28 Fevereiro 2009

Publicação integral da proposta do Ministério da Saúde para a nova Carreira de Enfermagem

fonte: Doutor Enfermeiro

"Com a Lei de Bases da Saúde, aprovada em 1990, foi instituída uma nova política de recursos humanos para a saúde com vista a satisfazer, à luz da conjuntura, as necessidades da população, com garantia da formação dos profissionais e segurança dos cuidados, procurando uma adequada cobertura em todo o território nacional. No seguimento do disposto na Base XII daquela Lei, foi aprovado um novo Estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS), revisão em 1993 do estatuto inicial de 1979, no sentido de criar unidades integradas de cuidados de saúde e flexibilizar a gestão dos recursos. Dada a relevância social do direito à protecção da saúde, adoptaram-se mecanismos especiais de mobilidade e de contratação de pessoal, pretendendo compensar as desigualdades de acesso e de cobertura geodemográfica cumprindo a obrigação constitucional de universalidade do acesso à prestação de cuidados de saúde. Do mesmo modo que se investiu em novas instalações, novas tecnologias médicas e de informação, implementaram-se também métodos de organização e gestão, de entre os quais a definição de carreiras constituiu um factor agregador das competências e garantias do Serviço Nacional de Saúde. Com as alterações de gestão e organização que prefiguraram uma aposta na qualidade e na criação de novas estruturas, a consagração legal da carreira de enfermagem em 1991,conforme o DL 437/91 de 8 de Novembro, ora revogado, desenvolveu e valorizou a prestação de enfermagem no SNS, como um todo coeso e coerente, com especificidades próprias e projecto sustentável. Na presente legislatura, encetou-se a reforma da Administração Pública, estabelecendo a Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, novos regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas, prevendo, em particular, a revisão dos regimes dos corpos ou carreiras especiais. Neste contexto, a natureza da prestação de cuidados de enfermagem, pela sua especificidade, conteúdo funcional e independência técnica, não permite a sua absorção em carreira geral e impõe a criação de uma carreira especial. Deste modo, nos termos do artigo 41.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, o presente decreto-lei revoga o Decreto-Lei n.º 437/91, de 8 de Novembro, e define o regime legal da carreira de enfermagem, enquanto carreira especial da Administração Pública. Esta carreira especial, implementando um modelo de referência em todo o SNS, independentemente da natureza jurídica dos estabelecimentos e serviços, pretende reflectir um modelo de organização de recursos humanos essencial à qualidade da prestação e à segurança dos procedimentos.

Este decreto-lei mantém uma carreira única, integrando as actuais cinco categorias em duas, remetendo para deveres funcionais comuns de todos os trabalhadores e conteúdo funcional genérico de prestação de cuidados de saúde e investigação. Estabelecem-se duas categorias, enfermeiro e enfermeiro principal, as quais reflectem uma diferenciação de qualificação técnica e de titulação profissional. Fixam-se as regras de transição para as novas categorias. Foram observados os procedimentos decorrentes da Lei n.º 23/98, de 26 de Maio. Foram ouvidos os órgãos de governo próprio das Regiões Autónomas. Assim: Nos termos do regime jurídico estabelecido pela Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, e nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:

Capítulo I Objecto e âmbito
Artigo 1.ºObjecto

O presente decreto-lei define o regime legal da carreira de enfermagem, como carreira especial prevista nos artigos 41.º e 101º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro.
Artigo 2.º
Âmbito
1 - O presente decreto-lei aplica-se aos enfermeiros integrados na carreira de enfermagemcuja relação jurídica de emprego público seja constituída por contrato de trabalho em funções públicas. 2 - O presente decreto-lei aplica-se nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, sem prejuízo das competências dos órgãos de governo próprios.

Capítulo II
Estrutura da carreira
Artigo 3.º Categorias
A carreira especial de enfermagem é pluricategorial e estrutura-se nas seguintes categorias:
a) Enfermeiro; b) Enfermeiro Principal.

Artigo 4.º
Deveres funcionais
1- Os trabalhadores integrados na carreira especial de enfermagem estão obrigados ao cumprimento dos deveres gerais estabelecidos para os trabalhadores que exercem funções públicas. 2 - Sem prejuízo do conteúdo funcional inerente à respectiva categoria, os trabalhadores da carreira especial de enfermagem estão sujeitos ao cumprimento dos seguintes deveres profissionais: a) Exercer a sua profissão com respeito pelo direito à protecção da saúde dos utentes e da comunidade, com primazia do interesse do utente; b) Informar devidamente o utente sobre os cuidados a prestar e prestados, na medida das suas competências, assegurando a efectividade do consentimento informado; c) Exercer as suas funções com zelo e diligência, assegurando na medida em que lhe seja exigido, a necessária actuação interdisciplinar, tendo em vista a continuidade e garantia da qualidade da prestação de cuidados; d) Cumprir o dever de sigilo profissional e todos os deveres éticos e princípios deontológicos a que está obrigado; e) Actualizar e aperfeiçoar conhecimentos e competências na perspectiva de desenvolvimento profissional e de aperfeiçoamento do seu desempenho; f) Colaborar com todos os intervenientes no trabalho de prestação de serviços de saúde, favorecendo o desenvolvimento de relações de cooperação, respeito e conhecimento mútuo. 3 - Os enfermeiros têm autonomia técnica e cientifica no âmbito do exercício das suas funções e das suas competências, sem prejuízo do especial dever de colaboração interdisciplinar e obediência às ordens e instruções das hierarquias em matéria de organização de serviços.

Artigo 5.º
Conteúdo funcional
As funções integradas no conteúdo funcional genérico da carreira de enfermagem, definido no presente artigo, devem ser exercidas no âmbito de todas as categorias, com respeito pela autonomia técnico-científica inerente às respectivas competências ou especialidades de enfermagem, nomeadamente: a) Prestar cuidados de enfermagem aos doentes, utentes ou grupos populacionais sob a sua responsabilidade ou sob a responsabilidade da equipa na qual estejam integrados; b) Recolher, registar e efectuar tratamento e análise de informação relativa ao exercício das suas funções, incluindo aquela que seja relevante para os sistemas de informação institucionais e nacionais na área da saúde; c) Participar em programas e projectos de investigação em enfermagem, nacionais ou internacionais, na sua área de especialização; d) Colaborar na formação de enfermeiros em processo de especialização, enfermeiros em formação básica e integração à vida profissional, bem como alunos da licenciatura em enfermagem; e) Participar em júris de concursos ou noutras actividades de avaliação dentro da sua área de competência.
Artigo 6.º Conteúdo funcional da categoria de enfermeiro

1 – O conteúdo funcional da categoria de enfermeiro compreende funções de enfermagem, de complexidade variável circunscritas em directivas gerais bem definidas, enquadradas em equipa, e, nomeadamente: a) Identificar, planear e avaliar os cuidados de enfermagem e efectuar os respectivos registos, bem como participar nas actividades de planeamento e programação do trabalho de equipa a executar pela unidade ou serviço; b) Participar nas acções que visem articular entre os diferentes níveis de cuidados de saúde; c) Executar tarefas de apoio ao funcionamento da unidade ou serviço; d) Colaborar na formação realizada nas unidades de cuidados. 2 – Compete ainda ao enfermeiro, com especialização, funções de enfermagem de complexidade variável e, nomeadamente: a) Orientar os trabalhadores de enfermagem, nomeadamente nas equipas multiprofissionais, no que concerne à definição e utilização de indicadores que permitam avaliar, de forma sistemática as mudanças verificadas no sistema de saúde do utente, do grupo e da comunidade; b) Planear e organizar o trabalho a executar pela equipa, com vista a uma maior eficiência dos recursos; c) Assegurar a formação em serviço dos trabalhadores de enfermagem e outro pessoal da unidade de cuidados; d) Participar ou orientar equipas de projectos de investigação em enfermagem.
Artigo 7.º Conteúdo funcional da categoria de enfermeiro principal
Para além das funções inerentes à categoria de enfermeiro, o conteúdo funcional da categoria de enfermeiro principal compreende funções de complexidade variável e de grande complexidade e responsabilidade, e nomeadamente: a) Exercer funções técnicas de coordenação e de chefia funcional dos trabalhadores da carreira de enfermagem, nomeadamente nas equipas multiprofissionais, no que concerne à definição e utilização de indicadores que permitam avaliar, de forma sistemática as mudanças verificadas no sistema de saúde do utente, do grupo, da comunidade e introduzir as medidas correctivas consideradas necessárias; b) Supervisionar o planeamento, programação e avaliação do trabalho da respectiva equipa; c) Planear e incrementar acções e métodos de trabalho que visem a melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados, procedendo à respectiva avaliação; d) Coordenar ou dirigir funcionalmente as equipas de investigação em enfermagem; e) Identificar as necessidades de recursos humanos, tendo em vista os cuidados de enfermagem a prestar, cabendo-lhe a responsabilidade de os distribuir e adequar às necessidades existentes, nomeadamente através da elaboração de horários e planos de férias; f) Orientar as actividades de formação de enfermagem; g) Promover a concretização dos compromissos assumidos pelo órgão de gestão do estabelecimento ou serviço com os estabelecimentos de ensino, relativamente à formação básica e pós-básica de enfermeiros; h) Assegurar a informação que caracteriza o nível de produção, actividade ou qualidade da sua equipa; i) Integrar o órgão de gestão das unidades de cuidados, sempre que a lei preveja aparticipação de enfermeiro;
Artigo 8º Grau de Complexidade Funcional
A carreira especial de enfermagem é classificada como de grau 3 de complexidade funcional.
Artigo 9.º Condições de admissão
1 - O exercício de funções no âmbito da carreira especial de enfermagem depende da inscrição na Ordem dos Enfermeiros. 2 - Os enfermeiros principais devem estar reconhecidos pela Ordem dos Enfermeiros como enfermeiros especialistas.
Artigo 10.º Recrutamento
1 - O recrutamento para os postos de trabalho, correspondentes à carreira de enfermagem, incluindo mudança de categoria, é feito mediante concurso. 2 - Os trâmites e os requisitos de candidatura ao concurso previsto no número anterior, são aprovados por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da Administração Pública e da saúde. 3 – O recrutamento para os postos de trabalho sujeitos ao regime do Código do Trabalho é feito mediante processo de selecção com observância do disposto no artigo 9.º do presente decreto-lei.
Artigo 11.º Remunerações
As remunerações-base são fixadas com base no regime previsto nos artigos seguintes e constam do Anexo I, o qual faz parte integrante do presente decreto-lei.

