31 Maio 2009

Globos de Ouro - O mais doente

Cuidados paliativos: Sugerida especialização nos centros de saúde

fonte: Correio da Manhã


Enfermeiros Oncológicos sem meios

O diagnóstico está traçado há algum tempo: os doentes oncológicos vão ser cada vez mais e vão viver até mais tarde. Em consequência, os cuidados paliativos serão cada vez mais importantes. Mas serão os hospitais a dar resposta prioritária a esta realidade? Para a Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa (AEOP), a resposta é negativa. Os profissionais de saúde devem acompanhar os pacientes em casa e colocar o centro dos tratamentos na rede familiar.

No entanto, os meios instalados no terreno são ainda muito rudimentares. "Temos muito que trabalhar nesse campo e os recursos são diminutos. O trabalho com doentes oncológicos requer uma grande humanização e o espaço familiar é privilegiado", disse ao CM Jorge Freitas, presidente da AEOP, abordando um dos temas centrais da discussão da segunda reunião nacional que se realizou recentemente em Vila Nova de Gaia. "Este é um dos maiores desafios da classe", acrescentou.

A ideia é partilhada pela enfermeira Lília Castro, há muitos anos a trabalhar no IPO Porto e com larga experiência em trabalho domiciliário. "São necessárias equipas multidisciplinares que façam o acompanhamento em casa dos doentes. É fundamental ir até às pessoas e mostrar-lhes como é que se faz o curativo, como se vira uma pessoa na cama e como se ministra uma injecção. São coisas que é preciso fazer com o familiar", explicou.

A enfermeira recordou uma história que demonstra o estado precário deste processo. "Um dos nossos doentes tinha a mulher a trabalhar fora e eram os dois filhos, de 11 e seis anos, que cuidavam dele. O mais velho não ia muitas vezes à escola para estar com o pai, que tinha medo de estar sozinho. Não havendo solução na comunidade, acabou internado."

O IPO tem apenas uma equipa que acompanha as famílias em casa. "Ainda vamos muito ao domicílio, mas a ideia é formar os enfermeiros dos centros de saúde que podem descentralizar o serviço", referiu a enfermeira.

Outra questão a melhorar é a especialização de enfermeiros oncológicos. "Existem nos IPO e nas unidades hospitalares com serviços oncológicos, mas faltam ao nível dos centros de saúde, onde é preciso apostar", acrescentou Lília Castro. Para Jorge Freitas, a especificidade da função assim o exige. "Pela necessidade de conhecimento das técnicas, bem como pela constante alteração das drogas a ministrar."

LIGAÇÃO ENTRE SERVIÇOS
Porque nem todos os doentes oncológicos têm um IPO ou um hospital à porta de casa, é fundamental que a rede de cuidados se estenda, como tem acontecido, aos centros de saúde. É aí que o tratamento dos doentes pode ser mais alargado e efectivo. Mas para tal é preciso que a rede funcione.

"A partilha de informação é fundamental e para isso os doentes deviam ter através dos sistemas informáticos uma ficha única. Só assim seria possível", disse Jorge Freitas.

30 Maio 2009

Sobre a Reunião pela carreira de Enfermagem de dia 26 de Maio !!!

fonte: Cogitare em saúde

A reunião de dia 26 de Maio serviu para alinhar agulhas com o Ministério da Saúde faltando ainda um outro Ministério o das Finanças ! Foi agendada uma reunião de dia 2 de Junho a reunião que irá (espero) esclarecer muitas das duvidas que se levantaram em Lisboa!

E vários eram os temas em debate que desde já enumeramos e tentaremos desenvolver as ideias mais importantes de cada um deles:
- Modelo de Desenvolvimento Profissional
- Avaliação e Desempenho
- Grelhas Salariais
- Progressão dos Enfermeiros Especialistas
- INEM

- Enfermeiros a trabalharem no Privado.
- USF

Modelo de Desenvolvimento Profissional
Como todos sabem em breve iremos ter aprovado (assim a maioria dos Enfermeiros o espera) esta nova forma de formar enfermeiros em Portugal. O Governo já se comprometeu que este Internato seria pago. No entanto é preciso que na negociação da carreira esteja presente que estes internatos ( e internos em Enfermagem) NÃO SUBSTITUEM um Enfermeiro.

Exemplo se 2 Enfermeiros fazem noite terão que ser esses mesmos 2 mais o interno e não um só enfermeiro (tutor) e o interno! Acho que até aqui todos concordam…
A Aguardar nova Reunião de dia 2 de Junho!

Avaliação de Desempenho
Agendou-se nova reunião para dia 2 de Junho, para discutir o que de facto é possível avaliar em Enfermagem. Todos concordam que não somos responsáveis pelo número de doentes que se operam numa cirurgia, no entanto este tipo de pensamento do Ministério é preciso esclarecer e desmantelar, pois vigora em alguns dos responsáveis em Saúde em Portugal!


Grelhas Salariais e Progressão dos Enfermeiros Especialistas
Ora isto é o Cerne da questão e foi amplamente discutido as várias opções de grelha para os Enfermeiros, sendo que esta negociação para que se entenda a complexidade de tudo isto depende sempre de dois Ministérios (Finanças e Saúde).

As horas avançavam e muitos minutos foram perdidos a discutir qual seria a melhor transição na carreira para os colegas, e qual seria o mais justo ordenado em inicio de carreira , sendo que se ponderou várias propostas de inicio de carreira desde os 1201 (proposta do Ministério da Saúde) e os 1510 euros que tal como outras profissões (Professores por exemplo) os enfermeiros pretendem. Tudo isto depende de futuras Reuniões ainda e não podemos nos esquecer que o que será conseguido foi fruto de todo um esforço dos Enfermeiros e isso é notório!

Pois afinal de contas o que nos distingue dos demais Licenciados em Portugal, nada !!!
No que se refere às transições na carreira , todos sabemos que quando há transições para uma nova carreira isso implica sempre injustiças, mas nunca poderemos passar para uma nova carreira e ganhar o mesmo que actualmente. A transição na carreira de Enfermagem foi também amplamente debatido, ou seja qual a melhor forma de os enfermeiros fazerem a transição. Pois o ordenado de inicio de carreira é superior a muito ao actual o que implica que muitos Enfermeiros com anos de experiência seriam equiparados a recem formados e nunca conseguiriam o topo da carreira , simplesmente porque os anos de profissão assimo impedem!

Mais uma vez será nesta nova ronda negocial dia 2 de Junho que se irá discutir o que não ficou claro na ultima reunião de dia 26 de Maio. Parece ser uma realidade que a discussão da carreira atravessa agora uma fase fulcral onde tudo começa a ficar delineado e decisivo. Esperemos decisões do Ministério!


INEM…
Vários foram os intervenientes e os casos … No que se refere ao INEM recordo para quem não sabe que este organismo tem sobrevivido com Enfermeiros requisitados, em em trabalho parcial! Ora isto levantou por alguns colegas perguntas. Sendo a mais pertinente e enquadrada à luz da actual legislação O que pode acontecer ” ao meu lugar na instituição anterior (Quadro da função publica)”!

