caricato discutir esta questão central, incitando profissionais à obstrução das melhorias do sistema, contestando sem aprofundamento das causas subjacentes às alterações e mudanças, que se verificam para favorecer uma melhor assistência médica aos que dela necessitam.

Porque não discutem com outro nível? E a outro nível? Porque motivo não reflectem na realidade da Saúde Regional em vez de politizar toda e qualquer medida que os novos responsáveis, através de estudo e ponderação resolvem tomar para bem de todos. Não é coincidência a mais, o PCP ter anunciado para esta semana dois projectos de Decretos Legislativos sobre consultas no dia, e cirurgias em três meses? Já compararam esse legítimo direito dos deputados comunistas, com o programa de Governo para a Saúde, referendado pelo povo e legitimado em eleições? Será isso possível sem subversão do sistema ou inversão de opções políticas?

Porque desacreditar na qualidade, competência e capacidade dos responsáveis pela Saúde se à boca pequena, oiço criticar os profissionais, sejam médicos ou enfermeiros, por vaguearem entre o público e o privado, preocupando-se com acessório e não com o essencial. E não acham que ofendem quem está em dedicação exclusiva, e trabalha como um ‘negro’ no tratamento dos doentes? Quantos agradecimentos públicos saem nos jornais a homenagear a classe médica e de enfermagem?

24 Junho 2009

Dez mil portugueses vão participar num estudo para avaliar a prevalência de fibrilhação

fonte: SIC

Dez mil portugueses vão participar num estudo epidemiológico, através de um electrocardiograma feito em casa, que irá avaliar a prevalência em Portugal da fibrilhação auricular, um dos mais importantes factores de risco para o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Promovido pelo Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC) e pela Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE), o estudo irá decorrer em 70 cidades de norte a sul do país, nos Açores e Madeira. Em declarações à agência Lusa, o presidente do IPRC disse que este será o primeiro grande estudo para analisar a incidência no país da fibrilhação auricular, a arritmia cardíaca mais comum, muitas vezes associada a uma diminuição da qualidade de vida, a um número substancial de hospitalizações e a um aumento de complicações cardiovasculares muitas vezes fatais, como é o caso dos AVC.

Dados do IPRC indicam que esta doença afecta cerca de cinco indivíduos em cada 1000, de ambos os sexos, incidência que aumenta com a idade. "Trata-se de um grave problema de saúde pública que actualmente afecta cerca de sete milhões de doentes nos Estados Unidos da América e Europa, e os especialistas esperam que este número duplique em 2050 devido ao aumento da população sénior", refere o IPRC. O presidente do IPRC, Daniel Bonhorst, adiantou à Lusa que a fibrilhação auricular "é uma das maiores preocupações dos cardiologistas", uma vez que "está comprovado que é um factor de risco para embolias cerebrais, uma das causas importantes do AVC, cuja prevalência é muito elevada em Portugal".

"Interessa-nos saber se a fibrilhação auricular poderá contribuir para essa elevada frequência", frisou Daniel Bonhorst, explicando que os estudos sobre esta matéria são "limitados e não permitem tirar conclusões". O estudo que irá fazer o levantamento desta situação em Portugal terá início segunda-feira, com a deslocação de técnicos de Saúde a várias casas onde os moradores, com idade igual ou superior a 40 anos, farão um electrocardiograma e responderão a um inquérito destinado a recolher dados demográficos, sócio-económicos, clínicos e terapêuticos.

Este trabalho de campo irá decorrer até Setembro e os resultados dos estudos deverão ser apresentados em Novembro, avançou o presidente do Instituto Português do Ritmo Cardíaco. Daniel Bonhorst acrescentou que o estudo abrangerá ainda consultas de cardiologia dos hospitais e centros de saúde, através de inquéritos a médicos. Os sintomas mais comuns da fibrilhação auricular incluem a sensação dos batimentos descoordenados do coração (palpitações) e a pulsação rápida e irregular, com períodos de aceleração e desaceleração do seu ritmo.

Os doentes podem também queixar-se de tonturas, sensação de desmaio, perda do conhecimento, dificuldade em respirar, cansaço, dor ou sensação de aperto no peito. A idade, obesidade, hipertensão, enfarte do miocárdio, a insuficiência cardíaca congestiva são alguns dos factores de risco para o aparecimento da fibrilhação auricular.

