27 Março 2009

Um comentário que apreciei do Enfº Nel.

"Denota-se, no meu entender,uma idionomia pouco clara, resultante de influências obscuras, cujo os contornos começo a agora a vislumbrar.

O afastamento do modelo Biomédico, não trouxe à enfermagem nenhum beneficio, antes pelo contrário, levou a enfermagem para caminhos platónicos, havendo claramente um repúdio pela parte técnica, passando a valorizar-se os "relatórios".

Aprimorou-se e realçou-se actividades como a dobra dos lençóis, que realmente poderá ser útil se o enfermeiro decidir trabalhar numa lavandaria.

Aprimorou-se e realçou-se actividades como os cuidados de higiene, como se fosse necessário ter uma licenciatura para a realizar, logo qualquer Gestor com dois dedos de testa pensa: vou pagar vencimentos elevados aos enfermeiros para dobrarem lençóis, mudarem fraldas, prestarem cuidados de higiene, ajudarem os doentes a comer, quando isso pode perfeitamente ser feito por qualquer pessoa!!!!

Esta é a imagem que a sociedade ainda tem da Enfermagem."

Entrevista à Bastonária da OE

fonte: Hospital do Futuro

Vêm aí os Paramédicos!!

fonte: Rádio Renascença

"É “para avançar” a Escola Nacional de Emergência Médica. No entanto, Abílio Gomes é cauteloso. Por enquanto só os terrenos estão assegurados, no Porto, mas, no próximo ano, o Executivo quer lançar os primeiros cursos. Mal tomou posse, o presidente do INEM defendeu que o país precisa de paramédicos, uma carreira que existe noutros países mas, por cá, a ideia foi chumbada pela Ordem dos Médicos.

A escola é para formar técnicos de emergência médica. Só depois se verá se poderiam, por exemplo, trabalhar nos hospitais. Em declarações à Renascença, Abílio Gomes confirma que é um projecto para avançar pela necessidade de existir uma estrutura que tenha capacidade para certificar todos os cursos de emergência médica e dar resposta ao volume das necessidades”. Por enquanto ainda não está definido se a Escola Nacional de Emergência Médica vai ser uma possibilidade para quem termina o 12º ano e qual será a duração dos cursos."

Bem, vejam só isto... os paramédicos são uma possível realidade e andam para ai milhares de enfermeiros no desemprego. Ninguém se preocupa com isto... Enquanto isso a OE anda mais preocupada com seminários e conferências de ética.

26 Março 2009

Fotos das Jornadas da APEG

Já estão disponíveis as fotografias das jornadas organizadas pela APEG. Visitem o site.

Reflexão - Basta de greves

por: Enfª Cristina Silva

As opiniões valem o que valem, e se fossem boas não se davam... Mas como (por enquanto) ainda vamos tendo alguma liberdade de expressão, cá vai uma... Sinceramente, já me começa a parecer um exagero o número de greves que temos vivido nos últimos meses. Pelo exemplo que vejo no hospital onde trabalho, estes dias não passam de um pretexto para os chefes (que são a maior parte dos sindicalistas) ficarem de folga, porque não vão perder não sei quantos euros do seu (magro) salário mensal e muito menos ficam a assegurar a prestação de cuidados directos aos doentes (sabe-lo-ão fazer?). A eles juntam-se uma meia dúzia de colegas que sabem apontar defeitos mas pouco se preocupam em procurar soluções, e que também aproveitam aquelas horas sem trabalhar para ir buscar uns euritos às empresas onde fazem medicina do trabalho ou afins. Como resultado destas greves, assistimos a serviços caóticos, em que o limite entre os cuidados essenciais e aqueles que o não são é muito ténue, e onde a qualidade dos cuidados prestados fica muitas vezes gravemente comprometida.

Pergunto eu: é assim que os enfermeiros pretendem conseguir alguma coisa que valorize e dignifique o seu trabalho? E onde ficam os piquetes de greve, que deveriam dar apoio de retaguarda a todos os enfermeiros nestes dias? Quem informa e ampara os colegas com vergonhosos contratos de prestação de serviços, que são coagidos pelas chefias a não fazer greve, sob pena de despedimento? E a não substituição dos colegas não grevistas na passagem de turno, não será também ela um modo de coacção?

Baldar-se ao trabalho não é nem nunca será a melhor forma de luta. Baldar-se ao trabalho representa falta de profissionalismo. Baldar-se ao trabalho demonstra falta de perspicácia em encontrar soluções exequíveis.
E fica o mote: há ou não classes profissionais na área da saúde que raramente (ou nunca) fazem greve e são adulados como Deuses?

23 Março 2009

Doutor Enfermeiro: Os 12 cavaleiros...

fonte: Blog Doutor Enfermeiro

No sentido de elaborar uma proposta mais credível e ajustada às particularidades da profissão, a Ministra da Saúde, Ana Jorge, convocou um grupo de 12 Enfermeiros para colaborarem na concepção da mesma. [UMA BOA DECISÃO QUE SÓ REVELA O ESPÍRITO DE INTERESSE DA MINISTRA EM RESOLVER ESTE PROBLEMA DA CARREIRA DE ENFERMAGEM].

Esperemos que, estes 12 colegas, se recordem das injustiças a que a nossa classe tem sido acometida, aguardando nós, uma proposta digna e valorizável. Todos os que partilhamos os mesmos bancos nas Escolas de Enfermagem, esperamos que assim seja. Neste momento tão delicado, o nosso pensamento está com eles. Os 12 "cavaleiros" são (assim saberemos quem são eles se o processo correr bem... ou mal!):

Adelina Cruz - ACSS, ex-IGIF
Ana Isabel – USF de Freamunde
Ana Soares - H.S Marta
António Tomé - SRS Beja
Belmiro Rocha - CHVNG/E
Cristina Correia – Assessora do Ministério da Saúde
Graça Eliseu – ARS Alentejo
Helena Almeida – Enf. Directora – Hospital do Barreiro
Isabel Oliveira – ARS Norte
Manuela Teixeira – Enf. Directora, HUC
Maria do Carmo Ferreira - SRS Braga
Sérgio Gomes – Chief Nursing Officer, DGS

A ministra da Saúde afirmou a 18/3/09 que que o prazo dado pelo Sindicato dos Enfermeiros para apresentar uma contraproposta sobre a reestruturação das carreiras era demasiado curto, e sublinhou que esse documento só deveria estar pronto no final da semana

Massagens no IPO/Coimbra aliviam dor e reduzem medicação

fonte: DestaK

O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra está a proporcionar aos doentes massagens anti-stress e de combate à dor, que contribuem para reduzir a medicação e “aliviar” assim o peso do cancro.