Ora para quem não sabe as vagas da instituição são revistas anualmente o que pode implicar que alguns destes colegas passem a uma realidade de um quadro de mobilidade especial!!!

Mas a problemática do Inem não se fica por aqui pois com a entrada da Lei 12 de 2008 o cenário de acumulações fica também em risco pois para acumular funções (como muitos colegas o fazem) tem que ter a aprovação do Hospital onde exercem. Em suma a realidade do Inem e a entrada da Lei 12 A de 2008 veio colocar muitos colegas na ilegalidade ou precariedade sendo necessária uma resposta e um acordo!


Enfermeiros a trabalharem no Privado..
Não podemos ser inocentes ao pensarmos que os Grupos Privados não estão atentos à nossa negociação da Carreira e pois pelo contrário estes ainda exercem pressão para que a grelha remuneratória dos Enfermeiros não suba !

Foram discutidos casos reais e grelhas particulares que alguns grupos privados oferecem aos Enfermeiros , havendo mesmo Enfermeiros que trabalham à tarefa !! Pensem nisto e denunciem aos Sindicatos e Ordem!
Soube para angustia minha que os ordenados no Norte são cerca de 40 % mais baixos que no Resto do País !
E mesmo assim ainda há docentes que estão contra a regulação da Profissão com o Modelo de Desenvolvimento Profissional ! Não dá para compreender!


USF
É preciso que os Enfermeiros que trabalhm nas USF e não tenham ganho os incentivos a que tinham direito denunciem este facto ao Sindicato e Ordem dos Enfermeiros !Em suma após reunião com dirigentes, delegados activistas e enfermeiros, foram escutadas sugestões sobre qual o caminho a seguir em futuras negociações! Esperemos pois estas alterações!

28 Maio 2009

Relativamente ao curso "Gestos Básicos de Enfermagem"

Lembram-se do curso de Gestos Básicos em Enfermagem para farmacêuticos? link

Demos conhecimento à OE e recebemos uma resposta:

"No seguimento do seu e-mail recepcionado nos nossos serviços no passado dia 18 de Maio de 2009, cumpre-me em nome da Sra. Bastonária, informar que a Ordem já fez chegar à senhora Ministra da Saúde dossier sobre a matéria que nos relatou.

Neste momento aguardamos resposta da Senhora Ministra enquanto decorrem os procedimentos legais que fizemos instaurar às instituições competentes."

Aguardamos o final da história... [provavelmente a Srª Ministra vai arquivar o dossier na gaveta...]

Um médico e defender enfermeiros...

fonte: TSF

Director de Centro de Cirurgia ameaça com demissão

O director do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais Universitários de Coimbra ameaça demitir-se. Manuel Antunes está contra a redução do horário de trabalho que a administração quer fazer a 75 enfermeiros e técnicos de saúde da unidade. O director do Centro de Cirurgia que mais transplantes ao coração faz em todo o país ameaça deixar o cargo em resposta à possibilidade de redução do horário de trabalho de 75 enfermeiros e técnicos de saúde nos Hospitais Universitários de Coimbra.

O cirurgião Manuel Antunes não concorda com esta medida que acarreta a substituição destes profissionais por outros de salário mais baixo, uma medida que este cirurgião classifica de «economicista» e na qual não se revê.

«Disse-lhes que não consigo gerir o serviço desta maneira e que se persistem nesta sua política teriam de encontrar outro director de serviço. Não me vou embora como cirurgião, continuarei a tratar doentes. O que não posso é dirigir um serviço desta envergadura dentro do esquema que propõem», acrescentou.

O Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais Universitários de Coimbra faz cerca de 1700 cirurgias por ano, um número que se reduzirá em muito caso a administração desta estabelecimento hospitalar concretize a medida que pretende colocar em prática.

[É de valorizar a posição deste médico. Quantos enfermeiros chefes e supervisores existem que se impõe desta forma às administrações?? ...]

Ronda Negocial de 26 de Maio

fonte: Doutor Enfermeiro

"Começamos por uma breve explicação do que se está a negociar e com quem.Como é do domínio público, este governo substituiu a CONCERTAÇÃO social pela CRISPAÇÃO social de que os funcionários públicos são exemplo cabal, nos quais se incluem os Enfermeiros, que não fogem à regra.

“Através da Lei 27/02, de 8 Nov. iniciou-se um processo de reforma da gestão hospitalar mediante o aprofundamento das formas de natureza empresarial e de gestão de recursos humanos……em finais de 2005, a transformação das unidades de saúde em entidades públicas empresariais (EPE)
No que concerne aos recursos humanos, tem revelado ser linha condutora dos regimes do sector empresarial do Estado, fazer aplicar aos respectivos trabalhadores o Código do Trabalho. Na presente legislatura, iniciou-se a reforma da Administração Pública (dizem eles), estabelecendo a Lei nº 12-A/2008 de 27 de Fevereiro novos regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações (VCR) dos trabalhadores que exercem funções públicas (mas já não são funcionários nem agentes), prevendo, em particular, a revisão dos regimes dos corpos ou carreiras especiais.”

Ora os Enfermeiros são um desses corpos especiais e a sua carreira é de regime especial. “No âmbito da reformulação do regime de carreiras da Administração Pública, criou-se um patamar de referência para as carreiras dos profissionais de saúde nos EPE,s do SNS, pelo que adquire, neste contexto, particular importância a intenção de se replicar o modelo no sector empresarial do Estado (EPE,s).“….torna-se imperativo alterar, em conformidade, o regime de pessoal dos hospitais EPE no domínio do SNS para todos os profissionais de saúde. Esta alteração não condiciona a aplicação do Código do Trabalho, nem a liberdade de negociação reconhecida às partes no âmbito da contratação colectiva.

Foram observados os procedimentos decorrentes dos artigos 469º e seguintes do Código do Trabalho, aprovado pela Lei 7/2009 de 12 de Fevereiro”.O escrito em itálico e “” é um breve extracto do preâmbulo do que estivemos a discutirem 26 de Maio.

Portanto, estávamos a negociar a carreira especial para um corpo especial, o da Enfermagem e foi preciso inflectir para a aplicação dessa carreira, replicando-a, (….pelo que adquire, neste contexto, particular importância, a intenção de replicar o modelo no sector empresarial do Estado), nos EPE,s, porque os legisladores, que temos,escreveram esta enormidade na Lei nº 12-A/2008: “….A presente lei não é aplicável às entidades públicas empresariais….” Lembrem-se, a propósito, do que temos dito dos gestores, que temos e do gerencialismo.

Foi desse projecto que estivemos a falar ontem, 26 de Maio. Este projecto implica alterações nos DL 233/2005 (cria as EPE,s); no DL 50-B/07 (criaa ULSNA); no DL 183/08 (opções de contrato de trabalho nas ULS).