Opinião:
Quem reparou na reportagem que deu na TV, viu que os técnicos de saúde eram final técnicas de cardiopneumologia... Eu questiono... Haverá enfermeiros envolvidos?
Ou será isto um reflexo da real falta de conhecimentos dos enfermeiros na area da electrocardiografia??
Há quem defenda que a enfermagem não se desenvolve nestas áreas [diagnóstico]....??? Realmente não percebo...

23 Junho 2009

Enfermeiros dos Açores aderem a Petição Nacional

fonte: Correio dos Açores
enviado por: Enfº Pedro Miguel Machado (Forumenfermagem)

Ronda negocial de 18/19 de Junho.

fonte: Doutro Enfermeiro

Há a destacar a posição, cada vez mais próxima, do Ministério da Saúde às pretensões dos Enfermeiros.

Tenho constatado que muitos colegas estão impacientes. Ora, essa, é precisamente uma estratégia da tutela para desgastar os Enfermeiros.
Os desconhecedores dos trâmites inerentes aos processos negociais deviam saber que negociar algo tão complexo como uma carreira profissional, é moroso. Deviam saber que se perdem horas sem fim a discutir termos e enquadramentos legais, conceitos jurídicos, expressões redundantes, etc, para que seja possível a sua materialização. É um trabalho exigente e minucioso.

Talvez um dia, quando tiverem acesso às actas das reuniões dos Sindicatos com os negociadores do Ministério, possam concluir que, afinal, os colegas que nos representam na frente negocial se batem duramente por um propósito comum. Ao que parece, muitos colegas andam desiludidos com os Sindicatos.

Os Sindicatos e a classe em geral andam muito desiludidos com os colegas. Fazem-se manifestação e comparecem 5% da classe, Fazem-se petições e assinam 10%. Pergunta-se o que é o Modelo de Desenvolvimento Profissional, poucos sabem.... Pergunta-se como decorrem as negociações, poucos sabem... e no fim, sindicalizados, não sindicalizados, manifestantes de sofá e espectadores desatentos querem é ganhar mais...Alguém tem que despender do seu tempo e dinheiro para preparar e divulgar petições.
Alguém tem que despender do seu tempo e dinheiro para se manifestar pela classe.
Alguém tem que despender do seu tempo e dinheiro para opinar no seio das Assembleias de Enfermagem.
Alguém tem que despender do seu tempo e dinheiro para lutar pelas nossas convicções.
Alguém que não despendeu do seu tempo ou dinheiro... exige que tudo lhes seja entregue numa bandeja de prata, pronto a consumir, sem que tenha escorrido uma gota de sacrifício.
Temos de ser mais participativos e activos...


A curiosidade máxima de grande parte dos Enfermeiros versa relativamente aos salários, acredito. Apesar de ser uma parte sem dúvida importantíssima - talvez a mais importante, admito! - da nossa futura carreira, não é a única. Ainda assim, e como temos sido tão prejudicados ao longos dos anos neste âmbito, deixem-me afirmar que acredito convictamente que, no fim, ser-nos-à reconhecido todo o nosso direito no que concerne a esta questão (e não só...).

Por isso estimadíssimos colegas, quase aposto que, no cortar da meta, a vitória será nossa. É que os argumentos do Ministério da Saúde esgotam-se de reunião para reunião...

14 Junho 2009

Reordenamento Hospitalar da Área Metropolitana do Porto

O Programa do XVII Governo prevê a necessidade de reinstituir o planeamento dos recursos hospitalares, em especial nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, organizando de forma estratégica a renovação do parque hospitalar e a reconversão de instituições.

Para quem é do NORTE isto é muito importante, pois tratam-se de locais de trabalho, ou não...aberturas...fechos...etc....