O projecto arrancou em 2005 e já beneficiou cerca de uma centena de doentes oncológicos no IPO em Coimbra, disseram à agência Lusa os enfermeiros Ana Lúcia Morais e Sérgio Santiago, co-autores e que se mantém no programa desde o início.

Inicialmente, destinava-se a enfermeiros, tendo em vista a “redução do stress de lidar com doentes oncológicos, a gestão de emoções e o aumento da produtividades” dos profissionais. [que sorte tinham estes enfermeiros, será que ainda continuam a ter direito a massagens no serviço??]

Passados seis meses, centrou-se nos doentes oncológicos, no âmbito da Unidade da Dor, com sessões semanais de massagens, relaxamento guiado por voz e musicoterapia.

O projecto tem por objectivos romper com o ciclo “dor/mal-estar/dor”, melhorar a qualidade de vida, com promoção do sono e repouso, e reforçar a auto-estima e autonomia do doente com cancro.

“O efeito mais notório relatado pelos doentes é a diminuição da dor, com efectiva redução da medicação S.O.S, analgésicos para dor aguda”, disse Sérgio Santiago, sublinhando a “grande importância da massagem, segundo estudos realizados, na redução da ansiedade e até da depressão”.

Comparando os registos da intensidade da dor sentida pelos doentes antes e depois da sessão de massagem, constata-se uma “redução para cerca de metade”, acrescentou.

“Os doentes referem também que já conseguem realizar mais actividades e que sentem mais energia. A medicação alivia a dor mas não relaxa”, disse.

O alívio da dor acaba por resultar numa “melhoria do padrão de sono e da ansiedade”, afirmou Ana Lúcia Morais, sublinhando que “a dor está muito presente, é um fardo pesado, no doente oncológico”.

“Temos doentes que até adormecem durante a massagem, que pode ser total ou localizada e é acompanhada de música ambiente”, disse a enfermeira, referindo que a dor actualmente é considerada o quinto sinal vital, por ser um sintoma muito comum”.

Há pacientes que se deslocam, de propósito, de zonas como Seia, Castelo Branco, Tomar, Viseu ou Guarda.
O projecto funciona actualmente com dez enfermeiros e, desde Janeiro, com duas sessões semanais, às terças e quartas-feiras.

“O ideal seria termos um espaço próprio, no hospital, porque temos consciência de que há muitos doentes na instituição que poderiam beneficiar das sessões, mas não temos actualmente meios para essa resposta”, afirmou Ana Lúcia Morais.

19 Março 2009

Sindicato dos Enfermeiros marca greve para dias 2 e 3 de Abril

fonte: Rádio Pax Beja

A greve anunciada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses é a resposta à falta de uma contraproposta do governo para a reestruturação da carreira destes profissionais.
O SEP deu um prazo ao Ministério da Saúde para apresentar uma contraproposta que terminou na passada 2ª feira. O prazo terminou sem que tenha havido uma resposta por parte da tutela pelo que hoje o Sindicato publica o pré-aviso de greve para os dias 2 e 3 de Abril, revelou Edgar Santos, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

De acordo com o Sindicalista a base do descontentamento dos enfermeiros está no facto destes profissionais de saúde exigirem receber como licenciados tal como está previsto na lei.

A greve vai ter início às 00:00 de quinta-feira, dia 2 de Abril, e termina no turno da tarde do dia seguinte, que varia consoante os estabelecimentos de saúde.
A última greve dos enfermeiros, por causa das carreiras, teve lugar há menos de um mês, a 20 de Fevereiro, tendo a adesão sido de quase 60% segundo o governo, e de 65% a 100% segundo o sindicato.

Além da greve, o SEP pretende que sejam realizadas outras formas de luta pelos enfermeiros, mas só vão ser decididas na próxima quinta-feira na reunião da direcção do sindicato.

18 Março 2009

Reportagem da manifestação de 13 de Março

fonte: SEP

A enfermagem será substituível no futuro?

fonte: Doutor Enfermeiro

Nos EUA onde muitos, estupidamente, caracterizam algumas classes de Enfermeiros como "mini-médicos", os essenciocracistas parecem estar cada vez mais despreocupados. Criou-se uma nova classe de profissionais, que nos últimos anos cresceu violentamente, em termos quantitativos e qualitativos, e que manifestamente reduz a procura de Enfermeiros - os Assistentes Médicos (PA): "someone who practises medicine under the supervision of a physician", e tudo o que os Enfermeiros não queriam fazer - invocando filosofias idiotas - já existe quem queira. São mais bem pagos do que os Enfermeiros e os médicos agradecem o afastamento progressivo da classe de Enfermagem de todo o processo decisório relativamente aos utentes. Gradualmente perdemos poder, influência e tornamo-nos cada vez mais substituíveis.

por enfª Fábio gonçalves
"Incutam nos novos enfermeiros a ideia de que somos uma profissão que não depende dos médicos.Que somos autónomos e só fazemos aquilo que achamos que devemos fazer, tiramos uma licenciatura e somos tanto doutores como os médicos e verão o que será a enfermagem do futuro. Só estamos a criar um afastamentos entre as duas classes profissionais da saúde que deveriam trabalhar sempre em parceria pela natureza do que fazem em complementaridade e pelo objectivo do que cuidam: o doente. Digo mais: a gestão dos recursos humanos necessários em saúde deveria ser planeada com rácios médico/enfermeiros. Ou acham que não???"

Futuros enfermeiros passam a falar para o boneco… que responde

ESEnfC inaugura Centro de Simulação único no país, com ambiente o mais próximo possível do hospitalar.

Tecnologia de ponta permite aos futuros enfermeiros fazerem melhor em contexto real
Há alguns anos as colheitas de sangue eram treinadas nos colegas, assim como as punções ou a administração de injectáveis. E, quando assim não era, Manuela, Margarida, Sónia e Verónica, apenas dispunham de almofadas e palhinhas para, como estudantes de Enfermagem, colocarem na prática as técnicas que, mais tarde, iriam fazer parte do dia-a-dia da sua profissão.Uma realidade que parece bem longínqua para quem visita o novíssimo Centro de Simulação de Práticas Clínicas, ontem inaugurado no Pólo A da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), o primeiro do género em Portugal e um dos poucos na Europa equipados com equipamentos de ponta, totalmente adquiridos nos Estados Unidos da América.Uma unidade do mais moderno que existe em Escolas de Enfermagem, onde, em cinco novos laboratórios, os futuros enfermeiros poderão entrar em contacto com um ambiente quase real – e até mais moderno do que o de alguns hospitais – do que é o dia-a-dia de um enfermeiro em diferentes unidades hospitalares e, portanto, com diferentes exigências.