Artigo 12.º Posições remuneratórias
1 - A cada categoria da carreira especial de enfermagem corresponde um número variável de posições remuneratórias, constantes do Anexo I ao presente decreto-lei que dele faz parte integrante. 2 - A determinação da posição remuneratória na categoria de recrutamento é objecto de negociação, nos termos previstos no artigo 55º da Lei 12-A/2008, de 27 de Dezembro. 3 - A alteração da posição remuneratória na categoria faz-se nos termos dos artigos 46.º a 48º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, tendo em conta o sistema de avaliação do desempenho dos enfermeiros.
Artigo 13.º Duração e organização do tempo de trabalho
1 - A duração do tempo de trabalho aplicável à carreira especial de enfermagem é a constante do regime do contrato de trabalho em funções públicas, aprovado pela Lei nº 59/2008, de 11 de Setembro, com as especificidades decorrente do número seguinte. 2 - O período normal de trabalho dos enfermeiros é de 35 horas semanais.
Artigo 14.º Cargos específicos de gestão
1 - Os enfermeiros integrados na carreira de enfermagem podem exercer cargos específicos de gestão ou assessoria especializada previstos na organização interna dos estabelecimentos e serviços de saúde desde que sejam titulares da categoria de enfermeiro principal ou, em casos devidamente fundamentados, de enfermeiro com especialização. 2 - Sem prejuízo do disposto em lei especial, e de acordo com a organização interna dos estabelecimentos e serviços do Serviço Nacional de Saúde, o exercício de funções previstas no número anterior é cumprido em comissão de serviço por três anosrenovável por iguais períodos, sendo a respectiva remuneração fixada em diploma próprio.
Artigo 15.º Período experimental
O período experimental para os contratos de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado, celebrados por enfermeiros, tem a duração de 90 dias.

Artigo 16º Avaliação do desempenho
1 - A avaliação do desempenho relativa aos trabalhadores que integrem a carreira especial de enfermagem rege-se pelo regime da Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro, com as adaptações que, nos termos no n.º 6 do artigo 3.º da mesma Lei, forem introduzidas por Instrumento de Regulamentação Colectiva do Trabalho.
2 - Na ausência de Instrumento de Regulamentação Colectiva do Trabalho, as adaptações previstas no número anterior, são efectuadas por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da Administração Pública e da saúde.
Artigo 17.º Instrumentos de Regulamentação Colectiva de Trabalho
As normas do regime legal da carreira especial de enfermagem podem ser afastadas por instrumento de regulamentação colectiva de trabalho, nos termos da lei.
Capítulo III Normas de transição
Artigo 18.º Transição para a nova carreira
1 - A carreira de enfermagem criada nos termos do Decreto-Lei n.º 437/91, de 8 de Novembro é extinta. 2 - Os trabalhadores integrados na carreira prevista no número anterior são integrados na carreira de enfermagem nos termos do presente decreto-lei. 3 – Passam a deter a categoria de enfermeiro, os enfermeiros com as seguintes categorias: a) Enfermeiro; b) Enfermeiro graduado; c) Enfermeiro especialista;
d) Enfermeiro chefe com escalão 1 a 5; e) Enfermeiro supervisor com escalão 1 a 4. 4 – Passam a deter a categoria de enfermeiro principal, os enfermeiros com as seguintes categorias: a) Enfermeiro chefe com escalão 5 a 7, b) Enfermeiro supervisor com escalão 5 e 6.

Artigo 19.º Reposicionamento remuneratório
O reposicionamento remuneratório dos trAbalhadores de enfermagem integrado na carreira especial de enfermagem faz-se nos termos do artigo 104.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro e nos termos do Anexo II ao presente decreto-lei, do qual faz parte integrante.

Artigo 20.º Mapas de pessoal
Os mapas de pessoal consideram-se automaticamente alterados, passando as categorias e remunerações a ser as constantes do presente decreto-lei.
Capítulo IV Disposições finais e transitórias
Artigo 21.º Disposição final
1 - A aplicação do presente decreto-lei aos enfermeiros com contrato de trabalho celebrado com as entidades públicas empresariais do Serviço Nacional de Saúde, opera-se nos termos dos diplomas legais que definem o regime jurídico dos trabalhadores dessas entidades e nos termos em que for outorgado o instrumento de regulamentação colectiva de trabalho aplicável. 2 - A aplicação do presente decreto-lei aos enfermeiros em regime de cedência de interesse público junto de entidades gestoras de parcerias em saúde, opera-se nos termos dos diplomas legais que definem o regime jurídico dos trabalhadores dessas entidades e nos termos em que for outorgado o instrumento de regulamentação colectiva de trabalho aplicável. 3 - O disposto no artigo 11.º não se aplica aos casos abrangidos pelos números anteriores do presente artigo, para os quais são estabelecidas remunerações mínimas em sede de instrumento de regulamentação colectiva de trabalho. 4 - Os trabalhadores de enfermagem com contrato de trabalho vigente à entrada em vigor do presente decreto-lei, celebrado com as entidades públicas empresariais da saúde ou com as entidades gestoras de parcerias em saúde, pode requerer, à entidade patronal, por escrito, a todo o tempo, a adesão ao regime disposto no presente decreto-lei, com imediata produção de efeitos. 5 - Para efeitos de exercício do direito de opção previsto no número anterior do presente artigo, os trabalhadores interessados devem apresentar requerimento por escrito dirigido ao membro do Governo responsável pela área da saúde, com faculdade de delegar.

Artigo 22.º Norma transitória
No prazo de 30 dias, a contar da data de publicação do presente decreto-lei são desencadeados os instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho previstos no artigo17.º.

Artigo 23.º Norma revogatória
É revogado o Decreto-Lei n.º 437/91, de 8 de Novembro.

Visto e aprovado em Conselho de Ministros de O Primeiro-Ministro O Ministro de Estado e das Finanças A Ministra da Saúde O Ministro da Ciência da Tecnologia e do Ensino Superior "

Prosposta da Tabela Remuneratória para os Enfermeiros

fonte: Blog Doutor Enfermeiro

Depois da publicação integral da proposta do Ministério da Saúde para a nova Carreira de Enfermagem, choveram e-mails a solicitar o "famoso" Anexo I - onde constam as remunerações insultuosamente propostas. Notem que a nosso início e topo remunerativo é inferior ao praticado entre os professores (por ex., no novo ECD, o primeiro grau de professor (antigo 4º escalão) ronda os 1520 euros e os contratados profissionalizados licenciados com 1373 euros!), a progressão é muito lenta (relação "tempo de serviço"/"remuneração" é inferior aos restantes licenciados), muito poucos Enfermeiros atingirão o topo (topo esse (nível 50), que é quase a entrada salarial (nível 47!) da tabela médica!), não existe regime de exclusividade (a oferta de mercado assim o ditou...) e não é reconhecido o desgaste/especificidade/penosidade da profissão. Se me permitem opinar, humildemente, não concebo a entrada na nossa profissão com uma remuneração-base inferior a 1500 euros.
Aqui fica o aguardado anexo

26 Fevereiro 2009

O Brutus, o Sr. Serafim e a Dona Lurdes

fonte: Blog "porque deixei de ser enfermeiro"
url: http://porquedeixeideserenfermeiro.blogspot.com/

O Brutus é um cão de grande porte, este tipo de cães geralmente não dura mais que 7 ou 8 anos. A veterinária suspeita de uma encefalite ou uma neoplasia cerebral. Os donos estão tristes, o Brutus já não se acha capaz de ser aquele cão de guarda imponente, que quando ladrava fazia tremer o intruso mais incauto, perdeu a sensibilidade proprioceptiva e em momentos de maior stress, como idas ao veterinário, perde o controle de esfíncteres esvaíndo-se em *erda. *erda pra isto, mas que vida de cão é esta? Pensará ele.. A médica de animais, prudentemente sugeriu aguardar uma semana para avaliar a evolução, mas avisou que eutanasiar poderá ser a melhor solução para terminar com o sofrimento do cachorro. O mundo animal parece estar mais avançado, eutanasiar já é palavra do vocabulário.

O Sr Serafim trabalhou toda a vida, homem sério, de bom trato. Pelas minhas contas há mais de 5 anos foi-lhe diagnosticado neoplasia intestinal, neste último ano perdeu por completo a pouca qualidade de vida que ainda lhe restava, a metastização do tumor, deteriorou por completo a sua condição física e mental, é completamente dependente em todas as necessidades básicas. A família agoniza com o seu sofrimento, exaspera com os seus gritos que aumentam apenas com um toque.