Necessidades de cuidados hospitalares e mobilidades na Área M. do Porto em discussão pública

http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/GRP/Reordenamento%20Hospitalar%20da%20%C3%81rea%20Metropolitana%20do%20Porto

13 Junho 2009

Ordem dos Enfermeiros refuta autoria de petição

fonte: OE
por: A Bastonária - Enf.ª Maria Augusta Sousa

Ordem dos Enfermeiros refuta autoria de petição mas congratula-se com a iniciativa tomada por grupo de enfermeiros

Perante a publicação, a 12 de Junho, de uma notícia no «Diário de Notícias» onde a Ordem dos Enfermeiros (OE) é identificada como sendo a autora de uma petição online de apoio à alteração estatutária da OE, vimos por este meio esclarecer os membros que a Ordem dos Enfermeiros não é autora nem tão pouco promoveu a realização de uma petição de apoio à alteração estatutária.

Contudo, a OE congratula -se com a iniciativa dos colegas sigantários desta petição, até porque considera que a existência e a divulgação da mesma motiva todos os enfermeiros a participarem no processo de discussão pública empreendido pela Assembleia da República.

11 Junho 2009

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Mais de 2 milhões de visitas aos trabalhos... Ajudem esta comunidade a crescer ainda mais... E obrigado pelo vosso apoio...

Só sabem que estamos de greve porque tenho um autocolante

fonte: anónimo

"Concordo com as greves estratégicas, onde a nossa ausência encerre serviços e os números que tanto gostam sejam postos em causa, pelas pessoas que mais contribuem, no silêncio, para a qualidade desses números.

Concordo e para isso retirem do meu salário os dias de greve que faço no meu local de trabalho, serviço de urgência, onde só sabem que estamos de greve porque tenho um autocolante na farda. Penso que já chega de tanta humilhação."

INEM quer pagar metade do salário

fonte: CM

Enfermeiros não aceitam proposta e ameaçam sair

Algumas dezenas de enfermeiros que trabalham nos quatro Centros de Orientação dos Doentes Urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) não aceitam a proposta apresentada, no final de Maio, pela direcção da instituição para continuarem a exercer as mesmas funções mas recebendo quase metade do valor que lhes é pago por hora.

A maioria dos profissionais diz não concordar com a proposta e admite sair se não for feita uma contraproposta. A instituição alega ao CM que ainda não foi feita nenhuma proposta.
Ao que o CM apurou junto de algumas fontes, a intenção do INEM afecta dezenas de enfermeiros de acompanhamento e a maioria admite sair.

Estes enfermeiros de acompanhamento não pertencem aos quadros, sendo pagos como prestadores de serviços (recibo verde), e asseguram turnos de 24 horas.
Os enfermeiros de acompanhamento têm formação em suporte avançado de vida e de Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).

Compete a estes profissionais atender os meios de socorro que estão no terreno e validar os protocolos de actuação, ou seja, perante dúvidas dos tripulantes das ambulâncias no socorro, são estes enfermeiros que dão as indicações clínicas e terapêuticas para administrar à vítima ou ao doente. Não atendem o público através da linha de emergência nacional, 112.

"A direcção do INEM propôs--nos colectar numa empresa de trabalho e receberíamos quase metade do valor que nos pagam agora. Claro que não aceitamos", dizem as fontes.
Acusam a direcção de "má gestão" ao querer colocar nos lugares vagos os enfermeiros das ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), "com menos formação na emergência pré-hospitalar e a receber em horas extras". "Querem reduzir despesa mas vão pagar muito mais", consideram.

PÔR COBRO ÀS HORAS EXTRAS QUE SÃO ILEGAIS
A direcção do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tomou a decisão, em Fevereiro, de reduzir os custos com o pessoal, determinando a redução do pagamento das horas extras. No documento a que o CM teve acesso, a direcção assume, inclusive, ter conhecimento de procedimentos "incorrectos, quando não ilegais", assumindo ser necessário pôr-lhes termo. Referia--se ao pagamento de horas extras aos delegados regionais que, por lei, enquanto dirigentes e/ou responsáveis pelas delegações regionais, não têm direito a auferir qualquer remuneração por horas extraordinárias. O INEM reconheceu que a maior "escalada de horas extras era a que se verificava no grupo profissional dos médicos". A direcção admitiu esse pagamento apenas em casos de acréscimo de trabalho e a não justificação de admissões.

O futuro da saúde passa por um SNS forte e competitivo

fonte: NY Times
http://www.nytimes.com/2009/06/10/us/politics/10health.html?_r=1&ref=health

Os Estados Unidos da América concluiram que é essencial reinvestir no sistema de saúde público de forma a que este possa voltar a competir com o privado. O governo de Obama pretende desenvolver este Serviço Nacional de Saúde recorrendo ao apoio de instituições privadas que financiem grande parte do investimento.