Manuela, Margarida, Sónia e Verónica estão no laboratório dos Cuidados Intensivos, onde treinam para o seu curso de Especialização, e constatam «os sortudos» que são os actuais estudantes de Enfermagem, comparados com os dos seus tempos. Ali está montada uma verdadeira unidade hospitalar, com os equipamentos mais modernos que existem nesta área. Todas as máquinas estão ligadas e o “doente” lá está deitado, pronto a ter exactamente as mesmas reacções que teria um doente real, numa unidade do género.Vantagens? «Estamos muito mais à-vontade na prática de todos os procedimentos necessários e mais seguros, logo há alguns ganhos para a Saúde e para os doentes», explica Verónica, enfermeira há nove anos e consciente de que, qualquer que seja o aluno a praticar naquele ou em qualquer outro laboratório do novo Centro de Simulação «encontra uma situação muito, mas mesmo muito, próximo da realidade» e que, portanto, «saberá muito melhor como reagir quando efectivamente o que se treinou se concretizar».

Homenagem a Carlos Magno
De facto, os cinco laboratórios colocados à disposição dos alunos são o mais próximo possível do real. Os registos de enfermaria e os programas informáticos são iguais aos dos hospitais, há áreas privadas parecidas com as dos enfermeiros num estabelecimento de Saúde, assim como as enfermarias, um Hospital de Dia, um quarto de banho ou uma Unidade de Cuidados Intensivos. Mas a principal mais-valia são os simuladores.«Aqui, os futuros enfermeiros ficam a falar para o boneco, mas para um boneco que responde», brincou José Carlos Martins, numa pequena visita ao Centro de Simulação, ao qual foi dado o nome de Carlos Magno, o primeiro presidente do Conselho Pedagógico da ESEnfC, recentemente falecido.

Para o responsável aquela é uma das mais importantes aquisições, uma vez que os bonecos que simulam doentes interagem com os enfermeiros e reagem como se de um ser humano se tratasse. Isto permite aos professores programarem os simuladores para determinada situação clínica e pedir aos alunos que diagnostiquem os problemas de enfermagem, decidam o tipo de intervenção e intervenham. E o “doente” reage caso a decisão seja correcta ou incorrecta.Uma vantagem que Manuela, Margarida, Sónia e Verónica não tinham no seu tempo de estudante e a que se junta o facto de, em cada laboratório, todos os procedimentos estarem a ser filmados, sendo possível ao aluno em causa, juntamente com o professor, rever o procedimento, identificar as falhas e fazer melhor na vez seguinte. Aliás, cada futuro enfermeiro poderá guardar um “portfólio” das suas filmagens para perceber como foi a sua evolução na aprendizagem.«São máquinas de elevada fidelidade, do melhor que existe no mercado, que simulam o que é a realidade dos doentes, no dia-a-dia de trabalho de um enfermeiro e permitem perceber como agir em contexto real», adiantou o responsável. E isto no cenário mais complexo da Unidade de Cuidados Intensivos, mas também no mais simples, como o treino da comunicação com o doente quando este está alterado e precisa de relaxamento ou quando, por exemplo, está com uma dor não terapêutica ou ainda de como proceder num gabinete de enfermagem numa consulta de saúde infantil.

Co-financiado pelo QREN, em 75% (os restantes 25% foram suportados pela ESEnfC), o Centro de Simulação de Práticas Clínicas Carlos Magno, juntamente com a reformulação da Unidade de Investigação e a criação de um laboratório para a Actividade de Vida Diária e de Regresso a Casa, instalado no Pólo B da escola, corresponde a um investimento de 850 mil euros. A inauguração contou com a presença de Jorge Lacão, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

Enfermagem de Reabilitação DPOC Protocolo

O 112 de Viana do Castelo - Bombeiro embriagado?

fonte: Blog Porque deixei de ser Enfermeiro
por: António Oliveira

Retirado do Blog referido tendo sido colocado pelo leitor

Título:Chamem o 112 para os Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo

Não sendo eu profissional de saúde...fui obrigado pelas circunstancias da vida a entrar um pouco no vosso mundo...a doença da minha mulher, fez com que a minha vida passasse a ser: lidar com médicos, enfermeiros, maqueiros, bombeiros e toda a comunidade que gira em torno da saúde...nesta infelicidade da doença são muitas as vezes que recorro ao 112 para levar a minha mulher ao hospital quando a sua doença agrava...e meus caros amigos foi ver como anda o nosso socorro em Viana do Castelo que me fez ir procurar mais informação à cerca deste mundo que desconhecia totalmente...e foi nesta busca pelo abençoado mundo da Internet que no meio de muita coisa má tem a capacidade de nos abrir os olhos que cheguei a este maravilhoso blog e me vi tentado a contar as minhas peripécias com os Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo.

Longe vão os anos em que associamos às Corporações de Bombeiros Voluntários o estereótipo que os seus membros eram Homens humildes com pouca formação, mas com um dever de missão único associado à vontade em ajudar o próximo...talvez por isso era com orgulho que víamos a sua missão, pois sabíamos que o faziam sem pedir nada em troca...Hoje em dia as exigências da evolução dos cuidados associado à profissionalização do sector da Emergência fez esta filosofia mudar...e em muitos caso ainda bem, pois veio trazer qualidade ao socorro em Portugal...ou não! Portugal tem evoluído em muitos campos, nomeadamente nos sistemas de combate a Incêndios, quer em meio Rural quer em meio Urbano, no sistema de Emergência Médica, com a criação de meios mais diferenciados pondo equipas médicas a ir ao encontro das vítimas e não o velho conceito de levar rapidamente a vítima ao encontro dos meios médicos, apostando na formação dos elementos que tripulam ambulâncias, numa tentativa de unificar e criar uma só língua na emergência pré-hospitalar...ou não! Pois continuamos a assistir a dois tipos de socorro...o de Primeira classe, praticada nas grandes cidades, em que o próprio Instituto Nacional de Emergência Médica possui meios próprios de socorro, nomeadamente, ambulâncias de Suporte Básico de Vida tripuladas pelos Técnicos de Emergência Médica (TAE), Ambulâncias Suporte Imediato Vida (Medicalizadas) tripuladas por um TAE e um Enfermeiro e em fim de linha as Viaturas de Emergência Médica e Reanimação tripuladas por um Médico e Enfermeiro para os casos mais graves...No socorro de segunda classe temos o praticado nas regiões mais recondidas do nosso País em que apenas podemos contar com a boa vontade de pequenas Corporações de Bombeiros com escassos meios que prestam o socorro conforme podem...ou não!!!Pois aqui mesmo bem na nossa Cidade de Viana do Castelo, por sinal Capital de Distrito, por sinal à beira mar, por sinal inserido num meio urbano e industrial vasto, o nosso socorro está CAÓTICO!!!! A Ambulância do Instituto de Emergência Médica para a área de Viana do Castelo está entregue aos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo...estes por sua vez são responsáveis por assegurar as tripulações 24h horas por dia, 365 dia por ano...para além disso são responsáveis por assegurar a formação dos seus tripulantes devendo estes possuir o curso de Tripulante de ambulância de Socorro...