A D. Lurdes criou os 2 netos que hoje têm 14 e 11 anos. Apesar de passar os sessenta, aparenta menos dez. Calma, mas eléctrica, mulher de sete ofícios, teve uma vida difícil, mas rica e farta, nasceu na Venezuela e chegou a estar emigrada no Canadá, agora dedicava-se ao campo e às oliveiras. Foram estas inocentes árvores que a atiraram para o suplício, caiu de uma e fracturou a coluna cervical. Passa os dias entre o serviço de Ortopedia e cuidados intensivos. Estabiliza, ortopedia, pára de respirar, intensivos. A fractura é superior, atingiu a vértebra C4, a função respiratória está seriamente comprometida, o que ainda a mantém viva é uma traqueostomia. Mantém o seu perfeito juízo e já manifestou o desejo de morrer. Os filhos amam-na, daquele jeito de amar, que apenas os mais afortunados têm a possibilidade de perceber, revezam-se para, sempre que permitido, permanecerem junto dela e depois choram e desacreditam no Deus que trouxe ao mundo os seus filhos e o pão para as suas mesas.
A vida para ela já não faz qualquer sentido e sem o manifestar condena quem a prolonga, reanimando-a sucessivamente, Perdoai-lhes senhor, porque eles não sabem o que fazem, reza ao Salvador. Para ela e ao contrário do parecer dos filhos, já não tem vida de relação, não os encara, mal lhes fala. A única relação baseia-se no alívio disfarçado dos filhos de ainda puderem ver a mãe querida viva. Tamanho egoísmo que só pensam no seu pseudo-conforto.

Muitas vezes vejo escrito em diários clínicos e notas de enfermagem, “sem vida de relação”, a verdade nua e crua e a garganta entala-se-me. A vida vive do afecto e da relação, que é o seu verdadeiro motor. O resto é conversa. Quando médicos e enfermeiros escrevem “sem vida de relação” apesar de cair mal, procuro ser realista e penso, É um facto. O desenlace ideal, seria uma morte junto da família, do lar, da terra, morte serena, em paz, com a família consciencializada que é o melhor a fazer. Agora quem não passa por elas não compreende, nem muito menos sabe o que significa eutanásia. A igreja traça-lhes as ideias e o juízo.

E se o Sr Serafim fosse o papa, e a Dona Lurdes mãe de um ministro? Talvez apressassem o debate público, esclarecessem e constituíssem a eutanásia como um direito constitucional (evidentemente sustentado em princípios bioéticos) desembrulhada de preconceitos e ignorância. Sabemos que a realidade do país, o próprio sistema de saúde não estão ainda preparados para lidar com a eutanásia, comecem a trabalhar nesse sentido.

Entrevista Psiquiátrica

autores:Inês Costa, Mª José Amado, Marta Matos, Neuza Maia, Sandra Costa, Vera Ferreira
Sumário
Relação de Ajuda;
Relação terapêutica;
Exame psiquiátria
Entrevista psiquiátrica:
Objectivos;
Características;
Regras da entrevista;
Fases da entrevista;
Técnica de entrevista.



Entrevista Psiquiátrica

Depressão Major

autor: Marisa Cordeiro

Depressao Major

25 Fevereiro 2009

O dilema dos contratados de CHAM - Que Vergonha!!

Uma das nossas leitoras enviou um comentário a explicar o dilema dos enfermeiros contratados no CHAM- Viana do Castelo.

"Pois é senhores enfermeiros... em viana do Castelo, no CHAM, a grande polémica dos contratados é a história dos suplementos, que passaram a ser pagos a 25%, o que significa que uma manhã de domingo é igual a uma manhã de semana. Na noite são 13€ e na tarde 3€ de suplementos!!! Que vergonha!!!"

Fotografias das Jornadas de Enfermagem "Saúde Infantil e Pediatria"


por: enfº Fábio Gonçalves

Já estão disponíveis as fotografias das Jornadas de enfermagem de saúde Infantil e Pediatria que tiveram lugar em Lousada, nos dias 18 e 19 de Fevereiro 2009.
Ver Galeria de Fotos link para site ou link directo

Notes of Nursing de Florence Nightingale

fonte: Google Books

Aqui está um exemplar do livro de Florence Nightingale. reoarem nas informações que ela já divulgava na altura. No mínimo interessante. Podem fazer o download

Nova carreira de Enfermagem: desilusão total!

fonte: Blog Doutor Enfermeiro

Mais do uma desilusão, a proposta do Ministério da Saúde para a nova carreira de Enfermagem, é uma das maiores afrontas de sempre aos Enfermeiros!

Já tive oportunidade de ler atentamente os 23 artigos correspondentes aos 4 capítulos que a constituem (meras 12 páginas!). A revolta é total! As alterações relativas à primeira proposta são mínimas, a maioria gira à volta de conceitos. O grosso da matéria à qual os Enfermeiros se opõe veemente, subsiste! Uma vergonha!

Uma redacção simplista e dúbia, que inferioriza os Enfermeiros de uma forma agreste, tratando-os como lacaios de um sistema que pretende funcionar com recurso à humilhação da nossa classe, deixando-nos ao nível dos calcanhares dos restantes licenciados da Administração Pública!

Ofereceram um rebuçado cobarde - atribuíram o grau 3 no âmbito da complexidade - que é a única característica comum às restantes ex-carreiras Técnicas Superiores. O resto mais parece uma carreira de complexidade e categoria inferior.

A miséria é total. Os Enfermeiros ficam novamente às ordens dos médicos, e a sua progressão na carreira depende das boas graças e vontade dos senhores doutores, ou seja, retrocedemos, inexplicavelmente, no tempo. A remuneração é anedótica: o início da carreira ronda pouco mais do que 1000 euros, ou seja, semelhante ao actual!! Esta desigualdade relativamente aos restantes licenciados deve-se a quê?
Os Enfermeiros estão a ser ridicularizados! Inadmissível!

23 Fevereiro 2009

Não aumenta o salário dos enfermeiros mas gasta 90 mil em festas

fonte: Correio da Manhã por: Cristina Serra
enviada por: [enfº Flávio Faria]

Oposição critica o esbanjamento de dinheiros públicos

A ministra da Saúde, Ana Jorge, foi ‘bombardeada’, no Parlamento, com críticas dos deputados da Oposição por "esbanjar dinheiros públicos". Exemplos não faltaram. O Governo gastou 90 mil euros em duas cerimónias públicas, paga um ordenado milionário de 6152 euros ao administrador do Hospital Amadora-Sintra – mais mil euros do que o salário do primeiro-ministro, José Sócrates – e pagou 24 6719 euros, em vez de 15 000 euros pelas obras de adaptação do Centro de Saúde Vila Real em Unidade e Saúde Familiar.

Durante o debate, o deputado social-democrata Ricardo Martins confrontou a ministra Ana Jorge com o "esbanjamento de 90 mil euros em duas cerimónias pomposas que dariam para custear 5000 diárias de internamento numa unidade de Cuidados Continuados de longa duração".

Quem retorquiu não foi Ana Jorge, mas o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos: "Não foi desperdício. É importante haver condições para transmitir a informação às pessoas." E contrapôs: "Na área do medicamento, os portugueses pouparam, nos últimos quatro anos, 750 milhões."

[Não será mais importante prestar cuidados de qualidade aos doentes?? Porque não se gasta mais dinheiro nesta área?]

22 Fevereiro 2009

Greve dos Enfermeiros: dar milho aos pombos...?

fonte: Blog Doutor Enfermeiro

Começou assim... "Todos os sindicatos de Enfermagem do país decidiram entrar num processo contínuo e crescente de radicalização das formas de luta nos próximos quatro meses" link

A Ministra não gostou..."Ministra critica «clima de confronto» com os Enfermeiros" link

...e acrescentou..."A carreira de Enfermagem, como todas as carreiras técnicas, tem de ser bem pensada e discutida" link

A comunicação social noticiou..."Adesão à greve dos Enfermeiros ronda os 80%" link

... e a Ministra anunciou..."Envio de contra-proposta sobre revisão de carreiras "dentro de horas"" link

... e de facto chegou..."Foi já ao fim do dia (19 horas e 15 minutos) que chegou ao sindicato dos Enfermeiros a contra-proposta do Ministério da Saúde" link

...mas:"Contraproposta do Governo não satisfaz Enfermeiros" link

Quem deu o seu contributo à luta, está de parabéns. Grave, foi a pergunta de uma colega, ontem às 20h30': "hoje é greve?"! Assim fica difícil. Voltando, agora segue-se a "radicalização das formas de luta". Vamos lá então. Estamos fartos de milheiros, queremos a espiga que nos é devida!

Tabagismo e Amamentação


fonte: Blog Milagre de Vida - Preparação para o parto
url:
http://csfeira.blogspot.com/
por: Vânia Coimbra

São muitas as mães fumadoras que, não tendo conseguido abandonar o hábito tabágico durante a gravidez se deparam com algumas questões no período pós parto:

- As mães fumadoras podem amamentar? Quais são os efeitos do tabaco na lactação?

Deixar de fumar não é fácil. A natureza aditiva do tabaco tem sido comparada por vários autores à da heroína. Daí que a maioria das pessoas que desejam parar de fumar só o consigam após algumas tentativas. A gravidez constitui um período por excelência para abandonar este hábito. No entanto, algumas grávidas não o conseguem e, outras, retomam o hábito de fumar após o nascimento do bebé.

Em 2001, a academia americana de Pediatria modificou a sua posição relativamente à amamentação e tabagismo, fruto de resultados de novas investigações. Até esta data, a nicotina encontrava-se na lista de drogas contraindicadas durante a amamentação devido à diminuição da produção de leite, doenças respiratórias nos lactentes e transferência de nicotina e outros compostos aos bebés através do leite materno.

No entanto, estudos posteriores vieram revelar que nos casos em que as mulheres fumadoras que amamentam os seus bebés, se observou uma diminuição da incidência de doenças respiratórias nos seus bebés, comparando com os bebés de mães fumadoras alimentados com leite artificial por biberão. Isto significa que a combinação entre amamentação e tabaco é menos nociva para os bebés que a combinação leite artificial/biberão e tabaco.