A resistência das seguradoras tem dificultado o trabalho, mas o projecto tem sido delineado e faz-nos refletir sobre o futuro dos cuidados de saúde públicos em Portugal.

O país mais desenvolvido do mundo concluiu que o futuro da saúde passa por um sistema de saúde público forte e competitivo. Pelo contrário, no nosso país potenciamos a privatização pensando que isso nos levará a algum benefício... Que pouca visão têm os nossos ministros da saúde...

10 Junho 2009

Petição de apoio à iniciativa de Alteração Estatutos Ordem dos Enfermeiros

fonte: Cogitare em saúde

Como sabem, temos sido defensores entusiásticos do Modelo de Desenvolvimento Profissional preconizado pela Ordem. E este é o momento em que se debatem argumentos, e há muito ruído e contra-informação sobre esta iniciativa politico-profissional, pois estamos num período de discussão pública irá permitir o enquadramento legal adequado para o MDP.

Para quem quiser consultar o documento da alteração estatutária, e dar o seu contributo para a discussão pode ir directamente ao site da Assembleia da República Clique AQUI (LINK). O Período de discussão pública termina SEXTA-FEIRA 12 DE JUNHO.
É fundamental expressarmos o nosso apoio individual ou em nome das nossas associações profissionais, pois OS QUE SÃO CONTRA JÁ FIZERAM CHEGAR AO PARLAMENTO A SUA POSIÇÃO.

Por isso e face a recentes rumores e pressões de alguns sectores, não conseguimos ficar impávidos e serenos e permitir que a vontade de SECTORES MINORITÁRIOS em Enfermagem, determinem o futuro da maioria, por isso o COGITARE associa-se a esta iniciativa:
Petição de Apoio à iniciativa de Alteração Estatutos Ordem dos Enfermeiros (LINK) .

Pedíamos aos autores de blogs e sites de Enfermagem e a todos os nossos Leitores que divulguem esta Petição e que assinem a mesma, tal como nós!

Porque acreditamos que o internato em Enfermagem pode ser já uma realidade em 2010 nós já assinamos.

09 Junho 2009

Responde a este Questionário: Especialidades de Enfermagem

Reforma do CSP: Reunião da OE com Manuel Pizarro

fonte: Ordem dos Enfermeiros

A Enf.ª Maria Augusta de Sousa, Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, e o Enf.º Manuel Oliveira, Presidente do Conselho Directivo Regional da Secção Regional do Centro e Membro do Conselho Directivo, estiveram reunidos na manhã de 8 de Junho com o Dr. Manuel Pizarro, Secretário de Estado da Saúde.

Neste encontro previamente agendado com o governante, os representantes da Ordem dos Enfermeiros (OE) puderam expressar, mais uma vez, as suas preocupações relativamente a diversos aspectos da reforma dos Cuidados de Saúde Primários. A recente constituição dos ACES (Agrupamentos de Centros de Saúde) foi um dos temas em debate. A fase de candidaturas para as Unidades de Cuidados na Comunidade foi outro dos aspectos versados.

Apresentamos aqui o memorando elaborado pela OE e entregue pessoalmente ao Secretário de Estado da Saúde.

Durante a reunião, o Dr. Manuel Pizarro mostrou-se atento à informação que lhe foi sendo transmitida pelos representantes da OE, afirmando no final que vai analisar algumas das recomendações formuladas e que em breve dará conhecimento, à Ordem dos Enfermeiros, das conclusões e decisões inerentes a essa análise.

06 Junho 2009

Chega de Palhaçadas

fonte: Enfermeirooenfermo
http://enfermeirooenfermo.blogspot.com/

Realmente chegámos ao ponto de não retorno, se por um lado reconhecem-nos como licenciados,por outro estão prontos para nos fazerem a folha das mais diversas maneiras desde o dinheirinho correspondente ao nosso trabalho não chegar no valor devido,os contratados a serem menosprezados em diversas instituições transferidos de serviço em serviço de acordo com as lacunas de Enfermeiros que vão saindo(reformados,baixas psiquiátricas,...) tal e qual um servente de pedreiro que sabe fazer cimento em qualquer obra que trabalhe.

