31 Janeiro 2009

Pinturas na UCC

por: Enfº António Cavaco

(particularidade da pintura no tecto)

A Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, no âmbito do processo contínuo de humanização e melhoria das condições do serviço centradas no utente, tem expostas no tecto, sobre a cama dos doentes, algumas pinturas oferecidas ao serviço por pintores da região.

Esta ideia nasceu, como conta o Enfermeiro António Cavaco, de um episódio que se passou há uns anos com um utente naquela unidade. Um dos elementos decorativos, uma imagem de um monte com uma barragem enquadrados numa extensão de malmequeres, fazia-lhe lembrar o seu monte. Contou esse mesmo utente, que ainda visita esta unidade regularmente, aquela imagem era algo que o prendia à vida e lhe fazia companhia, dando-lhe força e vontade para resistir aos momentos difíceis pelos quais passou na altura.

Esta ideia de utilizar este exemplo ganhou corpo com as doações de obras de alguns pintores, estando agora expostas algumas telas neste espaço.

Relembra-se que ainda recentemente, a UCI procedeu à pintura do seu espaço em tons diferentes do habitual, tentando transmitir um espaço mais alegre e com mais vida que o normal nos recintos hospitalares.

ENEE em menos de quatro meses

por: Enfª Cristina Silva

O ENEE está de volta. A menos de quatro meses do grande acontecimento, já é possível conhecer (quase) tudo acerca daquela que será a trigésima edição do mais famoso encontro de enfermeiros e estudantes de enfermagem do país.

De acordo com a organização, o ENEE apresenta este ano um projecto inovador relativamente às edições anteriores, recuperando as suas bases e propósitos originais e projectando-se numa dinâmica futura geradora de conhecimento e avanço na disciplina e profissão de enfermagem.

A organização pretende, assim, consciencializar os participantes para um momento único para o debate, para a crítica, para a luta por mais e melhores condições de formação, acção social e empregabilidade.

Para além disso, a já habitual componente científica irá enfatizar a «importância da investigação como um dos instrumentos básicos de promoção dos cuidados de enfermagem e de enriquecimento do património profissional, rumo à excelência da prática».

Como não poderia deixar de ser, e à semelhança de anos anteriores, o ENEE apresentará também um aliciante programa de animação nocturna, que se encontra ainda aberto à votação de todos aqueles que pretenderem ter uma palavra na escolha das bandas a estar presentes no encontro. O resultado final encontra-se ainda no segredo dos deuses.

Estarão igualmente presentes as já habituais componentes cultural e desportiva, que visam, essencialmente, promover o convívio entre todos os presentes.

O XXX ENEE realiza-se entre os dias 24 e 30 de Maio, no Parque de Campismo da Praia do Pedrógão, em Leiria.

30 Janeiro 2009

Ainda existe alguém que valoriza os enfermeiros

fonte: Canal de Notícias do Acores.net

A Câmara Municipal homenageou todos os enfermeiros da região ao atribuir o Diploma de Reconhecimento Municipal às personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada.

No dia (26 de Janeiro) em que a escola assinalou 50 anos, a Câmara Municipal de Ponta Delgada tomou a iniciativa de homenagear as oito personalidades que contribuíram para a criação, fundação e desenvolvimento da instituição que, como sublinhou Berta Cabral, tem “um percurso consolidado, com provas de reconhecida valia na formação de enfermeiros e uma história que, mais do que ser celebrada, merece ser respeitada”.

Foi, assim da importância da missão de se ser enfermeiro que a Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada quis falar, numa cerimónia que foi de homenagem, mas, também, de incentivo àqueles que “trilham um caminho baseado na formação, na ética, nos valores, na importância das pessoas e nos cuidados de saúde”.

Berta Cabral destacou a dimensão humana do profissional de enfermagem no contexto do contacto social permanente com os doentes, matéria que, em seu entender, deve rivalizar sempre com os conhecimentos técnicos, na premissa de que “os sistemas de saúde apenas existem, porque há doentes, sendo que os enfermeiros são os primeiros agentes da humanização dos cuidados a prestar a quem padece”.

Neste sentido, a Presidente de Câmara referiu, também, que a universalidade dos cuidados de saúde, com o maior afluxo de cidadãos aos serviços, o avanço da tecnologia acompanhada de novas respostas, confrontam os profissionais de saúde, em especial os enfermeiros, com novos desafios, seja na área dos conhecimentos, da experiência ou na capacidade de tomar a decisão adequada com vista à obtenção do bem estar da pessoa a que se destinam os cuidados.

Contudo, a autarca apontou que os quadros das unidades de saúde da região ainda são deficitárias para acolher novos profissionais e considerou “absolutamente urgente” que os novos enfermeiros “entrem no mercado de trabalho de forma segura e estável”.

Real Care Baby - o manequim bebé


fonte: EsenfC


A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) adquiriu dez manequins de recém-nascidos que permitem vários usos didácticos, não só aos estudantes que frequentam os cursos de licenciatura e de pós-licenciatura, mas também aos futuros pais que participem em cursos de preparação para o parto, no âmbito das competências parentais que é esperado que desenvolvam.

O “real care baby” é, conforme o nome sugere, uma cópia fisiológica de um bebé real, que exige, desde logo, os cuidados de manipulação idênticos aos que requer um recém-nascido.

Se o estudante não lhe apoiar bem a cabeça, ou se fizer movimentos bruscos, o manequim corresponde com choro e só deixa de se queixar depois de satisfeitas essas necessidades de bem-estar.

Como um bebé real, os novos manequins têm, também, necessidades de alimentação, de dejecção, de eructação (arroto) e de serem embalados, o que demonstram emitindo choros diferentes.

Ao apresentar um padrão fisiológico muito próximo da realidade, este manequim permite ao estudante identificar os diferentes tipos de choro dos bebés e as dificuldades de orientação e de satisfação das suas necessidades.

Tudo isto é possível na medida em que as necessidades do bebé manequim são programáveis informaticamente (pelo professor ou formador), por níveis de intensidade e por períodos que podem ir das 24 horas até, por exemplo, quatro ou cinco dias seguidos.

O software associado a este manequim produz um relatório sobre os cuidados prestados (ou não prestados) e sobre a forma como o bebé foi tratado (qual o grau de satisfação/eficácia do cuidado prestado).

Assim, o docente vai poder saber se o estudante foi mais ou menos dedicado ao “bebé”, como também se foi mais ou menos eficiente na satisfação das necessidades que este apresentou.

O manequim inclui um identificador (para um pai/mãe) – os cuidados só são aceites pelo “recém-nascido” se forem administrados por aquela pessoa em concreto –, duas fraldas (para trocar quando for preciso), um dispositivo que se coloca junto ao peito do estudante (num bolso, por exemplo), ao qual o bebé encosta a boca (simula a mama da mãe), e um biberão.