Pelo que apurei o serviço de Ambulância de INEM dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo é assegurado de dia por dois elementos...e agora entendo porquê que sempre que chamava o 112 de dia eu pensava "Que azar calham-me sempre estes dois!" Pudera! Para começar por estes dois elementos um casal maravilha que a rapidez deve ser a alma do negócio, pois quer a minha mulher esteja bem o mal é sempre empurrada para ambulância dando a ideia que eles devem ganhar à peça e quantas mais pessoas socorrerem mais ganham...muitas vezes a minha esposa está aflita com falta de ar...sou obrigado a pedir por favor para lhe colocarem oxigénio...mas por incrível que pareça não são os piores...pois à noite e ao fim-de-semana a coisa complica...

Numa dada noite acordei sobressaltado com a minha esposa a dizer que não estava bem...lá rezei...e chamei o 112! Aparece-me dois elementos em que o Tripulante que vinha socorrer a minha mulher não sabia trabalhar com o Medidor de Pressão Arterial ( não sei se é assim que se chama), quando me cheguei junto dele para o ajudar é que entendi o porquê de tanta dificuldade...o senhor estava alcoolizado! É verdade! Para além de ter uma imagem física acabada com falta de alguns dentes e sujo...não estava sequer capaz de levar a minha esposa na maca....

Caros leitores deste blog...estava aqui horas a escrever as peripécias que já me aconteceram...eu pergunto-me é quem é que orienta, selecciona estes elementos?Os bombeiros?O INEM? Isto assim não pode ser! não é essa imagem que quero ter dos Bombeiros...mas sinceramente neste momento julgo que eles é que precisam de ajuda!!!!

17 Março 2009

Resumo de Imprensa de dia 13 Março

fonte: SEP
por: Carlos Martins

CONCENTRAÇÃO DE ENFERMEIROS
Segundo o SEP - Mais de 1 000
Segundo a Polícia – Cerca de 1 200

TVI (directo ao almoço)
Enfermeiros «apitam» junto ao ministério
Cerca de duas centenas de enfermeiros munidos de apitos estão concentrados frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para protestar contra a proposta do governo de reestruturação desta carreira, escreve a Lusa.
A concentração promovida pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses acontece menos de 24 horas depois desta estrutura ter sido recebida pela ministra da Saúde que, reconheceu à Lusa o dirigente sindical José Carlos Martins, apresentou sinais de «alguma aproximação» às reivindicações dos enfermeiros.
Enfermeiros saem à rua
«Há alguns sinais por parte do Ministério da Saúde que permitem antever uma aproximação de posições, nomeadamente, sobre a estrutura das carreiras e a grelha salarial», disse José Carlos Martins (SEP).
Apesar destes «sinais de evolução» os enfermeiros insistiram no protesto de hoje como forma de dizer ao governo que esperam ver concretizada uma nova proposta com essa aproximação de ideias.
O SEP espera que esta proposta chegue até à próxima segunda-feira, caso contrário, emitirá na quarta-feira um pré-aviso de dois dias de greve que deverá acontecer na semana entre 30 de Março e 3 de Abril.
O sindicato ameaça com «mais greves e outras formas de luta», disse José Carlos Martins, adiantando que a concentração de hoje dos enfermeiros - sendo esperados cerca de mil - permanecerá junto ao Ministério até cerca das 13:00.
Até lá, o SEP espera que os representantes dos enfermeiros, que optaram pelo apito como meio para serem ouvidos, sejam recebidos por alguém do gabinete de Ana Jorge.

SIC
Reunião com Ministério termina sem entendimento
Enfermeiros manifestam-se hoje junto ao Ministério da Saúde
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou que se mantém a manifestação de hoje junto ao Ministério da Saúde e que, caso não receba uma contraproposta até segunda-feira, fará um pré-aviso de greve na terça-feira.
Em declarações à Agência Lusa, a presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Guadalupe Simões, explicou que a reunião de quinta-feira com os responsáveis do Ministério da Saúde chegou ao fim sem acordo sobre a revisão das carreiras e que o sindicato comunicou ao Ministério as suas intenções. "Caso segunda-feira não tenhamos até ao final do dia a contraproposta, terça-feira sai um pré-aviso de greve de dois dias que os enfermeiros irão fazer proximamente", afirmou Guadalupe Simões. A responsável explicou que durante a reunião houve um "ligeiro aproximar de posições relativamente à estrutura de carreira" mas que existem "princípios estruturantes" em que sindicato e Ministério continuam a ter posições afastadas. "Neste momento nós não aceitamos que o Ministério da Saúde nos apresente qualquer tipo de contraproposta com prazos dilatados e foi isso mesmo que transmitimos hoje no Ministério da Saúde", explicou à Lusa. Guadalupe Simões afirmou no entanto que os enfermeiros estarão "sempre disponíveis para negociar ou para desconvocar a greve se eventualmente houver da parte do Ministério da Saúde um aproximar de posições". "Ainda que possamos vir a negociar com o pré-aviso de greve ou até desconvocar a greve, se a proposta que o Ministério da Saúde nos apresentar vier de encontro às nossas pretensões ou pelo menos nos permitir vislumbrar que se pode fazer caminho no processo negocial, não podemos permitir é este arrastamento deste processo por culpa do Ministério da Saúde", sublinhou a presidente do sindicato.

RTP (directo ao almoço)
Enfermeiros em protesto
O enfermeiros estão em protesto em frente ao Ministério da Saúde. Esta manhã em Lisboa voltaram a pedir uma revisão séria das carreiras.