Brincam connosco às agendas, marcações de reuniões e mais reuniões, sem efeito prático ou satisfatório para nós (Apróxima lá para...15 ou... 16 de de junho (talvez durante um cafézinho à porta da assembleia da república,só para descontrair).

CHEGA estou farto de ser gozado. Temos que tomar posições mais duras(greves estratégicas em B.O.,em consultas, em Centros de Saúde,INEM, Call Centers).E com apoio real dos sindicatos(porque não assumirem o pagamento aos colegas desses dias necessários de paralização-Façam levantamentos precisos de quantos existem em condições de provocar incómodo ao governo, de fazer parar a saúde programada neste país.

Gosto de ir ao circo mas não façam de mim palhaço,porque posso virar fera e depois...Um abraço colegas.

Conflito nos HUC pode fazer paralisar Faculdade de Medicina de Coimbra

fonte: Público
enviada por: Enfº Paulo Beleza

Professores catedráticos lutam contra reestruturação
Conflito nos HUC pode fazer paralisar Faculdade de Medicina de Coimbra

O clima de conflito entre o Conselho de Administração (CA) dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) e os professores da Faculdade de Medicina regentes de cadeiras clínicas atingiu esta noite o auge, com estes últimos a ameaçarem suspender a actividade lectiva e os exames, na universidade, a partir da próxima segunda-feira.

Afastados dos respectivos cargos no âmbito da passagem dos HUC a Entidade Pública Empresarial, os professores decidiram, esta noite, tomar uma posição de força. E amanhã apresentam a proposta de suspender aulas e exames ao plenário do Conselho Científico da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), adiantou ao PÚBLICO Carlos Oliveira, presidente da Assembleia de Representantes desta instituição de ensino.

“Não existe uma obrigação jurídica, mas uma forte tradição, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, de respeito pela hierarquia universitária, em defesa dos interesses dos estudantes e do ensino da Medicina”, sublinhou Carlos Oliveira. Como exemplo da "falta de condições para os professores exercerem as suas tarefas", aquele médico aponta o facto de um professor que simultaneamente não seja director de serviço estar impedido de autorizar que alunos da faculdade assistam a consultas ou a cirurgias no hospital.

O descontentamento dos médicos – que nas duas últimas semanas se tem manifestado através de demissões e de pedidos de reforma antecipada – prende-se com alterações que estão a ser introduzidas na organização do hospital na sequência da homologação do Regulamento Interno dos HUC, EPE. E que, entre outros aspectos, acabou com os departamentos, que agrupavam serviços com afinidades clínicas, e criou um nível intermédio de gestão, as Áreas de Gestão Integrada (AGI). Também desagradaram àqueles profissionais a não recondução de directores de serviço; a substituição, naqueles cargos, de professores universitários por médicos da carreira geral; e a forma como todos tomaram conhecimento das alterações: através do boletim da direcção.

“Uma reestruturação sem lógica e racionalidade”Carlos Oliveira, o presidente da Assembleia de Representantes da FMUC, foi um dos primeiros a demitir-se dos cargos de presidente da Comissão Oncológica e de director do Gabinete de Apoio à Investigação dos HUC. Uma atitude de protesto face ao que diz ser “a completa falta de lógica e de racionalidade” da reestruturação, visível, aponta, no facto de “na nova estrutura a Radioterapia não estar agrupada com a Oncologia Médica, mas sim com a Radiologia e as Análises Clínicas”. Não foi o único a bater com a porta.

Carlos Mesquita, director do Serviço de Urgência dos HUC (que não pertence à FMUC) recusou assumir qualquer cargo de chefia, com críticas à alegada falta de critérios na reestruturação. E Agostinho Almeida Santos, ex-director do agora extinto Departamento de Medicina Materno-Fetal, Genética e Reprodução Humana, pondera, mesmo, pedir a aposentação.“Deve haver uma gestão criteriosa dos serviços de saúde – no departamento que eu dirigia, por exemplo, havia um centro de responsabilidade para a gestão cujo objectivo era precisamente esse.