Não temos dados de evidência científica que sustentem a decisão dos enfermeiros no tratamento de feridas

fonte: ESEnfC (http://www.esenfc.pt/)

por: Prof. Maria Conceição Bento


A presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), professora Maria da Conceição Bento, defendeu a necessidade de estudos preditivos na área do tratamento de feridas, que suportem as práticas clínicas dos profissionais de saúde.

Apesar de notar que há muito trabalho desenvolvido nesta área, a professora Maria da Conceição Bento, que falava na abertura do “Encontro sobre Feridas… da prevenção ao tratamento”, no campus A da ESEnfC, notou que «não temos dados de evidência científica capazes de sustentar a decisão dos enfermeiros».

«A prática clínica de Enfermagem precisa cada vez mais de ser sustentada em dados científicos», afirmou a professora Maria da Conceição Bento, desafiando os enfermeiros presentes a desenvolverem, em colaboração com a ESEnfC, projectos de investigação que conduzam a esse objectivo.

“A importância da prestação de cuidados no tratamento de feridas”, “Feridas crónicas – abordagem multidisciplinar na prevenção e tratamento”, “A cirurgia de ambulatório: uma realidade emergente” e “Métodos naturais para o tratamento de feridas” – exemplos da aplicação de mel ou do uso de larvas – foram os temas dos painéis propostos para este Encontro.

Enfermeiros paralisam a 20 de Fevereiro

fonte: TSF
por: Enfª Guadalupe Simões


Os enfermeiros vão fazer greve a 20 de Fevereiro em protesto pela demora na negociação da carreira do sector. Depois desta paralisação é de esperar outras formas de luta a partir de Março.

Os enfermeiros marcaram uma greve para 20 de Fevereiro em protesto pela demora na negociação da carreira de enfermagem, uma greve que será depois secundada por outro tipo de acções de luta.

«A partir da primeira quinzena de Março e num contínuo crescente de radicalização de formas de luta iremos fazer greves e manifestações», acrescentou a sindicalista Guadalupe Simões, que admitiu que o número de dias de greve pode aumentar por cada período de paralisação.

Em declarações à TSF, esta sindicalista, que falou em nome dos vários sindicatos do sector, espera que o Ministério da Saúde e o Governo adoptem uma «posição clara, honesta de negociação e alteração da carreira de enfermagem até de acordo com o que está expresso na lei».

Guadalupe Simões lembrou que a legislação indica que a negociação das carreiras especiais já devia ter sido feita até Setembro de 2008.

29 Janeiro 2009

Disponíveis as fotos das Jornadas: A pessoa Idosa, transições e recursos

por: Enfermeira Fernanda Santos

Já estão disponíveis as fotos das Jornadas de Enfermagem: "A pessoa Idosa, Transições e Recursos", realizadas em Braga, Universidade do Minho nos dias 5 e 6 de Dezembro de 2008.

A concretização destas jornadas fizeram parte da agenda de actividades da associação de estudantes da ESECG-UM. Os nossos parabéns pela iniciativa.

28 Janeiro 2009

Chocolate quente - Serão os enfermeiros assim??

fonte: http://vulneraveis.blogspot.com/
por: enfermeira Isabel Ferreira

Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho. O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente.

Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentesde fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas. Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade.

Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:– Reparem como todos procuraram escolher as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress. A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente.

Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:
Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estas são apenas meios de conter e servir a vida.

A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu. As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm. Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza…… e apreciai o vosso chocolate quente.

Agenda de debates regionais da OE e Sindicatos

fonte: Ordem do Enfermeiros

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Governo apoia enfermeiros a prosseguir para medicina

O Governo Regional dos Açores pretende, a breve trecho, alargar o âmbito das suas bolsas de formação específica, contemplando os finalistas do curso de enfermagem que desejem prosseguir estudos, como médicos, em Medicina Geral e Familiar.

O anúncio foi feito pelo secretário regional da Saúde, Miguel Correia, na sessão de abertura das comemorações dos 50 anos da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada. O governante aproveitou ainda a ocasião para dizer que os Açores são “uma das regiões do país com maior número de enfermeiros por 1000 habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística” e que “só em 2008 entraram para o Serviço Regional de Saúde 77 novos enfermeiros”.

Já com os jornalistas, quando confrontado com a precariedade em termos de vínculo laboral de muitos desses profissionais, o responsável pela tutela limitou-se a frisar que “tem havido um grande esforço por parte do Governo para desbloquear vagas.” “Isso tem acontecido desde 2006 até agora. Portanto estamos a caminhar para uma situação mais segura a nível laboral”, acrescentou.

A esse propósito, a presidente da Câmara de Ponta Delgada, Berta Cabral, que também interveio na sessão de abertura, apelou a que se valorizasse a carreira de enfermagem, “assegurando condições compatíveis com a exigência técnica e o desgaste psicológico de quem lida todo o dia com o problema multifacetado da doença”.
Nesse sentido, a autarca não deixou de destacar a importância de envolver directamente os enfermeiros nas sucessivas fases do processo de reforma dos serviços de saúde, “não só na implementação final, mas desde a sua definição inicial”. “A carreira de enfermagem que tanto luta pela sua justíssima dignificação, precisa menos de palavras de circunstância e espera por mais compromissos concretos da parte das entidades neste caso competentes”, desafiou Berta Cabral.

E por falar em necessidades, a directora da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada, Amélia Correia, em declarações aos jornalistas, voltou a insistir na falta de docentes como sendo o “calcanhar de Aquiles” da instituição, afirmando que aos 28 professores seria preciso somar, no mínimo, mais oito. “Para além da carreira lectiva, o docente tem de fazer também uma actividade de investigação que nós neste momento não estamos a conseguir fazer, senão à custa do tempo familiar que cada um de nós vamos retirando”, sustentou Amélia Correia.

Instado a comentar a situação, o reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, justifica com a “indisponibilidade de meios” da academia. “A Universidade no seu conjunto também não faz mais porque não tem mais recursos humanos e materiais. A situação é idêntica em toda a academia e diria também que em todas as universidades portuguesas. O problema decorre da falta de renovação de quadros em todo o sistema de ensino em Portugal”.

26 Janeiro 2009

Robot desinfecta Centro Hospitalar

fonte: Jornal Nordeste
por:Teresa Batista

O Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) está a implementar um sistema de desinfecção inovador, que contribui para a prevenção de infecções hospitalares e, consequentemente, para a diminuição do tempo de internamento dos utentes.