TSF
Enfermeiros protestam junto ao ministério contra proposta para mudar carreira
Cerca de duas centenas de enfermeiros munidos de apitos estão concentrados frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para protestar contra a proposta do governo de reestruturação desta carreira.
A concentração promovida pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses acontece menos de 24 horas depois desta estrutura ter sido recebida pela ministra da Saúde que, reconheceu o dirigente sindical José Carlos Martins, apresentou sinais de «alguma aproximação» às reivindicações dos enfermeiros.
«Há alguns sinais por parte do Ministério da Saúde que permitem antever uma aproximação de posições, nomeadamente, sobre a estrutura das carreiras e a grelha salarial», disse..
Apesar destes «sinais de evolução» os enfermeiros insistiram no protesto de hoje como forma de dizer ao governo que esperam ver concretizada uma nova proposta com essa aproximação de ideias.
O SEP espera que esta proposta chegue até à próxima segunda-feira, caso contrário, emitirá na quarta-feira um pré-aviso de dois dias de greve que deverá acontecer na semana entre 30 de Março e 03 de Abril.
O sindicato ameaça com «mais greves e outras formas de luta», disse José Carlos Martins, adiantando que a concentração de hoje dos enfermeiros - sendo esperados cerca de mil - permanecerá junto ao Ministério até cerca das 13:00

ANTENA 1
Reunião entre enfermeiros e Ministério termina sem entendimento
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou que se mantém a manifestação de hoje junto ao Ministério da Saúde e que, caso não receba uma contraproposta até segunda-feira, fará um pré-aviso de greve na terça-feira.
Em declarações à Agência Lusa, a presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Guadalupe Simões, explicou que a reunião de quinta-feira com os responsáveis do Ministério da Saúde chegou ao fim sem acordo sobre a revisão das carreiras e que o sindicato comunicou ao Ministério as suas intençõe.
"Caso segunda-feira não tenhamos até ao final do dia a contraproposta, terça-feira sai um pré-aviso de greve de dois dias que os enfermeiros irão fazer proximamente", afirmou Guadalupe Simões.
A responsável explicou que durante a reunião houve um "ligeiro aproximar de posições relativamente à estrutura de carreira" mas que existem "princípios estruturantes" em que sindicato e Ministério continuam a ter posições afastadas.
"Neste momento nós não aceitamos que o Ministério da Saúde nos apresente qualquer tipo de contraproposta com prazos dilatados e foi isso mesmo que transmitimos hoje no Ministério da Saúde", explicou à Lusa.
Guadalupe Simões afirmou no entanto que os enfermeiros estarão "sempre disponíveis para negociar ou para desconvocar a greve se eventualmente houver da parte do Ministério da Saúde um aproximar de posições".
"Ainda que possamos vir a negociar com o pré-aviso de greve ou até desconvocar a greve, se a proposta que o Ministério da Saúde nos apresentar vier de encontro às nossas pretensões ou pelo menos nos permitir vislumbrar que se pode fazer caminho no processo negocial, não podemos permitir é este arrastamento deste processo por culpa do Ministério da Saúde", sublinhou a presidente do sindicato.

R.RENASCENÇA
Manifestação de enfermeiros mantém-se
O sindicato dos enfermeiros portugueses mantém a manifestação marcada para esta sexta-feira junto ao Ministério da Saúde.
A reunião desta noite com responsáveis pela tutela terminou sem acordo sobre a revisão de carreiras. Guadalupe Simões, a presidente do sindicato, diz que espera até segunda-feira por uma nova proposta da ministra Ana Jorge. Se ela não chegar, terça-feira será entregue um pré-aviso de greve.

R.RENASCENÇA
200 enfermeiros "apitam" junto ao Ministério
Cerca de 200 enfermeiros munidos de apitos concentraram-se frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para protestar contra a proposta do Governo de reestruturação desta carreira.
O protesto, promovido pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, acontece menos de 24 horas depois desta estrutura ter sido recebida pela ministra da Saúde que, reconheceu à Lusa o dirigente sindical José Carlos Martins, apresentou sinais de "alguma aproximação" às reivindicações dos enfermeiros. "Há alguns sinais por parte do Ministério da Saúde que permitem antever uma aproximação de posições, nomeadamente, sobre a estrutura das carreiras e a grelha salarial", disse. Apesar destes "sinais de evolução" os enfermeiros insistiram no protesto de hoje como forma de dizer ao Governo que esperam ver concretizada uma nova proposta com essa aproximação de ideias. O sindicato espera que esta proposta chegue até à próxima segunda-feira, caso contrário, emitirá na quarta-feira um pré-aviso de dois dias de greve que deverá acontecer na semana entre 30 de Março e 3 de Abril.

DIÁRIO DIGITAL
Enfermeiros: Manifestação de hoje mantém-se
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou que se mantém a manifestação desta sexta-feira, junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa, e que, caso não receba uma contraproposta até segunda-feira, fará um pré-aviso de greve na terça-feira.
A presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Guadalupe Simões, explicou que a reunião de quinta-feira, com os responsáveis do Ministério da Saúde, chegou ao fim sem acordo sobre a revisão das carreiras e que o sindicato comunicou ao Ministério as suas intenções. «Caso segunda-feira não tenhamos, até ao final do dia, a contraproposta, terça-feira sai um pré-aviso de greve de dois dias, que os enfermeiros irão fazer proximamente», afirmou.
A responsável explicou que, durante a reunião, houve um «ligeiro aproximar de posições, relativamente à estrutura de carreira», mas que existem «princípios estruturantes» em que sindicato e Ministério continuam a ter posições afastadas. «Neste momento, não aceitamos que o Ministério da Saúde nos apresente qualquer tipo de contraproposta com prazos dilatados e foi isso mesmo que transmitimos ao Ministério da Saúde», explicou.
Guadalupe Simões afirmou, no entanto, que os enfermeiros estarão «sempre disponíveis para negociar ou para desconvocar a greve, se, eventualmente, houver da parte do Ministério da Saúde um aproximar de posições».
«Ainda que possamos vir a negociar com o pré-aviso de greve ou até desconvocar a greve, se a proposta que o Ministério da Saúde nos apresentar vier de encontro às nossas pretensões ou, pelo menos, nos permitir vislumbrar que se pode fazer caminho no processo negocial, não podemos permitir é este arrastamento deste processo por culpa do Ministério da Saúde», sublinhou a presidente do sindicato.


CORREIO DA MANHÃ
Concentração junto ao Ministério da Saúde - Enfermeiros apitam contra alteração de carreira
Perto de duas centenas de enfermeiros concentraram-se frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, munidos de apitos, para protestar contra a proposta do Governo de reestruturação da carreira
Promovida pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, a concentração decorre um dia depois desta estrutura ter reunido com a ministra da Saúde.
Segundo o dirigente sindical José Carlos Martins, no encontro em causa a tutela deu sinais de ‘alguma aproximação’ às reivindicações dos enfermeiros. Ainda assim, os enfermeiros insistiram no protesto de hoje como forma de dizer ao Governo que esperam ver concretizada uma nova proposta com essa aproximação de ideias. O sindicato espera que esta proposta chegue até à próxima segunda-feira, caso contrário, emitirá na quarta-feira um pré-aviso de dois dias de greve que deverá acontecer na semana entre 30 de Março e 3 de Abril.