Mas um hospital não pode ser gerido exactamente como uma empresa: aqui os lucros são a qualidade da assistência, os frutos da investigação e a excelência da formação dos futuros médicos”, apontou Almeida Santos, em declarações ao PÚBLICO.“Objectivo é afastar massa crítica”Abel Nascimento, que acaba de ser eleito presidente da Sociedade Internacional da Cirurgia Nervosa Periférica, não aceita ser reconduzido no cargo de director do Serviço de Ortopedia e faz questão de sublinhar que “nunca aceitaria participar na destruição dos HUC”.

Por isso, avisa, pondera “abandonar o hospital”. Especialista em microcirurgia – e responsável pela introdução, na Europa, de várias técnicas inovadoras naquela área – diz não ter dúvidas de que “a forma como o processo tem sido conduzido visa afastar a massa crítica, os que se opõem às medidas que conduzem à degradação do hospital”.“Quer um exemplo? Temos aqui um serviço altamente diferenciado: fazemos cirurgia nervosa, tumoral, de reimplantação, de salvamento de membros; preparávamo-nos, agora, para fazer a primeira implantação de mãos de cadáver numa pessoa que perdeu as suas próprias mãos num acidente…

E qual é a posição do CA? Há dois anos que tenta destruir este serviço”, acusa o especialista. “Inclusivamente”, denuncia, “recusando condições para reduzir a lista de espera para cirurgias, com o argumento assumido de que ‘é mais barato mandar os doentes serem operados lá fora’”. O reputado cirurgião Manuel Antunes, que viu ser extinto o Centro de Cirurgia Cardiotorácica e diminuída a sua autonomia na gestão de recursos financeiros e humanos conseguiu, depois de ser noticiada a sua eventual demissão, fazer recuar o CA.

Ainda assim, faz “questão de manifestar solidariedade para com os colegas” e apelar “ao bom senso de ambas as partes”. “Aconteça o que acontecer, ninguém ganha uma guerra destas. Quando ela se verifica já todos perdemos”, afirmou, ao PÚBLICO.Todos os médicos contactados negam com veemência que na origem da sua indignação esteja a perda de regalias.

“Quer saber quanto perco com esta reestruturação? Duzentos euros!”, assegurou Carlos Oliveira. Para além de trabalhar nos HUC e na FMUC, a maior parte destes profissionais faz, ainda, clínica privada. O PÚBLICO tem tentado, até agora sem êxito, obter declarações do presidente do Conselho de Administração dos HUC, Fernando Regateiro.

05 Junho 2009

Tabelas Salariais propostas para a Carreira de Enfermagem




03 Junho 2009

Agora um Enfermeiro Director é "subalterno" do Director Clínico?




fonte: Doutor Enfermeiro


Alguns colegas da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) enviaram um e-mail ao Doutor Enfermeiro a questionar como poderia ser isto.

Não pode simplesmente. Independentemente do contexto que levou à emissão desta circular, o que vem lá escrito é grave e ilegal.

Alguém (Director Clínico) anda com as questões hierárquicas um pouco baralhadas... é que a estrutura hierárquica dos Enfermeiros... só contempla Enfermeiros. Por isso mesmo é que existe um Enfermeiro Director e um Director Clínico.

02 Junho 2009

Especialidades(generalidades) de Enfermagem???

por: Enfº Fábio Gonçalves

Para conhecimento geral decidimos divulgar como estão previstas as especialidades de enfermagem em outros países, nem que seja só para uma comparação com a nossa realidade.

No Brasil
1. Obstetrícia
2. Trabalho
3. Hemodinâmica
4. Educação Continuada
5. Dermatologia
6. Traumato-ortopedia
7. Unidade de Esterilização
8. Psiquiátrica
9. Saúde Mental
10. Cardiovascular
11. Endoscopia
12. Home-Care
13. Oftalmologia
14. Oncologia
15. Centro-Cirúrgico
16. Estomaterapia
17. Nefrologia
18. Auditoria
19. Unidade de Tratamento Intensivo
20. Gerenciamento
21. Nutrição Parenteral
22. Terapias Naturais
23. Neonatologia
24. Pediatria
25. Ginecologia
26. Saúde de Família
27. Saúde Coletiva
28. Gerontologia e geriatria
29. Endocrinologia
30. Aero-espacial
31. Informática
32. Diagnóstico por Imagem
33. Emergência
34. Clínica Cirúrgica
35. Clínica Médica
36. Atendimento Pré-Hospitalar
37. Infecção Hospitalar