Ao alterar alguns artigos inclui outros diferentes. Foi da redacção deste que estivemos a tratar. Correndo o risco de sermos maçadores com esta explicação é fundamental saberem do que estamos a falar para não se interrogarem, com eventual legitimidade: “que andam estes malandrecos a fazer…?”.

Estávamos, pois a negociar a carreira especial, para a Enfermagem e derivamos para uma réplica desta, para os Enfermeiros das EPE,s. Claro está que se podia perguntar: não seria mais fácil criar um Decreto com um só artigo que dissesse, por exemplo: é aplicável esta carreira às EPE,s, já que a AR e quem lhe meteu na mão a Lei 12-A (o Governo) se deram ao luxo, aparentemente inexplicável, de excluir as EPE,s do (VCR).
Como já se viu, este Governo tem de inventar conflitos onde não existem nem deviam existir. Mas a estamos nós à altura de o entender e enfrentar. Não é fácil, mas também não é muito difícil, nem muito menos, impossível. Demora um pouco mais, mas diz o Povo; “depressa e bem há pouco quem…”. Este outro projecto continha matérias que já tinham sido negociadas, como os deveres gerais, que excluímos e dissemos porquê (Há a lei 58/08 – Estatuto disciplinar em funções públicas e há o código deontológico da OE).
Voltou a aparecer e temos de rebatê-lo, pois quanto a disciplina, já basta sermos castigados duas vezes pela mesma infracção como tem acontecido com a aplicação simultânea do estatuto disciplinar e código deontológico da OE, que é uma singularidade da nossa Ordem, apesar de, na altura da sua criação, termos chamado a atenção para esta duplicação. Mantendo mais deveres gerais, agora nas EPE,s, seria uma triplicação.

Explicar estes quês e porquês demora, mas é um ponto crucial para banir os intimidadores de Enfermeiros, que não são poucos.

Diziam-nos os nossos interlocutores que é a Lei 12-A/08 que os impõe e nos replicamos: para quem não tem isso. Mas os Enfermeiros já têm a sua conta de deveres,que não é pequena.Depois, a Lei 27/02 diz no seu artigo 10º - e) “Articulação das funções essenciais da prestação de cuidados e de gestão de recursos em torno dos directores de departamento e de serviço, sendo-lhes reconhecido, sem prejuízo das competências dos órgãos de administração, autonomia na organização do trabalho e os correspondentes poderes de direcção e disciplinar sobre todo o pessoal que integra o seu departamento ou serviço, independentemente da sua carreira ou categoria profissional, com a salvaguarda das competências técnica e cientifica atribuídas por lei a cada profissão” (sublinhado nosso)Duas questões a reter:

1. O Director do Departamento ou Serviço, pode não ser Médico, nem Enfermeiro;
2. Ao não ser nem uma coisa nem outra coisa, sendo estranho a estas duas categorias profissionais (médicos e/ou enfermeiros), tem de lhes respeitar as competências próprias, que não se subsumam na famigerada gestão dos gerentes.

Mas o projecto em análise fala duma organização do trabalho, nomeadamente em equipa, que atribui à profissão Médica, um certo grau de influência e predominância sobre a Enfermagem, que a lei não permite nem aconselha, senão vejamos estas duas questões, mais duas:
1. Os “princípios enformadores” das carreiras com regime especial para corpos especiais são os mesmos tanto para Médicos como para Enfermeiros;
2. Uns são licenciados em Medicina, outros são licenciados em Enfermagem, logo com capacidade própria de gerirem as suas competências técnica e científica. O projecto está cheio de vazios para a profissão Enfermeiro, enquanto se dedica exaustivamente a articular a profissão Médico, submergindo as competências técnica e científica dos Enfermeiros, que a lei não permite. Cada “macaco” no seu galho, como diz o Povo, que sabe porquê, e nós ouvimo-lo.

Exigimos igualdade de princípios no articulado relativo aos Enfermeiros, pois também há igualdade nos princípios enformadores e, temo-lo dito, mais uma vez, recorrendo à sabedoria popular, “de homem para homem, não vai força de boi”. Não há êxitos médicos, sem os respectivos êxitos de enfermeiros. Não queremos ver os enfermeiros transformados em coisas de enchimento, como se de utensílios de tratasse. Têm competências únicas que a lei respeita e que não podem ser sonegadas por uma qualquer diploma subreptício. É que o gestor, pensem connosco, pode não ser médico nem enfermeiro, logo tem de haver igualdade de tratamento à partida, para não haver desvios à chegada.

Discutir vias de admissão, trabalhos em e das equipas, qualificações profissionais, com títulos à mistura e formação, em regime de internato, à espera de definição, para o lado da Enfermagem, que não devem ser, nem são pretexto para fazer a lei manca e, não tendo nada contra os mancos ou quem os mancou, não podemos continuar a ser vítimas de leis mancas, porque parecem uma coisa e são outra. Porque se espera por mais um modelo, que tarda, porque se atrasou…

Fazer tudo isto, sem desfalecimento, porque é uma paixão serena, pela Enfermagem, a que nos move, não é fácil nem rápido. Como gostaríamos de dar respostas mais rápidas aos vossos legítimos anseios, caros colegas. Todavia estamos a construir um futuro digno de todos vós e isso requer muito sacrifício de todos, porque é um trabalho atento, dado o seu incomensurável valor. A comissão negociadora, temos de dizê-lo sinceramente, faz um esforço notório para entender as nossas exigências, que, de certo modo, são inéditas, porque reclamam igualdade de tratamento, onde outros pretendem criar diferenças e diferentes.Não é difícil imaginar, neste contexto, a série de pormenores, mas que se poderiam transformar em gigantes futuros, que temos de limar, rumo à tal igualdade, que a lei consagra, apesar de não ser um primor…

Foi de tudo isto que nos ocupámos dia 26 de Maio. Pode não dar nas vistas esta laboriosa acção, mas foi dela que dependerá o carácter da profissão, no seu desabrochar: aquilo a que a gíria classifica de autonomia profissional.

Também exigimos que se adeque o conteúdo funcional aos licenciados em Enfermagem que deve traduzir o tal carácter profissional autónomo, excluído termos como: coordenação, colaboração, participação, assessoria, entre muitos outros, escondendo a essência da Enfermagem, enquanto ente profissional próprio. Exigimos, ainda, que não se deve confundir uma carreira com regulamentos internos de instituição EPE ou ULS ou…

Com o limar destas arestas, não tão inofensivas e inocentes, para os desígnios da Enfermagem, como prece serem, chegamos à tabela salarial, onde o Governo vai ter de puxar os cordões à bolsa, pois não vai ser fácil, em tempo de crise de valores, falar do nosso justo salário. É um assunto que se vai aprofundar, na próxima reunião, marcada para 2 de Junho.