Jnoticias
Enfermeiros e Ministério da Saúde não se entendem
Dia 14 - O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou que se mantém a manifestação desta sexta-feira junto ao Ministério da Saúde e que, caso não receba uma contraproposta até segunda-feira, fará um pré-aviso de greve na terça-feira.
Em declarações à Agência Lusa, a presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Guadalupe Simões, explicou que a reunião de quinta-feira com os responsáveis do Ministério da Saúde chegou ao fim sem acordo sobre a revisão das carreiras e que o sindicato comunicou ao Ministério as suas intençõe.
“Caso segunda-feira não tenhamos até ao final do dia a contraproposta, terça-feira sai um pré-aviso de greve de dois dias que os enfermeiros irão fazer proximamente”, afirmou Guadalupe Simões.
A responsável explicou que durante a reunião houve um “ligeiro aproximar de posições relativamente à estrutura de carreira” mas que existem “princípios estruturantes” em que sindicato e Ministério continuam a ter posições afastadas.
“Neste momento nós não aceitamos que o Ministério da Saúde nos apresente qualquer tipo de contraproposta com prazos dilatados e foi isso mesmo que transmitimos hoje no Ministério da Saúde”, explicou à Lusa.
Guadalupe Simões afirmou no entanto que os enfermeiros estarão “sempre disponíveis para negociar ou para desconvocar a greve se eventualmente houver da parte do Ministério da Saúde um aproximar de posições”.
“Ainda que possamos vir a negociar com o pré-aviso de greve ou até desconvocar a greve, se a proposta que o Ministério da Saúde nos apresentar vier de encontro às nossas pretensões ou pelo menos nos permitir vislumbrar que se pode fazer caminho no processo negocial, não podemos permitir é este arrastamento deste processo por culpa do Ministério da Saúde”, sublinhou a presidente do sindicato.

12 Março 2009

A enfermeira Cláudia Vieira em "Contrato"

Com uma enfermeira destas qualquer doente fica logo melhor.” As palavras, tão divertidas quanto assertivas, são do ‘dr. Machado’, ou melhor, do actor Joaquim Nicolau de bata vestido para mais uma cena de ‘Contrato’, filme de Nicolau Breyner.

O médico veio avaliar a evolução clínica do paciente, o assassino ‘Peter McShade’ (Pedro Lima), que apesar de maltratado por uma grande tareia que o atirou para uma cama de hospital – e que não lhe poupou umas nódoas negras verdadeiras – não deixa de se fazer à bela e sensual enfermeira.

De bata vestida está também Cláudia Vieira, em estreia no grande ecrã como ‘Júlia’, uma enfermeira muito sensual. E especial. “Ela é uma assassina contratada para matar o ‘McShade’”, avança a actriz, que se preparou para o novo métier. Teve treino com agulhas “para saber dar injecções” e dicas de profissionais “para as cenas de dar o banho ao doente, virá-lo”. Mas não lhe ensinaram a inibir sentimentos.

“Ela apaixona-se pelo protagonista, o que lhe vai dificultar a missão”, revela a ‘Mata Hari’ contratada por ‘Mónica’, personagem interpretada por Sofia Aparício.

A ENFERMEIRA E O ASSASSINO
A temperatura sobe e de que maneira, nas cenas no chuveiro e na cama. Aí, a misteriosa enfermeira despe a bata e mostra-se nua. Imagens picantes que revelam muito do corpo de Cláudia Vieira.

Aparece nua, enquanto dá vida aos momentos intensos e carregados de erotismo com a personagem de Pedro Lima. São cenas ousadas que dão a entender que está completamente nua.
Porque razão teimam em utilizar a imagem da enfermeira desta forma? Porque não colocaram uma médica? Uma auxiliar de acção-médica? É incrivel a imagem que paira na cabeça de muitos cineastas relativamente á enfermagem.

Associação SEMEAR O AMANHÃ

A Associação SEMEAR O AMANHÃ, é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como fim a Promoção da Saúde. Nasceu há cerca de 1 ano! A 28 de Fevereiro de 2008. Descubra mais sobre a associação e as actividades que esta desenvolve. É um excelente projecto coordenado essencialmente por enfermeiros de Saúde Comunitária e Reabilitação

Visite em: http://www.semearoamanha.pt/

Associação de Promoção da Saúde - SEMEAR O AMANHÃ
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11 Março 2009

Só para abrir os horizontes... a enfermagem lá fora

fonte: retirado parcialmente do Cogitare em Saúde

Na Grã-Bretanha, Enfermeiros realizam endoscopias digestivas, gestos estritamente realizado em França por médicos. No entanto um estudo mostra que eles se tão bem como profissionais.Para enfrentar a escassez de médicos, em contraste com a crescente procura de cuidados de saúde, decidiu-se transferir para os Enfermeiros uma série de actos que anteriormente eram actos médicos?
Esta foi a aposta feita pelo governo francês, para reduzir a carga sobre os médicos e reduzir os períodos de espera. Este Governo decidiu há alguns anos autorizar enfermeiros a desempenhar endoscopias digestivas altas (ou seja, explorando o esófago, estômago), e avaliar o menor Sigmoidoscópios cólon e reto.Dois estudos recentemente publicados no British Medical Journal indicam que o enfermeiro pode realizar com segurança este tipo de análise e outros actos!

Em França, apesar de uma reflexão em curso da Alta Autoridade da saúde, que propôs, em um relatório no ano passado para delegar certas procedimentos médicos aos enfermeiros, isto levanta algumas reticências. O objectivo dos britânicos é a delegar somente a endoscopia enfermeiros treinados, a decisão de realizar o acto, como o tratamento , o resto, o diagnostico será do campo médico.
Não há especial diferença

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores britânicos de saúde pública lançaram um inquérito, em 2002, intitulado (Multi-Instituição Enfermeira Endoscopia Trial), comparando os resultados das endoscopia realizadas por médicos e enfermeiros. Cerca de 1800 pessoas voluntárias participaram neste estudo.
Foram separados em dois grupos após o sorteio. O primeiro grupo recebeu uma endoscopia realizada por um médico, a segunda por um enfermeiro. As imagens vistas na endoscopia foram registradas por um sistema de vídeo e, em seguida, para avaliar a relevância do diagnóstico entre os dois grupos.Os resultados publicados no British Medical Journal, 28 fev. Concluiu que não houve diferença entre os dois grupos em relação à duração do exame, as complicações imediatas ou tardias, e os diagnósticos realizados.