Se a mãe que amamenta continua a fumar deverá ter alguns cuidados:
- fumar longe do bebé, ao ar livre, preferencialmente;
- fumar imediatamente depois de dar de mamar;
- diminuir o máximo possível o número de cigarros.


Os riscos para o bebé aumentam se uma mulher fumar muito. Se o número de cigarros for superior a 20, pode ocorrer uma diminuição da produção de leite e sintomas físicos para o bebé, tais como, náuseas (enjoos), cólicas, vómitos e diarreia. Não obstante, o tabaco reduz a capacidade do organismo absorver algumas vitaminas e minerais. Estudos efectuados na Dinamarca demonstram que as mães que fumam podem ver reduzida a sua capacidade de transportar iodo, o qual pode causar a mesma deficiência no bebé amamentado (Laurberg, 2004 cit por Villamagna e Va EEUU).

A deficiência de iodo é de particular interesse porque a principal causa evitável de danos cerebrais e atraso mental em todo o mundo. De acordo com o Dr Lauberg, “durante o período de lactação, a função tiroideia do lactente depende da quantidade de iodo presente no leite materno”. Daí que seja fundamental que as mães fumadoras que amamentam os seus bebés façam suplementos de iodo e de outros minerais e vitaminas.Em suma: principais conclusões:

- Os bebés amamentados de mães fumadoras têm menos infecções respiratórias que os bebés alimentados com leite artificial;
- As mães fumadoras devem fumar o menor número possível de cigarros;
- As mães que fumam devem fazê-lo longe do bebé, ao ar livre ou num ambiente separado do bebé, bem ventilado para reduzir a quantidade de fumo;
- As mães fumadoras devem fumar após a mamada para permitir que o nível de nicotina no leite materno tenha tempo para diminuir antes da próxima mamada;
- As mães fumadoras que amamentam devem iniciar um suplemento de iodo e outras vitaminas e minerais, falando previamente com a equipa de saúde que a está a acompanhar;
- O tabaco pode reduzir a protecção que o leite materno oferece contra o síndrome de morte súbita;
- Se uma mãe que amamenta estiver a usar produtos que reponham a nicotina não deve fumar;
- Fumar em geral é um hábito associado ao stress e à ansiedade.


Bibliografia:
http//:
www.llli.org/Lang/Espanol1/LVAugSep04.html
http//: www.who.int/topics/tobacco/es

19 Fevereiro 2009

Cristina Silva - Nova Colaboradora na Comissão Científica



Queremos desde já, dar as boas vindas a Isabel Cristina Fernandes da Silva, nova colaboradora de enfermagemPT.

Cristina Silva, como prefere ser chamada, é enfermeira no serviço de Urgência do Centro Hospitalar do Médio Ave, EPE – Unidade de Vila Nova de Famalicão desde 2002. A área da emergência apaixonou-a desde sempre, motivo pela qual está também ligada aos Bombeiros Voluntários Famalicenses, como voluntária, desde 2004.

Paralelamente, termina este ano o Mestrado em Ciências da Comunicação – Área de Informação e Jornalismo, pela Universidade do Minho. Também é licenciada em Ciências da Comunicação, pela mesma Universidade.

É um prazer poder contar com esta excelente profisional, que divide o seu tempo entre o Jornalismo em Saúde e a prestação de cuidados. Contamos com ela para fazer crescer este pequeno site de Enfermagem.

Conferência de Imprensa organizado pela OE e Sindicatos

fonte: Ordem dos Enfermeiros

No dia 17 de Fevereiro, pelas 15H30, foi organizada uma conferência de impresa em Lisboa.
A Ordem dos Enfermeiros entregou uma carta no Palácio de São Bento, solicitando a realização de uma audiência urgente como Senhor Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates. Em causa encontra-se o sucessivo adiamento da aprovação, em Conselho de Ministros, da alteração estatutária da Ordem - a qual implica a criação de um internato para os recém-licenciados e a crescente especialização dos enfermeiros em diversas áreas de intervenção.

Para mais informações
Luísa Neves - Assessora de Imprensa Gabinete de Comunicação e Imagem da Ordem dos Enfermeiros
Tlf. 21 845 52 30 Tlmv. 96 200 45 71

18 Fevereiro 2009

Revista enfermagemPT3 - "Diferentes processos de Reabilitação"

Sumário
Como cuidar da família e de nós próprios 5

ORGANIZAÇÃO DOS CUIDADOS AOS PROBLEMAS CRÓNICOS DE SAÚDE 7
Modelo de cuidados dirigido à independência das pessoas idosas. 7
Visita Domiciliária em Contexto Hospitalar 9

CUIDADOS DE SAÚDE À PESSOA COM DOENÇA CRÓNICA 11
O processo de cuidados à pessoa com insuficiência cardíaca 11

ORGANIZAÇÃO DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO 13
Unidade de Cinesiterapia Respiratória (UCR) 13

O PROCESSO DE REABILITAÇÃO DA PESSOA COM CANCRO DA MAMA 15
A pessoa mastectomizada em contexto familiar 15

A ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO NO CONTEXTO DA SAÚDE ACTUAL 17
Abordagem familiar,que realidades? 17
Reabilitação, que ganhos em Saúde? 19

DIFERENTES PROCESSOS DE REABILITAÇÃO 21
Processo de Reabilitação nos AVC´s 21
Processo de Reabilitação Desportiva 23

17 Fevereiro 2009

Avaliação de risco de úlcera por pressão: propriedades de medida da versão em português da escala de Waterlow.

fonte: http://www.scielo.br/
ROCHA, Alessandra Bongiovani Lima e BARROS, Sonia Maria Oliveira de. Acta paul. enferm., abr./jun. 2007, vol.20, no.2, p.143-150. ISSN 0103-2100.

Ver Documento em pdf

Ministério da Saúde alarga cuidados continuados a doentes mentais

fonte: Agência Lusa

O objectivo será substituir o internamento nos grandes hospitais psiquiátricos por apoios diversos junto da comunidade de residência. O Ministério da Saúde está a ultimar um diploma que permitirá alargar os cuidados continuados aos doentes mentais, substituindo o internamento nos grandes hospitais psiquiátricos por apoios diversos junto da comunidade onde residem.«Estamos a desenvolver os cuidados continuados em saúde mental.

O diploma está na fase final de aprovação e vai ter financiamento, com um valor que não está ainda determinado», disse hoje a ministra Ana Jorge, na inauguração da Unidade de Psiquiatria e Saúde Mental de Torres Vedras.«A par e passo vamos conseguir descentralizar e desinstitucionalizar os doentes para que cada vez mais haja menos doentes internados», afirmou, recusando as críticas feitas hoje ao Jornal de Notícias pelo director do Serviço de Psiquiatria do Hospital Júlio de Matos.

José Jara disse que a reforma da psiquiatria «visa apenas poupar dinheiro» e que, com a redução do número de internamentos, «a situação é grave porque há doentes que carecem de protecção institucional em permanência».Esta visão de «pessoas com esquizofrenia ou doença bipolar depositadas» em hospitais psiquiátricos, como o Júlio de Matos, «não é aceitável», frisou o coordenador do Programa Nacional da Saúde Mental, José Miguel Caldas Almeida.«Essas pessoas devem estar com as famílias, desde que estas tenham apoio e serviços perto, ou devem estar em unidades residenciais onde possam ter os cuidados de que necessitam», defendeu.

Aproximar os cuidados de saúde mental dos doentes, através da descentralização de serviços ou de cuidados continuados que possam ser prestados em estreita ligação com os centros de saúde, é o principal objectivo da reforma da psiquiatria.«Porque os serviços ainda estão muito inacessíveis e centrados nos grandes hospitais psiquiátricos, muitos doentes mentais graves continuam sem tratamento em Portugal», alertou o coordenador.

Neste sentido, a ministra anunciou uma linha de apoio de cinco milhões de euros para incentivar a criação de novas unidades locais de saúde mental, com o intuito de passar a haver «um melhor acompanhamento [dos doentes crónicos] após a alta junto da comunidade» e assim reduzir o tempo de internamento.Só no Centro hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, de que depende a unidade torriense, a reforma permitiu reduzir o número de camas ocupadas de 262 para 186, bem como o tempo internamento de 37 para 20 dias.Desde que abriu no início do mês, a Unidade Comunitária de Psiquiatria e Saúde Mental de Torres Vedras já atendeu 99 doentes, 16 dos quais recorreram a apoio médico pela primeira vez.Com consultas de psiquiatria, psicologia, psicoterapia e ainda serviços de enfermagem e apoio social, a nova unidade pretende responder a uma população de 118 mil habitantes dos concelhos do Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, que até aqui tinham de se deslocar ao Hospital Júlio de Matos, em Lisboa.

A mão que dá... e a mão que tira (rouba)! - Enfermeiros adoptam técnicas marroquinas!

fonte: Blog Doutor Enfermeiro

"Os Enfermeiros queixam-se de desigualdades com outros profissionais" link.

A respeito da GREVE NACIONAL na próxima sexta-feira, dia 20, o SEP refere à comunicação social aquilo que... já estamos fartos de ouvir (e que produziu imunização nos corredores políticos): "de acordo com os indicadores da Organização Mundial de Saúde (...) os hospitais têm falta de cerca de 20 mil Enfermeiros e os centros de saúde precisariam de mais 5 mil enfermeiros"!
Começo a suspeitar que o SEP ainda usa a velha técnica dos marroquinos: pedem 20 mil para obter 20! Ou será a técnica do empreiteiro de obras? - compra tijolos a mais, e agora, preocupados, pede ao engenheiro/arquitecto para aumentar a casa, porque não há lugares para todos os tijolos! Os Enfermeiros denotam falta de planeamento estratégico e ausência de concertação política!