Trata-se de um robot de origem francesa que, depois de programado, desinfecta as diferentes zonas hospitalares com peróxido de hidrogénio, mesmo nos locais onde é impossível chegar através da limpeza manual. No entanto, a utilização do robot não substitui a tradicional desinfecção com hipóclorito.

Segundo Graça Pombo, responsável pelo Laboratório de Microbiologia do Serviço de Patologia Clínica da Unidade Hospitalar de Bragança (UHB) e coordenadora da Comissão de Controlo de Infecção do CHNE, o hospital da capital de distrito foi pioneiro no País e, até na Península Ibérica, a implementar este sistema de desinfecção de superfícies e ambientes.

Neste sentido, a Comissão de Controlo de Infecção elaborou um estudo microbiológico, de modo a comparar a desinfecção das superfícies antes e depois da actuação da máquina “Sterinis”. “Os resultados são surpreendentes. Nalguns locais onde havia duas e três colónias de bactérias passamos a ter zero colónias de bactérias”, enaltece a responsável clínica.O relatório apresentado pelo CHNE vai ser publicado em França e já está a ser utilizado pela empresa responsável pela “Sterinis” para fazer entrar a máquina noutros hospitais portugueses. “Alguns hospitais já nos contactaram para obter mais informações sobre a máquina e nós temos cooperado.

Como forma de agradecimento, a empresa emprestou-nos uma máquina desde Junho do ano passado para ser utilizada à experiência”, realça Graça Pombo.Centro Hospitalar investe 15 mil euros para prevenir as doenças por infecção hospitalar nos utentes internadosAté ao momento, o robot de desinfecção já foi utilizado em diversos serviços da UHB e, em Fevereiro, vai começar a ser usado em Mirandela, seguindo-se Macedo de Cavaleiros. “O CHNE já adquiriu duas máquinas “Sterinis”, o que nos irá permitir estabelecer protocolos para a desinfecção periódica das três unidades hospitalares”, frisou a responsável. Os serviços onde os riscos de infecção hospitalar são mais elevados, como as Medicinas, Cirurgia, Diálise, Neonatologia, bem como o Bloco Operatório, vão receber a visita assídua da “Sterinis”.

“Nalguns serviços vamos fazer uma desinfecção mensal, ao passo que nos restantes será feita duas vezes por ano”, acrescentou Graça Pombo.Com a aquisição das duas máquinas, o CHNE fez um investimento na ordem dos 15 mil euros, um valor que a responsável garante que será compensado com a diminuição do número de infecções hospitalares. “É vantajoso tanto para os utentes, que podem ter alta mais cedo visto que não estão sujeitos a infecções secundárias, como para os profissionais de saúde”, frisa Graça Pombo.

No âmbito da prevenção das infecções, a responsável realça que o CHNE aderiu a uma campanha internacional de lavagem das mãos. Neste sentido está a ser distribuída uma solução alcoólica em todas as enfermarias para a desinfecção das mãos dos profissionais de saúde e visitas dos utentes.

Enfermeiras alertam para os acidentes com seringas

fonte: Royal College of Nursing London
por: AidsPortugal

Um estudo recente do Reino Unido com 4407 enfermeiras descobriu que quase metade declarou picadas acidentais com agulhas, levando os representantes das enfermeiras a pedirem agulhas mais seguras. O pedido foi elaborado pelo (RCN).

As picadas com agulhas são desde há muito tempo uma das maiores preocupações dos trabalhadores de saúde preocupados com a exposição a doenças infecciosas como Hepatite e VIH.

Entre os participantes, 48% disseram que já se picaram acidentalmente numa agulha usada anteriormente num doente. Entre os que se picaram, 28% disseram que não receberam aconselhamento pós-exposição sobre os riscos de infecção por parte do empregador. A toma de um conjunto de fármacos pode reduzir o risco de infecção. Apenas 55% disseram que receberam formação sobre o uso seguro de agulhas.

O estudo descobriu o apoio generalizado dos enfermeiros para seringas mais seguras, tais como as que possuem protecções de plástico para prevenir picadas acidentais. No entanto, quase metade afirmou não ter acesso a estes dispositivos mais seguros.

Desde que se iniciaram os registos no final dos anos 90, 11 trabalhadores de saúde adquiriram Hepatite através de esguichos de seringas e 5 adquiriram VIH. "É claro que os acidentes com agulhas são uma ameaça diária para os enfermeiros," disse Peter Carter, secretário-geral da RCN. "O Governo e os empregadores do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm que começar a dar a devida importância a este assunto, introduzindo políticas de utilização de agulhas e investindo em alternativas mais seguras às agulhas tradicionais, para que estes acidentes nem sequer ocorram." "Picadas e cortes com agulhas são um assunto significativo que afecta a saúde, segurança e bem-estar do pessoal do SNS," disse um porta-voz de um empregador do SNS. "O SNS elaborou extensas directrizes para lidar com lesões provocadas por picadas com agulhas."

Regulamento da Ordem dos Médicos sobre os profissionais médicos seropositivos e a prática de procedimentos invasivos

fonte: Revista da Ordem dos Médicos - Novembro de 2008

O Conselho Nacional Executivo (da Ordem dos Médicos) aprovou, em reunião de 21 de Outubro de 2008, uma peça regulamentar que estabelece as práticas clínicas adequadas às situações de risco de transmissão de VIH por médicos.

A transmissão do V.I.H. coloca em risco os profissionais de Saúde envolvidos em procedimentos invasivos. De igual modo, os doentes submetidos a actos médicos invasivos ficam expostos à infecção pelo V.I.H. No entanto, não estão descritos casos de transmissão de V. I.H. por médicos, desde que sejam cumpridas as práticas clínicas adequadas e os cuidados universais praticados em ambiente hospitalar.

Com base no estado dos conhecimentos e da experiência da medicina, a Ordem dos Médicos, através da deliberação aprovada em 17 de Junho de 2008, do Conselho Nacional Executivo, e ao abrigo das disposições conjugadas da alínea a) do artigo 6. °, das alíneas e) e j) do artigo 64.° e com observância da alínea h) do artigo 89.°, todos do Estatuto da Ordem dos Médicos, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 282/77, de 5 de Julho, aprova, para valer como Regulamento, o seguinte:

1. Os médicos devem usar os mais altos padrões de controlo da infecção, recorrendo às melhores barreiras estéreis conhecidas, às precauções universais e às práticas cientificamente aceites do controlo da infecção. Estas medidas devem ser extensíveis a todos os locais onde se praticam procedimentos invasivos cirúrgicos e a todos os doentes que sejam objecto desses procedimentos.

2. Os médicos, nomeadamente especialistas em áreas cirúrgicas, seropositivos para o V.I.H. podem continuar a praticar procedimentos invasivos e intervenções cirúrgicas.