Em França, a delegação de tarefas está lutando para se afirmar, apesar da escassez de profissionais. Neste País as Enfermeiras parteiras podem prescrever a pílula, na ausência de complicações.
Mais a Alta Autoridade da Saúde num relatório do ano passado, apelou à delegação de actos mostrando concordância nos resultados obtidos pelos médicos e enfermeiros sobre vários temas (exame antes da doação de sangue, ecocardiografia … ).” ( Fonte : Le Figaro)

As lutas do futuro?

fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/as-lutas-do-futuro_5022.html
por: Paulo Kuteev Moreira, Doutor em ‘Health Management' pela Universidade de Manchester

Continuamos com hospitais a funcionar a menos de 50% da sua capacidade e ausência de respostas domiciliárias locais.

As políticas de contenção orçamental implementadas nos últimos anos têm-se saldado pelo esvaziamento da capacidade de resposta dos serviços públicos de saúde. Com o devido reconhecimento a um grupo de colegas que iniciou recentemente uma reflexão independente sobre o futuro do SNS, permito-me replicar a constatação de que o sector público adquire produção ao sector privado que equivale a cerca de 10% da despesa do SNS, aproximadamente 500 milhões de euros anuais.

Entre 1998 e 2007 as taxas de crescimento deste processo de aquisição de produção ao sector privado pelas unidades públicas apresenta números verdadeiramente impressionantes. A saber, a compra de exames complementares de diagnóstico e terapêutica, consultas, cirurgias e internamentos, cresceu 700%. Outros dois exemplos concretos: as endoscopias cresceram 400% no sector público contra 950% no sector privado; a imagiologia cresceu 100% no sector público contra 300% no sector privado.

Que significa este discreto fenómeno? Que enquadramento das políticas de saúde tem permitido legitimar esta evolução? Não tenho, por princípio, nenhuma dúvida sobre o interesse público da compra de serviços privados para servirem as necessidades dos cidadãos que apenas têm acesso a serviços públicos que não lhes garantem respostas para as suas necessidades. Porém, a falta de clareza e discussão aberta sobre este processo merece profundas reticências em duas questões interdependentes e essenciais das políticas de saúde: a) este crescimento contínuo das compras ao sector privado, que sugere uma clara incapacidade de resposta do sector público às necessidades das populações, parece questionar a efectividade do crescimento simultâneo do orçamento do sector público aplicado no sector hospitalar do SNS; b) sendo claro o excesso de oferta das respostas hospitalares públicas em serviços como o internamento agudo em algumas regiões do país, torna-se necessário explicar a lógica de crescimento do sub-sector hospitalar exigida para o futuro por alguns agentes do SNS. O choque entre estas duas questões tem impossibilitado o debate coerente sobre o futuro do financiamento do SNS. A sua resolução será uma das "lutas" políticas (não necessariamente partidárias) mais complexas a que assistiremos no futuro.

Por outro lado, também temos constatado neste espaço de reflexão, que os cuidados domiciliários terão que ser fortemente reforçados em Portugal. Esta deficiência, corroborada pelos dados do Eurostat, embaraça um país que ainda tem hospitais a funcionar a menos de 50% da sua capacidade instalada mas insiste em manter essas respostas desadequadas das reais necessidades das populações locais. Esta deverá ser uma das lutas do futuro ainda que dependente dos movimentos de cidadania e do melhor desenvolvimento da literacia em saúde da nossa população. Um outro desafio actual é a atitude política de afrontamento destrutivo a que estão a ser submetidos os profissionais do Serviço Nacional de Saúde.

Particularmente a enfermagem portuguesa que se destaca na Europa como uma das mais qualificadas em termos de graus académicos, mas que, paradoxalmente, está a ser submetida a um claro processo de ‘downgrading' profissional. O actual processo de negociação das carreiras de enfermagem corre no sentido do conflito com as piores consequências para o desenvolvimento estratégico do SNS e as novas respostas de que a população necessita. Para além da arrogância institucional, imagem de marca do actual Governo, o conflito tem origem nas propostas do Ministério da Saúde que, na essência, iniciam um processo de utilização das competências de enfermagem como se de trabalho pouco qualificado se tratasse.

Esta atitude demonstra um claro desfasamento das tendências europeias e, sobretudo, dos novos enquadramentos de ‘skills mix' para a modernização das respostas inter-sectoriais no âmbito do desenvolvimento de uma abordagem de políticas sociais integradas e de partilha de recursos na comunidade. A seguir são os médicos.

Carta enviada pelo SEN e SIPE à Ministra

fonte: SEN

Ver documento em PDF

05 Março 2009

Enviem uma carta de Contestação ao Presidente, Ministra e Governo

fonte: Cogitare em Saúde

Dando lugar a uma sugestão que aqui nos foi dada consideramos que não podemos descurar nenhuma possibilidade para que as forças politicas acordem ao que estão a fazer à maior e à mais cumpridora classe de profissionais em Saúde.

Apelamos a que publiquem este Post nos vossos blogs, transmitam-no via email e copiem a carta que vos deixamos (ver em baixo) para os seguintes sites, Fax ou email…

- Carta para o Presidente da Republica (link- cliquem aqui) )
- Carta ao Governo (link - cliquem aqui)
- Ministra: Ana Jorge Morada : Av. João Crisóstomo, 9, 6º -1049-062 LisboaTel.: 213 305 000 Fax: 213 305 175Correio electrónico: gms@ms.gov.pt

Deste modo, voltamos a mostrar toda a nossa indignação. Várias foram as promessas sucessivas de que Enfermagem veria ser reposto o seu valor a carreira de Licenciados. Já estamos fartos de esperar, por isso deixamos este documento que caso assim entenderem só têm que assinar e enviar por mail ou fax para o Ministério da Saúde.

“Sra. Ministra da Saúde/Presidente da República/Governo(1º Ministro)

EU, INDIVIDUALMENTE, TAMBÉM CONTESTO!
No passado dia 20 de Fevereiro, durante a Greve Nacional de Enfermeiros, a Sra. Ministra da Saúde anunciou e, finalmente, concretizou o envio, aos Sindicatos, da proposta reformulada, cujo compromisso tinha assumido no dia 29 de Dezembro de 2008.

Na proposta constato, e no que diz respeito a estes 4 princípios:
1. UMA CARREIRA PARA TODOS OS ENFERMEIROS – face a esta reivindicação, justa, o Ministério assume que a mesma apenas está dependente de uma decisão politica, razão pela qual propõe que os actuais enfermeiros, a contrato individual de trabalho por tempo indeterminado possam optar pelo que vier a ficar regulamentado neste decreto-lei. Contudo, isso não é suficiente! Nós, enfermeiros, não aceitaremos a manutenção de qualquer tipo de discriminação e, na realidade, o que a Sra. Ministra está a propor é o seu aprofundamento, porque, no âmbito da sua opção, estão vedadas todas as restantes regras aplicáveis aos colegas com contrato de trabalho em funções públicas e, inadmissivelmente, nada disto é possível para os futuros enfermeiros.