Outra bacoquice sindical foi o exemplo de "diferença salarial" que estabeleceram com os professores. Não é de "200 euros", como diz o SEP! Aliás, este tipo de afirmação induz o erro, pois parece que a diferença é sempre constante ao longo da carreira. Mentira. Nem uma coisa nem outra. Por exemplo, no início de carreira a diferença salarial passa os 350 euros na sua base. No topo a diferença ainda é mais acentuada, ultrapassando os 500 euros (e isto comparando o topo de um Enfermeiro Especialista (topo Enf Especialista - pouco mais de 2500 euros; topo professor - quase 3100 euros), porque um Graduado, por exemplo, no topo, aufere menos 900 euros de base).Por fim, que fundamentação apresentam para afirmarem que existem 2 mil Enfermeiros desempregados? Como fizeram estas contas?.Os Enfermeiros queixam-se (sem ninguém que lhes dê ouvidos), mas logo a seguir...." Ministério dá incentivos aos médicos

15 Fevereiro 2009

Desfibrilhadores chegam no Verão

fonte: Correio da Manhã

Os desfibrilhadores automáticos em todas as unidades de saúde, nas ambulâncias de transporte de doentes e nos espaços públicos vão avançar até ao Verão, afirma o coordenador nacional para as doenças cardiovasculares, Rui Ferreira. Já no próximo mês será lançada uma campanha nacional para ensinar os portugueses a utilizarem estes aparelhos que permitem salvar vidas através de uma descarga eléctrica.

Cada desfibrilhador automático (que identifica arritmias e que dá indicações sobre o que fazer) custa entre cinco mil e dez mil euros. Mas o responsável nacional pelo combate às doenças do coração considera que "o mais fácil é comprá-los", até porque há já várias entidades disponíveis para os adquirir. Mas, sem formação, "ter um desfibrilhador num sítio público não tem utilidade nenhuma, é apenas uma questão de segurança psicológica".

Até agora, nem as unidades de saúde tinham estes aparelhos em número suficiente, nem tão-pouco os bombeiros os podiam utilizar, por serem exclusivo dos médicos, e só 37 das 244 ambulâncias do INEM estavam apetrechadas com eles.

A regulamentação que vai definir a utilização deverá ser aprovada nas próximas semanas, depois de ter estado em discussão pública. A coordenação nacional quer que esta informação faça parte dos conteúdos dados no Ensino Secundário, transmitindo aos jovens "conhecimentos básicos sobre suporte de vida".

Cirurgias devem ser feitas com pelo menos três enfermeiros na sala

fonte: Destak.pt
por: AESOP


A Associação dos Enfermeiros de Sala de Operações Portugueses classificou hoje fundamental para minimizar o risco para os doentes a presença de três enfermeiros especializados nas cirurgias, "prática que está a perder-se em alguns hospitais por razões economicistas".

O alerta da associação surge na véspera do Dia Europeu dos Enfermeiros Perioperatórios, profissionais que possuem conhecimentos e habilidades que lhes permitem ajudar o doente no bloco operatório mantendo a sua estabilidade, segurança e bem-estar antes, durante e imediatamente após a cirurgia.

"Alguns hospitais estão a reduzir o número de enfermeiros perioperatórios nas urgências e esta prática aumenta o risco de virem a ocorrer incidentes", disse à Lusa a enfermeira Dias Pinheiro, fundadora da associação.

Segundo a enfermeira, com "as políticas economicistas, algumas unidades de saúde permitem que as cirurgias sejam feitas com menos de três enfermeiros, desviando um deles para outras áreas".
Cada um dos três enfermeiros que devem acompanhar uma cirurgia tem uma tarefa dentro de uma sala de operações, defendeu: "Um dos enfermeiros está atento a tudo o que se passa no campo estéril e dos materiais que são necessários, outro está com os olhos no doente atento a cada sinal, auxiliando também o anestesista, e um terceiro é o gestor da sala, fazendo o controlo das infecções, dando os tempos certos e fazendo o contacto com o exterior".

Os três garantem a segurança do doente enquanto está a ser operado, defendeu.
Ao ser reduzido o número de enfermeiros dentro da sala, "aumenta o risco para o doente e para a equipa cirúrgica", alertou Dias Pinheiro. Em Portugal existem cerca de cinco mil enfermeiros nesta especialidade mas, segundo a responsável da associação, seriam precisos muitos mais.

A celebração pelo 4º ano do Dia Europeu dos Enfermeiros Perioperatórios, no domingo, chama a atenção para esta realidade e visa divulgar esta actividade junto da população, acrescentou. Para assinalar a data este ano, a European Operating Room Nurses Association (EORNA) escolheu o slogan "Safe Surgery Saves Lives" ("Cirurgias Seguras Salvam Vidas"), fazendo uma parceria com a Organização Mundial de Saúde para o lançamento de uma campanha com este tema.
Onde anda a Ordem para se pronunciar sobre este assunto?? E os enfermeiros desses Blocos Operatórios têm dado conhecimento desta realidade à OE?

12 Fevereiro 2009

Os enfermeiros gostam pouco de se deslocar

fonte: Diário Digital

Não investir em enfermeiros é um «paradoxo», diz sindicato. O Sindicato de Enfermeiros Portugueses considerou «um paradoxo» defender que o Estado não deve privilegiar o acesso ao primeiro emprego a enfermeiros, dada a falta de profissionais no sector.

Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), comentava declarações do ex-ministro da Saúde Correia de Campos, que na terça-feira disse que o estado não deve privilegiar o primeiro emprego dos enfermeiros, porque o teria de fazer em relação a outros profissionais do sector.

«Tendo [o ex-ministro] conhecimento que continua a haver uma grande carência de enfermeiros por todo o país», e não contratar novos enfermeiros é «um paradoxo», afirmou a dirigente sindical.

Correia de Campos participou na tertúlia Reacontece, que decorreu terça-feira, no Casino da Figueira da Foz, e, em resposta a uma questão da assistência sobre a política de contratação do Ministério da Saúde em relação aos jovens enfermeiros, lembrou que a exigência do Estado deve ser igual para enfermeiros ou, por exemplo, psicólogos.

«Por que é que eu hei-de ser exigente com o emprego dos enfermeiros e não hei-de ser igualmente exigente com o emprego dos psicólogos? Temos muitos mais psicólogos desempregados do que felizmente temos enfermeiros», argumentou o antigo titular da pasta da Saúde.

Confrontada com estas declarações, Guadalupe Simões afirmou que «o ministério da Saúde reconhece que são necessários mais enfermeiros para a reforma dos cuidados de saúde primários [medida tomada ainda por Correia de Campos] poder avançar, mas avança com os mesmos efectivos em vez de investir em jovens enfermeiros».

«É paradoxal querer avançar numa reforma e não chamar jovens licenciados», defendeu.
A dirigente do SEP lembrou que continua a haver uma «grande carência» de enfermeiros por todo o país e que estão a ser feitas horas extraordinárias para «manter serviços abertos».

Durante o debate de terça-feira, a questão das dificuldades no primeiro emprego de jovens enfermeiros já tinha levado o anterior titular da pasta da Saúde a considerar a possibilidade de «no Norte do país, onde há mais escolas de enfermagem», existir «alguma dificuldade» de colocação de enfermeiros recém-licenciados e períodos de tempo com «excesso de oferta».

«Essas dificuldades não existem no sul do país e portanto as soluções não são tão difíceis como isso, basta que haja alguma mobilidade do norte para o sul», argumentou, notando que Portugal é um país «com muito pouca mobilidade» e que «as pessoas gostam pouco de se deslocar». O SEP admitiu que existe uma menor oferta de emprego para enfermeiros na zona Norte do país, mas discordou da falta de mobilidade dos portugueses.

«Não é verdade que os enfermeiros não se mobilizam: a maior parte dos colegas neste momento desloca-se para a zona Sul do país na perspectiva de arranjar emprego», defendeu Guadalupe Simões.

Ainda no que diz respeito à mobilidade no sector da enfermagem, Correia de Campos, substituído no cargo há pouco mais de um ano, disse ainda que existem «imensas possibilidades» de emprego noutros países, exemplificando com o caso britânico.

O sindicato reagiu, afirmando que o argumento de Correia de Campos «não faz sentido nenhum». «Portugal está a desperdiçar recursos, porque aposta na formação de novos enfermeiros e a alternativa que lhes dá é a de irem trabalhar para outros países», explicou.

Os sindicatos dos enfermeiros marcaram uma greve em todo o país para 20 de Fevereiro, em protesto contra os sucessivos adiamentos no processo de negociação da alteração da carreira de enfermagem, manifestando-se também a favor uma maior colocação de enfermeiros pelo país.

Eutanásia Legalização seria risco social e grande retrocesso civilizacional

fonte: Expresso.pt

O bastonário da Ordem dos Médicos considerou que a legalização da eutanásia seria um "risco social e um grande retrocesso civilizacional" e iria levar a um "desinvestimento na área da saúde".
Comentando a preparação de uma moção sobre a eutanásia para ser discutida no próximo congresso do Partido Socialista, Pedro Nunes referiu que numa sociedade democrática qualquer assunto pode ser discutido com "tranquilidade e serenidade".

Num eventual debate sobre a eutanásia, o bastonário vai defender que a eutanásia é um "enorme risco para a sociedade" porque levaria a desinvestimentos na área dos cuidados paliativos dirigidos aos doentes terminais.Pedro Nunes defendeu que a legalização tornaria a eutanásia um dever, em vez de um direito.
O bastonário afirmou que a eutanásia é defendida numa sociedade que vive presa ao "pânico e medo" de um aproximar da morte e que é comum as pessoas pensarem que seria melhor terminar o mais rapidamente possível com o sofrimento.