3. São excepções ao disposto no número anterior:
a) A demonstrada incapacidade do médico para cumprir os procedimentos básicos de controlo da infecção; ou
b) O médico estar, comprovadamente, incapaz funcionalmente para tratar os seus doentes.

4. A comprovação das circunstâncias referidas nas alíneas a) e b) do número anterior deverá ser efectuada pelo clínico assistente do médico seropositivo ou por uma Comissão institucional designada para esse fim. Esta comissão deverá incluir infecciologistas, cirurgiões e especialistas de Medicina do Trabalho.

[..e enfermeiros não???] Quem conhece o ambiente interno de muitos blocos operatórios sabe muito bem que a excelente camaradagem entre médicos não permitirá que casos deste género sejam expostos. No B.O não trabalha só um cirurgião, mas sim uma equipa. Esta equipa não terá o direito ao conhecimento deste diagnóstico afim de contibuir para evitar/prevenir factores de exposição ao utente??? E no caso do enfermeiro ser seropositivo? Conhecem alguma legislação específica nesse sentido??

Estudantes desenvolvem projecto de prevenção do suicídio nos idosos

fonte: www.universia.pt

A prevenção da depressão e do suicídio na população idosa é o objectivo de um projecto que está a ser desenvolvido por três estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.

Este projecto, intitulado (E)terna Juventude, dirige-se a idosos abrangidos pelo Centro de Saúde Fernão de Magalhães, em Coimbra, e foi programado por estudantes do I Curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria, que já são enfermeiras.As três estudantes enfermeiras, que se encontram a desenvolver ensino clínico de Saúde Mental Comunitária naquele centro de saúde, contam com o apoio de 29 jovens alunos do Colégio da Imaculada Conceição, em Cernache, instituição com a qual a ESEnfC celebrou um protocolo com vista à realização de programas de formação para a saúde.

Num primeiro momento, foram feitas acções de sensibilização e de formação dirigidas aos jovens voluntários, que abordaram o processo de envelhecimento e as formas de promoção da saúde mental em idosos em situação de isolamento social.Para tal foram utilizados vários recursos pedagógicos, entre eles um simulador de velhice disponibilizado pela ESEnfC, equipamento que permite simular as mudanças que ocorrem no corpo humano com o avançar da idade, designadamente nos ossos e articulações, na visão e na audição.Mais recentemente, foi realizada, no centro Social Paroquial da Pedrulha, uma primeira actividade com idosos, que teve a colaboração dos jovens voluntários do Colégio da Imaculada Conceição.

Nessa actividade, que visou promover o convívio intergeracional e combater o isolamento social, foram, ainda, feitos jogos tendentes a melhorar aspectos da psicomotricidade desta população da terceira idade. As actividades do projecto (E)terna Juventude, que pretendem colmatar uma necessidade identificada pelos futuros enfermeiros especialistas em saúde mental e psiquiatria, vão ter continuidade. Uma das próximas acções passará pela formação de cuidadores de idosos (ao nível dos conhecimentos básicos para lidar com as emoções ou com o stress navelhice) que actuem na mesma zona geográfica de intervenção do centro de saúde.

Com este projecto (E)terna Juventude pretende-se implementar estratégias que levem os idosos em situação de vulnerabilidade a desenvolver conhecimentos, capacidades e factores de protecção, contribuindo desta forma para a redução do risco de depressão e de suicídio.

25 Janeiro 2009

Ordem e Sindicatos contra protelamento do governo na tomada de decisões

fonte: http://www.ordemenfermeiros.pt/

Debates regionais darão a conhecer a todos os enfermeiros as consequências para a profissão caso se mantenham adiamentos

A convite da Ordem dos Enfermeiros, concretizou-se a 16 de Janeiro, uma reunião entre aquela organização e todos os Sindicatos de Enfermagem. [isto parece uma boa atitude por parte da ordem. OE e sindicatos devem estar lado a lado, lutar pelos mesmos interesses, mas em frentes diferentes.]

Em cima da mesa esteve a análise da actual situação da profissão - em concreto o protelamento da aprovação em reunião de Secretários de Estado da alteração estatutária da Ordem, já aceite pelo Ministério da Saúde e que cria as condições para que a Ordem possa ter a possibilidade de regular o acesso à profissão e o seu desenvolvimento.

Estas alterações são cruciais para o modelo de carreira que foi proposto pelos sindicatos e que está em negociação com o Ministério. Esta negociação é outro motivo de preocupação já que, mais uma vez, o Ministério da Saúde adiou o envio da contraproposta com a grelha salarial, previsto para esta semana e, consequentemente foram adiadas as reuniões previstas para o dia 19 de Janeiro.

Neste contexto, a Ordem dos Enfermeiros e os Sindicatos de Enfermagem decidiram efectuar cinco debates regionais com o objectivo de dar a conhecer a todos os enfermeiros as consequências para a profissão caso se mantenham estes adiamentos.

Saúde 24 “não sabe gerir enfermeiros”.

fonte: Correio da Manhã

O director-geral da Saúde foi ontem ao Parlamento dar explicações sobre os problemas no funcionamento da linha Saúde 24 e acabou "a partilhar as preocupações" da oposição.

Francisco George afirmou que a actual administração do atendimento telefónico "não sabe gerir enfermeiros" e voltou a sublinhar que os "conflitos laborais têm de acabar imediatamente". Caso contrário, em Maio, vai pedir a denúncia do contrato com a actual gestora, LCS.

As palavras de Francisco George não sossegaram os deputados. O Estado "está prisioneiro do prestador privado", acusou João Semedo (BE), acrescentando "nunca ter visto nada assim: o director-geral da Saúde querer mudar e não conseguir." Para Bernardino Soares (PCP), "prova que o modelo não serve e é altura de denunciá-lo".

Teresa Caeiro, do CDS, defendeu que "o mau funcionamento está a estragar uma marca que é valiosa". A deputada considera "intolerável que o Estado contratualize um serviço com uma entidade que desrespeita os seus funcionários. O Estado não pode alhear-se das perseguições, suspeições e intimidações que se têm verificado". Francisco George voltou a centrar o problema "numa questão laboral", defendendo que os indicadores mostram ainda não ter sido afectado o serviço.

O relatório da auditoria pedido pela ministra Ana Jorge concluiu que "o doente não tem sido penalizado". "Só por ingenuidade ou falsa inocência se pode acreditar que as questões laborais não comprometem a qualidade", disse João Semedo. George afirmou ter pedido a integração dos oito enfermeiros despedidos, mas não esclareceu se será acatada. E adiantou que o tempo máximo de dez minutos para atender uma chamada deve ser revisto. A enfermeira suspensa Ana Rita Cavaco reafirmou que há problemas na triagem "com algoritmos que mandam perguntar a crianças de seis anos se estão a amamentar, grávidas ou se beberam álcool".