Os números propostos pelo Governo são o reflexo de todo o articulado que vimos a discutir, ou seja; os Enfermeiros são licenciados em Enfermagem, mas não são licenciados. A tabela reflecte esse pensamento PARADOXAL que temos de desmontar, porque a Enfermagem existe e é uma “ciência” tão ou mais humana do que as que se dizem “ciências humanas”. Não é?! Convém não se esquecerem que temos a negociação da carreira, propriamente dita e as ramificações para as EPE,s ou outras. Este Governo tem tendência para as complicações, que gera e as inerentes; nós temos desimplificá-las, sem banalizarmos as problemáticas em negociação, como é o caso das nossas carreiras.

Saber esperar, sem desmobilizar, é a nossa recomendação!"

23 Maio 2009

Enfermeiros têm razão!

fonte: Jornal Avante

A luta dos enfermeiros portugueses que, na véspera do debate, haviam cumprido um dia de greve e realizado a sua maior manifestação de sempre, com mais de cinco mil na rua, foi também chamada por Jerónimo de Sousa para primeiro plano do debate com o primeiro-ministro.«Estão descontentes e têm razão. O Governo prometeu e depois não cumpriu», asseverou o líder comunista, não escondendo a sua preocupação pelo facto de o Governo adoptar uma postura idêntica à que levou ao processo de desestabilização na educação, com o estatuto da carreira docente, por razões economicistas.

«É justo que se negue aos enfermeiros a possibilidade de atingir o mesmo nível remuneratório dos restantes licenciados da administração pública?», inquiriu, dirigindo-se a Sócrates, antes de deixar um desafio: «Não acha que é chegada a hora de não provocar mais desestabilização, particularmente no que se refere aos direitos dos trabalhadores e, neste caso concreto, aos direitos dos enfermeiros?»

O primeiro-ministro, desvalorizando a acção dos enfermeiros – «já cá faltava: a maior manifestação de sempre», ironizou, em tom jocoso, dizendo ainda que nestes quatro anos já ouvira a mesma expressão «várias vezes» - afirmou que o processo negocial com os sindicatos «está em marcha».

E acrescentou de modo categórico que «não é pelo facto de estarmos no final da legislatura e aproximarem-se eleições que o Governo vai passar a ser simpático, pondo em causa aquilo que são as suas obrigações na defesa do interesse geral». Afirmou ter o «maior gosto em discutir com os enfermeiros as suas carreiras» mas, para si, legítimas formas de luta como a greve ou a manifestação são vistas como uma «pressão dos grupos profissionais», expressão que utilizou e associou a sinónimo de «interesses corporativos», garantindo por isso que a eles o Governo «não cederá».

Jerónimo, na contra réplica, afirmou não ter culpa que o Governo «seja recordista das manifestações contra a sua política». E lembrou que o PCP tem grande influência social, mas não tem a responsabilidade toda». «Admita isso», exigiu. O dirigente comunista afirmou ainda que não queria um «governo bonzinho», mas um «governo justo em relação aos enfermeiros e a outros sectores».E desafiou Sócrates a explicar como é que se explica que um enfermeiro tenha de levar 45 anos para chegar ao topo da carreira. «Acha isto socialmente justo?», indagou.

[Sócrates não teve resposta... Será que ficou a pensar no assunto???]

22 Maio 2009

Já estão disponíveis as Fotos dos Eventos

Já estão disponíveis as fotos

- Fórum de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, Lousada, organizado pela Sevenprof;

- Encontro Nacional de Enfermagem de Cardiologia, Espinho, organizado pela FSE;

Visitem a Homepage

H. S. João arquiva processo disciplinar a enfermeiro

fonte: Público

O Conselho de Administração do Hospital de S. João (Porto) anunciou hoje que decidiu arquivar o processo disciplinar ao enfermeiro que escreveu ao Presidente da República... link

Avaliação globalmente positiva dos hospitais do SNS

fonte: Público

Utentes fazem avaliação globalmente positiva dos hospitais do SNS

Os utentes dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) estão globalmente satisfeitos com os serviços prestados, mas valorizam mais os internamentos do que as consultas externas e o atendimento nas urgências, revela um inquérito encomendado pelo Ministério da Saúde.

O tempo de espera e a alimentação nos internamentos são os factores mais desvalorizados.Estas são as principais conclusões de um inquérito de "avaliação da qualidade apercebida e da satisfação dos utentes" daqueles hospitais e naquelas três valências em 2008. O estudo foi realizado para o Ministério da Saúde pelo Instituto Superior de Estatística e Gestão da Informação da Universidade Nova de Lisboa, em cuja Reitoria foi hoje apresentado. O inquérito abrangeu utentes com idades entre 15 e 75 anos que frequentaram uma consulta externa, utilizaram um serviço de urgência ou estiveram internados em hospitais que funcionam com gestão de tipo empresarial (os chamados EPE-Entidades Públicas Empresariais) e nos que continuam a funcionar com as regras do sector público (hospitais SPA-Sector Público Administrativo) no primeiro trimestre de 2008.

Das 14 variáveis analisadas - imagem, processo de admissão, instalações, médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, exames e tratamentos, visitas, alimentação, processo de alta, qualidade global, reclamações, satisfação e lealdade - os utentes mostram maior satisfação com as relativas ao desempenho dos médicos e enfermeiros, mas fazem apreciações positivas em todas. A menor satisfação vai para as reclamações (nas três valências), o tempo de espera (nas consultas externas e nas urgências) e a alimentação (nos internamentos).

Quanto ao grau de satisfação, os internamentos têm a preferência (82,6 por cento nos hospitais EPE e 81,5 por cento nos do SPA), seguidos das consultas externas (77,2 por cento e 76,6 por cento) e das urgências (68,8 por cento e 67,1 por cento). Relativamente às urgências, os utentes valorizam mais os enfermeiros (82,7 por cento e 81,1 por cento), seguidos dos médicos (78,3 por cento e 76,8 por cento), e menos as reclamações (56,7 por cento e 56,6 por cento) e o tempo de espera (63,8 por cento e 63,5 por cento). No que se refere às consultas externas, o maior grau de satisfação dos utentes vai para os médicos (87,9 por cento e 87,4 por cento) e os enfermeiros (86,9 por cento e 87,2 por cento), sendo o mais baixo para as reclamações (64,7 por cento e 63,2 por cento) e o tempo de espera (69,8 por cento e 68,8 por cento).

A apreciação feita dos internamentos coloca no topo e quase a par os médicos (88,8 por cento e 87,9 por cento) e os enfermeiros (88,4 por cento e 88 por cento), e nos níveis mais baixos as reclamações (70,1 por cento e 68,4 por cento) e a alimentação (73 por cento e 73,4 por cento).

Para a ministra da Saúde, Ana Jorge, presente na abertura da sessão, a importância do que os utentes sentem da forma como são tratados nem sempre corresponde à qualidade dos serviços prestados do ponto de vista técnico, mas devem ser tomados em conta pelos profissionais.