Mas perante um cenário de "estímulo" ao desinvestimento na saúde, e especialmente nos cuidados paliativos, Pedro Nunes perspectivou que a morte dos doentes terminais "fosse bem mais precoce e mais difícil". "Seria um risco para todos nós como cidadãos que em algum momento podemos precisar de cuidados paliativos", disse.

O responsável lembrou ainda que do ponto de vista da ética médica, os clínicos estão treinados para defender a vida e não a morte. "Do ponto de vista social, (a legalização da eutanásia) seria um grande retrocesso civilizacional", argumentou. Pedro Nunes também sublinhou as diferenças entre a eutanásia e a distanásia. A primeira passa por deliberadamente provocar a morte, enquanto a segunda inclui a decisão do médico decidir dar mais terapêuticas para prolongar a vida.

O dirigente socialista Augusto Santos Silva afirmou hoje estar de acordo com a possibilidade do debate sobre a eutanásia se travar, já que se trata "de uma questão complexa e delicada". "O PS, a sociedade civil, os profissionais de saúde e as instituições religiosas devem fazer esse debate. Há já um forte consenso na sociedade portuguesa no sentido de poupar os moribundos ao sofrimento desumano. Mas uma coisa é defender essa posição e outra coisa é defender a eutanásia", declarou o dirigente socialista.
A moção sectorial que pretende gerar o debate em torno da eutanásia é subscrita pelo deputado socialista Marcos Sá, pelo presidente do PS, Almeida Santos, e pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.
Em declarações ao DN e TSF, Marcos Sá disse pretender abrir um debate tendente à legalização da eutanásia.

Na sua perspectiva, a morte medicamente assistida só poderá ser permitida em caso de estado terminal irreversível e se for expressamente autorizada pelo próprio doente: ou estando lúcido ou, não o estando, através do chamado "testamento vital" (assinado em consciência, previamente, e em que a pessoa define as condições em que admite a morte medicamente assistida).
"Esta é uma matéria exclusiva da liberdade individual", afirmou.

Fiscalista defende profissionalização dos bombeiros voluntários

fonte: PUBLICO.PT


O fiscalista Saldanha Sanches sugeriu a profissionalização dos bombeiros e o fim do regime de voluntariado. Segundo o especialista em finanças, o regime de voluntariado é, neste caso, oneroso para os contribuintes e dispensável.

Em declarações ao Rádio Clube esta manhã, no espaço rubrica diário "Uma ideia para o país", Saldanha Sanches criticou o facto dos bombeiros voluntários serem pagos e de muitos encararem a actividade como um segundo emprego, o que significa um peso para os contribuintes a evitar."Passaram a ser dependentes de subsídios públicos. Um bombeiro voluntário é alguém que tem outro emprego e que é pago para apagar fogos.

Se não é um serviço profissional, o melhor é entregar estes serviços aos profissionais que garantem um serviço de melhor qualidade". Para Saldanha Sanches o Estado está assim a duplicar uma despesa que já tem, no caso de transporte de doentes, por exemplo, com o INEM. Em reacção, Duarte Caldeira, presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, disse que Saldanha Sanches mostra que não sabe do que está a falar.


Opinião Enfº Fábio Gonçalves
Este Sr Duarte Caldeira é que não sabe do que fala porque é um excêntrico defensor dos bombeiros e não da saúde em geral das populações. É um senhor que se centra na defesa única e exclusiva dos seus profissionais. Deveria sim preocupar-se com a saúde das populações propondo e contribuindo por exemplo para uma restruturação do sistema de emergência em Portugal. Alguém o vê fazer isso??

Sabe sim atacar outros profissionais de saúde, nomeadamente os enfermeiros e não se percebe porquê... Algum lhe terá feito mal?? Está mais do que provado que os bombeiros voluntários encaram o respectivo serviço como um hobbie, uma forma de passar o tempo. Sei bem do que falo e por lá passei. Têm um grau de conhecimento que deixam muito a desejar... nem imaginam o facilitismo que existe quando fazem exames... (as questões que lá colocam e os os conceitos até fazem rir). E depois existem fulanos que até vão ao parlamento dizer que os enfermeiros não têm competências para actuar numa viatura de emergência. Isto é muita falta de respeito e só revela o caractér destas pessoas. Mas é o que temos.

Concordo com o Sr Saldanha. Existe um desperdício de recursos e dinheiro a nível dos bombeiros voluntarios que poderiam ser canalizados no sentido de se disponibilizarem profissionais devidamente qualificados às populações. Não seria os enfermeiros os profissionais mais adequados para tomar posteriromente esse lugar?? Por isso é que o Sr Duarte Caldeira não quer profissionalizar o sistema para evitar o interesse de terceiros.

11 Fevereiro 2009

Corte Tardio do cordão Umbilical é melhor para o bebé


Cortar o cordão umbilical assim que o bebê nasce é a conduta mais adotada na maioria das maternidades. Mas novos estudos sugerem que esperar um pouco pode aumentar os níveis de ferro e prevenir anemia nos recém-nascidos.

Uma pesquisa publicada nos "Cadernos de Saúde Pública", da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), comprovou o benefício. Foram acompanhados 224 partos: em 109 deles, foi feito o clamp (corte) imediato; em 115, esperou-se um minuto. Três meses após o parto, os bebés submetidos ao corte tardio apresentaram um nível maior de ferritina (indicador da quantidade de ferro). Isso ocorre porque, quando o cordão não é cortado imediatamente, o bebé recebe maior aporte sanguineo da mãe. "Trata-se de uma das estratégias da Organização Mundial da Saúde para prevenir a anemia, um problema grande no primeiro ano de vida", diz a pediatra Jucille Meneses, vice-presidente do departamento científico de neonatologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

Em 2007, uma revisão de estudos publicada no "Jama" (periódico da associação médica americana) concluiu que o corte tardio é melhor para o bebé.

Enfermeiros preocupados com a carreira

fonte: Jornal da Madeira - www.jornaldamadeira.pt - Edição Online

Os enfermeiros da Madeira, tal como os demais profissionais do resto do país, aguardam com “muita preocupação” o desenrolar do processo relativo à alteração Estatutária e da revisão da Carreira de Enfermagem. Esta preocupação foi manifestada, ontem, à comunicação social, pelo presidente da Secção Regional da Madeira da Ordem dos Enfermeiros (OE), no âmbito de um debate promovido no Funchal, no qual marcou presença a bastonária da OE.

O ciclo de debates regionais organizados pela OE e respectivos sindicatos teve início, anteontem, em Lisboa e termina nos Açores, a 16, após percorrer Coimbra e Porto.Élvio Jesus alertou para o facto do novo modelo de desenvolvimento profissional vir a ter um impacto directo na qualidade e segurança dos cuidados que os cidadãos vão usufruir e nas condições que os enfermeiros terão para se desenvolverem profissionalmente.

A bastonária da OE, Maria Augusta Sousa lamentou que o documento que permite um novo desenvolvimento profissional dos enfermeiros continue por aprovar em reunião do Secretário de Estado e, consequentemente, em Conselho de Ministros.

Ruan Carvalho, presidente do Sindicato dos Enfermeiros na Madeira adiantou que os respectivos sindicatos aguardam por uma reunião prometida pelo Ministério da Saúde (MS). Os sindicatos entregaram a 29 de Dezembro uma contra-proposta à do MS mas dado que, ainda, não obtiveram qualquer resposta, a greve do dia 20 continua agendada.

10 Fevereiro 2009

CIPE - Mais vale ser mudo

fonte: Blog Doutor Enfermeiro

Chegou às Direcções de Enfermagem das Instituições de Saúde, uma nota, proveniente da Ordem dos Enfermeiros, para averiguações acerca da aplicação da Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE).

Esta "invenção" (CIPE), que pretende ser um instrumento uniformizador da linguagem dos Enfermeiros é um descalabro. Pôs os Enfermeiros a falar francês, quando todo o mundo fala inglês! Até trocou as voltas ao dicionário!

O ímpeto em separar radicalmente a Enfermagem da Medicina e do resto do mundo da saúde, dá nestas preciosidades que ninguém entende e que castra a nossa profissão. Juntando a todo este bradar aos céus, temos os Enfermeiros formadores da CIPE fanáticos.

A conceptualização na CIPE é tão densa e baralhada que surgem verdadeiras pérolas. Basta ir à CIPE para observar estes rasgos de genialidade:
O que é o nascimento?- "é um tipo de gravidez (...)".

O que é um aborto?- "é um tipo de gravidez (...)"Esta foi ao lado.

O que é uma ferida?- "é um tipo de tecido (...)".Depois de ler esta fiquei com uma ferida na alma (é um tipo de tecido?).

O que é a asfixia?- "é um tipo de limpeza das vias aéreas (...)".

O que é uma hemorragia?- "(...) é uma perda de grande quantidade de sangue num curto espaço de tempo (...)"E se for uma perda de pequena quantidade de sangue num largo espaço de tempo? Já não é uma hemorragia?

O que é uma sesta?- "(..) passar pelas brasas (...)"Sim, é verdade, esta preciosidade científica está lá bem descrita.

O que é uma fecaloma?- "é uma tipo de obstipação (...)"Para a comunidade científica é uma massa constituída por um bolo fecal endurecido, de difícil eliminação intestinal.

O que é uma glândula mamária?- "é um tipo de glândula com características esféricas: duas grandes glândulas discóides hemisféricas (...)"E se um indivíduo só tiver uma? Já não tem cabimento neste conceito...

O que é a candidíase?- "é um tipo de mucosa (...)"Há muitos deficientes por aí. Falta-lhes uma mucosa.Seria preciso uniformizar este conceito (entre tantos outros...)? Uma candidíase não será a mesma coisa para os Enfermeiros portugueses, chineses ou egípcios?