2. UMA CARREIRA COM UMA ÚNICA CATEGORIA – a Sra. Ministra ao manter uma proposta com duas categorias, insuficientemente justificada com supostos conteúdos funcionais diferentes, contrários ao que hoje está legalmente consagrado no REPE, no Decreto de Lei que transforma a formação dos enfermeiros em Licenciatura e no Código Deontológico revela apenas ter um objectivo: IMPEDIR O DESENVOLVIMENTO DOS ENFERMEIROS NO LEQUE SALARIAL QUE O ACTUAL GOVERNO CONSIDEROU SER O MAIS JUSTO PARA REMUNERAR OS LICENCIADOS.

3. DESCATEGORIZAÇÃO DOS ACTUAIS ENFERMEIROS DA ÁREA DA GESTÃO – se a anterior proposta já era por nós considerada uma vergonha e um “atentado” à profissão, para esta só encontramos adjectivos num léxico pouco propício. Aos enfermeiros que estão, hoje, nas categorias de gestão da actual carreira de enfermagem, independentemente do que se tenha de reflectir sobre as práticas profissionais, foi exigido sempre concursos de acesso às categorias superiores; no acesso à categoria de enfermeiro graduado até 1988 para além do concurso era exigido um exame escrito de estudo obrigatório de 12 temas dos quais era escolhido 1 pelo júri. Para acesso à categoria de Enfermeiro Especialista era exigido, até 1991, nota positiva no exame de acesso à especialidade (a partir desta data passou a ser exigido a avaliação curricular), frequência da especialidade e posterior concurso de acesso à categoria, primeiro com exame escrito e depois com apreciação curricular. Para acesso à categoria de Enfermeiro Chefe e Supervisor era necessário a frequência dos cursos de Administração, concurso, apreciação e discussão curricular e, em muitos casos, avaliação do perfil psicológico. É DE TODO ESTE PERCURSO, INTRINSECAMENTE LIGADO AO DESENVOLVIMENTO DA PROFISSÃO que não é de todo admissível esta proposta da Sra. Ministra.

4. GRELHA SALARIAL – é inadmissível que a Sra. Ministra esteja a propor aos enfermeiros uma remuneração de ingresso na actividade abaixo daquela que o Governo, por lei, consagrou para os restantes Licenciados da Administração Pública. É intolerável que a Sra. Ministra apresente uma proposta que coloque o topo da carreira dos enfermeiros abaixo do topo da actual carreira de técnico superior. É insustentável que a Sra. Ministra queira perpetuar a discriminação do reconhecimento do valor social do trabalho dos enfermeiros e, mais grave, que inadmissivelmente diminua, na proposta que se pretende para e com futuro, as expectativas de desenvolvimento salarial quando a comparamos com a actual Carreira de Enfermagem.
Porque o que está em causa é a Profissão de Enfermagem e o seu Desenvolvimento;Porque o que está em causa é o reconhecimento do grau académico e do valor social da profissão;
Porque não posso continuar a aceitar qualquer tipo de discriminação para e entre os enfermeiros, quer já estejam no exercício ou para os futuros,CONTESTO E REPUDIO VEEMENTEMENTE A PROPOSTA QUE NOS ENVIOU!
…………………(assinatura)………………….……………

02 Março 2009

Polícia de choque usa força para deter enfermeiro

fonte: Observatório do algarve

António Malta, funcionário do IDT, em serviço, foi detido pelo corpo de intervenção da PSP em Portimão,“com técnicas de segurança para quebrar a resistência de um indivíduo” e acabou no hospital do Barlavento.

A mega operação desencadeada pela PSP, ASAE e SEF no Algarve, sexta a noite, contou com episódio violento em Portimão.

O enfermeiro António Malta deslocava-se na unidade móvel de prevenção do Instituto da Droga e Toxicodependência, cerca da meia noite, dirigindo-se para o estacionamento do supermercado Lidl em Portimão, quando foi interceptado por uma operação de fiscalização realizada por elementos do corpo de intervenção da PSP no âmbito da mega operação realizada nas cidades de Faro, Portimão, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António e que mobilizou 200 elementos das diversas forças policiais. (ver notícia aqui).

TODOS PELA CARREIRA DE ENFERMAGEM

enviado por Enfº Belmiro Rocha

Como todos sabem, no dia da greve a Sra Ministra remeteu aos sindicatos a reformulação da Proposta do MS sobre a Carreira de Enfermagem.Após a análise dessa nova proposta, chegamos á conclusão que a NOVA PROPOSTA É UM ATENTADO À DIGNIDADE DOS ENFERMEIROS E Á PROFISSÃO.

Também no que diz respeito Á TRANSIÇÃO REMUNERATÓRIA dos actuais enfermeiros... É UMA VERGONHA. Neste sentido estão a ser organizadas reuniões de discussão com os enfermeiros em vários locais de trabalho, dia 12 de Março no Hospital São marcos – braga pelas 15h30 e está marcada uma CONCENTRAÇÃO NACIONAL DE ENFERMEIROS junto ao Ministério da Saúde, no DIA 13 DE MARÇO DE 2009.

Como vemos, TEMOS QUE CONTINUAR A FAZER PRESSÃO E A LUTAR PELA DIGNIDADE DA PROFISSÃO E DOS ENFERMEIROS. Alertamos para a reunião do dia 12 de Março ás 15H 30min no Hospital de braga e ainda para a CONCENTRAÇÃO NACIONAL DE ENFERMEIROS no dia 13 de Março ás 11H 30min, junto ao Ministério da Saúde. Como já aconteceu em ocasiões anteriores o SEP organiza transporte e colocará nos serviços fichas de inscrição para os interessados em participar (esperamos que, se não forem mais, sejam pelo menos os mesmos - em número - que até aqui têm aderido a estas iniciativas).

LEMBRAMOS QUE, PARA MOSTRAR A NOSSA INDIGNAÇÃO, TEMOS QUE COLOCAR EM FRENTE AO MINISTÉRIO UM NÚMERO DE ENFERMEIROS NUNCA INFERIOR AO DE 1 DE OUTUBRO DE 2008 (3000 ENFERMEIROS). CASO CONTRÁRIO DEMONSTRAREMOS QUE ESTAMOS A DESMOBILIZAR E A DESISTIR DA LUTA... ISSO NUNCA

Documentos anexos:
Carreira de Enfermagem - comunicado 9.pdf168K
Proposta de transição Fev09 - TABELA COMPARATIVA.pdf54K
Proposta do MS 20Fev09- doc63K
Proposta do MS 20Fev09 - Anexo I.doc41K