SAIBA MAIS sobre a S24
- O actual contrato com a LCS é até 2010 e pode ser prolongado anualmente.
- Foram pagos pelo Estado 12 MILHÕES de euros. A empresa previa receber nesta altura 18 milhões de euros.

24 Janeiro 2009

Director-geral ameaça gestora da Saúde 24 com o fim do contrato

fonte: JN
por: ANA PAULA CORREIA

Com todas as letras, o director-geral da Saúde, Francisco George, ameaçou a empresa que gere a linha telefónica Saúde 24 de não prolongamento do contrato, caso não cesse a conflitualidade laboral, que tem vindo a afectar o funcionamento do serviço.

Já foram despedidos oito enfermeiros, na sequência de denúncias de irregularidades, inclusivamente à Direcção-Geral de Saúde, que tutela e fiscaliza a actividade da linha de atendimento.

"Ainda vamos a tempo de garantir a qualidade do serviço mas a situação não pode continuar como está, temos de acabar com esta tensão". Estas palavras de Francisco George foram proferidas ontem na reunião da comissão parlamentar de Saúde, na qual, ao longo de mais de três horas, respondeu a questões dos deputados, em particular dos pertencentes a partidos da Oposição.

Sempre sublinhando que falava em nome pessoal e que a sua opinião não vinculava a ministra Ana Jorge, o director-geral esclareceu que, de acordo com o compromisso assinado entre o Estado e a empresa, a decisão de prolongar o contrato terá de ser tomada até 25 de Maio.

Depois de considerar que "ainda não há razões para a quebra de confiança no serviço prestado", Francisco George circunscreveu as dificuldades existentes a "questões laborais" , resultantes do facto de "os administradores da empresa não saberem lidar com enfermeiros". Esclareceu ainda que se manifestou pessoalmente contra os despedimentos.

O "aval político" à ameaça do director-geral foi dado pelo socialista Paulo Pedroso, ao considerar que "não é razoável que empresas possam ter conflitos laborais por incompreensão de sectores profissionais". E acentuou que a "liberdade de expresão não pode ser posta em causa em nenhuma empresa, muito menos numa que tenha um contrato com o Estado".

Apesar das posições assumidas pelo director-geral, os enfermeiros da Linha, que assistiram à audição, ficaram "decepcionados", como revelou aos jornalistas Ana Rita Cavaco, actualmente suspensa, e que revelou "pressões com o intuito de evitar penalizações que reduzam a comparticipações financeiras do Estado à empresa".

Segundo Francisco George, a empresa já recebeu do Estado 12.354 milhões de euros, mas tinha a expectativa de serem 18,9 milhões.

Quebra-cabeças: como são orientados os nossos alunos?

fonte: Blog Doutor Enfermeiro


Cada vez tenho mais dificuldade em perceber o mundo da Enfermagem (paradoxal!). Recentemente tive oportunidade presenciar uma situação... estranha.

Vi um grupo de alunos de Enfermagem (estagiários) acompanhados do seu orientador (contratado pelo respectivo estabelecimento de ensino). Até aqui nada de relevante. O embaraçoso é que não consegui diferenciar o orientador dos alunos(!). Quando o fiz (porque me indicaram quem era!), constatei que este (o orientador) deveria ter apenas mais três ou quatro anos que os próprios alunos. Mais engraçado ainda é que o "Enfermeiro do serviço" destacado para os orientar - segundo me relataram - tem uns escassos meses de experiência profissional ("ainda nem integrado no serviço está!!").

Ao que parece os Enfermeiros mais velhos estão "cansados" de "acompanhar" as sucessivas "avalanches de alunos que inundam os serviços" sem direitos a pausas.

Comentei esta "passagem" com uma colega dessa instituição. Respondeu:
- "E têm sorte, já vi alunos de diferentes anos, que se encontravam a estagiar no mesmo serviço em simultâneo, a orientarem-se uns aos outros. Não havia ninguém que o fizesse numa base regular".

Não quis crer. Mas há mais:
- "Temos uma colega que conseguiu a proeza de iniciar a vida profissional sem nunca algaliar"...!

O meu pobre coração começa a ficar frágil para aguentar tudo isto e ver desmoronar algo que custou tanto levantar. Enfatizo: tanto! Não sei se acontece convosco, estimados colegas, mas às vezes nem sei bem se estou a sonhar (pesadelar não existe!) ou não!

19 Janeiro 2009

Prémio Nacional de Investigação para enfermeiros

fonte: http://www.enee2009.com/

A Comissão Organizadora do XXX Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem criou o prémio nacional de investigação para enfermeiros.

Este novo modelo visa mudar radicalmente a componente científica do ENEE, envolvendo directa e proactivamente os participantes na sua construção.

Participem enviando os vossos trabalhos até 10 de Março para concurso.investigação@enee2009.com
- regulamento alunos enfermagem
- regulamento enfermeiros

Desemprego de enfermeiros é uma "falácia"

Maria Augusta de Sousa não tem dúvidas que o desemprego entre os enfermeiros é uma consequência das medidas de contenção económica, não o resultado de excesso de profissionais no mercado de trabalho. No dia 17, durante a inauguração da exposição dos 10 anos da Ordem dos Enfermeiros no Madeira Shopping, a bastonária lembrou que, em Portugal, continua abaixo da média dos países da OCDE de 2004. Nessa altura, existiam 8,2 enfermeiros por cada 1000 habitantes nestes países; em Portugal, em 2008, a média era de 5 enfermeiros por cada 1000 habitantes. "É uma falácia. Não o desemprego, mas dizer que o sistema não precisa de mais enfermeiros e é também uma má opção política até em termos de gastos na Saúde. Mais enfermeiros significará melhor saúde a médio e longo prazo". fonte: Diário de Notícias por: Marta Caires


No seu blog, o Dr Enfermeiro revela a sua opinião divergente e dá uma resposta à Sra Bastonária. Uma excelente análise, realista e fundamentada.

Será que alguma vez pensou nas desvantagens graves de uma classe profissional demasiadamente numerosa? Já reparou que os países onde existem mais Enfermeiros são aqueles onde a profissão é mais indiferenciada? (além disso o International Journal of Health Care Quality Assurance assegura que "quantity in health care is not always a substitute for quality"). Parece-me que é uma obcessão quando temos em mãos preocupações tão mais graves tal como - por exemplo - a qualidade da formação em Enfermagem!