Estes são só pequenos exemplos, a CIPE brinda-nos com imensos. Alguns tão maus, que é vergonhoso colocá-los aqui.Mas a CIPE também rivaliza com outras linguagens. Por lá também podemos ler o significado dos conceitos "edifício comercial", "prisão", "ponte" (pontes ou prisões não serão a mesma coisa em qualquer parte do planeta? Andamos a despender esforços para uniformizar o que já está uniformizado?), "caminho de ferro", "impostos", "furacão" etc. "Impostos", por exemplo, é definido como... "tipo de prosperidade". Até o dicionário fica confuso!!

Para quem desconhece fiquem sabendo, por exemplo, que "deplecção", ou "desejo" são "fenómenos de Enfermagem". Nossos, só nossos e de mais ninguém. Quem usar estes conceitos terá de pagar direitos de autor.

E os diagnósticos de Enfermagem? É mais complexo entrosar os conceitos-base (foco, julgamento, características definidoras, etc), do que fazer o próprio diagnóstico! Obsessão pela complicação?

Por outro lado, os diagnósticos são básicos e dignos de leigos. Se nos depararmos com alguém que descreve "dores abdominais intensas", o diagnóstico imediatamente levantado é "dor presente em grau elevado"... "Mas porquê que tenho dores?" - pergunta furiosa e tristemente o utente. (será que a Enfermagem não deve evoluir de complexidade? Em pleno séc. XXI o paradigma não deve mudar? Reparem que qualquer dona de casa sabe fazer colocar em prática as nossas intervenções independentes - colocar gelo, calor, promover autocuidado, massagem, etc e até pode administrar fármacos (NSRM)...) Já alguém pensou que, se fosse apenas pelas nossas intervenções independentes, os Enfermeiros eram dispensáveis e ninguém os contratava?

Porque havemos de colocar os Enfermeiros a falar numa linguagem diferente de toda a comunidade científica? Psicólogos, Sociólogos, Biólogos, Médicos, etc, todos falam a mesma linguagem... porque não falam os Enfermeiros também? Há conceitos inerentes apenas à Enfermagem? Óptimo, também as outras disciplinas do saber os têm.

Com esta ânsia canibalesca em separar a Enfermagem das ciências médicas ( não serão a administração de fármacos, suporte avançado de vida, etc, procedimentos demasiado "médicos?" É melhor desistirmos deles... só assim nos podemos separar em pleno do bio-médico e assumimos toda a nossa força no reino do bio-desinteressante!), a curto prazo deixar-se-á de leccionar saúde no curso de Enfermagem.

Proponho que o curso passe para as faculdades de letras.Continuem com a CIPE's e companhia, mas notem bem que:... não faltam técnicos ansiosos por "deitar a mão" nas áreas que vamos deixando a descoberto. Depois admiramo-nos que os Enfermeiros já não prescrevam dietas porque existem os nutricionistas/dientistas, já não façam intervenções do âmbito psicológico por existem os psicólogos, que a Enfermagem podológica tenha falecido porque já existem podólogos, que a Enfermagem geriátrica esteja a morrer porque já existem os gerontólogos, que a intervenção da Enfermagem nos meios de diagnóstico e terapêutica seja quase nula, porque os técnicos de diagnóstico e terapêutica disseminaram-se, que a reabilitação esteja a ser assumida na totalidade por fisioterapeutas...

06 Fevereiro 2009

PS defende a criação do “enfermeiro de escola”

fonte: Jornal Online Picoazores

O deputado do PS, Ricardo Cabral, defendeu a criação da figura de “enfermeiro de escola”, que, segundo adiantou ao Diário Insular “teria um papel muito importante ao nível da prevenção e em incutir hábitos saudáveis de vida nas crianças e jovens da Região”.

O Grupo Parlamentar do PS/Açores recebeu, em Ponta Delgada, a Ordem dos Enfermeiros (OE). No encontro foi analisada a proposta da Ordem dos Enfermeiros de criar a figura do “enfermeiro de família”, tendo o vice-presidente do Parlamento açoriano aproveitado para defender “a pertinência de se instituir a figura de ‘enfermeiro de escola”. “É muito importante fazer a ligação entre a saúde e a escola”, salientou Ricardo Cabral, para quem, no âmbito da saúde comunitária, os “enfermeiros têm muito a ensinar”.

Não vamos deixar que esta colega sirva de bode expiatório

fonte: SEN
por: Pres. do SEN - Enf. José Azevedo

Aveiro, Veneza portuguesa

Há tempos, uma doente entrou pela urgência do Hospital de Aveiro e foi-lhe avaliado o grau de gravidade, do seu estado, por uma Enfermeira que aplicou o referido algoritmo (articulado em Manchester).

Teria de ser vista numa hora, segundo a determinação categórica da Enfermeira que a triou.
Por generosidade da paciente-padecente, concedeu mais 3 horas de espera aos médicos, que a não olharam, de perto.

Decorridas as 3 horas, após os 60 minutos, que a Enfermeira determinou, (4horas no total), como tempo máximo de atendimento imperativo, pelo médico, a doente faleceu. A sabedoria da Enfermeira, prudentemente, prescrevia, que só daria uma hora de espera ao médico, que a devia ir ver.

Sem que ninguém desse por isso, a doente foi-se, não nos sessenta que a Enfermeira determinou, mas ao fim dos 240 minutos que a doente, por sua conta e risco, esperou pelo médico e pagou caro, com a própria vida. Foi notícia em tudo que é fábrica de notícias.

A IGAS, fez o habitual inquérito, presume-se que ainda não pensando na prática antiquíssima do “bode expiatório” que os Hebreus praticavam, quando havia algum mal de causa desconhecida (as epidemias pestilentas, por exemplo), exorcizavam‑no, esconjuravam-no e corriam com ele para o deserto, para ir morrer longe.

Tanta desgraça (a da epidemia) tinha que ter um responsável, feito diabo. O bode de cornos grandes e testículos a roçar no mato (areia, no caso do deserto) era a figura mais parecida com o diabo, que em pinturas e literatura antiga, já aparece a reincarná-lo.

A doente morreu ao fim das 3 horas, que esperou pelo médico; obviamente esteve viva e expectante, durante os 60 minutos, que antecederam as 3 horas e só esses são da responsabilidade da Enfermeira. Teoricamente, nenhuma inquirição lógica apontaria a Enfermeira responsável pela triagem, como possível arguida, tanto mais que no período em que estipulou o tempo máximo de espera, a doente manteve-se viva, mas a precisar de atendimento médico.

Não sabemos que sábias desculpas desviaram as culpas dos médicos, únicos culpados de estarem 3 horas, depois de expirado o prazo estipulado, como máximo seguro, pela Enfermeira: 1+3=4, para atendimento médico.

A publicidade dada ao caso sugeriu a técnica do “bode expiatório”, logo tinha que ser a Enfermeira, porque o médico, já sabemos que encontrou uma desculpa credível, para não ser incomodado.

Até pode dizer que há falta de médicos, pois há muito ingénuo que ainda acredita nisso; não é o nosso caso. A IGAS não quis decidir, por si só, a execução da técnica do “bode expiatório” e endossou um pedido à Ordem dos Enfermeiros, que nomeou perito o enfermeiro-director do Hospital Fernando da Fonseca, mais conhecido por “Amadora–Sintra”.

Não sabemos quais os critérios da escolha deste “perito”, pois lá também morrem padecentes, ao abandono, no corredor das urgências, a que podemos chamar cinicamente, corredor da morte. Veio-me à memória um velho amigo, que até era Provedor da Misericórdia de Sintra: memórias da vida e da morte. Foi-se nesse corredor, para o Além.

Como uma desgraça nunca vem só, além de a nossa colega estar a ser transformada na culpada, que era necessária, para calar a opinião pública e não ferir a imagem do médico, que nem sabemos quem é, mas que, até um cego, às apalpadelas, era capaz de ver que era médico, deixando a escolha para este grupo, vem a segunda desgraça:

O perito duma figa, numa atitude super kafkiana, botou-se ao estudo das causas e descobriu que a Enfermeira que ajudou a vitimizar, cometeu 36 erros, na aplicação do algoritmo manchesteriano.

Conclusão: a Enfermeira que cometeu os 36 erros, segundo a “perspicácia bacoca” desta amostra de perito, a soldo da OE, conseguiu ignorar que, apesar dos 36 erros, que este mãos rotas do erro lobrigou, a doente se aguentasse mais 3 horas para lá da 1 hora, que exigia fosse observada. Mas este sagaz perito não foi capaz de ir ao fundo da questão, que seria suspender, de imediato, ou dar parecer categórico, nesse sentido, como o seu estatuto potenciava, o método de triagem, porque, em vez de ajudar os enfermeiros a evitarem o erro, permitiu que fosse possível cometer, duma vez só, 36 erros, embora sem consequências, o que quer dizer que não foram cometidos, mas inventados por ele, sabe-se lá com que intenção, que estamos a investigar, para dizer qual a real ou mais provável.

Não vamos deixar que esta Colega sirva de bode expiatório
. Quem a elegeu para esse papel vai-se arrepender, pois não vamos perder a oportunidade de acabar de vez com estes farsantes a soldo.

Queremos justiça autêntica para os eventuais erros humanos, que os enfermeiros cometam, não queremos farsas de ineptos para vitimizar inocentes. Por que razão teriam ido buscar um perito destes, tão longe dos acontecimentos?

Os atropelos à razão, à verdade e à lógica são tantos que íamos luxando o maxilar móvel de tanto abrirmos a boca. Mas ainda há disto e até fazem deles directores enfermeiros. Não é para ele que estamos a falar. Estamos a falar dele, às pessoas de boa-fé e recta intenção, que ainda há, apesar disto, para que saibam escolher pessoas com carácter para missões que requerem isenção e competência.