[os resultados não lhe agradaram...??? A colocar em segundo plano o humanismo nos cuidados. Será que quer desvalorizar o trabalho de alguém???]

Assim, e apesar de sublinhar que se trata de dados subjectivos, a ministra considera "importantíssimo" para quem gere as instituições de saúde ter também essa percepção para aferir e adequar as suas respostas. "Os utentes têm cada vez mais capacidade de apreciar e avaliar os serviços, e os seus contributos devem ser ouvidos, mesmo que possamos dizer que não têm razão", afirmou. A amostra envolveu 22 653 de um total de 1 737 766 utentes e o trabalho de campo decorreu entre Julho e Outubro de 2008, baseado em entrevista telefónicas, tendo sido estudados 33 hospitais EPE e 30 SPA de Portugal continental.

Guidelines - Higienização das Mãos em cuidados de Saúde

fonte: OMS

A OMS lançou as últimas Guidelines relativamente à Higiene das Mãos dos Prestadores de Cuidados de Saúde: "Um cuidado limpo é um cuidado seguro..."
Visualizem o documento aqui

21 Maio 2009

Apresentação de Projecto - Inovaenfermagem

A Ordem dos Enfermeiros, em conjunto com o ICN – International Council of Nurses, promove em Portugal o Curso “Liderança para a Mudança” cuja 2ª Edição teve inicio no passado mês de Fevereiro de 2008.

Com uma metodologia baseada no trabalho de projecto esta iniciativa pretende promover a imagem dos Enfermeiros como líderes e gestores efectivos num ambiente de saúde em constante mudança.

Este programa é estruturado num espaço de dois anos, durante os quais, um grupo desenvolve, implementa e avalia um projecto na área da enfermagem.

O grupo que efectua este contacto é composto por vários Enfermeiros de todo o país (num total de 6) e pretende desenvolver um projecto, intitulado INOVAENFERMAGEM que permita a criação de uma Rede de Conhecimento suportada num Portal online dedicado à área da Inovação e Liderança em Enfermagem.

Este projecto é um projecto inovador na área da saúde em Portugal com potencial de crescimento a nível nacional e ligação a redes internacionais dedicadas a esta temática.

Além de pretender reunir num local de acesso universal a informação e o conhecimento sobre a temática que aborda, pretende ser ainda um espaço de encontro e partilha de experiências e de iniciativas de enfermeiros e profissionais de saúde, num projecto liderado por enfermeiros.

enfermagemPT congratula-se pelo reconhecimento e interesse deste grupo no nosso trabalho e na nossa revista. Desta forma foi estabelecida uma parceria que visa:
1) partilha de conhecimento ao nível de divulgação recíproca de actividades bem como partilha de conteúdos
2) organização conjunta de iniciativas científicas.

Visitem o site em http://www.inovaenfermagem.net/

19 Maio 2009

Enfermagem é a profissão do futuro, diz especialista

fonte: http://diariodeiguape.com
por: Enfª Lore

Na mudança de conceitos da Enfermagem, está a inclusão da família como participante do processo de recuperação do paciente, o valor do saber técnico científico, a adoção de indicadores de qualidade; a preocupação com qualidade, a busca pela excelência no atendimento e atualização constante do conhecimento.

Apaixonada pela área da saúde, Lore define a Enfermagem como a profissão do futuro pela enorme responsabilidade em cuidar de outro ser humano. “Temos que vibrar pelo que fazemos e gostar profundamente da responsabilidade que assumimos com a sociedade. Não é favor trabalhar bem. É obrigação“, ensinou. Segundo sua experiência, é justamente o trabalho da Enfermagem que define o ritmo de desenvolvimento de um hospital:” Um hospital só cresce se mantém uma boa enfermagem. Se não for boa, não há crescimento”.

Segundo ela, a Enfermagem faz parte da lista de profissões essenciais e insubstituíveis: “ Uma sociedade não pode existir sem esses profissionais médicos e enfermeiros”, explicou. Ela abordou também a responsabilidade e a dimensão humana desse trabalho: “A responsabilidade é grande e gratificante. Ninguém pode perder a noção da importância que é cuidar de um outro ser humano”, afirmou.

Aqui fica um apelo: enviem esta mensagem aos administradores e gestores dos hospitais. Pode ser que repensem a necessidade de valorizarem mais as equipas de enfermagem.

18 Maio 2009

"Diploma" em - " Gestos Básicos de Enfermagem " para farmacêuticos

fonte: Blog Neuro Enfermeiro
por: Enfº Mário

Os trabalhadores das farmácias vão ter direito a "Diploma" pela formação em - " Gestos Básicos de Enfermagem " ??

Foi enviado este email para a ordem no sentido de serem tomadas medidas. Aguardamos uma resposta.

Carta a Cavaco dá processo disciplinar a Enfermeiro

fonte: Público
retirado do Blog Doutor Enfermeiro

"A Administração do Hospital de S. João instaurou um processo disciplinar a um enfermeiro tendo em vista "despedimento com justa causa" por ter escrito uma carta ao Presidente da República na qual se queixava de "perseguição por parte das chefias". .O Enfermeiro em causa incompatibilizou-se com a directora do Serviço de Otorrinolaringologia e foi transferido para outro serviço quando se encontrava em pleno gozo de férias. Na carta, o enfermeiro denunciou "estar a ser vítima de injustiça, perseguição e discriminação" e aproveitou para fazer algumas considerações sobre o funcionamento do serviço em que trabalhava, questionando a actuação da respectiva directora. Alguns dias depois, a carta serviu de pretexto para a administração do hospital decidir a abertura de "um processo disciplinar contra o enfermeiro tendo em vista o seu despedimento com justa causa", invocando para isso a natureza difamatória da missiva. (...) O PÚBLICO tentou obter um comentário da Administração, mas a Assessora de Imprensa informou que o hospital não pretendia fazer qualquer declaração sobre o caso. Também o Enfermeiro se recusou a comentar o caso.

A Administração do Hospital de S. João considerou que o conteúdo da carta é difamatório e, por isso, avançou com a instauração de um processo disciplinar com vista a despedimento"! link
Para que não tenha reparado (ou não repare), estamos perante uma sinédoque (link)! Este "Enfermeiro" não é apenas um colega, mas simboliza uma classe. Representa a censura, a conjuntura persecutória, a política subalternista e anti-democrática e tentativa de refreamento que muito boa gente quer - a todo o custo! - impôr na nossa classe!

Por isso, colegas, escutem-me bem e atentamente por favor: abrindo um precedente abre-se uma brecha descomunal! Neste momento é a nossa obrigação juntarmo-nos todos em torno deste Enfermeiro, e pensar com toda a certeza deste mundo que estamos a defender não só o nosso colega de profissão, mas também a todos nós!

Cabe essa missão a cada um de nós, aos Sindicatos, Ordem dos Enfermeiros e Associações Profissionais de Enfermagem!! É sobretudo nestes momentos que o conceito de "união" deve emergir dentro de cada um de nós!