Será que os corações dos Administradores e dos estrategas da tutela se vão compadecer com esta história dos rácios? Que o sector privado vai ter pena dos Enfermeiros?
Já notou que a própria OCDE alerta para a sobrestimação dos rácios por não conter apenas Enfermeiros diplomados? link

Há instituições de saúde que são sustentadas em parte com mão-de-obra voluntária (custo zero) de Enfermeiros desesperados por trabalho (rácio à borla...)!
Já agora, sabia que a OCDE reportou um descida do rácio Enfermeiro/Médico/Utente entre 1990 e 2005 e que a a tendência será para continuar a descer? A OCDE explica-lhe as razões!

STAE - Sindicato dos Técnicos que Atacam os Enfermeiros

fonte: Doutor Enfermeiro

O Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE - a respectiva página de internet é um conjunto de ataques objectivos aos Enfermeiros) foi à Assembleia da República reunir com deputados no sentido de apresentar a proposta para a suposta carreira dos Técnicos de Ambulância de Emergência (TAE), que os cinéfilos gostam de apelidar de Paramédicos...

Não se limitaram apenas a isso, aproveitaram também para dizer que os TAE "são os únicos que têm competências pré-hospitalares (...) O facto de a carreira não existir origina carência de técnicos devidamente habilitados, pelo que o INEM recorreu à requisição de Enfermeiros para suprir as necessidades, sendo que estes não têm as competências nem as habilitações necessárias para fazer parte de uma equipa de ambulância". Isto são declarações graves! Quem conhece o presidente do respectivo sindicato sabe que o senhor vive de alguns sonhos e delírios.
Deixo-vos o relatório da respectiva audiência (link).

14 Janeiro 2009

Certificado de óbito electrónico em 2010

Em 2010 Portugal deverá tornar-se o primeiro país na Europa a permitir efectuar o certificado de óbito por meios electrónicos. A informação é avançada pela Direcção-Geral da Saúde, que revelou que este sistema faz parte do programa Simplex e permitirá substituir aquilo que é considerado por alguns responsáveis deste organismo como um sistema «muito artesanal», que demora muito tempo a permitir registar um óbito.

O projecto «Desmaterialização do Certificado de Óbito» terá como objectivo «possibilitar a emissão electrónica do certificado de óbito em todos os casos em que o falecimento se verifique em estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), onde ocorrem cerca de 75 por cento dos óbitos», refere o programa de simplificação administrativa. Para que o sistema entre em funcionamento dentro do prazo previsto, deverá ser desenvolvida uma aplicação através da qual um médico preenche e envia o certificado de óbito para as bases de dados centrais do Ministério da Saúde (Registo Nacional de Utente e Direcção Geral da Saúde) e do Ministério da Justiça (Instituto dos Registos e Notariado).

Dormir menos de sete horas por noite aumenta probabilidades de constipações



fonte: Ciência Hoje

Cientistas norte-americanos descobriram que as pessoas que dormem menos de sete horas são mais propensas a constipar-se, segundo uma investigação publicada segunda-feira na revista de informação especializada Jama. As pessoas que dormem menos de sete horas por noite têm três vezes mais probabilidades de desenvolver doenças respiratórias depois de estarem expostas ao vírus de um resfriado do que as que dormem oito horas ou mais, lê-se no artigo. Já tinha ficado demonstrado que o descanso durante a noite é benéfico para o corpo mas a investigação avança que quem dorme entre sete e oito horas durante a noite também tem as taxas mais baixas de doenças coronárias e de morte. O médico Sheldon Cohen, da Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh (Pensilvânia) e os seus colegas estudaram entre 2000 e 2004 os hábitos de 153 mulheres e homens sãos, com uma idade média de 37 anos.

Sheldon CohenOs participantes foram entrevistados diariamente, durante um período de duas semanas e tiveram de responder sobre o número de horas que dormiam por noite, o tempo que passavam até conciliarem o sono e se se sentiam descansados pela manhã. Depois, os participantes estiveram em quarentena e foi-lhes administradas umas gotas nasais com o rinovírus comum que causa os catarros. Durante os cinco dias posteriores, os participantes informaram de todos os sinais e sintomas da doença e os cientistas recolheram amostras da mucosidade e análises de sangue para estudar a resposta dos anticorpos ao vírus. A experiência demonstrou que quanto menos uma pessoa dormia mais probabilidades tinha de desenvolver uma constipação além de ficar claro que a baixa eficiência do sono também está associada ao desenvolvimento do catarro. Os participantes que mais tardaram em conciliar o sono e passaram menos de 92 por cento do seu tempo na cama dormindo, tiveram cinco vezes em média mais probabilidades de doença que aqueles cujo rendimento do sono foi de 98 por cento ou mais.

13 Janeiro 2009

Enfermeiros falam em perseguição e ambiente de terror

fonte: TVI

Foram os enfermeiros os primeiros a ser ouvidos pelo director-geral de Saúde. Trabalhavam em regime de prestação de serviços para a empresa privada que gere a linha «Saúde 24» e denunciaram à ministra da Saúde falhas na organização da linha. Por isso, garantem, sofreram represálias. Francisco George ouvia os argumentos dos enfermeiros, ao mesmo tempo que a ministra da Saúde lhes elogiava o profissionalismo.

Aos enfermeiros seguiram-se os representantes da empresa LCS, Linha Cuidados de Saúde. Francisco George mais uma vez ouviu os argumentos dos gestores da «Saúde 24» mas não prestou declarações no final.

A DGS limitou-se a informar que desta reunião saiu um compromisso de que seja encontrada uma solução a muito curto prazo para o conflito laboral. Não adiantou pormenores, referiu apenas que oportunamente serão reveladas as medidas a tomar.
Recorde-se que a LCS está a ser alvo de uma auditoria pedida pelo Ministério da Saúde e que em cima da mesa está ainda a possibilidade avançada por Francisco George no fim-de-semana de substituir a administração da empresa.

11 Janeiro 2009

Enfermeiros da linha Saúde 24 em protesto contra condições de trabalho

fonte: RTP Notícias
comentários de: Enfº Fábio Gonçalves

Os enfermeiros que trabalham para a linha Saúde 24 contestam as condições de trabalho naquele serviço telefónico e queixam-se de processos de avaliação “inadequados”. Os profissionais concentraram-se este sábado em Lisboa numa acção de protesto que levou o director-geral de Saúde a prometer convocar os responsáveis da empresa para evitar a degradação do serviço.

Os enfermeiros ao serviço da linha Saúde 24 (808 242424) queixam-se, por exemplo, de disporem de escassos dez minutos para atender as chamadas telefónicas dos utentes, uma janela de tempo ditada pelos processos de avaliação. “Se nós dizemos a uma pessoa que tem de ir ao centro de saúde, ou ao hospital, mas que até ir ao médico tem de ter alguns cuidados, isso demora tempo. Quanto mais tempo estivermos a falar com as pessoas, mais prejudicados somos, por que isso prejudica o nosso vencimento”, argumentou à RTP o enfermeiro Lúcio Silva, um dos profissionais que marcaram presença na acção de protesto.