Sindicalista do STAE retirado de serviço no INEM

fonte: Correio da Manhã

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE), Ricardo Rocha, foi retirado do serviço de recém-nascidos do INEM, do qual foi o primeiro coordenador de grupo no Porto.

Também o tesoureiro do STAE, Miguel Santos, saiu. Ricardo diz estar a ser alvo de retaliações por ser sindicalista e recentemente "ter dado a cara em várias lutas".

"Isto é uma perseguição. O enfermeiro-coordenador retirou-me da escala de serviço dos recém-nascidos [lá vem ele com a a mania das perseguições e é estranho que só ataca enfermeiros] , acusando-me de ter colocado o serviço em risco por ter faltado um dia, quando na verdade avisei e tirei licença a que tenho direito para tratar de assuntos sindicais", disse.

Fonte do gabinete de comunicação do INEM explicou que a direcção já tomou conhecimento da situação e está a tratar do assunto. Ricardo Rocha ficou ainda mais revoltado por não ter sido avisado. "Descobri quando fui ver a escala de Fevereiro e ninguém me explica nada", disse.

04 Fevereiro 2009

Quem sabe cuidar os doentes são os enfermeiros

fonte: Newsletter do Hosp. Dist. da Figueira da Foz link
por: Vitor Leonardo - Presidente do Conselho de Administração


Aquilo que hoje se pede a um gestor é que transforme COMPLEXIDADE EM PERFORMANCE. Se há paradigmas de complexidade um desses encontra-se, com certeza, numa organização de prestação de cuidados de saúde como o nosso Hospital.

Um hospital representa, sem dúvida, um paradigma de grande complexidade organizacional. Ao nível da complexidade, gerir um hospital com 300 camas não é diferente de outro com 200, tem sim a ver com a dimensão organizacional. De facto, a complexidade é o primeiro embate, a primeira característica dominante dos serviços prestadores de cuidados de saúde. É essa complexidade que torna tão difícil a actuação de um gestor no seio da organização exactamente porque é da sua actividade e dos seus profissionais, que, afinal, terá de resultar na performance que se exige à organização na prestação dos cuidados de saúde que lhe foram confiados.

Não há receitas para resolver a multiplicidade de problemas que todos os dias, em todos os hospitais, aparecem para resolver e que é preciso resolver de uma forma eficiente. Não há receitas para fazer isso. Também não é mandando supervisionar o trabalho dos outros. Isso não é gestão. Gerir também não é apenas, numa posição de topo, isolado do resto da organização e quando se ocupa somente um lugar na estrutura, dirigir directivas ou ordens à organização. Isso pode ser tudo, menos gestão.

Ao gestor dos serviços de saúde, nas organizações complexas que são os hospitais, surgem grandes desafios. Um deles tem que ver com a crescente especialização com que se caracteriza, cada vez mais, o trabalho nesses hospitais. Hoje, existem cerca de 46 diferentes especialidades médicas reconhecidas pela Ordem dos Médicos. Hoje temos mais de quatro dezenas de tipos de pessoas com diferentes necessidades, que precisam de equipamento diferente, de cadernos cirúrgicos diferentes e utilizam medicamentos diferentes, que tratam os doentes de forma diferente.

A especialização é de facto uma das dificuldades que a moderna medicina apresenta ás organizações. E como é que os gestores lidam com isto? O Gestor tem que ser capaz, por um lado, de analisar o significado das coisas, ou seja, não basta perceber que as coisas acontecem, é necessário saber porque é que as coisas acontecem de determinada forma. E as coisas acontecem de determinada forma fundamentalmente por dois motivos: pelas pessoas, que as fazem acontecer de determinada forma e creio que as pessoas são, de facto, o ponto essencial de complexidade no seio das organizações e pelos processos inerentes ao desenvolvimento da actividade dessas pessoas no contexto de uma determinada especialidade.

Depois, é indispensável que o gestor esteja perfeitamente ciente que quem domina o processo produtivo, os efectivos detentores dos processos, são os trabalhadores, não é a gestão. Não há nenhum engenheiro de produção que diga que um doente que entra no Serviço de Urgência com um determinado sintoma, vai ser tratado de uma forma previamente definida. Numa empresa os processos são determinados pela tecnoestrutura. Esta define como é que as coisas acontecem e quem faz o quê em cada processo.

Em saúde quem sabe tratar os doentes são os médicos, quem sabe cuidar dos doentes são os enfermeiros. Cabe ao gestor transformar complexidade em performance.

Um pouco da História de enfermagem em Portugal

fonte: Blog Visão Infernal da Coisa

Porque é que nós Enfermeiros Portugueses conhecemos pouco da história portuguesa da nossa profissão? Sabemos muito da evolução de enfermagem desde Florence Nightingale, porque claro, marca o início da enfermagem moderna, mas da nossa história pouco sabemos. Será que enfermagem em Portugal só começou quando as ideias dessa Sra começaram a ser utilizadas em Portugal?

119 anos antes de “Notes on Nursing” , Frei Diogo de Santiago produz a Postilha Religiosa. No seu segundo tratado “Arte de Enfermeros” . São cinquenta e nove capítulos sobre como assistir enfermos e advertências sobre a aplicação de medicamentos, um verdadeiro manual de boas práticas. Cito alguns excertos, com conceitos bastantes actuais.

"Os remedios, que applicares aos enfermos, sejaõ só pela vossa maõ, e a tempo; que as medicinas dilatadas se privaõ do nome de remédio, disse Quintilliano. Nunca deis remedio bebido sem primeiro ser mechido, e agoa ao enfermo para lavar a boca, por evitar o perjuizo de o lançar fóra. Tende muito, e muito particular cuidado nos numeros, que trazem os medicamentos, para que naõ haja equivocaçaõ na applicaçaõ delles; e naõ só nos numeros tereis esta vigilancia, mas também na cor, cheiro, e qualidades delles; porque nas boticas sucede muitas vezes porem-se os numeros errados, como eu tenho varias vezes experimentado, e outros muitos Enfermeiros, o que se tem remediado com a experiência dos remédios.“ In: Fr. Diogo de Sant-Iago, Postilla religiosa e arte de enfermeiros. 1741,109. Edição Fac-símile. Lisboa, Edição Alcalá, 2005, p.76

A preocupação como o erro clínico já era evidente. Não é a regra dos cinco certos, mas quase…

"Todos os dias de manhã, e tarde fareis visita particular aos enfermos, principalmente aos que tiveres de mayor cuidado, para dares ao Medico informaçaõ do que lhe fizestes, e como tem passado; porque alguns enfermos naõ sabem dar a indicaçaõ necessaria; e o Medico, quando os enfermos saõ muitos, naõ se póde lembrar do que a todos tem mandado fazer: o que vós remediais com muita facilidade, assim pela informaçaõ, que delles tendes adquirido, como pela lembrança, que na taboa da visita tendes formado, sem a qual naõ visiteis nunca com o Medico, ainda que os enfermos sejaõ poucos, que naõ he razaõ que a vossa memoria seja fiadora da vida, ou saude do enfermo" IN: Fr. Diogo de Sant-Iago, Postilla religiosa e arte de enfermeiros. 1741, §108 Edição Fac-símile. Lisboa, Edição Alcalá, 2005, p.75
A importância do registo de enfermagem……ou dos sistemas de informação. Este tratado é um contributo importante na nossa história, e deve-nos lembrar o longo caminho que percorremos como profissão (de apenas executantes a profissionais que conceptualizam cuidados de acordo com os diagnósticos que formulam) . Sei que é cada vez mais difícil ser enfermeiro…..mas sempre foi….é inerente à profissão. Agora deixo uma questão no ar.
Preferem pertencer a uma profissão que já não têm mais nada a conquistar, ou pertencer a outra que está a evoluir, em que vocês podem deixar o vosso contributo e serem mais um marco na história. Eu já sei…..e Vocês?

Folheto sobre reabilitação Respiratória

fonte: Serviço de Pneumologia - Unidade de Reabilitação Respiratória do CHVNG/E, EPE
por: Enfº Belmiro Rocha

Folheto sobre Reabilitação Respiratória em
www.scribd.com/doc/11650655/Reabilitacao-Respiratoria

Actividades de Vida Diária - Técnicas de Conservação de Energia

fonte: Serviço Pneumologia do CH Gaia/Espinho EPE - Unidade de Reabilitação Respiratória
por: Enfº Belmiro

Folheto sobre Actividades de Vida Diária - "Técnicas de conservação de Energia" - pdf link

03 Fevereiro 2009

vortalHEALTH

fonte: vortalHEALTH

A plataforma de encontro entre fornecedores e clientes na Área da Saúde. Se faz parte da administração de algum hospital e/ou é responsável pela adjudicação de compras, não hesite em aderir a esta plataforma.

RESSST - Rede Europeia de Serviços de Saúde sem Tabaco

por: Enfº Fábio
fonte: Smoke-Free Hospital in http://ensh.aphp.fr/

Existe um projecto europeu no mínimo interessante que pretende criar uma rede europeia de Hospitais sem Tabaco. Será que em Portugal essa ideia será viável? Pelo menos a rede já conta com alguns hospitais Portugueses que passo a citar:
- Hospital Dona Estefãnia;

- Unidade Local de Saúde de Matosinhos,S.A;

- Centro de Saúde da Senhora da Hora;

- Centro de Saúde de Matosinhos;

- Hospital Fernando Fonseca;

- Hospital Santa Marta, S.A;

- Hospital Geral de Coimbra;

- Hospital Pediátrico de Coimbra;

- Maternidade Bissaya Barreto;
Não existem mais unidade que tenham interesse neste bonito projecto?? Aqui fica o desafio. Porque não tentarem implementar no vosso hospital??? link