17 Maio 2009

MDP - Últimos esclarecimentos da OE

fonte: Ordem dos Enfermeiros

A ordem dos enfermeiros divulgou um documento que pretende esclarecer algumas das dúvidas de muitos enfermeiros relativamente ao Modelo de Desenvolvimento Profissional.

Aqui fica o link

14 Maio 2009

Mais de 5000

fonte: TSF


Mais de cinco mil enfermeiros estiveram, esta terça-feira, em protesto a marcar o Dia Internacional do Enfermeiro, com uma acção de luta contra o actual processo de reestruturação das carreiras. Trata-se da maior manifestação de sempre por parte desta classe.

Segundo dados avançados pela polícia ao Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, participaram na concentração de hoje mais de cinco mil enfermeiros, o que significa a maior manifestação de sempre.
O presidentre do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, José Carlos Martins, confirmou que se trata das maiores manifestações de sempre, o que traduz o «grande descontentamento dos enfermeiros».
Os enfermeiros entregaram, entretanto, uma moção no gabinete do primeiro-ministro.

11 Maio 2009

Vamos mostrar o nosso descontentamento

Fonte: anónimo

Demora 5 MINUTOS a ler e pode ser que valha a pena no processo de consciencialização.

Todos nós recebemos e reenviamos diariamente dezenas de mails, era o que solicitava que sem falsas modéstias fizessem com este.

Vivemos hoje o momento mais fundamental do processo de consciencialização dos enfermeiros para o movimento reivindicativo em curso.

Sou Enfermeiro à 13 anos e sempre acompanhei as lutas desenvolvidas pela classe.
TODOS QUEREMOS UMA NOVA CARREIRA COM VALORIZAÇÃO JUSTA DO QUE SOMOS E FAZEMOS, E COMO REAIS EXPECTATIVAS DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL..
O GOVERNO , E ISTO É VERDADE:
- PROPÕE DISCRIMINAR SALARIALMENTE OS ENFERMEIROS PERANTE OUTROS LICENCIADOS
- PROPÕE FAZER COM QUE OS ENFERMEIROS SÓ ATINJAM O TOPO DA CARREIRA AO FIM DE 45 ANOS DE TRABALHO, SENDO QUE ESTE TOPO SÃO MAIS 400 EUROS DO QUE HOJE CONSEGUIMOS AO FIM DE 27 ANOS DE FUNÇÕES
- PROPÕE QUE QUE QUANDO EXISTIR UMA NOVA CARREIRA TODOS NÓS TRANSITEMOS PARA POSIÇÕES REMUNERATÓRIAS IGUAIS AS QUE DETEMOS HOJE
- PROPÕE QUE OS ENFERMEIROS PASSEM A MUDAR DE ESCALÃO DE 5 EM 5 ANOS
- PROPÕE UMA AVALIAÇÃO DE DESMPENHO EVENTUALMENTE POR QUOTAS
- NÃO RESOLVE A PRECARIEDADE LABORAL

Caros colegas se estes não são motivos suficientes para dia 12 se fazer uma grande manifestação de Enfermeiros em Lisboa, então deixem que vos diga que NUNCA haverá motivos para tal.
Dia 12 é o dia do ENFERMEIRO, se tu és ENFERMEIRO e não tens capacidade de te INDIGNARES perante tudo isto.....ENTÃO NÃO SEI

De braços cruzados nada conseguimos, não existe nenhuma elite na enfermagem que lute por aquilo que te diz respeito a ti, a mim, a nós.

Dia 12 existem transportes organizados em todo o país, basta não seres indiferente.
Passa a ACÇÃO, vem a MANIFESTAÇÂO.

A vinda à manifestação pode não ser garantia de vitória no dia seguinte, mas o alhiamento completo desta forma de luta revela TOTAL desprezo pelo teu futuro.
CERTO DE QUE MUITOS ENFERMEIROS ADEREM À GREVE, É DE TODO FUNDAMENTAL QUE SE DESLOQUEM À MANIFESTAÇÃO.

FAÇO UM FORTE APELO AOS COLEGAS DE LISBOA QUE ESTANDO MAIS PERTO TÊM MAIS POSSIBILIDADES DE AS 14H30M ESTAREM NO MINISTÉRIO DA SAÚDE.

VAMOS MOSTRAR A NOSSA INDIGNAÇÃO, O NOSSO DESCONTENTAMENTO.

SABEM COLEGAS, A POSTURA DAS PESSOAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE EM ALGUMAS REUNIÕES MOSTRA "DESPREZO E CHACOTA" PELOS ENFERMEIROS, VOCÊS DIA 12 QUEREM RESPONDER?
A RESPOSTA É DADA COM PARTICIPAÇÃO.

AH É VERDADE, SE NÃO ENVIARES ESTE MAIL A NÍNGUÉM NADA TE ACONTECE, É PK NÃO MECHEU CONTIGO.

SE ENVIARES A 5 PSSOAS PODE SER QUE 2 VÃO À MANIF
SE ENVIARES A 10 PODE SER QUE 5 VÃO À MANIF
SE ENVIARES A 30 PODE SER QUE 15 VÃO À MANIF
SE ENVIARES A 100 FIZESTE O TEU TRABALHO E TEREMOS UMA GRANDE MANIFESTAÇÃO.
ATÉ AMANHÃ COLEGA

Parto em casa, uma mudança de cultural?

fonte: Jornal da Madeira
por: Anete Marques Joaquim


Ao longo dos últimos anos tem crescido o número de mulheres continentais que optam por ter os filhos em casa, mas os médicos não o aconselham.

Partos em casa: vantagens e riscos inerentes

Ao movimento de mulheres que defende que um parto é um acto natural e que os seus corpos estão preparados para isso tem vindo a defender que os nascimentos se façam em casa. Em oposição, há profissionais de saúde que desaconselham tais práticas, invocando os eventuais riscos para a vida da mãe e do filho. Até agora, pelo que se sabe, “a moda” ainda não chegou à Região e um dos melhores exemplos é o caso das grávidas do Porto Santo, que já se habituaram à ideia de virem à Madeira para terem os seus filhos. A questão, no entanto, tornou-se pertinente com uma recente reportagem televisiva em que se abordava esta temática.Um dos argumentos dos que defendem este método é o de que a mulher tem a vantagem de ficar no seu ambiente familiar, rodeada pela família e, portanto, longe da frieza e stresse de uma hospitalização.Outra das vantagens apontadas é a de que a mulher pode escolher a posição em que se sinta melhor, em vez de ter de adoptar as que são praticadas nas maternidades. Há quem alegue que a dilatação se faz mais depressa se a mulher puder estar de pé e andar, em vez de ficar deitada de costas e com as pernas elevadas, como é usual nas maternidades, o que, segundo alguns críticos do parto hospitalizado, contraria a gravidade e dificulta o nascimento.Entre os argumentos a favor do parto em casa está, também, o risco de infecções a que o bebé está mais sujeito num hospital. O próprio facto de alguns médicos provocarem o rompimento da bolsa de águas é apontado como um factor de risco acrescido para a criança. No lado oposto encontram-se os profissionais de saúde portugueses, os quais alertam as mulheres para os riscos desta opção. Principalmente, porque o país não está preparado para dar resposta rápida a eventuais problemas que venham a ocorrer durante o parto em casa. É o caso de o bebé precisar de ser posto numa incubadora. Não é o que acontece em alguns países, como a Holanda, onde os serviços públicos estão bem preparados para dar assistência rápida a problemas surgidos durante um parto caseiro.Seja como for, a verdade é que a maioria das mulheres portuguesas continua a preferir ter os filhos em hospitais ou clínicas privadas. A título de curiosidade, refira-se que a média de cesarianas praticadas em hospitais privados é de 63 por cento, contra os 15 defendidos pela Organização Mundial de Saúde e os 24 previstos pelo governo português. Em casa, esta cirurgia seria difícil de acontecer.