A mesma opinião foi manifestada pela enfermeira Susana Santos: “Quando atendemos a chamada já têm o utente identificado e nós não podemos confiar nisso. Temos de voltar a perguntar se realmente se trata daquela pessoa, se nasceu naquela data, se realmente mora naquela morada, se está a telefonar daquele distrito, se o número de telefone é aquele e nisto perde-se imenso tempo com uma pessoa que está aflita e que muitas vezes perde a paciência”.

Ambiente de trabalho em degradação O ambiente de trabalho tem vindo a degradar-se e os enfermeiros alegam que já foram despedidos oito profissionais por terem denunciado os maus métodos praticados no serviço. Uma acusação que a empresa gestora da linha já veio recusar. “Este mês houve dispensa de quatro enfermeiros comunicadores, mas ao mesmo tempo contratámos 23 novos enfermeiros e dois supervisores, que já se encontram ao serviço”, afirmava na sexta-feira o responsável pela empresa que gere a linha Saúde 24, em declarações citadas pela Agência Lusa. “As pessoas que foram dispensadas ao longo desta semana faltaram 25 dias nos últimos três meses, chegaram atrasados 17 dias e até houve um colaborador que passou 817 minutos com os auscultadores na cabeça mas não atendeu chamadas”, sustentou Ramiro Martins.

Empresa quer “ganhar dinheiro” O enfermeiro Lúcio Silva não hesita em acusar a empresa de ter despedido os profissionais porque estes “abriram a boca e não tiveram medo de falar”. “Não tenho medo de falar e dou a cara. Sou pela verdade. E a verdade é que esta empresa tem um único objectivo, que é ganhar dinheiro”, afirmou.

O director-geral de Saúde marcou presença na concentração e assegurou saber tudo o que está a acontecer na empresa através do enfermeiro que faz a ligação com o Ministério da Saúde. “É preciso ter em conta que estamos a lidar com uma empresa privada, no contexto de uma parceria, que foi aliás a primeira estabelecida com o Estado neste contexto novo”, assinalou Francisco George. O director-geral de Saúde vai chamar os responsáveis pela empresa ao Ministério já na próxima segunda-feira para evitar a degradação de um serviço que, em dois anos, atendeu 800 mil pessoas.

De acordo com o Jornal de Negócios, quatro dos profissionais demitidos seriam testemunhas abonatórias de uma das supervisoras suspensas após o envio de uma carta à ministra da Saúde com denúncias de “falhas graves” na linha. O responsável pela empresa garante que os despedimentos “não estão relacionados” com a carta. “Se quiserem ligar isto à carta, é uma tentativa deles de justificarem a dispensa”, reagiu Ramiro Martins

Opinião pessoal

A linha saúde 24 é uma linha de gestão privada e será sempre claro que uns dos objectivos passa pelo lucro. O estado é que tinha que pensar nisso antes de fazer a parceria. Como instituição privada, só estará a fazer (provavelmente o que qualquer empresa deve fazer - salvaguardar a sua sustentabilidade e crescimento económico). À luz da comunicação social, dá a ideia que só querem ter lucro, mas não acredito nisso pessoalmente. De certeza que existem boas e más práticas internas, mas isso deve ser resolvido internamente com a gestão, tendo em conta o quadro económico da empresa (que ninguém conhece). O que se vê agora é a chamada "arrumação da mobília velha", muito comum numa empresa privada: quem quer aceitar as regras tudo bem, quem não quer, tem o despedimento como solução. E por favor "não lavem a roupa suja desta maneira": por um lado os enfermeiros despedidos vêm alertar para a política economicista e a administração alerta para o absentismo e falta de profissionalismo de alguns enfermeiros. Entendam-se. Temos que nos concentrar no produto final/objectivo da linha que é o utente. Queremos coisas mais concretas, dados em que possamos confiar. Quantos utentes se queixaram da falta de qualidade da linha?

06 Janeiro 2009

Hospital não é fábrica nem doentes parafusos

fonte: Correio da Manhã
por:Cristina Serra
enviada por: Enfº Flávio Faria

Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos, falou ao 'CM' sobre a publicação das faltas dos médicos, uma medida que a administração do Hospital de São João, no Porto, pretende implementar.

Correio da Manhã – Concorda com a publicação das faltas dos médicos, medida que a administração do Hospital de São João [Porto], quer implementar?

Pedro Nunes – Não, não é forma de resolver as faltas. Se o médico adoece tem direito à falta e se não é justificada e há dúvidas, há meios legais e mecanismos, peritagens e todo um conjunto de medidas de controlo da Função Pública capazes de resolver a questão sem passar pela humilhação pública.

– A administração justifica com a taxa de absentismo na Função Pública, 14-16 por cento, [faltas rondam 59 dias] e os que estão a contrato individual de trabalho não ultrapassam um por cento.

– Há sistemas de verificação das faltas e da veracidade da doença. O director de serviço tem poder para verificar que a falta é lícita ou não. Se o trabalhador a contrato não apresenta faltas pode significar que não exerce o direito à falta na doença e vai trabalhar doente.

– O hospital critica o pontómetro por não indicar o que os médicos fazem e qual a produção.

– O pontómetro é um insulto e um negócio para alguns e serviu para se gastar muito dinheiro, que podia ser empregue em medicamentos.

– Não concorda, presumo, com o sistema ‘Corporate TV’ para revelar a produtividade clínica?

– Um hospital não é uma fábrica e os doentes parafusos. A Ordem nunca aceitaria esse ‘Big Brother’ e a perda do respeito e dignidade do doente. Iríamos recorrer a instâncias internacionais, como o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

05 Janeiro 2009

Ministério poupa à custa dos enfermeiros

fonte: Jornal Reconquista

O Ministério da Saúde está a “poupar dinheiro” à custa dos enfermeiros, designadamente dos que estão nas Unidades de Saúde Familiar (USF) e dos Cuidados de Saúde Primários (CSP). A denúncia parte do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) que considera que com esta atitude Há um “potencial risco de séria perturbação, a partir de Janeiro, nas USF e nos Centros de Saúde”.

O SEP baseia esta sua afirmação no facto de, “no âmbito da negociação da Portaria n.º 301/2008 de 18 de Abril, que regula os critérios e condições para a atribuição de incentivos institucionais e financeiros às unidades de saúde familiar e aos profissionais que as integram, o secretário de Estado, Manuel Pizarro, ter assumido o compromisso, em Acta, de realização, ainda no ano de 2008, de um processo negocial que permita equacionar, designadamente, a mudança de periodicidade do pagamento dos incentivos financeiros (modelo anual versus modelo mensal) e, eventualmente, o respectivo montante, de resto, determinante para a viabilização do acordo estabelecido”, mas “até ao momento, o Ministério da Saúde não agendou qualquer reunião”.