Nos Estados Unidos
1.Advanced practice nursing
2.Behavioral health nursing
3.Burn nursing
4.Camp nursing
5.Cardiac nursing
6.Cardiac catheter laboratory nursing
7.Case management
8.Certified Managed Care Nurse
9.Clinical nurse specialist
10.Clinical research nurse
11.Community health nursing
12.Correctional nursing
13.Critical care nursing
14.Developmental disabilities nursing
15.District nursing
16.Emergency nursing
17.Environmental Health nursing
18.Flight nursing
19.Forensic nursing
20.Gastroenterology nursing
21.Genetics nursing
22.Geriatric nursing
23.Health visiting
24.Hematology oncology nursing
25.HIV/AIDS nursing
26. Home health nursing
27.Hospice nursing
28.Hyperbaric Oxygen Therapy Nursing
29.Intavenous therapy nursing
30.Infectious disease nursing
31.Legal nursing
32.Legal Nurse Investigator
33.Maternal-child nursing
34.Matron
35.Medical-surgical nursing
36.Military and uniformed services nursing
37.Neonatal nursing
38.Neuro-surgical nursing
39.Nurse anesthetist
40.Nurse-midwife
41.Nurse practitioner
42.Nursing educator
43.Nursing informatics
44.Nursing management
45.Obstetrics gynecology nursing
46.Occupational health nursing
47.Oncology nursing
48.Operating room nursing
49.Orthopaedic nursing
50.Ostomy nursing
51.Pain management and palliative care nursing
52.Pediatric nursing
53.Perianesthesia nursing
54.Perioperative nursing
55.Plastic and reconstructive surgical nursing
56.Private duty nursing
57.Psychiatric or mental health nursing
58.Public health
59.Pulmonary nursing
60.Quality improvement
61.Radiology nursing
62.Rehabilitation nursing
63.Renal dialysis nursing
64.Renal nursing
65.Research
66.School nursing
67.Sub-acute nursing
68.Substance abuse nursing
69.Surgical Nursing
70.Telenursing
71.Telemetry nursing
72.Telephone triage nursing
73.Transplantation nursing
74.Trauma nursing
75.Travel nursing
76.Urology nursing
77.Utilization management
78.Wound care

Inglaterra
1.Anesthesia
2.Case Management
3.Comunity Health
4.Correctional
5.Critical Care
6.Dental
7.Developmental Disability
8.Diabetes
9.Domiciliary
10.Emergency
11.Evidenced Based
12.Flight
13.Forensic
14.Geriatrics
15.Informatics
16.Legal Nurse Consultant~
17.Management
18.Midwifery
19.Military
20.Neonatal
21.Nephrology, Dialysis & Transplant
22.Neuroscience
23.Nursing Assistants
24.Obstetrics/Ginecology
25.Occupational Health
26.Oncology
27.Orthopedic
28.Paediatrics
29.Palliative Care
30.Perioperative
31.Practitioners
32.Prescribing
33.Psychiatric
34.Rehabilitation
35.Research
36.Respiratory
37.School Nursing
38.Telephone Triage
39.Transplantation
40.Veterinary
41.Wound Care

Em Portugal Ver link (OE)

1.Saúde Materna,Obstétrica e Ginecológica
2.Saúde da Criança e do Jovem
3.Saúde do Adulto
4.Saúde do Idoso
5.Saúde Mental
6.Pessoa em Situação Crítica
7.Reabilitação
8.Saúde Familiar
9.Saúde Pública

Gostava de reflectissem e dessem a vossa opinião. Acham que esta remodelação das especialidades em Portugal vem beneficiar alguma coisa?? Tudo se torna genérico da mesma forma... na minha opinião isto é brincar com conceitos...

Até percebo a vontade em tentar articular o modelo conceptual da enfermagem pelas necessidades mas este caminho, na minha modesta opinião, não nos vais levar a lado nenhum.