Portugal não tem meios nem pessoal

Os partos em casa requerem técnicos que acompanhem a parturiente, casas com condições para enfrentar eventuais dificuldades que surjam durante o parto e serviços e equipas de rectaguarda para darem resposta a anomalias que surjam durante o parto. Ora, neste momento, não há recursos humanos e materiais para dar essa resposta, pelo que ter filhos em casa não é aconselhável. A opinião é dada pelo presidente do Sindicato de Enfermeiros da Madeira. Juan Carvalho acrescenta que mesmo ao nível do Sistema Regional de Saúde há falta de enfermeiros especialistas no serviço de obstetrícia, pelo que não podem ser dispensados para apoio em casa. Os Centros de Saúde, por seu turno, também não estão preparados para fazer um parto, embora possam fazê-lo em casos pontuais em que o nascimento do bebé aconteça sem se esperar e em que tudo aponte para que seja um parto normal. Face a este contexto, Juan Carvalho aconselha as parturientes a recorrerem aos serviços públicos de saúde, mais precisamente ao hospital.O enfermeiro salienta que, mesmo num hospital, são precisas algumas horas de segurança para observação da parturiente.Por tudo isto, Juan Carvalho defende que «não se deve inverter o processo para voltar a um sistema primitivo, em que a vida da mãe e da criança possa ser posta em risco».

Cesarianas são operações que envolvem riscos

É nas mulheres que se sujeitam a uma cesariana que ocorre o maior número de complicações, diz a médica obstetra entrevistada pelo Jornal da Madeira. «Tem de ser tudo ponderado, os riscos e os benefícios, quer do parto por via baixa, quer do parto por cesariana», acrescenta. Confrontada com a notícia divulgada na quinta-feira passada sobre o excesso de cesarianas praticadas nos hospitais privados portugueses e questionada sobre se esse aumento se deve aos pedidos feitos pelas parturientes, a obstectra respondeu que a nível institucional, hospitalar, as cesarianas só são feitas em casos especiais e por questões de saúde. «Se chegar uma mulher ao meu hospital que diga que quer um parto por cesariana, sem motivo nenhum, ninguém lhe faz. Tem que haver um motivo para ser efectuada uma cesariana, porque uma cesariana acarreta sempre muito mais riscos do que um parto normal, não complicado. É claro que as complicações podem ocorrer nos dois tipos de parto», especifica.Quanto às mulheres que preferem fazer uma cesariana, em vez de terem um parto normal, a médica diz que isso se deve «ao facto de estarem mal informadas sobre o parto e as actuais condições em que o mesmo é efectuado».A médica admite que o número de cesarianas a nível institucional privado tenha vindo a aumentar. «Queremos baixar esse número, mas não é fácil, porque queremos correr cada vez menos riscos. Não só para a mãe, mas também, até, para os próprios médicos. Por causa dos processos judiciais. Sabemos que, cada vez mais, isso pode acontecer». É, como diz, «uma forma de defesa». Para além de não sujeitarem a mulher a um trabalho de parto que pode vir a correr mal, «no fundo, aligeiram um pouco mais o parto».Conforme explica, apesar dos riscos inerentes a uma cesariana, a verdade é que este é um processo que o médico tem mais possibilidades de controlar.

Parto no hospital é mais seguro

«Em termos de segurança, pesando um lado e o outro, é sempre mais seguro ter uma criança no hospital». A afirmação é feita por uma médica obstetra do Hospital Cruz de Carvalho, que prefere o anonimato.«Não tenham os filhos em casa», aconselha. Até porque, como acrescenta, não será fácil arranjar parteira. «De todas as que estão agora a trabalhar no hospital não há nenhuma que queira voltar aos anos 60, porque os riscos acontecem. É tudo muito perto, mas no momento do período expulsivo não há tempo para chegar ao hospital, se houver uma complicação». Os próprios Centros de Saúde, conforme acrescenta, «têm os mínimos de condições para propicionar um parto normal, sem complicações, mas havendo complicações não têm nada».Por tudo isto a médica diz que um parto em casa tem muitos riscos, principalmente para a criança. «Se corre tudo bem, não há problema, mas se acontece uma complicação, nomeadamente se o bebé não estiver em posição correcta para nascer, pode acontecer que o bebé nasça muito mal ou, até, venha a falecer».Para além disso, estas situações em que a posição do bebé é incorrecta só podem ser resolvidas por um médico obstetra e não por uma parteira.

10 Maio 2009

7% das reclamações foram para os enfermeiros

fonte: Jornal o Público
Por: Pedro Garcias

Reclamações dos utentes de saúde cresceram em 2008

Os portugueses estão a reclamar cada vez mais dos serviços de saúde.
O descontentamento dos portugueses é maior nos hospitais (65 por cento das reclamações). Mas também é nos hospitais que se regista o maior número de elogios dos doentes. Em 10 por cento dos hospitais portugueses, foram recebidas queixas de 2,5 por cento dos doentes assistidos, um número que a IGAS considera “significativo”. O aumento das reclamações deu-se em 38 hospitais.

A área da “Prestação de cuidados de saúde”, em particular o tempo de espera dos doentes, foi a que globalmente mais queixas motivou. Mas nas regiões do Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo as reclamações estiveram mais associadas à falta de assistência médica.

Nas reclamações, o serviço mais visado nos hospitais foi, mais uma vez, a urgência, (53 por cento) enquanto nos centros de saúde a maioria das queixas incidiu sobre as consultas médicas (41 por cento).

Os médicos são o grupo profissional mais visado pelas reclamações dos doentes (47 por cento), mas também são os médicos os que recebem os maiores elogios (34 por cento do total de elogios registados em 2008). Os dirigentes estão na origem de 28 por cento das queixas, seguidos dos administrativos (12 por cento) e dos enfermeiros (7 por cento). Os enfermeiros, logo a seguir aos médicos, são também os que mais elogios receberam.