Por outro lado, apesar da legislação que regula o Sistema Remuneratório dos Profissionais que exercem funções nas USF Modelo B, no que respeita aos Subsídios de Férias e de Natal, prever que estes subsídios integrem Remuneração Base, Suplemento Económico Decorrente do Aumento de Utentes nas Listas, Suplementos Económicos Relativos a Alargamento do Horário de Funcionamento da USF (durante a semana, fins-de-semana e feriados) e Carteiras Adicionais de Serviços e ainda Incentivos, no Subsídio de Natal deste ano, o Ministério da Saúde pagou aos enfermeiros o correspondente à Remuneração Base e ao Suplemento Económico Decorrente do Aumento de Utentes nas Listas.

No que se refere à regulamentação das restantes Unidades Funcionais (para além das USF) dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), que se pretendem criar, implementar e desenvolver a partir de Janeiro de 2009, não está previsto qualquer Sistema de Remuneratório diferenciado o que, para os enfermeiros, significa que “desenvolvem as mesmas actividades, com o mesmo empenho, qualidade e resultados, vão ser discriminados pelo Ministério da Saúde na remuneração do seu trabalho”.

Hospital de S. João exibirá o nome dos profissionais faltosos

fonte: Jornal de Notícias
por: Jornalista Carla Soares

O título original desta notícia é: "Hospital de S. João exibirá nome de médicos faltosos", no entanto consideramos uma falta de respeito porque o contéudo global e o contexto da notícia não se resume a tal título. Jornalismo deste tipo é lamentável.

O Dr. António Ferreira, do Hospital S. João, EPE - Porto, dá uma extensa entrevista ao Jornal de Notícias, falando sobre a restruturação global para 2009.
As suas afirmações dão que pensar. Relativamente a enfermagem, será que alguns enfermeiros deste hospital estão a alimentar propositadamente esta taxa de absentismo??? Ou será que isto já aconteceu no passado?

Aqui transcrevemos uma parte que mereceu a nossa atenção

"Falou em sensibilizar os médicos para trabalhar para além do horário. Teve, também, de lidar com os médicos faltosos?
Podemos falar de médicos, mas falemos de todos os profissionais. Neste hospital, temos dois grandes grupos: os profissionais da Função Pública e os que agora fazem contrato individual de trabalho. A taxa de absentismo na Função Pública, em termos brutos, é da ordem dos 14 a 16%. Nos contratos individuais de trabalho não ultrapassa um por cento. E é preciso que se desmistifique a ideia de que só acontece com os médicos. Temos profissionais que faltam 59 dias, vêm trabalhar dois ou três e faltam mais 59, com base em atestados. Isto é estratégico. Como se resolve isto? No respeito por todos os direitos legais, com a publicação das listas de ausências. Isto nos locais de funcionários do hospital, não para doentes ou visitas. E há outra coisa, o pontómetro (para picar o ponto) não diz o que estão a fazer no hospital. O que produziram? Os médicos deram consultas? Viram doentes?

Dos futuros painéis irá, então, constar a produtividade?
Exactamente. Isso é fundamental. Terá o que fizeram durante aquele mês. Com a "corporate TV", para o ano, vamos ter essa possibilidade. É um sistema interno de televisão. E isto é fundamental porque quem não faz nada um dia há-de ter vergonha disso.

O hospital tem gestão hoteleira de camas e espaços?
Os serviços não são quintas dos directores de serviço, não são espaços rígidos onde só entram doentes da especialidade. O internamento deve obedecer às características do doente. Se precisa de uma unidade especial ou de uma intermédia, é para lá que tem de ir. Quanto às camas de internamento geral, os doentes que não precisam de condições especiais, tecnologicamente diferenciadas, ficam nas enfermarias e quartos com base numa gestão hoteleira.

Em que se traduz na prática?
Se no piso 4, para onde deveria ir o doente de medicina interna, não há uma cama vaga mas há no piso 6, então esse utente vai para o sexto piso e os médicos também. Enquanto houver uma cama vaga, não pode haver um doente no corredor e este foi o conceito que mudou.

Outra aposta do hospital é haver poucas camas por quarto?
Tirando as unidades de cuidados intensivos ou diferenciadas, o standard é ter três, duas ou uma cama. Por sermos capazes de tratar mais doentes em ambulatório, também reduzimos o número de camas do hospital e o objectivo, no final dos seis anos de aplicação do plano estratégico, é ter 950 camas. Havia 1270 quando começámos. Hoje, andam à volta de mil.

03 Janeiro 2009

INEM pretende regular a utilização de Desfibrilhadores Automáticos Externos



fonte: INEM

O INEM apresentou hoje, 3 de Dezembro, uma proposta de anteprojecto de Decreto-Lei que visa regular o licenciamento e utilização do Desfibrilhador Automático Externo (DAE). Este aparelho pode salvar vidas e, a partir do momento que esta matéria for regulada, poderá ser disponibilizado em espaços de acesso ao público e utilizado por leigos desde que cumprindo os requisitos legais.

A partir de hoje e até 10 de Janeiro, estará disponível para consulta pública, uma proposta de anteprojecto de Decreto-Lei que pretende disciplinar o licenciamento e a utilização da Desfibrilhação Automática Externa - expressamente qualificada como um acto médico - a realizar por não médicos em ambiente extra hospitalar.

As estatísticas nacionais indicam as doenças cerebrovasculares e cardiovasculares a principal causa de morte em Portugal, com uma percentagem superior a 30%. A desfibrilhação eléctrica é o único tratamento eficaz na paragem cardíaca para vítimas que, em mais de metade dos casos, não chegam com vida aos hospitais.

No entanto, essa utilização fora de um contexto organizativo estruturado e sem rigoroso controlo médico pode envolver riscos indesejáveis.

Cabe ao Instituto Nacional de Emergência Médica, I.P. (INEM) nos termos do Decreto-Lei n.º 220/2007 , de 29 de Maio, definir, organizar, coordenar e avaliar as actividades de emergência médica, nomeadamente no que diz respeito ao sistema de socorro pré-hospitalar. Daqui resulta ser-lhe atribuído um papel central na regulação da actividade de desfibrilhação automática externa em ambiente extra-hospitalar. A presente proposta de anteprojecto de Decreto-Lei resultou de uma ponderação baseada na auscultação de opiniões e pareceres de diversos peritos e entidades científicas, bem como da Ordem dos Médicos.

Projecto DL Desfibrilhador Automático Externo - 24 Novembro 2008