Penso que uma especialidade deve ser orientada para a prática/especificidade dos serviços e não para a teoria. Ser especialista nasce de uma prática em determindo serviço. Por exemplo, se trabalho no bloco operatório os meus conhecimentos são totalmente diferentes de alguém que trabalha na urgência. Mas em termos de especialidade seria a mesma. O que define que esses dois profissionais são realmente especialistas a cuidar de doentes críticos se o tipo de utentes é bem diferente??
A prática e visão emergencista não tem nada a ver com a prática e visão perioperatória mas continuamos a dizer que temos dois especialistas. Especialistas em QUÊ???

Talvez esta visão generalista das especialidades venha da cabeça de pessoas que acham que a enfermagem vive de conhecimentos básicos que se podem transpor nas várias áreas de intervenção. Existem aspectos que se transpõe: o psico-social. Mas outros exigem muita competência e conhecimentos: o bio e a técnica. Até podemos generalizar a estruturação das especialidades na vertente psico-social mas se corremos o risco de as generalizar na vertente bio e técnica estamos a permitir e perpetuar a mediocridade científica de uma classe.
Se os enfermeiros Portugueses conseguem articular em menos de dez especialidades os conhecimentos que muitos países articulam em mais de 30 então somos mesmo muito bons...

E deixo mais uma questão no ar: Porque razão existem tantas associações de enfermagem? (urgência, operatória, urologia, saude mental, cuidados intensivos, geriátrica, pré-hospitalar...). Talvez por que acham (e acham muito bem) que os conhecimentos científicos que defendem são muito especificos... Por isso não generalizem...



Mas esta é apenas a minha modesta opinião... Gostava de um feedback dos leitores... Até pode ser que mude de ideias....Até gostava que alguém conseguisse mudar a foma como penso esta temática...

O Cirurgião que defendeu os enfermeiros fez a administração recuar

fonte: Público
por:Maria João Lopes

Administração hospitalar recua
Cirurgião Manuel Antunes mantém-se à frente do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos HUC


O conselho de administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) anunciou hoje que o cirurgião Manuel Antunes vai continuar à frente do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos HUC, mantendo “autonomia” na gestão da equipa que lidera.

O anúncio surge depois de, na semana passada, o cirurgião ter admitido abandonar o cargo, caso o conselho de administração reduzisse o horário semanal de 42 para 35 horas dos enfermeiros e técnicos de saúde da equipa do centro. Em causa estava uma proposta da administração, que decorre da passagem do hospital a entidade pública empresarial (EPE) e que deverá ser aplicada em todo o hospital.

Trata-se de uma medida que prevê a redução do número de horas de trabalho por semana de enfermeiros e outros técnicos de saúde e a contratação de outros profissionais para compensar.O cirurgião sempre alegou que o centro que dirige tem um regime jurídico próprio e exigia que os funcionários que coordena trabalhassem 40 horas por semana. “O conselho de administração entende que consegue estabelecer poupanças ao retirar as sete horas a cada um, a cada funcionário e enfermeiro, e convertê-las em novos contratos de trabalho de outros enfermeiros. Quer trocar qualidade e experiência por falta de qualidade e falta de experiência, sobretudo experiência, já que a qualidade virá depois com a experiência, naturalmente.

Ora bem, eu não aceito tal facto”, garantiu na altura.Hoje, depois de uma reunião com Manuel Antunes, o presidente do conselho de administração dos HUC, Fernando Regateiro, anunciou, através de uma nota enviada à imprensa, que o cirurgião vai manter, como director do centro, “as necessárias competências” e “autonomia” no que respeita “à gestão dos recursos humanos”. Fernando Regateiro teve “em consideração a especificidade” do Centro e “as manifestas vantagens de uma gestão com o máximo de autonomia e responsabilidade que são apanágio dos HUC, EPE, e de um Centro de Responsabilidade Integrado”.

01 Junho 2009

OE recomenda os seguintes sites sobre H1N1

fonte: Ordem dos Enfermeiros

A propósito da nova estirpe de vírus de Gripe H1N1, a Ordem dos Enfermeiros vem recomendar ao enfermeiros a consulta de informação sobre esta matéria, que se encontra em actualização permanente e que pode ser acompanhada nos seguintes sites:

http://www.dgs.pt

http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html

http://www.icn.ch/swine_flu.htm

http://www.cdc.gov/swineflu/guidance/

http://www.ebscohost.com/dynamed/h1n1/