Apesar destes dados, a IGAS conclui que “o aumento das reclamações não traduz necessariamente uma redução da qualidade de funcionamento de alguns serviços”. Mas, acrescenta, “pode traduzir a forma como os gabinetes do utente/cidadão têm incentivado e valorizado a participação do cidadão na melhoria do funcionamento dos serviços”.

O Enfermeiro de Reabilitação no Serviço de Cirurgia Cardio-Toracica

fonte:http://enfreabilitacao-chvnge.blogspot.com
por: Enfª Olinda Sousa (Serviço de Pneumologia do CHVNG/E)

07 Maio 2009

Reunião negocial de 7 de Maio - UM DESASTRE

fonte: SEP
por: Guadalupe Simões


Depois de na última reunião, tendo em conta a forma como decorreu e as aproximações registadas, que a CNESE publicamente valorizou, esperava-se que esta reunião seguisse o mesmo caminho. Pelo contrário, o Ministério da Saúde recuou relativamente a algumas questões:

 nomenclatura do Enfermeiro Gestor - pretende encontrar uma nomenclatura redutora da exigência das funções que estes enfermeiros vão exercer,

 volta a propor a introdução de um artigo sobre os deveres dos enfermeiros quando já tinha aceite retirar tendo em conta que os deveres dos enfermeiros decorrem do seu Código Deontológico e do Regulamento do Exercício Profissional,

Quanto ao âmbito da aplicação da Carreira apesar de se aplicar a todos os enfermeiros, independentemente do vínculo, retira a GRELHA SALARIAL QUE NÃO SE APLICARÁ AOS ENFERMEIROS COM CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO o que significa que o Ministério da Saúde pretende continuar a patrocinar a exploração de mão de obra qualificada que já hoje existe nos Hospitais EPE’s.

Quanto à Grelha Salarial, apesar de afirmar que continua a ponderar, mantém tudo na mesma, ou seja:

 mantém o inicio na posição 15 = 1201, 48 sem que, até ao momento, apresente qualquer justificação para a discriminação a que pretendem sujeitar os enfermeiros quando comparados com outras carreiras especiais e de Licenciados, por exemplo, Carreira de Inspector o inicio é na posição 20 = 1458,94 e Professores na posição 21 = 1510,43 euros

 10 posições remuneratórias na categoria de Enfermeiro - poucos serão os que o conseguirão atingir já que para isso são necessários 50 anos de exercício profissional;

 A proposta de topo desta categoria é a posição 44 = 2694,75 passível de atingir ao final de 50 anos de serviço quando na actual carreira, ao final de 27 anos se atinge os 2228,00, ou seja, apenas menos 442 euros;

 Para os actuais enfermeiros chefes e supervisores mantém a proposta de permanecerem na actual grelha até que atinjam a remuneração do inicio da categoria de Enfermeiro Gestor (posição 44 da futura grelha) QUE NA REALIDADE NUNCA IRÁ ACONTECER ou o concurso, o que é profundamente INJUSTO tendo em conta que estes enfermeiros já se sujeitaram a concursos para ter acesso a qualquer uma daquelas categorias. Esta proposta só pode ser qualificada como INTELECTUALMENTE DESONESTA.

Neste contexto, de indefinição, de recuo e de ponderação “sem fim à vista”, o apelo para que os enfermeiros participem, no próximo dia 12 de Maio na Greve e na Manifestação que se deslocará do Ministério da Saúde para a residência oficial do Primeiro-Ministro, vai ser reforçado.

06 Maio 2009

Enfermeiros obstetras portugueses promovem parto normal

fonte: APEO
por Vera Gomes

A Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras (APEO) apresentou, ontem, um guia de orientação da prática profissional, com directrizes de actuação nas diferentes fases do trabalho de parto, parto e pós-parto. O manual, de distribuição gratuita, é dirigido, não só a profissionais da área, mas também ao cidadão em geral.

A APEO associou-se à Federação das Associações de Parteiras Espanholas (FAME) na sua campanha “iniciativa parto normal”, traduzindo para português o livro “ Iniciativa Parto Normal - Documento de Consenso”.

De acordo com a presidente da APEO, trata-se de uma obra “de valor inestimável” que tem como finalidade “incentivar a actuação dos profissionais; facilitar a participação das mulheres no processo de tomada de decisão e na obtenção de consenso com a equipa profissional; promover cuidados, respeitando o processo fisiológico com a mínima intervenção obstétrica e orientar as instituições de saúde obstétricas para uma assistência natural ao parto normal”, enumera Dolores Sardo.

Escrito numa linguagem “científica mas acessível”, o manual, que estará disponível, gratuitamente, em instituições hospitalares e centros de saúde, serve para que “a mulher possa optar de forma consciente sobre o que quer para o seu parto”, revelou a responsável.

O guia contém informações sobre o plano de nascimento, práticas de dilatação, posições do período expulsivo, assistência ao recém-nascido, entre outras, com recurso a figuras exemplificativas.

Para Paula Nelas, especialista que apresentou o livro, numa cerimónia que decorreu, ontem, no Hospital de S. Bernardo, “as mulheres sentem receios que não são atendidos da melhor forma, daí que estejam a procurar outras formas de parir”.

A enfermeira obstetra referiu as vantagens do parto normal, numa gravidez de baixo risco. “Do ponto de vista físico, a recuperação materna é muito mais rápida e o risco de hemorragia e infecção é menor”, garante, explicando ainda que “o aumento do nível de complexidade do procedimento está associado a um aumento do risco decorrente dele, quer para a mãe, quer para o filho”.

“Custa a acreditar que perante as evidências, e, apesar de alguns esforços desenvolvidos por alguns cidadãos e profissionais, o caminho para o retorno ao parto normal seja tão sinuoso e difícil de alcançar”, concluiu a especialista.

Também Dolores Sardo lançou uma crítica, referindo que “o Estado português devia reunir os diferentes profissionais e estabelecer um plano de acção em termos dos cuidados obstétricos para que os diferentes intervenientes pudessem ter a sua função na sociedade portuguesa”.

A dirigente demonstra que, apesar dos enfermeiros portugueses, especialistas na área da saúde materna e obstétrica terem “competências” e estarem “habilitados para a prática da enfermagem obstétrica nas diferentes áreas”, as suas competências “não estão a ser rentabilizadas”. Isto, porque, segundo a responsável, essas competência específicas "ainda não foram reconhecidas e identificadas”.

O lançamento deste livro acontece numa altura em que a Organização Mundial de Saúde alerta para o facto de, em Portugal, as taxas de cesariana continuarem a ser demasiado elevadas, prevalecendo uma tendência para tratar todas as parturientes de igual modo, com um elevado grau de intervenção, mesmo em situações de baixo risco.

04 Maio 2009

Distúrbios Ácido Base - Gasimetria

Trabalho

Distúrbios Ácido Base - Gasimetria




Apresentação

Disturbios Ácido-Base - Gasimetria